18 de março de 2026

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Volkswagen e Amaggi iniciam testes com B100

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) e a Amaggi, produtora brasileira de grãos e fibras, iniciaram os testes com biodiesel puro (B100) em estradas do Centro-Oeste e do Norte do país, anunciaram as companhias nesta segunda-feira (16/3). As empresas farão os testes em um caminhão por 12 meses, na rota típica de transporte de grãos realizada pela produtora, que conecta Sinop (MT) a Matupá (MT), e segue até Miritituba (PA). O objetivo é testar, na operação rodoviária pesada, o comportamento do biodiesel de óleo de soja fabricado pela Amaggi. As informações coletadas vão orientar aplicações futuras e práticas de operação com combustíveis renováveis. “Ao avançarmos nos testes com biodiesel 100%, em parceria com a Amaggi, buscamos validar uma rota efetiva de descarbonização, aprimorando o desempenho, a eficiência e a confiabilidade operacional de nossos veículos”, afirmou o vice-presidente de Engenharia da VWCO, Rodrigo Chaves. Já a Amaggi enxerga a utilização do biodiesel como uma estratégia tanto de negócios quanto de sustentabilidade. “Já fazemos uso do biodiesel puro em parte da nossa frota e agora daremos início ao teste com um caminhão em parceria com a VWCO. Esperamos que o resultado desse teste seja positivo, dada a importância estratégica da substituição do diesel por um combustível renovável e menos poluente para a autossuficiência energética do Brasil”, disse o diretor de Logística e Operações da Amaggi, Claudinei Zenatti. A VWCO já testa, em parceria com a concessionária Ecovias Noroeste Paulista, a utilização de B100 em caminhões. Segundo a Volkswagen, os veículos estão tendo alta performance e disponibilidade técnica superior a 95%. Autor/Veículo: Eixos

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Produção de etanol crescerá 4 bilhões no Brasil

O setor bioenergético brasileiro se prepara para iniciar a safra 2026/2027 com uma projeção de produção recorde de etanol, acrescentando quase 4 bilhões de litros ao mercado nacional. Esse volume é comparável ao total de gasolina importado pelo Brasil em 2025, de acordo com anúncio feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O aumento na produção de etanol ocorre em um momento estratégico, marcado pela crescente volatilidade nos preços internacionais do petróleo, que já ultrapassou os 100 dólares por barril e se aproxima dos 120 dólares. Segundo Evandro Gussi, presidente da UNICA, o etanol tem um histórico de funcionar como um elemento estratégico energético e uma forma de amortecer momentos de instabilidade no mercado de petróleo. “O etanol tem um histórico de funcionar como um elemento estratégico energético e um jeito de amortecer esses momentos de instabilidade no petróleo”, afirma Gussi. Ele lembra que essa estratégia nasceu na década de 70, justamente após um grande choque de petróleo, e desde então o Brasil construiu uma política energética que foi reforçada nos últimos anos com políticas públicas. Benefícios econômicos para o consumidor Os números apresentados por Gussi mostram que, desde 2003, quando foi introduzido no Brasil o carro flex, os consumidores brasileiros já economizaram mais de 140 bilhões de reais optando pelo etanol, sendo 5 bilhões apenas no ano passado. “Sobretudo nesses momentos em que a gente tem altas de petróleo, nesses momentos que a gente tem essa intensa volatilidade, é justamente quando mais o etanol contribui com o consumidor”, destaca. Outro ponto importante mencionado é que a opção pelo etanol não gera impacto fiscal para o governo, sendo uma escolha direta do consumidor que possui um veículo flex. Atualmente, mais de 80% da frota brasileira é capaz de utilizar etanol, resultado de políticas públicas implementadas ao longo das décadas, especialmente nos últimos anos com programas como o Combustível do Futuro e o Mover. Quanto à produção de açúcar, Gussi garante que o mercado tem condições de suprir a demanda, como já ocorreu na safra passada, mesmo com o aumento da produção de etanol. A expectativa é que o aumento na oferta de etanol proporcione uma alternativa viável aos consumidores em um momento de possíveis reajustes no preço da gasolina, funcionando como uma contramedida natural e estrutural frente à instabilidade do mercado internacional de petróleo. Autor/Veículo: CNN

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Abiquim: não há evidências de risco de desabastecimento no Brasil

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) afirma que, até o momento, não há evidências de risco de desabastecimento de produtos químicos no Brasil em razão do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. “A oferta internacional permanece ampla e a indústria química brasileira dispõe de elevada capacidade produtiva ociosa — cerca de 40% da capacidade instalada — o que permite responder rapidamente a eventuais oscilações de mercado”, diz a Abiquim. Os impactos mais relevantes do conflito, explica a associação, ocorrem por vias indiretas e sistêmicas, especialmente nos mercados de energia, fertilizantes e logística marítima internacional. “O conflito pressiona custos globais relevantes, especialmente em energia e fertilizantes. No caso dos produtos químicos, porém, o Brasil dispõe de capacidade industrial suficiente para preservar o abastecimento do mercado”, afirma o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro. A Abiquim lembra que o Irã produz cerca de 3,5 milhões de barris de petróleo por dia, e o Estreito de Ormuz concentra aproximadamente 20% da oferta global e cerca de 25% do comércio marítimo de petróleo. Assim, eventuais restrições prolongadas ao tráfego na região tendem a pressionar o preço do barril Brent e afetar a nafta petroquímica, principal insumo da indústria química brasileira. “Embora o Brasil seja exportador líquido de petróleo, o país permanece importador líquido de derivados, como diesel, GLP e nafta. Em cenários de alta do Brent, isso tende a elevar custos industriais, fretes internacionais e pressões inflacionárias”, pontua a instituição. O impacto mais imediato do conflito, por sua vez, concentra-se no mercado de fertilizantes nitrogenados, especialmente ureia e amônia. O Irã é um importante exportador desses produtos e a instabilidade na região — somada às interrupções logísticas no Golfo — vem provocando forte volatilidade de preços. Desde o início do conflito, o preço da ureia no Brasil já registra aumento superior a 33%. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que expõe o país a choques de preços e de logística internacional, afirma a Abiquim. “Caso as restrições na navegação e no comércio regional se prolonguem por um período mais longo, podem surgir riscos de abastecimento no mercado de fertilizantes nitrogenados, além de novos aumentos de preços”, diz ainda a associação. Além disso, a entidade lembra que a ameaça de ataques a embarcações e as restrições à navegação no Estreito de Ormuz vêm provocando mudanças operacionais relevantes no comércio marítimo internacional. Entre os principais efeitos observados estão: aumento do custo do gás natural; elevação do frete marítimo e dos prêmios de seguro; e reconfiguração das rotas logísticas. Dentre os cenários mapeados pela Abiquim, o considerado mais provável é de um “Conflito limitado”, com alta temporária do petróleo, volatilidade cambial moderada e impacto inflacionário administrável. No entanto, há ainda duas possibilidades: a de restrição prolongada no Estreito de Ormuz, com pressão significativa sobre fertilizantes nitrogenados, aumento de custos logísticos e maior volatilidade nos mercados de energia; e a de uma escalada regional ampla, com choque energético prolongado, redesenho das cadeias globais de suprimento e impacto relevante sobre a indústria química internacional. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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ANP quer regulamentar subvenção ao diesel esta semana, diz diretor-geral

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) quer definir ainda esta semana os preços de referência do diesel que vão balizar o programa de subvenção criado pelo governo na semana passada para enfrentar a escalada do petróleo com a guerra no Irã. “A gente está correndo com velocidade máxima”, disse nesta segunda-feira (16) o diretor-geral da agência, Artur Watt. A ideia é pautar uma reunião de diretoria extraordinária até o fim da semana para anunciar os valores. O programa de subvenção dará R$ 0,32 por litro a empresas produtoras ou importadores que venderem diesel abaixo de um valor pré-estabelecido, que será regionalizado e vai variar ao longo do programa, de acordo com a evolução das cotações internacionais. Durante o programa de subvenção que pôs fim à greve dos caminhoneiros em 2018, o preço de referência foi calculado com base na cotação da agência Platts para diesel de baixo teor de enxofre nos Estados Unidos mais o custo de frete ao Brasil. Simulava, assim, a paridade de importação do diesel. A ANP definiu também preços de comercialização, que equivaliam ao preço de referência menos o subsídio —naquele ano, de R$ 0,30 por litro. Tinha direito ao benefício quem vendesse o produto ao preço de comercialização. O mercado espera que o modelo seja repetido este ano. A maior diferença é que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu um imposto de exportação de petróleo para financiar a subvenção ao diesel. Embora o programa não esteja ainda regulamentado, Watt disse que o pagamento de subvenção será retroativo a empresas que já tenham anunciado a adesão. A Petrobras o fez e deve receber no futuro por cada litro de diesel vendido abaixo do preço de comercialização. Grandes importadoras de diesel, as maiores distribuidoras do país ainda aguardam a definição dos valores para definir pela adesão. Há dúvidas no mercado também sobre a capacidade financeira do programa, que tem um orçamento máximo de R$ 10 bilhões. Considerando que o país consumiu em 2025 uma média de quase 5 bilhões de litros de diesel A (ainda sem a mistura com biodiesel) por mês, os recursos durarão menos de sete meses caso todos os produtores e importadores sejam beneficiados. Na última sexta (13), apenas um dia após anúncio do programa de subvenção, a Petrobras elevou em 11,6% o preço do diesel em suas refinarias, reduzindo um pouco a defasagem em relação às cotações internacionais. Mas os valores seguem muito altos. Na abertura do mercado desta segunda (16), o litro do diesel nas refinarias da estatal custava R$ 2,18 mais barato do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). A companhia segue anunciando leilões de diesel com preços superiores aos que pratica normalmente, como uma forma de compensar ao menos parcialmente perdas com importações. Os leilões já anunciados têm ágios entre R$ 0,81 e R$ 2,05 por litro. Além da subvenção, o governo zerou os impostos federais sobre o diesel, num valor total de R$ 0,32 por litro. Executivos do setor dizem, porém, que o imposto sobre o biodiesel foi mantido, então o ganho para o consumidor final é de R$ 0,29 por litro. Os repasses dependem da estratégia comercial das distribuidoras. Algumas se comprometeram a repassar imediatamente, independente de estoques. Outras informaram que o farão na medida em que recebem da Petrobras diesel isento de impostos. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Copom inicia reunião em meio a mudanças nas previsões para os juros por causa da guerra no Irã

O Copom (Comitê de Política Monetária) inicia sua segunda reunião do ano nesta terça-feira (17) em meio a dúvidas crescentes sobre qual será a taxa básica de juros da economia. A guerra no Irã embaralhou as apostas e já há quem preveja que a Selic vai ficar onde está desde junho do ano passado, em 15% ao ano. Bancos que projetavam um corte de 0,5 ponto percentual na reunião, que termina nesta quarta (18), passaram a prever juros estáveis ou uma redução mais modesta, de 0,25 ponto percentual, diante de um cenário de maior risco externo pela escalada dos preços internacionais do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. A maior mudança veio da XP, que passou a prever a manutenção da taxa básica de 15%, com expectativa de uma “abordagem mais cautelosa” pelo colegiado. “O fluxo de dados e notícias desde a última reunião do Copom piorou o cenário para a inflação”, afirma a XP em nota assinada pelo economista-chefe, Caio Megale. Na avaliação do BNP Paribas, o Copom poderia “até mesmo adiar o início do ciclo de afrouxamento para a reunião de abril, quando as autoridades presumivelmente teriam mais clareza tanto sobre a atividade doméstica quanto sobre a geopolítica”. Entre 27 instituições consultadas pela Bloomberg, 10 apostam em corte para 14,5% ao ano (o consenso antes da guerra), 16 preveem redução para 14,75% e uma a manutenção em 15%. O movimento também apareceu no boletim Focus, do Banco Central. Os analistas esperam que o Copom decida reduzir a taxa de 15% para 14,75%. Até a semana passada, a expectativa era que a Selic caísse para 14,5%. Nesta segunda-feira (16), o Tesouro Nacional recomprou R$ 12,1 bilhões em títulos prefixados e R$ 15,4 bilhões em títulos IPCA+ (indexados à inflação), em uma intervenção no mercado depois de uma escalada nos juros futuros. Foi a maior atuação do órgão no mercado de juros desde 2020, quando foi declarada a pandemia de Covid-19. A estratégia buscou conter a disparada das curvas de juros nos últimos dias, quando investidores passaram a colocar na conta a possibilidade de a taxa Selic cair em um ritmo mais lento do que o esperado. A leitura é que, com o preço do petróleo pressionado pela guerra no Irã, é possível que a inflação no Brasil sofra um repique, forçando o Copom a adotar uma postura mais cautelosa na política de juros. “O Tesouro já atuou dessa forma em outros momentos de estresse”, disse Guilherme Rodrigues, gestor de renda fixa na Kinea Investimentos. A ação “ajuda o mercado a encontrar um preço justo em um movimento de forte aversão a risco”, afirma. Segundo técnicos envolvidos na operação, a entrada do Tesouro ajudou a “colocar a bola no chão” e dar tranquilidade ao mercado em um momento em que as incertezas em torno da guerra no Irã deixaram o mercado de juros sem referências. Num momento como esse, em que há disparos de ordens de venda para estancar possíveis perdas, o órgão atua para dar saída a esses investidores e restabelecer o bom funcionamento do mercado. Segundo um interlocutor do governo, os técnicos chegaram a levantar a questão sobre se o órgão devia atuar ou não diante desse contexto, mas a orientação do comando do Tesouro foi a de que a avaliação técnica deveria prevalecer. Isso significa, na prática, que o órgão recebeu sinal verde para fazer o que julgasse ser mais apropriado para manter o bom funcionamento dos mercados. A avaliação é que, da mesma forma, o Banco Central deve adotar a mesma postura e fazer o que for necessário em relação à taxa de juros. Nos leilões de recompra, foram adquiridos R$ 12,1 bilhões em títulos prefixados com vencimentos entre 2028 e 2032. A proposta do Tesouro era recomprar até 25 milhões de títulos. Na parte da tarde, um segundo leilão de recompra foi realizado, desta vez com títulos indexados à inflação. O Tesouro indicou que pretendia recomprar até 10 milhões de títulos. O volume financeiro somou R$ 15,4 bilhões. Após as operações, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,57% no fim da tarde, com baixa de quase 30 pontos-base ante o ajuste de 13,85% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,8%, com recuo de 36 pontos-base ante 14,155%. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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