10 de outubro de 2024

Uncategorized

Petróleo cai com alta de estoques nos EUA; guerra e furacão limitam perdas

Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira após dados dos Estados Unidos mostrarem aumento nos estoques, mas as perdas foram limitadas pelo risco de interrupções na oferta iraniana em meio a conflitos no Oriente Médio e pelo furacão Milton nos EUA. Os futuros do petróleo Brent fecharam a 76,58 dólares o barril, com queda de 0,60 dólar, ou 0,8%. Os futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caíram 0,33 dólar ou 0,5%, a 73,24 dólares o barril. Os estoques de petróleo aumentaram em 5,8 milhões de barris, para 422,7 milhões de barris na semana passada, informou a Administração de Informação de Energia (AIE), em comparação com as expectativas dos analistas em uma pesquisa da Reuters para um aumento de 2 milhões de barris. Os EUA está se preparando para uma segunda grande tempestade, o furacão Milton, que gerou tornados e chuvas torrenciais horas antes de seu esperado desembarque na Flórida nesta quarta-feira. A tempestade já aumentou a demanda por gasolina no Estado, com cerca de um quarto dos postos de combustível esgotando os suprimentos, o que ajudou a sustentar os preços do petróleo. Os mercados também permaneceram nervosos sobre um possível ataque israelense à infraestrutura de petróleo iraniana, mesmo depois que os preços do petróleo caíram mais de 4% na terça-feira devido a um possível acordo de cessar-fogo entre Hezbollah e Israel. O presidente dos EUA Joe Biden falou com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu sobre os planos de Israel em relação ao produtor de petróleo Irã em uma ligação nesta quarta-feira. Nem a Casa Branca nem o gabinete de Netanyahu forneceram detalhes da discussão. (Reuters) Com informações de: InfoMoney.

Uncategorized

Inflação acelera e fica em 0,44%, puxada por conta de luz e alimentos

Após a trégua vista em agosto, os preços da economia voltaram a subir em setembro. Impulsionado pelo encarecimento da energia elétrica e dos alimentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saiu de uma queda de 0,02% em agosto para uma alta de 0,44% em setembro, divulgou nesta quarta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, puxado principalmente pelo aumento da conta de luz — a energia passou de -2,77% em agosto para 5,36% em setembro, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,463 na conta de luz a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos —, foi o mais elevado para o mês desde 2021, mas ficou em linha com as estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava uma alta entre 0,38% e 0,52%, com mediana de 0,45%. A taxa acumulada pelo IPCA em 12 meses acelerou de 4,24% em agosto para 4,42% em setembro, aproximando-se assim do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em 2024, que é de 3% com tolerância de até 4,50%. A inflação de setembro confirmou a pressão já esperada de itens como alimentos e energia elétrica, apontou o economista-chefe da gestora de recursos Porto Asset, Felipe Sichel. Segundo ele, houve melhora qualitativa em algumas aberturas, como na inflação de serviços, mas por fatores pontuais. “Ou seja, não é uma leitura tão positiva como à primeira vista os componentes sugerem”, ponderou Sichel. Para o analista Matheus Ferreira, da Tendências Consultoria Integrada, a pressão no IPCA de setembro foi focada em itens voláteis, em meio a uma composição benigna. Porém, os riscos altistas para a inflação no segundo semestre deste ano têm se materializado, com destaque para a falta de chuvas pressionando o preço de alimentos e energia elétrica e, mais recentemente, as tensões no Oriente Médio elevando a cotação internacional de petróleo. “Diante dessa pressão nos itens mais voláteis, existe, sim, chance de estouro do teto da meta de inflação”, previu o analista da Tendências, que deve revisar nas próximas semanas a projeção de um IPCA de 4,2% ao fim de 2024. Clima pressiona preços Os aumentos de preços que resultaram nas principais pressões sobre a inflação do País em setembro foram consequência de distúrbios climáticos, avaliou André Almeida, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE. Almeida aponta os aumentos de 5,36% na energia elétrica, um impacto de 0,21 ponto porcentual no IPCA, e de 0,50% em alimentação e bebidas, uma contribuição de 0,11 ponto porcentual. “Nos principais impactos positivos no mês de setembro, tanto por parte da energia elétrica quanto no caso das carnes e frutas, os fatores climáticos contribuíram para a alta de preços”, afirmou Almeida. A alimentação no domicílio ficou 0,56% mais cara em setembro. Houve aumentos no mamão (10,34%), laranja-pêra (10,02%), café moído (4,02%) e contrafilé (3,79%). “A oferta dessas frutas está sendo menor porque essas lavouras estão sendo afetadas pelas secas. As frutas aumentam com a redução de oferta”, justificou Denise Cordovil, analista da Gerência Nacional de Índices de Preços do IBGE. As frutas ficaram 2,79% mais caras em setembro. O subgrupo carnes registrou aumento de 2,97%, a maior alta desde dezembro de 2020. “Em 2024, os preços da carne bovina registraram queda na maior parte do primeiro semestre, principalmente devido à maior oferta do produto. A estiagem reduziu a qualidade da pastagem, então a gente vê um aumento de preços de bovinos em setembro. Isso afeta também o preço do leite longa vida”, explicou Cordovil. Segundo Cordovil, o clima mais seco, a estiagem e também as queimadas contribuem para uma redução da oferta dos produtos alimentícios. “É efeito do clima mais seco, menor incidência de chuvas que afeta a produtividade das lavouras, e a ocorrência de queimadas é um fato que também contribui para reduzir a oferta dos produtos”, concordou a pesquisadora. André Almeida, do IBGE, acrescenta que o período atual já é de entressafra para as carnes, agravada neste ano tanto pelo clima mais adverso quanto por um abate maior de animais no primeiro semestre. Quanto à energia elétrica, a alta na conta de luz em setembro foi puxada pela mudança da bandeira tarifária verde para bandeira vermelha patamar 1. Em outubro, foi acionada a bandeira vermelha patamar 2, o que voltará a pressionar o gasto das famílias com energia, reconheceu Almeida. Ele pondera que a bandeira tarifária é apenas um dos componentes que incidem sobre o cálculo dos gastos com a conta de luz. “No que diz respeito ao componente bandeira tarifária, de fato, em outubro a gente vai ter mudança para a bandeira vermelha patamar 2. Então a gente vai passar de cobrança (extra na conta de luz) de R$ 4,46 para R$ 7,87 a cada 100 kwh consumidos. Na passagem de agosto para setembro a gente passou de R$ 0 para R$ 4,46″, lembrou Almeida. “Em termos da pressão da bandeira tarifária pode ser que sim, vai haver pressão adicional.” Quanto aos gastos com transportes, houve uma elevação de 0,14% em setembro. As passagens aéreas subiram 4,64%, mas a gasolina caiu 0,12%. Entre os demais grupos de despesas investigados no IPCA, as famílias também gastaram menos em setembro com artigos de residência (-0,19%), despesas pessoais (-0,31%) e comunicação (-0,05%). Com informações de: O Estado de São Paulo.

Uncategorized

Entra em vigor a “Lei do Combustível do Futuro”

Entrou em vigor a “Lei do Combustível do Futuro”, que cria os programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano. Publicada nesta quarta-feira (9), a Lei 14.993/24 também aumenta a mistura de etanol e de biodiesel à gasolina e ao diesel, respectivamente. O objetivo da lei é substituir os combustíveis fósseis no transporte terrestre, marítimo e aéreo por combustíveis sustentáveis. De acordo com o governo, é o maior programa de descarbonização da matriz de transportes e mobilidade do planeta. Além das iniciativas de fomento à descarbonização e mobilidade sustentável, a Lei 14.993/24 promove a integração de diversas políticas públicas relacionadas ao setor de transportes, como a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), o Programa de Mobilidade Verde (Mover) e o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos (Proconve). Percentual de etanol O Combustível do Futuro estabelece ainda novos percentuais mínimos e máximos para a mistura do etanol à gasolina e do biodiesel ao diesel, vendidos aos consumidores em postos do país. A margem de mistura de etanol à gasolina C (vendida nos postos) passa de 22% a 27%, podendo chegar a 35%. Atualmente, o mínimo é 18%. Quanto ao biodiesel misturado ao diesel de origem fóssil, que está no percentual de 14% desde março deste ano, a partir de 2025 será acrescentado um ponto percentual de mistura anualmente até chegar aos 20% em março de 2030. Caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) avaliar a viabilidade das metas de aumento da mistura. Projeto da Câmara A lei tem origem em projeto do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) (PL 528/20) e apensados, incluindo um do governo (PL 4516/23). O relator da matéria na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), fundiu os textos em um parecer único, aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado. Jardim participou da cerimônia de sanção da lei, nesta terça, em Brasília, junto com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL). “A Câmara nunca se furtou de discutir, votar e entregar projetos estruturantes nas áreas essenciais para o crescimento do nosso País”, destacou Lira. Arnaldo Jardim também destacou a importância da lei. “Hoje nós temos uma grande dependência de diesel. O Brasil importa 25% do diesel que consome, vamos ter uma conversão disso”, disse o relator. Vetos Lula vetou três pontos da lei, entre eles o que conferia à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a regulação das atividades relacionadas à captura e à estocagem geológica de dióxido de carbono. O governo alegou que a medida já está prevista na legislação. Com informações de: Agência Câmara de Notícias.

plugins premium WordPress
Rolar para cima