26 de maio de 2026

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Atenção, revendedor!

A partir de agora, a revenda nacional poderá a utilizar o número “zero” na terceira casa decimal das bombas de combustíveis. A medida foi contemplada pela ANP a pedido da Fecombustíveis e resolve um importante impasse do setor. Desde a publicação da Resolução ANP nº 990/2025, que regulamenta os casos passíveis de Medida Reparadora de Conduta (MRC), havia sido suprimida a possibilidade de utilização da terceira casa decimal zerada. Esta é mais uma conquista da Fecombustíveis e de seus sindicatos filiados em defesa da revenda. Em 27 de janeiro, a Federação encaminhou um ofício à ANP solicitando a revisão do tema, cuja análise foi acolhida pela Agência, que restabeleceu a permissão para manter a terceira casa decimal zerada. Em resposta ao ofício, encaminhado ontem (21), a ANP destacou que “após todas as análises técnicas e consultas formais e regimentais necessárias (inclusive junto à Procuradoria-Geral Federal junto à ANP), conclui-se não haver prejuízo ao consumidor, nem ao disposto na legislação, em permitir que a bomba abastecedora exiba o preço do combustível com o terceiro dígito zerado e travado na hora do abastecimento”. O entendimento beneficia diretamente a revenda, especialmente os postos que possuem bombas antigas em perfeitas condições de uso, mas que não comportam tecnicamente a adaptação para exibição exclusiva de duas casas decimais. Importante destacar que a permissão para zerar a terceira casa decimal é válida somente para as bombas de abastecimento. No caso do painel de preços exposto na entrada do estabelecimento, a Agência exige a exposição com apenas duas casas decimais após a vírgula. Situação semelhante ocorreu à época da publicação da Resolução ANP nº 858/2021, que alterou a regra de exposição dos preços de três para duas casas decimais. Na ocasião, também após atuação da Fecombustíveis, a ANP flexibilizou a exigência e permitiu a manutenção do zero na terceira casa decimal quando não fosse tecnicamente possível adequar o equipamento. Autor/Veículo: Assessoria de Comunicação da Fecombustíveis

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Comissão da Câmara debate fim da escala 6×1; veja o que está em jogo

A comissão especial que analisa o mérito da proposta de emenda à Constituição sobre o fim da escala 6×1 vai se reunir a partir das 17h desta segunda-feira, 25, para debater o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA). A reunião deve ocorrer após um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir pontos em aberto na negociação, em especial a transição. A expectativa é que haja pedido de vista do parecer de Prates, que seria votado na comissão especial na quinta-feira, 28, e levado a plenário no mesmo dia. Participantes das conversas afirmam que, como pano de fundo, há uma preocupação com a disputa eleitoral de outubro. Bandeira de Lula em sua busca pela reeleição, a PEC da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 também deve ser explorada por Motta em sua campanha e na tentativa de eleger o pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, como senador pela Paraíba. Além desse cenário, entra no cálculo político de Motta a costura antecipada de apoios para a eleição ao comando da Mesa Diretora da Câmara em fevereiro de 2027. Nesse contexto é que se insere a necessidade de fazer acenos à oposição e ao setor produtivo na proposta em tramitação na Câmara. Em entrevista coletiva na semana passada, Motta reiterou que a ideia é conduzir a pauta com equilíbrio, mas sem abrir mão de entregar à sociedade a redução da jornada de trabalho. O ponto central da PEC deve tratar da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição de salário e com dois dias de folga. Segundo o relator, a ideia é que os dois dias de folga já entrem em vigor em 2026. A ideia de Prates é adotar parâmetros mensais para o cálculo das 40 horas semanais e duas folgas na semana. Em almoço da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços na semana passada, Prates afirmou que pretendia dar em torno de 120 dias para que fossem atualizadas as leis ordinárias que regulam 14 categorias específicas, prazo que também serviria para atender categorias que buscassem criar sua própria lei ordinária, em vez de estipular a mudança em convenção coletiva. Esse prazo começaria a contar a partir da promulgação da PEC e também poderia ser usado para a entrada em vigor dos dois dias de folga. Transição A divergência principal está na transição da redução da jornada de trabalho. Na sexta-feira, 22, Lula defendeu que a mudança ocorra de uma vez. “Nós defendemos que a redução seja de uma vez. De 44 (horas) para 40 (horas) e fim de papo, sem reduzir salário. Obviamente nós não temos força para aprovar tudo que a gente quer. Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer meia hora por ano, uma hora por ano. Ai é brincar de fazer redução”, disse. No entanto, parlamentares da base defendem um período de até três anos. Uma proposta seria a aplicação de uma hora de redução após a promulgação da PEC, deixando duas horas para o próximo ano e, a última, para o seguinte. Uma ala governista chegou a defender uma redução de uma hora por ano – o que daria uma transição de quatro anos, mas passou a defender o escalonamento menor. Prates também diz que seu relatório deverá fortalecer a convenção coletiva. “Essa é uma demanda do governo, do setor empresarial e do setor de empregados. Então eu acho que há um consenso dessa necessidade de fortalecer a convenção.” Além da PEC, um projeto de lei enviado pelo presidente também deve ser votado, segundo acordo firmado por Motta com Lula. Parlamentares que integram a base do governo veem risco de o texto, que regulamenta categorias específicas, virar alvo de emendas com mudanças expressivas, entre elas pedido de compensação e apoio a pequenas empresas. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Preços do petróleo caem quase 5% com expectativas de acordo entre EUA e Irã

Os preços do petróleo atingiram mínimas de duas semanas neste domingo (24), com os contratos futuros do petróleo Brent caindo quase 5%, para US$ 98,83 o barril, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate dos EUA estava cotado a US$ 92,03 o barril, também com queda de mais de 4%. A queda nos preços do petróleo ocorre enquanto os EUA e o Irã negociam um acordo que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz, que permanece efetivamente fechado ao fluxo de petróleo desde o início da guerra em 28 de fevereiro. Cerca de 20% de todo o fornecimento de petróleo passa pelo estreito. O aumento dos preços da gasolina chamou a atenção no feriado do Memorial Day, que acontece em 25 de maio nos EUA, período movimentado para viagens. Este feriado foi o mais caro em quatro anos, de acordo com a AAA (American Automobile Association), que observou que os preços elevados da gasolina permanecerão durante todo o verão dos EUA. A média nacional para um galão de gasolina no domingo era de US$ 4,51 — um aumento de cerca de 51% desde o início da guerra. Analistas do JPMorgan esperam que os preços do petróleo fiquem em média em US$ 97 por barril até o final do ano, caso o estreito seja reaberto no início de junho. Autor/Veículo: CNN

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Quais países ganham e quais perdem com o choque do petróleo causado pela guerra no Irã

A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã lançou o mundo em sua pior crise energética de todos os tempos, reduzindo drasticamente a produção de petróleo e fazendo os preços dispararem. Esses preços muito mais altos geraram lucros inesperados para empresas que operam fora do golfo Pérsico —especialmente nos EUA, que têm vendido muito mais energia do que o habitual. Mas, dentro do golfo Pérsico, a história é muito mais complicada. O fechamento efetivo do estreito de Hormuz, um ponto de estrangulamento entre o golfo e o resto do mundo, forçou os Emirados Árabes Unidos, o Iraque e outros países a reduzirem drasticamente a produção e as exportações. Alguns estão sofrendo mais do que outros. Aqueles que podem usar oleodutos para redirecionar seu petróleo para portos distantes do estreito se saíram muito melhor do que países sem essas opções. A crise energética afeta a todos, mas não de forma igual. O jornal The New York Times analisou meses de dados de exportação e preços da S&P Global Energy Commodities at Sea e da Argus Media para avaliar quanto alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo têm vendido e a que preço. A análise examinou especificamente o petróleo e produtos relacionados exportados por via marítima, que foram os mais afetados pelo fechamento do estreito. Entender quem está ganhando e quem está perdendo nesse grupo ajuda a explicar por que alguns países estão mais bem posicionados para suportar as consequências econômicas desta guerra. Também fornece pistas sobre o futuro. Se o estreito não for mais um canal confiável, os vencedores de hoje provavelmente permanecerão dominantes. Se ele reabrir, a capacidade de recuperação dos países será influenciada pelo quão doloroso o fechamento foi para eles. “Quanto mais tempo o estreito permanecer fechado, aqueles que ganharam com isso continuarão ganhando”, disse Jim Burkhard, que lidera a pesquisa global de petróleo da S&P Global Energy. “Para aqueles que estão enfrentando dificuldades, a situação pode se tornar mais grave.” Estados Unidos Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de petróleo e gás natural, amortecendo o impacto econômico de uma guerra que eles e Israel iniciaram. No final de março, empresas americanas estavam exportando muito mais petróleo, diesel e outros combustíveis do que o normal. Isso ajudou a compensar uma pequena parte da energia que o mundo perdeu e evitou que os preços subissem ainda mais. Mas, diferentemente de muitos outros grandes produtores de petróleo, os Estados Unidos não têm uma empresa estatal de petróleo. Isso significa que as grandes petroleiras estão recebendo a maior parte dessa receita extra. Até agora, há poucos sinais de que elas reinvestirão esses recursos para perfurar mais ou contratar mais trabalhadores. Isso significa que é improvável que haja um grande boom econômico relacionado à guerra no Texas, Novo México e outros estados americanos produtores de petróleo. Em vez disso, grande parte dessa receita extra provavelmente beneficiará os investidores na forma de preços de ações e dividendos mais altos. Muitos governos estaduais também ganharão mais porque receberão pagamentos maiores de impostos e royalties, assim como os proprietários de terras que permitiram a perfuração de petróleo em suas propriedades. Rússia A Rússia foi outra grande beneficiária —não porque esteja vendendo mais petróleo, mas porque está sendo paga mais pelo seu petróleo. A principal razão é que a guerra fez os preços do petróleo dispararem em todo o mundo. Os EUA também suspenderam temporariamente as sanções sobre parte do petróleo russo em março, uma mudança abrupta de política que provavelmente ajudou a Rússia a receber mais pelo seu petróleo do que receberia de outra forma. No início de abril, por exemplo, o preço do petróleo russo vendido no golfo da Finlândia se aproximou de US$ 120 por barril (R$ 601), contra US$ 41 (R$ 205) antes da guerra. Dito isso, a Ucrânia tem tentado limitar a capacidade da Rússia de capitalizar com os preços mais altos atacando a infraestrutura petrolífera do país. Golfo Pérsico A maioria dos produtores do golfo Pérsico não teve a mesma sorte. Na verdade, a guerra ressaltou a importância de ter rotas de exportação alternativas ao estreito de Hormuz. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos se saíram relativamente bem porque investiram anos atrás em oleodutos que contornam o estreito, uma forma cara de seguro que está valendo a pena. As exportações da Arábia Saudita caíram mais de 150 milhões de barris durante a guerra, em comparação com o ano anterior, mas sua receita com essas vendas aumentou em cerca de US$ 9,2 bilhões (R$ 46,1 bilhões). O Irã, que tem controlado o acesso ao estreito, também se saiu relativamente bem até meados de abril. Mas as exportações do país despencaram depois que os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval visando embarcações ligadas ao Irã, pressionando ainda mais a economia do país. Países vizinhos que não têm controle sobre o estreito nem rotas alternativas de exportação foram especialmente atingidos. Entre eles estão Iraque, Kuwait e Qatar. Autoridades de alguns países do Golfo começaram a explorar a construção ou expansão de oleodutos que contornariam o estreito. Mas esses projetos provavelmente custarão bilhões de dólares e levarão anos para serem concluídos. No futuro previsível, esses países provavelmente permanecerão à mercê de quem exercer controle sobre o estreito de Hormuz. Metodologia O The New York Times analisou dados semanais de exportação da S&P Global Energy Commodities at Sea que mostravam embarques marítimos de petróleo bruto e uma variedade de produtos relacionados, de gasolina e diesel a nafta, frequentemente usada para fabricar plástico. O jornal combinou esses volumes de exportação com dados de preços da Argus Media, usando referências regionais como Brent, um preço para o petróleo produzido no mar do Norte na Europa, e Urals, o principal preço russo. Também estimou as receitas da venda de produtos petrolíferos exportados. Depois, agrupou os produtos em categorias amplas, usando preços do que a indústria chama de “gasóleo”, uma categoria que inclui diesel e óleo de aquecimento, para estimar o valor de certos produtos e preços do petróleo bruto

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Raízen entra em nova rodada de negociação com credores

A Raízen entra na próxima semana em uma nova rodada intensa de negociação com seus credores, com o prazo para a apresentação do plano de recuperação extrajudicial se aproximando do fim. A companhia ainda não tem o apoio dos detentores de sua dívida externa – os “bondholders” – e avalia que, mesmo sem um acordo com esse grupo, poderá entregar um plano com o suporte dos credores bancários e os da dívida local, conforme fontes. Com o maior pedido de recuperação extrajudicial no Brasil, a Raízen precisa entregar um plano à justiça até meados de junho. Pela lei é necessário o aceite de ao menos 50% dos credores, considerando o volume total da dívida a ser negociada, de R$ 65 bilhões. Se atingir esse porcentual, o restante dos credores são levados ao mesmo acordo. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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