7 de janeiro de 2026

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Petrobras registra vazamento em perfuração na Foz do Amazonas, mas diz que incidente foi controlado

A Petrobras informou nesta terça-feira, 6, que identificou um vazamento durante a perfuração de um poço na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá. O incidente no domingo, 4, ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ODN II, no poço Morpho, segundo a estatal. “A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo”, informou a companhia. Segundo a estatal, que obteve a licença de perfuração em outubro do ano passado, não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. “A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, explicou. A Petrobras afirmou que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Segundo a companhia, o fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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O que está em jogo no mercado do petróleo após a ação dos EUA na Venezuela?

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta entender os efeitos para os cenários energéticos global e regional de ataque inédito à América do Sul com a ofensiva à Venezuela, que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro e da mulher dele na madrugada do último sábado (3/1). No mais alto escalão, há quem acredite que o ataque mirou exclusivamente no domínio, pela maior economia do mundo, da produção de petróleo do país, sem interesse necessariamente numa troca de regime. A Venezuela é hoje detentora das maiores reservas do planeta. Só isso já seria grave o suficiente para criar precedente perigoso, uma das grandes preocupações do governo Lula nos últimos dois meses, após a escalada das ameaças. Hoje, a questão é o petróleo na Venezuela. Amanhã, os minerais críticos e estratégicos em países vizinhos, como balbuciam algumas fontes, sem querer verbalizar o temor com todas as letras. Trump deixou no ar no próprio sábado ameaças sobre Cuba e Colômbia. Em coletiva à imprensa, o presidente norte-americano disse que a operação avança com as prioridades do America First porque assegura a segurança regional americana e fonte estável de petróleo Se já está claro que a crise entrou na pauta política e na agenda eleitoral brasileira, ainda não se tem a dimensão do seu impacto econômico. No que diz respeito ao mercado de petróleo, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Artur Watt, disse no fim de semana que o Brasil poderia até ser beneficiado. A leitura é de que o primeiro momento será de recuo na produção de petróleo devido à instabilidade geopolítica, o que abre espaço para que o Brasil ocupe esta lacuna. No longo prazo, a depender dos desdobramentos, o cenário poderia atrair investimentos para ativos e operações brasileiras com maior segurança jurídica e internacional. A Petrobras, embora não disfarce preocupação nos bastidores, não mantém ativos na Venezuela. Por ora, fontes não veem impacto nas atividades de exploração na margem equatorial — que conta, inclusive, com operações de petroleiras internacionais. Preço do barril No primeiro momento, a única “certeza” de especialistas no setor e de integrantes do governo é de que há uma dúvida em relação à exploração do óleo por empresas norte-americanas e a suposta retomada da produção de petróleo na Venezuela. A declaração de Trump simplifica a lógica de um setor que é complexo. Em coletiva de imprensa em 3 de janeiro, o presidente norte-americano disse que o petróleo venezuelano será explorado por empresas norte-americanas e “voltará a fluir”. Os recursos iriam para o povo venezuelano, mas também pagariam investimentos em infraestrutura. Falta combinar com os russos: petroleiras norte-americanas devem evitar investimentos de altas cifras em ativos venezuelanos sem que haja um regime legal e fiscal confiável. É o que avalia o presidente do Grupo Consultivo de Energia do Centro Global de Energia, David Goldwyn. Além disso, a oferta global do petróleo pode demorar para sentir os impactos econômicos de uma eventual “inundação” de óleo no mercado, o que atenderia a vontade de Donald Trump de baixar os preços da commodity. Embora a exploração na região seja em terra e águas rasas — o que torna a atividade mais fácil —, a deterioração dos ativos é um desafio para resultados no curto prazo. Outro sinal amarelo foi o resultado da primeira reunião da Opep+, no domingo domingo (4/1), que reafirmou a pausa no aumento de produção nos primeiros três meses de 2026 — uma decisão para estabilizar os preços dos barris, após uma queda nos valores com incremento da produção. Quem investe no Brasil — Petrobras, BP e Exxon, por exemplo — está fora da Venezuela. As petroleiras americanas foram expulsas pela nacionalização da indústria petrolífera em 1976. A não ser que Trump torça o braço da americana Chevron, que se mantém no país, para fazer os investimentos, o que é esperado. A sensibilidade do mercado financeiro traduziu as possibilidades, mesmo que ainda incertas, nos resultados desta segunda (5/1). O preço do barril caiu com a possibilidade de retirada do bloqueio das vendas ao mercado internacional, enquanto as ações de petroleiras norte-americanas disparam. China será afetada É cedo para precificar o impacto que o ataque à Venezuela pelos EUA — que anunciaram que vão comandar o país e conduzir a produção de petróleo até que aconteça uma transição que considerem razoável — terá sobre o mercado da commodity no curto e médio prazos. E é neste clima de incerteza que os mercados tentarão se posicionar a partir dos próximos dias. O que é certo que a China será diretamente afetada. E isso cria outro fato de instabilidade não só econômica, mas geopolítica. Segundo interlocutores, qualquer nova interrupção nas exportações pode ter impacto limitado no mercado global de petróleo, porque se estima uma oferta muito maior do que a demanda em 2026. No ano passado, a Venezuela bombeou apenas cerca de 900.000 barris por dia (bpd), o que significou menos de 1% da oferta global. Por trás disso estariam anos de redução dos investimentos por conta de políticas governamentais falhas e sanções. As exportações de petróleo bruto venezuelano para os EUA atingiram um pico de 1,4 milhão bpd em 1997, quando somavam 44% da produção da Venezuela, segundo dados da agência americana EIA. O fluxo caiu para 506.000 bpd em 2018, com o aumento da oferta de tipos pesados ​​concorrentes dos EUA, México e Canadá. As exportações venezuelanas, que bateram zero entre 2020 e 2022, após as sanções diretas ao petróleo da estatal PDVSA pelo governo Trump, se recuperaram para 227.000 bpd em 2024 e 140.000 bpd nos primeiros 10 meses de 2025, por conta da isenção concedida por Washington à americana Chevron para que continuasse operando suas joint ventures na Venezuela. Mas o principal comprador do petróleo do país nesses anos após as sanções foi a China, responsável por mais da metade do que se exportou em petróleo bruto da Venezuela (768.000 bpd no ano passado). Trump sabe disso. No próprio sábado, o Republicano deu a entender que a China continuaria a receber

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Maior venda de petróleo pela Venezuela depende de investimento, diz Alckmin

O vice-presidente ⁠e ministro do Desenvolvimento, ‍Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse ‌nesta terça-feira que, embora a Venezuela tenha uma grande reserva de petróleo, um eventual ‌aumento nas ‌vendas do produto após intervenção dos Estados Unidos no país dependerá de investimento, ‌não sendo algo que pode ser feito “em ​24 horas”. Em entrevista coletiva para comentar dados da balança comercial, Alckmin afirmou que as exportações de petróleo do Brasil devem crescer neste ano ​por ⁠causa ⁠da exploração do pré-sal. Em relação ao ‌fluxo comercial entre os dois países, ele disse que ‍a Venezuela hoje responde por apenas ​2% ‌do Produto Interno Bruto da ‍América do Sul, sendo pouco relevante para o comércio exterior do Brasil. (Reuters) Autor/Veículo: InfoMoney

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Venda de carros eletrificados cresceu 26% no país em 2025 e atingiu 223 mil unidades

O ano de 2025 terminou com 223.912 veículos eletrificados vendidos no país, um crescimento de 26% em relação ao ano anterior, quando foram vendidos 177.358 unidades. Os números foram divulgados nesta terça-feira pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Nesse total estão incluídos os carros 100% elétricos (Bev), híbridos plug-in (Phev) e híbridos sem recarga externa (Hev e Hev Flex). Só em dezembro foram 33.905 emplacamentos, 60% a mais do que em novembro (21.209 )nidades e 57% acima de dezembro de 2024 (21.634). Segundo a ABVE, foi o melhor mês da história em emplacamentos desse setor com participação de 13% sobre as vendas totais de veículos leves no mercado doméstico. Para Ricardo Bastos, presidente da ABVE, os números são expressivos e indicam crescimento forte do segmento de eletrificados mesmo num cenário macroeconômico mais adverso, com a Selic em 15% ao ano, o que resulta em juros na ponta do consumidor de mais de 27% nos financiamentos. “As vendas indicam que os eletrificados crescem num ritmo muito superior ao do conjunto do mercado”, disse Bastos em nota, lembrando que a indústria automotiva como um todo vendeu 2,5 milhões de unidades em 2025, um crescimento de 2,6% sobre o ano anterior. Em uma década, a venda de eletrificados subiu 20.423%, já que em 2016 foram vendidos apenas 1.091 veículos eletrificados no país. Início da fabricação nacional Entre os fatores que impulsionaram as vendas, segundo o presidente da ABVE, estão o início da fabricação em território nacional de veículos 100% elétricos e elétricos plug-in, com a inauguração das fábricas das chinesas GWM em Iracemápolis (SP), da BYD em Camaçari (BA) e da Comexport no novo polo multimarcas de Horizonte (CE), com produção iniciada de modelos elétricos da americana GM. Com produção local, os descontos no preço final aumentaram. A oferta de modelos também cresceu a atraiu a atenção do consumidor brasileiro. Foram 400 modelos diferentes oferecidos no mercado brasileiro em 2025, ou 26% acima dos 317 modelos de 2024. A participação de mercado dos eletrificados no total das vendas domésticas de veículos leves fechou 2025 em 9%. Híbridos na liderança Os híbridos plug-in mantiveram a liderança entre os eletrificados em 2025, com 101.364 emplacamentos, ou 45% do total. Na comparação com 2024 (64.009), houve um crescimento de 58%. Os veículos 100% elétricos fecharam o ano com 80.178 unidades vendidas, ou 36% do total de eletrificados. Em relação a 2024, houve um aumento de 30%. A região Sudeste, onde está a maior parte da infraestrutura de carregamento, ainda um dos entraves para a expansão dos elétricos, seguiu como principal polo da eletromobilidade no país, concentrando 46,4% das vendas de eletrificados em 2025 (103.964). Na sequência, o Sul manteve a segunda colocação, com 18% do mercado (40.085 unidades vendidas). O Nordeste consolidou-se como a terceira maior região em participação, com 16% das vendas, ou 36.596 unidades. Entre os estados que mais venderam eletrificados, São Paulo lidera com 68.618 unidades, o equivalente a 30,6% do total. Em seguida, aparece o Distrito Federal com 21.639 (9,7%), seguido de Minas Gerais com 15.155 veículos (6,8%). O Rio de Janeiro ficou em quarto lugar com 14.280 unidades vendidas (6,4% do total). Autor/Veículo: O Globo

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Alta da produção na Venezuela acende alerta para Petrobras

A perspectiva de aumento da produção de petróleo na Venezuela a médio prazo acende um sinal de alerta para a Petrobras e petroleiras brasileiras de menor porte, caso de Prio e Brava, na visão de especialistas do setor ouvidos pelo Valor. O retorno esperado de petroleiras americanas à Venezuela, depois da deposição do ex-presidente Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos, poderá contribuir para um aumento da oferta da commodity e pressionar ainda mais os preços, que situam-se atualmente na faixa de US$ 60 para o barril do tipo Brent (ontem fechou em US$ 60,70, com queda de 1,71% sobre a véspera). A expectativa de que possa haver volumes adicionais de petróleo venezuelano disponíveis em horizonte de 12 ou 18 meses, em um mercado que já está sobreofertado, reforça a necessidade de as petroleiras priorizarem iniciativas de redução de custos para garantir a eficiência das operações, dizem especialistas.Preços menores podem empurrar produtores mais caros para fora do mercado e quem tiver custo de produção mais baixo consegue sobreviver mesmo em um cenário adverso.“Estamos atentos ao movimento na Venezuela e o foco continua a ser na eficiência de custos”, disse fonte próxima à Petrobras. Executivos da indústria no Brasil reconhecem que a Venezuela tem grandes reservas, mas dizem que o caminho da retomada de produção é gradual e existe ainda a questão de o petróleo venezuelano ser pesado, sujeito a descontos no mercado em um cenário de maior oferta. O vice-presidente da S&P Global, Carlos Pascual, previu, como noticiou o Valor ontem, que é possível elevar a produção de petróleo na Venezuela de 900 mil barris por dia para 1,5 milhão de barris diários com a infraestrutura existente num prazo de 18 meses. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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