4 de fevereiro de 2026

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Volkswagen, Raízen e Shell se unem no desenvolvimento de projetos para reduzir emissões

Às vésperas da Conferência do Clima da ONU (COP 26), três grandes grupos do Brasil, Volkswagen, Raízen e Shell, se uniram para trabalhar em projetos com foco no uso do etanol para a redução das emissões de CO2. A ideia é que o combustível brasileiro seja uma ponte para a descarbonização até a eletrificação total dos veículos, que vai demorar mais a ocorrer em países menos desenvolvidos. A parceria prevê o desenvolvimento de novas fórmulas mais eficientes para o etanol, uso de gás natural renovável feito a partir de resíduos da cana usada na produção do combustível, material hoje descartado, e instalação de postos de recarga para carros elétricos. As medidas serão implementadas até 2023 e vão ajudar principalmente na descarbonização do setor automotivo ao stimular o uso do etanol, aliado à estratégia complementar entre carros elétricos, híbridos e flex. Outro objetivo é “valorizar no mundo a capacidade que o etanol tem”, segundo Lauren Wetemans, vice-presidente de negócios de Downstream da Shell para a América Latina. Os três grupos defendem o uso do etanol como biocombustível com baixa emissão de gases de efeito estufa principalmente em países onde a eletrificação das frotas vai demorar a ocorrer em razão dos custos elevados. Pela medição de emissões pela metodologia do poço a roda – que considera o CO2 não renovável emitido pelo veículo somado à emissão de CO2 no processo de produção e transporte – o etanol está à frente dos demais combustíveis, incluindo os modelos eletrificados quando avaliado a forma de geração da energia. “Para nós, a estratégia não tem de ser só a eletrificação, pois há várias opções e o etanol melhora o meio ambiente, gera empregos, contribui para o crescimento da economia do País e tem muito espaço para crescer e alavancar o papel dos biocombustíveis”, afirma Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América Latina. A montadora já anunciou a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento para o uso do etanol como indutor de energia elétrica em carros a célula de combustível, por exemplo. Nos próximos dias, o grupo vai lançar dois carros elétricos para o mercado brasileiro, o ID.3 e o ID.4. Novas fórmulas para o etanol A parceria contempla o desenvolvimento de potenciais novas fórmulas de etanol pela Raízen e a Shell, com apoio da Volkswagen, que usará seus veículos para os testes, assim como sem centro de P&D. Também o fornecimento de gás natural renovável dos parques de bioenergia da Raízen para substituir o uso do gás natural nas fábricas da montadora no Brasil. Segundo o presidente da Raízen, Ricardo Mussa, ogás renovável reduz em mais de 80% as emissões de CO2. Também será feito o fornecimento de energia para a rede de concessionárias Volkswagen por meio das usinas de geração distribuída de energia renovável. O executivo informa que o fornecimento de biogás será produzido em sua planta de Piracicaba (SP), que receberá investimentos de R$ 250 milhões e vai atender outras empresas além da Volkswagen. Para as concessionárias da marca será oferecida energia solar e de biomassa, mais barata que a usada atualmente e renovável. Em paralelo, a Raízen vai instalar uma rede de eletropostos de recarga rápidos nos postos da Shell primeiro em grandes centros e corredores como os de São Paulo ao Rio e São Paulo a Belo Horizonte.A empresa tem 7,3 mil postos no País e na Argentina. A Shell é uma das controladoras da Raízen, junto com a Cosan. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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Inmetro e ANP combatem fraudes em postos de combustíveis

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciaram, nesta terça-feira (3/2), a Operação Tô de Olho — Abastecimento Seguro. A meta é fiscalizar fraudes “na qualidade e na quantidade” do combustível vendido por cerca de 180 postos. A fiscalização ocorre em “cidades previamente selecionadas” localizadas no Distrito Federal e em oito estados situados em cinco regiões do país, segundo a ANP. “As ações incluem a verificação do volume efetivamente entregue ao consumidor, condições das bombas medidoras, existência de manipulações eletrônicas e regularidade das manutenções realizadas, bem como a qualidade dos combustíveis”, detalhou o Inmetro. Fraudes Segundo as equipes de investigação, as fraudes ocorrem tanto por meio da adulteração de combustíveis, como de forma eletrônica, a partir da instalação de dispositivos clandestinos em equipamentos, de forma a despejar no tanque quantidade inferior ao que foi registrado na bomba. “A Portaria Inmetro nº 227/2022 estabelece tolerância máxima de 0,5%, o equivalente a 100 ml [mililitros] a cada 20 litros abastecidos”, esclarece o instituto. Se confirmadas as práticas criminosas, os postos serão autuados pela ANP, ficando sujeitos a multas de até R$ 5 milhões, além da possibilidade de suspensão e revogação da autorização para funcionamento. “No caso de autuação pelo Inmetro, os postos flagrados com irregularidades podem receber multas entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão”, acrescentou o instituto ao lembrar que, nos casos de fraudes, as bombas devem ser substituídas; e que podem ser aplicadas também medidas como autuações, interdições e apreensão de equipamentos. (Agência Brasil) Autor/Veículo: Eixos

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Mexicana Femsa assume controle da rede de lojas Oxxo no Brasil

O grupo mexicano Femsa anunciou nesta segunda-feira (2) que assumiu o controle da rede de mini mercados Oxxo no Brasil, completando a separação da joint-venture que mantinha com a Raízen no negócio. “Como resultado desta transação, a Femsa manteve as lojas Oxxo no Brasil, bem como o centro de distribuição localizado em Cajamar, São Paulo”, afirmou o grupo mexicano em comunicado ao mercado. “Os demais ativos e passivos do Grupo Nós [joint-venture com Raízen] foram alocados entre a Femsa e a Raízen de acordo com suas respectivas atividades”, acrescentou. A Raízen disse que receberá 1.256 lojas de conveniência Shell Select e Shell Café. E a Femsa todos os 611 mercados Oxxo no Brasil e o centro de distribuição em Cajamar. Em 2025, a rede de mercados venceu a categoria de loja de conveniência no ranking O Melhor de São Paulo, organizado pela Folha. A Raízen anunciou em setembro do ano passado o fim da parceria com a Femsa na Oxxo. Com isso, a produtora de açúcar e etanol ficou com as lojas de conveniência associadas à marca Shell, sua acionista, enquanto a companhia mexicana ficou com a rede de lojas Oxxo no Brasil. Um dos fatores que motivou a saída da Raízen da parceria foi a existência de um memorando de parceria entre o Grupo Nós, então dono da rede Oxxo no Brasil, com a empresa Smart Tax. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a Smart Tax seria uma empresa de fachada usada para repassar propinas ao auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o cérebro do esquema de fraudes tributárias, como a restituição de créditos de ICMS. Quando a decisão foi divulgada, um executivo a par do assunto confirmou à Folha a existência do memorando e afirmou que isso foi decisivo no fim da parceria por uma questão de reputação. Ele disse ainda que o contrato não chegou a ser firmado e a relação de serviço nunca ocorreu. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Petrobrás anuncia parceria com chinesa no Comperj

A Petrobrás anunciou nesta quarta-feira, 04, uma possível parceria em refino com a China National Petroleum Corporation (CNPC), que envolve o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A empresa chinesa já é sócia da estatal no campo gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, e no de Peroba, um dos mais disputados nos leilões do pré-sal no ano passado. O acordo acontece menos de uma semana após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski proibir que o governo venda estatais sem a autorização do Congresso. Medida que motivou a Petrobrás a suspender esta semana a venda de alguns ativos, como a Transportadora Associada de Gás (TAG), avaliada entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões. Decisão que afeta a meta de desinvestimento da petroleira de US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018. Desse total, apenas US$ 4,8 bilhões foram vendidos. A parceria anunciada envolve a construção de uma refinaria com capacidade para processar 165 mil barris diários (b/d) de petróleo no Comperj, integrada com a revitalização do cluster (conjunto de campos) de Marlim, formado por Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, que já foram as estrelas da Bacia de Campos e hoje produzem a metade do que há oito anos. Marlim Leste, por exemplo, que em 2010 extraía 143 mil b/d de petróleo, hoje só produz 70 mil b/d. A ideia do acordo é processar o pesado óleo de Marlim na refinaria que será concluída pela empresa chinesa, e que segundo a Petrobrás já está 80% pronta. Mas a capacidade de 165 mil b/d deixa a refinaria do Comperj entre as menores da empresa. “Damos hoje mais um passo na busca de parceiros para concluir a refinaria do Comperj, ao mesmo tempo que garantimos novos investimentos e a revitalização do campo de Marlim”, disse o presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, em um comunicado. Segundo ele, a parceria é uma demonstração de como uma Petrobrás financeiramente saudável e equilibrada pode ter um impacto positivo para a sociedade brasileira e todos os seus acionistas. Incertezas Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, o negócio é positivo para a companhia e para o Brasil, que expande seu parque de refino. Ele observou porém, que somente uma estatal chinesa poderia fechar um acordo com a Petrobrás com o aumento da incerteza no setor de óleo e gás brasileiro após a greve dos caminhoneiros e a decisão do ministro do STF. “É uma boa notícia em vista dessa lamentável decisão do Lewandowski”, disse Pires ao Broadcast/Estadão. “Essa parceria se mostra interessante diante do cenário que estamos vivendo no Brasil hoje, com Lewandowski, controle de preços, isso afasta os investidores, só mesmo uma estatal para assumir esse risco, só sobraram mesmo os chineses”, avaliou, explicando que ao contrário da empresa privada, a estatal não olha apenas o lucro e tem uma visão mais estratégica. No caso do governo da China, o objetivo é gerar empregos e vender seus equipamentos para o Brasil. Segundo Pires, essas mudanças regulatórias afastam os investidores, que já tinham se retraído do setor de refino após o governo intervir no ajuste de preço diário da Petrobrás para o diesel. Sem paridade com o mercado global, os investidores temem não ter retorno sobre o negócio bilionário que é construir e operar uma refinaria. Além do diesel, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) abriu uma inédita Tomada de Contribuições para estudar a conveniência de estipular um prazo para avaliar a periodicidade do ajuste dos combustíveis, o que foi considerada uma espécie de intervenção do governo no setor. O diretor do CBIE afirmou que para o Brasil a notícia é positiva porque amplia o parque de refino, setor que menos cresceu após a abertura do mercado de petróleo, em 1997. Hoje, a Petrobrás tem o monopólio das refinarias, com 98% do mercado. “É importante para o abastecimento.” Para lembrar No centro das denúncias de corrupção da Lava Jato, as obras do Comperj começaram há 10 anos e visavam a construção de um polo petroquímico no Sudeste. O investimento previsto inicialmente era de US$ 8,4 bilhões, mas acabou gerando prejuízo de US$ 12,5 bilhões à estatal sem produzir uma gota de matéria-prima. Na época, o governo anunciava que seriam gerados 200 mil empregos diretos e indiretos, o que também não se concretizou. No auge do projeto, trabalhavam na obra 30 mil pessoas. Para o Comperj ir adiante, mesmo sem conseguir atrair sócios, a Petrobrás mudou o propósito da unidade e decidiu produzir gasolina e diesel em uma refinaria com capacidade de processar 165 mil barris diários de petróleo pesado, que ficaria pronta em 2015, e uma outra de 300 mil barris diários planejada para o futuro. Neste mesmo ano, porém, as obras foram novamente interrompidas por ordem do então presidente da Petrobrás Aldemir Bendine, hoje preso pela Lava Jato. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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Governo deve enviar proposta de fim da escala 6×1 ao Congresso após o Carnaval

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta terça-feira (3) que o governo deve enviar, após o Carnaval, o projeto de lei com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1. A pauta é uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e será explorada na campanha eleitoral deste ano. Projetos de lei com urgência constitucional precisam ser votados em até 45 dias. Caso não sejam analisados nesse prazo, trancam a pauta da Câmara ou do Senado. Atualmente, a discussão da 6×1 acontece no âmbito de um projeto de lei e uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), sem prazo. “O governo deve enviar o projeto da 6×1 com urgência constitucional. Tem que ser votado em até 45 dias. Você pauta a Câmara e o País. Esse PL com urgência vira um debate nacional, este é o nosso objetivo. Esse é um debate que a sociedade exige”, afirmou Lindbergh ao deixar a reunião de líderes da Câmara. O envio de projetos com urgência constitucional é uma prerrogativa do presidente da República para acelerar discussões. Esse tipo de proposta é analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões. O PT acredita que, diante da popularidade da ideia, centrão e oposição serão obrigados a votar a favor. “Quando a escravidão foi abolida, dizia que seria uma catástrofe. Quando criaram o salário mínimo a mesma coisa. É sempre isso. Vários países já não trabalham com a 6×1. A sociedade e o povo aguardam esse debate. Na hora da votação, dada à popularidade do tema, teremos votos”, disse. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Repuiblicanos-PB), se posicionou a favor de pautar o fim da escala 6×1. Na abertura do ano legislativo, nesta segunda (2), o parlamentar adiantou: “Devemos acelerar também o debate sobre a PEC 6×1, com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores”. O fim da escala 6×1 consta na lista de prioridades do governo, enviada pelo presidente Lula ao Congresso na segunda. “Nosso próximo desafio é o fim da escala 6×1 de trabalho, sem redução de salário. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família”, diz a mensagem. Outra questão trabalhista que será analisada pela Câmara é a regulação do trabalho de motoristas por aplicativo, como Uber e 99. A proposta está sob relatoria do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) e recebeu sinal verde de Motta. Há pressa pela aprovação de projetos que são bandeiras eleitorais porque o Congresso só deve funcionar até junho. A partir do segundo semestre, as atenções se voltam à campanha e Brasília fica esvaziada. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Agenda legislativa de combate ao crime nos combustíveis tem janela curta para avançar em 2026

Os projetos de lei do pacote contra os crimes no mercado de combustíveis que ficaram pendentes de discussão em 2025 têm uma janela curta para avançar este ano e correm o risco de escorregar novamente para 2027. Na próxima semana, os trabalhos serão interrompidos novamente, pelo Carnaval. E, na retomada, a prioridade serão a PEC da Segurança Pública — que busca integrar a atuação da União e dos estados no combate ao crime — e o acordo Mercosul-União Europeia. O tema do combate ao crime nos combustíveis ganhou tração no segundo semestre do ano passado após uma série de operações do governo federal e governos estaduais, como a Carbono Oculto e a Poço de Lobato. Em 2025, o avanço no Congresso ficou marcado apenas pela aprovação, em dezembro, do projeto de lei que tipifica o devedor contumaz (PL 125/2022), do combate à sonegação reiterada de impostos. Enquanto isso, os crimes continuam. O ano de 2025 foi marcado pelo aumento dos problemas nesse mercado. Autor/Veículo: Eixos

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