Author name: Junior Albuquerque

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Setor de combustíveis estima que pelo menos 941 postos estejam sob domínio de facções

O setor de combustível tem pelo menos 941 postos de gasolina sob algum domínio de facções criminosas. De acordo com dados obtidos pelo R7, São Paulo é o estado mais crítico, com 290 postos influenciados ou dirigidos pelo crime organizado; a unidade federativa é seguida por Goiás (163), Rio de Janeiro (146) e Bahia (103) (veja dados abaixo). Os dados são de levantamento feito pelo setor e compartilhado com a reportagem. Para mapear os postos, a pesquisa considerou diversos fatores, como relação de agentes com participações societárias, uso de laranjas e relações entre postos e redes. Hoje, o Brasil tem cerca de 42 mil postos de combustível. A análise revela que os dirigentes e responsáveis por esses postos de gasolina estariam envolvidos em lavagem de dinheiro e envolvimento em operações policiais, além de muitos terem histórico prisional. O especialista em segurança pública Welliton Caixeta Maciel explica que a infiltração do crime organizado no setor não é algo novo. “Remonta ao final dos anos 1990. O que observamos é uma adaptação da criminalidade às oportunidades que parecem mais propícias para expansão do domínio e fortalecimento das facções criminosas, como PCC, Comando Vermelho e Família do Norte”, diz. Para Maciel, a “escolha do setor de combustíveis por essas facções tem relação a precariedade da fiscalização e com a potencialidade da ampliação da ramificação do crime organizado e sua interiorização pelo país por meio dos postos de combustíveis, além, é claro, do fornecimento de estrutura para lavagem de dinheiro e outros crimes, cooptação de membros e outros fatores”. Ele lembra que o desbaratamento de esquemas em fraude em licitações e contratos públicos por facções da região Sudeste, fez com que elas buscassem mais domínios. “O que observamos, portanto, é uma expansão mais infiltrada do crime organizado em setores de interesse do Estado, nessa longa disputa por território e poder, com uma certa conivência disfarçada de atores do crime e do próprio Estado. A situação é gravíssima, pois o fortalecimento dessas facções tem reflexos sérios dentro e fora do sistema prisional, na economia local onde esses postos de combustíveis estão localizados e em toda a sociedade brasileira”, observa. Na avaliação do especialista, as tentativas de sufocamento do domínio de facções criminais têm feito com que elas se reorganizem e repensem suas formas de atuação, “não mais apenas focado no tráfico de drogas, cigarros e armas de fogo, mas também na venda de combustível”. “Ainda assim, é imprescindível a atuação das instituições do sistema de justiça no enfrentamento e combate ao crime organizado, com investigações sérias, processamento e punição de envolvidos nesse tipo de criminalidade. Da mesma forma importante, é preciso ajustar o modelo de fiscalização, pois a complexidade de normas fiscais possibilita que essas facções explorem de forma ilícita o setor de combustíveis”, lamenta. Número superestimado Em entrevista ao R7, no entanto, o secretário de Segurança Pública do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, Mário Sarrubbo, avaliou que o cenário é grave, mas que o número não chega a ser tão alto como mostra o levantamento. Questionado sobre qual a influência das facções criminosas no setor, contudo, o titular da pasta não informou um número estimado pelo ministério. “Temos que tomar alguns cuidados com esses números. Há uma tradição em inflar esses números e pode passar a sensação de que o problema é maior do que ele realmente é”, disse. O secretário confessou, contudo, que “o valor de mercado das grandes empresas e grandes distribuidoras poderia ser muito maior se não tivesse essas organizações criminosas atuando nesse contexto”. Segundo o titular da pasta, essas facções atuam em alguns pontos como: “Isso tem prejudicado o lucro de grandes empresas em 10 a 15%. Ou seja, elas poderiam crescer muito mais em arrecadação dos impostos. Alguns números dão conta de pelo menos R$ 20 bilhões em desvio, incluindo perda de impostos, por conta dessas atividades ilícitas”, detalhou. O que está sendo feito? Sarrubbo explica que o Ministério da Justiça atua com um grupo de trabalho voltado ao combate ao crime organizado. “O primeiro tema [de discussão desse grupo] foi essa questão dos combustíveis. Essa primeira reunião ocorreu há cerca de dois meses, e já temos subgrupos trabalhando, com atuação da ANS (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Ministério de Minas e Energia, setores de combustível e outras entidades”, disse. Segundo o secretário, a Polícia Federal e a diretoria de inteligência de diversos órgãos também atuam no combate ao crime organizado no setor. “De maneira que, a partir disso, queremos potencializar as ações que já existem no âmbito do Ministério. Temos, por exemplo, operações realizadas apenas sobre isso, como a Protetor de Fronteiras e Divisa, que acontece em todo o Brasil e integra várias polícias de vários estados para ações mais incisivas no transporte rodoviário e marítimo”, disse. O titular de Segurança Pública acrescenta, ainda, que o governo conta com a Rede Recupera, que envolve Ministério Público, receitas e a polícia para combater a lavagem de dinheiro. “Temos também a questão do transporte desse combustível. A gente conversa com as transportadoras para ter o apoio da polícia rodoviária federal e várias ações para impedir a atuação desses grupos criminosos”, afirma. Cenário complexo O setor de combustível, no entanto, não enfrenta desafios apenas com a infiltração do crime organizado. Estimativas do setor chegam a calcular perdas entre R$ 13 a R$ 23 bilhões por ano em fraudes fiscais. O mercado ilegal movimentaria 13 bilhões de litros por ano, 8,7% do mercado total, quantidade de combustível suficiente para abastecer 500 milhões de carros. O economista Hugo Garbe declara que esses são recursos que evaporam por meio de esquemas como empresas de fachada, sonegação deliberada de tributos e emissões de notas fiscais falsas. “Pode parecer apenas um número contábil, mas ele representa, por exemplo, milhares de leitos hospitalares que deixam de ser financiados, escolas que não saem do papel, viaturas que não chegam às ruas”, pontua. Garbe destaca que “fraudes dessa natureza corroem a base de arrecadação pública e criam um cenário de injustiça fiscal”. “Empresas

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Petrobras ‘abrasileira’ preços de combustíveis ajudada por queda do petróleo – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

Nos dois primeiros anos após sua implantação, a política de preços dos combustíveis implantada pela gestão petista na Petrobras resultou em maior estabilidade nas bombas mas sem grandes descontos em relação às cotações internacionais. A estatal defende que cumpriu a missão de “abrasileirar” os preços internos mantendo a rentabilidade de suas operações e recuperando mercado perdido nas gestões anteriores —processo que contou com a ajuda da queda do petróleo no período. “Podemos dizer que abrasileiramos nossos preços, sem nos desconectar com o mercado”, disse à Folha o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Claudio Schlosser, citando os resultados financeiros da companhia nos últimos anos como prova de sucesso da política. “Geramos valor para os nossos clientes e para a sociedade, proporcionando períodos de estabilidade de preços para as distribuidoras mesmo em momentos de alta volatilidade externa devido aos diversos conflitos geopolíticos em aberto”, afirmou. Dados levantados pelo Ineep (Instituto Nacional de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) indicam que o desconto médio sobre os preços internacionais praticado pela Petrobras nesses dois anos não difere muito do verificado no governo Jair Bolsonaro. Sob Lula, o preço da gasolina nas refinarias da estatal ficou em 95% da paridade de importação publicada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). O litro do diesel foi vendido pela estatal a um valor equivalente a 94% da paridade de importação. No governo Bolsonaro, ainda sob uma política de acompanhamento da paridade de importação, os preços médios da gasolina e do diesel vendidos pela Petrobras foram equivalentes a 96% do indicador divulgado pela ANP. As duas principais diferenças entre os dois períodos são o comportamento do preço do petróleo e a periodicidade dos ajustes promovidos pela estatal. O governo Bolsonaro viveu uma escalada nas cotações internacionais do petróleo após o fim da pandemia, que pressionou a Petrobras a realizar diversos aumentos para cumprir uma política de preços que previa acompanhamento mais próximo da paridade de importação. No governo Lula, a estatal diz ter deixado de seguir exclusivamente esse indicador e, por isso, não repassaria volatilidades internacionais, o que resultou em longos períodos sem ajuste: passou 2024 sem nenhum ajuste no diesel e já completa dez meses sem mexer no preço da gasolina. “Até aqui, [a Petrobras] cumpriu o objetivo de mitigar o repasse da volatilidade dos preços internacionais para o mercado interno, moderar as pressões sobre os preços dos derivados, em especial do diesel, e contribuir para geração de valor e bom desempenho financeiro”, avalia o Ineep. Com a queda do petróleo, a empresa promoveu uma redução acumulada de 35% no preço do diesel desde o fim do governo Bolsonaro, considerando a inflação do período. No caso da gasolina, a queda acumulada nas refinarias é de 14%, também considerando a inflação. O Ineep destaca também que, com essa política, recuperou mercado perdido nos anos anteriores para importações privadas, com uma maior produção de combustíveis em suas refinarias. De fato, segundo dados da ANP, a estatal teve no primeiro trimestre a maior fatia de mercado nas vendas de gasolina e diesel no país desde 2022, logo após a venda da Refinaria de Mataripe, a segunda maior do Brasil, para o fundo árabe Mubadala. A própria Petrobras indica que o fator de utilização de suas refinarias chegou a bater 93% em 2024. O valor já vinha subindo após a pandemia, mas se acelerou com a posse da gestão nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), Sergio Araújo, diz que ainda assim o mercado privado tem conseguido realizar importações, principalmente de diesel. Parte porque o produto russo é mais barato do que o produto usado para calcular paridade de importação. Mas também porque as grandes distribuidoras de combustíveis conseguem diluir eventuais compras mais caras ao misturar o diesel importado aos grandes volumes que compram da Petrobras. “As importações continuam acontecendo porque há déficit na oferta”, afirma. Sem pressões por aumentos, a política de preços da Petrobras não tem sido um motivo de preocupação entre analistas que cobrem a companhia. Em geral, relatórios indicam que as estimativas de preços da estatal estão dentro das expectativas do mercado. No início do governo, havia grande preocupação no mercado sobre a manipulação de preços em períodos de alta nas cotações internacionais, como ocorreu no governo Dilma Rousseff, gerando grandes prejuízos à estatal. Schlosser diz que a política comercial é avaliada por diversas instâncias, como os conselhos de administração e fiscal da companhia, além de ser alvo de auditorias e eventuais fiscalizações do TCU (Tribunal de Contas da União) e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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ANP convida postos de combustíveis a participarem de pesquisa sobre serviço de autorização

A ANP está conduzindo uma pesquisa com postos de combustíveis que utilizaram, no último ano, o serviço de autorização para a revenda varejista de combustíveis automotivos, incluindo o sistema SRD-PR. O objetivo é avaliar o procedimento e identificar oportunidades de melhoria, tornando os serviços da Agência mais claros, eficientes, acessíveis e centrados no usuário. A pesquisa faz parte do projeto de mentoria em avaliação de serviços públicos, integrante do Programa MEUS (Melhorando a Experiência de Usuários de Serviços Públicos). O projeto é promovido pela Ouvidoria-Geral da União (OGU), vinculada à Controladoria-Geral da União (CGU). A ANP foi uma das quatro instituições públicas selecionadas para o programa em 2025. A pesquisa com os revendedores de combustíveis sobre o processo de autorização será a primeira etapa do projeto. O objetivo da ANP é avaliar um total de 126 serviços disponibilizados aos agentes regulados. As entrevistas para a pesquisa serão feitas por videoconferência ou telefone, entre 19 e 23/5. Os postos interessados em participar podem se inscrever, até sexta-feira (16/5), no formulário disponível na página Programa MEUS. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Cenário é desafiador e vai exigir medidas como redução significativa de custos, diz CEO da Petrobras

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que o cenário atual, com a cotação do barril de petróleo tipo Brent a US$ 65, é desafiador e vai exigir medidas como simplificação de projetos, redução significativa de custos e garantia de boas margens de comercialização de produtos. Com o preço do Brent, referência internacional de contratos, nesse patamar de preços, a empresa está “endereçando” medidas de proteção, “como todas as petroleiras estão fazendo”, segundo Chambriard, em teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre, nesta terça-feira (13) Clique aqui para continuar a leitura. Autor/Veículo: Valor Econômico

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Produção de biocombustíveis caminha junto com a de alimentos, diz secretário do MDIC

O secretário de Economia Verde do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg (PSB), disse nesta quarta (14/5) que o Brasil deve aproveitar a presidência de fóruns internacionais como a COP30 para mostrar ao mundo que a produção de biocombustíveis não concorre com a de alimentos. Rollemberg participou nesta manhã da abertura do II Fórum Biodiesel e Bioquerosene na Fenagra, em São Paulo, promovido pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio). Para o secretário, é preciso mudar a “imagem distorcida” que outros países têm em relação à agricultura brasileira. “O Brasil reduziu em 50% o desmatamento nos últimos anos, temos uma matriz renovável e aumentamos a produção de biocombustíveis, reduzimos em 12% as nossas emissões de gases de efeito estufa e no ambiente de recuperação industrial”, listou. “Agora, um dos maiores desafios, mas também uma das maiores oportunidades que temos é mostrar, de forma categórica, que muito ao contrário do que se diz em função de barreiras econômicas, a produção de biocombustíveis não concorre com a de alimentos. A produção de biocombustíveis e a produção de alimentos caminham juntas”. Para isso, defendeu Rollemberg, é necessário o trabalho da comunidade científica na demonstração dessas evidências. E citou o exemplo da produção de biodiesel de soja, cujo esmagamento gera 80% de farelo, que é destinado à produção de ração para cadeias animais. Segundo o secretário, o MDIC encomendou à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) um estudo para demonstrar as externalidades positivas da substituição do diesel fóssil pelo biodiesel. Rollemberg também disse que levou o tema ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, a cúpula climática da ONU que este ano será sediada pelo Brasil, em Belém (PA). “Entendo que essa deve ser uma prioridade do Brasil na COP30, além da agenda global de implementação do Acordo de Paris, com metas ousadas, e garantirmos o financiamento para o atingimento dessas metas”, completou. Do G20 para a COP30 Em 2024, quando presidiu o fórum das 20 maiores economias globais, o Brasil conseguiu pautar entre as discussões o papel dos biocombustíveis na transição energética global e a sustentabilidade do seu ciclo de produção, algo que deve ser replicado na COP30, defende o chefe-geral, da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso. Segundo Alonso, a Embrapa — instituição pública de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura — se preparou para levar esse posicionamento à cúpula do clima marcada para novembro de 2025. Uma das iniciativas neste sentido são os Diálogos pelo Clima, encontros organizados nos diferentes biomas brasileiros para apresentar a agricultura e os biocombustíveis brasileiros como parte da solução climática. “Não há uma solução climática global sem o agro tropical e sem biocombustíveis. E não há um agro tropical sustentável, nem biocombustíveis, sem ciência, sem política pública e sem a valorização daqueles que produzem com responsabilidade”, comentou Alonso. Autor/Veículo: Eixos

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Vendas de etanol caem 3,46% em abril, para 2,77 bilhões de litros, diz Unica

As vendas totais de etanol em abril alcançaram 2,77 bilhões de litros, queda de 3,46% ante igual mês do ano passado, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). O volume de etanol anidro comercializado cresceu 2,83%, atingindo 946,76 milhões de litros. Já o etanol hidratado registrou retração de 6,43%, com 1,83 bilhão de litros vendidos. No mercado doméstico, a comercialização de etanol hidratado foi de 1,81 bilhão de litros, recuo de 4,09% ante igual período do ciclo anterior. O etanol anidro, por sua vez, teve alta de 1,04%, com 904,91 milhões de litros vendidos no País. Com isso, o volume total de etanol comercializado internamente em abril foi de 2,71 bilhões de litros, queda de 2,44% na comparação anual. Apesar da retração, a Unica destacou a manutenção da competitividade do etanol hidratado ante a gasolina. “O patamar mais elevado de etanol hidratado vendido no mercado interno se manteve no mês de abril e reflete a elevada competitividade do biocombustível nas bombas”, afirmou o diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues, em relatório. Ele acrescentou que o diferencial de preços entre etanol e gasolina está em 68,3% na média nacional, favorecendo o consumo do biocombustível. De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizado entre os dias 4 e 10 de maio em 372 municípios, o preço do etanol foi inferior à paridade técnica com a gasolina em 184 cidades. “Os dados da ANP indicam que todos os municípios amostrados nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná registraram preço do etanol economicamente vantajoso em relação à gasolina, reforçando a expectativa de manutenção do consumo do biocombustível”, ressaltou Rodrigues. As exportações de etanol pelas unidades do Centro-Sul também recuaram em abril, totalizando 59,05 milhões de litros, queda de 34,83% em relação ao mesmo mês do ano-safra anterior. O volume exportado de etanol hidratado caiu 73,75%, para 17,19 milhões de litros, enquanto o etanol anidro apresentou alta de 66,70%, para 41,86 milhões de litros. Mercado de CBios Os produtores de biocombustíveis emitiram, até a segunda-feira, 15,55 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios), conforme dados da B3. Ao todo, há 25,82 milhões de CBios disponíveis para negociação entre partes obrigadas, não obrigadas e emissores. “Somando os CBios disponíveis para comercialização e os créditos já aposentados para cumprimento da meta de 2025, já temos quase 65% dos títulos necessários para o atendimento integral da quantidade exigida pelo programa para o fim deste ano”, disse Rodrigues. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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Setor de biocombustíveis é segundo que mais adota medidas de economia circular no Brasil, aponta CNI

A indústria de biocombustíveis é o segunda que mais adota medidas circulares no Brasil, com 82% das empresas implementando ações, segundo sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O setor fica apenas atrás de calçados, onde 86% das empresas integram ações de economia circular. O levantamento da entidade entrevistou 1.708 empresas das indústrias extrativista, de transformação e da construção civil no Brasil, entre os dias 3 e 13 de fevereiro de 2025. De acordo com a sondagem, seis em cada dez organizações adotam práticas de economia circular, abordagem sistêmica para redução do uso de recursos, minimização de resíduos e regeneração de sistemas naturais. “A indústria, por seu perfil tão diverso, apresenta diferentes níveis de adoção da circularidade entre os setores. Os dados nos ajudam a identificar quais setores têm mais desafios e quais já incorporaram as práticas para que possamos discutir políticas adequadas para a maior disseminação da economia circular, considerando as diferenças de complexidade nas cadeias produtivas dos setores”, diz o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, em nota. “Entendemos que o tema é peça-chave para o alcance das metas climáticas e para o desenvolvimento sustentável”, completa. Segundo a McKinsey, práticas circulares podem reduzir custos de produção em até 20% e elevar a receita em até 15%. Ao todo, 35% das empresas afirmaram que a principal vantagem associada à economia circular é a redução de custos operacionais. São também relevantes a melhoria da imagem corporativa (32%) e o estímulo à inovação (30%). O setor de biocombustíveis é o que mais acredita que as ações da economia circular desenvolvidas na sua empresa contribuem para a redução de gases do efeito estufa (GEE). Além disso, é o que tem maior percepção de que há incentivo por parte da regulamentação educacional, com 47% das indústrias concordando. Entretanto, 41% dessas empresas sentem que as regulamentações sanitárias são um obstáculo e 59% que a atual regulamentação tributária dificulta a implementação da economia circular. Desafios para a adoção de medidas circulares A principal barreira econômica apontada pelos entrevistados de todos os setores é a taxa de juros de financiamento elevada (22%). Depois, estão a oferta e a demanda de produtos e serviços circulares (20%). Para 19%, não há demanda para esse tipo de produto e serviço. Por isso, 41% da indústria vê necessidade de incentivos econômicos para projetos de inovação em circularidade. Outro fator que dificulta a implementação de ações são as regulamentações tributárias, segundo 45% das empresas. Para 53%, a principal medida a ser adotada pelo governo é a simplificação das regulamentações, de modo a facilitar a tornar as regras mais claras e acessíveis. Políticas de incentivo à economia circular no Brasil Na última quinta-feira (8/5), o governo federal aprovou o Plano Nacional de Economia Circular (Planec). O documento tem como objetivo promover uma transição do modelo de produção linear — aquele que vai da extração, passa pela produção e termina no descarte — para uma economia circular. Ele faz parte da implementação da Estratégia Nacional de Economia Circular (Enec) e deve ser publicado ainda no primeiro semestre deste ano. A estratégia é baseada nos princípios da não geração de resíduos e poluição; regeneração da natureza; e circulação de materiais em seus mais altos valores pelo maior tempo possível. Já a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) (Lei 12.305/2010), sancionada em 2010, trouxe o conceito da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, e incentiva a redução, reutilização e reciclagem de materiais, além da implantação de sistemas de logística reversa para determinados produtos e embalagens. Neste ano, foi sancionada uma lei que proíbe a importação de resíduos sólidos e de rejeitos, inclusive papel e derivados, plástico, vidro e metal (15.088/2025). Ela foi regulamentada por um decreto que proíbe a importação de resíduos para outras finalidades que não sejam a transformação de materiais e minerais estratégicos em processos industriais. Autor/Veículo: Eixos

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Etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos no Brasil

Antes completamente refém da cana-de-açúcar para a fabricação de etanol, o Brasil diversificou a sua matriz energética com o milho. Agora, o cereal não é mais apenas insumo para ração animal ou produto de exportação. O biocombustível proveniente do grão teve crescimento de 1.700% no país nos últimos sete anos, ou seja, aumentou em 18 vezes. Atualmente, mais de 17 milhões de toneladas de milho viram a matéria-prima que abastece motores. E não para por aí: a projeção é que esse volume tenha incremento de quase 30%, ultrapassando as 22 milhões de toneladas até 2026. De acordo com o gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro, Felipe Jordy, o modelo industrial do etanol de milho permite operação contínua durante a entressafra da cana, gera co-produtos de alto valor nutricional (como DDG e óleo de milho), e apresenta margens operacionais de até 30%, mesmo em cenários de oscilação do preço do cereal. Assim, o retorno sobre o investimento (TIR) de projetos maduros gira em torno de 15% ao ano. “A indústria do etanol de milho oferece um equilíbrio raro entre sustentabilidade e retorno financeiro”, arremata. Diversificação da matriz nacional O gerente acredita que o uso do milho como fonte energética contribui diretamente para a segurança energética nacional. “Ao atender a demanda crescente por combustíveis renováveis, o etanol de milho reduz a dependência de fontes fósseis.” Para Jordy, o milho passou a ser protagonista da nova matriz energética brasileira. “Essa versatilidade aumenta a resiliência das usinas e fortalece o suprimento doméstico, reduzindo impactos ambientais e permitindo ao agro participar ativamente da transição energética que o mundo exige”, reforça. Embora o estado de Mato Grosso ainda concentre a maior parte da produção — com mais de 16 milhões de toneladas de capacidade previstas para 2026 —, o setor avança para novas regiões. Estados como Paraná, Bahia e Santa Catarina estão entrando no radar, promovendo a interiorização e diversificação da produção de etanol de milho no país. “Estamos diante de uma grande transformação, que posiciona o Brasil como protagonista da bioenergia no mundo. O etanol de milho não é apenas uma tendência – é um caminho sólido para integrar competitividade, sustentabilidade e independência energética no agronegócio brasileiro”, conclui. Autor/Veículo: Canal Rural

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Shell anuncia nova campanha de Shell V-Power etanol em parceria com marca Senna

A Raízen, que licencia a marca Shell no Brasil, acaba de lançar a segunda fase da campanha publicitária do Shell V-Power Etanol, como é chamado o biocombustível aditivado recomendado pela marca Senna. O lançamento ocorreu na Convenção Shell 2025 para os revendedores Sob o conceito “Limpo por fora e por dentro”, a comunicação destaca os atributos funcionais do produto, como a limpeza do motor, economia e combustão mais limpa, reforçando sua proposta de valor, com foco em performance e sustentabilidade. Criada pela iDTBWA, agência de publicidade que mais fomenta o crescimento dos seus clientes, com base em dados, criatividade e inovação, a campanha tem como objetivo consolidar a imagem do Shell V-Power Etanol junto ao consumidor, agora evidenciando os benefícios práticos do combustível para os motoristas. A ação também fortalece o posicionamento da marca como referência em inovação. Na visão de Ricardo Berni, Diretor de Marketing & Digital da Raízen, a campanha é estratégica para reforçar a proposta de valor do Shell V-Power Etanol, com foco em ampliar a disponibilidade do combustível nos postos pelo país. “Acreditamos que comunicar de forma clara os benefícios do produto é fundamental para apoiar a expansão do etanol, uma solução pronta para o hoje e para o amanhã. Não se trata apenas de um biocombustível com menor impacto, o nosso etanol aditivado é uma alternativa de alta performance, com tecnologia e eficiência comprovadas”, afirma. Lançada neste início de maio durante a Convenção Shell 2025, o filme foi exibido em primeira mão para os revendedores, parceiros estratégicos responsáveis por garantir a experiência do consumidor nos postos. O plano de mídia contempla TV aberta, OOH digital, monitores indoors, rádio com inserções em boletins de trânsito, redes sociais, display e vídeo. A estratégia inclui ainda um time de influenciadores digitais, que ajudará na amplificação da mensagem e na educação sobre os benefícios do etanol. Para Camila M. Costa, sócia e CEO da iDTBWA, o lançamento desse novo filme de Etanol V-Power vai além de comunicar os atributos e benefícios do produto e de reforçar a proposta de valor da marca com foco em performance, sustentabilidade e inovação. “Conectar a marca Shell Etanol V-Power, Senna e momentos especiais em família é uma oportunidade criativa muito especial de construir narrativas genuínas brasileiras, que equilibram emoção e performance em cada ponto de contato com o consumidor. O filme é o começo. Vem muito mais por aí, em diversos canais”, destaca. A campanha integra uma jornada maior da Raízen e da Shell, que tem como objetivo apresentar aos consumidores uma família de produtos inovadores e de alta qualidade, desenvolvidos para atender às diversas necessidades de mobilidade dos brasileiros. “Diferenciar nossos combustíveis não é apenas uma questão de tecnologia, mas um reflexo de tradição, compromisso com a excelência e proximidade com o consumidor. A linha Shell V-Power simboliza esse cuidado e é mais do que uma oferta de produtos, é uma marca que representa confiança, inovação e qualidade em cada abastecimento”, completa Berni. Mudanças na nova fase do projeto A primeira fase da campanha, lançada em outubro de 2024, apostou na força emocional do clássico “Tema da Vitória”, eternizado por Ayrton Senna, para criar uma conexão afetiva com os consumidores. Para esta nova etapa, a campanha mantém a música-tema como recurso de continuidade narrativa, porém direciona o foco para os atributos funcionais do Shell V-Power Etanol, como a limpeza do motor, economia e combustão mais limpa. Nesse sentido, o time criativo aposta na mensagem que o cuidado com os automóveis deve ir além da parte estética “O insight nasce da relação de cuidado que os motoristas têm com a aparência externa do veículo. Usamos essa metáfora para mostrar que este mesmo zelo pode, e deve, acontecer também por dentro, com a escolha do combustível certo para garantir o desempenho e eficiência do motor”, explica Luciana Rosa, business leader da iDTBWA. Assista aqui ao vídeo oficial de lançamento da campanha. Autor/Veículo: JornalCana

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