22 de janeiro de 2026

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FPBio reage à ofensiva do mercado pelo fim da proibição de importação do biodiesel

A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) reagiu à pressão que o mercado de combustíveis vem exercendo pela abertura do mercado de biodiesel com o fim da proibição de importações. Em nota assinada pelo presidente, deputado Alceu Moreira (MDB/RS), a frente argumenta que a concorrência com o biodiesel importado pode desregular o mercado, desestimular investimentos, comprometer a previsibilidade do setor e criar condições desiguais de competitividade para a indústria nacional. O tema foi objeto de uma consulta pública, concluída em 12 de janeiro, que prevê que todo o biodiesel comercializado para cumprir com o mandato de 15% no diesel seja oriundo de unidades produtoras autorizadas pela ANP. A discussão se refere a 20% da demanda, já que 80% do total precisa ter origem de produtores que detém o Selo Biocombustível Social. Segundo a FPBio, a capacidade instalada do setor opera com ociosidade próxima a 50%, “o que evidencia que não há risco de desabastecimento que justifique a abertura do mercado ao produto importado”. No outro polo, entidades empresariais do setor de combustíveis defendem a abertura para o mercado externo. Em nota de posicionamento conjunta, o IBP, Abicom, Brasilcom, Semove, SindTRR e Fecombustíveis defendem que ao menos 20% do volume possa ser atendido por importação, preservando 80% do mercado aos produtores detentores do Selo Biocombustível Social. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas em 2026, caso a mistura de 15% seja mantida durante todo o ano. Na hipótese do aumento da mistura para 16% a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. Entre os principais pontos apontados pela Frente Parlamentar do Biodiesel contra a abertura estão: Já os principais pontos apontados pelo mercado a favor da abertura são: Autor/Veículo: Eixos

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Nova regra que aumenta segurança do Pix entra em vigor em fevereiro; entenda

O próximo mês chega com mudanças no Pix. A partir de 2 de fevereiro, todas as instituições financeiras que oferecem o sistema de pagamento instantâneo terão que disponibilizar uma nova funcionalidade no Mecanismo Especial de Devolução (MED), solução criada pelo Banco Central (BC) que permite a devolução de recursos para vítimas de fraudes, golpes ou coerção. Cleórbete Santos, doutor em Computação e professor do Campus de Alphaville do Mackenzie, explica que, antes, a devolução do dinheiro para a vítima nesses casos era feita apenas a partir da conta originalmente usada no golpe. “Se o golpista transferisse o valor rapidamente para uma segunda ou terceira conta, o que é muito comum, o mecanismo não conseguia mais alcançar o dinheiro”, afirma. Com a nova versão, o MED identificará possíveis contas para as quais o dinheiro pode ter sido enviado, compartilhará a informação com todas as instituições financeiras envolvidas nas transações e permitirá a devolução em até 11 dias após a contestação. “O rastreamento ficou mais aprimorado. O BC agora permite que o sistema siga o rastro do dinheiro por várias camadas de transações”, diz Santos. “A título de exemplo: se o golpista enviar R$ 1 mil para a conta A e essa conta enviar R$ 500 para a conta B, o sistema agora consegue bloquear os valores nas duas contas envolvidas no golpe”, afirma. Segundo o professor, isso será possível graças ao grafo de rastreamento, tecnologia central por trás da nova versão do MED. “Ele é uma representação matemática e computacional que mapeia o caminho do dinheiro de forma automática, conectando a conta de origem a todas as contas que receberam o valor posteriormente, em uma profundidade de até 5 camadas – ou 5 contas bancárias envolvidas”, acrescenta. Antes, esse trabalho era feito manualmente e parava na primeira conta. A funcionalidade está disponível para uso facultativo desde 23 de novembro de 2025, mas será obrigatória a partir de 2 de fevereiro. Desde outubro do ano passado, todos os participantes do Pix são obrigados a disponibilizar aos clientes em seus aplicativos uma funcionalidade para que uma transação possa ser facilmente contestada, sem a necessidade de interação humana. Santos afirma que acionar o MED não garante a devolução do dinheiro, já que é preciso ter saldo disponível nas contas por onde o valor passou. “Por isso, a rapidez do usuário em registrar a denúncia logo após o golpe continua sendo o fator mais importante para o sucesso da recuperação”, alerta. Como se proteger de golpes e fraudes?O professor Cleórbete Santos explica que os golpistas usam a urgência e o apelo emocional para conseguir convencer as vítimas a transferirem o dinheiro. “Por isso, ao receber, por exemplo, mensagens de parentes e amigos solicitando transferências urgentes, o usuário deve, antes de transferir, fazer uma ligação por vídeo para confirmar”, comenta. Além disso, a pessoa deve ficar atenta a comportamentos estranhos. Os bancos não costumam ligar para os clientes solicitando dados pessoais ou transferências “teste” e nem pedem códigos de validação via aplicativos de mensagem ou via SMS. Caso isso aconteça, o usuário deve desligar e informar a tentativa de golpe para o banco oficial. As mudanças surgem como uma medida a mais de segurança, mas o cuidado diário é necessário para não cair em golpes e fraudes. Algumas medidas preventivas também podem ser tomadas, veja a seguir. Ajustar o limite de transferências nos aplicativos bancários, tanto para o período diurno quanto noturno;Habilitar dois ou mais fatores de autenticação em todos os aplicativos, incluindo os de trocas de mensagens, para dificultar o acesso indevido por parte de fraudadores;Cadastrar chaves Pix que utilizam CPF e número de celular em alguma instituição bancária, mesmo que não as utilize, para não deixá-las disponíveis para o uso dos golpistas;Antes de fazer a transferência, deve ser feita dupla checagem (double check) quanto ao valor e ao destinatário da transferência (principalmente enviados pela internet). Muitos golpes modificam valores e redirecionam as transações para contas de fraudadores;Conscientizar-se sobre os golpes atuais e disseminar essas informações para amigos e parentes, para evitar prejuízos. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Com incentivos, bioGLP pode pegar carona no diesel verde

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou na segunda (19/1) um fact sheet indicando o potencial para a produção de bioGLP no Brasil a partir de rotas já associadas ao diesel verde (HVO) e aos combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). O documento (veja a íntegra, .pdf) também sugere a inclusão de projetos ligados ao bioGLP, ou gás liquefeito renovável (GLR), no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) como forma de acelerar investimentos e viabilizar a expansão dessa cadeia no país. O Reidi reduz a carga tributária sobre aportes de capital de projetos estratégicos, mas sua ampliação depende de enquadramento pelo governo federal e de espaço orçamentário. O GLR é um combustível sintético gasoso de baixo carbono, idêntico ao gás liquefeito de petróleo (GLP) fóssil, na estrutura química, no uso e na performance. Quando produzido a partir de insumos oriundos da biomassa, o combustível passa a ser denominado bioGLP, mantendo total compatibilidade com a infraestrutura e os equipamentos já existentes, mas com alto potencial de redução das emissões de carbono. No texto, a EPE explica que a principal diferença em relação ao GLP fóssil está na origem renovável da cadeia produtiva, o que possibilita ganhos ambientais relevantes. Segundo o documento, essa característica “possibilita a redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes da combustão do seu equivalente fóssil”. Políticas públicasO material também aponta a versatilidade de aplicações, a abundância de biomassa no Brasil e a existência de políticas públicas de descarbonização como fatores favoráveis ao desenvolvimento do mercado.Entre as oportunidades mapeadas, a nota destaca o uso do bioGLP em cocção, ressaltando que se trata de um combustível drop-in, que “não necessita de adaptações nos fogões a GLP”. A EPE avalia no entanto que, apesar do potencial técnico, a expansão do bioGLP depende de ações como a criação de incentivos e chamadas de fomento para o desenvolvimento da cadeia de gases liquefeitos de baixo carbono e, sobretudo, a inclusão de projetos no Reidi. O documento também defende “estabelecer marco regulatório de produção, misturas e comercialização” e investir no “desenvolvimento de novas rotas e/ou melhorias das existentes para redução de custos de produção visando aumentar a competitividade”. Rota HefaO fact sheet destaca que a principal rota tecnológica para a produção de bioGLP é o hidrotratamento de óleos vegetais, ésteres e ácidos graxos, conhecida como rota Hefa, processo associado à produção de diesel verde e de SAF. “A principal rota de produção de BioGLP é o hidrotratamento de óleos vegetais, ésteres e ácidos graxos (Hefa) para produção de diesel verde e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF)”, aponta o documento. Nessa rota, o bioGLP surge como coproduto, ampliando o aproveitamento energético da biomassa. O documento ressalta ainda que o GLR pode ser obtido como coproduto não apenas do diesel verde e do SAF, mas também do biocarvão. Autor/Veículo: Eixos

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Petrobras vai verticalizar operação de abastecimento de navios

Os contratos assinados pela Petrobras e Transpetro nesta terça-feira (20/1) para a aquisição 18 barcaças e 18 empurradores vão viabilizar a verticalização da operação de bunkering — o fornecimento de combustível para embarcações. Com as novas unidades, a subsidiária vai estrear no transporte interior de combustíveis. Ao todo, Petrobras e Transpetro assinaram contratos no valor de R$ 2,8 bilhões, em evento com o presidente Lula, em Rio Grande (RS). Dois estaleiros nacionais saíram vencedores das concorrências, totalizando R$ 620,6 milhões. O Bertolini Construção Naval da Amazônia, de Manaus (AM), será responsável pela construção das 18 barcaças. E o Indústria Naval Catarinense, em Navegantes (SC), construirá os 18 empurradores. As entregas começam, respectivamente, em três meses e dez meses após o início das obras. Serão dez barcaças de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e outros oito, de duas mil toneladas. Com a isso, a Transpetro terá uma frota própria para navegação fluvial, hoje terceirizada. O investimento “consolida a companhia como uma das principais operadoras de transporte de derivados de petróleo e de biocombustíveis no modal fluvial”, diz a Petrobras. A frota vai atuar no abastecimento de navios em polos estratégicos como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). No mesmo evento, em Rio Grande (RS), Petrobras assinou os contratos para construção de cinco gaseiros para transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) e derivados, com o estaleiro de mesmo nome na cidade gaúcha, do grupo Ecovix. Serão investidos R$ 2,2 bilhões para a construção de três gaseiros com capacidade de 7 mil m³ e dois, com 14 mil m³. Com isso, a frota próprio do tipo vai subir de seis para 14, triplicando a capacidade de transporte do gás de cozinha. “As encomendas consideram o aumento da produção de gás natural no país e atendem às necessidades da Petrobras, tanto na costa brasileira quanto na navegação fluvial, como já ocorre na Região Norte e na Lagoa dos Patos (RS)”. Em fevereiro de 2025, a Transpetro contratou o consórcio formado pelos estaleiros Ecovix, de Rio Grande (RS), e Mac Laren, de Niterói (RJ), para a aquisição de quatro navios da classe Handy, com valor de US$ 69,5 milhões por embarcação. Fortalecimento da Transpetro“Sem a política de conteúdo local, os recursos do Fundo da Marinha Mercante e os mecanismos como a de depreciação acelerada, não seria possível estarmos aqui assinando esses contratos”, disse o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci. O evento em Rio Grande contou com a presença de Lula, do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e autoridades locais, como o governador Eduardo Leite (PSD), opositor do governo. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), cumpre agenda oficial na China até domingo (25/1), após passagem pela Arábia Saudita. A retomada da construção de navios no Brasil é uma promessa de campanha do presidente Lula. “Nos espanta muito que, mesmo com todo esse potencial, a Petrobras ficou 10 anos sem encomendar um único navio no Brasil”, disse Magda Chambriard. Ela pontuou que, em investidas recentes da companhia, há encomendas em estaleiros no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e, em breve, na Bahia e no Amazonas. Depois da Foz, PelotasEm seu discurso, Lula afirmou que a Petrobras, cada vez mais, está se tornando uma empresa de energia — e não apenas petroleira. Defensor da exploração e óleo e gás na Bacia da Foz do Amazonas, litoral do Amapá, o presidente manifestou desejo de que a companhia produza na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul. “Estejam certos de uma coisa: eu ainda vou voltar nessa cidade. Eu estou torcendo para que a Petrobras encontre petróleo em Pelotas”, enfatizou. Lula também citou a ampliação de programas sociais no seu terceiro mandato, como a isenção da tarifa de energia para famílias de baixa renda que consomem até 80 KW/h no mês e a distribuição de botijões, uma atualização do programa auxílio gás que ampliou o número de beneficiados e substituiu o pagamento em dinheiro pelo direito de retirada do botijão em revendas credenciadas. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD/RS), afirmou que “há um profundo desequilíbrio federativo que precisa ser corrigido”. Ele citou que a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) oferece 75% de redução de imposto de renda para investimentos nas áreas onde atua. “No Sul, nós não temos isso, é uma distorção histórica que em outros momentos fez com que montadoras saíssem do estado e fossem para outras regiões por conta de incentivos federais que desequilibra esse jogo. Aqui nós não temos Fundo Constitucional, como é dirigido para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Não temos nenhum abatimento de IPI para veículos, como também é conferido nessas regiões”, reclamou. Leite pediu a Lula que providencie ferramentas de incentivo para regiões do estado que têm indicadores socioeconômicos comparáveis a regiões com menor desenvolvimento do país e citou que 10% da receita do estado vai para o pagamento de dívidas com a União, apesar do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Autor/Veículo: Eixos

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Usinas de etanol de trigo criam nova demanda para cereal no RS

Cultivado no inverno e historicamente marcado por dificuldades de comercialização, o trigo vive um momento de novas perspectivas no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional do cereal. Em um movimento que combina energia renovável, indústria e novos subprodutos, empreendimentos no Estado apostam no cereal como alternativa para diversificar mercados, valorizar o cultivo local, além de reduzir a dependência de produtos de outras regiões. Um desses empreendimentos é o da CB Bioenergia, em Santiago (RS), que acaba de receber autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a operação e se tornou a primeira usina de etanol de trigo do país. A unidade, que demandou investimento de R$ 100 milhões, deve processar cerca de 100 toneladas de trigo por dia, o que irá gerar 40 mil litros de etanol. Neta e filha de produtores de trigo, a diretora da empresa, Maria Eduarda Bonotto, afirma que a ideia surgiu a partir da dificuldade na hora de comercializar o cereal cultivado no inverno. “Chegava no final [na colheita] e a gente comercializava esse trigo com um preço muito irrisório, porque às vezes tem muitos descontos por qualidade. É diferente de outras commodities, como a soja”, diz. Então, a família voltou os olhos para o que acontecia no Centro-Oeste do país, onde os problemas de comercialização do milho foram enfrentados com os investimentos em usinas de etanol do grão — o que representou uma valorização para o cereal de verão. Os Bonotto plantam cerca de 36 mil hectares de trigo. Inicialmente, é esse grão que será utilizado para processamento na usina, mas cargas de produtores da região deverão ser adquiridas no futuro. Segundo Maria Eduarda, o trigo será avaliado pela quantidade de amido, de modo que poderá ser utilizado mesmo se tiver pH (peso hectolitro) inferior, garantindo uma alternativa ao produtor que não tem onde comercializar o grão de menor qualidade. Uma tonelada de trigo produz cerca de 400 litros de etanol e 300 quilos de DDGS (grãos secos solúveis de destilaria, usados na alimentação animal). A usina também poderá trabalhar com outras culturas, tanto de inverno quanto de verão, que também contenham amido, como cevada, centeio, sorgo, triticale, milho e arroz, de acordo com a diretora da empresa . Sem competição A CB Bioenergia irá produzir etanol hidratado, que pode ir para a bomba de etanol, mas a ideia da empresa é transformá-lo em álcool neutro, que é utilizado em cosméticos, bebidas e álcool em gel, por exemplo — diferente do anidro, que é misturado à gasolina. Por isso, Maria Eduarda Bonotto não vê o etanol de trigo competindo com o de milho e o de cana. “Estamos mirando um mercado diferente, não queremos competir na bomba de gasolina”, resume. Outros projetos Outro empreendimento é da Be8, uma das maiores produtoras de biocombustíveis do país. A usina de etanol de trigo da empresa, com investimento de R$ 1 bilhão, começou a ser construída em julho de 2024 em Passo Fundo. A obra está 40% concluída e a previsão é de que a planta comece a operar em dezembro deste ano. A usina será flexível e vai produzir etanol anidro (que pode ser adicionado na gasolina) ou hidratado (consumo direto). Segundo o vice-presidente de operações da Be8, Leandro Zat, o projeto foi motivado pelo fato de o Rio Grande do Sul ter de buscar fora do Estado todo o volume consumido de etanol hidratado e anidro e para ser uma opção para as culturas de inverno. O projeto da Be8 visa não apenas a produção de etanol, mas também do glúten vital, um melhorador de farinhas. A partir disso, a iniciativa permitirá “conciliar o alimento e a energia”. O Brasil importa 100% de sua demanda por glúten vital, cerca de 24 mil toneladas por ano. O plano da empresa é produzir 26,9 mil toneladas por ano, o que permite atender ao mercado brasileiro e exportar, segundo Zat. “Esse melhorador é o que permite às farinhas terem a capacidade de uso em mercados de diferentes aplicações: de biscoitos especiais, panetones, por exemplo. É um melhorador das farinhas de forma natural e permite uma qualidade maior dos produtos finais”, explica. A unidade deve ter capacidade de processamento de 1,5 mil toneladas por dia de matéria-prima, ou 525 mil toneladas por ano. Isso deve gerar 220 milhões de litros de etanol, o que corresponde a 23% da demanda do Rio Grande do Sul. A planta também deve produzir 150 mil toneladas de DDGS. Para atender à produção do glúten vital, a Be8 pretende utilizar um trigo de qualidade. “Temos algumas cultivares mais voltadas a esse projeto, que poderão ser encaixadas de acordo com a condição temporal, mas podendo sim ser abastecido pelo trigo produzido para panificação”, diz Zat. A ideia é usar matéria-prima local. Mercado Os projetos de etanol de trigo criam perspectiva de liquidez para as culturas de inverno, segundo analistas. “O etanol de trigo deverá ser uma grande fonte de demanda de trigo gaúcho e dará mais segurança aos produtores, porque será uma demanda continuada e com bom preço”, avalia Luiz Carlos Pacheco, da TF Consultoria Agroeconômica. Para ele, a nova demanda irá impactar no preço do trigo, mas concorrerá mais especificamente com a exportação e com o trigo destinado à ração, pois não exigirá um grão de alta qualidade. O analista de trigo da Safras & Mercado, Élcio Bento, observa que o Rio Grande do Sul produz cerca de 3,5 milhões de toneladas do cereal e exporta 1,6 milhão. “A precificação desse trigo para etanol, a princípio, é pela paridade de exportação. Não significa necessariamente que vai haver recuperação forte de preços”, avalia. Por outro lado, a maior procura pode motivar o produtor a plantar, diz. Autor/Veículo: Valor Econômico

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