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Gasolina, passagens aéreas e etanol pressionam IPCA-15 de outubro

As altas nos preços da gasolina, passagens aéreas e etanol pressionaram juntas a inflação de outubro em 0,10 ponto porcentual, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os custos das famílias com itens do grupo Transportes passaram de uma queda de 0,25% em setembro para um aumento de 0,41% em outubro, uma contribuição de 0,08 ponto porcentual para a taxa de 0,18% de inflação neste mês. Os combustíveis subiram 1,16%. O etanol avançou 3,09% (impacto de 0,02 ponto porcentual), e a gasolina subiu 0,99% (item de maior pressão no mês, 0,05 ponto porcentual). O óleo diesel aumentou 0,01%, enquanto o gás veicular teve queda de 0,40%. As passagens aéreas ficaram 4,39% mais caras em outubro, impacto de 0,03 ponto porcentual. Houve altas também nos subitens ônibus urbano (0,32%) e metrô (0,03%). (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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Flexibilização do mandato do biometano foi um ‘ajuste de rota’ prudente, diz Petrobras

O mandato inicial do biometano proposto pelo governo — abaixo da meta prevista na lei do Combustível do Futuro — foi um “prudencial ajuste de rota”, disse nesta sexta-feira (24/10) o gerente-executivo de Gás e Energia da Petrobras, Alvaro Tupiassu. Ao participar do diálogos da transição 2025, evento promovido pelo estúdio eixos em parceria estratégica com a Firjan, Tupiassu destacou, no entanto, que a flexibilização não muda os planos da empresa para o setor a longo prazo. Assista na íntegra acima! “Vimos como um ajuste da trajetória para considerar o fato de que existe uma maturidade de projetos que talvez leve algum tempo a mais, não muito tempo, mas algum tempo a mais para se desenvolverem. Então vimos como trajetória ajustada, com um início mais devagar e que depois tende a se encostar onde esperava: no 1% inicial”. Segundo Tupiassu, a meta reconhece também os impactos da política sobre o preço do gás natural. Mas não muda os planos da companhia para o longo prazo. A Petrobras tem sinalizado a intenção de entrar na produção de biometano e conduz neste momento, em paralelo, uma concorrência no mercado para aquisição do gás renovável, de olho no cumprimento do mandato. “[A nova meta] Dá um pouco de respiro, mas a visão de longo prazo pouco muda”. Market share em queda Tupiassu comentou também sobre o aumento da concorrência no setor de gás natural. A participação da Petrobras no mercado brasileiro de gás atingiu, no terceiro trimestre, cerca de 62% do volume firme movimentado, segundo ele. Tupiassu destacou que a redução do market share reflete, em parte, os compromissos assumidos pela companhia com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em 2019. E tem impactos direto também sobre a competitividade do preço do gás. “Então, assim, nós vemos esse movimento muito claro: um aumento de oferta e competição, esses dois fatos juntos, gerando ofertas de gás cada vez mais competitivas, que tendem, na nossa visão, a trazer, ao longo do tempo, demandas novas”, disse. Principais pontos tratados pelo gerente da Petrobras Autor/Veículo: Eixos

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Governo concede cinco novas áreas para exploração de petróleo no pré-sal

Com arrecadação de R$ 103,7 milhões, o governo concedeu nesta quarta-feira (22) cinco novas áreas para exploração de petróleo no pré-sal, localizadas nas bacias de Santos e Campos. Do total ofertado, dois blocos ficaram sem interessados. Foi o segundo leilão de áreas exploratórias do país no ano em que sedia a COP30, a conferência da Organização das Nações Unidas sobre o clima. No primeiro, a ANP concedeu 34 blocos exploratórios —entre eles, 19 estão localizados na bacia da Foz do Amazonas. Na abertura do leilão desta quarta, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Artur Watt Neto, defendeu o aumento da produção de petróleo no país. “A transição energética responsável é feita pelo lado da redução da demanda”, afirmou. “A gente não pode pensar em restringir a oferta de um país. Se a gente fizesse isso, essa oferta seria prontamente substituída por outros países, com prejuízo aos interesses nacionais.” Após o leilão Watt disse que a concorrência foi um sucesso, apesar da ausência de grandes petroleiras como a americana ExxonMobil e a britânica Shell, sempre presentes em leilões do pré-sal. O diretor-geral da ANP citou o elevado ágio médio, de 91,20%, e a diversificação de empresas, como fatores positivos. A australiana Karoon, por exemplo, arrematou seu primeir bloco como operadora no pré-sal, chamado Esmeralda. Também estreantes como operadores, as chinesas CNOOC e Sinopec levaram em consórcio o segundo, chamado Ametista. Ambos ficam na porção sul do chamado polígono do pré-sal, em frente ao litoral paulista. É a mesma região do bloco Bumerangue, onde a britânica BP anunciou recentemente sua maior descoberta de petróleo e gás em 25 anos. A Petrobras ficou com dois blocos na Bacia de Campos, Citrino e Jaspe —o segundo em parceria com a norueguesa Equinor. A Equinor, sozinha, ficou com o bloco Itaimbezinho, também na bacia de Campos. Jaspe teve o maior bônus de assinatura da oferta, com R$ 52,2 milhões. Fica colada a um bloco onde a Shell fez descoberta de gás natural recentemente. “Foi um resultado importante em termos de diversidade e pluralidade de empresas. Pela primeira vez, uma petroleira independente saiu como operadora do pré-sal”, disse a diretora da ANP, Symone Araújo, referindo-se à Karoon. A concorrência ocorreu sob uma nova onda de otimismo petroleiro provocada pela emissão da licença para perfuração de poço na bacia da Foz do Amazonas. Foi o leilão do pré-sal com o maior número de inscritos desde que o modelo atual de ofertas de áreas foi estabelecido, em 2022. O incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à indústria do petróleo é alvo de protestos de organizações ambientalistas. Nesta segunda (20), a coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, chegou a dizer que o governo “sabota” a agenda climática. “A contratação de áreas é um primeiro passo fundamental para a manutenção das atividades do setor, para a recomposição, manutenção e acréscimo das reservas do país, atração de investimentos e criação de empregos”, disse antes do leilão o diretor-geral da ANP. Ele defendeu ainda que o petróleo “é totalmente compatível com transição energética”, alegando que o país já é um dos líderes em energia limpa e vem fomentando o desenvolvimento de biocombustíveis. O secretário de Petróleo e Gás do MME (Ministério de Minas e Energia), Renato Dutra, também defendeu o incentivo à exploração e disse que o governo trabalha para oferecer 18 blocos no próximo leilão do pré-sal, previsto para 2026. “O setor de petróleo e gás terá por um longo período um papel significativo na transição energética brasileira”, concluiu. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Feira recebe Encontro de Revendedores com debates sobre o futuro do setor de combustíveis

O Sindicombustíveis Bahia realiza, no dia 30 de outubro, um dos principais eventos do setor de combustíveis do Estado, o “Encontro de Revendedores em Feira de Santana”, que integra o “Ciclo de Encontros Regionais de Revendedores de Combustíveis da Bahia”. Será no Centro de Convenções e Teatro da cidade, no bairro São João, e vai reunir empresários, autoridades e representantes de órgãos públicos para debater temas estratégicos e apresentar soluções inovadoras para o segmento. “Retornamos à Feira de Santana, onde sempre temos casa cheia e debates excelentes, em mais uma oportunidade para aprofundar discussões sobre os principais desafios e perspectivas do nosso setor e para promover o diálogo com todos os agentes do mercado”, avalia o presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus Freitas. Para o presidente, o momento é de transformações significativas no segmento de combustíveis, o que torna ainda mais importante o compartilhamento de conhecimento e a busca por caminhos para um mercado competitivo, sustentável e ético. “Nosso encontro tem justamente o propósito de compreender o mercado, avaliar o cenário político e econômico, fortalecer a representatividade e se preparar para os próximos anos”, defende. A programação inclui palestras, painéis e uma feira de negócios, com a presença de importantes nomes do cenário nacional. Entre os destaques, estão o economista e apresentador Pablo Spyer, que comanda palestra master de encerramento da plenária, e o jornalista Rodolfo Schneider, que aborda o tema “Cenários político e econômico: perspectivas para o setor de combustíveis em 2026”. A grade também conta com nomes como Josué Bohn, diretor comercial da Acelen, que faz a palestra “Perspectivas do mercado de combustíveis no Brasil em 2026”; e o especialista em postos de combustíveis, Guilherme Cristofore, que trata do tema “O segredo das boas práticas que dão resultado”. O evento também conta com o Painel “Descaminhos do mercado de combustíveis”, que reunirá representantes da ANP, Polícia Federal, Receita Federal, PRF, Ministério Público, Sefaz-BA, Inmetro, Ibametro, entre outros órgãos. Além dos debates, os participantes poderão visitar a Feira de Negócios, espaço voltado à exposição de produtos, serviços e tecnologias do setor. O encontro será encerrado com um coquetel e música ao vivo. Parcerias O “Encontro de Revendedores de Feira de Santana” é uma realização do Sindicombustíveis Bahia. Tem patrocínio da Petrobahia, Larco, Shell, Acelen, Bahiagás, Webposto, Tecnoexpress, Hora Distribuidora, Hora Equipamentos, Ipiranga, Rodobens Mercedes, PA&P Nordeste, MM Letreiros Luminosos, Ferraro Seguros, Ápice Seguros, Atitude Soluções Ambientais, Escritório Andrade Schimmelpfeng, Monteiro e Monteiro Advogados Associados, Omega Contabilidade, Rtmo Contabilidade, M e G – Manutenção e Gerenciamento, AV2 Equipamentos, Plumas Contábil, Top Benefício, Petrox. Conta com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, ANP, PRF, Ibametro, Associação Comercial da Bahia, Fundação Paulo Cavalcanti e ClubPetro. * SERVIÇO O quê: “Ciclo de Encontros Regionais de Revendedores de Combustíveis da Bahia – 2025 – Encontro em Feira de Santana” Quando: quinta-feira, dia 30 de outubro Horário: a partir das 8h Onde: Teatro e Centro de Convenções de Feira de Santana, Rua Tupinambás, 69, São João, Feira de Santana/BA Realização: Sindicombustíveis Bahia Inscrição: https://forms.gle/KFe4HT694fjkiZeL7 * PROGRAMAÇÃO 08h – RECEPÇÃO e CADASTRAMENTO | CAFÉ DA MANHÃ | ABERTURA OFICIAL DA FEIRA DE NEGÓCIOS 08h30 – SOLENIDADE DE ABERTURA 09h – PALESTRA CENÁRIOS POLÍTICO E ECONÔMICO: PERSPECTIVAS PARA O SETOR DE COMBUSTÍVEIS EM 2026 COM RODOLFO SCHNEIDER, JORNALISTA, DIRETOR DE JORNALISMO 10h30 – PAINEL DESCAMINHOS DO MERCADO DE COMBUSTÍVEIS, COM ANP, POLÍCIA FEDERAL, RECEITA FEDERAL, PRF, MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA, MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, INMETRO, IBAMETRO, SEFAZ BA, SSP BA, PM BA, CORPO DE BOMBEIROS, SINDICOM BA, ICL, ACB 11h40 – PALESTRA PERSPECTIVAS DO MERCADO DE COMBUSTIVEIS NO BRASIL EM 2026 COM JOSUÉ BOHN, DIRETOR COMERCIAL DA ACELEN 12h30h – ALMOÇO OFERTADO PELO SINDICOMBUSTÍVEIS BAHIA COM VISITAÇÃO A FEIRA DE NEGÓCIOS 14h30 – PALESTRA O SEGREDO DAS BOAS PRÁTICAS QUE DÃO RESULTADO COM GUILHERME CRISTOFORE, ESPECIALISTA EM POSTOS DE COMBUSTÍVEIS 15h30 – PALESTRA MASTER COM PABLO SPYER -TOURINHO DE OURO, ECONOMISTA, SÓCIO DA XPINC., CEO DA VAI TOURINHO INC., APRESENTADOR 17h30 – ENCERRAMENTO COM COQUETEL E MÚSICA NA FEIRA DE NEGÓCIOS *A Feira de Negócios será paralela às palestras *Programação sujeita a alterações Autor/Veículo: Sindicombustiveis Bahia

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Leilão confirma pré-sal mais diversificado e ANP dá recado de continuidade da oferta

O leilão do 3º Ciclo da Oferta Permanente da Partilha negociou cinco dos sete blocos ofertados no polígono do pré-sal, nas bacias de Santos e Campos. a Petrobras foi a maior vencedora da disputa, com duas áreas arrematadas como operadoraem ambas a estatal superou concorrentesKaroon e CNOOC estreiam como operadores de blocos no regime de partilha, cada uma com um contratoa Equinor também arrematou duas áreas: Itaimbezinho como operadora e Jaspe como sócia da Petrobrase a PRIO tentou entrar no regime de partilha, mas perdeu a concorrência por Citrino para a PetrobrasAo todo, as cinco áreas negociadas garantiram uma arrecadação de R$ 103,7 milhões em bônus de assinatura — ante os R$ 161,5 milhões possíveis, se todos os blocos fossem arrematados. Veja o resultado do 3º Ciclo da Oferta Permanente da Partilha: Bacia de SantosEsmeraldaVencedor: Karoon (100%)Excedente em óleo ofertado: 14,10% (ágio de 33,8%)Bônus de assinatura: R$ 33.736.000,00Não houve concorrência AmetistaVencedor: CNOOC* (70%)/Sinopec (30%)Excedente em óleo ofertado: 9% (ágio de 40,4%)Bônus de assinatura: R$ 1.060.087,39Não houve concorrência Bacia de CamposCitrinoVencedor: Petrobras (100%)Excedente em óleo ofertado: 31,19% (ágio de 251,3%)Bônus de assinatura: R$ 5.689.435,33 O vencedor superou a concorrência da PRIO, que apresentou excedente de 22,42% ItaimbezinhoVencedor: Equinor (100%)Excedente em óleo ofertado: 6,95% (ágio de 4,2%)Bônus de assinatura: R$ 11.008.615,95Não houve concorrência ÔnixNão houve ofertas LarimarNão houve ofertas JaspeVencedor: Petrobras (60%)/Equinor (40%)Excedente em óleo ofertado: 32,85% (ágio de 96,4%)Bônus de assinatura: R$ 52.234.042,42 O vencedor superou a concorrência do consórcio Chevron /Qatar Energy que apresentou excedente de 28,89% Autor/Veículo: Eixos

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Postos, pelúcias, motéis e fintechs: onde a polícia já identificou lavagem de dinheiro do PCC

As novas estratégias para lavagem de dinheiro do crime pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) vão desde exploração de postos de combustíveis até lojas de brinquedo, passando por motéis, fintechs e lojas de rede de perfumaria. É o que revelam as mais recentes operações policiais que miram a operação financeira do crime organizado. Nessa quarta-feira, o Ministério Público de São Paulo, a Polícia Civil e a Secretaria da Fazenda deflagraram a Operação Plush, que investiga a viúva e a cunhada de Cláudio Marcos de Almeida, o “Django”, ex-chefe da facção assassinado em 2022. As duas, Natália Stefani Vitória e Priscila Carolina Vitória Rodrigues, são suspeitas de abrir lojas de brinquedos em shoppings da capital, Guarulhos e Santo André para ocultar recursos provenientes do tráfico e de outras atividades ilícitas do grupo. De acordo com o MP, as irmãs investiram milhões de reais em quatro lojas da rede Criamigos Oficinas de Ursos, embora não tivessem ocupação lícita declarada. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 4,3 milhões em bens das investigadas. O nome da operação, Plush, que significa “pelúcia” em inglês, foi escolhido em alusão ao ramo de atividade usado para mascarar o dinheiro do crime. Django, morto em circunstâncias violentas há três anos, era apontado como um dos principais articuladores do comércio de drogas e armas da facção. Ele já havia aparecido nas investigações da Operação Fim da Linha, que mirou a empresa de ônibus UPBus, suspeita de servir à lavagem de recursos do grupo criminoso. A Operação Plush se soma a uma sequência de ações recentes que vêm revelando o raio de alcance do PCC dentro da economia formal, envolvendo motéis, franquias de beleza e fintechs da Faria Lima, além de redes de postos de combustíveis em dez estados. Em agosto, a megaoperação Carbono Oculto desvendou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e fraudes tributárias no setor de combustíveis. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a facção chegou a controlar cerca de 1.560 postos e 40 fundos de investimento, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões. O grupo utilizava fintechs e instituições de pagamento, como a BK Bank e a Bankrow, para movimentar e ocultar valores de origem ilícita, usando o mecanismo das chamadas “contas-bolsão”, em que o dinheiro de vários clientes é misturado em uma única conta, dificultando o rastreamento. As investigações apontam que, entre 2020 e 2024, os postos ligados ao PCC movimentaram R$ 52 bilhões. O dinheiro era reinvestido em fazendas, usinas, imóveis de luxo e frotas de caminhões. Entre os bens apreendidos estavam uma mansão de R$ 13 milhões em Trancoso (BA), 1.600 caminhões, quatro usinas de álcool e um terminal portuário. O caso escancarou o uso de fintechs como “bancos paralelos”, que operavam à margem da regulação do Banco Central. Parte dessas instituições não era obrigada a reportar movimentações suspeitas ao Coaf, o que facilitava a ação do crime organizado. Um mês depois, em setembro, o Gaeco e a Receita Federal voltaram à carga com a Operação Spare, um desdobramento da Carbono Oculto. A investigação revelou que o PCC diversificou as frentes de lavagem: além dos combustíveis, usava franquias de beleza, motéis e empreendimentos imobiliários para dar aparência legal aos lucros ilícitos. O principal alvo era Flávio Silvério Siqueira, o “Flavinho”, suspeito de chefiar uma rede de 400 postos e 60 motéis. Só entre 2020 e 2024, o grupo teria movimentado R$ 4,5 bilhões, pagando apenas 0,1% em impostos. Outra figura central era Maurício Soares de Oliveira, dono de quase 100 lojas da rede O Boticário, que não tem relação com o esquema. Suas franquias operavam com 100% dos depósitos em espécie, um clássico indício de lavagem. As investigações também identificaram empresas de fachada e laranjas usados para movimentar os recursos, além da participação da fintech BK Bank, a mesma já citada na Carbono Oculto. Parte do dinheiro também era escoado por casas de jogos clandestinos no litoral paulista. Os promotores apontam conexões diretas entre empresários e lideranças do PCC. Nomes de alto escalão da facção, como Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, José Carlos Gonçalves, “o Alemão” e Rafael Maeda Pires, “o Japonês”, assassinados em anos anteriores, eram frequentadores das residências de alvos da operação. Poucos dias depois da Spare, a Polícia Civil da Bahia deflagrou uma operação que revelou outra ramificação do mesmo esquema, com lavagem de até R$ 6 bilhões por meio de 200 postos de combustíveis espalhados entre Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Sete pessoas foram presas, e R$ 6,5 bilhões em bens foram bloqueados. Essa estrutura varejista foi novamente alvo de uma nova fase da investigação, batizada de Operação Octanagem, deflagrada em São Paulo na terça-feira (21). A ação mirou postos ligados ao empresário Mohamad Hussein Mourad, suspeito de ser um dos operadores financeiros do grupo. Em um dos estabelecimentos, os policiais encontraram fraudes nas bombas e combustível adulterado. Segundo a Receita Federal, mais de mil postos em dez estados integravam a engrenagem que lavava dinheiro do PCC, reinserindo os valores no sistema financeiro por meio de fintechs e fundos de investimento. Autor/Veículo: O Globo

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EUA impõem sanções às maiores petrolíferas russas e pedem que Moscou aceite cessar-fogo na Ucrânia

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou nesta quarta-feira, 22, sanções contra duas das maiores empresas petrolíferas russas, Rosneft e Lukoil, com o argumento de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se recusa “a pôr fim” à guerra na Ucrânia. O anúncio das sanções ocorre depois que o presidente americano Donald Trump adiou uma reunião com Putin em Budapeste devido à falta de progresso para deter a invasão russa da Ucrânia. “Diante da negativa do presidente Putin a interromper esta guerra sem sentido, o Departamento do Tesouro impõe sanções a duas das mais importantes companhias petrolíferas que financiam a máquina de guerra do Kremlin”, disse Bessent em comunicado. Segundo a nota do Tesouro, também há a possibilidade de sanções secundárias a instituições financeiras estrangeiras que participam de transações com as empresas russas. “O OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA) pode proibir ou impor condições rigorosas à abertura ou manutenção, nos Estados Unidos, de uma conta correspondente ou de uma conta pagável de uma instituição financeira estrangeira que, conscientemente, conduza ou facilite qualquer transação significativa em nome de uma pessoa designada de acordo com a autoridade competente”, afirma. “O objetivo final das sanções não é punir, mas sim promover uma mudança positiva de comportamento” acrescenta o departamento em nota. Edward Fishman, pesquisador da Universidade Columbia, explica que de acordo com o texto do Tesouro, cabe ao governo americano decidir se vale a pena ou não aplicar as sanções secundárias previstas e afetar alianças importantes, como Índia, Emirados Árabes, Hungria e Brasil – que importa diesel da Rússia. “Isso ainda não está resolvido”, ele afirmou. A Rússia disse na quinta-feira que as novas sanções dos EUA à sua indústria petrolífera colocam em risco os esforços diplomáticos para acabar com a guerra na Ucrânia e afirmou que é imune a elas. “Consideramos esta medida totalmente contraproducente”, disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante sua coletiva de imprensa semanal. “Nosso país desenvolveu uma forte imunidade às restrições ocidentais e continuará a desenvolver com confiança seu potencial econômico, incluindo seu potencial energético”, acrescentou. Até hoje, o governo Trump não havia emitido nenhuma nova sanção à Rússia relacionada à invasão em larga escala da Ucrânia. É um forte contraste com os anos Biden, quando os Estados Unidos tiveram uma média de mais de 170 novas sanções por mês entre 2022 e 2024, visando a produção de armas, aquisição de tecnologia e serviços bancários. O governo Biden acabou bloqueando mais de 6.200 indivíduos, empresas, embarcações e aeronaves ligadas à Rússia, de acordo com uma análise de dados do Departamento do Tesouro. Trump expressou esperança de que as medidas ajudem a encerrar o conflito na Ucrânia: “Estas são sanções enormes (…) e esperamos que não durem muito. Esperamos que a guerra seja resolvida.” Quase ao mesmo tempo, um porta-voz da presidência da União Europeia informou que o bloco havia concordado em impor um novo pacote de medidas, o 19º desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, com o objetivo de cortar o financiamento de petróleo e gás de Moscou. Sanções da UE sobre petróleo e gásUma das medidas do pacote de sanções do bloco europeu é a proibição de um ano das importações de gás natural liquefeito da Rússia. Eles também colocarão na lista negra mais de 100 petroleiros da frota fantasma, um exército de navios que ajudam a Rússia a driblar as restrições à exportação de petróleo. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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O que muda com corte dos preços da gasolina? XP destaca impacto para Petrobras e IPCA

A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou a queda dos preços da gasolina em 4,9% (ou 14 centavos) após muitas teorias sobre a manutenção os valores altos do combustível em relação à paridade internacional. Contudo, em nota, a XP Investimentos destaca que continua vendo o preço da gasolina com um prêmio de cerca de 15% em relação à paridade do Golfo dos EUA (antes do ajuste, o prêmio era de cerca de 20%). Os preços do diesel se mantiveram e estão com um prêmio de cerca de 3% após a recente queda nos preços internacionais, segundo as estimativas dos analistas Régis Cardoso e João Rodrigues. Os analistas apontam que a visão é neutra para a Petrobras. “A redução de preço era amplamente esperada e ficou na faixa inferior das possíveis reduções de preço. Observamos também que as estimativas para os custos de paridade de importação divergiram bastante nos últimos períodos”, avaliam. A Associação Brasileira de Comerciantes de Combustíveis (Abicom) estima um prêmio muito menor, de cerca de +3% para a gasolina após a redução de preço, e o diesel ainda com um desconto de cerca de -3%. A XP ressalta que a redução de preço também tem implicações para os distribuidores de combustíveis e produtores de etanol. “Para os distribuidores, isso gerará perdas de estoque no 4T25. Observamos, no entanto, que esse efeito é transitório e não tem impacto além do quarto trimestre”, conclui. O Itaú BBA avalia que a medida era esperada, embora a magnitude tenha ficado abaixo das expectativas do mercado. A diferença entre os preços domésticos da gasolina e o preço de paridade internacional (IPP) aumentou e se manteve nas últimas cinco semanas, levando o mercado a antecipar uma revisão de preços, confirmada pelo anúncio de hoje, destacam os analistas. Segundo as estimativas, os preços domésticos da Petrobras estavam 11% acima da paridade, sugerindo que o ajuste (-5%, ou R$ 0,14 por litro) foi menor do que o esperado. “Vale destacar que um aumento do imposto estadual (ICMS) sobre a gasolina está previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026”, aponta. “Após o ajuste de hoje, os preços domésticos da gasolina ficarão 6% acima do IPP, segundo nossas estimativas. É importante notar que a empresa pode avaliar os parâmetros de sua estratégia comercial de forma diferente das nossas estimativas”, conclui o BBA. Já a equipe macroeconômica da XP avalia que a redução do preço da gasolina tem impacto baixista de 9 pontos-base (bps) no IPCA (8 bps na gasolina e 1 bp por efeito indireto sobre o etanol), sendo -3 bps em outubro e -6 bps em novembro. Por fim, incorporando o efeito, a estimativa é de revisão nas projeções do IPCA entre 4,5% e 4,6% (hoje em 4,7%). Autor/Veículo: Infomoney

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Ibama libera Petrobras para buscar petróleo na Foz do Amazonas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu na segunda-feira (20) à Petrobras a licença para a estatal perfurar um poço na Bacia da Foz do Amazonas (AP) na Margem Equatorial. A decisão pôs fim a um período de quase 12 anos de espera e abre espaço para estudos técnicos sobre aquela que é considerada a nova fronteira petrolífera de maior potencial desde a descoberta do pré-sal, em meados dos anos 2000. No setor de petróleo, a exploração é uma fase de pesquisa que inclui a perfuração de poços para avaliar se existe óleo no local. Clique aqui para continuar a leitura. Autor/Veículo: Valor Econômico

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Após onda de eletrificação, montadoras voltam a apostar na gasolina

Apesar de investir bilhões de dólares em veículos elétricos, uma grande parte da indústria automobilística está se adaptando rapidamente —e com satisfação— a uma nova realidade para o tradicional ICE (sigla em inglês para motor de combustão interna). O CEO da Ford, Jim Farley, chamou a mudança de “uma oportunidade de bilhões de dólares”, enquanto a rival General Motors está apostando US$ 900 milhões em um V8 mais limpo, que pode ser usado em caminhões e SUVs. No entanto, analistas alertam que essa mudança traz grandes riscos, considerando a rápida ascensão da China em veículos elétricos. O foco em veículos a gasolina e híbridos segue uma desaceleração na demanda por veículos elétricos nos EUA após o presidente Donald Trump cancelar créditos fiscais para compras no setor e propor a revogação de regras sobre emissões de gases de efeito estufa. Ford e GM não estão sozinhas. A Stellantis também ressuscitou o motor V8 Hemi nas picapes RAM e no Dodge Charger. A japonesa Honda adiou um investimento de US$ 11 bilhões em uma fábrica de veículos elétricos no Canadá por dois anos, enquanto a sul-coreana Hyundai anunciou planos para uma nova picape de tamanho médio nos EUA. Mesmo na Europa e no Reino Unido, onde as vendas de veículos elétricos representaram 20% dos novos registros em agosto, uma reviravolta pode acontecer. Executivos pedem que a proibição de motores a gasolina em 2035 seja flexibilizada para permitir outras tecnologias, como os veículos híbridos. Apenas a China avançou em sua transição verde com veículos elétricos, que devem superar as vendas de carros a gasolina em base anual pela primeira vez este ano. “A cauda do ICE agora é mais gorda e longa do que qualquer um pensou que seria”, disse o diretor financeiro da GM, Paul Jacobson, em uma conferência recente, mesmo enquanto a empresa continua a investir em novos carros elétricos. A significativa perda de participação de mercado na China por marcas estrangeiras também deixa a indústria com pouca escolha a não ser buscar mais vendas nos EUA. “Em dez anos, as empresas poderiam acordar e ser muito regionais, relevantes apenas nos EUA, e isso seria bastante limitante para seu potencial de longo prazo”, disse Mark Wakefield, líder global de mercado automotivo da AlixPartners. Apesar do recente declínio nos preços das baterias, os carros elétricos são menos lucrativos do que seus equivalentes a gasolina. No ano passado, a Ford registrou um prejuízo operacional de US$ 5 bilhões em seu negócio eletrificado, mas obteve US$ 5,3 bilhões de sua divisão a combustão. A AlixPartners reduziu quase pela metade sua previsão de veículos eletrificados para os EUA e agora espera que os elétricos representem 7% das vendas de carros em 2026, com os automóveis a gasolina chegando a 68% e os híbridos, a 22%. Mesmo em 2030, espera-se agora que os veículos eletrificados representem apenas 18% nos EUA, significativamente menor que os 40% na Europa e 51% na China. Entre os poucos perdedores da reversão no ambiente regulatório dos EUA estão marcas focadas em elétricos como a Tesla, que na semana passada alertou que mudanças nas regras de emissões “privariam os consumidores de escolha e extensos benefícios econômicos” e “teriam efeitos negativos na saúde humana”. Outra perdedora é a alemã Porsche, que recentemente alertou sobre um impacto de 1,8 bilhão de euros no lucro operacional anual como resultado do custo de expandir sua linha de gasolina e híbridos. “A morte do motor de combustão interna não vai acontecer em nossa vida”, disse Joseph McCabe, presidente da AutoForecast Solutions. O CEO da BMW, Oliver Zipse, disse recentemente que a montadora sempre seguiu uma estratégia flexível, e que ignorar a demanda contínua por carros a gasolina foi um erro. As fortes vendas de híbridos nos EUA ajudaram a impulsionar os resultados globais da japonesa Toyota para um recorde nos primeiros oito meses do ano, com 7,4 milhões de unidades vendidas. Os híbridos representaram cerca de 40%, e o estoque desses veículos nos EUA era de apenas cinco dias em maio. A visão da China, agora o maior mercado automotivo do mundo, é drasticamente diferente, e analistas alertam sobre os perigos de as montadoras tradicionais, particularmente os grupos americanos, desacelerarem a eletrificação para investir novamente em motores a combustão. A China produziu 18,6 milhões de carros a gasolina no ano passado —dos quais mais de 4 milhões foram exportados— em comparação com um pico de 28,1 milhões em 2017, de acordo com dados da Automobility. O mercado chinês responde por dois terços das vendas globais de carros elétricos, em comparação com apenas 9% nos EUA. A China também tem cerca de 70% da participação no mercado mundial de baterias, além do domínio no processamento de níquel, cobalto e grafite e na produção de cátodos e ânodos. Enquanto tarifas de 100% significam que a BYD e outras montadoras chinesas estão excluídas do mercado americano, elas estão fazendo incursões agressivas na Europa. “O mercado de carros elétricos não está apenas crescendo rapidamente, sua própria natureza está mudando”, disse Tanya Sinclair, CEO da Electric Vehicles UK. “É por isso que é decepcionante ver atrasos [em modelos eletrificados].” Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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