10 de março de 2026

Uncategorized

Aumento do preço do petróleo ampliará foco de usinas brasileiras no etanol

O aumento acentuado dos preços do petróleo com a continuação da ​guerra no Oriente Médio levará os processadores ​de cana-de-açúcar brasileiros a produzir mais etanol e menos açúcar na nova temporada que começará nas próximas semanas, disseram analistas nesta segunda-feira. Os futuros do açúcar bruto na bolsa ICE saltaram mais de 3% na segunda-feira, seguindo os ganhos dos futuros do petróleo, já que o mercado prevê um volume menor de açúcar vindo do centro-sul do ⁠Brasil, a maior região produtora ​de açúcar do mundo. As usinas têm flexibilidade para ajustar suas plantas ​para produzir mais etanol ou açúcar, dependendo dos preços de mercado para eles. ⁠Quando o etanol proporciona melhores retornos, elas ⁠usam mais cana para produzir o biocombustível e menos para produzir ​açúcar. ‌O preço do etanol já é melhor e pode ficar mais alto. “Combustíveis fósseis ⁠mais caros tendem a melhorar o retorno do etanol, levando as usinas a destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol”, disse Arnaldo Correa, sócio-diretor da ‌Archer ⁠Consulting, uma empresa ‌de consultoria do setor açucareiro. “Em teoria, a situação atual deve reduzir a disponibilidade de açúcar no mercado e aumentar os preços globais”, disse ele. Segundo os analistas, uma peça ⁠do quebra-cabeça ainda não foi movida. A Petrobras, ⁠que fornece cerca de 80% da gasolina no Brasil, ainda não aumentou os preços locais, mesmo ‌após o aumento do petróleo. O grupo de importadores de combustível do Brasil, Abicom, estima que os preços locais da gasolina estão 46% abaixo da paridade de importação atualmente. “Seria de se esperar que isso fosse suficiente para levar a Petrobras (a aumentar ‌os preços), mas o problema é que Lula quer manter o apoio do eleitorado, embora a eleição seja apenas em outubro”, disse o analista independente de açúcar ⁠Michael McDougall, referindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula tentará a reeleição este ano e talvez queira manter os preços dos combustíveis sob controle. A consultoria Datagro projetou, ​antes da guerra no Irã, que as usinas brasileiras reduziriam a quantidade de cana-de-açúcar ​destinada ao açúcar para 48,5% na nova temporada, contra 50,7% na temporada passada. (Reuters) Autor/Veículo: CNN

Uncategorized

Petróleo despenca para US$ 90 após Trump dizer que guerra no Irã está praticamente encerrada

O petróleo chegou a disparar quase 30% e ficar próximo de US$ 120 pelo barril nesta segunda-feira (9) antes de sofrer uma forte queda que levou o preço do barril para cerca de US$ 90, a maior variação intradia já registrada. A derrocada ocorreu ao longo desta segunda e se intensificou após Donald Trump afirmar que a guerra no Irã está “praticamente encerrada” e que não há “mais nada em termos militares” no país. O Brent, referência global, encerrou o dia cotado a US$ 89,79, enquanto o WTI, referência americana, recuou para US$ 85,02. “Eles não têm marinha, não têm comunicações, não têm força aérea. Seus mísseis estão reduzidos a poucos. Seus drones estão sendo destruídos por toda parte, incluindo suas fábricas de drones. Se você olhar, não sobrou nada”, disse ele em entrevista à CBS nesta segunda. As quedas deixam ambos os contratos de petróleo próximos dos níveis de fechamento de sexta-feira (6), mas ainda acima dos valores anteriores ao início do conflito, de cerca de US$ 73 para o Brent. Desde o início da guerra, o preço da commodity vem subindo, aumentando os riscos para a economia global e a estabilidade da inflação. A disparada de preços foi causada pela ameaça de redução no fluxo de transporte do petróleo, já que a passagem no estreito de Hormuz, entre o Irã e Omã e por onde passa 20% da produção global, foi interrompida. Analistas, no entanto, atribuem o risco do petróleo em um nível mais alto por mais tempo a uma guerra prolongada, enquanto a fala de Trump à CBS aponta para o sentido oposto. Mais tarde, no entanto, o presidente voltou a falar em novos ataques. A negociação do barril Brent começou a sessão em US$ 92,69, foi subindo e atingiu o ápice às 23h30 (horário de Brasília) de domingo (8), cotado a US$ 119,46, no maior valor desde 29 de junho de 2022, no auge da guerra da Ucrânia. No mesmo horário, o barril WTI também chegou a disparar quase 30% e atingir a marca de US$ 119,43. Na noite desta segunda, Trump aboudou o assunto em entrevista a jornalistas durante evento na Flórida. O presidente americano disse que a guerra vai “acabar bem rápido”, mas que os EUA ainda não venceram o bastante. Trump afirmou que, se necessário, os EUA farão escolta de navios no estreito de Hormuz e atingirão o Irã “muito, muito mais forte”, se o bloqueio da passagem de combustíveis continuar. No Brasil, o risco refere-se principalmente à defasagem entre os preços do mercado internacional e os praticados pela Petrobras. Na abertura do mercado desta segunda, o litro da gasolina vendido nas refinarias da Petrobras estava em R$ 1,22, ou 49% mais barato do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). No caso do diesel, que já vinha sendo vendido com elevada defasagem antes mesmo do início da guerra no Irã, a diferença era de R$ 2,74 por litro, ou de 85%. Na sexta (6), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sinalizou que a estatal ainda considera prematuro falar em reajustes. Antes das falas de Trump, os ganhos já haviam começado a sumir após a informação de que o G7, o grupo das maiores economias do mundo, considerava uma liberação coordenada de reservas emergenciais de petróleo. Porém, por volta das 11h30 (de Brasília), o ministro de Finanças da França, Roland Lescure, afirmou que não houve um acordo sobre o uso da reserva. Em nota, o G7 afirmou que “acompanha de perto a situação” e que está preparado para implementar medidas necessárias. A AIE (Agência Internacional de Energia) defendeu a liberação coordenada de reservas emergenciais de petróleo na reunião dos ministros das finanças do G7, que contou ainda com executivos da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional). No final de semana, Trump afirmou em sua rede social Truth Social que os movimentos de curto prazo são “um preço muito pequeno a pagar” para os EUA, o mundo e a paz. Ele acrescentou que os preços cairão rapidamente “quando a destruição da ameaça nuclear iraniana acabar”. O presidente dos EUA disse no evento da Flórida na noite desta segunda que sabia que os preços de petróleo e gasolina subiriam antes mesmo do início da guerra, mas minimizou a alta ao dizer que “subiram menos do que o esperado”. Trump também disse que o governo está abrindo mão de sanções a alguns países como parte dos esforços para garantir o fornecimento adequado de petróleo e preços mais baixos em meio ao conflito no Oriente Médio, mas se recusou a dar detalhes. Para analistas, a opção de liberar reservas de emergência é uma solução paliativa. “As alternativas são limitadas, como recorrer às reservas estratégicas de petróleo, mas em comparação com a magnitude potencial da interrupção do fornecimento se o estreito permanecer fechado por mais tempo, elas são uma gota no oceano”, afirmou o analista do UBS Giovanni Staunovo. O prêmio dos contratos de carregamento do Brent no primeiro mês sobre os contratos para entrega em seis meses disparou para uma máxima histórica nesta segunda de quase US$ 36, segundo dados da LSEG que remontam a 2004. Esse prêmio indica uma estrutura de mercado conhecida como backwardation, mostrando que os traders veem uma intensa escassez de oferta no momento. A nomeação de Mojtaba Khamenei para suceder seu pai Ali Khamenei como líder supremo do Irã também alimentou a alta de preços, sinalizando que os linha-dura permanecem no comando em Teerã uma semana após o início do conflito com EUA e Israel. A guerra pode deixar consumidores e empresas em todo o mundo enfrentando semanas ou meses de preços mais altos de combustíveis, mesmo que o conflito termine rapidamente, enquanto os fornecedores lidam com instalações danificadas, logística interrompida e riscos elevados para o transporte marítimo. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

Uncategorized

Ultrapar contrata BTG para possível venda de participação na Ipiranga, diz agência

A Ultrapar contratou o banco de investimentos BTG Pactual para tratar da potencial venda de uma participação na distribuidora de combustíveis Ipiranga, disseram duas pessoas familiarizadas com o processo à Reuters nesta segunda-feira (9). No início do dia, o Brazil Journal informou que a produtora de petróleo Chevron estava em negociações avançadas com a Ultrapar para a aquisição de uma fatia de 30% na Ipiranga. Essas duas fontes disseram à Reuters que não podiam confirmar se a Chevron estava entre os possíveis compradores. Duas outras fontes, que pediram anonimato porque as discussões são confidenciais, disseram que a Ultrapar está buscando reduzir sua exposição ao negócio de distribuição de combustíveis. A empresa planeja atualmente realocar capital para o setor de logística, disse uma delas, enquanto mantém o controle operacional da Ipiranga mesmo sob uma participação acionária reduzida, acrescentou a segunda pessoa. Um possível acordo com a Chevron se basearia em um relacionamento existente entre as duas empresas. A Chevron e a Ipiranga já têm uma joint venture no negócio de lubrificantes, o que, segundo uma das fontes, torna as discussões sobre a Ipiranga “uma progressão natural”. Essa mesma fonte alertou, no entanto, que a Ultrapar pode estar explorando opções com vários compradores em potencial. Representantes da Chevron, da Ultrapar e do BTG não quiseram comentar. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

Uncategorized

Fim da escala 6×1: Câmara ouve ministro do Trabalho em primeira reunião sobre tema

O ministro do Trabalho e Emprego do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparecerá à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira para debater o fim da escala 6×1, tema tratado como prioritário pelo Planalto. O encontro está agendado para as 14h e atende a um requerimento do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), relator das propostas no colegiado. O texto precisa ser apreciado pela CCJ antes de seguir para análise em comissão especial e votação em plenário. A expectativa de Azi é que a votação na CCJ seja feita entre março e abril. O tema é tido como prioritário pelo governo Lula por sua potencial popularidade social, especialmente por se tratar de um ano eleitoral. Em seu pronunciamento do Dia das Mulheres, Lula defendeu o fim da escala de 6 dias de trabalho para 1 de descanso. Segundo o presidente da República, a extinção desse modelo poderia ajudar sobretudo mulheres trabalhadoras que muitas vezes acabam acumulando, além da jornada tradicional de trabalho, outras tarefas domésticas. — Muitas vezes é uma escala dupla. Por isso, é preciso avançar no fim da escala 6×1. Está na hora de acabar com isso para que as pessoas possam ficar mais tempo com a família, descansar e viver — disse em mensagem veiculada no último sábado. Um dos textos em discussão é de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), apresentado no início do ano passado. A outra PEC, que vem sendo debatida em conjunto é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), de 2019, que reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais ao longo de 10 anos. A pauta do fim da escala 6×1 vem sendo defendida pelo Planalto desde que o projeto ganhou tração no Congresso. Declarações públicas de ministros como o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também corroboram a posição governista, que tende a defender o estabelecimento de uma jornada 5×1, ou seja, de 5 dias de trabalho para 2 de descanso. Segundo Azi, ao justificar o pedido de comparecimento do ministro Luiz Marinho na Comissão, afirma que a realização de audiências públicas para discutir a viabilidade econômica da proposta, custos operacionais para empresas, possibilidade de agravamento da informalidade no mercado de trabalho, além de políticas de proteção ao trabalhador. Autor/Veículo: O Globo

Uncategorized

Produtores de arroz interrompem colheita por falta de diesel

Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul estão desde a última quinta-feira (5) sem receber diesel em suas fazendas, segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). O estado é responsável por 70% da produção do grão no país e está no auge do período de colheita. O diesel é importante porque é o combustível usado pelos produtores para operar os maquinários usados na plantação, como tratores. Sem ele, os produtores não conseguem colher o grão. “O produtor está tendo que ir aos postos de gasolina para pegar diesel, mas isso dá para no máximo um dia; não é possível operacionalizar dessa forma”, diz Domingos Velho Lopes, presidente da Farsul. “Os produtores têm estoque em geral de quatro dias a uma semana, e o problema vai ser muito grave se não receber até o meio desta semana, até porque se o produtor demorar mais de três dias, ele perde a colheita.” De acordo com ele, as dficuldades começaram na última terça (3), em meio aos ataques dos Estados Unidos ao Irã e a redução na produção de petróleo por alguns países países do Oriente Médio. Nos últimos cinco dias, o preço do barril de petróleo Brent, referência mundial, subiu 14,65%, desestabilizando o mercado internacional do combustível. Hoje, cerca de 70% do mercado de petróleo do Brasil é atendido pela Petrobras, sendo o restante atendido por refinarias privadas ou importadoras –no caso do diesel, cerca de 30% é importado. A estatal tem uma política de preços de não conversão imediata dos preços internacionais para o mercado nacional, mas especialistas apontam que os impactos são inevitáveis no médio prazo. Ainda são incertas as causas na suspensão do fornecimento de diesel para os produtores do Rio Grande do Sul. Geralmente, a entrega do combustível na região se dá por meio dos chamados TRR, sigla para Transportador Revendedor Retalhista –empresas autorizadas pelo governo federal a adquirir grandes quantidades de combustível e em sequência vender no varejo. De acordo com Lopes, no entanto, esses transportadores têm avisado aos produtores que as distribuidoras reduziram a entrega do combustível nos últimos dias. “Começou um jogo de empurra-empurra; as distribuidoras estão dizendo que a culpa é da refinaria e os TRR culpam as distribuidoras”, afirma. A suspeita é que algum elo da cadeia possa estar travando o fornecimento de diesel, à espera de os preços crescerem ainda mais nos próximos dias. Analistas internacionais temem que o barril de petróleo Brent chegue próximo aos US$ 100 (hoje, está sendo vendido a US$ 87,44). Neste domingo (8), a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) publicou uma nota, dizendo estar ciente da situação no Rio Grande do Sul. Segundo o órgão regulador, o estado conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento regular de diesel. “A produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região (Refinaria Alberto Pasqualini -Refap)”, afirmou. Ainda de acordo com a agência, as distribuidoras serão notificadas para prestar esclarecimentos sobre o volume de diesel em estoque e os pedidos recebidos. “Caso seja necessário, a agência está preparada para adotar todas as medidas cabíveis a fim de assegurar a continuidade e a normalidade da oferta de diesel no país”, completou. Procurada, a Petrobras disse que não houve qualquer alteração em relação às entregas de diesel por parte de suas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme o planejado. “Especificamente em relação ao estado do Rio Grande do Sul, ratificamos que as entregas de diesel estão sendo realizadas dentro do volume programado”, afirmou. A empresa é a responsável pela refinaria que atende o Rio Grande do Sul. Para Francisco Neves, diretor-executivo da Associação Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis, não há dúvidas que a guerra no Irã impacta o mercado nacional de petróleo e derivados. “Mas isso não quer dizer que vai faltar produto. O que há é uma tensão na oferta e restabelecimento dos preços, que a médio prazo vão se ajustar”, diz. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

Uncategorized

Comunicado ANP: abastecimento de diesel

A Agência recebeu informações sobre dificuldades pontuais de aquisição de diesel por produtores rurais no Rio Grande do Sul. Neste sentido, ao longo deste fim de semana (7 e 8/3), a Agência entrou em contato com os principais fornecedores da região e apurou que o Estado do Rio Grande do Sul conta com estoques suficientes para assegurar o abastecimento regular de diesel. A produção e a entrega do combustível seguem em ritmo regular pelo principal fornecedor da região (Refinaria Alberto Pasqualini – Refap). Equipes técnicas da ANP estão realizando verificação das instalações e operações relevantes. As distribuidoras serão formalmente notificadas para que prestem os devidos esclarecimentos à ANP sobre a volume em estoque, os pedidos recebidos e os pedidos efetivamente aceitos. Caso seja necessário, a Agência está preparada para adotar todas as medidas cabíveis a fim de assegurar a continuidade e a normalidade da oferta de diesel no país. Cabe destacar que o Rio Grande do Sul é um estado que produz mais diesel do que consome, encontra-se com nível de estoque regular e não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto. Além disso, informamos que aumentos de preços injustificados no estado também serão objeto de investigação da ANP em conjunto com órgãos de defesa do consumidor. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

Uncategorized

Como a Vibra planeja levar sua bandeira a mais postos e ampliar liderança no mercado

A Vibra Energia, maior distribuidora e comercializadora de combustíveis do País, tem como foco manter a trajetória de crescimento dos negócios e de seus resultados. Um dos pilares é elevar a participação de mercado, que hoje está em torno de 22%. “Isso será possível porque há muitas oportunidades nas várias áreas de atuação da companhia”, disse Ernesto Pousada, presidente da distribuidora desde fevereiro de 2023. O executivo concedeu entrevista ao Estadão antes do “período de silêncio” para divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre e do ano de 2025. O balanço será divulgado no dia 11 de março. A origem da Vibra é a antiga BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras criada no início da década de 1970 e privatizada em 2018 e 2019 com ofertas publicas de ações na B3. Em 2020, a companhia se tornou uma corporation, com o capital pulverizado no mercado em nova oferta de ações. A estratégia, traçada com horizonte em 2030, está calcada em cinco “avenidas de crescimento”, diz o executivo da Vibra Energia, uma companhia com receita líquida anual na casa de R$ 200 bilhões. 1. Liderança no varejo, com aumento das vendas em postos — A Vibra tem quase 8 mil postos espalhados no País, chegando a 2 mil municípios com a marca BR. “Nosso plano, até 2030, é aumentar o número de postos e embandeirar pontos de venda com bandeira branca. Crescer em vendas e em receita, ofertando mais produtos especiais”. 2. Negócio industrial — Expandir ainda mais, lançando mais produtos, como o Agritop, com menos emissão de carbono. “É um produto voltado ao mercado do agronegócio, que se tornou muito relevante”. 3. Lubrax — A marca de lubrificante, que está entre as três principais do mercado no País, no final do ano passado foi separada. Ganhou uma divisão própria de negócio, com gestão executiva específica para esse mercado, que tem grandes concorrentes: Shell, Moove (Cosan), Iconic (Ipiranga/Texaco) e Petronas. 4. Logística — Com presença forte no País, o objetivo é ganhar mais eficiência. Esse movimento passa por expansão, seguindo a trilha de boa parte dos clientes que estão indo, por exemplo, para o Centro-Oeste. 5. Energias renováveis — O foco é centrado na Comerc, empresa de geração e comercialização de energia adquirida em duas etapas, em 2022 e 2025. A empresa, que demandou desembolso da ordem de R$ 7 bilhões, é a maior comercializadora de energia do País. O objetivo é o crescimento com maior retorno na área de geração de energia solar e eólica e distribuída. No mercado de combustíveis, diz Pousada, a Vibra pode crescer com abertura de novos postos, com embandeiramento dos postos denominados “bandeira branca” (sem uma marca específica) e com aumento das vendas nos atuais pontos de venda. A avaliação é que há ainda muito posto bandeira branca no País, fatia que corresponde a cerca de 40% ou até mais das vendas. Com um mercado mais regulado, em cinco anos a distribuidora prevê revendas mais fortes, aumento do embandeiramento e avanço para regiões de alto crescimento, como o Centro-Oeste, onde enxerga muita oportunidade devido à expansão do agronegócio. ComercFundada em 2001, a Comerc Energia, maior plataforma de gestão e de comercialização de energia elétrica do País, tornou-se alvo da Vibra em 2021 como um negócio complementar, com foco em energias renováveis. A empresa tem forte atuação no mercado livre e atualmente é uma grande geradora de energia eólica e solar, com 1,7 gigawatt de capacidade instalada, e de geração distribuída, com 117 pequenas usinas solares (378 MWp de capacidade). O acordo de aquisição de metade do capital foi anunciado no final de 2021 e concretizado no início do ano seguinte, com valor de R$ 3 bilhões. Em agosto de 2024, a Vibra exerceu antecipadamente a opção de compra do restante das ações e passou ao controle total da companhia. No todo, desembolsou pelo ativo cerca de R$ 7 bilhões, valor visto como elevado no mercado. A Vibra nega que esteja em processo de busca de um sócio estratégico para esse negócio, conforme notícias recentes na mídia. A Comerc tem sido alvo de crítica aos seus resultados financeiros. O CEO da Vibra diz que o desempenho operacional é muito bom e a companhia vem, com equipe própria de gestão — presidente e executivos —,fazendo um trabalho para ter maiores ganhos de eficiência, obter as sinergias com a Vibra, ao mesmo tempo que conclui novos projetos de geração. Pousada diz que o setor elétrico como um todo enfrenta uma fase de grande dificuldade em razão do curtailment — redução ou interrupção compulsória da produção de energia de usinas renováveis (solares e eólicas) determinada pelo operador do sistema (ONS) para garantir a segurança da rede. “Isso afeta o resultado. São cortes de 15% a 20% no volume de geração, que são fora do nosso controle, é algo imponderável”, ressalta o executivo. É uma situação que tem gerado muita discussão, porque, afirma, todos os players de geração solar e também eólica estão sofrendo o impacto. “Uma solução é a bateria para armazenamento da energia gerada que se torna excedente, para ser consumida depois. O custo desse sistema tem caído”, diz. Pousada aponta ainda que outra medida para minimizar o curtailment é uma maior regulação da entrada de novas unidades de geração no País. No balanço da Vibra, de nove meses de 2025, a receita líquida da divisão de renováveis cresceu 34%, para R$ 4,23 bilhões, porém registrou prejuízo de R$ 125 milhões no período, depois de resultado negativo de R$ 222 milhões nos mesmos nove meses de 2024. A Comerc é líder no mercado livre de energia no Brasil, com cerca de 17% de participação. Melhoria nos resultadosPousada ressalta que a Vibra vem mostrando significativas melhorias em seus números financeiros. “De 2022 a 2024, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu mais de 20%; o market share voltou a crescer, as margens melhoraram mais de 15%, o valor de mercado mais que dobrou, de R$ 17 bilhões para R$ 35 bilhões e a empresa obteve

plugins premium WordPress
Rolar para cima