28 de abril de 2026

Uncategorized

Petróleo sobe mais de 2% com impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã

Os preços dos barris de petróleo sobem mais de 2% na noite deste domingo (26), com o impasse nas negociações de paz entre os EUA e o Irã, enquanto os embarques pelo Estreito de Ormuz permanecem limitados, mantendo a oferta global de petróleo restrita. Os contratos futuros do petróleo Brent avançam US$ 2,23%, para US$ 107,68 o barril, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA está cotado a US$ 96,42 o barril, alta de 2,13%. Impasse no Paquistão O presidente dos EUA, Donald Trump, descartou neste domingo (26) o envio de uma delegação americana ao Paquistão para negociações com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, mas garantiu que a guerra terminará “em breve” e que Washington será vitoriosa. “Se o Irã quer conversar, então pode nos ligar ou vir aos EUA. Vamos negociar pelo telefone, temos linhas telefônicas seguras. Não vou enviar pessoas para o Paquistão, são 17 ou 18 horas de voo”, disse, acrescentando que os EUA apreenderão material nuclear de Teerã como parte das negociações. No sábado (25), Trump cancelou os planos de enviar os enviados especiais dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, ao Paquistão para negociações de paz no Irã. Witkoff e Kushner, genro do presidente, estavam programados para ir ao Paquistão neste sábado para participar de “conversas diretas” com seus colegas iranianos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou ao Paquistão no fim de semana, mas se reuniu apenas com autoridades paquistanesas antes de partir. “Não está prevista nenhuma reunião entre o Irã e os EUA”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, em uma publicação nas redes sociais. Autor/Veículo: InfoMoney

Uncategorized

Governo propõe aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32% em maio

O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, confirmou nesta sexta-feira, 24, a decisão do governo de propor o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32%, como antecipou o Estadão/Broadcast. O tema será apreciado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para 7 de maio. Ele participa neste momento da 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, evento organizado pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA). Além da redução dos preços da gasolina, o ministro também avaliou que a elevação da mistura do etanol tornará o Brasil “autossuficiente” na gasolina. Esse argumento parte da perspectiva de reduzir a necessidade de importações e também a dependência de combustíveis fósseis. O anúncio ocorreu em Uberaba (MG), reduto eleitoral do ministro. Foi o mesmo local escolhido por Silveira para anunciar o projeto do governo em elevar o teor de etanol na gasolina para 30%, vigente desde agosto do ano passado. A Lei do Combustível do Futuro determina que o aumento do porcentual obrigatório do etanol na gasolina deve ser aprovado somente após verificação da viabilidade técnica da mistura para os veículos automotivos. Hoje, o ministro relatou que já estão aprovados os testes sobre mistura do etanol na gasolina nos porcentuais de 28% a 32%. “O etanol, os biocombustíveis não competem com a produção de alimento. Então, portanto, quem quer descarbonizar de verdade a indústria autointensiva, principalmente a de mobilidade e transporte, faz parceria com o Brasil, investe no Brasil em biodiesel, investe em etanol para descarbonizar o planeta e para poder gerar a nova economia que o mundo todo precisa”, declarou Silveira. No País, a expectativa é de que sejam produzidos 4 bilhões a mais de etanol neste ano. A Safra Mineira de Açúcar e Etanol deve atingir 83,3 milhões de toneladas, representando crescimento de 11,6% em relação ao ciclo anterior. Gasolina ficará mais barata, diz ministro Silveira disse hoje que a gasolina ficará mais barata com a elevação da mistura de etanol em 32%. Ele também argumentou que a medida tem potencial de reduzir em cerca de 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina. Esse volume seria suficiente para zerar a dependência externa da importação do combustível. Ou seja, na avaliação dele, poderá ser atingida a condição de autossuficiência. A medida será adotada após os testes já realizados no país, que comprovaram a viabilidade técnica da mistura durante os estudos conduzidos para a mistura em 30% em 2025, segundo o MME. A Pasta assegura que está garantida a segurança na implementação. O fator central para a decisão é o preço. A cotação do petróleo no mercado internacional, com reflexo em derivados como a gasolina, foi elevada significativamente após o acirramento do conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, ampliar o uso do etanol seria uma medida visando reduzir custos. “Já tivemos os testes aprovados quando adotamos o E30. E nós nos tornaremos autossuficientes em gasolina. Absurdamente, o governo anterior vendeu refinarias. No momento de guerra, como essa, vemos a importância da segurança do suprimento”, afirmou o ministro. Ele participa neste momento da 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, evento organizado pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA). A elevação da mistura terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, conforme deliberação do CNPE. “A proposta integra um conjunto de ações do MME voltadas a garantir segurança energética no curto prazo e consolidar soluções estruturais para o país”, declarou o MME. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

Uncategorized

Importação de diesel despenca, mas saldo positivo afasta risco de apagão

As importações programadas de diesel para o mercado brasileiro em maio despencaram em relação aos desembarques registrados em abril. Segundo o monitoramento de navios feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), estão programadas importações de 747 mil m³ de diesel S10 para os dias 1º a 27 de maio. Nas programações até 29 de abril, foram 1,544 milhão de m³, quase todo desembarcado — ainda há cargas aguardando nos portos. Apesar das perdas, o consenso entre o governo, a ANP e outros órgãos envolvidos no monitoramento permanente do mercado é de abastecimento garantido, inclusive com tendência de superávit nos estoques. A projeção atualizada pela ANP esta semana é baseada na fila de navios, portanto, feita de forma conservadora, dado que considera apenas dados reais, informados pelos agentes. Isso amplia a sensação de segurança no governo. O diesel S10 internacional chegou a quase dobrar de preço desde fevereiro, antes do fechamento do Ormuz: a Petrobras fica exposta a esse prejuízo na importação, em razão da defasagem no valor cobrado; e as importadoras — incluindo aí distribuidoras — precisam calibrar as compras para não perderem dinheiro na concorrência com a estatal. Em uma média simples, o diesel S10 saltou de R$ 3,3603 (20/2) para R$ 6,4007 (10/4) por litro, uma alta de 90%. Depois recuou para R$ 5,5812 (17/4), refletindo a estabilização dos preços em meio às idas e vindas das conversas de cessar fogo entre Irã e EUA, que não chegaram a um bom termo. O alívio, portanto, é precário. E o subsídio? Ainda é uma promessa, dado que o benefício ainda não entrou plenamente em operação. A ANP editou a regra de preços de referência para o pagamento da subvenção em 27 de março, que está em vigor, mas ainda pode ser alterada com efeitos para frente após uma consulta pública encerrada na semana passada. Ainda é preciso concluir novas etapas para os subsídios criados pela segunda MP editada pelo governo em 7 de abril. Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Redução de tributos sobre combustíveis não dribla regra fiscal, diz ministro do Planejamento

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, negou à Folha que o governo queira dar um drible na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) com o projeto de lei que pretende autorizar o uso de receitas extraordinárias obtidas com a alta do petróleo para reduzir a tributação sobre os combustíveis. Apresentada nesta quinta-feira (23), a proposta pretende abrir uma exceção à LRF para permitir o uso da arrecadação extra decorrente da venda de petróleo mais caro, em razão da guerra no Irã, como compensação temporária para a redução das alíquotas do PIS/Cofins que incidem sobre combustíveis. A exceção evita que o governo tenha que criar ou aumentar outro tributo num cenário de arrecadação de receitas extraordinárias. “Mesmo tendo receita extraordinária, precisaríamos criar um tributo novo ou aumentar a alíquota de algum tributo para fazer isso. Agora, aumentar imposto tendo receita é complicado”, afirmou Moretti. “Não faz nenhum sentido aumentar tributo se você tem a receita extraordinária.” De acordo com o ministro do Planejamento, o governo não pensou em fazer a exceção por medida provisória e a solução negociada sempre foi um projeto de lei. Antes do anúncio nesta quinta, Moretti e Dario Durigan, ministro da Fazenda, reuniram-se com os presidentes Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara) para discutir os termos do projeto. “Não adianta botar isso no Congresso e não pactuar”, afirmou. Marco legal das contas públicas brasileiras, a LRF determina que uma medida de renúncia fiscal de redução de imposto precisa necessariamente ser compensada com o aumento de outro imposto. Apesar de pedir uma exceção ao Congresso, Moretti disse que o espírito de neutralidade (sem perda de arrecadação) e equilíbrio fiscal da LRF está mantido com a proposta. Ele acrescentou que os presidentes Alcolumbre e Motta concordaram que a medida garante neutralidade fiscal sem aumentar imposto. “E sem ser sócio da guerra, porque ela pega o aumento de arrecadação e transforma em redução de imposto do combustível”, disse ele, acrescentando que não haverá impacto fiscal negativo. A exceção à LRF está carimbada só para redução de tributo de combustível, disse. Ou seja, ela não poderá ser usada para outro tipo de desoneração. A expectativa do governo é que o projeto seja aprovado na próxima semana. “Nós estamos fazendo um apelo ao Congresso para que o projeto seja aprovado rapidamente. O sonho seria semana que vem.” Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Raízen acena com injeção de capital em reestruturação de dívida, mas resiste a exigências

A Raízen, uma joint venture entre Cosan e Shell, enviou uma proposta alternativa aos credores enquanto tenta acertar os termos de uma reestruturação de dívida de R$ 65 bilhões (US$ 13 bilhões), segundo pessoas familiarizadas com o assunto.Na proposta apresentada na noite de sábado, a Raízen informou aos credores que está em negociações para levantar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em novo capital, disseram essas pessoas. Embora esse novo detalhe deva agradar aos detentores da dívida, que haviam proposto que os atuais acionistas injetassem R$ 8 bilhões, a empresa rejeitou outras mudanças solicitadas pelos credores, incluindo abrir mão do controle do conselho.O capital incluído na nova proposta da Raízen viria além dos R$ 4 bilhões em financiamento que a Shell e o bilionário Rubens Ometto já se comprometeram a aportar na empresa de bioenergia, disseram as fontes, que pediram para não serem identificadas. Não estava claro de onde viria o novo dinheiro. A Cosan, conglomerado fundado por Ometto que divide o controle da Raízen com a Shell, não está injetando recursos na empresa em dificuldades.A Raízen está resistindo às exigências dos credores de que os acionistas abram mão da maioria dos assentos no conselho ou que executivos sejam responsabilizados por possíveis passivos que possam se materializar no futuro, disseram as pessoas.A empresa afirmou, no entanto, que aceitaria um pedido para criar um comitê de credores para acompanhar mais de perto a governança, segundo uma das fontes.Ometto ainda quer permanecer como presidente do conselho da Raízen, embora a empresa esteja ciente de que isso será um ponto de tensão com os detentores da dívida, disseram as pessoas. Credores bancários e detentores de títulos solicitaram separadamente, em suas propostas, que Ometto seja removido, informou a Bloomberg anteriormente.Raízen, Cosan e Ometto se recusaram a comentar. A Shell não respondeu a um pedido de comentário até a publicação da matéria.A empresa reiterou sua proposta de que os credores recebam uma participação de 70% em uma possível conversão de dívida em ações, disseram as fontes. A nova oferta da empresa não inclui a sugestão dos credores bancários de que 30% dos recursos provenientes da venda de ativos na Argentina sejam usados para reduzir a dívida, segundo uma das fontes. A Raízen vem negociando com credores para chegar a um acordo e evitar a necessidade de recorrer à recuperação judicial, após entrar com um processo de reestruturação extrajudicial em março. As partes enfrentam um prazo legal até 6 de junho para alcançar um acordo fora dos tribunais com apoio suficiente de detentores de títulos e bancos credores.Antes líder na produção de biocombustíveis no Brasil, a Raízen foi afetada por juros elevados, investimentos pesados que ainda não geraram retorno e desafios operacionais em suas divisões de açúcar e etanol, levando a uma série de resultados abaixo do esperado. Esses problemas corroeram seu fluxo de caixa e fizeram sua dívida disparar. À medida que as negociações entre acionistas para um resgate se arrastavam, os títulos caíram para níveis considerados de alto risco. Quando contratou assessores para otimizar sua estrutura de capital, as agências de classificação rebaixaram a empresa de grau de investimento para níveis profundos de “junk”, ampliando ainda mais a queda dos papéis. Autor/Veículo: O Globo

plugins premium WordPress
Rolar para cima