3 de abril de 2026

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Petrobras avalia novos projetos para atingir autossuficiência no refino

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal estuda a inclusão de novos investimentos em seu plano de negócios para atingir a autossuficiência no refino de diesel e gasolina, em um prazo de cinco anos. A declaração foi feita durante o evento CNN Talks, em São Paulo, na manhã desta quarta (1º/4). “Nós garantíamos com produção nacional cerca de 70%. No nosso plano de negócios, nós tínhamos o ideal de chegar a 80%”, disse. “E nós estamos revendo esse plano e nos perguntando se nós podemos chegar a 100% em cinco anos.” A ampliação da capacidade do parque de refino atual está sendo viabilizada por meio de investimentos em refinarias existentes. Chambriard citou a expansão da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, cujo primeiro trem de 115 mil barris por dia já foi ampliado para 150 mil, e será duplicada com a construção de um segundo trem. Também mencionou a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Polo Boaventura no Rio, que deve passar de 240 mil para cerca de 350 mil barris por dia. “Nós estamos alterando as nossas plantas para entregar cada vez mais diesel, reduzir a quantidade de óleo combustível e entregar cada vez mais diesel, que é o combustível mote do desenvolvimento nacional“, reforçou. Sobre a possibilidade de retomada do controle da Refinaria de Mataripe (BA), antiga refinaria Landulpho Alves (Rlam) privatizada em 2021 durante a gestão Bolsonaro, Chambriard evitou se alongar. “Bom, Mataripe é uma pergunta difícil”, respondeu, direcionando o foco para os investimentos nas unidades já sob controle da estatal. Nos últimos dias, porém, especulações sobre a recompra da unidade ganharam força após declarações feitas neste mês pelo presidente Lula (PT), durante anúncio de investimentos em Minas Gerais: “Nós vamos comprar a refinaria da Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar“. Em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o episódio, a Petrobras informou que “analisa continuamente oportunidades de investimentos e negócios, inclusive eventual compra” da refinaria . A fala do presidente ocorre em um momento em que o Executivo enfrenta dificuldades para conter os preços dos combustíveis — em especial o diesel — em meio à guerra no Irã, que já causa impactos na produção e no transporte de petróleo no mercado global. Na ocasião, Lula também sugeriu à CEO da Petrobras a criação de uma reserva estratégica de combustíveis no país, uma medida estrutural para regular preços e assegurar o abastecimento em momentos de instabilidade internacional. Questionada sobre impactos positivos da autossuficiência em diesel para consumidores e acionistas, a executiva destacou: “Para o consumidor, a certeza de que as volatilidades externas não os vão assombrar, porque essa é a nossa política. Para o nosso acionista, é a garantia de um mercado que é talvez o maior mercado consumidor da América Latina”. “A Petrobras adora desafios. A Petrobras quando desafiada faz milagres, quem sabe a gente chega aí com a possibilidade de ter um novo plano de negócios que a gente vai começar a discutir agora em maio, capaz de entregar em cinco anos a autossuficiência do Brasil em diesel”, completou. Enquanto isso, preços em leilões acima da tabela Apesar dos esforços citados para o incremento no refino, a companhia tem recorrido a leilões para vender combustíveis acima dos preços de tabela. Em meio à disparada das cotações internacionais provocada pela guerra no Oriente Médio, a Petrobras comercializou diesel com ágio de até 75% e gás de cozinha com preços até 100% maiores que os cobrados na tabela oficial. No caso do diesel, a empresa realizou leilões com volumes adicionais após cortar as entregas por cotas. Em um dos pregões, o derivado foi vendido a R$ 1,78 por litro acima do preço vigente no polo gaúcho. Para o GLP, a Petrobras colocou 70 mil toneladas no mercado — cerca de 15% da demanda mensal do país — com botijões de 13 kg comercializados a R$ 72,77 em Duque de Caxias (RJ), enquanto o preço de tabela era de R$ 33,37. Por meio dos certames, a companhia coloca combustível mais caro no mercado, elevando suas margens, sem a necessidade de anunciar um aumento de preços. Os custos mais altos são repassados pelas distribuidoras aos consumidores finais. Com a prática, é possível ofertar volumes além das cotas. Porém, nos casos recentes, a Petrobras cortou as entregas por cotas — compra mensal conforme a média de retiradas dos meses anteriores — e programou leilões, vendendo mais caro sem precisar anunciar reajuste oficial. A falta de transparência nos resultados desses pregões ocorre por uma brecha regulatória: a ANP não exige a divulgação pública dos resultados detalhados dos leilões, diferentemente do que ocorre com os preços de tabela, publicados obrigatoriamente na internet (precos.petrobras.com.br). Autor/Veículo: Eixos

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Raízen e credores vão negociar plano de recuperação na próxima semana

Representantes dos bancos, dos detentores de títulos emitidos no exterior (bonds) e da Raízen devem reunir-se na semana que vem em Nova York para iniciar as negociações em torno de um plano de recuperação extrajudicial da companhia. O encontro está previsto para acontecer no dia 8. Esses credores receberam, na terça-feira, 31, uma proposta inicial de onde partirão as negociações, apurou a Coluna. Segundo fontes, o plano mantém o aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e de R$ 500 milhões de Rubens Ometto, por meio de seu family office Aguassanta, e prevê a conversão de 45% das dívidas em ações. Os 55% restantes das obrigações teriam prazo alongado, para 10 anos no caso da distribuidora e 13 anos no negócio das usinas. De acordo com fontes, com o aporte, Shell e Ometto receberão ações ON da Raízen em uma proporção maior do que os credores na conversão dos 45% da dívida, que será em units (recibo formado por ações ON e PN). A interpretação dos bancos é a de que isso dará maior poder aos atuais acionistas do que aos credores, que terão de certa forma colocado cerca de R$ 30 bilhões na Raízen por meio da conversão da dívida. Termos já geraram insatisfação Os acionistas poderão indicar quatro membros ao conselho de administração, enquanto os credores, três. “É injusto, uma vez que os credores estão colocando sete vezes mais recursos do que os acionistas na empresa”, disse uma fonte entre os bancos. “Ninguém está feliz com essa proposta inicial.” Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo – Coluna do Broadcast

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Governo Lula decide enviar ao Congresso projeto de lei próprio sobre fim da escala 6×1

O governo Lula bateu o martelo e decidiu enviar um projeto de lei com urgência constitucional sobre o fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, de acordo com fontes do Planalto. Segundo integrantes do governo, o envio do projeto deve ocorrer nos próximos dias. Dois fatores contribuíram para a tomada da decisão, afirmam auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O primeiro deles é a percepção, dentro do governo, de que a matéria está tendo uma tramitação lenta na Câmara. O governo Lula bateu o martelo e decidiu enviar um projeto de lei com urgência constitucional sobre o fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, de acordo com fontes do Planalto. Segundo integrantes do governo, o envio do projeto deve ocorrer nos próximos dias. Dois fatores contribuíram para a tomada da decisão, afirmam auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O primeiro deles é a percepção, dentro do governo, de que a matéria está tendo uma tramitação lenta na Câmara. Desde o começo, porém, a tramitação mais demorada de uma PEC provocou críticas de governistas. Além da CCJ, a proposta ainda precisa passar por uma comissão especial. Por isso, havia um temor de que esse cronograma jogasse o tema para depois das eleições, o que atrapalharia os planos do governo de usar a medida como bandeira eleitoral. O projeto de lei com urgência constitucional obrigaria os deputados a se debruçarem sobre a proposta em até 45 dias, sob risco de travar a pauta da Casa. O Senado teria o mesmo prazo. Outro fator que pesou foi que o projeto de lei abre possibilidade para veto presidencial, algo que não ocorre com a PEC, que é promulgada pelo Congresso. Com isso, o Planalto teria a palavra final sobre o texto. Apesar de a decisão ter sido tomada, auxiliares de Lula defendem que o governo procure Motta antes de encaminhar formalmente o projeto de lei. O objetivo é minimizar o potencial mal-estar que será criado com o envio da proposta. Motta já declarou publicamente que deseja votar a PEC em maio. Pelo cronograma desenhado pelo relator da proposta na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), a última audiência pública sobre o tema ocorre nesta terça-feira, 7, com a participação de representantes de confederações setoriais. A seguir, Azi elaboraria seu relatório, que ainda teria um pedido de vista antes de ser votado. Se aprovado, o texto seguiria para a comissão especial, que analisa o mérito. O projeto de lei com urgência constitucional, se enviado na próxima semana, poderia ser votado até meados de maio na Câmara e antes do recesso parlamentar no Senado. Isso daria tempo para o governo usar como bandeira em sua campanha, e também atenderia os parlamentares interessados em pegar carona na popularidade do tema. Além da PEC, a Câmara também debate o tema em um projeto de lei da deputada Daiana Santos (PC do B-RS), que tramita na Comissão de Trabalho. A proposta, no entanto, também enfrenta resistência. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Aumento de GLP pela Petrobras ameaça Gás do Povo, dizem revendedoras

Diante do aumento dos preços do gás liquefeito de petróleo (GLP) no leilão realizado ontem (31/3) pela Petrobras, a Associação Brasileira das Entidades de Classe das Revendas de Gás (Abragás) afirma que revendedores avaliam deixar o programa Gás do Povo. O programa substituiu o Vale-Gás e começou a ser implementado em novembro do ano passado. É destinado a famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo, garantindo carga 100% gratuita do botijão de 13 kg, retirada diretamente em revendas credenciadas. Em nota, o presidente da Abragás, Jose Luiz Rocha, afirma que há uma insatisfação por parte do setor, que já considerava os valores de referência adotados pelo programa muito abaixo do praticado nos mercados regionais. Diante do resultado do leilão da Petrobras, a perspectiva é de que o cenário se agrave. “Se o governo não adotar medidas urgentes para estancar essa situação de descontentamento das revendas, o programa corre risco de uma debandada doscredenciados”, diz Luiz Rocha. No certame realizado ontem, a Petrobras comercializou 70 mil toneladas de GLP com preços até 100% maiores que os cobrados na tabela da estatal, os chamados “preços em linha”. O aumento mais expressivo registrado foi em Duque de Caxias (RJ), onde o preço do botijão de 13 kg sai por R$ 33,37 de acordo com a tabela da Petrobras — e foi comercializado por R$ 72,77 no leilão. O resultado provocou desdobramentos dentro da própria companhia, com o afastamento do gerente da área de Comercialização pela presidente, Magda Chambriard. No mesmo dia do leilão, a Refinaria de Mataripe, na Bahia, confirmou o reajuste de 15,3% do GLP para as distribuidoras a partir de 1º de abril. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) cobrou do Ministério de Minas e Energia a atualização da dos preços de referência vigentes do programa (veja os valores por Unidade da Federação). Em ofício endereçado à pasta, a organização reforçou o alerta de que a ampliação dos custos logísticos sem contrapartida pode resultar em uma fuga massiva das revendas do Gás do Povo, comprometendo a manutenção e a ampliação do programa. Ontem, o MME informou que estuda outras ações para mitigar os efeitos econômicos da recente escalada do preço do petróleo – citando o GLP como um dos “mercados mais sensíveis”. Procurado, o Sindigás afirmou que não se manifesta sobre preços, projeções de preços ou qualquer tipo de estimativa relacionada ao mercado. Veja a íntegra da nota: O Sindigás, Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP, informa que não se manifesta sobre preços, projeções de preços ou qualquer tipo de estimativa relacionada ao mercado. A entidade ressalta que é de conhecimento público que os preços do petróleo e de seus derivados vêm sofrendo forte pressão, em grande parte decorrente de conflitos com impacto relevante sobre a cadeia global do petróleo, o que pode influenciar os custos do GLP e promover eventuais mudanças nas condições econômicas e de mercado na cadeia do produto. O Sindigás esclarece, ainda, que não tem acesso e não interfere em estratégias comerciais e políticas de preços das empresas associadas. O acompanhamento do comportamento do mercado que a entidade realiza dá-se com base em informações públicas divulgadas por órgãos oficiais, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Ministério de Minas e Energia (MME) e outras entidades governamentais, e acredita que possíveis medidas para conter os efeitos da disparada do petróleo no exterior por conta do cenário de guerra serão tratadas de forma técnica pelas autoridades competentes, e devem ser capazes de capturar com maior rapidez os efeitos de mudanças abruptas de mercado. Neste momento, o cenário segue sendo monitorado pelo setor. Autor/Veículo: Eixos

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Conselho aprova resolução que impede uso de biodiesel importado para mistura ao diesel

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta quarta-feira (1/4) resolução que, na prática, impede o uso de biodiesel importado para o cumprimento da mistura obrigatória ao diesel. O colegiado, presidido pelo ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, aprovou resolução que todo o biodiesel utilizado para o atendimento do percentual obrigatório de mistura ao diesel B deve ser oriundo exclusivamente de unidades produtoras autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que são apenas nacionais. A resolução não barra totalmente as importações de biodiesel porque o produto ainda pode atender o mercado voluntário — não vinculado à obrigação legal de mistura —, como para atender misturas maiores praticadas atualmente em caráter voluntário. A resolução do CNPE também mantém a obrigatoriedade de que ao menos 80% do biodiesel comercializado para o atendimento da mistura obrigatória deve ser oriundo de unidades produtoras detentoras do “Selo Biocombustível Social”, que certificam o biocombustível feito com matéria-prima da agricultura familiar. “O CNPE aprovou uma diretriz que dá clareza e estabilidade ao mercado de biodiesel, protege a produção nacional e fortalece a segurança energética do país. Estamos enfrentando distorções do comércio internacional e garantindo um ambiente regulatório previsível, que estimula investimentos e geração de empregos no Brasil”, afirmou Silveira, em nota. A resolução foi fruto de um trabalho de análise de impacto regulatório (AIR) conduzido por um grupo de ministérios desde 2023. De acordo com relatório desse grupo, apresentado em outubro do ano passado, o bloqueio à importação de biodiesel para o atendimento da mistura não prejudica o abastecimento do produto, porque “o mercado brasileiro se encontra plenamente abastecido, sem indícios de risco de desabastecimento mesmo no cenário que veda o uso do biodiesel importado na mistura obrigatória”. Na avaliação do grupo interministerial, há no mercado global de biodiesel práticas “desleais”, o que é evidenciado por “medidas antidumping e direitos compensatórios aplicados por grandes mercados importadores, como União Europeia e Estados Unidos, contra países produtores, especialmente Argentina e Indonésia”. “A abertura do mercado obrigatório pode eventualmente atrair agentes oportunistas que se beneficiam de condições artificiais de competitividade, como subsídios estatais concedidos por países exportadores, para conquistar, de forma predatória, parcelas significativas do mercado nacional”, avaliou o grupo, em relatório. A conclusão do grupo é de que “a capacidade ociosa da indústria nacional, atualmente suficiente para suprir teores superiores (B20/B21), associada aos investimentos previstos em expansão da produção, reforça a segurança do abastecimento futuro, inclusive diante das metas previstas na Lei nº 14.993/2024 (Lei do Combustível do Futuro). Portanto, do ponto de vista estrito da oferta, o Brasil não depende de biodiesel importado para assegurar o suprimento interno”. Autor/Veículo: Globo Rural

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Ministério de Minas e Energia avalia aumentar mistura de etanol na gasolina

O Ministério de Minas e Energia (MME) indicou nos últimos dias que pode recomendar a aprovação do aumento para 32% da mistura do etanol anidro à gasolina, disse uma fonte graduada ao Valor. Hoje, o teor é de 30%. Em reuniões recentes, o ministro Alexandre Silveira deu sinais de que pode recomendar a aprovação do aumento de teor na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que deverá ocorrer no fim de abril. Ainda há uma reunião do colegiado para ocorrer nesta semana, referente a março, mas o tema não deverá estar maduro até lá. A medida seria uma estratégia para garantir o abastecimento de combustível do ciclo Otto em meio à insegurança decorrente da guerra no Oriente Médio. A decisão, caso se efetive, também garantiria escoamento da sobreoferta de etanol que deve ocorrer nesta safra 2025/26, com 2 bilhões de litros adicionais produzidos a partir da cana e 2 bilhões de litros adicionais que tiveram milho como matéria-prima. A Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, prevê que a mistura pode chegar a 35%, a depender da realização de testes. Em 2025, após testes oficiais, o governo elevou o teor de 27% para 30%. Segundo uma fonte com acesso ao ministério, a elevação para teores acima de 30% depende mais de uma “compilação de dados” de ensaios que já ocorreram. O aumento da mistura de etanol anidro para 32% pode ser capaz de substituir o consumo de 1,2 bilhão de litros de gasolina em 12 meses, de acordo com cálculo recente do Rabobank. Procurado, o ministério não deu uma projeção de quando o aumento pode ocorrer e informou que “já iniciou os trabalhos para avaliação da viabilidade técnica de misturas superiores [a 30%], incluindo o E35. O plano de testes será apresentado oportunamente e discutido com a sociedade no âmbito do Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro, assegurando transparência e participação dos agentes do setor”. As pesquisas são coordenadas por um centro de análises da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o Ministério de Minas e Energia, “qualquer eventual alteração no percentual de mistura será fundamentada em evidências técnicas e submetida às instâncias competentes, garantindo previsibilidade regulatória, segurança energética e o avanço sustentável da política de biocombustíveis no Brasil”. A discussão sobre o aumento da mistura do biodiesel enfrenta mais receios no ministério. O temor, hoje, é com a qualidade do biodiesel e eventuais danos que possa causar a certos veículos. A lei permite o aumento da mistura a até 20%, desde que ocorram testes prévios, como também já defendeu a Pasta em nota recente ao Valor. Para avançar na análise da mistura do biodiesel, o MME também vem defendendo um aumento da capacidade da ANP de atuar na fiscalização. Porém, a agência vem sofrendo nos últimos anos com baixa capacidade orçamentária e de ferramentas. Autor/Veículo: Globo Rural

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Mercado Livre começa a vender medicamentos em São Paulo

O Mercado Livre lançou, nesta terça-feira (31), um projeto-piloto de venda de medicamentos na cidade de São Paulo. A zona de entrega do projeto, que poderá ser expandida no futuro, por enquanto abrange apenas parte da região metropolitana da cidade, cobrindo pontos como Vila Mariana, Paraíso e Itaim. Inicialmente, estarão disponíveis apenas medicamentos de venda livre, como analgésicos e antitérmicos, antiácidos e digestivos e vitaminas, informou a empresa em comunicado sobre o projeto. A gama de produtos também pode ser expandida futuramente. A partir desta terça, uma página dentro da plataforma da empresa destinada para as compras do setor farmacêutico estará disponível para consumidores dentro da zona de entrega. O Mercado Livre prevê entregar os remédios em até três horas neste primeiro momento da operação. Também haverá um canal de contato direto com farmacêuticos para tirar dúvidas e receber orientações sobre os medicamentos adquiridos, acrescentou a empresa. “Iniciamos a oferta em São Paulo, em escala reduzida, enquanto avaliamos a eventual expansão para um modelo de marketplace que permita a consumidores de todo o país comprar diretamente de farmácias de todos os portes no Mercado Livre”, afirmou o diretor sênior de marketplace do Mercado Livre no Brasil, Tulio Landin, no comunicado. A venda de medicamentos pelo Mercado Livre ocorre depois que a companhia comprou a Cuidamos Farma em setembro de 2025, uma farmácia localizada no Jabaquara, na zona sul de São Paulo. O negócio possibilitou ao Mercado Livre atender à exigência da legislação e despachar pedidos a partir de uma farmácia licenciada e não de um centro de distribuição. A estreia no ramo farmacêutico também acontece em meio ao início da venda de remédios em supermercados, liberada no dia 23 deste mês. No caso dos supermercados, os remédios poderão ser vendidos se houver a instalação de uma farmácia dentro do estabelecimento, com espaço físico separado das demais áreas de venda e funcionamento sob responsabilidade de farmacêutico durante todo o horário de atendimento. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Petrobras retoma perfuração na Foz do Amazonas e prevê conclusão no segundo trimestre

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou nesta terça-feira (31) que a estatal espera concluir no segundo trimestre a perfuração do poço Morpho, o primeiro em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas. A companhia retomou a perfuração no dia 16 de março, mais de dois meses após suspensão das atividades por vazamento de fluido de perfuração no início de janeiro, que levou o Ibama (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) a emitir multa de R$ 2,5 milhões. “O primeiro trimestre já acabou, então [a conclusão do poço] vai ser no segundo trimestre”, disse a executiva, em evento no Rio de Janeiro. O cronograma original da companhia previa atingir o objetivo ainda em março. O poço deve chegar a quase 7.000 metros de profundidade, para verificar se há petróleo ou gás natural no alvo identificado pela Petrobras. “A gente só vai conseguir saber quando chegar lá mesmo”, comentou Sylvia. Em nota, a Petrobras disse que a retomada do poço foi feita após “cumprir com todas as recomendações da ANP e prestar todos os esclarecimentos solicitados pela agência e pelos órgãos ambientais”. A estatal foi atuada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) por falhas na sonda de perfuração que está no local, mas sem relação com o incidente. O processo pode resultar em multa de até R$ 2 milhões. O Ministério Público Federal ainda tenta suspender o licenciamento ambiental da pesquisa de petróleo na Foz do Amazonas pela Petrobras, além de rever as comunicações feitas pela empresa sobre o projeto e a análise conjunta de todos os poços previstos para o bloco. O órgão vê contradições entre o que foi apresentado ao público e o que consta nos documentos do próprio processo, além do avanço de pesquisas sísmicas sem a coleta de dados ambientais em uma das regiões marinhas mais sensíveis e menos conhecidas do país. Um cronograma posterior entregue pela própria empresa prevê a perfuração de outros três poços —Marolo, Manga e Maracujá— entre 2025 e 2029, o que, segundo o MPF, amplia o tempo total da atividade e o volume de impactos. A perfuração na bacia da Foz do Amazonas é acompanhada de perto pelo setor, que vê na região uma aposta para renovar as reservas brasileiras de petróleo após o esgotamento do pré-sal. Organizações ambientalistas, por outro lado, acusam o governo de incoerência ao permitir a busca por mais combustíveis fósseis ao mesmo tempo, em que apresenta o país como liderança na transição energética. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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