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Petróleo avança, mas só Petrobras fecha com fortes ganhos entre petroleiras da B3

As ações das petroleiras chegaram a subir forte nesta quarta-feira (11), com o petróleo voltando a registrar ganhos, mas apenas as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) fecharam com ganhos expressivos. A Petrobras PN (PETR4) avançou 4,36%, cotada a R$ 44,80, enquanto a ON (PETR3) subiu 4,89%, a R$ 48,94. A Brava Energia (BRAV3) teve alta menos expressiva, de 0,67%, negociada a R$ 19,64. Já a PRIO (PRIO3) teve valorização de 0,76%, a R$ 59,35, enquanto a PetroRecôncavo (RECV3) fechou no zero, cotada a R$ 12,89. O petróleo fechou em alta de 4% nesta quarta-feira, 11, em mais um pregão marcado pelo conflito no Oriente Médio. A tensão na região mantém o mercado em alerta, diante das preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Investidores também repercutiram o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre as perspectivas de demanda e o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que pretende contribuir para estabilizar o mercado energético. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,55% (US$ 3,80), a US$ 87,25 o barril. Já o Brent para maio subiu 4,76% (US$ 4,18), a US$ 91,98 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). O petróleo voltou a subir, após despencar mais de 10% na sessão anterior, com a continuidade da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Navios petroleiros foram atacados perto do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, com o governo em Teerã reivindicando a autoria de pelo menos um desses ataques. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta que a guerra acabaria “em breve”, mas fontes disseram à Axios que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ataques. Para Benjamin Cohen, do Macquarie Group, a elevação do preço do barril ainda não se tornou um fator limitante para que os EUA recuem no conflito. “Os americanos devem manter o combate, e os preços do petróleo tendem a permanecer altos – ainda que voláteis – até que os confrontos terminem, possivelmente no fim do mês”, projeta. Ainda em destaque, está a fala do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele disse que integrantes do governo discutiram na terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questões sobre a alta do petróleo, mas não haverá intervenção na Petrobras relacionada a preços de combustíveis. Em meio a um preço do petróleo mais elevado, em função dos desdobramentos da guerra no Irã, Silveira foi questionado sobre o assunto durante audiência em comissão do setor na Câmara dos Deputados. O mercado também segue de olho na temporada de resultados. A PRIO divulgou seus números do quarto trimestre de 2025 (4T25), com ⁠prejuízo líquido de US$ 185 ‌milhões no quarto trimestre de 2025, excluindo a norma ‌IFRS-16. O resultado ​operacional da petroleira, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), teve alta de ‌7% na base anual, ​para US$324,2 milhões. Já a margem Ebitda da Prio caiu 7 ⁠pontos ​percentuais, para ​55%. A produção subiu 46% no quarto trimestre ⁠de 2025 ​na comparação com o mesmo período de 2024, ‘refletindo o ‘closing’ da ​aquisição de participação adicional de 40% e da ​operação do ⁠campo de Peregrino, concluído em 11 ⁠de novembro de 2025, que adicionou aproximadamente 40 mil barris por dia à produção’, disse a empresa. A PRIO também comentou que o primeiro óleo de Wahoo é esperado nos próximos dias – um marco importante na tese de investimento. Por fim, a PRIO divulgou um novo relatório de certificação de reservas. As reservas totais permaneceram praticamente inalteradas em relação ao relatório anterior. As mudanças notáveis incluem uma extensão do platô em Peregrino e um atraso na produção em ABL Após os resultados, a XP reiterou preferência pela ação no setor de óleo e gás. Para os analistas, os resultados foram em linha, porém a atenção está voltada para Wahoo e dividendos. A Brava divulga seus números após o fechamento desta quarta. (com Reuters e Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

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ANP oficia Petrobras para flexibilizar estoques de diesel e aumentar oferta a distribuidoras

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) enviou ofício para a Petrobras flexibilizando as obrigações de manutenção de estoques de combustíveis com o objetivo de aumentar a oferta de diesel da estatal para o Sul do país. Um leilão de 20 mil m³ de diesel voltado à região, nesta quarta-feira (11), teria sido uma primeira medida da Petrobras em atendimento à ANP, disseram fontes à Agência iNFRA. Pessoas da reguladora e do mercado voltaram a negar falta de produto no país. O ofício, assinado na tarde da terça-feira (10) pelo superintendente de Distribuição e Logística da agência, Diogo Valério, fala expressamente na flexibilização da Resolução ANP 949/2023, sobre estoques, para permitir “maior fluidez no suprimento mediante deslocamento de volumes mantidos pelo produtos para etapas mais próximas do consumo final”. E solicita especial atenção ao contexto do Rio Grande do Sul, onde revendedores retalhistas e o setor agropecuário indicaram “forte elevação da demanda”. A ANP ainda menciona, como fator motivador da medida, uma “redução nos estoques das distribuidoras”. Em seguida, a reguladora “orienta” que a Petrobras avalie usar a brecha para disponibilizar volume adicional a distribuidores. E, por fim, informa que essa condição vai vigorar “enquanto perdurarem as condições excepcionais que a motivaram”, sendo revertida por “comunicação posterior”. Segundo um interlocutor, além da situação de pressão nos preços que leva à estratégia de retenção por parte de alguns agentes no meio da cadeia, o foco da medida também está ligada ao aumento da demanda de diesel ligada à forte safra de arroz no Sul do país. Autor/Veículo: Agência Infra

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Raízen prevê reorganização societária

O plano de recuperação extrajudicial da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, protocolado na terça-feira, prevê, além da capitalização da empresa de etanol, uma reorganização societária, o que pode incluir “fusões, cisões e incorporações de ações”, de acordo com a petição encaminhada para a Justiça, à qual o Valor teve acesso. A companhia citou, em sua petição inicial do pedido, um risco de aceleração de cobrança de R$ 60 bilhões sem a blindagem na Justiça. Os detalhes dessa futura capitalização ainda serão discutidos nas próximas semanas, com a possibilidade de conversão de dívidas de credores em ações da empresa, o que pode diluir as participações dos dois acionistas, ambos com 44% cada do negócio.Nas últimas semanas, credores se mostraram insatisfeitos com os valores que estavam sendo discutidos pelos acionistas em uma injeção de capital e formalizaram, em um pedido conjunto, incluindo bancos e detentores de dívidas externa, um aporte robusto de até R$ 20 bilhões, conforme revelou o Valor. Na petição inicial, a Raízen aponta que a situação se deteriorou ainda mais com o rebaixamento de ratings pelas agências de classificação de risco, o que poderia gerar uma onda de antecipação de cobranças. As dívidas financeiras com bancos e “bondholders” (detentores de títulos externos) somam R$ 65,1 bilhões, dos quais 64% concentradas nas mãos de cinco grupos de credores. O montante sobe para R$ 98 bilhões, incluindo dívidas entre companhias do grupo. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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Raízen viu dívida disparar ao investir em Oxxo e etanol de segunda geração

Executivos de usinas e entidades do setor sucroenergético apontam, reservadamente, que o endividamento elevado da Raízen se deu, sobretudo, à busca de novas tecnologias para o seu negócio, como a produção de etanol de segunda geração. Nesta terça-feira (10), a companhia entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. O E2G, jargão do mercado para o biocombustível, é produzido a partir de resíduos vegetais, como o bagaço e a palha de cana-de-açúcar, e é uma aposta para a diminuição das emissões de carbono. Acontece que esse tipo de produto é tecnologicamente mais complexo e caro que o etanol de primeira geração. Além disso, o E2G tem sido deixado para trás para o etanol de milho, que tem sustentado o avanço de concorrentes da Raízen, como Inpasa e FS. Com o endividamento crescente, a Raízen, principal produtora de etanol de cana-de-açúcar no Brasil, teve de se desfazer de ativos, como uma quase centenária usina na região de Ribeirão Preto, mais tradicional polo do setor no país. O etanol de segunda geração é um combustível processado a partir de resíduos como palha, folhas e bagaço de cana, que permite a elevação da produtividade em até 50% sem aumentar o tamanho da área plantada, conforme a Raízen. O projeto é visto como emblemático, por envolver tecnologias novas e limpas, mas só uma planta inaugurada em 2024 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Guariba, no interior de São Paulo, custou R$ 1,2 bilhão. Outras unidades surgiram depois dela, como Valparaiso e Barra Bonita, ao mesmo custo. A avaliação de executivos ouvidos pela Folha é a de que o investimento foi muito agressivo, o que pressionou o caixa da companhia. A Raízen se declara como a única no mundo a produzir o biocombustível em escala comercial. Os negócios da Raízen passam por todas as etapas da cadeia produtiva de cana: produção de açúcar, etanol e bioenergia. Hoje, a companhia distribui e comercializa mais de 30 bilhões de litros de combustíveis anuais. Detém mais de 8 mil postos por meio da marca Shell. Além disso, opera 70 terminais de distribuição, atendendo aos principais aeroportos e mais de 5 mil empresas no país. Em um recorte mundial, a Raízen está presente no Brasil, Argentina, Estados Unidos, França, Alemanha e Indonésia. Antes de implementar a tecnologia de segunda geração, os resíduos eram descartados. O bagaço da cana já era usado para gerar energia, mas com o surgimento das novas plantas também passou a ser utilizado como matéria-prima, junto com a palha e outros resíduos, para a produção do etanol –num processo que inclui mais etapas, como pré-tratamento, hidrólise, separação, evaporação, fermentação e destilaria. O avanço gradual das dívidas da gigante do agronegócio fez com que ela fosse obrigada a se desfazer de negócios, como a histórica usina Santa Elisa, em Sertãozinho, na região de Ribeirão, fundada em 1936. A usina empregava 1.200 trabalhadores –dispensados sem aviso prévio, conforme o sindicato da categoria– e encerrou as atividades em julho do ano passado. A cana –3,6 milhões de toneladas– foi vendida para outras usinas. O objetivo da Raízen foi usar o R$ 1,045 bilhão arrecadado no negócio com a venda da cana própria e a cessão de contratos com fornecedores para reduzir o seu endividamento. No ano safra 2024/25 –de abril de 2024 a março do ano passado–, a Raízen obteve R$ 255,3 bilhões de receita líquida, com Ebitda ajustado de R$ 10,8 bilhões. Comercializou 34,2 bilhões de litros de combustível e produziu 5,1 milhões de toneladas de açúcar. No fim de dezembro de 2025, a empresa apresentou uma alavancagem de 5,3 vezes entre a relação dívida líquida e Ebitda. Para voltar a ser considerada uma empresa saudável, a Raízen precisaria reduzir ao menos um terço de seu endividamento, para algo próximo a R$ 24 bilhões. Parte do endividamento será resolvido com o aporte previsto de R$ 3,5 bilhões por parte da Shell e de R$ 500 milhões pelo empresário Rubens Ometto, que comandam em conjunto o negócio.HISTÓRIA A empresa é uma joint venture entre a Cosan e a Shell, e foi fundada em 2011, após uma negociação entre o empresário Rubens Ometto e a companhia britânica. Na assinatura do contrato havia uma cláusula segundo a qual depois de dez anos a Shell poderia comprar a participação da parceira de empreitada. Após um início promissor da sociedade, a cláusula foi retirada a pedido da própria Shell, revelou Ometto em sua autobiografia “O inconformista: A trajetória e as reflexões do empresário que fez da Cosan um dos maiores sucessos corporativos do Brasil” (Portfolio Penguin, 2021). “Pretendemos ficar casados com vocês para a vida inteira”, disse Ben van Beurden, CEO da Shell entre 2014 a 2022. A declaração foi em meio a um Grande Prêmio de Fórmula 1 que os parceiros acompanhavam em São Paulo. No livro, Ometto afirma que a relação entre a Cosan e a Shell na administração do ativo é cordial, mas que, como em qualquer casamento, deve-se “brigar para manter a relação viva e também para renovar o respeito que um deve ter pelo outro”. FRUSTRAÇÃO NO VAREJO Em 2019, a Raízen decidiu entrar no varejo. Por meio de uma parceria com o grupo mexicano Femsa, trouxe ao Brasil o mercado de proximidade Oxxo. A empreitada foi vista como uma distração por analistas, uma vez que não fazia parte da principal linha de atuação da empresa. A rede demandou um investimento de capital expressivo para a abertura de centenas de unidades no país, mas não teve o retorno esperado. Depois de procurar possíveis compradores para sua parte no negócio, Ometto decidiu abandonar a Oxxo. Com a recorrente queima de caixa, a joint venture entre as companhias chegou ao fim em 2025. A Femsa retomou a administração das lojas Oxxo no país, enquanto a Raízen ficou com a gestão das mais de 1,3 mil lojas Shell Select e Shell Café. A operação brasileira da Oxxo nunca atingiu o chamado ponto de equilíbrio, quando a

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FPA e agroindústria entram na defesa por aumento da mistura de biodiesel

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e um grupo de 43 entidades representativas do agronegócio e da agroindústria (veja a lista completa no final) entregaram ao governo federal uma carta aberta pedindo a “imediata elevação do percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17%“, que hoje é de 15%. A solicitação, divulgada em meio às recentes turbulências no mercado internacional de petróleo, defende o biocombustível como uma ferramenta para reduzir a dependência externa e conter a alta dos preços. A justificativa para a pressão pelo B17, segundo o documento, se sustenta no atual cenário global. As entidades alertam que tensões geopolíticas como a guerra no Oriente Médio e oscilações bruscas nas cotações do petróleo representam um risco direto à economia brasileira. “Diante dessa conjuntura, é imperativo e estratégico fortalecer soluções internas que garantam a nossa segurança energética, a estabilidade de preços e a mitigação dos riscos de desabastecimento”, afirmam as entidades no documento. O pleito ocorre em um momento crítico para o setor produtivo, marcado pelo escoamento da safra agrícola. As organizações argumentam que o transporte rodoviário, fortemente dependente do diesel, é vital para a competitividade do país. A adoção do B17, nesse sentido, contribuiria para aumentar a oferta de combustível e aliviar a pressão sobre os custos logísticos justamente no período de pico da demanda. A capacidade instalada da indústria nacional é apontada na carta como um fator que viabiliza a mudança imediata. As signatárias destacam que há disponibilidade de matéria-prima e logística estruturada para atender à nova demanda “com segurança e rapidez”. A medida, segundo as entidades, serviria para reduzir a dependência de importação de diesel fóssil, fortalecendo a indústria local e a previsibilidade ao mercado. Uma questão é o cronograma dos estudos técnicos para validar a mistura até 25% (B25). Os ensaios nem sequer começaram. Segundo a carta, a alteração para o B17 não esbarra em questões técnicas, já que o uso do biodiesel brasileiro em patamares superiores é seguro e conta com tecnologia consolidada, sendo utilizado até mesmo em sua forma pura (B100) por algumas empresas de forma voluntária, e atestando sua confiabilidade. Contexto é de tensão global A pressão pela aceleração do cronograma de mistura não é nova e se intensificou com a recente escalada dos conflitos no Oriente Médio. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) já havia enviado um ofício ao MME (Minas e Energia) defendendo a adoção do B17. A entidade cita a alta acumulada de 20% no preço do barril em um curto período e lembra dos choques de oferta durante a guerra entre Ucrânia e Rússia em 2022. “Em antecipação aos eventuais impactos à população brasileira, o avanço da mistura de biodiesel representa medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico”, justificou o presidente da CNA, João Martins. A confederação também ponderou que, com a soja em plena safra, o biodiesel se torna uma alternativa competitiva para frear a escalada de preços para os usuários de transporte. De acordo com o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos/PR), “hoje o Brasil ainda importa cerca de 30% do diesel que consome. Em um cenário de instabilidade internacional, isso representa uma vulnerabilidade para a nossa economia. O agro tem capacidade de oferecer parte dessa solução, transformando biomassa em combustível e fortalecendo nossa segurança energética”. Próximos passos e tramitação A decisão final, no entanto, depende de uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), adiada pela terceira vez para 19 de março. O aumento do mandato, previsto na Lei do Combustível do Futuro, precisa do aval do colegiado para ser implementado. A expectativa do setor é que o órgão acate a solicitação, considerando o novo contexto geopolítico. A mobilização também conta com o apoio do Legislativo. No início do mês, três frentes parlamentares do agronegócio divulgaram um manifesto em que classificam a elevação para 16% (B16) como “absolutamente necessária”. Os deputados Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), Alceu Moreira (MDB/RS) e Pedro Lupion defendem que cada ponto percentual adicional de biodiesel reduz a dependência de importações e a exposição cambial, além de fortalecer a produção nacional. Segundo Lupion, “o Brasil já não é apenas uma potência produtora de alimentos. É também uma potência na produção de energia renovável. Ampliar o uso do biodiesel significa fortalecer a indústria nacional, reduzir a dependência externa e criar novas oportunidades para o setor produtivo”. A vice-presidente da FPA no Senado, senadora Tereza Cristina (PP/MS), destacou que a dependência externa do país vai além do diesel. “Nós vivemos hoje problemas com o óleo diesel e com fertilizantes. Importamos, além do diesel, quase 90% dos fertilizantes. Isso aumenta o custo de produção e pressiona o produtor rural”, afirmou a ex-ministra da Agricultura. Segundo ela, as tensões geopolíticas ampliam os riscos para o país: “a geopolítica e a geoeconomia estão na mesa todos os dias. Isso impacta diretamente o Brasil e o custo de produção no campo”.Reunião adiada previa abertura para biodiesel importado A reunião do CNPE previa originalmente uma decisão sobre a moratória das importações de biodiesel. Em 2023, o governo federal suspendeu a abertura prevista por decisão de Jair Bolsonaro (PL) e todo o biodiesel usado na mistura obrigatória precisa ser comprado de usinas nacionais. Convocada inicialmente para 12 de março, a reunião agora está agendada para 19 de março, segundo informou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Esta é a terceira tentativa de realizar a reunião do colegiado desde o fim de 2025, com encontros previstos para dezembro e fevereiro também cancelados. A possibilidade de liberar a importação de biodiesel divide o setor e o próprio governo. De um lado, associações de distribuidores e importadores defendem a medida como forma de ampliar a concorrência e beneficiar o consumidor final. Do outro, produtores nacionais e a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) alertam que a abertura pode desestimular investimentos em um setor que já opera com quase 50% de ociosidade, “o que evidencia que não há risco de desabastecimento que justifique a abertura do mercado ao produto importado”.

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Fim da 6×1: O que cabe agora é a escala 5×2 com redução para 40 horas semanais, diz Marinho

Em meio aos debates sobre o fim da escala 6×1, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o que cabe neste momento é a escala 5×2, com redução de 44 horas para 40 horas de trabalho semanais. Ele afirmou que a economia hoje suporta esse patamar, e não 36 horas semanais. As declarações ocorreram em audiência pública realizada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira, 10. “O que cabe nesse momento é redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, jornada máxima, sem redução do salário, com duas folgas na semana. Portanto, eu estou falando de 5×2”, disse a parlamentares. Marinho defendeu enfrentar o debate do impacto de custo decorrente da mudança. “Nós não podemos negar que há um impacto de custo, evidentemente que acontece um impacto de custo. Mas é preciso não entrar numa neura de que esse custo é proibitivo a tal ponto de não encontrarmos um ponto de equilíbrio”, sustentou o ministro. “Nós não desejamos asfixiar a economia. O que nós precisamos é criar condições de trazer uma conquista, porque é uma exigência especialmente da juventude trabalhadora”, prosseguiu. Segundo ele, há empresas se antecipando à redução da jornada e a economia já precificou os impactos da mudança. “Nós estamos seguros de que a redução da jornada para 40 horas semanais é plenamente factível, é plenamente sustentável”, concluiu. A proposta que dá fim à escala 6×1 está sendo analisada pela CCJ do ponto de vista da admissibilidade constitucional. O mérito (conteúdo) da proposta será discutido somente após a instalação da comissão especial. De acordo com o presidente da Câmara, a expectativa é de que a PEC seja levada para votação no plenário em maio deste ano. ‘Colocar turno de Constituição é um equívoco’ Marinho disse que considera um equívoco colocar no texto constitucional o turno de jornada. Na visão dele, depois de reduzir a jornada para 40 horas semanais, cabe uma negociação de escala de trabalho entre trabalhador e empregador. Por essa razão, o ministro defendeu ser mais adequado tratar do tema da redução da jornada de trabalho por projeto de lei (PL) e não por proposta de emenda à Constituição (PEC). “Nós desejamos que esse debate seja encarado com serenidade, tranquilidade, pé no chão, mas de forma coerente com a velocidade que a sociedade está nos pedindo”, defendeu, afirmando que, se não houver “embromação”, não há por que se falar no encaminhamento de um PL em regime de urgência. Segundo o ministro do Trabalho, a mudança provoca aumento de produtividade do trabalhador, o que é benéfico para o empregador, “portanto, não há que se falar em compensação”. “Não estou autorizado, de maneira alguma, a falar de compensação. O governo não deu autorização a nenhum membro do governo a falar de compensação”, prosseguiu. Ele frisou que a mudança vai gerar efeitos “extremamente positivos” para o ambiente de trabalho como um todo. “A posição de governo, hoje, é não falar sobre compensação e apostar todas as nossas fichas no aumento de ambiente de trabalho, portanto, ganho de produtividade para compensar”, completou. O ministro também pontuou que, na sequência, haverá o processo de implantação da reforma tributária, que vai melhorar a condição tributária das empresas. ‘Não vejo necessidade de governo mandar projeto com urgência’ O ministro afirmou que o governo vai acompanhar diariamente a tramitação da PEC sobre o fim da escala 6×1 para avaliar se é necessário o envio de um projeto de lei sob urgência constitucional ao Congresso Nacional. “Precisamos conversar com a direção das Casas, seja com o presidente Hugo Motta, com o presidente Davi Alcolumbre, para avaliar a eventualidade desse processo”, declarou. Na ocasião, Marinho afirmou ter conversado mais cedo com Motta sobre a escala 6×1 e relatou que o presidente da Câmara disse ter o desejo de que a PEC ande rapidamente. “Portanto, não vejo necessidade de o governo, neste momento, pensar em mandar um projeto de lei, mas isso é um debate que vamos acompanhar diariamente. Vamos continuar medindo o pulso desse debate”, disse. O ministro acrescentou: “Se houver necessidade, se a gente sentir necessidade, conversando com o presidente, nós podemos colocar à disposição das Casas um projeto de lei com urgência, mas por enquanto não”. ‘Não acreditamos que leve a um aumento da informalidade’ O ministro disse não acreditar em um possível aumento da informalidade decorrente do fim da jornada 6×1. Ele afirmou que hoje o número de trabalhadores informais é grande (39 milhões), mas menor do que já foi. “Quanto mais o mercado de trabalho se fortalece, quanto mais a gente garante segurança jurídica, mais compensa a transferência da informalidade para a formalidade, essa é a aposta. Portanto, não vejo essa consequência e não há que se falar em consequência também na Previdência Social”. Ele pediu que o Parlamento entre com urgência no debate da pejotização, que já está em debate no Judiciário. “Aqui há um grande risco. O Supremo parece que vai avançar nisso, por isso eu clamo o Parlamento entrar urgente nesse debate, porque autorizar que um gari, trabalhador que trabalha honrado e tal, mas ser considerado PJ é uma insanidade, é uma aberração jurídica. Considerar que um auxiliar de escritório é uma pessoa jurídica é uma insanidade, uma aberração jurídica”, exemplificou. Marinho afirmou que está ocorrendo no País uma “fraude trabalhista”, e é importante entrar nessa discussão para proteger não só a Previdência, mas também o Fundo de Garantia para continuar investindo e financiando a infraestrutura, os municípios, a saúde, as santas casas, a habitação e também para eventuais saques emergenciais de FGTS em casos de calamidade. ‘Não podemos perder a jornada de 36h do horizonte’ Marinho afirmou que o governo não é contra que o Congresso avalie ao longo do tempo a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. “As 36 horas nós não podemos perder do horizonte. Então, a minha posição, a posição do governo é assim, nós não somos contra que o Congresso avalie, no tempo, a PEC para 36 horas”,

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‘Não visualizamos falta física de combustíveis no momento’, diz ANP

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt, reforçou, nesta terça-feira (10/3), a posição de que, mesmo com o cenário de instabilidade acentuada no mercado de petróleo, o abastecimento de combustíveis não representa um risco no momento. “Não visualizamos falta física de produtos no momento”, disse a jornalistas durante evento da agência no Rio de Janeiro. “Temos visto os principais produtores, como a Petrobras, com estoques regulares e entregas normais, então a gente não está vendo problema de abastecimento”, reforçou. A ANP informou, na segunda-feira (9/3), que recebeu informações sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel por produtores rurais no Rio Grande do Sul. Watt reforçou que a situação no Sul, assim como em todo o Brasil, está sendo acompanhada “diariamente e de perto”. “A ANP recebe informações pelos seus sistemas informatizados, está escutando as reclamações. Não subestimamos a situação de forma nenhuma. Sempre avaliando cada momento e buscando que o mercado funcione normalmente, com a possibilidade regulatória de avaliar que esse estoque esteja fluindo”, detalhou o diretor. “Não estamos vendo nenhum gargalo físico para o abastecimento nacional no momento”, reforçou. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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Alta de preços do petróleo torna biodiesel competitivo frente ao diesel importado

Com a alta dos preços do petróleo em função da guerra no Irã, o valor do diesel importado pelo Brasil superou a cotação do biodiesel. A situação é rara e poderia favorecer um aumento do percentual da mistura do biocombustível no combustível fóssil, apontou um levantamento da consultoria Raion obtido pela Reuters. O movimento pode reforçar o argumento dos defensores de uma alta da mistura de biodiesel no diesel no Brasil, notadamente integrantes do setor agrícola, às vésperas de uma esperada reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), prevista para a próxima quinta-feira (12). “Do ponto de vista técnico, tem espaço para o aumento da mistura, mas para fazer isso tem que convencer o governo”, disse o sócio-diretor da Raion Consultoria, Eduardo Oliveira de Melo, ponderando que a decisão normalmente é política. Ele disse ainda que uma mistura maior de biodiesel poderia amenizar problemas de oferta de diesel. “Mas aí o governo teria de assumir que está faltando produto [diesel], que a Petrobras não está conseguindo entregar, e não vai assumir.”, acrescentou ele. Segundo a Raion, com base em dado atualizado nesta segunda-feira (9), o biodiesel no Brasil foi cotado a R$ 5,4881/litro em média, versus R$ 5,6740 do diesel importado. Até quinta-feira (5), antes da disparada mais acentuada no valor do petróleo, a situação era inversa —R$ 5,30 para o diesel importado versus R$ 5,582 para o biodiesel. Procurado, o Ministério de Minas e Energia não comentou imediatamente se o aumento da mistura está na pauta da reunião do CNPE. Duas pessoas com conhecimento da situação confirmaram à Reuters a data do encontro. Integrantes do setor agrícola e do segmento de combustíveis também têm afirmado que a reunião está prevista para o dia 12 de março. Em um cenário de alta do preço do diesel, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) solicitou ao Ministério de Minas e Energia o aumento “urgente” da mistura obrigatória dos atuais 15% para 17% (B17), diante da escalada recente dos conflitos no Oriente Médio e seus impactos sobre o mercado de petróleo, como forma de amenizar impactos da alta do petróleo. “O avanço da mistura de biodiesel representa medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional”, disse o presidente da CNA, João Martins, em ofício ao ministério. Entidades como a Aprosoja Brasil afirmaram que “é urgente avançar no aumento da mistura de biodiesel, reduzindo a dependência externa, e ampliar o uso do etanol na matriz energética, inclusive no transporte de cargas e em máquinas agrícolas”. Os produtores do grão estão apontando problemas de oferta de diesel e alta nos preços em pleno período de colheita da soja e de cultivo do milho segunda safra. O analista de biodiesel da consultoria Safras & Mercado, Gabriel Viana, lembrou que a alta da mistura geralmente enfrenta obstáculos como questões inflacionárias, algo que não ocorreria no momento atual. “Com o petróleo disparando, temos um biodiesel que não vai ser tão inflacionário”, afirmou ele, lembrando que a maior parte da matéria-prima do biocombustível é o óleo de soja e o Brasil está colhendo uma safra recorde. Pelo cronograma legal, a mistura deveria subir um ponto percentual, para 16%, em 2026. Para o presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), Sérgio Araujo, não é momento de aumentar a mistura, apesar de o biodiesel ter ganhado competitividade. Ele ressaltou que biodiesel normalmente custa mais e ainda há despesas com a logística. “O diesel que sai da refinaria da Petrobras é mais barato”, afirmou, destacando que um aumento da mistura elevaria o preço do combustível vendido na bomba. Para Araujo, ainda são necessários mais testes para que as distribuidoras se sintam confortáveis em vender diesel com uma mistura de 16%. (Reuters) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Brasil está entre países emergentes menos vulneráveis à crise do petróleo, diz banco

Em relatório divulgado na segunda-feira (9), o banco UBS avalia que o Brasil é um dos países emergentes menos vulneráveis à crise energética atual, que levou o preço do petróleo a ultrapassar os US$ 100 por barril após o início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. Autossuficiente na produção de petróleo e com menor dependência de combustíveis fósseis para a geração de energia, o país é “mais bem isolado do que a maioria” dos emergentes, diz o texto, assinado por 12 analistas de diversas partes do mundo. Eles criaram um índice de vulnerabilidade, que considera indicadores como importância do petróleo na matriz energética, saldo comercial do setor de óleo e gás, vulnerabilidades fiscal e à inflação e sensibilidade do PIB (Produto Interno Bruto) ao preço do petróleo, entre outros. O Brasil aparece na sétima posição em uma lista de 20 países emergentes de todos os continentes. Os três mais vulneráveis são Polônia, Turquia e Coreia do Sul. Os três menos, República Tcheca, Malásia e Indonésia. “O Brasil, a Colômbia e a Malásia são os que mais se beneficiam entre os grandes mercados de um aumento sustentado de US$ 20 por barril nos preços globais de petróleo e gás”, diz o texto. O banco calcula que o PIB brasileiro ganha 20 pontos base a cada 10% de aumento nas cotações internacionais. O relatório destaca que 44% da energia primária consumida no país vem do petróleo e do gás natural, um dos menores patamares entre todos os países pesquisados. Apenas grandes consumidores de carvão, como China, Índia e África do Sul, têm dependência menor. Países dependentes de importações de petróleo e gás, como os três primeiros do ranking, terão mais dificuldades para lidar com a escalada dos preços após o conflito. Nesta segunda (9), a cotação do petróleo Brent, principal referência global de preços, chegou perto dos US$ 120 por barril durante o pregão, atingindo patamares vistos pela última vez em 2022. Depois, caiu para cerca de US$ 90, valor ainda bem superior ao de antes da guerra. Os analistas do UBS dizem que o fechamento do estreito de Hormuz gera impactos não lineares nos países emergentes, que devem aumentar com a esperada redução dos estoques globais de petróleo e com congestionamentos nos portos. “As atuais interrupções no fornecimento, se sustentadas, podem ser vistas mais como um choque de crescimento do que como um choque puramente inflacionário”, diz o texto. “Se o estreito não for aberto rapidamente, as ameaças tanto à produção quanto à inflação devem aumentar”. O relatório destaca que o mercado de ações brasileiro é mais isolado da crise, com a Petrobras sob menos riscos de sentir efeitos de disrupções na produção de petróleo. Entre os 20 emergentes pesquisados, é um dos únicos três em que a bolsa vale hoje mais do que antes da guerra na Ucrânia. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Petrobras nega que esteja racionando diesel; mercado põe no radar reajuste em meio à guerra no Irã

A Petrobras passou a aplicar a “cota-dia” para o diesel, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pelo Estadão/Broadcast. Esse sistema fraciona o volume mensal contratado pelas distribuidoras em remessas diárias e impede que empresas antecipem retiradas e formem estoques maiores às vésperas de um provável reajuste. O aumento do preço do diesel por causa da guerra no Oriente Médio suspendeu as importações do produto e colocou em risco o abastecimento do País. Lida como um racionamento por parte dos distribuidores, a medida é normalmente usada em cenários de escassez e teria sido adotada após a disparada internacional do petróleo e a percepção de corrida de grandes consumidores para encher tanques enquanto o preço interno permanece defasado. A Petrobras, porém, negou que tenha alterado a venda de diesel às distribuidoras. Segundo a companhia, responsável por cerca de 80% do mercado de refino no País, as entregas do produto estão ocorrendo normalmente. “A Petrobras informa que não houve qualquer alteração em relação às entregas de diesel por parte de suas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme planejado e alinhadas aos compromissos comerciais vigentes”, disse em nota, ao ser questionada pelo Estadão/Broadcast sobre a restrição de cotas de diesel para as distribuidoras de combustíveis. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a empresa está esperando o momento certo de agir, em meio à grande volatilidade do petróleo por conta da guerra entre Estados Unidos e Irã. No fechamento do mercado de petróleo na segunda-feira, 10, o diesel vendido no Brasil registrava defasagem de 60% em relação ao praticado no mercado internacional, abrindo espaço para a Petrobras elevar o preço do combustível em R$ 1,94 por litro. Um executivo de distribuidora, em condição de anonimato, disse que, na prática, a Petrobras está fazendo um tipo de racionamento diante do risco de crise. Com estoques privados estimados para no máximo 15 dias, o risco de falta de diesel começa pelas “pontas” do mercado, como Nordeste e Rio Grande do Sul, mais dependentes de volumes estrangeiros. Refinarias privadas, como Ream, no Amazonas, e Mataripe, na Bahia, já repassaram altas sucessivas, mas a estatal mantém os preços congelados. Executivos e analistas defendem ajuste imediato para restabelecer a atratividade das importações e evitar problemas de suprimento. Caso o impasse persista, alertam, o racionamento informal tende a se intensificar e poderá chegar ao consumidor final. TRRsAs empresas autorizadas a comprar combustível a granel (principalmente óleo diesel) e revender diretamente ao consumidor final, sem posto fixo, as chamadas TRRs (Transportador-Revendedor-Retalhista), que abastecem fazendas, indústrias, construtoras e transportadoras, já sentiram a falta do produto no mercado. “O setor já sentiu o problema e a posição é tentar fracionar as entregas de forma a não deixar nenhum cliente sem produto. As regiões com agro acabam sentindo primeiro. Vale ressaltar que o TRR é abastecido pelas distribuidoras”, informou a assessoria do segmento, afirmando que o problema está bem distribuído, mas que o primeiro estado a reclamar mais fortemente foi o Rio Grande do Sul”, afirmou. Na segunda-feira, 9, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que recebeu informações sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel por produtores rurais no Rio Grande do Sul. De acordo com a agência, no entanto, a produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras. “Cabe destacar que o Rio Grande do Sul é um Estado que produz mais diesel do que consome, encontra-se com nível de estoque regular e não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto”, explicou a agência. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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