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Ibama nega pressão de Lula sobre exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas

Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama, declarou que não interpreta as recentes falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma tentativa de pressionar a instituição a autorizar a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. Essa área de potencial exploração petrolífera está situada a 175 km da costa do Amapá e 500 km da foz do Rio Amazonas, no mar. A Petrobras estima que a região pode conter até 14 bilhões de barris de petróleo. No entanto, o Ibama negou a licença no ano passado, alegando que a Petrobras não forneceu as informações necessárias para garantir a segurança ambiental. Em entrevista ao g1 e à TV Globo, Agostinho afirmou que a análise dos projetos para essa bacia, localizada entre o Amapá e parte do Pará, será realizada com “muita tranquilidade”. “A equipe do Ibama nunca interpretou isso como uma pressão. É legítimo que a sociedade pleiteie licenças junto aos órgãos ambientais. É legítimo que a sociedade e os gestores públicos busquem o desenvolvimento do país. O setor de licenciamento ambiental trabalhará para conciliar essas demandas, tentando permitir que a atividade econômica ocorra preservando o meio ambiente”, disse Agostinho. Em junho, durante entrevistas em suas viagens pelo Brasil, Lula voltou a abordar o impasse entre a Petrobras e o Ibama sobre a exploração de petróleo na região. “Enquanto a transição energética não resolve o nosso problema, o Brasil precisa ganhar dinheiro com esse petróleo”, declarou Lula à CBN em 18 de junho. “O problema é que o Ibama tem uma posição, e o governo pode ter outra. Em algum momento, vou reunir o Ibama, a Petrobras e o Meio Ambiente na minha sala para tomar uma decisão”, completou. Agostinho não estabeleceu um prazo para a conclusão da análise do pedido da Petrobras e negou haver pressão para sua demissão ou troca de comando no órgão ambiental. “De forma alguma. O governo federal pode, obviamente, a qualquer momento, mudar qualquer um desses cargos. Estou bastante tranquilo, sabendo que os servidores do Ibama estão fazendo o melhor trabalho possível”, afirmou. Pedido negado Em maio do ano passado, o Ibama negou um pedido da Petrobras para perfurar a bacia da foz do rio Amazonas visando a exploração de petróleo. A decisão gerou divergências entre os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). A Petrobras recorreu da decisão do Ibama. Na época, o órgão ambiental apontou diversos ajustes que a estatal deveria adotar para obter a licença. Uma das principais críticas do Ibama ao plano da Petrobras era o tempo de resposta em caso de acidente, que seria de cerca de 48 horas, aumentando o risco de que o óleo atingisse a costa brasileira. “A proposta apresentada pela Petrobras foi considerada inadequada pelos servidores do Ibama devido à grande biodiversidade, sensibilidade ambiental da área, fortes correntes marinhas e falta de estrutura. Por isso, a licença não foi concedida naquele momento”, explicou Agostinho. Segundo ele, a situação é desafiadora, mas o órgão realizará a análise técnica com muita tranquilidade. “As equipes do Ibama e da Petrobras estão dialogando para avançar nesse impasse, mas com muita tranquilidade. Ainda não há consenso ou decisão sobre isso, nem prazo, mas as equipes estão buscando um acordo sobre a utilização da área para exploração e produção de petróleo”, concluiu. Com informações da CNN Brasil.

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O elusivo “pico do petróleo” – Por Adriano Pires

Em junho, a IEA (Agência Internacional de Energia) publicou o seu relatório anual sobre o mercado de petróleo, o Oil 2024. O estudo traz as previsões de médio prazo da instituição, utilizadas como referências pelos agentes do setor. A última edição trouxe entre as previsões a expectativa de decréscimo do consumo em países desenvolvidos e seu avanço em países em desenvolvimento. Assim, voltaram a emergir debates sobre o iminente “pico do petróleo” e o valor estratégico de novos empreendimentos em Exploração e Produção (E&P) de Óleo e Gás (O&G). A ideia de que o suprimento de petróleo atingiria um pico, que ficou popularmente conhecido como “pico do petróleo” , começou a circular por volta da década de 1880, com previsões de esgotamento iminente nos Estados Unidos por causa do declínio dos campos de petróleo da Pensilvânia. No entanto, tanto a produção de petróleo nos EUA quanto a global continuaram a crescer por anos. Em 1956, a teoria ganhou força na academia com o geólogo Marion King Hubbert (1903-1989). Ele previu um pico global na produção de petróleo bruto por volta do ano 2000, com um nível de cerca de 34 milhões de barris por dia (mb/d). Esse nível foi alcançado em 1967, só 11 anos após a previsão, ultrapassando os 65 mb/d no final do século, mais do que o dobro do “pico” de Hubbert. Nos anos 1990 e 2000, o debate sobre o pico do petróleo ressurgiu. O geólogo Colin Campbell afirmou que a produção global atingiria seu pico de 2004 a 2005, e que depois disso o mundo dependeria de um petróleo cada vez mais escasso e caro, com enormes consequências para a economia global. Em 2006, o banqueiro Matthew Simmons sugeriu que a produção global teria atingido o pico em 2005. No entanto, as previsões de pico da oferta de petróleo mostraram-se equivocadas consecutivamente, influenciadas por suposições errôneas sobre a base de recursos recuperáveis, avanços tecnológicos e engenhosidade da indústria. Até 2024, a oferta de petróleo continuou a crescer, impulsionada por melhorias econômicas e contínuos avanços tecnológicos que ajudaram a reduzir custos, abrir novas fronteiras e adicionar novas reservas. Com isso, o foco de autoridades mudou do pico da oferta para o pico da demanda de petróleo, sob a premissa de excluir os combustíveis fósseis de um futuro sustentável. No entanto, assim como foi feito no passado, essas previsões frequentemente ignoram o papel das tecnologias na redução das emissões de gases poluentes e a importância global do petróleo como um recurso seguro e disponível. Atualmente, autoridades do setor divergem em suas projeções. A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus Aliados), por exemplo, não vê um pico de consumo de petróleo em nenhum dos cenários trabalhados em seus estudos, sejam no curto, médio ou longo prazo. Já a IEA, em seu estudo anual de 2023, sugeriu que a demanda pelo hidrocarboneto chegaria ao seu auge, de 105,7 mb/d, até 2030. No meio-termo entre os 2 órgãos, a S&P Global prevê que o consumo global de petróleo, incluindo biocombustíveis, alcançará seu ponto máximo em 2034, no patamar de 109 mb/d. O fato em comum entre todas as análises é de que o consumo continuará crescendo de forma expressiva nos próximos anos. Diversos fatores contribuem para essa continuidade, como: As melhorias tecnológicas também têm permitido não só a descoberta de novos recursos, mas também grandes avanços na redução das emissões, exemplificadas por combustíveis mais limpos e tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCUS). Assim como o pico da oferta de petróleo nunca se concretizou, as previsões de pico da demanda seguem um caminho semelhante. O petróleo tem repetidamente desafiado as expectativas de analistas, e, se a história é algo a se considerar, tudo sugere que continuará a fazê-lo. Isso ressalta a necessidade de os stakeholders reconhecerem a importância de investimentos contínuos na indústria do petróleo, hoje, amanhã e por muitas décadas no futuro. Enquanto a IEA vem intensificando seus alertas, alegando que não são necessários novos campos de petróleo e gás para abastecer a demanda, dentro de um cenário de aumento de temperatura média do planeta de 1,5ºC, a realidade do setor é outra. A U.S. Energy Information Administration (EIA), por exemplo, indica que a produção de petróleo da Bacia do Permiano quadruplicou de 2011 a 2019, reforçando a crescente demanda por fósseis observada no período, que deve ainda ser mais impulsionada pela Indústria 4.0, conhecida como A 4ª Revolução Industrial. As divergências nas previsões de pico da demanda por petróleo têm implicações significativas para o planejamento de novos poços exploratórios. A previsão da IEA de que a demanda por petróleo atingirá seu pico em 2029, reduzindo em seguida, pode desencorajar os investimentos em novos projetos de E&P. Por outro lado, a expectativa de crescimento da demanda por petróleo, tal como o previsto pela Opep, pode justificar investimentos em novos poços exploratórios. A busca por novos ativos de E&P não significa o abandono das metas ambientais. Pelo contrário, é possível identificar um crescimento expressivo não só de esforços associados a fontes renováveis, como também relacionados a tecnologias como CCUS, hidrogênio verde (H2V), sistemas de armazenamento, entre outras. Frente à crescente demanda por uma transição energética rápida, segura e justa, as decisões do presente devem ser estratégicas e consistentes. A antecipação do fim da era do petróleo é prematura e leviana, na medida que reduz a oferta de energia trazendo inflação. Este recurso é uma matéria-prima estratégica, cuja importância vai além da produção de combustível e energia, dado que ele é, e ainda será por muito tempo, o principal insumo da indústria mundial. Como resolver a produção em escala de amônia, concreto, plástico e fertilizantes sem os combustíveis fósseis? Adriano Pires é Sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Fonte: Poder 360

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Preço do etanol reduz em 17 estados, informa ANP

Os preços médios do etanol hidratado diminuíram em 17 estados na última semana, enquanto cinco estados e o Distrito Federal registraram aumento, e outros quatro estados mantiveram os valores estáveis. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e foram compilados pelo AE-Taxas. Em âmbito nacional, o preço médio do etanol se manteve estável em R$ 3,83 por litro em comparação com a semana anterior. Em São Paulo, o maior produtor e consumidor de etanol do país, onde há mais postos avaliados, o preço médio subiu 0,55%, chegando a R$ 3,66. Alagoas teve o maior aumento percentual da semana, de 0,88%, com o preço do litro atingindo R$ 4,58. Por outro lado, a maior queda percentual foi observada no Amapá, com uma redução de 7,06%, fazendo o preço do litro cair para R$ 4,61. O menor preço registrado na semana foi de R$ 2,99 por litro em um posto de São Paulo. Já o preço mais alto foi encontrado no Rio Grande do Sul, a R$ 5,99 por litro. Em termos de preço médio estadual, Mato Grosso teve o menor valor, de R$ 3,53, enquanto Roraima apresentou o maior preço médio, de R$ 4,81 por litro. Na análise mensal, o preço médio do etanol no país aumentou 0,52%. Alagoas registrou o maior aumento no período, de 4,33%, com o preço do litro alcançando R$ 4,58 nesta semana. A maior redução mensal foi no Amapá, com uma queda de 7,62%, resultando no preço de R$ 4,61 por litro. Com informações de O Dia.

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Aumento do Biodiesel no Diesel sem Testes de Viabilidade Gera Prejuízos no Brasil

O aumento da proporção de biodiesel misturado ao diesel utilizado no Brasil tem causado problemas crescentes no sistema de transporte do país. Com percentuais de mistura superiores a 10%, as empresas de transporte relatam perda de potência nos motores, maior necessidade de manutenção e limpeza de peças, além de um aumento no consumo de combustível em veículos de carga e passageiros. Desde março deste ano, a mistura de biocombustível no diesel atingiu 14%, muito acima do praticado em outros países. Caso esse percentual chegue a 20%, o impacto financeiro para o setor de transporte pode ser de R$ 20 bilhões. “Temos um posicionamento relevante e conhecemos o insumo que consumimos. Por isso, nossa reivindicação é por equidade nas mudanças da mistura, garantindo investimentos justos para todos os setores que utilizam o combustível, não apenas para os produtores de biodiesel”, destaca Vander Costa, presidente do Sistema Transporte. Para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), é crucial que o aumento do biodiesel no diesel seja condicionado a testes representativos, visando aprimorar o percentual da mistura. Dos cerca de sete bilhões de litros produzidos anualmente no Brasil, 82% são consumidos pelos transportadores rodoviários. Em 2008, a mistura começou com 2% e subiu para 7% até 2018. Desde então, esse percentual aumentou sem a realização de testes adequados. Em 2021, com a mistura a 10%, uma sondagem da CNT revelou que 60,3% dos transportadores perceberam problemas operacionais devido à mistura, com consequências socioambientais significativas. Relatos indicaram falhas nos sistemas de injeção eletrônica (77,1%) e maior frequência na troca de filtros (82,7%) e peças automotivas. Além disso, 48,4% das empresas reportaram aumento no consumo de combustível e na emissão de poluentes, devido à ineficiência energética do biodiesel. Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) revelou que veículos com a mistura de biodiesel consomem 15% mais combustível para percorrer a mesma distância, além de emitirem mais gases de efeito estufa, como CO2. Testes com dois caminhões mostraram que, com diesel B20 (20% de biodiesel), os motores perderam até 10% de potência em comparação ao B7 (7% de biodiesel). Na frota nacional de transporte rodoviário de cargas, esse aumento percentual pode resultar em três bilhões de litros de diesel a mais por ano, com um custo adicional de mais de R$ 20 bilhões e emissão extra de 8,78 milhões de toneladas de CO2. Os problemas são evidentes nas operações diárias de transporte. A empresa paulista Sambaíba, ao testar o B15, registrou perda de potência nos veículos e aumento nos custos de manutenção e limpeza de tanques, conforme relatado pelo diretor Marcos Araújo. Com a mistura de biodiesel superior a 10%, observou-se a formação de borras em tanques, filtros e outras peças automotivas, elevando os custos operacionais. A frequência de limpezas nos tanques dobrou e os filtros precisaram ser trocados com maior frequência, como observado por Marcos Araújo e Isaias Corinto, gerente de manutenção da Auto Viação Urubupungá. Eduardo Falabella, professor da Escola de Química da UFRJ, explica que a aceleração no teor de biodiesel, com suas limitações técnicas, pode causar graves problemas de eficiência energética e outros contratempos mecânicos, ambientais e de segurança. Outro problema é a heterogeneidade na produção do biodiesel brasileiro, utilizando diversas fontes como sebo, soja e óleo de fritura, que comprometem a pureza do produto e aumentam o risco de contaminação. Em temperaturas baixas, o combustível pode cristalizar, como ocorrido em 2021 no inverno de Santa Catarina e Paraná, quando caminhões pararam na pista devido à solidificação do biodiesel. Os problemas não se restringem ao transporte, afetando também postos de abastecimento, máquinas agrícolas e geradores movidos a diesel, com relatos de entupimentos e formação de borras. Em outros países, a mistura de biodiesel varia entre 2% e 7%. A União Europeia adota o B7, enquanto Japão, Argentina e Índia utilizam o B5, e no Canadá e EUA as variações estão entre 2% e 5%. A preocupação do setor de transportes é com a aprovação do Projeto de Lei 4.516, que prevê o aumento da mistura de biodiesel para 20% até 2030. A atuação da CNT condicionou o aumento a testes de viabilidade técnica, e o projeto está sob análise do Senado Federal. A Confederação busca também a inclusão do HVO (óleo vegetal hidrotratado) na matriz energética, reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa sem os efeitos colaterais do biodiesel. A CNT continua dialogando com congressistas e representantes do governo federal para assegurar medidas justas e eficazes para o setor. Com informações da Agência Infra.

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Redução na pesquisa de preços dos combustíveis pela ANP devido a cortes no orçamento

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) anunciou uma redução significativa no número de postos e cidades incluídos em sua pesquisa semanal de preços dos combustíveis, citando limitações financeiras após cortes no orçamento. Esta pesquisa semanal monitora os preços da gasolina, diesel, etanol, botijão de gás e GNV (gás natural veicular) em todo o Brasil, sendo essencial para detectar possíveis fraudes e crimes contra a concorrência. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (1º), a ANP revelou que firmou um aditivo contratual com a empresa responsável pela coleta de dados, reduzindo o número de cidades monitoradas de 459 para 358 e diminuindo o número de postos visitados de 10.920 para 6.255, representando um corte de 43%. “A decisão sobre as localidades que deixarão de ser monitoradas foi baseada em critérios específicos, visando minimizar os impactos negativos das perdas de unidades amostrais e locais pesquisados”, informou a agência. As capitais foram preservadas na pesquisa, e para as demais localidades, o corte levou em conta os volumes de venda de combustíveis, buscando manter a representatividade da coleta. O contrato prevê um restabelecimento parcial da pesquisa em 2025, com a inclusão de 417 cidades e 8.988 coletas. A possibilidade de redução na pesquisa havia sido antecipada em uma entrevista do diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, à Folha em maio. Saboia afirmou que a agência se encontra em uma situação onde é necessário “amputar os primeiros dedos”. “O orçamento atual é um terço do que tínhamos há dez anos, sem considerar a inflação. Ajustando pela inflação, chega a um quinto”, criticou. “Isso causou um impacto devastador em nosso planejamento de contratos já assumidos.” Saboia também mencionou a possível necessidade de cortes no programa de monitoramento da qualidade dos combustíveis, que possui cobertura nacional, embora ainda não tenham sido feitos anúncios a esse respeito. Este programa é crucial para a fiscalização de adulterações ou fraudes em bombas, por exemplo. “Controle de combustível é um assunto extremamente importante. Monitoramos um mercado muito sensível e suscetível a interesses fraudulentos”, afirmou o diretor-geral da ANP na entrevista de maio. A ANP tem enfrentado uma redução no número de servidores ao longo dos anos. No final de 2023, contava com 638 funcionários, uma queda de 7,5% em relação a uma década atrás. Saboia tem solicitado, sem sucesso, a realização de concursos, especialmente diante da necessidade de regulamentar o novo mercado de gás. Em resposta aos cortes orçamentários, trabalhadores de agências reguladoras decidiram, na sexta-feira (28), realizar uma paralisação no próximo dia 4 de julho. A decisão foi aprovada por 95% da categoria em assembleia. A paralisação visa pressionar o governo, com uma negociação com o Ministério da Gestão marcada para 11 de julho. O sindicato denuncia um processo de sucateamento e desvalorização das agências reguladoras. Com informações de Folha de S.Paulo.

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RELATÓRIO ABICOM – PPI X PREÇO DOMÉSTICO – 02/07/2024

Mercado Internacional Pressiona Preços do Óleo Diesel e Gasolina no Brasil Premissas: O preço de paridade de importação (PPI) foi calculado com base nos valores de referência para gasolina, óleo diesel, câmbio, RVO e frete marítimo, utilizando as cotações do mercado no fechamento de 01/07/2024. Cenário: Apesar da estabilidade cambial, os preços de referência da gasolina e, principalmente, do óleo diesel registraram valorização no mercado internacional no fechamento do último dia útil. O cenário médio de preços ainda está abaixo da paridade, com uma defasagem média de -16% no óleo diesel e -18% na gasolina. Câmbio: O Ptax encerrou a última sessão em um nível elevado, pressionando os preços domésticos dos produtos importados, com fechamento em R$ 5,58/USD. Petróleo: A oferta limitada continua a pressionar os preços futuros. Atualmente, os futuros do Brent são negociados acima de US$ 86/bbl. Óleo Diesel S10: Gasolina A:

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Vazamento de petróleo afeta rio Napo na Amazônia Equatoriana

Um vazamento de petróleo recente contaminou o rio Napo, um dos importantes afluentes do rio Amazonas, na região leste do Equador. A Petroecuador confirmou que o incidente ocorreu no bloco 16 da província de Orellana, sem especificar a data exata do vazamento. Segundo relatos, as fortes chuvas na região contribuíram para que parte do hidrocarboneto alcançasse o rio Napo, obrigando a instalação de barreiras adicionais para conter a contaminação. A Petroecuador está em contato direto com as comunidades afetadas e continua a implementar medidas preventivas para proteger os corpos hídricos ao redor do rio Napo. No entanto, a precipitação intensa exacerbou os impactos ambientais neste importante curso d’água, que atravessa várias fronteiras sul-americanas. O advogado Pablo Fajardo, defensor dos direitos humanos, destacou a gravidade do incidente, compartilhando vídeos que mostram o rio com manchas de óleo e moradores locais lamentando a impossibilidade de pescar. Este não é o primeiro desastre ambiental relacionado a hidrocarbonetos na região, com históricos anteriores de vazamentos que impactaram severamente o ecossistema local. Fonte: Com informações de G1 3.5

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Petrobras anuncia novos diretores, incluindo executivo do Banco do Brasil para a diretoria financeira

A Petrobras comunicou nesta sexta-feira, 28, a nomeação de três novos diretores. Fernando Sabbi Melgarejo foi designado para a diretoria Financeira e de Relacionamento com Investidores. Renata Faria Rodrigues Baruzzi Lopes assumirá a diretoria de Engenharia, Tecnologia e Inovação, e Sylvia Maria Couto dos Anjos ficará responsável pela diretoria de Exploração e Produção. Em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras informou que as nomeações passaram por seus procedimentos internos de governança corporativa, incluindo análises de conformidade e integridade necessárias para o processo sucessório. Segundo a companhia, Renata Baruzzi e Sylvia dos Anjos já tomaram posse nesta sexta, enquanto Melgarejo assumirá a partir do dia 15, após concluir seu processo de aposentadoria no Banco do Brasil. Fernando Sabbi Melgarejo é formado em ciências econômicas pela União Educacional de Brasília (UNEB), possui pós-graduação em negócios internacionais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e mestrado em economia de empresas pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Ele possui 37 anos de experiência no Banco do Brasil, onde dedicou cerca de 30 anos à área financeira. Desde 2022, é diretor de Participações da Previ e, em 2023, atuou como administrador estatutário tecnicamente qualificado (AETQ). Melgarejo também integra o Comitê de Auditoria da Neoenergia e é presidente do conselho de administração do Grupo Litel, além de Conselheiro Curador da Fundação Banco do Brasil. Renata Baruzzi é graduada em matemática pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com especialização em gestão estratégica de tecnologia pela COPPE/NCE e administração pelo IBMEC. Possui diversos cursos de extensão no exterior, incluindo o advanced management program (AMP) da Harvard Business School. Com 38 anos na Petrobras, Renata atuou nas refinarias de Cubatão (RPBC) e Paulínia (REPLAN) nos primeiros anos de sua carreira. Sylvia Maria Couto dos Anjos é consultora especial da presidência da Petrobras desde 2023. Formada em geologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui mestrado e PhD em geologia pela University of Illinois at Urbana-Champaign. Com mais de 42 anos de experiência na área de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras, Sylvia ocupou diversos cargos gerenciais ao longo de sua carreira na empresa. Com informações de O Estado de S.Paulo.

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Brasil importa diesel da Rússia sem identificar empresas nos portos

Nos últimos meses, a Rússia se tornou a principal fornecedora de óleo diesel para o Brasil. Contudo, os principais portos brasileiros, como Belém, Aratu, Vila do Conde, Itacoatiara, Itaguaí, Manaus, Suape, Paranaguá e Santos, enfrentam a falta de identificação das empresas importadoras desse produto. Em maio, empresas como Refit (4%), Ciapetro (3%), Vibra, Ream, INN e Amazônia Energia (cada uma com 2%) foram responsáveis por 15% do diesel importado, enquanto os responsáveis pelos outros 85% permanecem desconhecidos. Essas empresas não identificadas importaram 783.500 m³ de diesel, de um total de 922.875 m³ adquiridos pelo Brasil. O Porto de Santos recebeu a maior parte, totalizando 363.748 m³. Embora o diesel importado da Rússia tenha proprietários, os importadores não são revelados mensalmente. Diferentemente da gasolina, onde empresas como Petrobras (27%), Ipiranga (17%) e Amazônia Energia (14%) são claramente identificadas, o diesel importado não tem essa transparência. Em maio, a Petrobras não registrou importação de óleo diesel. De janeiro a maio, a Rússia forneceu 72,1% dos 5,71 milhões de m³ de diesel importados pelo Brasil, superando fornecedores tradicionais como Emirados Árabes, Estados Unidos e Kuwait. Devido a restrições da Comunidade Europeia, empresas listadas em bolsas internacionais, como a Petrobras, não podem comprar combustível russo. No entanto, empresas não listadas podem adquirir e suprir o mercado brasileiro. Em abril de 2024, a Petrobras participou com 40,5% das importações de diesel. O diesel russo é oferecido com até 15% de desconto em relação ao mercado global, tornando-se uma opção econômica para o Brasil. Em abril, o diesel importado representou 27,01% do consumo total. Dados de abril da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abcon) indicam que a demanda por Óleo Diesel A cresceu 1,29% em comparação a abril de 2023. Foram entregues 4,38 milhões de m³ de Óleo Diesel A, dos quais 1,18 milhões de m³ foram importados. A Petrobras e refinarias privadas forneceram 3,82 milhões de m³, com a estatal respondendo por 77,03% das vendas e a Refinaria de Mataripe (BA) por 8,22%. A Abicom não comentou o aumento das importações de diesel sem identificação dos proprietários nos portos. Segundo relatório da entidade, sete empresas associadas venderam 261 mil m³ de Gasolina C em abril, representando 7,12% do mercado interno no mês e 6,85% no acumulado do ano. A razão pela qual as empresas que compram óleo diesel da Rússia desde o início do ano não revelam suas identidades nos portos permanece um mistério. Com informações de JC Negócios

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ANP firma parceria com plataforma online para combater venda irregular

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na quinta-feira (27/6), um acordo de cooperação técnica com a Ebazar.com.br Ltda., operadora do Mercado Livre. O objetivo é combater a comercialização de óleos lubrificantes não registrados na ANP e a venda de metanol como combustível, o que contraria as normas da Agência. Conforme o acordo, a ANP terá a capacidade de remover diretamente os anúncios desses produtos irregulares do site, bloqueando sua venda e protegendo os consumidores. Além disso, a Agência terá acesso a informações que servirão como base para ações de fiscalização. Com informações de ANP

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