As ações das petroleiras chegaram a subir forte nesta quarta-feira (11), com o petróleo voltando a registrar ganhos, mas apenas as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) fecharam com ganhos expressivos.
A Petrobras PN (PETR4) avançou 4,36%, cotada a R$ 44,80, enquanto a ON (PETR3) subiu 4,89%, a R$ 48,94. A Brava Energia (BRAV3) teve alta menos expressiva, de 0,67%, negociada a R$ 19,64. Já a PRIO (PRIO3) teve valorização de 0,76%, a R$ 59,35, enquanto a PetroRecôncavo (RECV3) fechou no zero, cotada a R$ 12,89.
O petróleo fechou em alta de 4% nesta quarta-feira, 11, em mais um pregão marcado pelo conflito no Oriente Médio. A tensão na região mantém o mercado em alerta, diante das preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Investidores também repercutiram o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre as perspectivas de demanda e o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que pretende contribuir para estabilizar o mercado energético.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,55% (US$ 3,80), a US$ 87,25 o barril. Já o Brent para maio subiu 4,76% (US$ 4,18), a US$ 91,98 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
O petróleo voltou a subir, após despencar mais de 10% na sessão anterior, com a continuidade da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Navios petroleiros foram atacados perto do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, com o governo em Teerã reivindicando a autoria de pelo menos um desses ataques. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta que a guerra acabaria “em breve”, mas fontes disseram à Axios que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ataques.
Para Benjamin Cohen, do Macquarie Group, a elevação do preço do barril ainda não se tornou um fator limitante para que os EUA recuem no conflito. “Os americanos devem manter o combate, e os preços do petróleo tendem a permanecer altos – ainda que voláteis – até que os confrontos terminem, possivelmente no fim do mês”, projeta.
Ainda em destaque, está a fala do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele disse que integrantes do governo discutiram na terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questões sobre a alta do petróleo, mas não haverá intervenção na Petrobras relacionada a preços de combustíveis.
Em meio a um preço do petróleo mais elevado, em função dos desdobramentos da guerra no Irã, Silveira foi questionado sobre o assunto durante audiência em comissão do setor na Câmara dos Deputados.
O mercado também segue de olho na temporada de resultados. A PRIO divulgou seus números do quarto trimestre de 2025 (4T25), com prejuízo líquido de US$ 185 milhões no quarto trimestre de 2025, excluindo a norma IFRS-16.
O resultado operacional da petroleira, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), teve alta de 7% na base anual, para US$324,2 milhões. Já a margem Ebitda da Prio caiu 7 pontos percentuais, para 55%.
A produção subiu 46% no quarto trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período de 2024, ‘refletindo o ‘closing’ da aquisição de participação adicional de 40% e da operação do campo de Peregrino, concluído em 11 de novembro de 2025, que adicionou aproximadamente 40 mil barris por dia à produção’, disse a empresa.
A PRIO também comentou que o primeiro óleo de Wahoo é esperado nos próximos dias – um marco importante na tese de investimento. Por fim, a PRIO divulgou um novo relatório de certificação de reservas. As reservas totais permaneceram praticamente inalteradas em relação ao relatório anterior. As mudanças notáveis incluem uma extensão do platô em Peregrino e um atraso na produção em ABL
Após os resultados, a XP reiterou preferência pela ação no setor de óleo e gás. Para os analistas, os resultados foram em linha, porém a atenção está voltada para Wahoo e dividendos. A Brava divulga seus números após o fechamento desta quarta.
(com Reuters e Estadão Conteúdo)
Autor/Veículo: InfoMoney


