1 de junho de 2026

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Fim da 6×1: Período de transição deve ser prolongado, diz especialista

O debate sobre o fim da escala 6×1 deve ganhar novos contornos no Senado Federal, onde a tendência é apostar na livre negociação entre empregados e empregadores para definir a jornada e a escala de trabalho. Em entrevista ao Agora CNN, o pesquisador do FGV Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho avaliou os impactos econômicos da proposta e defendeu que o período de transição para as empresas seja prolongado. Negociação é mais eficiente do que imposição por lei Para Fernando, países que conseguiram reduzir a jornada de trabalho de forma consistente, mantendo produtividade e competitividade, foram aqueles em que essa mudança ocorreu de maneira negociada, e não imposta por lei. “Em geral, as reduções de jornada são negociadas porque as empresas que fazem isso e conseguem ceder são aquelas que estão mais adaptáveis”, afirmou. Segundo ele, ao longo do tempo, os ganhos de produtividade tendem a se converter, em parte, em aumento de salário e, em outra parte, em redução da jornada. O pesquisador também fez uma distinção importante entre jornada e escala de trabalho. “Jornada de trabalho é o total de horas que eu trabalho; escala é como eu divido essas horas”, explicou. Ele ressaltou que, ao contrário da jornada — que é legislada em vários países como um teto máximo —, a escala raramente é definida por lei, justamente pela heterogeneidade entre setores e regiões. Transição mais longa reduz impactos negativos Questionado sobre se uma transição mais longa ou um modelo híbrido poderia reduzir os impactos negativos sem abandonar o objetivo de diminuir a jornada, o pesquisador foi categórico. “Quanto mais flexibilidade você dá, é melhor, do ponto de vista da adaptação das empresas”, disse. Ele destacou que existem setores em que o investimento inicial para a operação é muito elevado, e que mudanças abruptas nas condições podem gerar perdas significativas. “Prolongar o período de transição é sempre positivo”, concluiu. O pesquisador também lembrou que, desde a década de 1980, a jornada de trabalho no Brasil vem caindo gradativamente. “A jornada média de trabalho no Brasil hoje em dia está em 38 horas, longe das 44 horas que era a média em 1988”, afirmou. Para ele, o que ainda falta é uma melhor representação dos trabalhadores pelos sindicatos, de modo que a negociação coletiva seja, de fato, viável e representativa. Judicialização ameaça segurança jurídica Fernando também alertou para os riscos de uma eventual judicialização da matéria após sua tramitação no Congresso Nacional. Segundo ele, a reforma trabalhista de 2017 teve como um de seus principais efeitos a redução das ações na Justiça do Trabalho, o que diminuiu o custo esperado da contratação e contribuiu para a queda na taxa de desemprego. Para o pesquisador, abrir espaço para disputas judiciais sobre o tema representa um retrocesso. Ele também apontou que o debate no Congresso foi prejudicado pela proximidade das eleições, o que transformou a discussão em um ambiente politizado. “Como a eleição está muito próxima, se criou um ambiente em que se torna impossível o debate, porque ser a favor do debate, entender os prós e os contras, é como se você fosse contra o trabalhador”, disse o pesquisador. Autor/Veículo: CNN

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Petrobras ainda avalia extensão da subvenção do diesel, mas adere ao desconto

A Petrobras vai aderir a partir de segunda-feira (01/6) ao desconto para o diesel A oferecido pelo governo, de modo a neutralizar a reoneração dos impostos federais. Com isso, a estatal vai aplicar um desconto de um desconto de R$ 0,3515 por litro de diesel, que passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. A subvenção foi instituída por meio da Medida Provisória nº 1.358, em 13 de maio, e funcionará como um “cashback” (devolução) do imposto pago por importadores e refinarias nacionais. O modelo vai substituir a desoneração dos impostos federais anunciada em março, entre as primeiras medidas para lidar com os impactos da alta global nos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio. Entretanto, a Petrobras informou que ainda avalia se vai aderir à subvenção de R$ 1,12 anunciada no sábado (30/5) pelo governo federal com a edição da Medida Provisória 1.363/2026. O subsídio vai substituir duas subvenções que se encerram neste domingo (31/5): a subvenção de R$ 0,32 por litro, criada pela MP 1.340 em 12 de março, e as subvenções estabelecidas pela MP 1.349, de 7 abril. Nesta última, estava previsto um subsídio de R$ 0,80 para o diesel nacional e de R$ R$ 1,20 para o diesel importado. “A Petrobras está avaliando os termos da nova subvenção. Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”, afirmou a empresa em nota. Autor/Veículo: Eixos

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Petróleo abre em alta em meio a incertezas sobre guerra no Irã

O petróleo abriu em alta de 1% nas negociações referentes à segunda-feira (1º), com investidores reagindo às incertezas em torno de uma resolução da guerra no Oriente Médio. Por volta das 20h15, o barril Brent, referência mundial, subia 1,11%, a US$ 93,09. Na máxima da sessão, chegou a US$ 93,48, em alta de 1,55%. O movimento reflete o desencontro de versões nas negociações entre Washington e Teerã, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar ter obtido garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, o que foi contestado por autoridades iranianas. A alta no pregão reverte parte do movimento da commodity na sexta-feira (29), quando a cotação chegou a ficar abaixo de US$ 90 pela primeira vez desde 21 de abril. Neste domingo, Trump afirmou ter obtido garantias do Irã de que o país não desenvolverá armas nucleares. A declaração foi contestada pelo principal negociador iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf. Qalibaf disse à mídia estatal que o Irã não aceitará nenhum acordo para encerrar o conflito sem garantias de que os direitos do povo iraniano serão preservados. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas e trocas de mensagens seguem em andamento. “Não devemos dar importância a especulações e não podemos julgar as negociações até que cheguemos a um resultado claro”, acrescentou. No fim da semana passada, os preços repercutiram um aumento do otimismo entre os negociadores após autoridades americanas afirmarem que um acordo com o Irã estava próximo de ser fechado para ampliar o cessar-fogo por mais 60 dias, segundo informações divulgadas pelos jornais Financial Times e The New York Times. Trump afirmou que suas prioridades para qualquer acordo incluem o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares e a reabertura do estreito de Hormuz. A interrupção do programa nuclear iraniano é considerada um dos principais impasses do conflito. A proposta defendida por Washington prevê que Teerã abandone seu programa nuclear como parte de um acordo mais amplo. O governo iraniano, contudo, tem demonstrado resistência. Enquanto isso, o impasse em torno do estreito de Hormuz mantém o mercado global em alerta. A guerra levou a uma forte alta dos preços do petróleo. Desde o início do conflito, as cotações do Brent acumulam alta de 28%. Para analistas, as incertezas nas negociações entre Washington e Teerã, somadas às dificuldades para normalizar o tráfego pela via marítima, devem manter a volatilidade dos preços por meses. Mesmo em caso de reabertura, ainda há dúvidas sobre quando as empresas de transporte marítimo retomarão suas operações na região. As companhias aguardam condições de segurança mais claras e sinalizações mais firmes de Washington e Teerã. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Diesel terá subsídio de R$ 1,12 por litro até dezembro, decide governo

O governo federal criou um subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel, válido de junho até dezembro de 2026, para tentar conter os impactos da alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial no sábado (30), substitui os programas de auxílio adotados desde março e unifica o valor do benefício para produtores e importadores. A medida provisória autoriza a concessão do benefício a partir de 1º de junho e estabelece vigência até 31 de dezembro de 2026. Segundo o texto, a iniciativa tem como objetivo “estabilizar preço e oferta” do diesel rodoviário, de forma a garantir o abastecimento nacional diante do choque de oferta provocado pelo conflito no Oriente Médio. As duas subvenções anteriores se encerram neste domingo (31). A MP nº 1.340, editada em 12 de março, concedia auxílio de R$ 0,32 por litro de diesel. Já a MP nº 1.349, publicada em 7 de abril, elevou o benefício para R$ 0,80 por litro no diesel produzido no país e para R$ 1,20 por litro no combustível importado, sendo metade do valor financiada pelo governo federal e a outra metade pelos Estados e pelo Distrito Federal. Com a nova medida, o subsídio passa a ser unificado em R$ 1,12 por litro para produtores e importadores autorizados. O benefício será destinado a produtores e importadores autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para receber os recursos, as empresas deverão aderir formalmente ao programa, comprovar o repasse do valor da subvenção ao preço de venda do combustível e identificar os descontos nas notas fiscais eletrônicas. A adesão ao novo programa exige que os agentes habilitados nas Medidas Provisórias nº 1.340, de março, e nº 1.349, de abril, solicitem a interrupção dessas adesões para ingressar no novo regime, preservando o direito ao recebimento de valores ainda pendentes das políticas anteriores. A ANP será responsável por apurar os valores devidos e realizar os pagamentos aos beneficiários. O texto prevê que os repasses deverão ocorrer em até 30 dias após a apresentação dos requerimentos pelas empresas habilitadas. Embora a medida tenha vigência até o fim do ano, o governo reservou a possibilidade de revisar o programa ao longo do período. A MP autoriza o Ministério da Fazenda a interromper a subvenção ou alterar seu valor ao final de cada período de dois meses, mediante comunicação prévia aos beneficiários. Além da nova ajuda ao diesel, a medida provisória posterga para 4 de dezembro de 2026 o vencimento de tarifas de navegação aérea que seriam pagas por companhias aéreas nacionais nos meses de setembro, outubro e novembro. Segundo o governo, a medida busca permitir a reorganização financeira das empresas do setor diante dos efeitos do conflito geopolítico. A MP entrou em vigor na data de sua publicação e ainda será analisada pelo Congresso Nacional. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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