18 de maio de 2026

Uncategorized

Nota de Repúdio

Repostando Sindicombustíveis: Nós, revendedores de combustíveis, recebemos com profunda indignação a propaganda institucional veiculada pelo governo federal em horário nobre, tentando transferir para os postos e distribuidoras a responsabilidade pelo aumento dos combustíveis no Brasil. Essa narrativa é injusta, simplista e desrespeitosa com um setor que trabalha diariamente, gera empregos, arrecada bilhões em impostos e mantém o país funcionando. Vivemos um cenário internacional de enorme instabilidade, com conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã, tensão no Estreito de Hormuz, por onde passa parte significativa do petróleo mundial, alta do barril, valorização do dólar, aumento dos fretes marítimos e pressão global sobre toda a cadeia energética. Mesmo assim, o governo prefere buscar um culpado fácil para a população, apontando para o último elo da cadeia: o posto revendedor. A revenda não produz petróleo. A revenda não refina combustível. A revenda não define política internacional, câmbio ou preço do barril. O posto compra combustível já com custos definidos por refinarias, importadores, distribuidoras, logística, impostos e mistura obrigatória de biocombustíveis. Somos, inclusive, um dos setores que mais arrecadam impostos no Brasil. O combustível é uma das maiores fontes de arrecadação de ICMS para estados e municípios, além de PIS/Cofins, contribuições previdenciárias e diversos encargos federais. O dinheiro que financia essas campanhas também sai do esforço do setor produtivo, inclusive dos postos de combustíveis. E o posto vai muito além do combustível. Em milhares de municípios brasileiros, principalmente no interior, o posto de combustível é ponto de apoio da população, oferecendo iluminação, segurança, vigilância, banheiro, loja de conveniência, caixa eletrônico 24 horas, geração de empregos e funcionamento permanente, muitas vezes sendo uma referência econômica e social da região. Ao invés de promover propaganda para criar vilões, o governo deveria enfrentar os problemas estruturais do setor energético brasileiro. O Brasil possui alternativas reais, limpas e eficientes para reduzir o impacto dos combustíveis no bolso da população, mas falta coragem para implementar medidas concretas. No caso do GNV, é preciso criar uma política de previsibilidade e competitividade, indexando o gás natural veicular a um percentual do preço da gasolina, algo em torno de 50%, garantindo estabilidade ao consumidor e competitividade para milhares de motoristas de aplicativo, taxistas e trabalhadores que dependem do combustível para sobreviver. Já o etanol precisa ser tratado como prioridade nacional. O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e uma frota majoritariamente flex. O etanol substitui diretamente a gasolina na maior parte dos veículos brasileiros e poderia aliviar imediatamente o custo do abastecimento. Para isso, o governo deveria promover ampla desoneração do etanol: redução de ICMS, PIS/Cofins e demais encargos, incentivando um combustível brasileiro, renovável, sustentável e gerador de empregos no campo e na indústria nacional. Mas, ao invés de incentivar alternativas energéticas inteligentes e nacionais, prefere-se fazer propaganda e apontar culpados. Defender a revenda é defender a livre iniciativa, o mercado livre, a concorrência saudável, os empregos e a segurança energética do Brasil. Nós não temos medo de fiscalização. Fiscalização séria, técnica e equilibrada sempre foi bem-vinda pelo setor. Se a fiscalização fosse feita de forma uniforme, transparente e republicana, do poço ao posto, abrangendo toda a cadeia, produção, importação, refino, distribuição, transporte e revenda, não haveria qualquer problema. O que não podemos aceitar é a espetacularização e a perseguição institucional contra a revenda. Ver PROCONs mobilizados nacionalmente apenas para pressionar postos, acompanhados de Polícia Rodoviária Federal atuando dentro das cidades, criando ambiente de intimidação e criminalização de empresários e trabalhadores, é um verdadeiro escárnio. A grande maioria dos revendedores brasileiros é formada por empresários sérios, trabalhadores e republicanos. Como em qualquer segmento da sociedade, existem exceções, mas não se pode condenar todo um setor por casos isolados. O Brasil precisa de equilíbrio, responsabilidade e verdade, não de propaganda política financiada com dinheiro do contribuinte para criar inimigos perante a opinião pública. A revenda brasileira merece respeito. Sindicombustíveis/PE Autor/Veículo: Sidicombustíveis – PE

Uncategorized

Fim da escala 6×1: emendas buscam manter 44 horas de jornada para atividades essenciais

Duas emendas apresentadas para a proposta que reduz a jornada de trabalho (PEC 221/19) buscam manter a carga de 44 horas para atividades essenciais e estabelecer um prazo de 10 anos para que a redução para 40 horas entre em vigor. Nesta sexta-feira (15), a discussão sobre a mudança aconteceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, como parte da agenda do programa Câmara pelo Brasil. O prazo para a apresentação de sugestões à Proposta de Emenda à Constituição 221/19, em análise na Câmara, já terminou. As atividades essenciais que manteriam o limite de 44 horas seriam aquelas que possam comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas. O deputado Sérgio Turra (PP-RS), que apresentou uma das duas sugestões, também estabeleceu uma redução de contribuições sociais das empresas, inclusive para o FGTS, como forma de compensação pelos custos da redução da jornada. A proposta original em análise por uma comissão especial da Câmara também prevê um prazo de dez anos para a vigência da redução da jornada, mas a ideia era reduzir a jornada máxima de 44 horas para 36 horas semanais. O entendimento da comissão com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é diferente. Haveria uma redução para 40 horas semanais com dois dias de descanso e sem perdas salariais. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu se haverá transição ou quando as mudanças entrarão em vigor. A proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP), PEC 8/25, que também está sendo analisada, fala em 360 dias para uma redução para 36 horas semanais. Debate O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Sul, Leonardo Dorneles, esteve na audiência pública em Porto Alegre e disse que o setor calcula um aumento de 7 a 8% no preço das refeições por conta principalmente da garantia de dois dias de folga na semana. Ele disse que a mudança não pode entrar em vigor imediatamente como vêm defendendo os representantes dos trabalhadores. “Tem que haver uma transição. Noventa dias não vai resolver. Seria uma discussão muito açodada. E a gente precisa ter transição maior. Não sei responder qual o tempo ideal, precisamos de estudos que falem dos custos”, ponderou. Para o deputado Leo Prates, a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores deve melhorar a produtividade das empresas. “É a reforma na qualidade de vida das pessoas, é a reforma no futuro do país. Porque muitos falam em família, mas como você tem família sem presença?” A deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) também disse que ninguém quer prejudicar o setor patronal, mas apenas assegurar que as pessoas tenham tempo para viver. O relatório sobre a redução da jornada deve ser apresentado na próxima quarta-feira (20) na comissão especial e as votações na comissão e no Plenário da Câmara devem ser realizadas na semana seguinte. Autor/Veículo: Agência Câmara de Notícias

Uncategorized

ANP propõe fim de estoques obrigatório de etanol na entressafra

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, nesta sexta (15/5) a abertura de consulta e audiência públicas para acabar com as exigências de manutenção de estoques obrigatórios de etanol anidro na entressafra da produção de cana–de-açúcar. As mudanças serão feitas na resolução ANP 946/2023, que trata da comercialização de etanol anidro combustível e da formação de estoques para o período de entressafra da cana-de-açúcar. O objetivo central é simplificar a regulamentação, com a redução de custos regulatórios para os agentes. Assim, também serão simplificadas regras e exigências de prazos para comprovação de compras do etanol anidro, usado na mistura obrigatória com a gasolina A, sob responsabilidade das distribuidoras de combustíveis. Com o aumento da demanda cativa pelo etanol misturado na gasolina, atualmente em 30%, a ANP obriga os agentes a garantir estoques e atestar as aquisições ao longo do ano. Segundo o superintendente de Distribuição e Logística (SDL), Diogo Valério, a norma vigente tem um custo excessivo para a própria ANP. “É complexa, gerando confusão no mercado”, disse na reunião. As obrigações de manutenção de estoques e demonstração de compra e venda de etanol anidro recaem sobre usineiros e distribuidoras. Pontos-chave: A regulamentação original de 2011 foi criada em um cenário de crise de oferta para garantir o abastecimento durante a entressafra. No entanto, o contexto atual é de maior segurança: A crise de 2010/2011 nunca se repetiu. E a produção de etanol na entressafra dobrou desde 2018. Além disso, a oferta de etanol de milho disparou, multiplicando sua produção por 14 vezes, e respondendo por 72% da demanda de entressafra em 2023, substituindo progressivamente as importações de etanol, antes necessárias para garantir o abastecimento. Na proposta de nova norma, ainda não publicada, a ANP afirma que busca garantir a igualdade entre os agentes em todos os aspectos da resolução. A consulta pública será aberta por 45 dias, seguida de audiência pública. Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Shell troca presidente no Brasil

A Shell Brasil informou que Cristiano Pinto da Costa decidiu deixar a companhia. Segundo a petroleira, ele permanecerá no cargo até 1º de agosto, quando assumirá João Santos Rosa, atualmente presidente da Shell na Itália. Pinto da Costa e Santos Rosa já iniciaram formalmente um processo de transição, a ser concluído em 1º de agosto. Até lá, as atribuições e responsabilidades do cargo permanecem integralmente com o atual CEO, informou a Shell. Pinto da Costa atuou por quase 30 anos na Shell, sendo quatro deles como presidente da empresa no país. Neste período, a companhia elevou a produção de petróleo em cerca de 25%, chegando a 500 mil barris por dia em março de 2026. Houve um aumento no portfólio de exploração e produção em leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). João Santos Rosa, que deixará o cargo na Europa, acumulará a presidência da Shell Brasil e o cargo de vice-presidente executivo para o Brasil na linha global de Upstream. Nascido em Portugal, João Santos Rosa está na Shell desde 2002 e ocupou posições no Reino Unido, Austrália, Holanda e Estados Unidos. Suas atuações incluíram as áreas de upstream, trading, estratégia, marketing e desenvolvimento de novos negócios. Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Petróleo atinge maior valor em duas semanas após ataque nos Emirados Árabes

Os preços do petróleo ampliaram os ganhos na noite deste domingo (17), à medida que os esforços para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã pareciam ter estagnado, após uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos ter sido atacada. O presidente americano Donald Trump deve discutir opções militares em relação ao Irã nesta semana. Os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$ 1,44, ou 1,32%, para US$ 110,70 o barril às 20h37 (no horário de Brasília), após atingirem a máxima desde 5 de maio no início da sessão. O petróleo bruto WTI, referência no mercado americano, estava cotado a US$ 107,26 o barril, alta de US$ 1,84, ou 1,75%, após atingir seu nível mais alto desde 4 de maio. Ambos os contratos subiram mais de 7% na semana passada, à medida que as esperanças de um acordo de paz que pusesse fim aos ataques e apreensões de navios no Estreito de Ormuz diminuíram. As negociações da semana passada entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping terminaram sem que o maior importador de petróleo do mundo desse qualquer indício de que ajudaria a resolver o conflito. Os ataques com drones contra os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, juntamente com a retórica dos EUA e do Irã, aumentaram as preocupações com uma escalada do conflito. Autoridades dos Emirados Árabes Unidos disseram que estavam investigando a origem do ataque à usina nuclear de Barakah e que os Emirados Árabes Unidos tinham todo o direito de responder a tais “ataques terroristas”. A Arábia Saudita, que interceptou três drones que entraram pelo espaço aéreo iraquiano, alertou que tomará as medidas operacionais necessárias para responder a qualquer tentativa de violar sua soberania e segurança. Segundo informações da Axios, espera-se que Trump se reúna com os principais assessores de segurança nacional na terça-feira para discutir opções de ação militar em relação ao Irã. (Reuters) Autor/Veículo: CNN

plugins premium WordPress
Rolar para cima