8 de junho de 2026

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Senado deve iniciar discussões sobre fim da escala 6×1 nesta semana

A proposta do fim da escala 6×1 – de seis dias de trabalho e um de descanso – deve começar a ser debatida pelos senadores nesta semana. A expectativa é que o tema seja discutido entre líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião prevista para terça-feira (9). O texto aprovado na Câmara dos Deputados chegou ao Senado há mais de dez dias, mas ainda não teve um despacho de Alcolumbre. Segundo ele, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) não irá direto ao plenário e deve passar pela análise em comissão. A intenção é alinhar o trâmite da matéria no encontro com os chefes de bancada nesta semana. Considerada um ativo eleitoral, a PEC foi aprovada na Câmara na última semana de maio. O governo considera a pauta prioritária e defende uma aprovação rápida. Alcolumbre, no entanto, já sinalizou que o Senado não atuará apenas como uma Casa “carimbadora” e deve sugerir ajustes no texto. Ele afirmou que o texto será analisado “sem pressa”. O presidente do Senado vive momento de relação tensionada com o Planalto, desgastada desde a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Em paralelo, um texto alternativo, que determina a remuneração por hora trabalhada, já recebeu despacho de Alcolumbre e foi enviado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A matéria foi articulada pela oposição e apresentada no Senado para contrapor o fim da escala 6×1. Como a CNN mostrou, no entanto, a proposta da redução na jornada de trabalho aprovada na Câmara deve ter prioridade na análise na CCJ. Uma vez enviada para a comissão, caberá ao presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator. A PEC que recebeu o aval dos deputados define uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em duas etapas com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários. A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda. Na prática, a proposta mira garantir o fim da escala 6×1 com a determinação de dois dias de descanso, que também passará a valer 60 dias depois da promulgação do texto. Conforme a matéria, o dia de repouso deve ser “preferencialmente aos domingos”. O texto teve o apoio do governo e foi articulado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Setores produtivos, no entanto, criticam a proposta e avaliam haver risco de impactos econômicos com o aumento de custos de produção e serviços. Autor/Veículo: CNN

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Petrobras voltará a importar diesel no fim de junho

Depois de passar maio sem importar diesel, a Petrobras informou nesta sexta-feira (5|) que irá retomar a importação do combustível no fim de junho. A companhia estava atendendo aos pedidos de diesel de abril e maio apenas com produção própria. “A Petrobras não realizou importações de diesel em maio de 2026. Para junho, está prevista apenas uma carga de importação, com chegada no fim do mês”, informou a Petrobras em nota ao Valor. Desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, o mercado de diesel brasileiro se tornou uma preocupação, uma vez que cerca de 25% a 30% da demanda doméstica é atendida por produto importado. A Petrobras, no geral, atende a cerca de 70% desse mercado, combinando produção própria e importação. Clique aqui para continuar a leitura. Autor/Veículo: Valor Econômico

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Petróleo abre em alta após novos ataques de Israel e Irã no Oriente Médio

O preço do petróleo abriu em forte alta neste domingo (7), após ataque de Israel a instalações do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano, e uma investida do Irã contra o território israelense e países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. O barril Brent, referência mundial, era negociado a US$ 96,33, aumento de 3,48%, às 19h (horário de Brasília). Às 19h30, era vendido a US$ 95,80, crescimento de 2,9%. Às 20h, era comercializado a US$ 95,59, alta de 2,7%. O Exército israelense realizou o ataque neste domingo em uma região de subúrbios ao sul da capital libanesa, área conhecida como Dahiyeh, na primeira investida contra um reduto do grupo extremista em Beirute desde o cessar-fogo intermediado em 16 de abril. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense, algo inédito desde o cessar-fogo. A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou novos ataques se Israel não interromper as operações militares no Líbano. Em uma declaração conjunta com seu ministro da Defesa, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu disse que o ataque a Dahiyeh foi ordenado em resposta a disparos do Hezbollah em direção ao território israelense. O Exército de Israel também emitiu um alerta de evacuação para os moradores da cidade libanesa de Tiro, no sul do país, e suas áreas circundantes neste domingo, antes de possíveis ataques. Neste sábado (6), o Irã afirmou que ataques americanos a instalações de radar e de vigilância costeira no Golfo constituem uma “violação flagrante do cessar-fogo”, em vigor desde 8 de abril, e lançou mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, aliados de Washington na região. O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou os ataques noturnos dos Estados Unidos como “uma agressão militar contra a soberania nacional e a integridade territorial da república islâmica do Irã” e condenou “o comportamento hostil e provocador do regime americano”. Os investidores ainda repercutem anúncio da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), que neste domingo informou um novo aumento em suas metas de produção de petróleo em igual número de meses, embora a guerra dos EUA com o Irã ainda impeça vários membros do grupo de bombear mais. É a quarta vez que a entidade decide elevar a extração. A guerra cortou os fluxos de petróleo através do estreito de Hormuz, criando a maior crise de abastecimento global da história, já que membros importantes da Opep+, incluindo a Arábia Saudita, não conseguem abastecer integralmente os clientes desde o final de fevereiro. A crise para a Opep+ piorou quando os Emirados Árabes Unidos deixaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo após quase 60 anos. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Raízen fecha acordo com credores de recuperação extrajudicial de dívida de R$ 65 bi, diz agência

A Raízen chegou a um acordo de reestruturação extrajudicial com a maioria de seus credores, marcando um passo fundamental nos esforços da produtora brasileira de açúcar e etanol para renegociar sua dívida, segundo pessoas a par do assunto. A empresa iniciou os procedimentos formais para submeter os documentos à Justiça brasileira, disseram as fontes. O acordo reestrutura cerca de R$ 65 bilhões em dívidas e conta com o apoio de credores que detêm aproximadamente 75% das obrigações incluídas no plano, de acordo com as fontes. A reestruturação extrajudicial, a maior já realizada no Brasil, inclui 19 instituições financeiras e 80 detentores relevantes de títulos de dívida. A empresa conseguiu chegar a um acordo com seus credores antes do prazo judicial, superando a resistência anterior de alguns detentores de títulos. O acordo converte 45% da dívida em participação acionária e os 55% restantes em nova dívida. Também prevê que o negócio de processamento de cana-de-açúcar seja separado da unidade de distribuição de combustíveis até o final de 2027. A empresa espera que a aprovação dos credores ultrapasse 80% até segunda-feira (8), disseram as fontes. O diretor financeiro da Raizen, Lorival Luz, também assumirá mais responsabilidades como diretor de reestruturação, enquanto o atual conselho de administração da empresa permanecerá no cargo até o primeiro trimestre do próximo ano. Isso deixa em aberto se o presidente do conselho, Rubens Ometto, continuará no cargo, caso ele faça um aporte de capital de R$ 500 milhões. A empresa, uma joint venture entre Cosan SA e Shell, entrou com pedido de reestruturação extrajudicial em março, consequência de algumas apostas fracassadas em etanol e combustível de aviação, além de juros altos e safras mais fracas do que o esperado. Desde então, a Raizen tem corrido para conquistar o apoio dos credores ao seu plano de reestruturação e evitar ter que pedir recuperação judicial. A empresa enfrentava um prazo legal de 8 de junho para apresentar um acordo. Os títulos da Raizen despencaram nos últimos meses após a empresa iniciar o processo de reestruturação. Em fevereiro, a S&P rebaixou a nota da empresa em sete níveis, no que foi descrito como um dos maiores rebaixamentos já feitos pela agência para uma empresa brasileira. A Fitch Ratings rebaixou em oito níveis. (Bloomberg) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Empresas brasileiras taxadas agora por Trump têm dificuldades de vender para outros países

Uma das apostas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mitigar os efeitos para as empresas brasileiras das ameaças de novo tarifaço por parte dos Estados Unidos é redirecionar os produtos para outros países. Essa estratégia, porém, tem efeitos limitados em alguns setores, como máquinas e equipamentos, têxteis e pescados. Diferentemente de commodities, a demanda por esses itens tem variações relativas a especificações do comprador ou preferências culturais. Além disso, o mercado americano costuma absorver produtos de maior valor agregado. Nesta semana, a conclusão de duas investigações do Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR) na sigla em inglês recomendaram a adoção de tarifas de importação adicionais para produtos comprados do Brasil. A primeira, vinculada a um processo específico contra práticas “desleais” brasileiras que prejudicam o comércio dos EUA, sugere a aplicação de uma taxa de 25%. De acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), essa cobrança deve afetar 21% da pauta exportadora para os EUA. A segunda, relacionada a uma investigação contra 60 países sobre falhas na proibição de importação de produtos fabricados com trabalho forçado, atinge o Brasil com uma tarifa de 12,5%. Ambas têm exceções, como petróleo, aeronaves, carnes, café e algumas frutas, e estão sujeitas à consulta pública. Se confirmadas, devem começar a valer em julho. No mesmo mês, deve terminar o prazo de uma tarifa global de 10% adotada pelo governo de Donald Trump em fevereiro, após a Suprema Corte americana derrubar a taxação aplicada no ano passado com base em uma lei de emergência nacional, que, no caso do Brasil, impunha uma cobrança de 50%. Lula afirmou que quer negociar com o governo de Donald Trump, como vem fazendo desde o ano passado, quando foram anunciadas as primeiras tarifas. Os setores empresariais também vão participar do processo, subsidiando o governo federal e argumentando junto às investigações americanas. Mas o presidente disse que, se os EUA não quiserem comprar os produtos brasileiros, “não vai ficar chorando”. — Nós não vamos ficar chorando. Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele (os EUA) não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar A gente não vai ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro — afirmou na abertura da reunião ministerial nesta semana. O economista João Carmo, da 4Intelligence, reconhece que o tarifaço do ano passado deixou claro que o Brasil tem grande capacidade de redirecionar exportações, mas afirma que, para alguns setores mais dependentes do mercado americano, como de máquinas e equipamentos, agroindústria e têxtil, o impacto das novas taxas deve ser maior. — Eu não duvido da capacidade que o país tem de redirecionar, por isso esperamos que o impacto na balança não seja tão grande. Mas setorialmente é mais difícil, setores que têm menor participação e menor poder vão ter mais dificuldade. Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), acrescenta que a diversificação não é uma alternativa ao mercado americano, mas é complementar. Até porque os EUA são líderes em compras de alto valor agregado do Brasil, de indústrias de média e alta intensidade tecnológica. Segundo a CNI, a cada R$ 1 bilhão exportados para os EUA, são criados 24,3 mil empregos no Brasil. Para destinos asiáticos, a média é de 16 mil empregos. — Pela qualidade de exportações com os EUA, não podemos nos dar o luxo de virar a página e não trabalhar para eliminar essas barreiras que estão prejudicando as exportações, de alguma maneira, já prejudicaram, já temos evidências. A prioridade é eliminar as barreiras enquanto se trabalha em frentes complementares de diversificação de parcerias que sejam capazes de trazer essa complexidade. Um estudo do BNDES evidencia que, na experiência de taxação do ano passado, o redirecionamento das exportações para outros países minimizou os impactos sobre o resultado agregado da balança comercial brasileira, mas não reverteu os prejuízos de todos os setores. Em 2025, as vendas para outros países cresceram 3,5% ante 2024, considerando o valor, mesmo com a queda de 6,6% dos embarques para os EUA. “Tal descompasso evidencia a importância de novos mercados nas relações comerciais entre o Brasil e o resto do mundo”, diz o estudo. Analisando o período de agosto, quando entraram em vigor as tarifas, a dezembro de 2025, houve aumento de 8% das exportações do Brasil para o mundo, em contraste com a redução de 21% de vendas para os americanos. Alguns segmentos, porém, não conseguiram escapar das perdas. O setor de madeira, carvão vegetal e obras de madeira teve queda de 50% nos embarques para os EUA e de 22% para o mundo. Em peixes e crustáceos, o recuo foi de 53% e 18%, respectivamente. No caso de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes, houve baixa de 10% nas exportações para os EUA e de 4% para o mundo. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), Eduardo Lobo, afirma que novas alternativas de mercado foram abertas no ano passado, para rodar o estoque, mas o valor da venda foi abaixo do normalmente praticado. Além disso, foi mantida alguma parcela da exportação para os EUA, só que com a margem cortada. Desta vez, para piorar, os pescados são a única proteína fora da lista de exceções sugerida pelo USTR. — Essa taxação coloca o setor novamente sem competitividade para os EUA, em relação aos competidores da América Central e o Caribe. Diferentemente, de todos os países que foram taxados pelos EUA, a gente tem 37,5%, a maioria dos países vai ter uma taxação de 12,5%. Ainda não temos certeza se a tarifa de 10% (hoje vigente) vence ou se soma. Pode ser 47,5%, muito parecido com os 50% do ano passado. Lobo diz que vai pedir para o governo brasileiro a inclusão novamente no Plano Brasil Soberano, que reúne medidas para mitigar o impacto financeiro de empresas afetadas pelas cobranças tarifárias dos EUA e também pela guerra no Oriente Médio. O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas

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Opep+ anuncia quarto aumento de produção desde o bloqueio do Estreito de Hormuz

A OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) anunciou neste domingo (7) um novo aumento em suas metas de produção de petróleo em igual número de meses, embora a guerra dos EUA com o Irã ainda impeça vários membros do grupo de bombear mais. É a quarta vez que a entidade decide elevar a extração. A guerra cortou os fluxos de petróleo através do estreito de Hormuz, criando a maior crise de abastecimento global da história, já que membros importantes da OPEP+, incluindo a Arábia Saudita, não conseguem abastecer integralmente os clientes desde o final de fevereiro. A crise para a OPEP+ piorou quando os Emirados Árabes Unidos deixaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo após quase 60 anos. Sete membros principais da OPEP+, que reúne a OPEP e produtores aliados, incluindo a Rússia, aumentaram suas cotas de produção de abril a junho em quase 600.000 barris por dia. Na realidade, ladeada por cortes de exportação dos membros do Golfo, a produção do grupo desabou, registrando média de 33,19 milhões de bpd em abril, em comparação com 42,77 milhões em fevereiro, de acordo com dados da OPEP. No domingo, os sete membros decidiram aumentar as metas em 188.000 bpd a partir de julho, informou a OPEP em comunicado. O volume é igual ao aumento de junho, que foi ajustado para baixo em relação aos acréscimos mensais de 206.000 bpd em maio e abril para levar em conta a saída dos Emirados Árabes Unidos. “Um aumento de produção da OPEP+ significa muito pouco enquanto o estreito de Hormuz continuar fechado”, disse Jorge Leon, analista da Rystad e ex-oficial da OPEP. “Quando o estreito de Hormuz reabrir, o mercado pode passar muito rapidamente do medo da escassez para o medo do excedente.” Na sexta-feira, os preços do petróleo LCOc1 caíram para cerca de $93 o barril, à medida que os operadores ganharam confiança de que um novo conflito entre os EUA e o Irã se tornava menos provável. Os preços estavam perto de $72 antes do início da guerra. OPEP+ PERTO DE CONCLUIR REVERSÃO DO CORTE DE PRODUÇÃO DE 2023 Os sete países estão aumentando a produção como parte da reversão gradual de um corte de produção de 1,65 milhão de bpd que o grupo, que na época incluía os Emirados Árabes Unidos, determinou em 2023. A partir de julho, os sete têm cerca de 567.000 bpd do corte original para devolver ao mercado, levando em consideração a saída dos Emirados Árabes Unidos em 1º de maio, segundo cálculos da Reuters. Isso significaria que o restante do corte será revertido até o final de setembro, caso a OPEP+ mantenha os aumentos mensais de cerca de 188.000 bpd em agosto e setembro. Os sete dos 21 membros da OPEP+ que se reuniram no domingo são Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã. Nos últimos anos, apenas esses sete e os Emirados Árabes Unidos, quando eram membros, participavam das decisões de política de produção do grupo. Outras três reuniões da OPEP e da OPEP+, incluindo uma com todos os ministros da OPEP+, também foram agendadas para domingo. Não há previsão de que o encontro de todos os ministros da OPEP+ faça alterações na política de produção global do grupo, disseram fontes da OPEP+ no início do domingo. (Reuters) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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