12 de fevereiro de 2026

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Brasil terá recomposição de estoques de etanol na nova safra após queda de 20% em 2025/26

Com os preços do etanol no Brasil próximos dos maiores níveis em ‌quase três anos e as cotações do açúcar em mínimas de cinco anos, haverá forte estímulo na nova safra 2026/27 para a recomposição da oferta do biocombustível, após uma queda nos estoques de mais de 20% nesta entressafra do centro-sul, segundo especialistas e dados do setor. O aumento da produção virá da manutenção do crescimento do etanol de milho, mas também da mudança na alocação de cana para a produção do biocombustível em detrimento do açúcar, cujos preços no mercado internacional atingiram nesta quarta-feira uma ⁠mínima de cinco anos, com o excedente global pressionando os valores. “Os preços do etanol se mostram entre 30% a 40% maiores que ‌os do açúcar, o que justifica essa posição mais alta do etanol (prevista para 2026/27), onde os estoques terão chances de serem recompostos ao longo de 2026”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Maurício Muruci, ao ser questionado pela Reuters. A consultoria estima ‌que em 2026/27, com início em abril, o “mix” da cana para etanol será ‌de 53% e, para o açúcar, de 47%, “invertendo a posição de 2025”, quando o adoçante detinha a maior parte ⁠da alocação da matéria-prima, afirmou Muruci. Os estoques disponíveis de etanol no centro-sul do Brasil somavam 5,81 bilhões de litros em 15 de janeiro de 2026, queda de 20,7% ante os 7,33 bilhões de litros no mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados mais recentes publicados pelo Ministério da Agricultura, que indicam também um recuo de 24,5% para os volumes do combustível hidratado, a 3,30 bilhões de litros, e de 15,2% para o anidro, a 2,51 bilhões de litros. Nesta conjuntura, os preços médios ‌do etanol hidratado nas usinas do Estado de São Paulo superaram R$3/litro, patamar nominal não visto desde abril de 2023, enquanto as cotações ‌do anidro oscilam perto de R$3,50, também ⁠uma máxima de vários anos. “O ⁠estoque está baixo porque a produção (de etanol) foi mínima (em 2025/26). O preço na bomba foi competitivo o tempo todo com a gasolina, tinha oferta ⁠restrita e demanda firme”, disse o sócio-diretor da consultoria JOB Economia, Julio ‌Maria Borges. Com base nos dados do ministério, ‌Borges avaliou os estoques como “muito baixos”, mas vê uma recuperação da oferta na nova safra e uma subsequente pressão sobre os preços em 2026/27. Apesar da baixa oferta neste início de ano, os especialistas não consideram que há riscos para o abastecimento, citando que a produção vai se recuperar, até porque compensa menos para a usina produzir açúcar, em função ⁠da depreciação do produto. Além disso, a produção de etanol de milho, que não para na entressafra da cana, ganha cada vez mais fatia do mercado, devendo registrar novo recorde em 2026/27. A consultoria StoneX projeta que a produção de etanol de cana crescerá 4,4% em 2026/27, para 25,5 bilhões de litros, enquanto a de milho aumentará 17%, para 11 bilhões de litros. FAVORÁVEL PARA O ETANOL O presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, comentou ‌que a situação é favorável para a indústria. “Com o mercado bastante enxuto, estoques baixos e com a produção exclusiva de etanol de milho em grande parte do país, temos uma demanda aumentada pelo etanol de milho para a manutenção do abastecimento”, ⁠disse ele, estimando que a produção do combustível de milho e outros cereais na nova safra crescerá para 12 bilhões de litros. Todo o cenário para 2026/27, assim, indica que o Brasil terá “demanda forte de etanol”, oferta elevada e estoques recompostos, concluiu Muruci, da Safras & Mercado. QUEDA NO PREÇO AO LONGO DA SAFRA De acordo com avaliação da consultoria Datagro, os preços do etanol hidratado, que estão cerca de 8% mais altos no polo de Paulínia (SP) em relação ao mesmo período do ano passado, deverão oscilar próximos do atual patamar de R$3,16/litro (sem impostos) ao longo de fevereiro, mas deverão recuar a partir de março, à medida que as usinas do centro-sul antecipem o início da moagem da nova safra. Conforme projeção da Datagro, os preços do etanol hidratado em Paulínia deverão cair para R$2,52/litro na média do mês de maio, girando em torno da marca de R$2,50/litro até o mês de novembro. A Datagro, que na sua análise também considera uma maior moagem de cana, menor “mix” para açúcar e elevação da produção de etanol de milho, avalia que os preços do combustível voltariam a subir em novembro e dezembro, com o encerramento da safra do centro-sul, mas não na mesma proporção de 2025/26. (Reuters) Autor/Veículo: Terra

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Escala 6×1 na pauta da CCJ

A eleição do deputado federal Leur Lomanto Jr. (União-BA) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados coloca sob nova condução a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho semanal por um de folga remunerada), uma das principais pautas em debate no Congresso Nacional. Escolhido por unanimidade, nesta terça-feira (9/2), Lomanto Jr. assume o colegiado responsável por analisar a admissibilidade da proposta, etapa fundamental para o avanço do texto, sobretudo, em um ano eleitoral. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem a expectativa de pautar a votação da PEC no plenário da Casa em maio. Em publicação em uma rede social, Motta defendeu a modernização das relações de trabalho e ressaltou que o debate ocorre de forma ampla. “O mundo evoluiu, as tecnologias se desenvolveram e o Brasil não pode ficar para trás. Vamos capitanear a discussão ouvindo a sociedade e o setor produtivo, com a expectativa de votação em maio”, postou Motta. Na segunda-feira (9/2), o presidente da Casa anunciou o envio formal da proposta à CCJ. Segundo Motta, após a análise de constitucionalidade pelo colegiado, o texto segue para uma comissão especial, responsável por discutir o mérito da matéria. Caso receba os avais da CCJ e da comissão especial, a PEC segue para votação em dois turnos no plenário da Câmara. Em entrevista ao Correio, o líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), afirmou que a bancada atua para dar celeridade à análise da PEC do fim da escala 6×1 na CCJ. Segundo ele, há entendimento com a presidência da comissão para acelerar a admissibilidade do texto. “O certo é que não é uma pauta só do governo federal, é uma pauta do Congresso. O grande objetivo é encontrar um equilíbrio entre empregador e empregado”, disse o líder. CCJ sob nova direção A escolha de Leur Lomanto Jr. para presidir a CCJ foi confirmada, previamente, pelo líder Pedro Lucas Fernandes (União-MA), que destaca o perfil técnico e conciliador do parlamentar. Em publicação nas redes sociais, Pedro Lucas diz que o novo presidente do colegiado reúne “preparo técnico, equilíbrio e compromisso com a Constituição”. Em seu segundo mandato como deputado federal, Lomanto substitui Paulo Azi (União-BA), mantendo a legenda no comando da CCJ — resultado de um acordo entre os líderes partidários após sugestão de Hugo Motta. A permanência da sigla é vista como estratégica para garantir continuidade aos trabalhos e acelerar votações antes do período eleitoral. Lomanto Jr. também preside o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. Antes de ingressar no União Brasil, passa pelo MDB e pelo DEM. Com forte tradição política, ele é filho do ex-deputado federal Leur Antonio de Brito Lomanto e neto de Lomanto Júnior, ex-governador da Bahia, ex-senador e ex-prefeito de Jequié (BA), município que segue como sua principal base eleitoral. Planalto pede pressa A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu rapidez na análise da redução da jornada de trabalho. As declarações ocorreram na sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem aos 46 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores, ontem. “Não é possível mais a gente ter a escala 6×1 para o trabalho no Brasil. Isso atinge, principalmente, as mulheres com dupla jornada. Por isso, é preciso, com rapidez e determinação, fazer esse debate nesta Casa, e fazer na sociedade”, declarou a ministra. Gleisi disse, também, que a marca desta gestão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a ampliação da isenção do Imposto de Renda e que, após a pauta da renda, agora é preciso defender a pauta da melhora da qualidade de vida dos trabalhadores. “Está na hora da gente arregaçar as mangas e defender essas bandeiras”, declarou a ministra. Autor/Veículo: Correio Braziliense

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Opep mantém projeção de produção de combustíveis líquidos no Brasil em 2026

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve a projeção para a produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026, estimando que a oferta total do país, incluindo biocombustíveis, crescerá 160 mil barris por dia (bpd), para uma média de 4,6 milhões de bpd, segundo relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (11/2). No ano passado, a produção brasileira de líquidos aumentou cerca de 240 mil bpd, para a média de 4,4 milhões de bpd, estima a Opep. De acordo com o cartel, a produção de petróleo bruto subiu cerca de 239 mil bpd em dezembro, para uma média de 4,0 milhões de bpd, após uma recuperação da interrupção observada em novembro, enquanto a de líquidos de gás natural (NGLs) permaneceu “amplamente inalterada” e “praticamente estável”, em cerca de 95 mil bpd. É estimado que a produção de biocombustíveis, principalmente etanol, tenha caído 10 mil bpd em comparação com o mês anterior, para uma média de 700 mil bpd, com dados preliminares de janeiro indicando uma tendência estável. O relatório informa que, em dezembro, a produção total de líquidos do Brasil subiu cerca de 20 mil bpd na comparação mensal, para uma média de 4,8 milhões de bpd, o que representa um aumento de 600 mil bpd em relação ao ano anterior. Para 2027, a Opep manteve a projeção para a produção brasileira de combustíveis líquidos e reafirmou a expectativa de que a produção aumente em cerca de 140 mil bpd na comparação anual, para uma média de 4,7 milhões de bpd. Segundo o relatório, a produção upstream deve aumentar com a expansão nos projetos Búzios (Franco), Bacalhau, Marlim e Wahoo, além do início das operação no campo de Búzios e no Cluster Pampo-Enchova. Projeção de crescimento do PIB brasileiro No cenário macroeconômico, a Opep reafirmou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2% em 2026. E indicou aceleração para 2,2% em 2027, afirmando que, para o próximo ano, é esperado que o crescimento econômico continue se expandindo, apoiado pela flexibilização monetária e pela continuidade da forte atividade doméstica. Já o PIB global deve ter alta de 3,1% em 2026. Para 2027, a projeção de avanço da economia global ficou igualmente inalterada, em 3,2%. No caso do PIB dos EUA, a Opep agora espera acréscimos de 2,2% este ano e de 2% no próximo. A projeção anterior para 2025 era ligeiramente menor, de alta de 2,1%. Em relação ao PIB da zona do euro, a Opep continua prevendo expansão de 1,2% tanto este ano quanto em 2027. Manutenção das previsões de alta da oferta de petróleo fora da Opep+ A Opep reafirmou sua previsão para o aumento da oferta da commodity entre os países fora da Opep+ este ano, em 600 mil barris por dia (bpd). De acordo com o cartel, as maiores contribuições deverão vir do Brasil, Canadá, Estados Unidos e Argentina. Para 2027, a Opep+ também projeta alta de 600 mil bpd na oferta do petróleo fora do grupo, mantendo a estimativa do documento anterior. Como resultado, a organização espera que a produção total fora da Opep+ some 54,78 milhões de bpd em 2026 e 55,39 milhões de bpd no próximo ano. Ainda no relatório, o cartel informa que a produção da Opep+ teve queda de 439 mil bpd em janeiro ante dezembro, para uma média de 42,45 milhões de bpd, de acordo com fontes secundárias. A Opep+ engloba a Rússia e outros produtores de petróleo que não integram a Opep. Reafirmação das previsões de avanço da demanda global por petróleo A Opep reafirmou sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity este ano, em 1,4 milhão de barris por dia (bpd). Se confirmada a projeção, o consumo global somaria 106,52 milhões de bpd em 2026. Para 2027, a Opep também manteve a projeção de alta na demanda, em 1,3 milhão de bpd, o que traria o consumo total para 107,86 milhões de bpd. Apenas a demanda em países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve registrar aumentos de cerca de 150 mil bpd neste ano e de 100 mil bpd no próximo ano, projeta a Opep. Fora da OCDE, a expectativa é de acréscimos de 1,2 milhão de bpd tanto em 2026 quanto em 2027. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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CNC reforça necessidade de negociação coletiva em debate sobre jornada 6×1

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participou do programa Participação Popular, da TV Câmara, que discutiu os impactos da possível extinção da escala 6×1 e outras mudanças na jornada de trabalho. A entidade foi representada pelo advogado especialista da CNC Roberto Lopes. O debate, transmitido ao vivo, contou também com a presença de Valeir Ertle, secretário nacional de Assuntos Jurídicos da CUT, além da participação virtual do deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), autor dos requerimentos para realização da discussão, e de Daniel Duque, economista e pesquisador do FGV Ibre. Durante sua intervenção, Roberto Lopes reafirmou o posicionamento institucional da CNC de que alterações na jornada de trabalho precisam ser construídas por meio da negociação coletiva, respeitando as realidades específicas de cada setor da economia. “A CNC entende que mudanças na jornada devem ser fruto do diálogo e da negociação coletiva, garantindo segurança jurídica e sustentabilidade para empresas e trabalhadores. Não existe solução única que atenda de forma igual a todos os setores produtivos”, destacou o representante da entidade. Lopes lembrou que diversos segmentos já adotam modelos específicos de jornada pactuados por acordos coletivos, como ocorre no setor de saúde, com o regime 12×36, por exemplo. Segundo o advogado, o modelo negociado tem se mostrado eficiente para atender simultaneamente às necessidades dos empregadores e dos trabalhadores. “O caminho mais seguro e sustentável é a construção coletiva e gradual. As negociações já em curso no País permitem, inclusive, jornadas menores, e hoje temos uma média real nacional de 38,5 horas semanais. Isso é resultado da maturidade das relações de trabalho no Brasil”, afirmou. O representante da Confederação alertou que mudanças abruptas e impostas sem diálogo podem gerar efeitos negativos, especialmente no setor de comércio e serviços, que reúne grande número de pequenas empresas. Entre os riscos apontados estão o aumento de custos operacionais, perda de competitividade, avanço da informalidade e impactos diretos em áreas essenciais do setor público, como saúde e educação. “Uma alteração desse porte precisa ser amplamente debatida. Mudanças precipitadas podem produzir desequilíbrios econômicos e sociais que atingem principalmente as pequenas empresas, que têm menor capacidade de absorção de custos adicionais”, acrescentou Roberto Lopes. Lopes reiterou que a entidade está aberta ao diálogo e disposta a contribuir para a construção de soluções equilibradas para o mercado de trabalho. A transmissão completa do programa pode ser acessada no canal da TV Câmara no YouTube. Clique aqui Autor/Veículo: CNC

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Governo libera setores estratégicos do pré-sal para maior leilão do regime de partilha

O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informaram nesta quarta-feira, 11, que foi assinada a manifestação conjunta para inclusão de 18 novos blocos no pré-sal na Oferta Permanente de Partilha (OPP). A inclusão de áreas profundas e ultraprofundas nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo vai viabilizar o maior leilão da história da modalidade, segundo o governo federal. A decisão autoriza a inclusão de 18 novos blocos, que se somam aos oito já previstos em edital, viabilizando uma rodada inédita com 26 blocos. A estimativa é de até R$ 3,2 bilhões em bônus de assinatura, R$ 1,6 trilhão em arrecadação governamental ao longo do ciclo dos contratos e cerca de R$ 1,4 trilhão em investimentos. Em nota, o MME destaca que a decisão com repercussão imediata “amplia significativamente o número de áreas disponíveis para exploração com impacto esperado direto sobre a economia, com geração de receitas públicas, atração de investimentos de longo prazo e fortalecimento da cadeia produtiva de óleo e gás”. Em uma postagem em rede social, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, definiu a decisão como “um dia histórico para o setor energético nacional”. A Oferta Permanente é, no momento, o principal modelo de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Há duas modalidades: a Oferta Permanente de Concessão (OPC) e Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP). Em ambos, os ciclos têm início quando uma ou mais empresas inscritas para participar do processo manifestam interesse nos blocos em oferta. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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Recap promove evento de combate às fraudes

O Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campinas e Região – RECAP realizou, ontem (11), em sua sede, o Fórum Técnico de Esclarecimento: Governo de São Paulo na Vanguarda do Combate às Fraudes do Mercado de Combustíveis, um evento em formato de seminário que abordará as principais mudanças regulatórias, avanços tecnológicos e impactos operacionais decorrentes das Portarias nº 159/2022 e nº 264/2021, estabelecidas pelo Inmetro (Novo Regulamento Técnico Metrológico – RTM, para Bombas de Combustível).O novo RTM traz como eixo central a tecnologia antifraude, com obrigatoriedade de substituição dos equipamentos e cronograma de adequação progressiva a partir de 2029, impactando diretamente a operação dos postos revendedores em todo o país.Temas em destaque– Novo Regulamento Técnico Metrológico (RTM) para bombas de combustível– Portarias Inmetro nº 159/2022 e nº 264/2021– Tecnologia antifraude: conceitos, funcionamento e requisitos técnicos– Obrigatoriedade de substituição dos equipamentos– Cronograma oficial de adequação– Impactos práticos para revendedores e operadoresO seminário será conduzido pelo Superintendente do IPEM/SP, Marcos Heleno Guerson Oliveira Junior, pelo Superintendente de Fiscalização do Abastecimento da ANP, Julio Cesar Candia Nishida, e a participação do diretor do Instituto Combustível Legal – ICL-, Carlo Rodrigo Faccio.Este será um momento estratégico para atualização regulatória, esclarecimento técnico e preparação para as exigências que impactarão o setor nos próximos anos.Teremos também exposição dos novos equipamentos antifraudes com as empresas fabricantes. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa do Recap

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Analistas já aguardam reestruturação da dívida da Raízen

Os analistas dos setores de energia e combustíveis aguardam para os próximos dias o anúncio de alguma proposta de reestruturação da dívida da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell que é uma das maiores produtoras globais de açúcar e etanol, além de uma das principais distribuidoras de combustíveis do Brasil. A empresa enfrenta deterioração financeira, com aumento acelerado da dívida líquida, que já passa de R$ 50 bilhões —cinco vezes mais do que suporta uma operação do seu porte, segundo analistas. A avaliação geral entre especialistas que acompanham a empresa é que a companhia necessita de uma expressiva capitalização dos acionistas. Em relatório divulgado na segunda-feira (9), o banco suíço UBS afirmou que a companhia demanda uma injeção de capital entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões para reequilibrar a estrutura financeira. Porém, não há consenso de que os acionistas estão dispostos a fazer um aporte dessa monta. Uma combinação de dissabores levou a Raízen à atual encruzilhada. Perdas de safras na cana-de-açúcar, problemas na distribuição de combustíveis, que só recentemente têm melhorado, e a pressão dos juros altos, que ajudam a turbinar os passivos. Também pesaram os altos investimentos em etanol de segunda geração, que ainda não deram o retorno esperado. Além do endividamento, movimentos recentes da própria empresa contribuíram para a percepção de que uma decisão está prestes a ser anunciada. Na segunda-feira (9), a Raízen informou em fato relevante que havia escolhido a Rothschild & Co como assessora financeira e os escritórios Pinheiro Neto Advogados e Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP como consultores legais para avaliar alternativas de reestruturação financeira, incluindo renegociação de dívidas e venda de ativos. A possibilidade de um desfecho iminente foi reforçada nesta quarta-feira (11) quando se tornou público que o BNDES avalia fazer um aporte junto com os controladores. A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a Folha apurou, o governo está preocupado com a situação financeira da empresa, mas não existe consenso dentro do próprio banco público de que deva participar de uma operação, uma vez que a empresa é totalmente privada e conta com acionistas de grande porte. Segundo reportagem da Bloomberg, um grupo de credores já formou um comitê e contratou assessoria jurídica já prevendo a possibilidade de renegociação da dívida. A assessoria de imprensa da Raízen disse que a empresa está no período de silêncio que antecede a divulgação de resultados, marcada para esta quinta-feira (12), e também não comenta uma possível reestruturação. O BNDES informou à Folha que não comenta assuntos relativos a empresas de capital aberto. REVISÃO DA NOTA O fato é que os cenários para a Raízen pioram. Ainda na segunda, como reação ao anúncio da contratação dos assessores, as três principais agências de risco, S&P Global, Moody’s e Fitch, rebaixaram a sua nota. Na S&P, a revisão foi da nota BBB-, dada a empresas com capacidade adequada de cumprir pagamentos, para CCC+, na qual se enquadram operações de alto risco. A perspectiva também foi alterada para negativa, o que significa que a nota pode piorar ainda mais. A Moody’s fez uma revisão de Ba1, patamar onde ficam empresas que conseguem cumprir compromissos acessando o mercado, ainda que pagando juros maiores, para Caa1, faixa em que ficam negócios com dificuldade de cumprir os compromissos financeiros. A perspectiva também está negativa. Segundo a Moody’s, três fatores básicos (nível elevado da dívida, desempenho operacional ainda em recuperação e incerteza sobre o aporte dos acionistas) aumentaram os riscos de que uma reestruturação ocorra em condições adversas, ou tenha perfil similar a de um default —ou seja, leve a suspensão de pagamentos. A Fitch fez duas rodadas de rebaixamento na segunda-feira, uma pela manhã e outra depois do anúncio de contratação dos assessores para a reestruturação financeira. A avaliação da agência é que agora existe risco substancial de inadimplência. PIORA FINANCEIRA Entre o final de 2024 e o encerramento do segundo trimestre do ano-safra 2025/2026, o dado público mais recente, a chamada dívida líquida (total de dívidas menos o caixa disponível) foi de R$ 34,3 bilhões para R$ 53,4 bilhões —uma expansão de R$ 19 bilhões em seis meses. Houve também uma piora recorrente da alavancagem, indicador que mede o nível de endividamento em relação à capacidade de a empresa de gerar lucro, medido pelo Ebitda ajustado (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, excluindo variações eventuais). Quando menor a alavancagem, na faixa de 1 ou 2 vezes o Ebitda, melhor a situação. Quando fica acima de 5 vezes é sinal de risco financeiro. No caso da Raízen, no mesmo período de seis meses, a alavancagem foi de 3,2 vezes o Ebitda ajustado para 5,1 vezes. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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