Author name: Junior Albuquerque

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Petrobras muda estratégia e oferece combustíveis via cotas extras a distribuidoras

A Petrobras mudou sua estratégia e comunicou à agência reguladora ANP que decidiu ofertar volumes adicionais de diesel e gasolina a distribuidoras para entregas em abril, por meio de cotas extras em contratos tradicionais, afirmaram quatro fontes nesta quarta-feira (25) à Reuters. Anteriormente, a petroleira estava negociando volumes de combustíveis adicionais via leilão, que estavam registrando preços mais altos diante da forte demanda em meio à guerra no Golfo Pérsico que elevou os valores do petróleo. O nervosismo do mercado internacional acabou impactando o Brasil, onde o diesel subiu cerca de 20% nos postos desde o início da guerra, uma vez que parte do mercado opera com o produto importado. A situação se agravou ainda mais depois que a Petrobras cancelou os leilões, em meio a altos preços registrados, o que levou a ANP a afirmar, em relatório publicado na última sexta-feira, que o abastecimento nacional de combustíveis se encontrava sob “situação excepcional de risco”, caracterizada por retração relevante da oferta importada e elevada e disseminada demanda interna. Uma das fontes explicou que a petroleira decidiu permitir que as distribuidoras solicitem volumes extras para abril. “Daí ela entregará esse extra até o limite do volume que ela faria leilão, dividindo proporcionalmente entre os distribuidores”, explicou, na condição de anonimato. Agentes do setor afirmaram que volumes de diesel A (puro) em leilões da Petrobras, antes do cancelamento, chegaram a ser negociados entre R$1,80 e R$2,00 por litro sobre o preço de referência das refinarias da própria companhia. As operações ocorreram enquanto o governo brasileiro busca medidas para atenuar a alta dos preços ao consumidor. A paralisação repentina dos leilões da Petrobras, sem uma explicação, ocorreu no início da semana passada, agravando o cenário de restrição de oferta no Brasil, em meio à escalada de conflitos no Oriente Médio, sobretudo para abril. A decisão da Petrobras ocorre após a ANP ter notificado a petroleira na semana passada para que ofertasse “imediatamente” os volumes de combustíveis referentes aos leilões cancelados. Procurada, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente. (Reuters) Autor/Veículo: InfoMoney

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Subsídio à importação de diesel não resolve, defendem analistas

A proposta do governo de subsidiar a importação de diesel pode amenizar os reflexos da guerra a curto prazo, mas cria uma artificialidade sobre os preços da Petrobras, na visão de analistas do setor. Na terça-feira (24), o governo federal apresentou aos Estados uma proposta de reduzir o custo do diesel importado com base na subvenção direta aos importadores. A ideia é subsidiar R$ 1,20 por litro de diesel, sendo R$ 0,60 pela União e a outra metade pelos Estados. O custo total estimado é de R$ 3 bilhões. O benefício terá caráter temporário, com vigência até 31 de maio. O governo solicitou prazo até sexta-feira (27) para que os entes avaliem a adesão ao modelo, quando haverá nova reunião, em São Paulo. Ainda que o valor de R$ 1,20 sobre o diesel importado ajude a igualar o preço da Petrobras ao produto que vem do exterior, o problema da defasagem retornaria quando a medida deixar de vigorar, pois o prazo vai até o fim de maio, na visão de um especialista: “O governo está tentando comprar tempo. Para os importadores em geral, a medida é positiva porque reduz o risco de trazerem um produto que não consigam colocar no mercado, dado que o preço da Petrobras está bem abaixo. Por outro lado, caso a proposta não avance, a Petrobras ainda estará deixando dinheiro na mesa.” Inicialmente, o governo federal arcaria com todo o custo e faria o repasse da subvenção ao importador, permitindo que o benefício seja incorporado ao preço do diesel no momento da venda. Posteriormente, a União recuperaria metade desse valor por meio de abatimentos nas obrigações financeiras que tem junto aos Estados. A medida do governo busca amortecer a disparada de preços do petróleo e dos derivados, como o diesel, por causa da escalada de conflitos no Oriente Médio. Conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel saiu de uma média de R$ 6,12 no país nas bombas no começo de janeiro para R$ 6,89 na semana até 14 de março. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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Planalto recebe caminhoneiros em meio à crise do diesel

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, recebe, na manhã desta quarta-feira, representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto. O encontro ocorre após articulação do governo para evitar uma greve que chegou a ser cogitada nos últimos dias, diante da insatisfação com o pagamento do piso mínimo do frete e da alta recente do diesel. A pressão sobre os caminhoneiros aumentou nas últimas semanas, impulsionada pelo encarecimento do combustível em meio ao cenário internacional adverso. Desde o agravamento do conflito no Oriente Médio, os preços do diesel subiram no país, elevando os custos do transporte de cargas. Para tentar reduzir as tensões, o governo passou a adotar medidas voltadas ao cumprimento da tabela do frete. Na última semana, foram anunciadas ações para intensificar a fiscalização e endurecer as punições contra empresas que descumprirem os valores mínimos estabelecidos. Entre as sanções previstas estão multas mais elevadas e até a suspensão do direito de operar no transporte de cargas em casos de reincidência. Uma medida provisória publicada pelo governo também prevê penalidades progressivas, que podem chegar à proibição da atividade. O governo também avalia ampliar as conversas para outros segmentos ligados à cadeia de combustíveis, na tentativa de construir soluções mais amplas para o setor de transporte. Além disso, novas medidas seguem em análise. Entre elas, estão possíveis mudanças nas regras de descanso obrigatório dos caminhoneiros, apontadas por representantes da categoria como um fator que impacta a produtividade. Autor/Veículo: O Globo

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Diesel: empresas de logística enfrentam dificuldades pontuais de abastecimento

Levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) confirma a alta do diesel mostrada pela ANP. Na percepção das empresas, houve a alta média de 19,4% no preço do combustível. Estados como Bahia, Tocantins e Goiás registraram aumentos mais intensos, de até 27,8% enquanto mesmo os menores reajustes, como no Espírito Santo e no Acre, ficaram acima de 13%. A pesquisa foi realizada entre 20 e 23 de março. Apesar de não haver falta generalizada de diesel, há relatos de dificuldades pontuais de abastecimento em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Diversas empresas do setor relatam dificuldade na renegociação de contratos com clientes/transportadores/parceiros e fornecedores em geral. Enquanto as previsões iniciais de reajuste, por exemplo, giravam entre 3% e 5%, o cenário atual exige negociações na casa dos 10% para manter a viabilidade operacional. Relatos das associadas indicam que postos de combustíveis já estão “regrando” a venda de diesel por receio de falta futura. Segundo a Abicom, associação dos importadores de combustíveis, afirma que o cenário de abastecimento de diesel está mais favorável para abril. Antes, havia risco de falta do produto devido à baixa entrada de navios no país. Segundo o presidente da entidade, Sérgio Araújo, a situação decorre tanto do volume prometido pelas refinarias nacionais (Petrobras e privadas) e seu esforço dessas unidades em operar com taxas de utilização muito elevadas, tanto pela chegada programada de novos navios para a entrega de combustível. Autor/Veículo: O Globo

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Petróleo fecha em alta e volta aos US$ 100 com incertezas sobre guerra

O petróleo fechou em alta de 4% nesta terça-feira (24), se recuperando do tombo de 10% na véspera, em meio à continuação dos ataques entre Israel e Irã, após o país persa negar que possui negociações em andamento com os Estados Unidos. Na segunda-feira, o presidente Donald Trump disse que Washington vem conversando com o Irã para encerrar as hostilidades no Oriente Médio. Teerã, no entanto, nega que haja negociações em andamento. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 4,79% (US$ 4,22), a US$ 92,35 o barril. Já o Brent para junho avançou 4,49% (US$ 4,22), a US$ 100,23 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ontem a suspensão da ofensiva contra o Irã por cinco dias, alegando avanços diplomáticos, ao mesmo tempo em que planeja enviar 3 mil soldados para apoiar operações no Oriente Médio, segundo a mídia americana. O regime iraniano continua cético acerca das intenções dos EUA, segundo o The Wall Street Journal, e teme que negociações presenciais possam levar a uma tentativa de assassinato de Mohammad Bagher Ghalibaf, o presidente do parlamento do Irã. O líder da Arábia Saudita, príncipe Mohammed bin Salman, tem pressionado Trump a continuar a guerra contra o Irã, de acordo com o The New York Times. Para o analista da Oanda, Elior Manier, ainda permanece a incerteza sobre até que ponto essas conversas seriam profundas e eficazes para levar a um abandono oficial dos programas iranianos de mísseis balísticos e nuclear, sobretudo para os mercados de curto prazo. “A situação deve ficar mais clara ao longo desta semana”, projeta ele. Os investidores continuam preocupados com o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, onde o Irã começou a cobrar taxas de trânsito de até US$ 2 milhões para algumas embarcações comerciais, informou a Bloomberg, enquanto o país ainda afirma que o bloqueio vale apenas para embarcações ligadas a aliados dos Estados Unidos. Dois navios-tanque de gás com bandeira da Índia atravessaram a região sem incidentes e devem chegar à costa indiana ainda nesta semana. Com a oferta de petróleo mais apertada, o CEO da Shell, Wael Sawan, disse que a escassez de combustíveis no mundo deve se agravar em abril. Países do sul da Ásia já apresentam problemas com a crise energética e, segundo Sawan, o norte asiático e a Europa são os próximos. *Com informações da Reuters e da Agência Estado Autor/Veículo: CNN

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Abren a associações do agro pedem distinção de origem no mandato do biometano

Um grupo de associações dos setores de energia, agronegócio, proteína animal e bioenergia divulgou nesta terça (24/3) um posicionamento conjunto com críticas à proposta em discussão no Ministério de Minas e Energia (MME) para cumprimento do mandato de adição de biometano ao gás natural. As entidades defendem a diferenciação da origem do biogás na contabilidade de descarbonização do mandato, ao invés da adoção de uma métrica volumétrica. “O biometano, embora reconhecido como vetor estratégico para a transição energética, apresenta potencial de mitigação diretamente dependente da origem da matéria-prima e da eficiência de captura de metano, sendo essencial distinguir entre biodigestão anaeróbia controlada e biogás de aterro sanitário”, explicam as organizações. Segundo o grupo, a equiparação entre biometano de aterro e de biodigestão anaeróbia ignora o maior potencial de descarbonização da biodigestão. “As rotas de biodigestão anaeróbia ocorrem em ambiente fechado, hermético e controlado, com eficiência de captura próxima a 100%, impedindo a formação e liberação de metano para a atmosfera. Trata-se de uma rota de mitigação ativa, com intensidade de carbono líquida negativa”, argumentam. O manifesto é assinado pela Associação Brasileira de Energia de Resíduos (Abren), Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CEISE Br), Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo). O grupo prede a revisão de uma consulta pública encerrada em novembro de 2025, para definir como será o cumprimento da lei do Combustível do Futuro. Em outubro, o MME apresentou uma proposta de percentual de 0,25% de biometano no gás natural a partir de 2026 para cumprir o mandato de descarbonização. A minuta passou por consulta pública e deve ser votada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A reunião já foi desmarcada quatro vezes desde dezembro. As associações fazem cinco recomendações em relação à política para o biocombustível: “A Lei nº 14.993/2024 estabelece que a meta de descarbonização do gás natural deve ser mensurada em CO₂eq, refletindo reduções reais de emissões. Assim, a conversão volumétrica admitida pelo Decreto nº 12.614/2025 (que regulamenta o Certificado de Garantia de Origem do Biometano – CGOB) tem caráter meramente técnico e não pode alterar o conteúdo material da lei”, diz o manifesto. “A eventual equiparação entre biometano de aterro e de biodigestão anaeróbia, ignorando o maior potencial de descarbonização da biodigestão, representa excesso de poder regulamentar, pois desvirtua a finalidade da lei e transforma um instrumento climático em mera contabilidade de volumes. A mensuração em CO₂eq deve permanecer o parâmetro central para garantir o valor ambiental e jurídico das metas”, completa. Mandato de biometano Em outubro, o MME atendeu ao pedido da indústria consumidora e produtora de gás natural e reduziu para 0,25% a meta de biometano para o primeiro ano do mandato, em 2026. O percentual corresponde ao volume de 238,5 mil m³/dia do gás renovável. Originalmente, a meta estabelecida no decreto que regulamenta o Combustível do Futuro, era de 1%. O setor, porém, teme o aumento de custos. A regulação prevê que o CNPE pode reduzir as obrigações de compra de biometano por produtores e importadores de gás natural, após analisar que o volume de produção de biometano impossibilita ou onera excessivamente o cumprimento da meta, ou por algum motivo de interesse público. Na consulta pública aberta em outubro a pasta também inclui os valores das intensidades de carbono para equiparação de combustíveis: O cumprimento da meta será comprovado por meio dos certificados de origem do biometano (CGOB). Autor/Veículo: Eixos

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Abastecimento de diesel em abril preocupa especialistas

Abril pode ser um mês crítico para o abastecimento de combustíveis no país, especialmente de óleo diesel, na avaliação de especialistas e fontes ligadas à distribuição. A previsão para o mês que vem é de redução nas importações no Brasil, dada a disparada de preços no exterior. Mas o país depende do produto que vem de fora. O volume importado varia entre 25% e 30% da demanda mensal, com o restante complementado pela produção nacional, sendo a maior parte pela Petrobras. Em um momento de forte variação nos preços no mercado externo, a preocupação é que, com a alta do diesel importado e sem aumentos da Petrobras, a compra no exterior não compense. Isso porque, com dominância nos mercados, a estatal está com o diesel 60,8% mais barato que o importado, segundo cálculos da StoneX, ou R$ 2,20 por litro. A gasolina da companhia está 61,2% mais barata, ou R$ 1,54 por litro. Questionada, a Petrobras informou que planeja importações com antecedência de dois a três meses, com ida ao mercado para aquisição e transporte: “Dentro deste processo, a Petrobras tem recebido normalmente as cargas, conforme as orientações de planejamento.” Ainda conforme a Petrobras, os contratos com as distribuidoras têm sido cumpridos sem alteração. As refinarias estão operando em capacidade máxima e com soluções logísticas otimizadas. Segundo Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), o monitoramento do mercado tem mostrado menos navios de diesel direcionados ao Brasil neste momento. Normalmente, a Petrobras importa diesel dos Estados Unidos, que leva cerca de 15 dias para chegar ao Brasil. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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Fecombustíveis/James Thorp Neto: Diversidade de preços no País faz postos de vilões

O Brasil não tem apenas um preço nacional para o diesel e para a gasolina, por isso é injusto fazer dos postos de abastecimento os vilões da crise do petróleo, disse à Broadcast o presidente da Fecombustíveis, James Thorp Neto. Segundo ele, a atuação mais firme do governo na fiscalização do mercado vai ajudar a mudar essa imagem. “Quanto mais transparência melhor”, avalia. Thorp Neto explica que a Petrobras não é mais a única a ditar os preços dos combustíveis, apesar de ter uma grande participação no mercado (60%). Atualmente, o preço nacional é formado pelo preço da Petrobras, importações, refinarias privadas e os preços dos leilões da Petrobras, que nesta semana atingiram ágios expressivos, até serem cancelados. “A gente está sendo crucificado. Porque a gente é o último elo da cadeia, que tem contato com o consumidor. Mas é a refinaria privada que aumenta, o preço do leilão da Petrobras que aumenta, é o importador que traz mais caro”, diz. Para ele, isso ajuda a explicar por que há aumentos nas bombas mesmo quando se afirma que a Petrobras não reajustou valores. Somente em março, a Refinaria de Mataripe, que tem cerca de 14% do mercado, aumentou o preço do diesel em 71,3% e a gasolina 45,3%. O aumento do diesel da Petrobras este mês, de 11,6%, veio após 312 dias de congelamento. O executivo afirma que o cenário é crítico e precisa ser analisado antes de se atribuir “algum tipo de irregularidade” aos postos, e diz que a escalada de custos tem relação com um problema “mundial”, agravado por um “cenário de guerra”. Na avaliação de Thorp Neto, o consumidor tende a responsabilizar o posto por ser “o último mesmo da cadeia”, com contato direto com o público, mas que, apesar de complexo, o setor é transparente, com dados públicos sobre reajustes em refinarias privadas e biocombustíveis. Abastecimento Sobre o abastecimento, ele diz que há “restrição de produto”, mas “por enquanto” não há relatos de falta generalizada. O problema, destaca, aparece mais nos postos de “bandeira branca”, que não têm contrato de suprimento e negociam diariamente com distribuidoras. Em momentos de instabilidade, esses estabelecimentos ficam mais expostos a oscilações de preço e a dificuldades de entrega. Ele também menciona cautela na distribuição diante de especulações sobre desabastecimento, o que elevaria pedidos e tiraria as entregas “da curva” normal. Ele evita fazer projeções sobre os próximos meses e diz que o mercado está “imprevisível”, com mudanças rápidas entre a cotação vista na tela e o valor efetivo na nota fiscal. Para tentar organizar o mercado, Thorp Neto apoia as operações da Força-Tarefa do governo que reúne a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis(ANP), Secretaria Nacional do Consumidor(Senacon/MJSP) e Polícia Federal. Entre outras medidas, a ANP mandou a Petrobras retomar imediatamente os leilões de combustíveis para aumentar a oferta. “A gente tinha relatos das distribuidoras com insegurança, sem saber porque não estava tendo mais previsão de leilão. Essa determinação da ANP eu acho que tem tudo para ajudar muito o mercado, e também para estoques, importação…vai ter que informar tudo agora. Mais controle, principalmente num momento delicado como esse. Quanto mais transparência tiver, melhor para todo mundo”, afirma. Autor/Veículo: Broadcast

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Subsídio do governo Lula é insuficiente para retomar importações de diesel, dizem importadoras

Importadores privados dizem que os termos do programa de subvenção ao diesel anunciados pelo governo na semana passada não serão suficientes para retomar as compras externas do combustível, que despencaram após o início da guerra no Irã. No pacote para conter os preços do diesel, o governo anunciou o pagamento de um incentivo a produtores e importadores de diesel no valor de R$ 0,32 por litro, até 31 de dezembro, com limite de R$ 10 bilhões no total. No entanto, segundo empresas ouvidas pela Folha, a elevada defasagem entre os preços da Petrobras e as cotações internacionais, além da pressão do governo sobre revendedores que repassarem alta de preços às bombas, inviabilizam compras no exterior por empresas independentes. “Parei de importar porque ninguém quer pagar o preço do diesel importado”, diz Ramon Reis, sócio da Nimofast, que opera na importação e distribuição. “Não dá para competir com o preço que a Petrobras cobra”, afirma Livia Verjosvky, diretora comercial na importadora WM Trading. O Brasil depende de importações para abastecer cerca de 30% do consumo de diesel. A redução das importações levou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) a anunciar na semana passada uma série de medidas para enfrentar “situação excepcional de risco” ao abastecimento em abril. As compras externas caíram quase 60% nos primeiros 17 dias de março, disse a agência. E a expectativa do mercado é que o ritmo se mantenha. Executivos ouvidos pela Folha dizem que a programação de chegada de navios para as próximas semanas representa menos da metade do necessário. A WM ainda tem embarcações a caminho, mas com produtos comprados antes do início da guerra. Verjosvky diz que, após a explosão dos preços no mercado internacional, a empresa não fez nenhum pedido. A Petrobras fez um reajuste de R$ 0,38 por litro após o início da guerra, mas as defasagens em relação às cotações internacionais continuam em patamares recordes. Na abertura do mercado desta segunda-feira (23), por exemplo, o litro do diesel nas refinarias da estatal custava R$ 3,09 a menos do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). O programa de subvenção foi criado para reduzir as perdas de produtores e importadores, com a concessão de R$ 0,32 por litro vendido abaixo de um preço teto pré-estabelecido pelo governo. Importadores reclamam, porém, que o teto está muito baixo. Para o diesel importado, o governo limitou o socorro a quem vender o produto a distribuidoras abaixo de um valor que varia entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro, dependendo da região. Nesta segunda-feira, o preço de paridade de importação, que simula quanto custaria para trazer o diesel do exterior, variava entre R$ 6,60 e R$ 6,80 por litro. “A conta não fecha”, diz Verjosvky, da WM. “Não consigo vender no preço internacional, não consigo aderir à subvenção e o mercado está secando”, afirma Reis, da Nimofast. Ele diz ter 80 milhões de litros de diesel parados em estoque por falta de quem pague o preço internacional. Na semana passada, a presidente da estatal, Magda Chambriard, acusou empresas privadas de desviar os navios para outros países em busca de melhores preços. Disse que a área de inteligência da empresa identificou seis embarcações. A Nimofast é uma das empresas que desviou navio com diesel para outros países, admite Reis. “Quanto mais produto descarrego no Brasil, mais corro risco de ficar com o produto parado e de ser criminalizado [por vender a preço mais alto que a Petrobras]”. A redução na importação por empresas privadas gerou um efeito cascata no mercado, segundo relatório divulgado pela ANP na semana passada: reduziu estoques no segmento de distribuição, já gera problemas pontuais de abastecimento e elevou a pressão sobre a Petrobras, principal fornecedora. Postos de cidades ao redor de Campinas (SP), por exemplo, não conseguiram comprar combustível nesta segunda-feira (23), segundo o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas, Eduardo Valdivia. De acordo com ele, o gargalo tem afetado sobretudo os postos de bandeira branca, que não possuem contrato de exclusividade com distribuidoras. Esses estabelecimentos têm tido dificuldade de comprar diesel tanto de importadores privados quanto de grandes distribuidoras, como Vibra e Ipiranga. “A situação se agravou para além da semana passada; estive conversando com os responsáveis pelos postos e foram unânimes ao dizer que não conseguiram comprar produtos, seja para carregar hoje ou amanhã”, afirma Valdivia. Com a menor oferta em postos de bandeira branca, grandes distribuidoras de combustíveis, como Vibra, Ipiranga e Raízen têm ampliado suas importações para atender à maior demanda em postos bandeirados, disseram à reportagem dois executivos. Essas empresas, porém, também questionam o preço teto da subvenção. Até agora, só a Petrobras anunciou adesão ao programa. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Brasil testa gasolina com 35% de etanol e diesel com 25% de biodiesel

A gasolina vendida no Brasil deve passar a ter até 35% de etanol e o diesel até 25% de biodiesel. Para viabilizar essa mudança, o governo federal divulgou na última semana que estruturou uma série de estudos técnicos e testes laboratoriais que contarão com um investimento de R$ 30 milhões. A iniciativa busca fornecer as evidências científicas necessárias conforme a Lei do Combustível do Futuro (14.993/24). Serviria como garantia de que o aumento das misturas (gasolina E35 e diesel B25) não irá comprometer o desempenho dos motores nem a segurança dos veículos que circulam no país. Os estudos, previstos para durar três anos, serão conduzidos por uma rede nacional de pesquisa coordenada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Haverá parceria com laboratórios das seguintes instituições: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), Instituto Nacional de Tecnologia (INT), LACTEC (PR), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Todo o processo, diz o Ministério de Minas e Energia, está sendo acompanhado de perto pelo Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro, que envolve não apenas o governo, mas também montadoras, fabricantes de motores e produtores de biocombustíveis. No caso do biodiesel, o plano de testes para os níveis B20 e B25 já foi inclusive submetido à consulta pública para garantir transparência. As mudanças, importante ressaltar, já estavam previstas desde a sanção da Lei do Combustível do Futuro, em 2024. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o aumento da mistura de etanol à gasolina pode evitar emissões de cerca de 55 milhões de toneladas de CO2 até 2037. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo (Jornal do Carro)

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