Author name: Junior Albuquerque

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Reajuste dos combustíveis vai de ‘provável’ a ‘possível’ com vaivém do petróleo

A mudança da política de preços da Petrobras, em maio do ano passado, está ajudando a manter a alta volatilidade internacional dos preços do petróleo longe do mercado brasileiro, avaliou o analista da Ativa Investimentos Ilan Arbetman. Para ele, um evenSegundo o especialista, a expectativa de queda dos preços da gasolina e do diesel na última semana, por conta da queda do petróleo, impactaram positivamente as ações de distribuidoras como Vibra e Ultrapar na semana passada. Na quinta-feira, 3, com o repique nos preços da commodity, aumentou o pessimismo do setor de distribuição em relação à possibilidade de queda dos preços de combustíveis no País, de acordo com a Ativa.al reajuste de combustíveis passou de “provável” para “possível” da semana passada para esta, devido à mudança de rumo da commodity. “A Petrobras evita repassar a volatilidade para os clientes, ou seja, da semana passada para essa, a possibilidade passou de provável para possível. Possível porque o novo preço não respeita automaticamente o preço de paridade de importação, flutua nesse range (faixa)”, avaliou Arbetman para o Estadão/Broadcast. Sem nenhum movimento pela estatal, inclusive com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reafirmando que não planeja trazer a volatilidade internacional para o mercado brasileiro, Arbetman avaliou que o governo deve esperar para conceder um reajuste para os combustíveis da empresa. “Não é possível descartar (um reajuste), dada a nova regra da Petrobras, já que você pode pôr ali um preço que não guarde relação com o preço de paridade (de importação). Possivelmente, o governo vai esperar termos um nível de volatilidade mais baixa, e, em se mantendo preços no Brasil mais altos, não dá para a gente descartar que vai ser feito alguma alteração”, explicou. Após tocar os US$ 70 o barril por alguns dias, o petróleo tipo Brent subiu para mais de US$ 77 esta semana, com o acirramento da guerra no Oriente Médio, que envolve grandes produtores como Irã e Iraque. Juntos, os dois países fornecem 7 milhões de barris por dia ao mundo, informou Arbetman. Os preços da gasolina e do diesel, que estavam mais caros no mercado brasileiro até a última quarta-feira, 2, passaram na quinta a registrar defasagem negativa em relação aos preços internacionais, segundo a Associação Brasileira de Importação de Combustíveis (Abicom). A gasolina está em média 5% mais barata no Brasil do que no exterior, e o diesel, 4%, considerando os preços praticados nas refinarias da Petrobras e da Acelen, que controla a Refinaria de Mataripe, na Bahia. A defasagem em Mataripe, que diz praticar o preço de paridade de importação (PPI), abandonado pela Petrobras em maio de 2023, é de 7% para o diesel e de 6% para a gasolina. Nas refinarias da estatal, a defasagem é de 4% e 5%, respectivamente. Com informações de: O Estado de S.Paulo.

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Petrobras faz planos para reviver campo do pré-sal que fez Brasil gigante do petróleo

A Petrobras (PETR3; PETR4) avalia estar próxima de um acordo com o órgão regulador do setor que lhe permitirá avançar com os planos de revitalização de um enorme campo de águas profundas que poderia revigorar a produção de petróleo do país. A estatal espera resolver uma longa disputa tributária com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) até o final de 2024, disse a diretora executiva de exploração e produção da empresa, Sylvia dos Anjos, em uma entrevista. Um acordo com a ANP permitirá que a Petrobras prossiga com um plano para perfurar novos poços e realizar novas pesquisas sísmicas no campo de Tupi, na bacia de Santos, disse ela, que definiu o campo como a “vaca leiteira” da Petrobras. A empresa também considera adicionar outro navio-plataforma do tipo FPSO ao campo, de acordo com o gerente executivo para águas ultra-profundas da empresa, Cesar Cunha de Souza. Essas plataformas podem custar até US$ 4 bilhões e levam anos para serem construídas. “Esperamos resolver esse passivo ainda este ano”, disse Anjos. O campo de Tupi teve extrema relevância para a Petrobras e para o Brasil. Ele tornou o país um dos dez maiores produtores de petróleo do mundo na década de 2010 e gerou centenas de bilhões de dólares em tributos. O campo motivou outras grandes petrolíferas a gastar bilhões explorando a chamada região do pré-sal em um esforço que continua até hoje. Em 2023, o campo de Tupi sozinho ultrapassou a produção de petróleo de países como Colômbia, Venezuela, Reino Unido e Argentina. A Petrobras busca deter o declínio natural em Tupi. Países produtores de petróleo em todo o mundo enfrentam desafios semelhantes que podem causar traumas econômicos. A produção de petróleo do México entrou em queda livre depois que o gigantesco campo offshore de Cantarell atingiu seu pico nos anos 2000, removendo uma importante fonte de receita do governo. “Vamos fazer um processo para tirar muito mais de Tupi”, disse Anjos. “É um campo gigante.” Planejamento A data de início da operação da nova unidade de produção em Tupi deve ser ajustada no próximo plano estratégico, de acordo com Souza. A Petrobras planeja iniciar uma campanha de instalação de poços complementares para melhorar as taxas de extração de um campo que já passou por mais de uma década de produção, acrescentou. A Petrobras precisa resolver a disputa com a ANP antes de poder estender o contrato de operação em Tupi por mais 27 anos, ou seja, até 2064, uma etapa necessária para justificar todos os investimentos no novo plano de desenvolvimento que a companhia está elaborando para o campo. No Brasil, as compensações financeiras pela produção de petróleo e gás são mais altas para campos maiores, e a Petrobras alega que Tupi é composto, na verdade, de dois depósitos separados – Tupi e Cernambi – enquanto a ANP argumenta que se trata de um único campo. A Petrobras iniciou um processo de arbitragem, e ambas as partes estão dispostas a negociar um acordo. A Petrobras e seus parceiros em Tupi têm um total de R$ 14 bilhões em depósitos judiciais por supostas participações especiais não pagas, como resultado da disputa com o órgão regulador, de acordo com dados da ANP. O consórcio contestou o valor e vinha tentando reduzi-lo. Anjos disse que a Petrobras concordou em suspender a arbitragem, mas espera que a Shell e a Galp Energia SGPS, que têm participações de 25% e 10%, respectivamente, aprovem a medida. Ambas as empresas não comentaram. Tupi foi o primeiro campo de petróleo do Brasil a entrar em produção na chamada área offshore do pré-sal — nome dado em razão das espessas camadas de sal sobre o petróleo bruto. A Petrobras descobriu um grupo de campos gigantes em águas ultra-profundas que atualmente representam cerca de 80% da produção de petróleo do Brasil. Somente Tupi produziu uma média de 764.000 barris de petróleo por dia nos primeiros oito meses de 2024, ainda superando Búzios, campo que é a grande aposta da Petrobras para expandir sua produção. A produção diária de petróleo bruto em Tupi voltou ao nível do ano passado em agosto, atingindo 830.000 barris por dia, após o fim de uma manutenção planejada em uma plataforma. (Bloomberg) Com informações de: InfoMoney.

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Petróleo registra maior alta semanal em quase dois anos com conflitos no Oriente Médio

Os preços do petróleo subiram mais uma vez nesta sexta-feira (4) e fecharam com a maior alta semanal em mais de um ano devido à crescente escalada da guerra no Oriente Médio. Os ganhos foram limitados porque o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, desencorajou Israel de atacar instalações iranianas de petróleo. Os futuros do petróleo Brent subiram US$ 0,43, ou 0,6%, a US$ 78,05 por barril, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiram US$ 0,67, ou 0,9%, a US$ 74,38 por barril. Na base semanal, o petróleo Brent ganhou mais de 8%, a maior alta em uma semana desde janeiro de 2023. O WTI ganhou 9,1% na semana, o maior ganho desde março de 2023. Israel jurou atacar o Irã em resposta aos mísseis lançados em terras israelenses na terça-feira (1º), depois que Israel assassinou o líder do Hezbollah apoiado pelo Irã há uma semana. Os eventos fizeram analistas de petróleo alertarem clientes sobre o potencial de uma guerra mais ampla no Oriente Médio. Os preços do petróleo saltaram quase 2% mais cedo na sessão, mas reduziram ganhos depois que Biden disse nesta sexta que, se estivesse no lugar de Israel, consideraria outras alternativas para não atacar os campos de petróleo iranianos. Biden, já havia falado sobre o assunto na quinta-feira (3), quando afirmou que havia discutido o tema com Israel. “O mercado estava muito confortável ignorando os riscos geopolíticos”, disse Ben Luckock, chefe global de petróleo da Trafigura. “Para onde o preço vai a partir daqui será determinado pelo que Israel especificamente almeja dentro do Irã. Todos estamos observando e esperando.” Um ataque às instalações de energia iranianas não seria o curso de ação preferido de Israel, escreveram analistas de commodities do JPMorgan nesta sexta. Ainda assim, os baixos níveis de estoques globais de petróleo sugerem que os preços devem ser elevados até que o conflito seja resolvido, eles acrescentaram. A república islâmica exporta 1,7 milhões de barris de petróleo por dia, principalmente de um terminal na Ilha de Kharg, cerca de 25 km da costa sul do país. Os exportadores de petróleo da Opep juntos têm mais de 5 milhões de barris por dia de capacidade de produção ociosa, principalmente na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, que poderiam ser ativados em caso de interrupção dos suprimentos iranianos. Com informações Financial Times (Reuters) Com informações de: Folha de São Paulo.

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Petróleo sobe 3% após Irã lançar mísseis contra Israel; Petrobras e outras avançam

As ações das petroleiras brasileiras subiram nesta sessão de terça-feira (1), seguindo os preços do petróleo. Os ativos da Petrobras (PETR3, R$ 40,32, +2,67%; PETR4, R$ 36,97, +2,67%), PRIO (PRIO3, R$ 44,26, +2,15%) e da Brava Energia (BRAV3, R$ 17,96, +1,87%) tiveram ganhos. Os preços do petróleo tiveram alta de cerca de 3% nesta terça-feira depois que o Irã disparou mísseis balísticos contra Israel em retaliação à campanha israelense contra os aliados do Hezbollah de Teerã no Líbano. Os futuros do petróleo Brent subiram US$ 1,86, ou 2,6%, a US$ 73,56 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$ 1,66, ou 2,4%, a US$ 69,83. Mais cedo na sessão, ambos os contratos de referência do petróleo subiram mais de 5%. Alarmes soaram em Israel e explosões puderam ser ouvidas em Jerusalém e no vale do Rio Jordão depois que israelenses se amontoaram em abrigos antiaéreos. Clay Seigle, um estrategista de risco político independente, disse em um e-mail que Israel “não hesitará em ampliar sua ofensiva militar para atingir o Irã diretamente. E os ativos de petróleo do Irã estão muito provavelmente na lista de alvos”. Um ataque israelense às instalações de produção ou exportação de petróleo iraniano poderia causar uma interrupção material, potencialmente mais de um milhão de barris por dia, disse Seigle. No Mar Vermelho, enquanto isso, outro grupo apoiado pelo Irã, os houthis no Iêmen, assumiu a responsabilidade por atacar pelo menos um dos dois navios danificados no porto de Hodeidah. Os houthis lançaram ataques a navios internacionais perto do Iêmen desde novembro passado em solidariedade aos palestinos na guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. As tensões no Oriente Médio aumentaram dramaticamente na semana passada, enquanto Israel atacava o Hezbollah apoiada pelo Irã com ataques aéreos, matando o líder do grupo, Hassan Nasrallah. O governo Netanyahu enviou forças terrestres para o sul do Líbano na terça-feira. Analistas geopolíticos e do mercado de petróleo alertaram repetidamente este ano que uma incursão israelense no Líbano poderia ser o gatilho que levaria a uma guerra regional com o Irã, aumentando o risco de interrupções no fornecimento de petróleo bruto. (com Reuters e agências internacionais) Com informações de: InfoMoney.

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Gasolina vai subir? Veja como conflito no Oriente Médio pode encarecer combustíveis no Brasil

Após o Irã lançar mísseis contra Israel, os preços do petróleo chegaram a disparar 5% nesta terça-feira (1º). O cenário acende um alerta no Brasil em relação ao encarecimento da gasolina nas bombas, já que a cotação do petróleo no mercado global é parte da equação para a formulação dos preços no país. Para Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, se o petróleo subir muito, pode impactar no preço da gasolina, diesel e gás de cozinha. “No governo Lula, o barril tem ficado controlado. Temos que acompanhar o que vai acontecer, mas pelo que o presidente fala, mesmo que subir la fora, ele vai tentar segurar o máximo possível”, diz. Mas, segundo o economista, se segurar muito, há a possibilidade da Petrobrás ter prejuízos. “Se soltar os preços, vai ter impacto na inflação da gasolina e do diesel. Mas, a tendência é que o governo segure os preços, a princípio”, pontua. Na visão do estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, ainda é muito cedo para avaliar se esse conflito no Oriente Médio pode impactar no preço da gasolina nos postos do Brasil. “Temos que acompanhar, ver se não será algo como nas últimas vezes, em que o impacto foi apenas no dia em que estourou um ataque. Mas, isso poderia fazer a Petrobras manter os preços mais elevados, ou até subir”, ressalta. Esse cenário, segundo Cruz, pode encarecer o combustível para o brasileiro. Em consequência, outros itens devem ser impactados. “Como tudo é transportado até o consumidor final, acaba puxando outros preços para cima também. Acredito que isso só ocorreria se o preço internacional do petróleo subir bem mais”, disse. Entretanto, Pires ressalta que, atualmente, o Brasil é um grande exportador de petróleo, logo atrás do Irã. Sob a ótica de exportação, a alta do barril favorece o país. “Ao mesmo tempo que o barril subindo é problema de inflação, o petróleo é o principal produto da nossa balança comercial. Então, se ficar caro no mercado internacional, o Brasil arrecada muito mais hoje”, observa o economista. Com informações de: CNN.

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Produção de petróleo no Brasil sobe 3,4% em agosto, segundo ANP

A produção média de petróleo no Brasil em agosto somou 3,34 milhões de barris por dia, alta de 3,4% na comparação com o mês anterior e redução de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2023, apontaram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta terça-feira (1º). A produção de gás natural no país, por sua vez, registrou média de 159,7 milhões de metros cúbicos por dia, aumento de 5,6% frente a julho e de 8% na comparação com agosto de 2023, segundo a agência. (Reuters) Com informações de: CNN.

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Fecombustíveis alerta revenda para informar nas bombas a distribuidora de combustíveis

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) alerta os revendedores para o cumprimento do artigo 27 da Resolução ANP 948/2023, que obriga todos os postos de combustíveis, tanto os bandeirados quanto os bandeiras brancas, a exibirem, em cada bomba de abastecimento, a origem do produto, contendo as seguintes informações: CNPJ, razão social ou nome fantasia da distribuidora fornecedora do combustível, de forma destacada e de fácil visualização. Vale destacar que, em caso de fiscalização, se for constatado que o posto não disponibiliza a informação, cabe a aplicação da Medida Reparadora de Conduta (MRC). Entretando, se o posto já utilizou a MRC, em menos de dois anos, e a fiscalização identificar a não conformidade novamente, a revenda estará sujeita a sofrer autuação de, no mínimo, R$ 5.000,00. A Fecombustíveis ressalta que os postos bandeira branca deverão atualizar as informações toda vez que trocarem de fornecedor. No caso dos postos embandeirados, ou seja, vinculados a uma marca, mesmo com toda a identidade visual presente, é obrigatório afixar o adesivo na bomba com as informações exigidas pela ANP em relação à distribuidora. Segue modelo do adesivo abaixo: Com informações de: Assessoria de Comunicação da Fecombustíveis.

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Petrobras resiste a baixar preço do combustível mesmo com petróleo desvalorizado; entenda

Mesmo diante das tensões do Oriente Médio, onde estão seis dos 15 maiores produtores de petróleo do mundo, há uma trajetória de queda na cotação com o barril de Brent rondando os US$ 70. Ainda que tenha fechado a sessão desta sexta-feira, 27, com alta de 0,53% para US$ 71,98, caiu 3,49% na semana, seguindo a tendência das anteriores. O nível em torno de US$ 70 foi o mais frequente em setembro, mas antes, desde 2021, a cotação tinha se mantido acima dessa marca. Ainda que o dólar esteja alto (fechou a sexta a R$ 5,4361, recuo de 0,16%), esse patamar mais baixo do petróleo, desvalorizado, leva o mercado do setor a questionar por que a estatal brasileira ainda não reduziu os preços dos combustíveis. Operadores do setor esperam uma redução de preços para qualquer momento. Embora tenha negado rumores de barateamento da gasolina e do diesel no fim da semana passado, a Petrobras, conforme especialistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, segue com “espaço técnico” para baixar os preços que cobra em suas refinarias. Os preços da Petrobras têm flutuado acima da referência de importação do Golfo do México (EUA), calculada por agentes e consultorias, desde o fim de agosto (gasolina) e início de setembro (diesel). Um complicador para a Petrobras é que, com a desvalorização, cai também a receita da empresa com a exportação da commodity. Para compensar perdas, a companhia tem mantido os preços dos combustíveis acima da paridade de importação (PPI), disseram ao Estadão/Broadcast profissionais da estatal com acesso à política de preços. As contas que a Petrobras faz De fato, no segundo trimestre deste ano, a Petrobras teve uma receita de R$ 26,8 bilhões com exportação de petróleo, o equivalente a 22% de sua receita total no período de abril a junho, porcentual relevante. Já com derivados, a receita do segundo trimestre foi de R$ 71,8 bilhões, sendo R$ 52,4 bilhões somente com diesel e gasolina. Esses dois produtos responderam por 42,8% da receita do período. Diante disso, uma baixa nas duas fontes — exportação de petróleo e venda de combustíveis — poderia levar à piora significativa do resultado do terceiro trimestre, o que se pretenderia evitar, principalmente levando em conta que o câmbio se encontra em nível alto. A tese de barateamento iminente é reforçada pelo contexto de maior pressão inflacionária ligada ao encarecimento da energia elétrica, em bandeira vermelha. O governo, acionista majoritário da estatal, poderia pressionar pela redução na gasolina, a fim de frear a inflação. Na manhã desta sexta-feira, 27, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao Estadão/Broadcast, a estatal se limitou a dizer que foi uma “reunião de rotina, para manter o acionista majoritário a par do andamento dos projetos da empresa”. Sendo a gasolina um dos itens de maior peso na cesta de preços ao consumidor amplo (5,24% no IPCA de agosto), uma redução no preço pela Petrobras agora poderia compensar a pressão inflacionária vinda do encarecimento da energia elétrica, motivada pela seca e pelo acionamento em setembro da bandeira vermelha, que pode perdurar até 2025. Na quinta-feira, 26, questionada por jornalistas sobre o preço dos combustíveis, Magda disse que sempre que entender ser possível reduzir preços e competir para ganhar mercado, a Petrobras fará isso. Ela disse que a Petrobras tem “empatia” pela sociedade. Embora não divirja de posições anteriores, alguns agentes de mercado interpretaram a fala como uma anuência a uma futura redução dos preços. Gasolina com 6% de sobrepreço O preço da gasolina da Petrobras vem flutuando acima do preço de paridade de importação calculado pela Associação Brasileira de Importação e Combustíveis (Abicom) desde o fim de agosto e, com mais firmeza desde o dia 2 de setembro. Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 27, a Abicom afirma que na véspera havia um sobrepreço médio de 6%, ou R$ 0,18 por litro, na gasolina da estatal com relação ao preço internacional. No caso do diesel, o mesmo vem acontecendo seguidamente há 17 dias, desde o dia 5 de setembro. Na quinta, 26, segundo a Abicom, esse sobrepreço no diesel também teria sido de 6%, o que representaria R$ 0,20 de diferença ante o preço do produto importado. ‘Diesel Petrobras acima do PPI do Golfo’ Thiago Vetter, especialista em gerenciamento de risco da StoneX, afirma que há espaço para a redução dos preços da gasolina e do diesel, considerando tanto o PPI do Golfo quanto o que chama de “PPI Mínimo”, medida que abarca o preço do diesel russo importado. O indicador é relevante porque, segundo dados do governo federal (MDIC), a Rússia responde por 72,5% das importações brasileiras de diesel até o fim de agosto. Mas, apesar do espaço para reduções, Vetter observa que o mesmo já aconteceu em outros momentos do ano sem que a Petrobras modificasse seus preços, o que poderia se repetir. Ele cita o período de abril a junho, quando o diesel Petrobras esteve acima desse PPI mínimo e não houve reduções. “A novidade de momento é que o preço do diesel Petrobras está acima do PPI do Golfo, que não é o mais competitivo do mercado. Isso não acontecia desde janeiro”, diz. Na semana passada, o sobrepreço em relação ao diesel russo chegava a R$ 0,35 por litro, na casa dos 10%, e ante o diesel do Golfo a R$ 0,19, ou 5,5%. Já no caso da gasolina, que ainda tem como referência mais correta o Golfo, os preços Petrobras estavam R$ 0,09 ou 3% acima do PPI. “Embora menos do que no diesel, essa arbitragem está aberta. O preço da gasolina Petrobras está acima da gasolina mais cara a ser importada”, diz. ‘É temerário: mercado está volátil’ O presidente da Abicom avaliou ao Estadão/Broadcast que a Petrobras ainda não deve baixar os preços dos combustíveis por agora para recompor caixa e, também, em função da alta volatilidade de momento no mercado de derivados. “Durante muito tempo a Petrobras trabalhou com preços bem abaixo da paridade e importação medida pela Abicom, sacrificando caixa, o

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Evento de revendedores de combustíveis discute ‘descaminhos do mercado de combustíveis’

De 7 a 10 de novembro, representantes de postos de revendas de combustíveis vão se reunir na Costa do Sauípe, para discutir a adulteração de combustíveis na Bahia e a sonegação de impostos, através do descaminho dos produtos. O descaminho refere-se a ato de iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria. “O descaminho é hoje, o que mais preocupa o segmento. Essa prática criminosa é a sonegação, a adulteração do produto, que atinge não só o consumidor, mas toda a sociedade e principalmente o Estado, que deixa de arrecadar aquele recurso, que seria originalmente da sociedade, e que alguém acaba se apoderando disso”, explicou o presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis), Walter Tannus. Além disso, o 18º Encontro de Revendedores de Combustíveis do Nordeste, realizado pelo Sindicombustíveis da Bahia, deve reunir entre 1 mil a 1,2 mil pessoas em torno de outras temáticas, como a reforma tributária. Estão previstos para participar como palestrantes o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, além de representantes do governo federal, da segurança pública e de fiscalização brasileira, como a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Esse é um evento que agrega o Brasil todo, porque não fica restrito ao Nordeste. Tem pessoas já praticamente de todos os estados da Federação e revendedoras que compraram os serviços da entidade, graças aos temas que serão debatidos. É uma oportunidade de todos que vivem nesse segmento debater o seu dia a dia e conhecer as tendências. Com certeza, participarão do evento todos os órgãos que fiscalizam o segmento”, disse Walter. O presidente do Sindicombustíveis também mostrou preocupação com as queimadas no Brasil nos últimos meses, que até o momento liberaram 180 megatoneladas de carbono, aproximando-se dos níveis recordes de 200. Isto pode impactar no preço dos combustíveis, através da elevação do preço dos alimentos que são utilizados para biodiesel. “A queimada, além de trazer o dano para a natureza e para a sociedade como um todo, é uma preocupação adicional. Temos sim preocupação porque a perda é grande da produção, mas esperamos que, com a queda do barril do petróleo e com a queda do dólar, isso seja equalizador, impedindo que o preço dos combustíveis aumente”, explica o presidente. O Sindicombustíveis foi criado em dezembro de 1963 e é responsável pela coordenação, a proteção e a representação legal da categoria. A entidade também promove discussões sobre o segmento e a elaboração de Resoluções e Portarias que estabelecem regras para o mercado junto à ANP. Na Bahia, a entidade atualmente conta com aproximadamente 1.100 revendedores associados. combustíveis aumente”, explica o presidente. Estiveram presentes no encontro com Walter Tannus, os diretores do Sindicombustíveis, Leilane Loureiro e Sandoval Silva, o presidente e o diretor de Relações Institucionais do Grupo A TARDE, João Mello Leitão e Luciano Neves, respectivamente. . Com informações de: A Tarde.

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Reforma tributária: setor de combustíveis vai ganhar muito em termos de investimento

O vice-presidente Jurídico e de Relações Institucionais da Raízen, Rodrigo Caldas, avalia que a reforma tributária trará ganhos rápidos e imediatos para o setor de combustíveis, reduzindo a sonegação e abrindo espaço para empresas que queiram competir dentro da legalidade. O executivo do grupo Cosan, que também é conselheiro do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal), participou nesta quinta-feira (26) de uma live no Portal da Reforma Tributária, com o professor da FGV e diretor do CCiF Eurico Santi. No setor de combustíveis, a reforma tributária traz um regime monofásico, que se aplicará também ao etanol. “Isso vai fazer com que, seja no refino, na importação, na distribuição, haja uma certeza maior de tributação, assegurando arrecadação para os entes públicos, a correta competitividade, e que todos vão pagar a mesma coisa”, afirmou. Caldas elogiou o trabalho do senador Izalci Lucas (PL-DF) em relação às audiências públicas que têm sido realizadas pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado e apontou a reforma como uma vitória não só dos contribuintes, mas também de administrações tributárias que não aguentam mais conviver com os problemas trazidos pelo sistema atual. “A administração tributária fiscal brasileira não aguenta mais”, afirmou. “Vi em vários estados dúvidas dos corpos técnicos sobre a concessão de certos benefícios. Se aquilo era melhor para o estado ou se era melhor para um governador que ia cortar uma faixa para uma empresa nova, e não necessariamente iria trazer benefícios para o estado.” Ele afirmou também que o debate sobre a alíquota é legítimo, mas é necessário olhar para a carga tributária dos setores como algo mais amplo, que inclui também base de cálculo, acúmulo de créditos, penalização por erros e custo de compliance. “Mirar na alíquota pode enganar”. O executivo disse ainda que alguns benefícios trazidos pela reforma dependem do processo de regulamentação e destacou a necessidade de uma transição que garanta a aceitação e bom uso dos créditos acumulados dos tributos que serão extintos, para que não se crie um contencioso desnecessário na entrada do novo sistema. “A reforma da tributação sobre o consumo será um novo marco de desenvolvimento para o Brasil. Ela vai endereçar alguns pontos que têm gerado um contencioso tributário de mais de R$ 5 trilhões.” Com informações de: Folha de São Paulo (Que imposto é esse).

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