15 de janeiro de 2026

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Receita Federal orienta a população sobre fake news envolvendo PIX e tributação

São completamente falsas as informações sobre monitoramento de movimentações financeiras via PIX para fins de tributação. A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. Não existe tributação de PIX e não existe tributação sobre movimentação financeira. Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado. A Instrução Normativa da Receita Federal nº 2.278 de 2025, que é atacada mentirosamente como se tratasse de monitoração de PIX, na verdade apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência que sempre foram aplicadas às instituições financeiras, sem qualquer detalhamento ou identificação de movimentações financeiras. Essa Instrução Normativa é essencial para evitar que fintechs voltem a ser utilizadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, como vimos na Operação Carbono Oculto. O combate ao crime organizado não será prejudicado por pressões de quem quer que seja. A Receita Federal alerta que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro com essa finalidade é uma prática perigosa, porque incentiva criminosos a aplicarem golpes contra as pessoas com base na mentira. No momento em que esse tipo de fake news é lançada, os criminosos se aproveitam para enviar anúncios e mensagens falsas via redes sociais e outras formas de comunicação, como telefone e Whatsapp, com a finalidade de coagir as vítimas. Outro ponto importante é que quem divulga fake news, além de incentivar o crime, também se beneficia com a movimentação e monetização em cima desse tipo de assunto nas redes sociais, gerando descrença e desconfiança no PIX brasileiro. É isto o que os autores dessas mensagens falsas não querem que a população saiba: a partir de janeiro deste ano, quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do imposto de renda e quem ganha até R$ 7.350 terá desconto. Quem dissemina fake news quer o mal do Brasil e dos brasileiros. Não caia em fake news! Autor/Veículo: Receita Federal (gov.br)

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Petrobras amplia portfólio sustentável com diesel de conteúdo renovável – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

A Petrobras anunciou a ampliação de sua linha de combustíveis sustentáveis com a incorporação de versões renováveis do Diesel Podium e do Diesel Verana. Os dois produtos passam a contar com 5% de conteúdo renovável em sua composição, iniciativa que fortalece a atuação da empresa em soluções de baixo carbono voltadas a diferentes segmentos de mercado, do uso automotivo premium ao setor náutico de lazer. No caso do Diesel Petrobras Podium, destinado principalmente a SUVs e picapes de uso pessoal, a nova formulação permite uma redução aproximada de 3% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel mineral tradicional. O combustível é produzido por meio do coprocessamento de diesel mineral com 5% de matéria-prima renovável, como óleo vegetal ou gordura animal. Apesar da mudança, o produto mantém todas as propriedades do diesel S10 100% mineral, dispensando qualquer adaptação nos motores. Desenvolvido e testado pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), o Diesel Podium renovável foi projetado para garantir alto desempenho, com melhor aproveitamento da potência dos motores e maior proteção dos sistemas de combustão. A formulação contribui para reduzir corrosão, formação de depósitos e desgaste de componentes, ampliando a vida útil do motor. Já o Diesel Verana, único diesel premium voltado exclusivamente ao mercado náutico de lazer, também passa a incorporar 5% de conteúdo renovável. Assim como o diesel rodoviário, o produto proporciona uma redução estimada de cerca de 3% nas emissões de gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo de vida e pode ser utilizado sem ajustes nos motores das embarcações. Testado pelo Cenpes em condições reais de operação no mar, o novo Diesel Verana apresenta benefícios adicionais voltados ao conforto e à segurança. Entre eles estão o abastecimento mais rápido, sem formação excessiva de espuma, a diminuição do odor típico do diesel marítimo e uma performance superior, com maior confiabilidade e potência. A alta estabilidade do combustível também assegura proteção extra às partes do motor que entram em contato com o diesel, inclusive durante longos períodos de inatividade das embarcações. Ao comentar o lançamento, o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, destacou a estratégia da companhia de expandir sua presença no segmento premium com soluções sustentáveis. “Ao adicionar ao seu portfólio produtos com conteúdo renovável adequados às necessidades do consumidor e que mantêm o alto nível de qualidade, a Petrobras reafirma seu propósito de expandir a atuação no segmento de mercado premium. Estamos atuando em soluções aplicáveis a diversos setores, expandindo a oferta de produtos mais sustentáveis e caminhado no rumo de uma transição energética justa, de acordo com as atuais demandas da sociedade”, afirmou. Os novos combustíveis são produzidos na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), localizada em Cubatão, no estado de São Paulo. O Diesel Podium com conteúdo renovável será comercializado inicialmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Já o Diesel Verana estará disponível no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, ampliando o acesso a alternativas mais sustentáveis no mercado nacional de combustíveis premium. Autor/Veículo: Brasil247

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Brasil corre risco de sobretaxa dos EUA por importar diesel da Rússia

O Brasil pode ser alvo de tarifas punitivas dos Estados Unidos caso mantenha importações de diesel e outros derivados de petróleo da Rússia, após o senador Lindsey Graham afirmar que o governo de Donald Trump apoia um projeto que prevê sobretaxa mínima de 500% a países que adquiram combustíveis russos. A declaração foi feita pelo autor do Sanctioning Russia Act of 2025, que condiciona a aplicação das medidas a uma determinação formal da Casa Branca. Pelo texto, as tarifas seriam acionadas se o presidente dos EUA concluir que a Rússia se recusa a negociar um acordo de paz com a Ucrânia, viola um entendimento firmado ou inicia uma nova ofensiva militar. Em publicação feita na terça-feira (13/1) no X (antigo Twitter), Graham disse ter conversado com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e defendeu o aumento da pressão sobre Moscou. “Acredito que seja necessária mais pressão sobre Putin”, escreveu. O senador acrescentou: “Sou muito grato pelo trabalho árduo do presidente Trump e de sua equipe para pôr fim ao banho de sangue”. Na mesma mensagem, Graham indicou alinhamento do governo americano com o TEOR e que Zelensky considera a proposta relevante. “O presidente Zelensky indicou que o projeto bipartidário de sanções contra a Rússia seria de grande ajuda, e o presidente Trump está totalmente a bordo”, escreveu. O senador também direcionou o recado a países que mantêm compras de energia russa. “Àqueles que compram petróleo russo barato, sustentando a máquina de guerra de Putin, o preço está prestes a subir”, afirmou. Dias antes, em entrevista ao The Daily Star, em 8 de janeiro de 2026, Graham mencionou possíveis alvos da proposta. “Este projeto de lei permitirá ao presidente Trump punir os países que compram petróleo russo barato, abastecendo a máquina de guerra de Putin”, disse, ao citar China, Índia e Brasil. Tarifa de 500% O projeto estabelece que a tarifa mínima de 500% incidirá sobre bens e serviços importados de países que, de forma consciente, negociem petróleo, gás, urânio ou derivados russos. A legislação prevê a possibilidade de uma isenção temporária, por até 180 dias, a critério do presidente dos EUA, em situações específicas. Apresentada em abril de 2025 a proposta ainda aguarda análise no Senado, mas amplia o alcance das sanções americanas ao incluir países que mantêm relações comerciais com o setor energético russo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que, em 2025, o Brasil importou US$ 4,88 bilhões — cerca de R$ 26 bilhões — em derivados de petróleo e minerais betuminosos. Autor/Veículo: Metrópoles

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Volkswagen testa biodiesel B100 e aposta no agora da descarbonização

A Volkswagen Caminhões e Ônibus avança de forma consistente nos testes em campo com veículos movidos a B100 – combustível 100% biodiesel – e reforça sua estratégia de longo prazo voltada à descarbonização do transporte de cargas no Brasil. Com mais de 500 mil quilômetros já percorridos em operações reais, a montadora amplia o escopo das avaliações para todas as famílias de caminhões do portfólio, dos leves Delivery, passando pelos médios Constellation até os extrapesados Meteor. Os testes envolvem biodiesel de origem vegetal e animal e são feitos, majoritariamente, em parceria com clientes, dentro de suas próprias rotinas operacionais. A proposta é clara: validar o desempenho do B100 tanto em operações urbanas quanto em percursos rodoviários de médias e longas distâncias, aproximando o desenvolvimento tecnológico da realidade do transporte brasileiro. Produzido a partir da transesterificação de óleos vegetais ou gorduras animais, o B100 se apresenta como uma alternativa renovável ao diesel fóssil, com potencial de redução expressiva das emissões de gases de efeito estufa. Estudos indicam diminuição de até 99% nas emissões de CO₂, além da eliminação total do enxofre e do ganho em lubricidade – fator que contribui para a proteção do sistema de injeção dos motores. Ao mesmo tempo, o uso do combustível impõe desafios técnicos. A maior sensibilidade a baixas temperaturas, a possibilidade de contaminação microbiológica e a necessidade de adaptações em vedações, componentes e software do motor exigem acompanhamento rigoroso. Segundo a montadora, esses pontos fazem parte das avaliações, que incluem testes controlados em bancos de prova e análises detalhadas em campo. “Com mais de 500 mil quilômetros percorridos em análises, além de vários testes controlados em bancos de prova de performance e emissões, buscamos compreender a eficiência desse tipo de combustível aplicado à realidade da operação rodoviária”, afirma Rodrigo Chaves, vice-presidente de Engenharia e diretor de Tecnologia da Volkswagen Caminhões e Ônibus. De acordo com Chaves, os resultados indicam operação estável, boa eficiência energética e desempenho equivalente ao dos veículos movidos a diesel convencional. Para viabilizar os testes e garantir a disponibilidade dos caminhões, a Volkswagen estruturou uma equipe técnica especializada, responsável por acompanhar os clientes, apoiar o desenvolvimento da infraestrutura de armazenamento e logística do combustível e implantar um plano de manutenção específico. O monitoramento de itens críticos, como filtros e motor, integra esse processo, com foco em confiabilidade e durabilidade. A iniciativa se insere em um contexto mais amplo do setor. O B100 está em fase de testes avançados no Brasil, com a participação de fabricantes e produtores de biocombustíveis, e se alinha a políticas públicas como o Projeto de Lei do Combustível do Futuro. Estudos de entidades como a ANP, a Abiove e a EPE indicam que o biodiesel de origem animal pode reduzir em até 75% as emissões de CO₂ no ciclo do poço à roda, enquanto o produzido a partir da soja pode alcançar até 90% de redução em relação ao diesel fóssil. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Portal do ABC

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Quem é o advogado da Petrobras escolhido para o Ministério da Justiça

Escolhido para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o advogado Wellington César Lima e Silva já ocupou diferentes cargos em gestões petistas e teve uma breve passagem no comando da pasta. Atualmente, Lima e Silva chefia o departamento jurídico da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo próprio presidente. Antes disso, foi secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, função que ocupou de janeiro de 2023 a julho de 2024. Ao longo dos 18 meses na função, estreitou a relação com o presidente, com quem despachava quase diariamente. Cabia a ele a análise de atos da Presidência, a avaliação de indicações e a preparação de despachos, entre outras atribuições. Esta não é a primeira vez que Lima e Silva ocupa cargos em gestões petistas. Sete anos antes, em meio ao processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, ele chegou a ser nomeado ministro da Justiça, mas permaneceu no posto por apenas 14 dias. A nomeação ocorreu em 2 de março de 2016, e a exoneração, em 16 de março do mesmo ano. A posse acabou anulada pelo STF, sob o entendimento de que integrantes do Ministério Público não podem exercer funções no Poder Executivo. Lima e Silva ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991, tendo atuado em comarcas do interior até 1995, quando foi promovido para Salvador. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), é apontado como o principal articulador da indicação ao Ministério da Justiça, que também contou com a simpatia do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ambos são ex-governadores da Bahia. Próximo ao PT no estado, Lima e Silva foi nomeado em 2010 para chefiar o Ministério Público da Bahia, durante a gestão de Wagner no governo estadual, cargo que ocupou por dois mandatos consecutivos. Desde então, ele ganhou a confiança do hoje senador, que também foi responsável pela articulação de sua indicação ao Ministério da Justiça em 2016. À época, Wagner era ministro da Casa Civil de Dilma. Na primeira vez em que chegou ao cargo de procurador-geral de Justiça da Bahia, Wellington foi o menos votado da lista tríplice encaminhada pelo Ministério Público ao governador. No período em que esteve à frente do órgão, ele criou o Comitê Interinstitucional de Segurança Pública, órgão responsável por congregar diversas instituições para propor sugestões para melhorar a eficácia do sistema de justiça criminal e de defesa social. Ele também se destacou no papel de aproximação entre o Ministério Público e as polícias e na participação no programa Pacto pela Vida. Lima e Silva já expressou sua opinião sobre a chamada “polícia judiciária”, que abrange a Polícia Federal, em uma entrevista concedida em 2013, ao falar sobre a PEC 37, que iria retirar poderes de investigação do Ministério Público. Na ocasião, ele afirmou que a polícia deve ter atribuição de investigar, mas que precisa do apoio de outras instituições, como a Promotoria, e que não pode haver uma “plena hegemonia” de uma delas. O advogado é formado em direito, possui mestrado em ciências criminais e já atuou como professor, com passagem pela Universidade Federal da Bahia. Ele assumirá o cargo no lugar de Ricardo Lewandowski, que teve a exoneração publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (9). Mesmo com a saída, a equipe atual se comprometeu a permanecer até que o novo nome escolhido pelo presidente tome posse e seja feita a transição. Na ocasião, o presidente nomeou o secretário-executivo do ministério, Manoel Carlos de Almeida Neto, para comandar a pasta de maneira interina. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Combustíveis: Intensificar a fiscalização é o principal projeto para 2026, diz diretor-geral da ANP

Depois de assumir a diretoria-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) há menos de quatro meses e com um orçamento já contingenciado, Artur Watt começa 2026 com a perspectiva de uma verba 43% maior do que do ano anterior (R$ 140 milhões), de R$ 202 milhões, mas ainda distante dos áureos tempos da agência. Há 12 anos, segundo ele, o Orçamento ultrapassava os R$ 500 milhões, que, se trazidos a valores atuais somaria algo em torno de R$ 800 milhões, calcula. Mesmo assim, o procurador federal de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU) — na qual ingressou por concurso público em 2006 — quer cumprir toda a agenda regulatória prevista para este ano. Entre os principais pontos, Watt destaca as tarifas de transporte do gás natural, a regulação do biometano, a 6ª Oferta Permanente de Concessão, o incentivo a campos maduros e a modernizações na fiscalização de combustíveis, com um projeto que pretende implantar bombas criptografadas em todos os 40 mil postos de abastecimento do País. A seguir, os principais trechos da entrevista concedia ao Estadão/Broadcast na sede da ANP, no Rio de Janeiro, cidade onde atuou como procurador federal por 12 anos, até 2022, tendo passado ainda pelo cargo de diretor do departamento de Gás Natural no Ministério de Minas e Energia (2023) e depois consultor jurídico da Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), de onde saiu para liderar a agência. Um tema bastante robusto é o do gás. Iniciamos as primeiras entregas no fim do ano passado com a resolução para atualização de todo o arcabouço de cálculo tarifário e fixamos a taxa de retorno para investimentos em gasodutos de transporte. Já divulgamos a taxa de retorno livre, de 7,63%. Isso é a base para termos as tarifas, e, agora, temos o objetivo de divulgar a base regulatória de ativos que vão ser remunerados em fevereiro. Isso é um dos elementos importantes para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) previsto para março. Embora o leilão possa ocorrer sem esses dados, consideramos importante para as empresas em projetos termoelétricos a gás. Nossa meta é concluir as três fases e divulgar as tarifas definitivas até o meio do ano. Pretendemos também avançar nos novos estudos e incentivos voltados a áreas de campos maduros, no debate sobre a redução de royalties para campos com economicidade marginal. No regime de concessão, a alíquota varia de 10% a 5%, abaixo de 5%, a legislação não permite, seria necessária mudança em lei. No âmbito da ANP, reforçaremos a revisão das regras para incentivar a produção ao longo do tempo. Nesse processo também estudamos ampliar os critérios de enquadramento de campos maduros e avaliamos outros mecanismos, como ‘tiebacks’ (conexão de poços). E, na agenda da transição energética, com a Lei do Combustível do Futuro, trabalhamos para ter a meta de consumo de biometano associada ao gás natural. A consulta pública já está em andamento. E também a especificação dos parâmetros de qualidade do SAF, o querosene de aviação sustentável. Conseguimos executar desde que não haja contingenciamentos importantes. Em 2025, o orçamento foi de pouco mais de R$ 140 milhões, sendo R$ 105 mi contingenciados e liberados só no fim do ano, o que cria dificuldades. Algumas ações ficaram restringidas, como o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC). Para 2026, o valor subiu para R$ 202 milhões, mas continua abaixo do registrado cinco anos atrás e quando havia convênio de fiscalização com a Marinha e mais terceirizados. Se o orçamento de 2013, que em valores nominais era cerca de R$ 500 milhões, fosse corrigido pela inflação, hoje ultrapassaria R$ 800 milhões. No âmbito da agência reguladora, os mandatos dos diretores foram concebidos justamente para assegurar que essas atividades ocorram de forma independente dos ciclos políticos, como os eleitorais. O sexto ciclo da Oferta Permanente de Concessão já está com edital aberto, reunindo 451 blocos e cinco áreas de acumulação marginal. O certame é contínuo e avança quando as empresas manifestam interesse. Nenhuma dessas áreas está na Margem Equatorial, porque o que havia disponível já foi ofertado. Os contratos foram licitados em junho e assinados em outubro, e já se encontram na fase de levantamentos sísmicos. A oferta de novas áreas na Margem Equatorial depende de manifestação ambiental. Paralelamente, a agência prepara seminários e aguarda aval conjunto dos ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA) para realizar o próximo leilão sob regime de partilha. A regra da Oferta Permanente estabelece que os blocos não arrematados ou devolvidos retornam ao mercado. No entanto, se alguns desses blocos forem muito antigos e a manifestação ambiental estiver vencida, é preciso renovar esse documento. Esse trâmite é mais simples, pois a autorização já foi concedida anteriormente. A ANP realiza um trabalho contínuo. Caso o ciclo atual seja aberto e essas áreas não entrem, há a possibilidade de incluí-las no próximo. Na sistemática da Oferta Permanente, seja no regime de concessão ou de partilha, é fundamental manter blocos disponíveis, pois o apetite de investimentos das empresas oscila por fatores como conjuntura internacional, preço do barril e taxas de juros. Quando a Oferta Permanente está acessível em ciclos, é possível captar o interesse no momento em que ele surgir. Se houver mais de um interessado, cria-se concorrência, fomentando as atividades de exploração e permitindo a reposição de áreas em produção, em perfuração etc. Essa não é uma técnica nova para exploração em larga escala, em terra. O fracking avançou muito nos últimos 15 anos. Desde 2012, a ANP mantém resoluções que fixam cuidados e, depois disso, editou uma norma bastante restritiva. A prática não se firmou no Brasil, mas prosperou nos EUA e na Argentina, de onde importamos derivados do método. A partir do momento que houver segurança jurídica, a agência revisará estudos e regras para assegurar a operação com toda a proteção adequada. Seria algo já contemplado dentro do nosso corpo técnico e orçamento. É importante dizer que, se houver decisão para a atividade, ela nunca vai substituir o

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