23 de janeiro de 2026

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Petrobras amplia eficiência no refino e expande combustíveis mais limpos

A Petrobras registrou avanços relevantes na eficiência operacional de seu parque de refino, com efeitos diretos sobre a oferta de combustíveis, a redução da dependência de importações e o fortalecimento da transição energética no país. Entre 2023 e 2025, as refinarias da companhia operaram com um Fator de Utilização Total (FUT) médio de 92%, acima dos 88% observados em 2022, evidenciando ganhos consistentes de produtividade e modernização industrial. Esse desempenho sustentou um aumento de 3% na produção média de derivados no período e permitiu ampliar em mais de 20% a capacidade de produção de diesel S-10, combustível com menor teor de enxofre. O acréscimo foi de 138 mil barris por dia, resultado de projetos implantados nas refinarias Reduc, Replan, Revap e Rnest, que elevaram a eficiência dos ativos e ampliaram a flexibilidade operacional do sistema. O diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França, destacou que os resultados são fruto de investimentos contínuos em engenharia, modernização e segurança. “Os projetos implementados nos últimos anos aumentaram de forma consistente a capacidade e a flexibilidade operacional do nosso parque de refino. As ampliações em unidades de nossas refinarias são resultado de ganhos de eficiência, modernização de processos e engenharia aplicada, sempre com foco em segurança e confiabilidade operacional”, afirmou. Os ganhos de eficiência também se refletiram em recordes sucessivos de produção. Entre 2023 e 2025, a produção média de diesel cresceu 3,1%, enquanto a de gasolina avançou 9,3%, alcançando médias históricas de 452 mil barris por dia de diesel S-10 e 419 mil barris por dia de gasolina. Diversas refinarias do sistema atingiram volumes inéditos, impulsionadas por projetos que acrescentaram cerca de 48 mil barris diários à capacidade de processamento de petróleo, com destaque para a Rnest e a RPBC. Para 2026, estão previstas novas ampliações nas refinarias Replan e Revap, que devem adicionar mais 44 mil barris por dia à capacidade instalada. Também avança o projeto do Trem 2 da Rnest, que permitirá elevar o processamento em até 130 mil barris diários, reforçando a autossuficiência do país em derivados e a estabilidade do abastecimento. Outro eixo estratégico é o biorefino. As refinarias da Petrobras já estão adaptadas para a produção do diesel R, com capacidade aproximada de 74 mil metros cúbicos por mês. O diesel R5 já é comercializado e utilizado por empresas de transporte coletivo em Araucária, no Paraná. Testes também foram realizados com o diesel R10, empregado no abastecimento de ônibus e geradores durante a COP30, realizada no Brasil em 2025. No segmento de aviação, as unidades de refino foram adequadas para o coprocessamento do SAF, combustível sustentável de aviação. A partir de 2027, companhias aéreas que operam no Brasil poderão utilizar esse derivado, em conformidade com a Lei do Combustível do Futuro e com a fase mandatória do Corsia, programa da Organização da Aviação Civil Internacional voltado à redução e compensação das emissões de CO₂ em voos internacionais. A companhia conduz ainda o processo licitatório para a implantação da primeira planta dedicada à produção de combustíveis 100% renováveis na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão, com capacidade de 15 mil barris por dia. Até o fim do primeiro trimestre deste ano, a Petrobras passará a operar, de forma inédita, a Refinaria Riograndense como a primeira do país com 100% de carga renovável. Em 2026, também terão início as obras de uma planta dedicada à produção de renováveis nessa mesma unidade, com capacidade equivalente. No mercado de gás natural, a empresa ampliou a oferta ao aumentar em cerca de 21 milhões de metros cúbicos por dia a capacidade de processamento, a partir da entrada em operação das novas infraestruturas da Rota 3 e da Unidade de Tratamento do Complexo Energias Boaventura. A expansão fortalece o atendimento ao mercado industrial e ao parque termelétrico. Na geração renovável, a Petrobras já opera a primeira usina fotovoltaica integrada ao refino, instalada na Regap, com capacidade de 10 megawatts. Até o fim do ano, novas usinas entrarão em operação na Rnest e na Replan, elevando a capacidade total para 42 megawatts e contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Com esse conjunto de resultados, a Petrobras consolida uma estratégia voltada à eficiência de seus ativos, à segurança energética nacional e ao avanço da transição para uma matriz energética mais diversificada, limpa e sustentável. Autor/Veículo: Brasil 247

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Petróleo fecha em alta, com falas de Trump sobre Groenlândia e AIE projetando maior demanda – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (21) após o presidente dos EUA, Donald Trump, negar intenção de usar força para controlar a Groenlândia, mas manter tensão comercial elevada frente a pressão provocada por tarifas. Ainda, a Agência Internacional de Energia (AIE) aumentou sua previsão para o crescimento da demanda global de petróleo. O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 0,43% (US$ 0,26), a US$ 60,62 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 0,49% (US$ 0,32), a US$ 65,24 o barril. Os mercados financeiros se estabilizaram após um discurso relativamente conciliador de Trump em Davos. “Embora seja difícil prever como irá evoluir a disputa, um tanto quixotesca, sobre a soberania e a defesa militar da Groenlândia, as declarações de Trump podem ser interpretadas como um passo rumo à redução de tensões”, avalia a Capital Economics. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que é “positivo” que Trump tenha descartado o uso da força militar na Groenlândia. Por outro lado, ele ponderou que as ambições do americano com relação ao território no Ártico se mantém intactas e que as falas sobre a ausência de uma incursão armada não resolvem a situação. A AIE aumentou sua projeção de demanda com melhora na perspectiva econômica e a preços mais baixos do petróleo bruto, mas alertou que a oferta ainda deve superar o consumo. A organização espera que a demanda cresça 930 mil barris por dia este ano, em comparação com 860 mil barris por dia anteriormente Enquanto isso, os preços do gás natural liquefeito (GNL) dos EUA dispararam, registrando altas significativas pelo terceiro pregão consecutivo. O movimento segue em linha com o gás europeu, que registrou uma alta menor, em meio aos temores de um inverno rigoroso no Hemisfério Norte, segundo as previsões meteorológicas. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Folha de Pernambuco

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União Europeia, pela primeira vez, produz mais energia limpa do que fóssil

Enquanto Donald Trump ameaça a Groenlândia e vende o petróleo venezuelano como operações de garantia da segurança energética dos EUA, a Europa caminha em sentido contrário. Em 2025, pela primeira vez, a União Europeia gerou mais energia eólica e solar do que a proveniente de fontes fósseis. “European Electricity Review”, relatório abrangente da Ember, think tank especializado no setor, mostra que as fontes limpas mais populares do planeta responderam por 30% da geração no ano passado, contra 29% da obtida a partir de carvão, gás e outros combustíveis fósseis As emissões de dióxido de carbono provocadas pela queima desse combustíveis, mostra a ciência, são determinantes para o aquecimento global e a mudança climática. Dez anos após a assinatura do Acordo de Paris, tais emissões caminham para um patamar recorde. “É um marco histórico, mostra como a UE está se movendo rapidamente em direção a um sistema energético baseado em fontes renováveis”, afirmou Beatrice Petrovich, autora principal do estudo. “E à medida que a dependência dos combustíveis fósseis alimenta a instabilidade global, o prêmio de fazer uma transição para a energia limpa está cada vez mais evidente.” O crescimento da fatia dos renováveis na matriz energética da UE foi marcado em 2025 pela ascensão da energia solar, com um salto de 20,1% —é o quarto ano consecutivo que a fonte supera a marca de 20%. A geração obtida a partir de placas fotovoltaicas bateu recorde, chegando a 13% do total do ano, mais do que o obtido com carvão e hidrelétricas. Hungria, Chipre, Grécia, Espanha e Holanda foram os campeões da geração solar, com mais um quinto das produções nacionais provenientes da fonte renovável. Diferentemente do Brasil, que conta com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, a Europa ainda tem uma dependência grande dos combustíveis fósseis para geração de eletricidade. Em 2025, 48% da geração da UE veio de fontes renováveis. Em 14 dos 27 países-membros da UE a geração eólica e solar já é superior à obtida com combustíveis fósseis, em uma mudança que a Ember já classifica como estrutural. Os números poderiam ser ainda melhores, não fossem as condições climáticas adversas de 2025, o terceiro ano mais quente já registrado pelos serviços de meteorologia. Da mesma forma que beneficiou a captação solar, as altas temperaturas e os períodos de seca verificados na Europa prejudicaram a produção de torres eólicas (-2%) e usinas hidrelétricas (-12%). Essas perdas foram compensadas com uma maior produção de energia derivada do gás natural, que teve um aumento de 8% no ano e custo estimado de € 32 bilhões (RS 194,3 bilhões). É a maior conta de importação do bloco desde 2022, quando a invasão da Ucrânia provocou uma crise no setor e fez o continente iniciar o desembarque do gás russo. No mês passado, a UE anunciou que prescindirá totalmente do produto em 2027. A diversificação da matriz energética provocada por questões geopolíticas desempenhou papel importante no impulso que se observa agora das fontes renováveis. “O gás não só torna a UE mais vulnerável à chantagem energética, como também é mais caro”, diz Petrovich, que aposta na maior utilização de baterias para reduzir os custos com a fonte fóssil, ainda o principal recurso durante as noites. “Já estamos vendo alguns sinais iniciais. À medida que a tendência se acelerar, os preços da energia devem se estabilizar.” Em 2025, a maior parte da conta foi bancada por Itália e Alemanha. No país do primeiro-ministro Friedrich Merz, em estagnação econômica nos últimos três anos, o preço volátil da energia tomou conta do debate eleitoral, junto com assuntos normalmente mais polêmicos, como imigração e segurança nacional. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Expansão na oferta de etanol de milho pode afetar mercado global de açúcar

O avanço da produção de etanol de milho no Brasil cria um excedente de oferta que pressiona os preços do combustível e pode afetar as cotações do açúcar já a partir da próxima safra. A conclusão faz parte de um estudo do Rabobank. “Há uma mudança estrutural no mercado. Com os projetos de etanol de milho já previstos, haverá um aumento na oferta que pode gerar desequilíbrio no mercado, podendo gerar impacto no mercado de açúcar, no momento em que os preços já estão baixos”, diz Andy Duff, analista de açúcar, cana e etanol do Rabobank. A produção brasileira de etanol de milho na safra 2025/26, que se encerra em março, deve crescer 16%, para 9,5 bilhões de litros. A análise da RaboResearch sugere que, até o fim de 2028, a capacidade de produção de etanol de milho e cereais como sorgo e trigo subirá para 16 bilhões de litros. No início da década de 2030, a capacidade poderá ultrapassar 20 bilhões de litros por ano. Com o aumento da produção de etanol, a preocupação é que o desconto do etanol hidratado em relação à gasolina aumente nos postos de gasolina, com impacto nas receitas do etanol de cana-de-açúcar e de milho. Tanta capacidade nova programada para chegar ao mercado cria um alerta para a indústria sucroalcooleira no Brasil e em outros países. A Organização Internacional do Açúcar estima um superávit de 1,525 milhão de toneladas de açúcar na safra 2025/26, revertendo o déficit de 2,915 milhões de toneladas na safra anterior. “O mercado está numa transição de déficit para superávit, com reação nos preços e a oferta do etanol no Brasil é um agravante a mais neste ciclo, dado que o país é o maior exportador de açúcar e as decisões no país têm impacto no mercado global de açúcar”, afirma Duff. O excesso de oferta de etanol poderia pressionar mais os preços, levando as usinas sucroalcooleiras a aumentar a produção de açúcar, havendo então pressão nas duas commodities. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. Demanda Do lado da demanda, o consumo adicional do etanol poderia vir do aumento da mistura obrigatória do etanol na gasolina, de um aumento do consumo do etanol resultante da reforma tributária sobre combustíveis ou do uso crescente de combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo. Mas boa parte dessas soluções são de longo prazo e não resolvem o cenário de desequilíbrio previsto para o curto e médio prazos, observa Duff. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. A RaboResearch projeta um crescimento anual do consumo de combustíveis de veículos leves em geral (ciclo Otto) de 2% em um cenário base. Mas, com o aumento da capacidade de produção do etanol até 2028, esse consumo teria que crescer 4% ao ano para que não haja impacto nos preços do álcool hidratado. Caso contrário, a relação entre o preço do etanol hidratado e o da gasolina tende a baixar da média de 68% nos últimos dez anos para 63% — o que torna o etanol mais interessante em relação à gasolina para o consumidor, mas menos lucrativo para as usinas. Otimizar produção de açúcar O setor canavieiro, que ainda produz cerca de dois terços de todo o etanol produzido no Brasil, não pode deixar de ver com preocupação a expansão do setor de etanol de milho. Nos últimos anos, o setor de etanol de cana tem se concentrado em maximizar a produção de açúcar, já que os preços de mercado vinham sendo atrativos. Portanto, o processamento de cana para etanol diminuiu, criando espaço no mercado para o crescimento do etanol de milho sem precipitar um desequilíbrio entre oferta e demanda. Para 2026, a resposta tradicional da indústria canavieira ao baixo preço associado ao excedente de açúcar no mercado – produzir mais etanol e menos açúcar – pode criar um excesso de etanol no mercado interno. As perspectivas desfavoráveis para o preço do etanol podem, portanto, resultar em uma menor migração dos produtores brasileiros para longe do açúcar, mesmo com os preços mundiais do açúcar bruto lutando para atingir US$ 0,15 por libra-peso. Após 2026, o cenário pode se manter, se o aumento da oferta de etanol não for acompanhado de um aumento no consumo. A pressão do excedente de etanol no mercado brasileiro pode levar o maior exportador mundial de açúcar a pressionar os preços globais do açúcar por meio de uma produção maior. Autor/Veículo: Globo Rural

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