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Caminhoneiros dão 7 dias para governo apresentar soluções para frete e diesel

Horas após a assembleia realizada na quinta-feira em Santos, no litoral de São Paulo, decidir contra uma paralisação nacional da categoria e dar prazo de sete dias ao governo federal, entidades ligadas aos caminhoneiros divulgaram notas em apoio à Medida Provisória n.º 1.343/2026, mas alertaram que o estado de greve está mantido até a conclusão das negociações sobre pontos ainda pendentes da pauta de negociações. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), confirmou nesta sexta-feira que receberá representantes dos caminhoneiros na semana que vem, em mais uma etapa das tratativas abertas após a publicação da medida provisória. Assim, a decisão tomada na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, não encerrou o movimento, mas transferiu para a próxima semana uma nova avaliação sobre eventual paralisação. “Está mantido o estado de greve”, disse José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB). Segundo ele, a maioria dos participantes da assembleia queria parar, mas aceitou aguardar. “Se em sete dias o governo não resolver a situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar”, disse. Em nota divulgada na noite de quinta, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) afirmou que a paralisação nacional está, “por enquanto, suspensa” e atribuiu a decisão à publicação da MP nº 1.343/2026. O presidente da entidade, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, disse que os caminhoneiros agiram com “maturidade, responsabilidade e coerência” ao evitar a greve. A CNTTL informou que vai negociar com o governo outras pautas, que poderão ser apresentadas por meio de emendas à medida provisória. A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também informou, em nota, que a greve geral está suspensa até nova reunião com o governo na semana que vem. A entidade relacionou a decisão às medidas publicadas nos dias 12 e 19 sobre diesel, frete e fiscalização do piso mínimo. A suspensão da greve está condicionada ao avanço das negociações e ao atendimento das reivindicações ainda pendentes. “Para nós, o piso mínimo (do frete) é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também”, disse o presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, sobre a medida provisória. Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP nº 1.343/2026 torna obrigatório o registro de todas as operações de transporte pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), o que permitirá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cruzar os valores pagos com o piso mínimo do frete rodoviário. O texto prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para empresas que descumprirem a tabela. Em caso de reincidência, a empresa poderá ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso cautelarmente ou a autorização cancelada por até dois anos. O governo também publicou o Decreto n.º 12.883/2026, com diretrizes para a definição do preço de referência do diesel. Em Santa Catarina, onde caminhoneiros ligados à Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) tinham anunciado paralisação a partir do meio-dia de quinta-feira, o presidente da entidade, Sérgio Pereira, anunciou no mesmo dia a desmobilização do movimento. Antes disso, a Justiça Federal proibiu bloqueios nas BRs 101 e 470 e nos acessos ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes, com multa de R$ 10 mil por pessoa física e R$ 100 mil por pessoa jurídica em caso de descumprimento. Autor/Veículo: Correio do Povo

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Guerra no Oriente Médio, 5 décadas depois do 1º choque do petróleo, representa uma volta à realidade

O mercado de petróleo atravessa um dos momentos mais voláteis desde a década de 1970. O cenário atual evoca paralelos com o primeiro choque do petróleo, em 1973, quando a Opaep (formada pelos membros árabes da Opep) decretou embargo aos países ocidentais que apoiaram Israel na Guerra do Yom Kippur, quadruplicando o preço do barril. Para o Brasil, o impacto foi particularmente severo. À época, o País importava cerca de 80% do petróleo que consumia, vulnerabilidade que se traduziu em duro golpe na balança comercial, na escalada da dívida externa e na aceleração inflacionária. Encerrou o chamado “milagre econômico”. No entanto, em vez de se resignar, o Brasil transformou o problema em motor de inovação. Nasceu o Proálcool, um projeto para substituir a gasolina pelo etanol de cana-de-açúcar. Simultaneamente, a Petrobras deu um salto tecnológico ao intensificar a exploração na plataforma continental. Hoje, assistimos a um outro choque, de novo alimentado pela instabilidade no Oriente Médio. Cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta cruza o Estreito de Ormuz. Soma-se a isso o risco de destruição de infraestruturas energéticas na região. Desta vez, o Brasil enfrenta a tormenta com soberania energética. É líder mundial em biocombustíveis e detentor de tecnologia de ponta na exploração de petróleo em águas profundas. Os desafios não desaparecem. O repasse da alta internacional aos preços pressiona a inflação, pois ainda importamos derivados. O governo zerou o PIS/Cofins do diesel, com uma subvenção e um imposto de exportação, o que deve amenizar o impacto inflacionário da alta do preço do diesel pela Petrobras. E propôs redução do ICMS aos Estados. As exportações brasileiras para os países do Oriente Médio também podem ser afetadas por um cenário de conflito prolongado. Os conflitos do Oriente Médio representam uma volta à realidade: os combustíveis fósseis são peça-chave para a economia global, o que dá vantagem a países produtores como o Brasil. Mesmo com os avanços na transição para uma energia limpa, o petróleo ainda tem o poder de desestabilizar a economia, com impactos nas cadeias de produção, na inflação e na taxa de juros e desabastecimento. Para o Brasil, o registro central permanece. Na crise de 50 anos atrás, convertemos vulnerabilidade em vantagem competitiva. Podemos provar mais uma vez que transformar crise em oportunidade é a nossa melhor versão. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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Ex-presidente do IBP: Brasil depende de importação de diesel

O Brasil não é autossuficiente na produção de diesel e depende da importação de 25% a 30% do combustível consumido no país. A afirmação foi feita por Eberaldo de Almeida Neto, ex-presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), em entrevista ao Agora CNN neste domingo (22). Segundo Eberaldo, o país enfrenta um momento crítico por estar em período de colheita da safra, quando o consumo de diesel aumenta significativamente devido ao uso de máquinas colheitadeiras e ao transporte da produção. “Outro problema é que o Brasil é muito dependente do transporte do diesel, muito dependente do modal rodoviário. Essa é uma questão estrutural, que está aí há anos e a gente não consegue resolver”, explicou. O especialista destacou que outros países de dimensões continentais utilizam mais ferrovias e hidrovias, reduzindo a dependência do transporte rodoviário, que é menos eficiente em relação ao consumo de diesel. Ele também comentou sobre a defasagem atual nos preços do combustível: “A defasagem é superior a R$ 2,00 por litro. Hoje a Petrobras vende a R$ 3,65 o litro do diesel A, diesel fóssil, nas refinarias, e no mercado internacional está mais de R$ 5,00”. Conflitos internacionais e impacto no preçoEberaldo explicou que o diesel, como toda commodity, passa por ciclos de preço influenciados tanto pelo petróleo, sua matéria-prima, quanto por variações na demanda global. Ele citou como exemplo o que ocorreu durante a guerra na Ucrânia: “Foi o que aconteceu na época da guerra da Ucrânia, em que o gás russo deixou de fluir para a Europa e começaram a usar mais diesel para a produção de energia. A demanda de diesel cresceu e o valor do diesel cresceu bastante, apesar do petróleo ter ficado estável”. O atual cenário geopolítico, especialmente os conflitos no Oriente Médio, também representa um fator de risco para o mercado de combustíveis. Segundo o especialista, o Estreito de Ormuz, importante rota de transporte de petróleo, enfrenta problemas com mais de 3 mil navios aguardando passagem, com fluxo reduzido de 100 navios semanais para apenas 5 a 7 atualmente. Alternativas e biocombustíveisSobre possíveis soluções, Eberaldo mencionou o potencial dos biocombustíveis. Ele explicou que o diesel consumido no Brasil, chamado de diesel B, contém 15% de biodiesel e 85% de combustível fóssil. Existe um mandato aprovado para aumentar a proporção de biocombustíveis para até 25% do diesel. “O biocombustível que é usado hoje no Brasil, obviamente tem várias rotas tecnológicas, de biomassa, de várias fontes distintas, mas ele praticamente vem da esterificação do óleo de soja e do sebo animal”, detalhou o especialista. Ele ressaltou que, embora o biodiesel tenha algumas características específicas, como a tendência a formar borra quando fica muito tempo parado, seu uso contínuo não apresenta problemas. Autor/Veículo: CNN

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Petróleo Brent fecha em máxima desde julho de 2022

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (20), após um dia marcado por volatilidade, com infraestruturas energéticas no Oriente Médio danificadas e o Estreito de Ormuz ainda em grande parte fechado. O Goldman Sachs apontou que os preços mais altos podem persistir até 2027. O petróleo Brent de maio fechou em alta de 3,26%, para US$ 112,19 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). O ganho semanal foi de 8,77%. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI, referência nos EUA, de maio, fechou em alta de 1,91%, a US$ 94,74 o barril. Na semana, porém, recuou 4,02%. “A persistência de vários grandes choques de oferta anteriores reforça o risco de que os preços do petróleo possam permanecer acima de US$ 100 por mais tempo em cenários de risco com interrupções mais prolongadas e grandes perdas persistentes de oferta”, escreveram analistas do Goldman Sachs em nota divulgada na quinta-feira (19). Os preços do petróleo bruto americano e do Brent divergiram ligeiramente esta semana, após o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter trabalhado para aumentar a produção nos EUA. Os Estados Unidos são o maior produtor de petróleo do mundo, o que protege o país de parte dos recentes impactos causados pela guerra com o Irã, observaram analistas do Deutsche Bank nesta sexta-feira (20). O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país acataria o apelo do presidente Trump para não repetir os ataques a importantes instalações de produção de energia no Irã. O ataque israelense ao campo de South Pars, no Irã, desencadeou a retaliação iraniana contra Ras Laffan, no Catar, a maior instalação de gás natural liquefeito do mundo, o que fez com que os preços do petróleo disparassem no início desta semana. Trump também procurou tranquilizar os americanos que enfrentam os preços da gasolina mais altos em quase dois anos e meio, dizendo que “isso vai acabar muito em breve”. Ele acrescentou que, antes de Israel e os Estados Unidos iniciarem a guerra contra o Irã, ele achava que os preços seriam “muito piores”. Um relatório também indicou que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg para pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Os preços da gasolina nos EUA subiram mais 3 centavos de dólar por galão durante a noite, chegando a uma média de US$ 3,91 nesta sexta-feira (20), segundo a Associação Automobilística Americana (AAA). Esse é o preço médio mais alto por galão de gasolina comum desde 13 de outubro de 2022. Sem perspectiva de fim do conflitoAproximando-se da quarta semana, o conflito não dá sinais de que está chegando ao fim. Países do Oriente Médio relataram ter interceptado drones e mísseis logo ao amanhecer desta sexta-feira (20). O Estreito de Ormuz — uma passagem marítima entre o Irã e Omã — está efetivamente fechado há 19 dias, interrompendo o fluxo de 20% do fornecimento mundial de petróleo. Uma fonte de segurança iraniana de alto escalão disse à CNN na quinta-feira (19) que o Estreito “não retornará às condições pré-guerra”, reiterando ameaças anteriores de que a via navegável seria interrompida caso o Irã fosse atacado. Com o Estreito praticamente bloqueado por quase três semanas, o Goldman Sachs prevê que os preços do petróleo provavelmente continuarão subindo. O banco alertou que o preço do Brent, referência internacional, poderá ultrapassar a máxima histórica, registrada em 2008, de cerca de US$ 147 por barril, caso as interrupções no fornecimento se prolonguem. No pior cenário, o banco estimou que os preços do Brent chegariam a cerca de US$ 111 por barril no quarto trimestre de 2027, se o fornecimento de petróleo pelo Estreito permanecesse muito baixo por mais de dois meses e a produção se mantivesse em 2 milhões de barris por dia após a reabertura. O cenário mais favorável, segundo o Goldman Sachs, prevê uma recuperação gradual do fluxo de petróleo pelo Estreito a partir de abril, levando o preço do Brent para a faixa dos US$ 70 até o quarto trimestre de 2026. A QatarEnergy, operadora estatal de Ras Laffan, já informou que os ataques com mísseis reduziram a capacidade de exportação de gás natural liquefeito do país em 17% e que a recuperação pode levar até cinco anos, impactando o fornecimento para os mercados da Europa e da Ásia. Pressão para reduzir os preçosPara combater o aumento dos preços da gasolina, o governo Trump está considerando diversas opções. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, sugeriu a remoção das sanções ao petróleo iraniano já em alto-mar, em uma tentativa de reduzir os preços do petróleo – o que poderia significar reforçar os cofres de guerra de um inimigo dos EUA. Mas a Casa Branca descartou, até o momento, a imposição de uma proibição às exportações de petróleo bruto e gás como uma possível forma de aliviar a alta dos preços da energia, compartilhou um funcionário do governo à CNN. Como parte de uma liberação emergencial histórica de petróleo, acordada por 32 países membros da Agência Internacional de Energia no início deste mês, os Estados Unidos se comprometeram a liberar mais de 172 milhões de barris de petróleo bruto de reservas. Trump também pediu publicamente o apoio dos aliados dos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz. O Reino Unido enviou um pequeno contingente de planejadores militares para trabalhar com os Estados Unidos na elaboração de um “plano coletivo viável”, afirmou um oficial da defesa britânica. Outros parceiros dos EUA, no entanto, disseram que é improvável que enviem recursos militares para o Estreito em meio às hostilidades em curso. Donald Trump atacou os aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nesta sexta-feira (20), alegando falta de apoio à guerra EUA-Israel contra o Irã, chamando os aliados de longa data dos EUA de “covardes”. *Com informações da CNN Internacional Autor/Veículo: CNN

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Importação de combustível despenca, e ANP vê ‘situação excepcional de risco’

Em nota técnica que justificou medidas para aumentar a oferta de combustíveis no país, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) diz que o mercado brasileiro passa hoje por “situação excepcional de risco”. O cenário é fruto, principalmente, da retração das importações após o início da guerra no Irã, que jogou pressão sobre os estoques existentes no país e sobre a Petrobras, principal fornecedora do mercado interno. Nos primeiros 17 dias de março, diz a agência, o volume de combustíveis importado caiu quase 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Brasil depende de importações para abastecer cerca de 30% do consumo de diesel e cerca de 10% do consumo de gasolina. “O aumento do preço internacional, associado ao risco logístico na região do golfo, reduziu a competitividade econômica do diesel importado e deslocou maior pressão de demanda para o produto nacional”, diz o texto. Com menor importação, empresas que tinham estoques de produtos passaram a perceber grande elevação nos pedidos de postos que dependiam de combustível importado. Essas empresas decidiram privilegiar seus clientes com contratos estabelecidos, gerando percepção de falta de combustíveis em algumas regiões. A escassez levou também a aumento de preços dos produtos, mesmo antes de reajuste da Petrobras. A Petrobras, por sua vez, já vinha adotando uma estratégia de reduzir aprovações de pedidos de distribuidoras, direcionando diesel e gasolina importados para leilões com preços maiores, o que teve impacto nos estoques do setor privado. Os dados da ANP apontam que, no primeiro trimestre, a estatal aprovou volumes menores de gasolina e diesel em relação ao mesmo período do ano anterior. A exceção é o diesel S-10, que teve volume maior durante os três primeiros meses do ano. A ANP destaca, porém, que os volumes que não foram vendidos em contratos passaram a ser oferecidos ao mercado em leilões. A estratégia tem impacto sobre o preço final do produto, mas não necessariamente sobre a oferta. Nesta semana, a estatal cancelou leilões de gasolina e diesel para entrega em abril, o que levou distribuidoras a enviar cartas ao governo alertando para o risco de falta de produtos. Para a ANP, o mercado passa por um momento de desequilíbrio de estoques, com pouco volume na ponta (distribuidoras e postos) e maiores volumes com produtores. “A Petrobras manteve estoques acima do estoque regulatório ao mesmo tempo em que praticamente todos os grandes clientes demandavam volume adicional”, diz a nota técnica. O cenário de risco, conclui o texto, é provocado por retração relevante da oferta importada, pressão sobre a demanda interna, desequilíbrio entre os estoques, expansão geográfica dos relatos de dificuldade de acesso ao produto e início de pressão também sobre a gasolina. Nesta quinta-feira (20), a ANP determinou que a Petrobras realize os leilões e implementou medidas de monitoramento do abastecimento, solicitando de grandes empresas do setor informações sobre estoques e programação de importações. Autorizou ainda o uso de estoques regulatórios que estão em mãos de refinarias e distribuidoras para suprir o mercado. As medidas se somam ao pacote do governo para tentar minimizar o impacto ao consumidor, com isenção de impostos federais sobre o diesel e uma subvenção de R$ 0,32 para empresas que venderem o produto com preço menor do que um valor estipulado pelo próprio governo. Distribuidoras e importadores privados, porém, defendem que a normalização do abastecimento depende de aproximação entre os preços internos e as cotações internacionais, hoje inflacionadas pelo conflito no Oriente Médio. O preço do diesel nas refinarias da Petrobras custa hoje R$ 2,68 por litro a menos do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). O valor é muito maior do que a subvenção de R$ 0,32 por litro criada pelo governo para compensar prejuízos com a importação. Em nota divulgada nesta sexta, seis entidades que representam empresas do setor reforçaram que as incertezas sobre os preços geram riscos de desabastecimento no mercado nacional. “Parte relevante do abastecimento nacional também vem de refinarias privadas e de importadores, os quais, diferentemente da Petrobras, não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços sempre de acordo com as referências internacionais”, escreveram. A Petrobras disse em nota na quinta que “continua entregando ao mercado todo o volume de combustíveis produzidos em suas refinarias, que estão operando em carga máxima” e que tem fornecido volumes “cerca de 15% superiores aos montantes acordados no início do mês”. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Petrobras: Reafirmamos nossa política de preços, com foco em não repassar volatilidade internacional

Seguimos comprometidos com uma atuação responsável, equilibrada e transparente. Nossa estratégia de formação de preços tem como pilar fundamental não repassar automaticamente a volatilidade dos preços internacionais ao nosso mercado doméstico. Neste sentido, o recente reajuste do diesel está em consonância com a estratégia comercial da companhia. Nossa estrutura de formação de preços continua sólida e funcionando. Em 14/03, reajustamos os preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. Importante destacar que o último ajuste de preços para as distribuidoras foi uma redução que ocorreu há 311 dias (em 06/05/2025) e que o último aumento realizado ocorreu em 01/02/2025, há mais de 400 dias. Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período. Impacto mitigado pela desoneração de tributos federais Ressalta-se que o impacto do reajuste anunciado para o consumidor final é mitigado, uma vez que o Governo Federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização de diesel. Adicionalmente, conforme comunicado ao mercado, nosso Conselho de Administração aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, instituído pela Medida Provisória nº 1.340 de 12/03/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias. A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica. Para a Petrobras, combinadas, as decisões de elevação do preço do diesel e de adesão à subvenção econômica vão resultar em um aumento potencial do valor recebido pela companhia de R$ 0,70 por litro, sem que esse ônus seja transferido para o consumidor na mesma proporção. Coletiva Em entrevista coletiva realizada na tarde do dia 13/03, a presidente Magda Chambriard reforçou que nossa política de preços continua funcionando em bases sólidas de retorno para a companhia e para os acionistas, sejam governamentais ou privados. Sobre os fatores geopolíticos da atualidade, Magda explicou que em um cenário de guerra, os preços terão avaliação diária. Antes do conflito, a perspectiva era de uma redução dos preços do diesel. A executiva assinalou que o momento afeta, não somente o Brasil, mas todos os países do mundo, que estão tomando suas providências, como a liberação de estoques estratégicos, e que a preocupação agora é não passar para a sociedade um nervosismo desnecessário, respeitando nossa política preços. Para isso, medidas para garantir o abastecimento do mercado estão sendo tomadas, como: adiamento das manutenções de refinarias (Replan e Repar); a operação do parque de refino com fator de utilização (FUT), em torno de 97%, o que propicia maior produção de derivados; e uma entrega de produtos maior do que o acordado com os distribuidores no início do ano. Autor/Veículo: Newsletter Petrobras

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Ministério da Fazenda se reúne hoje com secretários estaduais para discutir redução do ICMS

O Ministério da Fazenda se reúne nesta quarta-feira com secretários de Fazenda dos estados para discutir uma proposta de redução temporária (até dezembro deste ano) do ICMS sobre o diesel. A pasta comandada por Fernando Haddad acionou o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de fazenda estaduais sob a coordenação do governo federal, para tratar do tema. A medida está em linha com a decisão do governo federal que zerou as contribuições de PIS/Cofins para o combustível nas refinarias e assim, conter os efeitos da alta internacional do petróleo devido ao conflito mundial coordenado pelos Estados Unidos. Segundo interlocutores dos estados, todos os secretários de fazenda deverão participar, mas a tendência é não haja uma definição no encontro. Além da perda de receitas, os estados criticam a medida sob o argumento de que não há garantia de que os preços vão cair nas bombas. O governo federal deverá alegar que pretende intensificar a fiscalização sobre os preços cobrados pelos postos e a redução de impostos. Interlocutores dos secretários afirmam que os estados estão dispostos a colaborar, desde que haja uma forma de compensação pelas perdas. Caso a guerra termine e os preços se acomodem as alíquotas seriam majoradas novamente,mas ainda assim a medida é vista com ressalvas. Em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro adotou medida semelhante, de olho nas eleições. Mas a fatura sobrou para o governo atual, que precisou desembolsar R$ 26 bilhões para ccompensar os estados. Apesar disso, alguns estados veem a medida com desconfiança. Nesta terça-feira, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), emitiu nota. No documento, eles alegam que uma nova redução do ICMS pode enfraquecer a capacidade dos estados de financiar políticas públicas. Autor/Veículo: O Globo

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Caminhoneiros ameaçam paralisar ‘nos próximos dias’ e pressionam governo

Caminhoneiros de diferentes regiões do país estão articulando uma paralisação nacional que pode ocorrer nos próximos dias, em meio ao aumento do custo do diesel e à insatisfação com medidas adotadas pelo governo para conter a alta do combustível. À Folha, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse que a articulação envolve não apenas os motoristas autônomos, que sua associação representa, mas também os “celetistas”, que são contratados por empresas de transporte. A categoria vinha travando conversas ao longo dos dias com o governo sobre o aumento do preço dos combustíveis por meio de representantes da Secretaria-Geral e do Ministério dos Transportes, além de integrantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O governo tem monitorado o andamento das mobilizações para caso a paralisação se confirme. Não há uma data para a greve. Lideranças do setor afirmam que a categoria já deliberou a favor de cruzar os braços e, segundo Landim, trabalham na articulação com entidades regionais, cooperativas e transportadoras para alinhar uma data e ampliar a adesão ao movimento. O governo vê sinais de abuso de preços praticados na bomba e diz que vai fiscalizar os postos. Uma das principais críticas do setor é que, poucos dias após o anúncio do pacote de renúncia fiscal do governo para baratear o diesel e reduzir o impacto da crise internacional sobre o combustível, a Petrobras aumentou o preço do diesel nas refinarias, o que, segundo caminhoneiros, anulou o efeito da redução tributária. “O que foi feito até agora não serviu para nada. O governo já sabia que a Petrobras ia aumentar o preço do diesel depois. Então, na prática, não gerou redução nenhuma. Precisamos ter alguma garantia”, afirmou Landim. Segundo o caminhoneiro, há mobilização para paralisação nacional entre entidades de Santos (SP), Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Distrito Federal e Goiás. “A categoria deliberou para cruzar os braços, não tem condições de manter o trabalho. Entendemos os fatores externos, mas somos dependentes de 20% a 30% de importação isso torna a situação insustentável”, disse. No dia 12 de março, o governo federal anunciou um pacote emergencial para tentar conter a escalada do combustível, incluindo a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e medidas de subvenção que darão mais R$ 0,32 por litro a empresas produtoras ou importadores que venderem diesel abaixo de um valor pré-estabelecido. As medidas previam que o preço do combustível poderia cair até cerca de R$ 0,64 por litro em alguns casos. Um dia depois, porém, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A, combustível que sai das refinarias antes da mistura obrigatória de biodiesel. Segundo a Petrobras, o reajuste foi motivado principalmente pela alta do preço internacional do petróleo, impulsionada pela guerra que se espalha pelo Oriente Médio e eleva o custo global do combustível. Landim diz que o governo pode tomar outras medidas que aliviam o preço final para a categoria, como a exigência de que os contratantes respeitem o preço mínimo da tabela de frete e a isenção de cobrança de pedágio para quem passar sem carga pela estrada. Os caminhoneiros reclamam que não há cumprimento efetivo da legislação que estabeleceu os pisos mínimos para o transporte rodoviário de cargas e pedem a aplicação da Lei 13.703 de 2018, criada após uma grande paralisação da categoria naquele ano, quando passou a haver uma “política nacional de pisos mínimos do frete”. “Estamos lutando pela lei, que não tem cumprimento na ponta”, afirmou Chorão. Segundo ele, muitos caminhoneiros acabam aceitando valores abaixo do piso por falta de fiscalização efetiva e pela pressão do mercado. “A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que é responsável pela fiscalização, já tem meios de fazer o travamento eletrônico da planilha de custo mínimo.” A Abrava, entidade presidida por Landim, reúne cerca de 35 mil caminhoneiros. Estimativas do próprio setor indicam que o Brasil possui cerca de 790 mil caminhoneiros autônomos e aproximadamente 750 mil motoristas contratados sob regime celetista. O tema está sendo acompanhado de perto pelo governo federal, que já tinha identificado sinais de possível paralisação antes do anúncio da semana passada. De acordo com o líder da Abrava, integrantes da Casa Civil da Presidência da República entraram em contato com ele na segunda-feira (16) para discutir a situação. Mesmo assim, há ceticismo em relação às negociações. “A Casa Civil ligou ontem. Estamos cansados de nos sentarmos com o governo. Pode até ter mais diálogo hoje, mas as dificuldades são as mesmas e nada se resolve”, disse. Para caminhoneiros autônomos, que arcam diretamente com os custos de combustível, manutenção e pedágios, a combinação entre diesel caro e fretes pressionados é implacável. “Se não houver medidas que garantam previsibilidade de custos, a paralisação é uma das poucas formas que temos para pressionar por mudança”, disse Landim. Os governos estaduais decidiram negar pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o ICMS sobre o diesel em um esforço para enfrentar a escalada das cotações internacionais do petróleo em meio à guerra no Irã. Em nota divulgada nesta terça-feira (17), eles dizem que já perderam demais com corte do imposto estadual forçado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e acusam distribuidoras e postos de não repassarem quedas de preços ao consumidor. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Distribuidoras estão preocupadas com desabastecimento após Petrobras cancelar leilões

Distribuidoras de combustíveis estão preocupadas com possíveis problemas de abastecimento a partir da suspensão dos leilões de diesel e gasolina pela Petrobras. A petroleira confirmou nesta terça-feira (17) ao Valor que suspendeu os leilões programados para segunda-feira (16) e hoje e que está reavaliando os cenários.A Petrobras vende os combustíveis nos leilões pelos preços do mercado internacional, acima dos praticados nas refinarias da companhia, que estão defasados em relação aos produtos importados. O Valor apurou que o Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), que representa grandes distribuidoras do país, enviará ofício ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) alertando sobre o risco de desabastecimento. Já há registro de relatos de falta de combustível em algumas partes do país. Para ler esta notícia, clique aqui. Autor/Veículo: Valor Econômico

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