24 de março de 2026

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Fecombustíveis/James Thorp Neto: Diversidade de preços no País faz postos de vilões

O Brasil não tem apenas um preço nacional para o diesel e para a gasolina, por isso é injusto fazer dos postos de abastecimento os vilões da crise do petróleo, disse à Broadcast o presidente da Fecombustíveis, James Thorp Neto. Segundo ele, a atuação mais firme do governo na fiscalização do mercado vai ajudar a mudar essa imagem. “Quanto mais transparência melhor”, avalia. Thorp Neto explica que a Petrobras não é mais a única a ditar os preços dos combustíveis, apesar de ter uma grande participação no mercado (60%). Atualmente, o preço nacional é formado pelo preço da Petrobras, importações, refinarias privadas e os preços dos leilões da Petrobras, que nesta semana atingiram ágios expressivos, até serem cancelados. “A gente está sendo crucificado. Porque a gente é o último elo da cadeia, que tem contato com o consumidor. Mas é a refinaria privada que aumenta, o preço do leilão da Petrobras que aumenta, é o importador que traz mais caro”, diz. Para ele, isso ajuda a explicar por que há aumentos nas bombas mesmo quando se afirma que a Petrobras não reajustou valores. Somente em março, a Refinaria de Mataripe, que tem cerca de 14% do mercado, aumentou o preço do diesel em 71,3% e a gasolina 45,3%. O aumento do diesel da Petrobras este mês, de 11,6%, veio após 312 dias de congelamento. O executivo afirma que o cenário é crítico e precisa ser analisado antes de se atribuir “algum tipo de irregularidade” aos postos, e diz que a escalada de custos tem relação com um problema “mundial”, agravado por um “cenário de guerra”. Na avaliação de Thorp Neto, o consumidor tende a responsabilizar o posto por ser “o último mesmo da cadeia”, com contato direto com o público, mas que, apesar de complexo, o setor é transparente, com dados públicos sobre reajustes em refinarias privadas e biocombustíveis. Abastecimento Sobre o abastecimento, ele diz que há “restrição de produto”, mas “por enquanto” não há relatos de falta generalizada. O problema, destaca, aparece mais nos postos de “bandeira branca”, que não têm contrato de suprimento e negociam diariamente com distribuidoras. Em momentos de instabilidade, esses estabelecimentos ficam mais expostos a oscilações de preço e a dificuldades de entrega. Ele também menciona cautela na distribuição diante de especulações sobre desabastecimento, o que elevaria pedidos e tiraria as entregas “da curva” normal. Ele evita fazer projeções sobre os próximos meses e diz que o mercado está “imprevisível”, com mudanças rápidas entre a cotação vista na tela e o valor efetivo na nota fiscal. Para tentar organizar o mercado, Thorp Neto apoia as operações da Força-Tarefa do governo que reúne a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis(ANP), Secretaria Nacional do Consumidor(Senacon/MJSP) e Polícia Federal. Entre outras medidas, a ANP mandou a Petrobras retomar imediatamente os leilões de combustíveis para aumentar a oferta. “A gente tinha relatos das distribuidoras com insegurança, sem saber porque não estava tendo mais previsão de leilão. Essa determinação da ANP eu acho que tem tudo para ajudar muito o mercado, e também para estoques, importação…vai ter que informar tudo agora. Mais controle, principalmente num momento delicado como esse. Quanto mais transparência tiver, melhor para todo mundo”, afirma. Autor/Veículo: Broadcast

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Subsídio do governo Lula é insuficiente para retomar importações de diesel, dizem importadoras

Importadores privados dizem que os termos do programa de subvenção ao diesel anunciados pelo governo na semana passada não serão suficientes para retomar as compras externas do combustível, que despencaram após o início da guerra no Irã. No pacote para conter os preços do diesel, o governo anunciou o pagamento de um incentivo a produtores e importadores de diesel no valor de R$ 0,32 por litro, até 31 de dezembro, com limite de R$ 10 bilhões no total. No entanto, segundo empresas ouvidas pela Folha, a elevada defasagem entre os preços da Petrobras e as cotações internacionais, além da pressão do governo sobre revendedores que repassarem alta de preços às bombas, inviabilizam compras no exterior por empresas independentes. “Parei de importar porque ninguém quer pagar o preço do diesel importado”, diz Ramon Reis, sócio da Nimofast, que opera na importação e distribuição. “Não dá para competir com o preço que a Petrobras cobra”, afirma Livia Verjosvky, diretora comercial na importadora WM Trading. O Brasil depende de importações para abastecer cerca de 30% do consumo de diesel. A redução das importações levou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) a anunciar na semana passada uma série de medidas para enfrentar “situação excepcional de risco” ao abastecimento em abril. As compras externas caíram quase 60% nos primeiros 17 dias de março, disse a agência. E a expectativa do mercado é que o ritmo se mantenha. Executivos ouvidos pela Folha dizem que a programação de chegada de navios para as próximas semanas representa menos da metade do necessário. A WM ainda tem embarcações a caminho, mas com produtos comprados antes do início da guerra. Verjosvky diz que, após a explosão dos preços no mercado internacional, a empresa não fez nenhum pedido. A Petrobras fez um reajuste de R$ 0,38 por litro após o início da guerra, mas as defasagens em relação às cotações internacionais continuam em patamares recordes. Na abertura do mercado desta segunda-feira (23), por exemplo, o litro do diesel nas refinarias da estatal custava R$ 3,09 a menos do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). O programa de subvenção foi criado para reduzir as perdas de produtores e importadores, com a concessão de R$ 0,32 por litro vendido abaixo de um preço teto pré-estabelecido pelo governo. Importadores reclamam, porém, que o teto está muito baixo. Para o diesel importado, o governo limitou o socorro a quem vender o produto a distribuidoras abaixo de um valor que varia entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro, dependendo da região. Nesta segunda-feira, o preço de paridade de importação, que simula quanto custaria para trazer o diesel do exterior, variava entre R$ 6,60 e R$ 6,80 por litro. “A conta não fecha”, diz Verjosvky, da WM. “Não consigo vender no preço internacional, não consigo aderir à subvenção e o mercado está secando”, afirma Reis, da Nimofast. Ele diz ter 80 milhões de litros de diesel parados em estoque por falta de quem pague o preço internacional. Na semana passada, a presidente da estatal, Magda Chambriard, acusou empresas privadas de desviar os navios para outros países em busca de melhores preços. Disse que a área de inteligência da empresa identificou seis embarcações. A Nimofast é uma das empresas que desviou navio com diesel para outros países, admite Reis. “Quanto mais produto descarrego no Brasil, mais corro risco de ficar com o produto parado e de ser criminalizado [por vender a preço mais alto que a Petrobras]”. A redução na importação por empresas privadas gerou um efeito cascata no mercado, segundo relatório divulgado pela ANP na semana passada: reduziu estoques no segmento de distribuição, já gera problemas pontuais de abastecimento e elevou a pressão sobre a Petrobras, principal fornecedora. Postos de cidades ao redor de Campinas (SP), por exemplo, não conseguiram comprar combustível nesta segunda-feira (23), segundo o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas, Eduardo Valdivia. De acordo com ele, o gargalo tem afetado sobretudo os postos de bandeira branca, que não possuem contrato de exclusividade com distribuidoras. Esses estabelecimentos têm tido dificuldade de comprar diesel tanto de importadores privados quanto de grandes distribuidoras, como Vibra e Ipiranga. “A situação se agravou para além da semana passada; estive conversando com os responsáveis pelos postos e foram unânimes ao dizer que não conseguiram comprar produtos, seja para carregar hoje ou amanhã”, afirma Valdivia. Com a menor oferta em postos de bandeira branca, grandes distribuidoras de combustíveis, como Vibra, Ipiranga e Raízen têm ampliado suas importações para atender à maior demanda em postos bandeirados, disseram à reportagem dois executivos. Essas empresas, porém, também questionam o preço teto da subvenção. Até agora, só a Petrobras anunciou adesão ao programa. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Brasil testa gasolina com 35% de etanol e diesel com 25% de biodiesel

A gasolina vendida no Brasil deve passar a ter até 35% de etanol e o diesel até 25% de biodiesel. Para viabilizar essa mudança, o governo federal divulgou na última semana que estruturou uma série de estudos técnicos e testes laboratoriais que contarão com um investimento de R$ 30 milhões. A iniciativa busca fornecer as evidências científicas necessárias conforme a Lei do Combustível do Futuro (14.993/24). Serviria como garantia de que o aumento das misturas (gasolina E35 e diesel B25) não irá comprometer o desempenho dos motores nem a segurança dos veículos que circulam no país. Os estudos, previstos para durar três anos, serão conduzidos por uma rede nacional de pesquisa coordenada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Haverá parceria com laboratórios das seguintes instituições: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), Instituto Nacional de Tecnologia (INT), LACTEC (PR), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Todo o processo, diz o Ministério de Minas e Energia, está sendo acompanhado de perto pelo Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro, que envolve não apenas o governo, mas também montadoras, fabricantes de motores e produtores de biocombustíveis. No caso do biodiesel, o plano de testes para os níveis B20 e B25 já foi inclusive submetido à consulta pública para garantir transparência. As mudanças, importante ressaltar, já estavam previstas desde a sanção da Lei do Combustível do Futuro, em 2024. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o aumento da mistura de etanol à gasolina pode evitar emissões de cerca de 55 milhões de toneladas de CO2 até 2037. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo (Jornal do Carro)

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Escassez de diesel já afeta colheita e plantio; governo teme efeito em preços de alimentos

As restrições de oferta de óleo diesel — com a disparada nas cotações internacionais do petróleo desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã — seguiram se espalhando pelo país ontem, aumentando a preocupação com o escoamento da produção agrícola e com o funcionamento do maquinário nas fazendas. Há relatos de dificuldades nas principais regiões produtoras, do Sul ao Centro-Oeste. No governo, a avaliação é que os problemas poderão se espalhar para os preços de alimentos, com atenção para o milho, usado na ração animal, o que poderá encarecer as carnes. Por enquanto, as medidas seguem concentradas na redução de tributos sobre combustíveis e no reforço da fiscalização dos reajustes, mas a ideia de uma linha de crédito emergencial ganhou força. Relatos de dificuldades vêm de rizicultores do Rio Grande do Sul, que respondem por 70% do abastecimento nacional de arroz, de produtores de soja do Centro-Oeste, que correm para terminar de colher mais uma supersafra e começar o plantio da segunda safra de milho, e das usinas de açúcar e etanol de São Paulo, que estão para iniciar a safra 2026/2027. O diesel abastece tanto os caminhões que levam a produção agrícola para a indústria ou para os portos quanto os tratores que puxam colheitadeiras e semeadeiras. Preços disparamMesmo que as restrições ainda sejam consideradas pontuais, os preços do combustível já estão disparando — nas bombas, ao consumidor, o diesel terminou a semana passada 19,4% mais caro do que antes da guerra, segundo a ANP, agência reguladora do setor. Isso deverá apertar ainda mais as margens de retorno dos produtores, que já estão em situação financeira complicada. — O impacto não acontece apenas nos produtos que estão sendo colhidos, mas também naqueles que estão sendo plantados já que as plantadeiras e outras máquinas também usam o diesel. James Thorp, presidente da Fecombustíveis, principal representante nacional dos postos do varejo, a incerteza sobre preços e fornecimento acabam acelerando o consumo, junto com a demanda da agropecuária: “O impacto não acontece apenas nos produtos que estão sendo colhidos, mas também naqueles que estão sendo plantados já que as máquinas também usam o diesel” – José Vicente Caixeta, diretor da cAIxeta Inteligência Logística— As distribuidoras vêm atendendo os pedidos de acordo com a média do consumo dos postos. Pedidos extras não vêm sendo atendidos. No Sul, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) atualizou ontem um levantamento com as prefeituras sobre o quanto a restrição para obter diesel para veículos e máquinas oficiais está afetando serviços públicos: 165 municípios, de 345 que responderam, relataram problemas, ante 142, na sexta-feira. Arroz preocupa no RSPor lá, a preocupação é com a colheita do arroz, que vai do fim de fevereiro ao início de abril, com um pico em março. Segundo a Fedearroz, federação de associações de produtores locais, o diesel está encarecendo num momento em que o grão está com preço baixo no mercado. “Eventuais impactos na produção podem repercutir no mercado, com possíveis efeitos sobre o preço final do arroz”, diz uma nota da entidade. Como os países estão reagindo ao choque do petróleo? Veja no mapa interativo as medidas já anunciadasOs reajustes também atingem a produção de azeitonas e azeite. Conforme Rafael Goelzer, que produz o azeite Estância das Oliveiras, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o diesel teve aumento superior a R$ 1,00 no preço por litro, justamente no período de colheita. — Ainda não tivemos falta de combustível de nossos fornecedores, mas a expectativa é que a crise maior ocorra nas próximas duas semanas — disse Goelzer, que usa tratores a diesel na colheita. Segundo o Paranapetro, que representa os postos no Paraná, ocorreram desabastecimentos pontuais no estado, por causa da “demanda fora do normal”, sobretudo no interior, por causa do agronegócio. No Sudeste, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) demonstrou preocupação com a possível falta de diesel em plena colheita de grãos e da cana-de-açúcar. Em São Paulo, maior produtor de açúcar e etanol, o temor é que falte diesel para as colheitadeiras de cana, cujo corte da safra 2026/2027 está para começar, disse Eduardo Valdivia, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Campinas e Região (Recap): — Em Ribeirão Preto, várias usinas de cana já estão parando e atrasando a colheita porque há dificuldade no abastecimento. Isso vai gerar impacto no etanol e no açúcar. No Centro-Oeste, o fluxo de caminhões está dedicado ao escoamento da soja recém-colhida, e os tratores precisam do diesel para plantar a segunda safra de milho. Em Mato Grosso do Sul, o movimento é de antecipação de compras e reforço de estoques do combustível, disse Edson Lazaroto, diretor-executivo do Sinpetro, que representa os postos do estado. Além disso, a crise ocorre “em um momento particularmente delicado para os produtores rurais, que já enfrentam custos elevados de produção, escassez e encarecimento do crédito, endividamento em patamares históricos e margens comprimidas”, ressaltou a Aprosoja-MT, associação de produtores de Mato Grosso. Brasil soberano 2 A Abramilho, dos produtores de milho, recebeu relatos de dificuldades de aquisição de diesel do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. Em outra frente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça vai iniciar amanhã um plantão para apoiar Procons de todo o país nos processos de fiscalização de preços abusivos de combustíveis. Além disso, voltou a circular em Brasília ontem a proposta de lançar uma espécie de Brasil Soberano 2 — segunda fase do programa de socorro para as empresas atingidas pelo tarifaço de Donald Trump. A ideia foi aventada semana passada pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, dado que os recucrsos sobraram. O Brasil Soberano tinha R$ 30 bilhões disponíveis, mas aprovou cerca de R$ 16 bilhões. Autor/Veículo: O Globo

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Abegás pede desoneração de gás natural para caminhões

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) quer que o governo estenda a redução do PIS e Cofins sobre a importação do Gás Natural Veicular (GNV) utilizado por caminhões. A medida foi aplicada ao diesel importado e comercializado no país, por meio do decreto 12.875/2026. A redução do PIS/Cofins sobre o diesel faz parte de uma série de medidas adotadas pelo governo para diminuir o impacto do preço do petróleo, em alta devido à guerra no Irã, sobre o consumidor brasileiro. Porém, para a Abegás, ao limitar o benefício exclusivamente ao diesel, o governo criou uma distorção competitiva que desestimula o uso de alternativas mais limpas, como o GNV. “A extensão da medida ao GNV contribui para preservar a neutralidade regulatória e evitar favorecimentos indevidos, assegurando condições equitativas entre os combustíveis”, afirma o diretor-executivo da Abegás, Marcelo Mendonça. A organização ainda defende que a medida teria um baixo impacto fiscal, tendo em vista o reduzido número de veículos pesados movidos a GNV no país. Estima-se que a frota tenha cerca de 2,4 mil caminhões. E lembra que em 2023, a MP 1.157, editada no contexto de transição de governo, prorrogou a redução das alíquotas de PIS/Pasep sobre diesel, biodiesel, GLP, álcool, QAV, GNV e gasolina. A inclusão do GNV no escopo fontes energéticas com alíquotas reduzidas poderia, segundo a Abegás, estimular as políticas de incentivo ao uso do GNV e do biometano em veículos pesados — especialmente em rotas de escoamento da safra e corredores logísticos. Autor/Veículo: Eixos

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