19 de junho de 2026

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Brasil está entre os principais impulsionadores da expansão da oferta de petróleo, aponta Opep

O Brasil deverá figurar entre os principais responsáveis pela expansão da oferta global de petróleo nos próximos anos, segundo o relatório Perspectivas Mundiais de Petróleo (WOO, na sigla em inglês), divulgado nesta quinta-feira, 18, pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A entidade aponta o País ao lado de Catar, Argentina e Canadá como um dos motores do crescimento da produção fora da Declaração de Cooperação (DoC), grupo que reúne integrantes da Opep e aliados. De acordo com o relatório, a oferta de líquidos dos produtores fora da DoC deverá crescer cerca de 4,1 milhões de barris por dia (bpd) até 2030, alcançando 58,2 milhões de bpd. A expansão será liderada principalmente por Brasil, Catar, Argentina e Canadá, além de novos produtores africanos. A maior relevância atribuída ao Brasil ocorre em meio a uma revisão da perspectiva para os Estados Unidos. A Opep afirma que reavaliou para baixo o potencial de crescimento da produção americana de petróleo de xisto e agora considera que o segmento pode ter atingido seu pico em 2025. No relatório do ano passado, a expectativa era de continuidade da expansão até 2030. A organização destaca que, enquanto os EUA eram vistos no WOO 2025 como o principal impulsionador do crescimento da oferta fora da DoC no médio prazo, sua contribuição foi reduzida significativamente na edição deste ano. Segundo a Opep, a produção brasileira de líquidos deverá continuar crescendo com o avanço dos projetos do pré-sal. A oferta de petróleo bruto do País é projetada para subir de 3,7 milhões de bpd em 2025 para 4,4 milhões de bpd em 2030, apoiada pela entrada em operação de novas plataformas e pelo desenvolvimento de campos em águas ultraprofundas. A entidade projeta que o Brasil será o segundo maior contribuinte para o aumento da oferta entre os produtores fora da DoC no período entre 2025 e 2050. No horizonte de longo prazo, a produção brasileira de líquidos deverá atingir um pico próximo de 5,8 milhões de bpd no início da década de 2040, antes de recuar moderadamente para 5,6 milhões de bpd em 2050. O relatório também destaca a importância crescente da América Latina para o abastecimento global. Segundo a Opep, a região deverá responder por quase 75% do aumento líquido da oferta entre os produtores fora da DoC até 2050, impulsionada principalmente por Brasil e Argentina. Opep aumenta estimativa de demanda global por petróleo A demanda global por petróleo deverá alcançar 124,1 milhões de barris por dia (bpd) em 2050, ante 105,1 milhões de bpd em 2025, segundo o relatório da Opep. A projeção reforça a avaliação do cartel de que não há um pico de consumo da commodity no horizonte. A nova estimativa é superior à apresentada no relatório do ano passado. Em 2025, a Opep previa que a demanda mundial atingiria 122,9 milhões de bpd em 2050. A projeção para 2030 também foi elevada, de 112,3 milhões para 113,3 milhões de bpd, e o consumo deve continuar avançando nas décadas seguintes, sustentado por mudanças recentes em políticas energéticas, preocupações com segurança energética, crescimento econômico e expansão populacional nos países em desenvolvimento. A Opep afirma que a maior parte do avanço virá das economias não pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A demanda desses países deverá aumentar em 26,9 milhões de bpd entre 2025 e 2050, enquanto o consumo nas economias da OCDE tende a recuar no longo prazo, após uma expansão modesta até o fim da década. Segundo o relatório, a Índia será o principal motor do crescimento da demanda global de petróleo nas próximas décadas, com incremento de 8,1 milhões de bpd até 2050. Outros avanços expressivos são esperados em regiões emergentes da Ásia, no Oriente Médio, na África e na América Latina. A Opep também destaca que os derivados ligados ao transporte e à atividade industrial devem liderar a expansão do consumo. A maior alta projetada é a do querosene de aviação e do combustível de jato, cuja demanda deve aumentar em 4,2 milhões de barris por dia (bpd) até 2050. Na sequência, aparecem diesel e gasóleo, com avanço de 3,8 milhões de bpd, além de GLP/etano (3,5 milhões de bpd), nafta (3,2 milhões de bpd) e gasolina (2,4 milhões de bpd). No cenário traçado pela organização, o petróleo seguirá como a principal fonte individual da matriz energética mundial em 2050, respondendo por cerca de 30% da demanda total de energia. A Opep sustenta que o crescimento econômico e demográfico das economias emergentes continuará garantindo a expansão do consumo de petróleo nas próximas décadas. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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A ANP divulga dados de comercialização recebidos dos distribuidores de combustíveis

A ANP publicou hoje (18/6) dados de comercialização de combustíveis enviados pelos distribuidores autorizados pela Agência no âmbito do Sistema de Transparência na Distribuição (STD). A medida atende ao artigo 20 do Decreto nº 12.930/2026 (alterado pelo Decreto 12.974/2026), que regulamenta o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis quanto à subvenção econômica à importação de óleo diesel de uso rodoviário e de gás liquefeito de petróleo – GLP, de que trata a Medida Provisória nº 1.349/2026, e quanto ao acréscimo da subvenção econômica de que trata o art. 1º-A da Medida Provisória nº 1.340/2026, e define medidas de transparência no mercado de distribuição de combustíveis líquidos, de combustíveis de aviação e de gás liquefeito de petróleo. Em breve, essas informações serão divulgadas por meio de painel dinâmico disponível no site da ANP. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Petrobras amplia refino para reduzir dependência do Brasil da importação de diesel a 15%

A Petrobras está ampliando a capacidade do parque de refino para reduzir a atual dependência do Brasil da importação de diesel de 29% para 15%, afirmou a presidente da companhia, Magda Chambriard, nesta quinta-feira. Ao participar de uma aula magna da Universidade de Sorbonne, realizada no Rio de Janeiro, a executiva não detalhou em qual prazo alcançaria essa meta, mas reiterou que posteriormente a empresa buscará a autossuficiência. “Nós temos um parque de refino de cerca de 1,8 milhão de barris ao dia, estamos ampliando essa capacidade de refino para reduzir a importação para ser 15% e não 29%, já temos projetos em carteira para isso, e estamos trabalhando ser autossuficiente em diesel”, disse a executiva, durante sua participação na aula. Em abril, a executiva já havia manifestado que a empresa quer tornar o Brasil autossuficiente em diesel. (Reuters) Autor/Veículo: Brasil 247

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Petróleo fecha misto com foco em Ormuz após acordo entre Estados Unidos e Irã

O petróleo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em direções opostas, com o mercado acompanhando o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz após a assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã. O contrato do WTI para agosto caiu 0,21%, para US$ 75,85 por barril, enquanto o Brent para o mesmo mês subiu 0,38%, para US$ 79,85 por barril. A commodity operou com volatilidade e recuperou parte das mínimas no fim do pregão. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para agosto recuou US$ 0,16, a US$ 75,85 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para o mesmo mês avançou US$ 0,30, a US$ 79,85 por barril. Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, Teerã não realizou ataques a embarcações no Estreito de Ormuz pela segunda noite consecutiva. Ele afirmou ainda que houve movimentação de cerca de 12,5 milhões de barris de petróleo pela via marítima. Vance também reiterou os planos de viajar para Genebra, na Suíça, para a assinatura do acordo com o Irã. Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural! Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã e Omã chegaram a um acordo sobre os mecanismos de administração do trecho, com responsabilidade compartilhada entre os dois países. Após a assinatura do acordo com os norte-americanos, o regime iraniano também passou a pedir a suspensão das sanções ao seu petróleo. Com a reabertura do estreito ao transporte marítimo, o Kuwait começou a elevar a produção e, segundo a Bloomberg, o volume deve superar 2 milhões de barris por dia dentro de uma semana. Analistas do Bank of America avaliaram, no entanto, que a expectativa de retomada completa dos fluxos de petróleo do Oriente Médio nas próximas semanas desconsidera entraves logísticos que ainda exigiriam meses para solução. De acordo com essa projeção, o mercado de petróleo pode permanecer em déficit até o 4º trimestre de 2026. Nos Estados Unidos, a associação AAA Gas informou que o preço médio nacional da gasolina caiu para US$ 3,999 por galão nesta quinta-feira (18), ficando abaixo de US$ 4 pela primeira vez em semanas. Já na guerra da Ucrânia, Kiev atingiu pela segunda vez em uma semana uma grande refinaria em Moscou e interrompeu voos comerciais nos aeroportos da cidade. A sessão foi marcada por sinais simultâneos de normalização parcial do transporte em Ormuz, aumento de oferta e riscos logísticos ainda não resolvidos. O material fornecido não detalha impactos diretos para produtores rurais, cadeias agropecuárias ou preços de combustíveis no Brasil. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Canal Rural

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EPE publica Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no curto prazo

As projeções indicam um aumento na demanda nacional por combustíveis líquidos e GLP: são esperados 3,6 bilhões de litros adicionais em 2026 e outros 2,7 bilhões de litros 2027 – um avanço que demonstra o dinamismo da atividade econômica e a vitalidade do mercado interno.​ O crescimento da economia e do mercado de trabalho, políticas de transferência de renda e programas governamentais, com destaque para o Novo PAC e o Gás do Povo, deverão contribuir para o aumento contínuo do consumo de combustíveis nesse período. Esse ambiente é impulsionado por um cenário econômico favorável: o PIB per capita cresce desde 2024. Paralelamente, o País registra níveis recordes de ocupação formal e massa de rendimento real, com redução histórica da taxa de desocupação, diminuição das desigualdades e aumento real do salário-mínimo. Apesar dos efeitos da guerra no Irã na escalada dos preços internacionais, a demanda doméstica não deve ser impactada no curto prazo. Isto se dá, especialmente, em função do conjunto de medidas implantadas pelo Governo Federal de forma a suavizar os impactos econômicos da alta dos preços de petróleo, para óleo diesel, gasolina A, QAV e GLP, e que ratificam a continuidade do crescimento da demanda. Entre tais medidas de estabilização econômica, destacam-se os mecanismos de subvenção ao produtor e ao importador, bem como a redução/isenção dos tributos federais incidentes na cadeia de comercialização dos combustíveis. Esses indicadores, aliados às projeções positivas para a safra de grãos, sustentam um avanço na demanda por diesel, que deve alcançar 73 bilhões de litros em 2026, evidenciando a força do agronegócio, da logística e da indústria nacional. No segmento de combustíveis do ciclo Otto, o consumo segue em trajetória de alta contínua, devendo alcançar 64,7 bilhões de litros em 2026. O etanol mostra-se uma alternativa importante para a segurança energética, sobretudo em um contexto de conflitos internacionais. A perspectiva para a safra de cana 2026/27 de ser superior ao período anterior e o crescimento sólido da produção de etanol de milho fortalecem a oferta de biocombustíveis, garantindo a segurança energética. A demanda por etanol hidratado permanece elevada, ampliando a participação de combustíveis renováveis. O setor aéreo, por sua vez, vive um novo momento de expansão: a demanda por QAV em 2026 deverá superar, pela primeira vez, o recorde histórico de 2014, alcançando patamares superiores a 7,5 bilhões de litros, crescendo de forma sustentável. Já o GLP apresenta perspectiva de crescimento não vista há anos no setor, beneficiado pelo aumento da renda disponível, pelo pleno emprego, pelo programa Gás do Povo, uma iniciativa de incentivo ao acesso à energia limpa para uso doméstico e a ampliação da disponibilidade de renda ao reformar o IRPF para os que ganham até R$ 7.350 e isentando os que ganham até 5 mil reais. Somam-se a isso possibilidades de evolução e ampliação do mercado. ​Clique aqui​ e acesse o conteúdo completo da edição de junho de 2026. Autor/Veículo: EPE

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