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Distribuidoras cumpriram 88% das metas individuais do RenovaBio em 2025

Distribuidoras de combustíveis aposentaram 88,2% do volume de créditos de descarbonização (CBIOs) da meta estabelecida para 2025, como forma de compensar as emissões associadas aos derivados de petróleo, divulgou nesta sexta (30/1) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os títulos são comercializados na B3 por produtores de biocombustíveis certificados no RenovaBio. Cada CBIO equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida no ciclo de vida da produção. De acordo com a agência reguladora, foram aposentados 40,06 milhões de CBIOs, o que corresponde a 99% da meta total estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de 40,39 milhões de CBIOs. Desse valor, 39.934.707 CBIOs foram considerados para cumprimento das metas estabelecidas pela ANP aos distribuidores de combustíveis fósseis em 2025. No total, as metas individuais dos distribuidores estabelecidas para o ano de 2025 totalizaram 45,28 milhões de créditos. O volume considera valores retificados em função de decisões liminares, além de alterações nos abatimentos de contratos de longo prazo.   Queda no percentual de inadimplentesA ANP aponta ainda que houve redução do percentual de distribuidores em descumprimento da meta, em relação aos anos anteriores. Segundo a agência, 23 distribuidores que não cumpriram a meta de 2024 comprovaram integralmente o cumprimento da meta de 2025, incluindo a obrigação do ano anterior. Dos 163 distribuidores de combustíveis com metas fixadas para o ano de 2025, 122 cumpriram integralmente a meta, sendo seis destes com metas de anos anteriores sub judice. Por outro lado, 33 distribuidores ficaram inadimplentes e podem ser autuados. Outros oito distribuidores aposentaram CBIOs em quantidade igual ou superior a 85% da meta, e poderão comprovar o restante em 2026. Veja a lista completa aqui. Autor/Veículo: Eixos

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Nota de esclarecimento da ANP

A ANP esclarece que não procede a alegação veiculada por meios de comunicação e atribuídas à Refinaria de Manguinhos (Refit), de que a Agência teria desrespeitado decisões judiciais. A decisão liminar proferida no Agravo de Instrumento nº 1047257-62.2025.4.01.0000, pelo Desembargador Federal Newton Pereira Ramos Neto, determinou exclusivamente a suspensão de uma deliberação da Diretoria Colegiada da ANP prevista para a 1.174ª Reunião de Diretoria, realizada em 18/12/2025. Em estrita observância aos limites da decisão judicial, a Diretoria da ANP se absteve, até o momento, de tomar qualquer deliberação no processo administrativo em questão. Em paralelo, a ANP vem buscando demonstrar judicialmente que o único fundamento constante da decisão liminar – a suposta impossibilidade de que um diretor cujo impedimento foi alegado votasse sobre a situação de outro diretor cujo impedimento fora arguido na mesma oportunidade – perdeu totalmente sua relevância quando ambas as arguições de impedimento foram julgadas por unanimidade de votos (4×0), na Reunião de Diretoria ocorrida no dia 8 de Dezembro de 2025, antes mesmo da decisão liminar em questão. Cumpre ressaltar que a referida decisão judicial liminar não havia suspendido o processo administrativo, não anulou a interdição cautelar parcial da refinaria anteriormente realizada pela fiscalização da ANP, nem sinalizou que o agente econômico em questão pudesse operar imune a novas fiscalizações das atividades que permaneceram em curso. A ação de fiscalização em curso iniciada em 14/1/2026, que culminou na decisão de interdição cautelar total das instalações, tem por objeto a Segurança Operacional e está sendo conduzida pelas áreas técnicas especializadas da Agência, no exercício regular de suas competências legais e em estrita conformidade com o devido processo legal. A interdição das instalações, fruto da nova ação de fiscalização, foi realizada com o objetivo de resguardar a vida humana e o meio ambiente, tendo em vista a verificação de situação de risco grave e iminente, podendo gerar acidentes devido a falhas envolvendo segurança de processo. No caso da Refinaria de Manguinhos, foram identificadas falhas substanciais em diversas barreiras de segurança, incluindo: sistema de combate a incêndio, ausência de estudos de análise de riscos, deficiências no gerenciamento de emergências, sistema de detecção de gás, sistema de detecção de fogo e outros elementos críticos de segurança operacional. Tais deficiências colocam em risco o meio ambiente e a população do entorno. Os procedimentos de fiscalização relativos à Refit vêm sendo conduzidos por servidores públicos de carreira da ANP, profissionais concursados, com formação técnica especializada e ampla experiência, que atuam com autonomia, imparcialidade e independência funcional, sem qualquer interferência política ou econômica. A Diretoria Colegiada da ANP não participou da fiscalização em campo nem nas decisões que culminaram na interdição cautelar, que foram realizadas pelos fiscais e superintendentes da ANP. A Diretoria seria responsável apenas por reavaliar as decisões tomadas pelos técnicos em eventual recurso administrativo. A ANP é uma autarquia federal especial, legalmente dotada de autonomia administrativa, financeira e decisória, justamente para garantir a independência de sua atuação regulatória, o respeito ao devido processo legal e o dever de zelar pela segurança operacional e pela proteção ao meio ambiente. A interdição aplicada decorre do exercício regular do poder de polícia administrativa da Agência e tem como único objetivo prevenir riscos e assegurar o cumprimento das normas de segurança, sendo medida prevista na legislação setorial sempre que constatadas não conformidades relevantes. A ANP reitera seu compromisso com o cumprimento integral das decisões judiciais – sem prejuízo de seu direito de questioná-las pelos meios cabíveis – , e com o exercício responsável de suas atribuições regulatórias, sempre em observância aos princípios da legalidade e da segurança jurídica. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Aneel: mês de fevereiro terá bandeira tarifária verde

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (30/1) a bandeira tarifária verde para o mês de fevereiro, mesmo patamar vigente em janeiro. As condições favoráveis à geração de energia no país permitiram que os consumidores não tenham o valor adicional nas faturas no próximo mês, ainda dentro do período chuvoso. O anúncio vem conforme a previsão para os primeiros meses do ano. As chuvas mais intensas registradas em algumas localidades e o cenário mais provável de precipitações em torno da média nas principais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), durante os próximos três meses, representam um sinal positivo para o sistema, até o momento. “De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, diz a Aneel em nota. Já para a segunda metade do ano de 2026 é vislumbrado o acionamento de bandeiras com cobrança adicional para os consumidores, após o fim do período chuvoso. Em meados deste mês, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou um conjunto de ações consideradas preventivas para o atendimento eletroenergético de 2026, tendo em vista os alertas sobre armazenamento de hidrelétricas. Foi recomendada, por exemplo, a elaboração de um plano de ação envolvendo as instituições e os agentes responsáveis por tratar das reduções de vazão mínima na bacia do Paraná. Isso ajuda no gerenciamento dos níveis dos reservatórios. Caso seja necessário, em função da evolução das condições climáticas no mês de fevereiro, poderão ser realizadas novas reduções a partir de março de 2026, após o período de defeso, quando a pesca fica proibida para fins comerciais. Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) — valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período. O Operador Nacional do Sistema (ONS) já informou que vai seguir executando a sua política de minimização da geração em usinas do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. Isso é necessário para preservar os volumes armazenados e buscar um aumento do nível dos reservatórios, preparando o sistema para o enfrentamento do período seco, a partir de maio. Autor/Veículo: Eixos

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Fim da 6×1: PEC da redução de jornada de trabalho vem com problema que põe em risco a produtividade

Vivemos um tempo de narrativas sedutoras. Uma delas diz que, quando as pessoas trabalham menos horas, a sua produtividade aumenta. Estaria aí a grande justificativa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 8/2025, da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe a redução da jornada de trabalho semanal de 44 horas para 36 horas, e muda o regime de escala 6×1 para 4 dias de trabalho e 3 de descanso, com o mesmo salário. Trabalhar menos tem seu mérito, mas é viável? E a produtividade? Há várias décadas que a produtividade do trabalho cresce a uma taxa irrisória de 0,4% a 0,6% ao ano. Nos últimos 20 anos, ficou estagnada. Em 2024, cresceu apenas 0,1%. Num regime de 36 horas semanais, cálculos realistas indicam que, para as empresas e a economia manterem o desempenho atual, a produtividade do trabalho terá de passar para um novo patamar de 6,7% de forma imediata e permanente. Irrealista. Nesse campo, nada ocorre de repente. A produtividade depende de fatores de evolução lenta: a melhoria da qualificação dos trabalhadores, o aperfeiçoamento da administração das empresas, a sua modernização tecnológica etc. Nada disso surgirá da mera redução das horas trabalhadas. Será que a referida estagnação da produtividade afeta todas as empresas? É claro que não. Muitas são altamente produtivas porque operam com colaboradores bem qualificados, sob administração moderna e ancoradas em tecnologias que maximizam resultados. Assim se dá também com certos ramos e setores. Nessas condições, é viável trabalhar menos. E isso já ocorre. A jornada média praticada no Brasil é de 38,4 horas por semana. Mas esse resultado é alcançado por meio de negociações coletivas realizadas entre empregados e empregadores. Elas levam em conta as peculiaridades das empresas, trabalhadores, ramos e setores da economia do País. Essa prática já é garantida pela Constituição de 1988, que permite acertar jornadas semanais abaixo de 44 horas (art. 7.º, inciso XIII). Portanto, o problema da PEC n.º 8/2025 e de outras do mesmo tipo é o de promover uma redução de jornada de modo impositivo, sem levar em conta as diferenças apontadas. Conclusão: somos a favor de qualquer redução de jornada de trabalho, desde que negociada entre as partes e com base na realidade das empresas, dos trabalhadores, dos ramos e dos setores. Assim é no mundo inteiro. José Pastore – professor aposentado da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP) André Portela – professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo – Opinião

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Motta inclui MP que viabiliza programa Gás do Povo na pauta de segunda-feira (2) da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB), incluiu na pauta de votações da próxima segunda-feira (2/2) a Medida Provisória que viabiliza o programa Gás do Povo, iniciativa do governo federal de distribuição gratuita de botijões de gás de cozinha para 15 milhões de pessoas. A pauta da Câmara para a semana que vem foi publicada na manhã desta quinta-feira (29/1). Também está prevista para a segunda-feira a votação da MP que abre crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões para o Ministério da Agricultura. Para a terça-feira (3/2), Motta colocou na pauta a votação de um projeto de criação de cargos nos Ministérios da Educação e da Gestão e Inovação. Conforme mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, na quarta-feira (28/1), os líderes partidários decidiram deixar as votações da PEC da Segurança e do PL Antifacção para depois do carnaval. A Câmara está de recesso até domingo, dia 1º de fevereiro. Na segunda, está prevista a sessão do Congresso Nacional para a retomada dos trabalhos legislativos. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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Não é possível saber se RenovaBio está contribuindo com metas climáticas, diz TCU

As métricas utilizadas pelo governo brasileiro para certificar a produção de biocombustíveis no RenovaBio são insuficientes para medir a contribuição da política setorial em relação os compromissos do Acordo de Paris, concluiu na quarta (28/1) o Tribunal de Contas da União (TCU). O TCU realizou uma auditoria na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e no Ministério de Minas e Energia (MME) para avaliar o funcionamento do mercado de Créditos de Descarbonização (CBIOs). Os créditos são a parte material do RenovaBio, que define objetivos de descarbonização para distribuidores de combustíveis líquidos derivados de petróleo, com o objetivo de incentivar a produção de renováveis. As distribuidoras de combustíveis precisam adquirir CBIOs que são gerados pelas usinas certificadas para emissão. Cada crédito equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida no ciclo de vida de produção desses biocombustíveis. Segundo o TCU, o problema é o indicador usado para medir os resultados, que não é suficiente para avaliar se os objetivos ambientais e climáticos estão sendo atingidos. “Não há dados suficientes para avaliar se o programa está realmente reduzindo as emissões de gases de efeito estufa (GEE) ou se está promovendo práticas mais sustentáveis na produção de biocombustíveis”, diz o parecer do relator, ministro Jorge Oliveira. Outra questão apontada pela auditoria no mercado de CBIOs, que em 2024 movimentou quase R$ 3,2 bilhões, são os preços instáveis e falta de regras claras para a atuação do governo, o que pode gerar insegurança e até processos judiciais. Mesmo com esses problemas, o TCU enfatizou que os créditos ajudaram a transferir recursos do setor de combustíveis fósseis para o setor de biocombustíveis, incentivando investimentos e aumentando a competitividade. O tribunal recomendou ao MME a criação de indicadores e metas específicas para medir os resultados ambientais e climáticos do RenovaBio. Já para a ANP, que regula o mercado de CBIOs, a recomendação foi o desenvolvimento de novos mecanismos para incentivar práticas mais sustentáveis e punir quem não segue as regras. O TCU sugeriu, ainda, que o governo trabalhe com outros órgãos, como o Banco Central e o Cade, para melhorar a regulação do mercado e evitar problemas como a volatilidade dos preços. Autor/Veículo: Eixos

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Por fim de uso de combustíveis fósseis, grupo defende zerar leilão de petróleo

O mapa do caminho para que o Brasil se distancie da dependência dos combustíveis fósseis deveria contemplar um cronograma para zerar os leilões de petróleo no Brasil ao mesmo tempo em que se criam zonas de exclusão para exploração em áreas socio e ambientalmente sensíveis. O transporte rodoviário deveria abranger tecnologias alternativas como biometano, biodiesel, hidrogênio e eletrificação. A rota atual de incentivos teria que ser corrigida, já que é incompatível com a descarbonização, e a Petrobras deveria deixar de ser uma empresa de petróleo para se transformar em uma de energia. Essas são algumas das sugestões do Observatório do Clima, rede que reúne 161 organizações da sociedade civil, para o plano que o governo começa a estruturar, por ordem do presidente Lula. O documento de recomendações, com nove páginas, foi entregue ontem ao governo. Clique aqui para continuar a leitura. Autor/Veículo: Valor Econômico

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IBP cobra transparência e modernização na concessão de gás no Rio

O IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) emitiu uma nota cobrando mais transparência no processo de prorrogação dos contratos de concessão da distribuição de gás natural da CEG e CEG Rio, empresas do Grupo Naturgy, após a Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) agendar sessão regulatória para tratar dos pleitos. A reunião da reguladora estava marcada para esta quarta-feira (28), mas acabou adiada para quinta (29). Nos bastidores, agentes da cadeia de gás e grandes consumidores consideram a condução da renovação pouco ou nada transparente. A discussão ganhou tração quando, no início de janeiro, a Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) colocou em xeque a legalidade da prorrogação dos contratos, um caminho que seria vedado pela legislação estadual (Lei 2.831/97) e incompatível com entendimento já firmado pela corte local. Em representação ao tribunal, o órgão defendeu a realização de nova licitação, do zero, quando terminar o prazo da concessão, em detrimento dos trabalhos já iniciados pelo governo do Estado e pela Agenersa, que estariam “direcionados a possibilitar a prorrogação contratual”. “O assunto deve ser conduzido com a máxima atenção aos princípios de transparência, participação social, segurança e previsibilidade, com foco na segurança energética e na credibilidade do ambiente regulatório. Apenas assim será garantida a legitimidade do processo”, diz o IBP na nota. O instituto afirma que o momento de estudos sobre a renovação dos contratos da Naturgy é apropriado para sua “modernização”, “alinhando-os ao novo marco legal do gás natural, às transformações do mercado e às melhores práticas regulatórias”. Nas entrelinhas, há uma série de questões objetivas que estão no centro do interesse de fornecedores e grandes consumidores de gás. Uma delas é a questão da migração para o mercado livre de gás. Empresas alegam que a Naturgy impõe barreiras ao movimento dos grandes consumidores, que está previsto na regulação para indústrias que consomem mais de 10 mil m³/dia (metros cúbicos por dia) de gás natural. Isso vai na contramão do que prevê os contratos da Naturgy inaugurados nos anos 1990, em que o sarrafo para ir ao ambiente livre era bem maior, 100 mil m³/dia. Em agosto do ano passado, inclusive, a Agenersa chegou a multar a Naturgy pela imposição de barreiras ao desenvolvimento do mercado livre de gás no Estado. Agora, seja por meio de renovação ou nova concessão, o IBP indica enxergar uma janela para consolidar os efeitos da evolução regulatória nos contratos. “Em manifestações formais já encaminhadas à Agenersa e ao Governo do Estado, o IBP destacou que a decisão sobre o futuro das concessões deve considerar informações atualizadas, planos de investimentos completos e compatíveis com a realidade atual do setor, bem como a aderência às diretrizes da Lei nº 14.134/2021 (Lei do Gás). Além disso, é essencial que o processo contribua para a construção de um ambiente regulatório mais previsível, competitivo e alinhado aos objetivos de abertura e dinamização do mercado de gás natural no Brasil”, diz o IBP. Em paralelo, destaca a importância da segurança jurídica do processo para o setor. “Qualquer deliberação definitiva deve observar rigorosamente os marcos legais e regulatórios vigentes, avaliando conjuntamente a aptidão técnica da CEG e CEG Rio em continuarem como responsáveis pelas concessões e melhor opção para o mercado de gás entre renovar ou relicitar”, continua o instituto. Autor/Veículo: Agência Infra

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Petrobras tem reservas para manter produção até 2038

A Petrobras encerrou 2025 com reservas de óleo, condensado e gás natural suficientes para manter a produção por 12,5 anos, anunciou a estatal na quarta (28/1). Ao todo, a companhia chegou ao fim de dezembro com 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em reservas provadas de acordo com os critérios da US Securities and Exchange Commission.Do total, 84% correspondem a petróleo e 16% a gás natural.Ao longo do ano passado, houve um aumento de 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente nas reservas da petroleira, o que resultou num índice de reposição de 175%. Contribuíram para o crescimento as novas descobertas nas bacias de Santos e Campos, assim como o avanço no desenvolvimento do projeto de Sergipe-Águas Profundas (SEAP).O projeto em águas profundas no Nordeste tem previsão de entrada em produção em 2030 e é a principal nova fronteira de extração de gás natural no país.Vale ressaltar que a proporção de gás natural nas reservas aumentou. Ao final de 2024, correspondia a 15% do total.O crescimento nas reservas ocorreu mesmo em meio ao aumento na extração. A estatal encerrou o ano passado com uma produção média de 2,99 milhões de barris/dia de óleo equivalente, um aumento de 11% na comparação anual. O volume ficou acima da meta esperada para 2024.Entretanto, a companhia segue avançando a passos lentos em direção à continuidade do crescimento: a principal aposta para a reposição de reservas na próxima década está na Margem Equatorial, no Norte e Nordeste. Depois de anos de negociação para iniciar a atividade, a primeira perfuração exploratória em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas está parada no momento, depois de um incidente com a sonda no começo de janeiro.A perfuração poderá ser retomada somente após o aval da ANP. O órgão regulador agendou uma auditoria para o dia 9 de fevereiro. Autor/Veículo: Eixos

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Banco Central mantém Selic em 15% ao ano pela 5ª vez

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve inalterada nesta quarta-feira (28) a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quinta reunião seguida. Apesar da decisão conservadora, tomada por unanimidade, indicou que prevê dar início ao ciclo de queda da Selic no encontro seguinte, em março. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmou o colegiado do BC no comunicado. O comitê evitou sinalizar qual será a intensidade dos próximos movimentos, dizendo que “o compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo”. Segundo ele, essa definição dependerá da evolução de fatores (sem especificar quais) que darão maior confiança de que a meta de inflação será atingida à frente. Hoje o BC tem o terceiro trimestre de 2027 como alvo. Ao justificar a decisão de calibrar o nível da Selic, o comitê falou em efeitos “mais evidentes” da política de juros e reconheceu que houve arrefecimento da inflação. Repetiu a avaliação de que a estratégia em curso, de Selic elevada por período prolongado, tem se mostrado adequada para levar a inflação ao objetivo perseguido. Mesmo tendo amenizado o tom, voltou a dizer que o cenário, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política de juros. No mercado financeiro, a expectativa majoritária dos economistas era de manutenção dos juros no atual patamar. Levantamento feito pela Bloomberg mostrava que, entre 35 instituições consultadas, 32 projetavam que a Selic ficaria em 15% ao ano. Nas últimas semanas, grandes bancos revisaram seus cenários e passaram a apostar em cortes a partir de março. Já uma parcela minoritária dos agentes continuou esperando que o ciclo de flexibilização da taxa básica ocorresse já na reunião inaugural do ano. O encontro desta quarta teve quórum reduzido, uma vez que ainda não foram anunciados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) os substitutos dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), cujos mandatos terminaram em 31 de dezembro de 2025. A decisão do Copom sustentou o atual diferencial entre os juros do Brasil e dos Estados Unidos. Mais cedo, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) interrompeu o ciclo de cortes, apesar da pressão do presidente Donald Trump, e manteve as taxas estáveis na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano. Para o comitê, o ambiente externo se mantém incerto devido à política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, disse. No Brasil, o colegiado do BC optou por uma decisão conservadora, apesar da pressão do governo Lula e dos setores produtivos pela queda dos juros. No comunicado, o Copom argumentou que as expectativas continuam distantes da meta de inflação, as projeções de inflação seguem elevadas, a atividade econômica ainda mostra resiliência e há pressões do mercado de trabalho sobre os preços. “O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, acrescentou. A Selic ficou estacionada ao longo de todo o segundo semestre do ano passado, depois de um ciclo de alta que durou de setembro de 2024 a junho de 2025. Ao longo dessa trajetória, a taxa básica acumulou elevação de 4,5 pontos percentuais, subindo de 10,5% para 15% ao ano –patamar mais alto desde julho de 2006. Como reflexo do cenário de juros elevados por período prolongado, a inflação perdeu força em 2025 e fechou o acumulado do ano em 4,26%, abaixo do teto da meta perseguida pelo BC. Foi o menor índice para um ano fechado desde 2018, quando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou variação de 3,75%. O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). No cenário de referência do Copom, a projeção de inflação para este ano caiu ligeiramente de 3,5% para 3,4%. Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o colegiado já trabalha com a inflação do terceiro trimestre de 2027 na mira. A estimativa do comitê nesse horizonte de tempo ficou em 3,2%, ao redor do centro da meta. As expectativas dos economistas para inflação, contudo, estacionaram longe do centro da meta no médio prazo. Segundo os dados coletados pelo boletim Focus, divulgado na última segunda (26), os analistas projetam que o IPCA feche 2027 em 3,8% e termine 2028 em 3,5%. Ambas as projeções não sofreram alteração nas últimas 12 semanas. Foram apontados pelos economistas como motivo de cautela o ambiente de incerteza na política doméstica, a volatilidade do cenário global e a resiliência da economia brasileira. Ao analisar o cenário doméstico, o colegiado do BC ressaltou que os indicadores mostram moderação no crescimento da atividade econômica, mas sinais de resiliência do mercado de trabalho. A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, renovando a mínima da série histórica iniciada em 2012. O comitê não fez alterações no balanço de riscos para inflação. Entre os fatores que puxariam os preços para cima, destacou a chance de a inflação de serviços se mostrar mais perseverante em função de um hiato do produto mais positivo (quando a economia opera acima do seu potencial e sujeita a pressões inflacionárias). Nessa mesma direção, indicou a possibilidade de as expectativas de inflação seguirem distantes da meta por período mais prolongado do que o esperado e possíveis impactos provocados por políticas econômicas dentro e fora do Brasil, como um câmbio depreciado de forma mais persistente.

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