Author name: Junior Albuquerque

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Shell aumentou produção e retornos para ações em nova estratégia

A Shell declarou que tem como meta o crescimento da produção de hidrocarbonetos e planeja aumentar ainda mais os retornos para os acionistas, já que a gigante de energia delineou sua estratégia para os próximos cinco anos em seu dia de mercado de capitais. A empresa listada em Londres disse nesta terça-feira (25/3) que sua nova estratégia proporcionará mais valor com menos emissões e incluirá uma maior meta de redução de custos. “Hoje, estamos elevando o nível de nossas principais metas financeiras, investindo onde temos pontos fortes competitivos e conforto mais aos nossos acionistas”, declarou o CEO da Shell, Wael Sawan. A petrolífera aumentou a produção de linha primeira em seu negócio de gás integrado e upstream em 1% ao ano até 2030. Isso sustentará sua produção de líquidos de 1,4 milhão de barris por dia até lá, segundo a empresa. Ela também terá como meta o crescimento das vendas em seu negócio de gás natural liquefeito de 4% a 5% no mesmo período. A Shell aumentou as distribuições aos acionistas para 40% a 50% do fluxo de caixa das operações, de uma meta anterior de 30% a 40%. A empresa continuará a priorizar as recompras de ações e manterá sua política de dividendos progressivos de 4% ao ano. Por fim, um gigante do setor declarou que explorará oportunidades estratégicas e de parceria para suas operações de produtos químicos nos EUA e que está buscando maneiras de aumentar as margens e fechar instalações de baixo desempenho na Europa. Por volta das 8h40 (de Brasília), as ações da Shell subiam 1,98% na Bolsa de Londres. (Estadão Conteúdo) Com informações de: Eixos

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Vibra se torna primeira empresa a disponibilizar combustível sustentável de aviação no Brasil

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, tornou-se a primeira companhia a disponibilizar combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) no país, após importar o biocombustível, informou a companhia em nota à imprensa nesta terça-feira (25). O SAF da Vibra já está disponível em base localizada no aeroporto internacional Tom Jobim (GIG), o Galeão, na cidade do Rio de Janeiro. Ao todo, em janeiro, foram importados pela empresa 23 contêineres tanque com cerca de 550 mil litros de SAF, que embarcaram do porto de Antuérpia, na Bélgica, disse a empresa. Inicialmente, a distribuidora planeja misturar o biocombustível ao combustível de aviação convencional, na proporção de 10% de SAF e 90% de combustível fóssil, reduzindo as emissões de carbono nos voos abastecidos pela Vibra com a mistura. Futuramente, entretanto, poderá elevar a mistura até o limite de 50%, conforme permitido por normas internacionais. Em nota, a companhia afirmou que, por meio da BR Aviation —unidade de negócios da Vibra para serviços de abastecimento de aeronaves—, mantém conversas avançadas com diferentes companhias da aviação comercial e executiva para fornecimento do produto. Com 60% de participação no mercado de aviação, a Vibra afirmou que a importação do produto “demonstra a viabilidade de adoção do SAF na aviação brasileira”. Estudos apontam que atualmente o SAF exige custos de produção mais elevados do que o combustível de aviação convencional, o que traz desafios para o desenvolvimento desse mercado. O SAF é produzido a partir de fontes renováveis e reduz em cerca de 80% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao combustível de aviação convencional, segundo a Vibra. O produto disponibilizado pela Vibra foi produzido a partir de óleo de cozinha usado (UCO –Used Cooking Oil), uma das matérias-primas de menor intensidade de carbono, já que se trata de um resíduo, disse a companhia. “Como líderes, estamos preparados para ampliar a oferta de SAF no mercado brasileiro, utilizando nossa infraestrutura em mais de 90 aeroportos e nossa expertise para entregar soluções seguras e competitivas”, frisou Bragança. A Vibra afirmou que o planejamento e a execução do processo, que envolveu desde a busca pelo fornecedor, importação, certificações, até a mistura do SAF com o combustível de origem fóssil na base da Vibra no Galeão, durou dez meses. Como parte importante da operação, a Vibra destacou que obteve a certificação ISCC (International Sustainability & Carbon Certification) para as bases da empresa em Cubatão (SP) e no Galeão, que permite o rastreio da sustentabilidade de toda a cadeia de fornecimento do produto —da matéria-prima, passando pela produção na biorrefinaria até a distribuição via base do aeroporto carioca. No ano passado, foi sancionada a lei do Combustível do Futuro, que atende a demandas do setor de petróleo e gás e incentiva a produção de combustíveis mais sustentáveis. A assinatura da lei ficou marcada por uma reviravolta curiosa: a cerimônia previa o pouso de um avião da Azul movido a SAF, que seria a demonstração prática do novo mundo aberto pela legislação. No entanto, a Azul não conseguiu SAF para abastecer o avião, que faria a rota doméstica de Campinas a Brasília usando exclusivamente combustível sustentável. (Reuters) com informações de: Folha de São Paulo.

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Importação de diesel pelo Brasil sobe com Petrobras acima da paridade, diz Abicom

As importações de óleo diesel pelo Brasil em março superaram os volumes internalizados no mesmo mês de 2024, com o mercado mais favorável para essas operações, já que a Petrobras vendeu o insumo por vários dias por preços acima da paridade de importação, apontaram cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). As compras externas de diesel pelo Brasil já somam mais de 1,3 bilhão de litros neste mês, disse o presidente da Abicom, Sergio Araujo, à Reuters. Em março de 2024, as importações do combustível somaram 1,24 bilhão de litros, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Quando os preços do mercado nacional estão mais próximos da paridade de importação, facilita… estimula para que as operações aconteçam”, afirmou Araujo, adicionando que grande parte das compras brasileiras de diesel veio da Rússia. No fechamento de segunda-feira, o preço médio do diesel da Petrobras estava 2% acima da paridade de importação, e desde 5 de março os valores não ficam abaixo da paridade, segundo cálculos da Abicom. Em 17 e 19 de março, o preço da Petrobras chegou a ficar 6% acima da paridade. O cenário ocorre após a Petrobras elevar o preço médio do diesel vendido em suas refinarias em 6% em 1º de fevereiro, depois de ter mantido o valor do combustível estável por mais de um ano. Na ocasião, analistas do mercado pontuaram que o movimento havia colocado os valores da Petrobras em paridade com o preço de importação. Desde que a Petrobras elevou o preço do diesel, contudo, o preço do petróleo Brent caiu cerca de 5%. (Reuters) Com informações de: Notícias Agrícolas.

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Mês do Consumidor: ANP fiscaliza mais de 500 agentes econômicos em 18 unidades da Federação

Entre os dias 10 e 19/3, a ANP realizou uma operação especial de fiscalização, como parte das comemorações pelo Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março. Foram realizadas ações em 171 cidades, em 18 unidades da Federação, de todas as regiões do país. No total, foram fiscalizados 548 agentes econômicos, em sua maioria postos de combustíveis. Desses, 151 receberam autuações, por motivos diversos, e 43 sofreram medida cautelar de interdição, total ou parcial. Foram ainda realizadas mais de 290 coletas de combustíveis para análises em laboratório. Nas ações, os fiscais focaram na correta prestação de informações ao consumidor, na qualidade dos combustíveis, no adequado fornecimento do volume pelas bombas medidoras, bem como no esclarecimento dos direitos ao adquirir botijões nas revendas de GLP. Veja abaixo mais informações sobre essa operação nas diferentes unidades da Federação. Alagoas Foram fiscalizados 34 postos de combustíveis no período, em 18 cidades: Maceió, Pilar, São Miguel dos Campos, Limoeiro de Anadia, Coite do Noia, Craíbas, Arapiraca, Santana do Ipanema, Olho D’Água das Flores, Monteirópolis, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Cacimbinhas, Jaramataia, Penedo, Palmeira dos Índios, Água Branca e Delmiro Gouveia. Três postos foram autuados, em Dois Riachos, Penedo e Delmiro Gouveia, por motivos como: ausência de equipamentos para o teste de qualidade dos combustíveis, que pode ser exigido pelo consumidor; falta de segurança das instalações; comercialização de combustível em recipiente não autorizado; e medida-padrão de 20 litros (equipamento usado no teste de volume, que pode ser solicitado pelo consumidor) em desacordo com as normas. Não foram encontradas irregularidades nas demais cidades. No estado, foram coletadas 21 amostras de combustíveis para análises mais aprofundadas em laboratório. Amazonas Em Manaus, a ANP fiscalizou sete postos de combustíveis. Dois deles foram autuados e sofreram interdições. Em um dos postos, foi identificada a comercialização de combustíveis em volume diferente do registrado na bomba, bem como falta de manutenção de uma das bombas. O segundo, um posto flutuante (pontão), comercializava combustível sem passar pela bomba, tendo apreendidos 150 litros de gasolina comum e 100 litros de óleo diesel S10. No estado, foram coletadas quatro amostras de combustíveis para análise em laboratório. Bahia No estado, a ANP fiscalizou 33 postos de combustíveis. As ações ocorreram em Salvador, Feira de Santana, Pojuca, Santa Bárbara, Barrocas, Santaluz, Gavião, Conceiçao do Coité, Pé de Serra, Anguera, Santo Estevão, Coração de Maria, Paulo Afonso, Alagoinhas, Aporá, Inhambupe, Acajutiba, Crisópolis e Jandaíra. Dois postos, um em Santaluz e outro em Coração de Maria, foram autuados e sofreram interdições por comercializarem gasolina comum em quantidade diferente da registrada na bomba. Em Inhambupe, um posto foi autuado e sofreu interdição por comercializar óleo diesel S10 fora das especificações estabelecidas na legislação vigente. Outros cinco postos, em Inhambupe, Acajutiba, Crisópolis e Alagoinhas, foram autuados, sem interdições, por irregularidades como: medida-padrão de 20 litros (equipamento usado no teste de volume, que pode ser solicitado pelo consumidor) em desacordo com as normas; exibir marca comercial de distribuidor estando cadastrado como bandeira branca; e equipamentos em desacordo com a legislação. Não foram encontradas irregularidades nas demais cidades. No estado, foram coletadas 17 amostras de combustíveis para análises mais aprofundadas em laboratório. Ceará Os fiscais da ANP vistoriaram, no período, 23 postos de combustíveis e um ponto de abastecimento, nos municípios de Fortaleza, Itapipoca, São Gonçalo do Amarante, Madalena, Baturité, Aracoiaba, Aquiraz, Russas, Tabuleiro do Norte, Quixeré, Solonópole e Deputado Irapuan Ribeiro. Três postos, um em Madalena e dois em Deputado Irapuan Ribeiro, foram autuados e sofreram interdições por falta de segurança nas instalações e operarem bombas em más condições de uso e conservação. Pelo mesmo motivo, foi autuado e interditado um ponto de abastecimento em Tabuleiro do Norte. Outros nove postos foram autuados, sem interdições, por problemas na conservação das bombas, ausência de equipamentos para o teste de qualidade dos combustíveis (que pode ser exigido pelo consumidor) e deixar de prestar informações ao consumidor. Não foram encontradas irregularidades nas demais cidades. No estado, foram coletadas duas amostras de combustíveis para análises em laboratório. Distrito Federal Em Taguatinga, Ceilândia e no Plano Piloto (Asa Norte e Asa Sul), foram fiscalizados 11 postos de combustíveis. No Plano Piloto, a ANP participou de força-tarefa com o Procon/DF e a Polícia Civil, solicitada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa do DF. Dois postos, ambos em Taguatinga, foram autuados: um por não possuir medida-padrão de 20 litros (equipamento usado no teste de volume, que pode ser solicitado pelo consumidor) aferida e lacrada pelo Inmetro; e o outro, por dificultar a ação de fiscalização, impossibilitando a realização das análises de qualidade e os testes de quantidade. Não foram encontradas irregularidades em Ceilândia e no Plano Piloto. Foi coletada uma amostra de combustível para análises mais aprofundadas em laboratório. Espírito Santo A ANP fiscalizou 15 postos de combustíveis e 15 revendas de GLP no período, nas cidades de Vitória, Anchieta, Cariacica, Guarapari, Vila Velha, Aracruz, Colatina, Serra e Baixo Guandu. Em Vitória, a ANP atuou em conjunto com o Procon-ES e, em Aracruz, com o Procon municipal e a Gerência de Fiscalização de Obras e Posturas (GFOP) do município. Em Cariacica, duas revendas de GLP foram autuadas e totalmente interditadas por problemas de segurança, sendo que em uma delas foi identificada também a aquisição de GLP sem cobertura fiscal. Em Vitória, um posto foi autuado, sem interdições, por não manter termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol para verificar aspectos de qualidade) em perfeito estado de funcionamento. Não foram encontradas irregularidades nas demais cidades. No estado, foram coletadas 20 amostras de combustíveis para análises mais aprofundadas em laboratório. Goiás No estado, foram fiscalizados 34 postos de combustíveis e nove revendas de GLP, em dez cidades: Goiânia, Aragoiânia, Itumbiara, Rio Verde, Aparecida de Goiânia, Alexânia, Águas Lindas de Goiás, Abadiânia, Valparaíso de Goiás e Pirenópolis. Em Rio Verde, Itumbiara e Valparaíso de Goiás, a ANP atuou em parceria com os Procons municipais e, em Aparecida de Goiânia, com o Procon estadual. Em Águas Lindas de Goiás, um posto foi autuado e teve um tanque e

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Aumento da mistura de etanol na gasolina deve impulsionar em 16% produção do biocombustível

A possível elevação do percentual de etanol anidro na gasolina para 30% (E30), que já está sendo testada pela indústria automotiva, representa uma oportunidade significativa para o setor de biocombustíveis no Brasil. Segundo o relatório de fevereiro da BIOIND MT, caso essa mudança for implementada no início da safra 2025/26, a demanda adicional por etanol anidro poderá alcançar 2,06 milhões de m³, um crescimento de 16,2% em relação ao volume projetado para 2024/25. “A ampliação da mistura obrigatória é um passo estratégico para consolidar o etanol como protagonista na matriz energética do país. Esse aumento fortalece toda a cadeia produtiva, beneficiando produtores, distribuidores e, principalmente, o meio ambiente, ao incentivar o uso de um combustível renovável e de menor impacto ambiental”, destaca Giuseppe Lobo, diretor executivo da BIOIND MT. A adoção do E30 depende da conclusão dos testes de viabilidade técnica, prevista para março, e da avaliação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Caso aprovado, o novo percentual poderá ampliar o papel do etanol de milho, que já representa parte significativa da produção nacional. Atualmente, com a mistura obrigatória em 27%, a demanda total por etanol anidro no Brasil é estimada em 12,7 milhões de m³. Com a nova política, esse volume poderá atingir 14,76 milhões de m³ em 2025/26. No Mato Grosso, estado líder na produção de etanol de milho, o impacto será ainda mais expressivo, com estimativa de aumento de 445,95 mil m³ na demanda desse biocombustível. “A previsibilidade regulatória e o avanço de políticas públicas como o Combustível do Futuro são fundamentais para garantir segurança aos investidores e estimular a competitividade do setor”, reforça Lobo. A BIOIND MT seguirá acompanhando a evolução desse cenário e fornecendo análises estratégicas para orientar o setor na transição para um modelo energético mais sustentável e eficiente. (BIOIND MT) Com informações de: Notícias Agrícolas.

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Setor de combustíveis e lubrificantes cresce 4,1% em fevereiro ante 2024

Entre os setores do varejo, o de combustíveis e lubrificantes foi o que mais cresceu em fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado: uma alta de 4,1%. É a quarta vez consecutiva que o segmento lidera. Ficou à frente de material de construção, cujo avanço foi de 2,5% no comparativo com 2024. Mas ante o mês anterior, o setor de combustíveis e lubrificantes teve queda de 1,9%. Em fevereiro, apenas dois de oito segmentos variaram positivamente em relação a janeiro. Material de construção saltou 0,7%, enquanto o de móveis e eletrodomésticos subiu 0,2%. A maior queda foi de livros, jornais, revistas e papelaria: 5,9%. Na sequência aparecem, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,6%), artigos farmacêuticos (-1,5%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,7%). Já o setor de tecidos, vestuário e calçados ficou estável. Os dados inéditos são do Índice Varejo Stone. Com informações de: O Globo (Blog – Lauro Jardim).

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Especialistas esclarecem quatro dúvidas dos consumidores sobre maior mistura de etanol

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou na segunda-feira, 17, que a pasta vai propor o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 27% para 30%. A proposta será levada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ainda este ano. O anúncio foi feito durante a apresentação dos resultados de testes feitos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), que comprovaram que a mudança não prejudica o desempenho dos veículos. Segundo Silveira, o aumento da parcela de etanol na mistura da gasolina traz várias vantagens, entre elas: Redução de preço de até R$ 0,13 por litro da gasolina, o que também contribuiria para o controle da inflaçãoO Brasil deixaria de importar 760 milhões de litros de gasolina por ano e poderia até vir a exportar o combustívelAumento de 1,5 bilhão de litros por ano na demanda por etanolPara atender a essa demanda, seriam necessários R$ 9 bilhões em investimentos no setor, que resultariam na geração de mais 25 mil empregos diretos e indiretosAumento do uso de combustível renovável geraria uma redução de 1,7 milhão de toneladas nas emissões de gases do efeito estufa por ano, o que equivaleria a retirar 720 mil veículos das ruasMas faz sentido falar em redução de preços quando o etanol anidro nas usinas de São Paulo está saindo a uma média de R$ 3,25 o litro, enquanto a gasolina nas refinarias custa R$ 3 por litro? E por que o Brasil segue importando gasolina até hoje, se é exportador de petróleo, matéria-prima do combustível? A reportagem conversou com especialistas para esclarecer essas e outras dúvidas sobre o plano do governo de aumentar a mistura de etanol na gasolina para 30%. Por que o Brasil adiciona etanol à gasolina?Tudo começou em 1975, quando a ditadura militar criou o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), com o objetivo de diminuir a dependência brasileira das importações de petróleo, em meio a uma grave crise no setor, iniciada dois anos antes. Em protesto contra o apoio dos Estados Unidos a Israel durante a Guerra do Yom Kippur, os países árabes reunidos na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) limitaram a produção de petróleo, levando à escassez e a uma explosão no preço da matéria-prima. A partir da criação do Proálcool, desde 1976, o governo tornou obrigatória a mistura de etanol anidro à gasolina, oscilando inicialmente entre 10% e 22%. O percentual da mistura foi sendo elevado gradualmente ao longo dos anos e, desde 2014, a lei prevê um mínimo de 18% e um máximo de 27,5% de etanol anidro na gasolina. Em outubro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei do Combustível do Futuro, que estabeleceu que o governo pode elevar a mistura de etanol à gasolina para até 35%, desde que haja viabilidade técnica para isso. A elevação do percentual dos atuais 27% para 30% é então um primeiro passo nesse sentido. Críticos ao aumento da mistura citam a menor autonomia dos veículos com o uso do etanol, devido ao menor poder calorífico do combustível em relação à gasolina, e afirmam que o etanol compete com a produção de alimentos no campo, reduzindo a oferta e tornando a comida mais cara para os brasileiros – o que é refutado pelos representantes do setor sucroenergético. Com mais etanol, vai cair o preço da gasolina?“Com o E30 [mistura de 30% de etanol anidro à gasolina], o preço da gasolina na bomba vai cair. Isso é redução da inflação”, disse o ministro Alexandre Silveira, na segunda-feira, estimando uma queda de preço de até R$ 0,13 por litro da gasolina com a mudança. Mas, para a analista de combustíveis da consultoria StoneX, Isabela Garcia, o avanço da safra de cana-de-açúcar e seu impacto sobre o preço do etanol devem ser o maior fator na queda de preço dos combustíveis esperada à frente – e não o aumento da mistura. Garcia observa que, atualmente, o etanol anidro está sendo vendido a uma média de R$ 3,2449 por litro nas usinas de São Paulo, segundo o indicador de referência do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq-USP. O valor está acima do preço de referência da gasolina A isenta de etanol, vendida a R$ 3,0308 na Refinaria de Paulínia, em São Paulo. “É porque estamos no momento de entressafra [da cana], mas entendemos que, nos próximos meses, com a nova safra, os preços do etanol anidro devem voltar a ficar em patamares mais baixos, inclusive abaixo da gasolina, o que seria um fator a diminuir os preços naturalmente”, diz Garcia. A analista observa que outro fator relevante na formação do preço da gasolina C – mistura da gasolina A com o etanol anidro – é a incidência de impostos. Isso porque há uma parcela grande de impostos cobrada na gasolina A e uma parcela reduzida para o etanol anidro. “Então uma maior mistura de etanol anidro implica uma incidência menor de imposto”, observa. Mesmo com uma alta esperada para a carga tributária do etanol anidro a partir de maio, de R$ 0,13 para R$ 0,19 por litro, a diferença entre o etanol e a gasolina é tão grande que a carga tributária seguirá sendo menor com o aumento da mistura, diz a analista. Para a gasolina, considerando a incidência de PIS/Pasep, Cofins e Cide, a carga tributária federal sobre a gasolina A chega a R$ 0,89 por litro. “Mas é importante ter cautela quando se fala de diminuição de preços por conta da mistura, porque, novamente, já é uma tendência nos próximos meses a queda do etanol anidro, isso já baratearia a gasolina, independente se tiver aumento da mistura ou não”, destaca a analista. A qualidade da gasolina vai piorar?Segundo o diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Rogério Gonçalves, o grupo de trabalho criado pela entidade para discutir possíveis problemas decorrentes do aumento da parcela de etanol na gasolina levantou algumas preocupações. Para carros flex – aqueles preparados para rodar a gasolina ou etanol hidratado,

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Petróleo sobe com demanda por combustível nos EUA, decisão sobre taxa do Fed limita ganhos

Os preços do petróleo subiram nesta quarta-feira, depois que dados do governo dos Estados Unidos mostraram uma redução nos estoques de combustíveis. Entretanto, a decisão do Federal Reserve de manter as taxas de juros estáveis limitou os ganhos. Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 0,31%, a US$70,78 por barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) nos EUA fechou em alta de 0,39%, a US$67,16. Os estoques de petróleo dos EUA aumentaram em 1,7 milhão de barris na semana passada, para 437 milhões de barris, segundo dados do governo dos EUA, superando o aumento de 512.000 barris esperado pelos analistas. Entretanto, os estoques de refinados, que incluem diesel e óleo para aquecimento, caíram 2,8 milhões de barris na semana passada, para 114,8 milhões de barris, superando em muito as expectativas de uma queda de 300.000 barris. “A AIE mostrou uma retirada líquida, incluindo produtos, o que é incrementalmente otimista”, disse Josh Young, diretor de investimentos da Bison Interests. (Reuters) Autor/Veículo: Terra

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Novas regras do Pix: o que mudou e o que você precisa estar atento

No início de março de 2025, o Banco Central anunciou novas regras para o sistema de pagamento instantâneo Pix, com o objetivo de aumentar a segurança e combater fraudes. Essas mudanças foram implementadas através da Resolução 457, que altera o regulamento do Pix para garantir que as informações de CPF e CNPJ estejam em conformidade com as bases de dados da Receita Federal. Uma das principais alterações é a exclusão de chaves Pix de pessoas físicas e jurídicas que não estejam regularizadas na Receita Federal. No caso de pessoas físicas, as chaves serão excluídas se o CPF estiver suspenso, cancelado, se o titular estiver falecido ou se o CPF for nulo. Isso ocorre quando há informações erradas ou incompletas no cadastro, duplicidade de número, ou quando há fraude ou erro grave no registro. Já para as empresas, as chaves serão excluídas se o CNPJ estiver suspenso, inapto, baixado ou nulo. A suspensão de CNPJ ocorre por descumprimento de obrigações legais, enquanto a inaptidão é aplicada a empresas que não apresentam demonstrativos financeiros por dois anos. CNPJs baixados são aqueles de empresas encerradas, e CNPJs nulos são resultado de erros ou duplicidades no cadastro. Autor/Veículo: Terra

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