6 de abril de 2026

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‘Não vamos permitir que o preço da guerra chegue ao bolso do caminhoneiro’, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista à TV Record Bahia nesta quinta-feira (2), em Salvador, e prometeu agir com firmeza para proteger o poder de compra dos brasileiros diante da escalada de preços provocada pela guerra no Oriente Médio. O governo federal anunciou um conjunto de medidas que inclui fiscalização intensificada e a atuação da Polícia Federal contra distribuidoras que repassam ilegalmente os efeitos do conflito ao consumidor final. “Nós não vamos permitir que o preço internacional chegue ao bolso do caminhoneiro, chegue ao bolso da dona de casa”, declarou o presidente. Lula foi enfático ao detalhar as ações em curso. “Nós estamos fazendo todo o esforço possível para não permitir que a guerra irresponsável do Irã chegue ao bolso do povo que vai comprar alface, feijão, arroz, milho, que vai comprar a comida do seu filho”, afirmou. O presidente acrescentou: “Nós estamos tomando muitas medidas. Estamos com um processo de fiscalização muito sério no Brasil. Nós estamos tentando colocar a Polícia Federal para pegar quem for necessário, a Polícia Rodoviária Federal, para investigar redistribuidoras, porque tem muita gente ganhando dinheiro, roubando o povo. Porque não tinham o direito de ter aumentado, estão aumentando, e nós estamos atrás. O que eu posso te garantir é que nós faremos tudo o que estiver ao alcance do país para não permitir que a guerra do Irã chegue ao prato de comida do povo brasileiro e muito menos chegue ao tanque de combustível do caminhoneiro, que já tem dificuldade com o seu frete.” A guerra eclodiu em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã sob a alegação de que Teerã desenvolvia armamento nuclear. A Organização das Nações Unidas contestou a justificativa americana, declarando não existir provas concretas de que o governo iraniano tenha produzido bombas nucleares. Uma das consequências imediatas do conflito foi o fechamento do Estreito de Ormuz, passagem que liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo e ocupa posição central no sistema energético global. O preço do barril de petróleo ficou acima dos US$ 100 após o começo do conflito. Na passagem transitava, antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo comercializado no planeta, além de uma quinta parte dos embarques de gás natural liquefeito e um terço do fertilizante mais utilizado no mundo. Com a passagem interditada, grandes produtores da Opep — entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait — viram suas exportações represadas, perdendo acesso às rotas que abastecem mercados na Ásia, Europa e Américas. Bolsa Família Indagado sobre o Bolsa Família, Lula revelou sua visão de longo prazo para o programa. “O sonho que eu tenho é que um dia o povo esteja tão bem de vida que não precise mais do Bolsa Família. Esse é o objetivo. É uma política de inclusão social para favorecer as pessoas mais carentes, mas eu trabalho com a ideia de que um dia a economia estará tão bem, estaremos gerando tantos empregos, o salário estará tão bem, que ninguém precise mais do Bolsa Família. Não é nós que vamos tirar as pessoas, porque nós não vamos tirar. São as pessoas que pedirão para sair, porque, como o povo pobre e trabalhador é honesto, a hora que ele tiver dinheiro, ele não vai precisar mais de viver de favor do Estado”, disse o presidente. Os dados reforçam esse movimento. Entre janeiro e outubro de 2025, mais de dois milhões de famílias deixaram de receber o benefício, segundo a Secretaria Nacional de Renda de Cidadania. Das 2.069.776 famílias desligadas, 1.318.214 saíram pelo aumento dos ganhos domiciliares, 24.763 fizeram o desligamento voluntário e 726.799 concluíram o período na Regra de Proteção — mecanismo que permite ao beneficiário receber metade do valor do Bolsa Família por até 12 meses após superar o limite de renda. Em outubro de 2025, o programa atendeu 18,9 milhões de famílias, o menor patamar desde o início do terceiro mandato de Lula. Inflação Lula também destacou os avanços no controle da inflação e na renda do trabalhador. “Nós estamos hoje vivendo a menor inflação acumulada em quatro anos na história do Brasil. Os preços dos alimentos tiveram mais caro em 2024, tiveram mais caro até metade em 2025, mas hoje a inflação de alimentos está baixa. As coisas estão melhorando e eu espero que continue baixando, porque nós precisamos baixar a taxa de juros e baixar o preço da comida para o povo poder comer mais, para poder comprar mais e comprar alimentos de melhor qualidade. Eu não quero que o povo fique comprando coisa de segunda. Quero que o povo compre coisa de primeira”, afirmou. O presidente citou o programa Gás do Povo como exemplo de política complementar à elevação de renda. “Para a gente fazer as coisas acontecerem, uma coisa que podemos fazer é aumentar o salário. Quando você não pode aumentar o salário, você pode aumentar os benefícios. Por exemplo, o Gás do Povo. Nós estamos dando gás gratuito para 15 milhões de famílias nesse país”, disse Lula. Educação Na área de educação, Lula apresentou um conjunto de avanços obtidos a partir de 2023. Sobre a alfabetização na idade certa, o presidente destacou que o governo firmou um pacto com prefeitos e governadores para atingir 80% das crianças alfabetizadas até o segundo ano do ensino fundamental até 2030. “Em um ano e meio, nós já chegamos a 66%. Portanto, nós estamos perto de concluir a meta”, disse Lula, acrescentando que 5.565 municípios — 99,9% do total — aderiram ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O presidente também destacou as 8,8 milhões de matrículas em Escola de Tempo Integral e os 5,6 milhões de jovens do ensino médio já beneficiados pelo programa Pé-de-Meia, iniciativa de poupança educacional voltada à permanência e conclusão escolar. “Nós temos o melhor momento de escola integral do tempo do Brasil. Ainda falta muito, mas já fizemos muito. Nós temos um processo de modernização de crianças na idade certa andando muito. Vamos chegar a 800 institutos federais nesse país. Nós

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Governo tende a ampliar medidas emergenciais com provável expansão da guerra

A guerra já dura mais de um mês. No Brasil, caminhoneiros ameaçam greve, e é possível que falte diesel. Nos próximos meses, os alimentos também podem ficar mais caros, justo quando o País se prepara para uma eleição. Esse roteiro vale para o conflito atual no Oriente Médio, mas também poderia ter sido escrito em 2022, quando Bolsonaro se preparava para buscar a reeleição. Naquele momento, a Guerra da Ucrânia causou um severo choque econômico, quando todos ainda se recuperavam da pandemia. Mesmo assim, Bolsonaro tirou uma diferença de mais de 20 pontos percentuais para Lula, e quase virou a eleição. A comparação com a campanha passada é importante para evitarmos conclusões precipitadas sobre as eleições deste ano. Certamente, a guerra aumenta muito a pressão sobre Lula, num momento em que os escândalos de corrupção já atrapalhavam a comunicação do governo. Mas ainda é cedo para afirmar que a guerra levará à vitória da oposição. Tudo depende de como Lula reagirá ao conflito. Os prognósticos, de fato, são bastante preocupantes. A cada semana de bloqueio do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, aumenta a probabilidade de desabastecimento e de preços mais altos. Essa já tem sido a realidade nas regiões que dependem mais diretamente de importações do Oriente Médio. As Filipinas impuseram semanas de trabalho de quatro dias para economizar combustível; no Vietnã, o governo pediu às empresas que adotassem trabalho remoto; na Índia, filas quilométricas se formaram nas cidades para conseguir botijões de gás. Para o chanceler alemão, Friedrich Merz, o impacto da guerra pode ser tão grave quanto o da pandemia de Covid-19. O Brasil tem rotas alternativas de importação e dificilmente sofrerá com desabastecimento de combustíveis ou de outros insumos neste mês. Mas isso pode acontecer a partir de maio, especialmente se o controle do Estreito de Ormuz continuar em disputa. O Irã tem demonstrado capacidade de sustentar a atual posição, mesmo sob intenso bombardeio dos Estados Unidos e de Israel, o que está empurrando os aliados para um possível ataque terrestre daqui a algumas semanas. A Batalha de Ormuz, se ocorrer, mudará ainda mais o cenário econômico. Ninguém passaria incólume. Como o governo pode, então, reagir a isso? O problema mais agudo é o diesel, e as medidas adotadas até aqui tiveram como foco principal a garantia do abastecimento. O governo tenta manter os preços estáveis, mas sem tabelamento direto ou intervenção agressiva na Petrobras que possa causar o efeito contrário – afastar os importadores do mercado. A saída encontrada foi a subvenção à compra de diesel importado. Com o prolongamento do conflito, é provável que a subvenção seja ampliada; nos níveis atuais, insuficientes para cobrir a diferença entre o preço local e o internacional, a própria Petrobras terá dificuldades para importar cargas de diesel. Para além do diesel, o governo também já observa os efeitos da crise sobre outros derivados de petróleo. Lula chamou de “bandidagem” a alta de preços do gás de cozinha após um leilão da própria Petrobras, e prometeu anular a operação; e a equipe econômica também discute como lidar com a forte alta do querosene de aviação. Esses movimentos são sinais de uma resposta mais contundente do governo à medida que a crise avança. A vantagem do Brasil, em relação à maioria dos outros países, é que a condição de exportador de petróleo permite uma resposta mais ousada. Essa sobra de arrecadação, que pode alcançar 100 bilhões de reais nas contas do Ministério da Fazenda, também representa uma diferença importante em relação à pandemia, quando as medidas de proteção social precisaram ser adotadas com aumento do endividamento. Com essa gordura a mais, é difícil crer que Lula assista passivamente aos efeitos da guerra. Uma escalada mais séria, com destruição de empregos em vários setores no mundo, tende a ensejar uma reação também forte no Brasil. Se o governo entrar em pânico diante da perspectiva de derrota, a intensidade da reação será ainda maior. (Opinião por Silvio Cascione) Autor/Veículo: O Estado de São Paulo (Opinião)

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Subvenção ao diesel: ANP inicia consulta pública de cinco dias sobre preço de referência

A ANP realizará, de 6 a 10 de abril, consulta pública de cinco dias sobre a Resolução ANP nº 998/2026 (alterada pela Resolução ANP nº 999/2026), que regulamenta a metodologia de cálculo do preço de referência para a concessão de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel instituída pela Medida Provisória nº 1.340/2026. A Resolução nº 998 foi aprovada na última sexta-feira (27/3), em reunião da Diretoria da ANP. Na mesma reunião, também foi decidido que a norma, já em vigor, passaria por consulta pública de cinco dias, para que o mercado e interessados em geral possam enviar contribuições, que serão avaliadas pela ANP para verificação da necessidade de eventuais ajustes na norma, respeitados os direitos dos agentes que já tiverem aderido à subvenção. Os documentos técnicos e o procedimento para envio de contribuições no período de Consulta Pública estão disponíveis no site da ANP na internet: Consulta Pública ANP nº 04/2026. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Governo Lula discute ajustes em subsídio ao diesel para atrair distribuidoras

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discute possíveis ajustes no programa de subsídios ao diesel após grandes distribuidoras de combustíveis do país decidirem ficar de fora da primeira fase. Como mostrou a Folha, três gigantes do setor (Vibra, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas do combustível, ainda não aderiram à política. Sem a adesão delas, há o reconhecimento dentro do governo de que a política —concebida para mitigar os efeitos da guerra no Irã para o consumidor— perde eficácia. Segundo um integrante da equipe econômica, os ajustes seriam técnicos e não envolvem alterações no valor da subvenção, estipulada em R$ 0,32 por litro. O governo prevê um gasto de até R$ 10 bilhões com o subsídio. As conversas têm sido capitaneadas pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), mas os relatos de problemas no desenho também têm chegado aos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Um dos gargalos mapeados está na metodologia de pagamento da subvenção. Segundo relatos, as distribuidoras temem arcar com prejuízos ou repetir o que ocorreu em 2018, no governo Michel Temer (MDB), quando a subvenção criada para enfrentar a greve dos caminhoneiros virou o epicentro de disputas judiciais. Um dos pontos levantados pelas distribuidoras é que, em 2018, a subvenção não considerou o estoque de diesel adquirido a um preço maior. Como os estoques do combustível eram significativos, o problema foi parar na Justiça. Agora, segundo um interlocutor do governo, os estoques estão baixos. Por isso, há possibilidade de algum ajuste nessa direção. Outra preocupação das empresas é o risco de prejuízo durante o período de adesão ao programa. O preço do petróleo e seus derivados enfrenta forte volatilidade devido à guerra, o que influencia o preço de referência fixado diariamente pela ANP para que as distribuidoras se habilitem ao subsídio. Já o preço de comercialização, o que as empresas efetivamente podem cobrar dos postos de combustíveis, é fixado mês a mês. Quando a diferença entre os dois preços equivale a R$ 0,32, a subvenção é suficiente para cobrir o valor. Mas, dada a volatilidade do mercado, é possível que a diferença seja maior, e o prejuízo excedente aos R$ 0,32 não é ressarcido imediatamente. O decreto que regulamenta o programa estipula uma conta gráfica para controlar esses montantes e prevê a compensação deles no preço de referência do primeiro dia do período seguinte. No entanto, se a cotação do petróleo recuar, as distribuidoras temem não conseguir comercializar o diesel pelo preço maior para compensar as perdas anteriores. O governo ainda não tem uma fórmula para resolver o impasse, mas segue em conversas com o setor para tentar encontrar uma solução. Segundo dois interlocutores, as distribuidoras que ainda não aderiram têm até segunda-feira (6) para ingressar no programa com a possibilidade de contabilizar os incentivos desde o dia 1º de abril. Após essa data, o subsídio será aplicado a partir da adesão. A sinalização de que o programa pode passar por ajustes foi dada nesta quinta-feira (2) pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. “Nós vamos olhar com um pouquinho mais de cuidado, dialogar com ANP, Ministério de Minas e Energia e Casa Civil para verificar se há ações a serem tomadas para, primeiro, garantir se precisa fazer algum ajuste no programa para que elas [distribuidoras] façam a adesão e, segundo, mesmo que elas não façam a adesão, que também não façam preços abusivos ao consumidor final, porque isso preocupa o governo e preocupa muito”, afirmou em entrevista à CNN Brasil. O Executivo também tem recebido relatos de preocupação das distribuidoras com o risco de o governo endurecer demais as ações de fiscalização e acabar apontando supostos abusos de empresas mesmo após elas aderirem ao programa e cumprirem as regras. Nessas conversas, elas alegam que a subvenção ocorre na importação, e não há controle direto sobre o preço praticado nos postos de combustíveis, que dependem também de outros custos. Segundo um dos técnicos ouvidos pela reportagem, esse é um aspecto em comum das empresas e tem travado a adesão das maiores. Na equipe econômica, porém, há uma avaliação de que esse não é o maior problema. Além disso, a aposta é que, quando entrar em vigor a nova subvenção de R$ 1,20 por litro (bancada por União e estados), ficará mais difícil para as distribuidoras recusarem um incentivo que somará R$ 1,52 por litro. O adicional ainda depende da publicação de uma nova MP (medida provisória). Uma terceira questão levantada pelas distribuidoras é o fato de que o diesel importado vem de diferentes origens, principalmente Estados Unidos, Rússia e Oriente Médio. Neste caso, a reclamação é que o preço fixado, mais alto, acaba beneficiando quem importa petróleo russo de refinarias que são alvo de sanções econômicas (que é mais barato do que os demais). O Brasil não proíbe a entrada de diesel russo alvo de sanções internacionais, mas as grandes distribuidoras não costumam adquirir produtos dessa origem —e pagam mais caro para garantir o combustível de outro país, ou então da Rússia mediante certificação. Uma sugestão seria estabelecer diferentes preços de referências, o que obrigaria as distribuidoras que compram o diesel russo sancionado a vender o produto por um preço menor. No entanto, técnicos afirmam que essa solução esbarra em dificuldades técnicas, e ainda não há decisão tomada. Outra alternativa seria proibir a entrada de diesel russo alvo de sanções, mas essa seria uma atribuição do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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ANP realiza fiscalização sobre leilões de GLP da Petrobras

A ANP iniciou ação de fiscalização que visa coletar informações associadas aos leilões de GLP (gás de cozinha) realizados pela Petrobras. As equipes da Agência estiveram na Refinaria Duque de Caxias (REDUC), localizada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro; e na Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Betim, Minas Gerais. Porém as solicitações de informações referem-se a todos os polos produtores da empresa. A ação foi motivada por suspeitas de prática de preços com ágios elevados, possivelmente acima dos Preços de Paridade de Importação (PPI), nos leilões de volumes de GLP (gás de cozinha) realizados em 31 de março de 2026. A atuação da ANP busca verificar a conformidade das práticas adotadas com a legislação vigente. A fiscalização tem como um de seus fundamentos a Medida Provisória nº 1.340/2026, que alterou a Lei nº 9.847/1999, ampliando as competências legais da ANP para apuração de infrações relacionadas, entre outros pontos, à elevação abusiva de preços e à recusa injustificada de fornecimento de combustíveis, biocombustíveis e derivados de petróleo. A instauração da fiscalização não representa juízo prévio de que foram constatadas irregularidades, sendo assegurados à empresa fiscalizada o contraditório e a ampla defesa. Caso sejam constatadas infrações, poderão ser adotadas as medidas administrativas cabíveis, a partir da abertura de processo administrativo que poderá resultar em multa, nos termos da legislação aplicável. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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