21 de abril de 2026

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Bancos apresentaram nova proposta de reestruturação à Raízen

Cosan, Raízen e Ometto não quiseram comentar quando procurados durante o fim de semana. Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú Unibanco também não comentaram. A Shell não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Bloomberg. Os detentores de títulos apresentaram sua própria proposta de reestruturação, incluindo uma injeção de capital de R$ 8 bilhões, disseram fontes à Bloomberg na semana passada. Eles também querem substituir Ometto e ter maior influência sobre a gestão da empresa de biocombustíveis. Tanto os bondholders quanto os bancos pedem uma participação de até 90% em troca de 45% da dívida. A Raízen, uma joint venture entre Cosan e Shell, entrou com um pedido de reestruturação extrajudicial em março, com uma dívida de R$ 65 bilhões. Desde então, a empresa vem negociando com credores para fechar um acordo e evitar a necessidade de pedir recuperação judicial. A companhia tem sido pressionada por juros elevados, grandes investimentos que ainda não deram retorno e desafios operacionais em suas divisões de açúcar e etanol, o que resultou em uma sequência de resultados abaixo do esperado. Autor/Veículo: O Globo

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Petróleo volta a subir com interrupção de fluxo de navios no estreito de Hormuz

O petróleo abriu em alta de 6% nas negociações referentes a esta segunda-feira (20), com investidores voltando a adotar uma postura mais conservadora em relação a uma resolução da guerra no Irã, além de lidar com mensagens contraditórias sobre o conflito. O barril do Brent, referência internacional, era cotado a cerca de US$ 95 por volta das 23h deste domingo (19), no contrato com vencimento em junho deste ano. Às 20h45, atingiu cerca de US$ 96. O movimento tem influência de um novo bloqueio do Irã ao fluxo no estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A alta reverte a forte queda da commodity na sexta-feira (17), quando o anúncio da reabertura do estreito pelo Irã levou a um alívio nas cotações do Brent e do WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, que atingiram os menores níveis desde março. Ao longo do fim de semana, a escalada das tensões voltou a interromper o tráfego na região. No sábado (18), a Guarda Revolucionária iraniana realizou ataques contra embarcações que transitavam pelo estreito de Hormuz, segundo agências internacionais. Teerã afirmou ter retomado regras mais rígidas de passagem após o que classificou como violações por parte dos Estados Unidos. Em discurso televisionado, Mohammad Bagher Ghalibaf disse que Washington não conseguiu pressionar o Irã por meio de ultimatos nem obter apoio internacional para a guerra. Em resposta, Donald Trump afirmou que o Irã estava “fazendo graça” e que não conseguirá chantagear os EUA. Neste domingo, o presidente norte-americano voltou a ameaçar destruir a infraestrutura do país. “Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem, porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã. Chega de ser bonzinho!”, escreveu Trump. O republicano também afirmou que representantes dos dois países devem se reunir para mais uma rodada de negociações no Paquistão na segunda-feira (20) —o acordo de trégua expira na quarta-feira (22). Segundo a agência Tasnim, associada à Guarda Revolucionária, o regime ainda não decidiu se enviará representantes para as conversas. A suspensão do programa nuclear do Irã é considerada um dos principais impasses do conflito. Segundo Trump, o Irã teria concordado em abrir mão do urânio enriquecido. O regime iraniano, como tem sido praxe durante a guerra, não confirma as informações. A proposta defendida por Washington prevê que Teerã abandone seu programa nuclear como parte de um acordo mais amplo. O Irã, contudo, tem demonstrado resistência. Segundo o jornal New York Times, Teerã teria aceitado suspender a atividade nuclear por até cinco anos. Os EUA propõem uma suspensão de 20 anos. Enquanto isso, o impasse em torno do estreito de Hormuz mantém o mercado global em alerta. A guerra, que já está em sua oitava semana, levou a uma forte alta nos preços do petróleo. Desde o início do conflito, as cotações do Brent, referência global, acumulam valorização de 25%. Para analistas, as incertezas nas negociações entre Washington e Teerã, somadas às dificuldades para normalizar o fluxo pela via, devem manter a volatilidade dos preços por meses. Mesmo em caso de reabertura, ainda há dúvidas sobre quando empresas de transporte marítimo retomarão o fluxo. As companhias aguardam condições de segurança e sinalizações mais firmes de Washington e Teerã. Segundo a plataforma MarineTraffic, nenhuma embarcação entrou ou saiu do Golfo desde as 21h de sábado no horário de Brasília. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Demanda asiática por petróleo brasileiro cresce e leva exportações do País a recorde

Em meio ao conflito no Oriente Médio, o aumento da demanda global pelo petróleo brasileiro tem sido fundamental para ampliar as exportações do País e colocá-las num patamar recorde no início deste ano. No primeiro trimestre de 2026, as exportações totais do Brasil somaram US$ 82,3 bilhões, acima dos US$ 76,9 bilhões registrados no mesmo período de 2025. É o maior valor já apurado para os três primeiros meses de um ano. Entre janeiro e março, as vendas de petróleo bruto cresceram 31%, para US$ 12,562 bilhões. “Vemos essa melhora nas exportações desde o final do ano passado. E é uma melhora que veio principalmente pelo volume de exportação, não de preço”, afirma Julia Marasca, economista do Itaú. “A produção de petróleo brasileiro tem crescido e, como temos uma capacidade de refino limitada no País, todo excedente acaba virando exportação.” Em 2025, a produção foi de 3,770 milhões de barris por dia, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foi o maior valor já apurado. Em 2024, a produção havia sido de 3,358 milhões de barris por dia. “As empresas já estão operando numa capacidade máxima de produção. E esse aumento é tão forte que tende a esbarrar nessa incapacidade. É positivo no curto prazo, mas um ganho mais relacionado a isso depende da capacidade de produção do País”, acrescenta Marasca. Segundo a economista do Itaú, o aumento do preço do petróleo nas exportações deve começar a aparecer com mais força a partir dos dados de abril da balança comercial. “O valor do Brent bate com uma defasagem de mais ou menos um mês no preço de exportação de petróleo”, diz. Os números de exportação de petróleo têm sido puxados sobretudo por uma maior demanda dos países asiáticos por causa da redução de tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz — por onde passa 20% da produção global de petróleo. Com a guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, o preço da commodity disparou e chegou a superar a barreira de US$ 110. Na sexta-feira, 17, o Irã anunciou que a passagem de navios comerciais foi “totalmente aberta” no estreito no período de cessar-fogo entre Israel e Líbano, que começou à meia-noite de sexta. O fim do conflito entre os israelenses e integrantes do grupo Hezbollah tem sido uma exigência dos negociadores iranianos. No sábado, 18, porém, o Irã voltou a bloquear o Estreito de Ormuz, segundo a Guarda Revolucionária “Há um cenário de diversificação dos ofertantes por causa do fechamento do Estreito de Ormuz e das questões relativas às hostilidades no Oriente Médio”, afirma Lívio Ribeiro, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre) e sócio-fundador da consultoria BRCG. “Na verdade, eu diria que está se ampliando uma tendência que estava sendo observada anteriormente.” No primeiro trimestre, as vendas de petróleo bruto para a China saltaram de US$ 3,702 bilhões para US$ 7,192 bilhões, e, para a Índia, as exportações passaram de US$ 577,4 milhões para US$ 1,027 bilhão. “A China aumentou consideravelmente a demanda por combustível brasileiro. E esse crescimento mascarou algumas quedas, como a exportação de combustível para os Estados Unidos”, diz Daiane Santos, professora de economia da UERJ e consultora da Fundação Centro de Estudos do Comércio (Funcex). Para os Estados Unidos, as vendas de petróleo bruto recuaram de US$ 1,065 bilhão para US$ 632,3 milhões entre o primeiro trimestre do ano passado e 2026. Daiane também chama a atenção para os últimos números da Agência Internacional de Energia (AIE). No relatório de abril, o órgão passou a prever uma queda na demanda global de cerca de 80 mil barris por dia neste ano. Essa queda, no entanto, não é disseminada. Os países da Ásia ainda devem ter um aumento da demanda do produto, de 141 mil barris por dia, segundo a AIE. “No geral, há uma queda de demanda por petróleo. Mas, se eu colocar uma lupa, eu vejo que não são todos os países com uma queda de demanda”, diz a consultora da Funcex. “Os países da Ásia têm uma visão de crescimento maior neste ano.” Novas projeçõesO desempenho das vendas brasileiras neste primeiro trimestre tem levado boa parte dos analistas e o próprio governo a revisarem as projeções para as exportações brasileiras e para o saldo comercial. Na divulgação do resultado da balança comercial de outubro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) ampliou a projeção de exportação deste ano de US$ 348,3 bilhões para US$ 364,2 bilhões, e a do superávit comercial subiu de US$ 68,1 bilhões para US$ 72,1 bilhões. Se os novos números do governo se confirmarem, a economia deve voltar a colher um resultado recorde nas exportações. Até hoje, o melhor resultado foi registrado no ano passado, quando o País exportou US$ 348,7 bilhões. Os economistas apontam que o superávit só não deve ser maior porque o Brasil, se por um lado se beneficia da alta de preços no mercado internacional, por outro deve sofrer com produtos importados mais caros. “Não podemos olhar só para o efeito de curto prazo. Houve um ganho na largada, mas os preços de importação de outros produtos também vão crescer num ambiente em que há mais inflação global de maneira geral”, diz Livio. Um desempenho mais claro da balança em 2026 só deve ficar claro com o desenrolar da guerra — qual será a duração do conflito e, quando encerrado, qual será o prejuízo nas cadeias globais diante do cenário atual de destruição. “Depender das exportações de commodities significa que não temos nenhum controle, porque sobem ao sabor dos acontecimentos”, afirma José Augusto de Castro, presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Debate sobre jornada 6×1 é pouco profundo, diz especialista

Uma discussão responsável sobre mudanças na jornada de trabalho brasileira precisa levar em conta prós e contras de forma profunda, o que, infelizmente, não está acontecendo, afirma Fernando Veloso, diretor de pesquisa do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). Na semana passada, o governo encaminhou ao Congresso um projeto de lei (PL), em regime de urgência, que consolida o modelo de cinco dias de trabalho para dois de descanso, em vez da escala predominante de 6×1. O texto prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial e assegura dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dito que levará o tema para votação ainda neste semestre, mas por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o assunto que já tramita na casa. “Tem uma disputa de protagonismo. É claramente por motivação eleitoral, não tem discussão rigorosa”, afirma Veloso. “Como vimos em 2022, no último ano do governo anterior, tomar medidas visando reeleição na reta final deixa consequências. Naquele caso, foi fiscal. Agora, uma mudança de jornada atabalhoada e às pressas pode ter consequências sérias.” Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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