30 de abril de 2026

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Petróleo fecha em alta de quase 7% e atinge maior nível desde março com tensão no Irã

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, fecharam em alta de 6,95% nesta quarta-feira, com o barril negociado a US$ 118,03 — a maior valorização desde 31 de março, quando a commodity encerrou com o barril a US$ 118,35. Ao longo do dia, o Brent chegou a superar os US$ 119 e encostou em US$ 120, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio. O petróleo do tipo WTI, referência de preços nos Estados Unidos encerrou em alta de 6,95%, cotado a US$ 106,88 por barril. O movimento ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar à Axios que não pretende retirar o bloqueio naval aos portos iranianos até alcançar um acordo com Teerã sobre o programa nuclear do país. A sinalização prolonga o impasse no Estreito de Ormuz e amplia os temores de uma crise energética global. — O bloqueio é mais eficaz do que os bombardeios. Eles estão sendo asfixiados. E a situação vai piorar para eles. Não podem ter uma arma nuclear — disse Trump à publicação. A incerteza sobre o desfecho do conflito sustenta a alta dos preços e mantém o mercado em alerta para possíveis impactos sobre a oferta global de energia. Autor/Veículo: O Globo

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GWM vai converter caminhões a diesel em veículos a célula de combustível no Brasil

A GWM começou a estruturar, de fato, a base de uma operação de veículos a hidrogênio no Brasil. O Estradão participou de coletiva sobre o tema em Baoding, na China. A conversa teve a participação de Will Zhang, presidente da FTXT, divisão da fabricante de origem chinesa. A GWM Hydrogen já negocia com uma empresa encarroçadora no Brasil e, ao mesmo tempo, conversa com cliente interessado no retrofit. O objetivo da marca é instalar kits de célula de combustível em caminhões já em operação, encurtando o caminho entre a tecnologia e a rua. Dessa forma, modelos a diesel poderiam ser convertidos em caminhões elétricos a célula de hidrogênio. A novidade deve ganhar forma pública no segundo semestre. Como funciona o sistema da GWM O pacote envolve stack de célula, tanques de hidrogênio de alta pressão, motores elétricos e sistemas de controle, além de uma bateria de apoio. É uma troca que demanda reengenharia de chassi, recalibração estrutural e integração eletrônica completa. E é aí que entra a encarroçadora na negociação, como parceira local capaz de adaptar diferentes tipos de aplicação, do cavalo mecânico rodoviário ao fora de estrada. Para operadores logísticos, o maior ativo não é o caminhão em si, mas o ciclo de operação. Tirar veículos da rua para substituição completa custa caro e leva tempo. Converter parte da frota, por outro lado, permite testar a tecnologia sem ruptura operacional. É um tipo de projeto que, se funcionar, abre caminho para contratos maiores. O retrofit permite ainda contornar, ao menos parcialmente, o gargalo clássico do hidrogênio. Ao trabalhar com clientes específicos, e não com o mercado aberto, a GWM pode viabilizar soluções dedicadas de abastecimento e não depender da criação de infraestrutura por outros players do mercado. Brasil é fundamental para a GWM Hydrogen A empresa vem tratando o Brasil como peça relevante em âmbito global. Documentos indicam uma meta de faturamento que beira R$ 80 milhões até 2028, apoiada não apenas na venda de veículos novos, mas também em soluções modulares de geração de energia e conversão de frota. E esse plano não nasceu ontem. O primeiro caminhão movido a hidrogênio da operação no Brasil desembarcou por aqui em 2025 como parte de um programa de validação. Funcionou como um laboratório sobre rodas, a fim de entender como o sistema reagiria às variáveis locais. Convém lembrar que veículos a hidrogênio são, essencialmente, elétricos. A célula de combustível gera eletricidade a partir da reação entre hidrogênio e oxigênio, enquanto a bateria atua como buffer para garantir eficiência e resposta. No fim do processo, o único subproduto é água. A promessa é limpa, mas o desafio está na produção, logística e abastecimento. Na China, esse estágio já foi parcialmente superado. Milhares de veículos comerciais com tecnologia semelhante estão em operação, o que garante à GWM uma base de dados robusta. Trazer isso para o Brasil, porém, exige adaptação. Por aqui, a empresa pretende testar diferentes rotas de abastecimento, do hidrogênio verde obtido por eletrólise até alternativas como a reforma do etanol. É justamente nesse ponto que o retrofit ganha força. Em vez de esperar por uma renovação completa de frota, a GWM tenta inserir a tecnologia onde já há demanda operacional. Se funcionar, reduz a barreira inicial e cria escala mais rapidamente. Caso contrário, teremos mais uma tentativa de acelerar um mercado que ainda patina na infraestrutura. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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Redução da jornada, fim da escala 6×1 e desvalorização do trabalho

A popularidade no Brasil do fim da escala seis por um e da redução da jornada de trabalho reflete, para o economista Samuel Pessôa (BTG Pactual e FGV-IBRE), uma sociedade que valoriza pouco o trabalho e mostra preferência por mais lazer em detrimento de crescimento econômico. Ele ressalva que essa escolha é legítima e pode ser vista até como racional, já que o desempenho econômico do País foi medíocre nas últimas quatro décadas. “Isso significa aceitar essa mediocridade que nós somos, avaliar que não conseguimos ser muito diferentes disso, que este é o nosso estado estacionário, que não somos o país do futuro; o futuro já chegou e somos assim, e, dentro disso, o melhor é ter mais lazer”, sintetiza o economista. Ele coloca a discussão sobre o fim da escala seis por um e a redução da jornada de trabalho dentro do contexto maior de “toda uma agenda do progressismo brasileiro que é muito compensatória e não visa ganhos de produtividade”. O economista menciona Ricardo Paes de Barros e Laura Machado, especialistas em política social do Insper. Na interpretação de Pessoa, a pesquisa recente da dupla pode levar a uma visão crítica das políticas sociais no Brasil, no sentido de que são reativas e compensatórias, e desvalorizam o trabalho. Machado inclusive defendeu o abono salarial – que muitos economistas pensam que deveria acabar – em coluna recente na Folha de São Paulo, porque esse programa é uma política de incentivo ao trabalho dos mais pobres. Assim, se há 30 anos a pobreza brasileira era por insuficiência de renda, hoje ela é caracterizada pela falta de renda do trabalho. “Na construção do nosso ‘welfare state’ caminhamos na direção de políticas que não se vinculam ao mercado de trabalho, não o valorizam”, diz Pessoa. Muitas delas inclusive encarecem o contrato de trabalho e estimulam a informalidade e até o não-trabalho, acrescenta. Para o economista, “na longa hegemonia progressista brasileira, desde o governo FHC, há certo desprestígio do trabalho”. Isto, por sua vez, pode ainda estar associado à herança escravagista do País. Mas é uma visão equivocada, na opinião de Pessôa, já que o mercado de trabalho moderno brasileiro nada tem a ver com escravidão, e as condições de trabalho no Brasil não são piores do que as dos países em geral. O setor privado é relativamente moderno ehá uma Justiça do Trabalho atuante. “Podemos discutir a escala seis por um, mas o contrato de trabalho de quem está nessa escala não é algo equivalente à escravidão”, diz Pessôa. Ele observa que não existe obrigação de se trabalhar na escala seis por um, já que há negociações coletivas entre sindicatos de trabalhadores e sindicatos patronais. “Mas a gente quer colocar [o fim da escala seis por um e a redução da jornada de trabalho] na Constituição”, aponta. Segundo Pessôa, no nível de desenvolvimento e de renda per capita do Brasil, a prioridade de reduzir jornada e proibir a escala seis por um é típica de uma sociedade que desvaloriza o trabalho. Assim, nos países que, no pós-guerra, conseguiram sair da armadilha de renda média e ficar ricos, principalmente asiáticos, trabalha-se mais que no Brasil com jornadas e escalas de trabalho duríssimas (especialmente na “decolagem” rumo ao padrão das nações avançadas). A redução de jornada e outras flexibilizações do regime de trabalho ocorrem já num nível de renda per capita e de produtividade do trabalho muito mais alto que o brasileiro, conclui o economista. Fernando Dantas é colunista do Broadcast e escreve às terças, quartas e sextas-feiras (fojdantas@gmail.com) Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Câmara acelera projeto que reduz impostos sobre combustíveis

A Câmara aprovou nesta terça-feira a urgência do projeto de lei que reduz impostos sobre combustíveis. O instrumento acelera a tramitação ao permitir votar a iniciativa direto no plenário, sem passar por comissões. O projeto, de autoria do líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), reduz a alíquota de impostos federais, como PIS/Cofins, sobre combustíveis, como gasolina e etanol, com a arrecadação extra esperada no setor de petróleo com a disparada da cotação internacional do barril no mercado internacional provocada pela guerra no Oriente Médio. Segundo Pimenta, atual líder do PT na Câmara, a intenção é votar o mérito do texto em plenário “o mais breve possível”. Como mostrou o GLOBO, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião com ministros, se comprometeu a dar celeridade à medida e disse que ela deve ser analisada rapidamente pela Casa. A relatora é a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), do partido do presidente da Câmara. O texto foi articulado para reduzir o impacto da guerra no Oriente Médio sobre a população e evitar problemas de abastecimento. O governo federal se preocupa com o impacto da alta dos combustíveis sobre a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principalmente no ano de eleição. A medida, nesse sentido, valeria apenas enquanto perdurarem a guerra no Oriente Médio e o seu impacto sobre a cotação internacional do petróleo, que encarece a produção de combustíveis. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Parlamentares pressionam CNPE por mais biocombustíveis

A Coalizão dos Biocombustíveis enfatizou a necessidade do governo aprovar o aumento da mistura de biodiesel no diesel para 17% (B17) e do etanol na gasolina para 32% (E32). A decisão deve ser analisada na próxima reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), marcada para o dia 7 de maio. O posicionamento foi formalizado em manifesto assinado por parlamentares ligados ao setor, como o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), coordenador da coalizão, Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, e Zé Vítor (PL-MG), presidente da Frente Parlamentar do Etanol, no qual a CNN teve acesso em primeira mão. Os deputados defendem o avanço das misturas como resposta à volatilidade dos preços de energia e como estratégia para ampliar o uso de combustíveis renováveis no país. “A Coalizão dos Biocombustíveis reforça o apelo para que o CNPE aprove a elevação da mistura de biodiesel no diesel fóssil para 17% e do etanol na gasolina para 32%”, diz o texto. Segundo o documento, o Brasil reúne condições para expandir rapidamente a participação dos biocombustíveis, com impacto direto sobre inflação, segurança energética e geração de emprego. “Diante do cenário de volatilidade dos preços de energia, os biocombustíveis do Brasil representam uma ferramenta indispensável para conter a pressão inflacionária e colocar o país na liderança da transição energética global”, afirmam. O manifesto também cita declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem à Europa, além de avaliações de organismos internacionais, como a AIE (Agência Internacional de Energia), para sustentar que o país tem vantagem competitiva na produção de energia limpa. Brasil é autossuficiente A proposta ocorre no momento em que o governo já sinalizou a intenção de elevar a mistura de etanol. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que vai levar ao CNPE a proposta de aumento para o E32, com base em testes técnicos já realizados. “O dia 7 faremos o CNPE, eu submeterei ao CNPE a proposta de nós aumentarmos para E32. Já estão aprovados os testes que vão de 28% a 32%. Isso é uma nova economia gerando emprego e renda”, disse o ministro em um evento em Minas Gerais na semana passada. Segundo ele, a medida pode levar o Brasil à autossuficiência em gasolina e reduzir a necessidade de importações. No manifesto, as entidades também defendem que não há entraves para o avanço das misturas e que o país tem capacidade produtiva para atender à demanda adicional. Para o grupo, o aumento da participação dos biocombustíveis na matriz de transportes reduz a exposição a choques externos, estimula investimentos e contribui para metas ambientais assumidas pelo Brasil. O texto ainda argumenta que adiar a decisão pode representar perda de competitividade para o país no mercado global de energia limpa. “Postergar esse avanço é desperdiçar uma vantagem competitiva que já está dada. Avançar é consolidar o Brasil como liderança global em energia limpa”, afirmam. Autor/Veículo: CNN

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UNITI expo e ABIEPS firmam aliança estratégica para impulsionar a cooperação internacional

UNITI expo e ABIEPS anunciam uma aliança estratégica que marca um novo passo na integração internacional do setor de postos de serviços, lavagem automotiva e lojas de conveniência. A iniciativa une a projeção global da UNITI expo com a representatividade e solidez institucional da ABIEPS no Brasil, impulsionando o intercâmbio de conhecimento, inovação e oportunidades de negócios entre ambos os mercados. Essa cooperação se refletirá na próxima edição da UNITI expo, que acontecerá de 19 a 21 de maio de 2026, na Messe Stuttgart, onde se espera uma participação expressiva de profissionais brasileiros em um ambiente cada vez mais global e conectado. A aliança tem como objetivo fortalecer a conexão entre Europa e América Latina, promovendo a troca de experiências, a geração de negócios e o desenvolvimento conjunto do setor. Em um contexto em que o Brasil representa um dos mercados mais relevantes da região, a colaboração entre ambas as instituições abre novas oportunidades para empresas e profissionais. “Esta aliança com a ABIEPS consolida o Brasil como um parceiro estratégico de primeiro nível para a UNITI expo. Com cerca de 50% do mercado latino-americano, colaborar com a indústria brasileira não é uma opção, é uma prioridade”, afirma Matias De Poli, Sales & BD Director da com-a-tec GmbH, coorganizadora da UNITI expo. “Coincidimos plenamente quanto ao grande potencial desta colaboração com a UNITI expo e à oportunidade de construir uma relação de longo prazo. A próxima edição será um espaço ideal para fortalecer vínculos, trocar experiências e gerar novas oportunidades. Confiamos que a UNITI expo 2026 será um ponto de encontro fundamental para os profissionais brasileiros”, destaca Cristian Bazaga, Presidente da ABIEPS. Este acordo acompanha o crescimento sustentado da participação latino-americana na UNITI expo, refletindo o papel cada vez mais relevante da região na dinâmica global do setor. Os visitantes já podem se registrar gratuitamente para participar da UNITI expo 2026. Autor/Veículo: Abieps

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