Uncategorized

Uncategorized

Comissão debate fiscalização da mistura de biodiesel no óleo diesel B

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizará audiência pública na terça-feira (14) para discutir a fiscalização da mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel B e os impactos concorrenciais, ambientais e ao consumidor decorrentes do descumprimento da norma. O debate atende a pedido do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e está marcado para as 10 horas, no plenário 14. O objetivo é avaliar a atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na fiscalização da mistura e propor medidas que assegurem o cumprimento das metas de transição energética previstas na Lei do Combustível do Futuro, que estabelece aumento progressivo do teor obrigatório de biodiesel no óleo diesel B. Segundo o deputado, relatórios técnicos recentes indicam aumento preocupante na venda de diesel B com teor de biodiesel inferior ao mínimo legal. Dados da ANP e de entidades como o Instituto Combustível Legal (ICL) mostram que 43% das amostras testadas entre março de 2024 e maio de 2025 estavam fora da especificação. Alceu Moreira alerta que a comercialização de diesel fora das especificações legais compromete a concorrência leal, reduz a arrecadação e traz riscos ambientais e mecânicos. “A prática de não conformidade na mistura de biodiesel tem gerado distorções no mercado e ameaça os avanços conquistados na política de biocombustíveis do país”, afirma. Autor/Veículo: Agência Câmara de Notícias

Uncategorized

Como funciona o novo laboratório que produzirá combustível verde em SP

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, inaugurou na quinta-feira, 9, o Laboratório de Hidrogênio, LabH². No local, será produzido hidrogênio para pesquisar como baratear seu preço, tornar seu uso mais eficiente e como armazená-lo de forma segura, além de como automóveis ou indústrias podem utilizá-lo. O objetivo do laboratório é acelerar o uso de hidrogênio no Brasil e facilitar a implementação dessa tecnologia, com potencial para reduzir significativamente as emissões de gás carbônico, o principal causador do efeito estufa. O LabH² vai ainda formar mão de obra especializada por meio de cursos de pós-graduação e realizar projetos de pesquisa, em parceria com empresas, prefeituras e instituições de outros países, como a Alemanha e Portugal. O laboratório fica na Cidade Universitária da USP, na zona oeste de São Paulo. São 1 mil m² de área construída, com dois pontos para abastecimento com hidrogênio, que permitirão atender tanto automóveis quanto ônibus e caminhões, e 30 técnicos especializados em energia renovável. O governo investiu R$ 50 milhões no local. “Automóveis movidos a hidrogênio vão ser uma grande revolução”, afirmou Anderson Correia, diretor-presidente do IPT. “Além de não fazer barulho, a energia gerada pelo hidrogênio é limpa, enquanto a que vem do petróleo e do carvão é suja, polui.” O LabH² é um exemplo de parceria entre a administração pública, o mundo acadêmico e a iniciativa privada, um modelo que pode alavancar projetos ligados à inovação. Na década de 1970, o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), por exemplo, colocou o Brasil na dianteira do desenvolvimento de bioenergia graças ao esforço conjunto de cientistas, empresas e poder público.Modelos de automóveis a hidrogênio A inauguração do LabH² ocorre em meio às negociações com quatro empresas — Toyota, Hyundai, GWM e Tupi —, além de parceria já assinada com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU). Com as montadoras, Correia conta que a ideia é estimular a fabricação no Brasil de modelos de automóveis a hidrogênio, como os carros Hyundai Nexo e Toyota Mirai e o caminhão GWM Hydrogen Truck. Esses modelos marcaram a abertura do LabH2. “Estamos testando como armazenar o hidrogênio dentro do motor para ficar o mais seguro possível, estudando qual o melhor metal a ser usado, como garantir a segurança em caso de acidente para que o hidrogênio não escape”, afirma o presidente do IPT. A ausência de postos no País — devido à dificuldade e ao alto custo de armazenamento do hidrogênio — é um dos grandes gargalos para o uso de automóveis movidos pela substância. Por isso, o IPT já testa alternativas para esse armazenamento. “Vamos testar ônibus movidos a hidrogênio com a EMTU. A empresa gerencia 5 mil coletivos na Grande São Paulo. O governo do Estado pode criar postos de abastecimento com hidrogênio para esses ônibus, porque precisa ter uma demanda para funcionar. É isso que tentamos incentivar”, disse o presidente do IPT. Como funciona Com o LabH², o IPT passa a ter estrutura para produção, compressão, armazenamento e fornecimento de hidrogênio. A produção pode envolver processos que utilizam exclusivamente energia renovável ou também com baixa emissão, por exemplo, a partir do aproveitamento de resíduos. O hidrogênio é vantajoso tanto em usos de mobilidade quanto em processos de aquecimento na indústria, a exemplo da cerâmica e de metais. No carro a hidrogênio, a energia usada para mover o veículo é produzida no motor, de forma constante, o que torna o veículo mais eficiente. Assinado em 2015, o Acordo de Paris prevê esforços para limitar alta da temperatura global a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais (meados do século 19). Tecnologias que permitam uma transição energética são essenciais para evitar a queima de combustíveis fósseis. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

Uncategorized

Setor de energia pode descarbonizar transportes e indústria, mas carece de governança, diz coalizão

O setor elétrico diz que pode ajudar a descarbonizar transportes e indústria no Brasil, contribuindo para as metas de redução de emissões do país, mas cobra maior ação do governo para organizar o mercado, hoje alvo de lobbies que preocupam investidores e elevam o custo das tarifas. A mensagem foi entregue nesta quinta-feira (9) à presidência da COP30 por uma coalizão envolvendo 73 empresas e oito associações. Estão fora da lista, porém, representantes da energia solar, que vêm se beneficiando de subsídios criticados no manifesto. O trabalho elaborado com apoio da consultoria PSR parte do princípio de que a matriz elétrica brasileira já é 90% renovável, então o objetivo de longo prazo é manter esse percentual, que hoje já representa mais do que o dobro da média global. Para isso, diz, é necessário mais do que dobrar a capacidade atual de geração de energia, inserindo 345 GW (gigawatts) em potência nova de energia limpa. Assim, o país chegaria a 2050 com 88% da matriz elétrica renovável. O presidente da PSR, Luiz Barroso, diz que a projeção considera o avanço da eletrificação sobre os setores de transporte e indústria e a implantação de projetos de grande consumo, como data centers ou plantas de hidrogênio verde. E conclui que a manutenção da matriz 90% da matriz renovável tem potencial de promover sinergias para a descarbonização nacional e global da economia em até 176 milhões de toneladas de CO₂ por ano. O valor é equivalente a 11% das emissões totais do Brasil atualmente. “Hoje, a indústria vive de usar combustível fóssil, seja carvão ou gás para esquentar água ou gerar vapor. A gente assume que muitos desses processos podem ser eletrificados”, afirma ele. “Por isso é importante manter a renovabilidade [da matriz].” O manifesto defende, porém, que essa ambição depende de correção de rumos de governança. A avaliação é que o governo deixou de ser o agente central de planejamento do setor, que vem sendo feito de forma equivocada pelo Congresso Nacional. Esse cenário permitiu, por exemplo, a aprovação de leis para a contratação sem necessidade de energias fósseis e diversas prorrogações de subsídios que levaram ao crescimento descontrolado da geração distribuída de energia solar no país. Entre as propostas entregues à presidência da COP, portanto, estão vedações para a contratação de energia fóssil que não esteja prevista pelos órgãos planejadores e para a concessão de novos subsídios setoriais, além daqueles com objetivo social. O setor diz ainda que é importante reduzir subsídios vigentes, modernizar tarifas para fomentar eficiência energética, fomentar investimentos de adaptação da rede de transmissão às mudanças climáticas e reforçar a governança do setor. “A escolha é se vamos ter transição organizada ou caótica. O que enfrentamos agora é transição caótica, o que é sintoma de desordenamento setorial”, diz o diretor executivo de Regulação da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica), Ricardo Brandão. Segundo o estudo, a redução da renovabilidade da matriz limita seu impacto sobre a descarbonização da economia brasileira. No limite, o setor pode passar a ser emissor líquido de carbono caso a participação das renováveis seja menor do que 70%. “O recado do setor privado é que precisa de previsibilidade e planejamento”, diz a presidente do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), Marina Grossi. “Não se faz nada para 2050 sem planejar um plano de ação para o curto prazo.” Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Por que montadoras retomam aposta na gasolina

Apesar de investir bilhões de dólares em veículos elétricos, grande parte da indústria automobilística tradicional está se adaptando rápida e alegremente a uma nova realidade: a de uma vida mais longa para o motor a combustão. Jim Farley, executivo-chefe da Ford, chamou essa mudança de “oportunidade de múltiplos bilhões de dólares”, enquanto a concorrente General Motors (GM) está apostando US$ 900 milhões no futuro de um motor V8 mais limpo, que pode ser usado em caminhonetes e utilitários esportivos (SUVs) movidos a gasolina ou híbridos. Clique aqui para ler a notícia completa. Autor/Veículo: Valor Econômico

Uncategorized

COP-30: Maior desafio na transição energética no Brasil é substituir o diesel, diz diretor da ANP

O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Pietro Mendes afirmou nesta quinta-feira, 9, que a substituição do diesel no setor de transportes pode ser considerada como o “maior desafio” na transição energética no Brasil. Segundo ele, o País possui uma frota muito antiga e não há recursos de orçamento público para fazer um programa específico para a renovação de frotas. Ainda de acordo com Mendes, a utilização de biocombustíveis para transporte pesado é a “principal solução” para o Brasil fazer a descarbonização neste setor de mobilidade de cargas e passageiros. O diretor é ex-secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), sendo um dos principais responsáveis por marcos legais dos últimos dois anos, como a lei do “combustível do futuro” — que dispõe sobre a promoção da mobilidade sustentável de baixo carbono. Mendes participou do seminário sobre a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), com o tema “Rotas brasileiras para a descarbonização veicular”. O evento foi organizado pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). “Nós temos dificuldade das longas distâncias que são percorridas no Brasil, então, se não for biocombustível, vamos precisar de corredores para carregamento de veículos (elétricos), investimentos pesados em infraestrutura”, disse o diretor da ANP. Ele reforçou que a eletrificação também é parte da solução, mas alguns aspectos, do ponto de vista da emissão de poluentes, devem ser considerados. Isso porque as baterias acabam aumentando o peso dos veículos e o próprio contato da roda com o asfalto gera emissões. “Você imagina colocar uma carga ainda maior de baterias, os impactos que tem. Não estou criticando a eletrificação, mas acho que precisamos ponderar todos esses aspectos quando falamos de emissões e de ciclo de vida”, avaliou Mendes. O seminário da FPBio é um dos diversos eventos não oficiais que antecedem a COP-30. O “pré-COP” será realizado oficialmente na próxima semana. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

Uncategorized

BYD anuncia plano de produzir 600 mil carros por ano em Camaçari

A BYD anunciou o plano de chegar a uma capacidade de produção de 600 mil carros na fábrica inaugurada oficialmente nesta quinta-feira, 9, em Camaçari, na Bahia. A unidade arranca com capacidade instalada de 150 mil veículos por ano e já tinha, no projeto original, a previsão de chegar a 300 mil unidades numa segunda etapa.Antes da cerimônia de inauguração, porém, o CEO da BYD, Wang Chuanfu, anunciou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o compromisso de dobrar esse volume, para 600 mil automóveis. A meta da BYD é ser uma das três maiores montadoras do País até 2028 e se tornar a número um até 2030. Nesta quinta-feira, a BYD inaugurou a linha que finaliza a produção dos carros que a marca importa parcialmente montados da China. A cerimônia reuniu, além de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o prefeito de Camaçari, Luiz Carlos Caetano.A fábrica, conforme informa a montadora, já emprega mais de 1,5 mil trabalhadores. A promessa é avançar gradualmente no uso de componentes nacionais dos automóveis. Quando concluído, assegura a BYD, o complexo realizará a fabricação completa dos principais modelos da marca. ‘Futuro é elétrico’, diz o CEOEnquanto montadoras mantêm investimentos no Brasil em motores convencionais flex, movidos a gasolina ou etanol, o fundador e CEO da BYD, Wang Chuanfu, disse que o “futuro é elétrico” em discurso na inauguração. “O futuro é elétrico; o futuro pertence a todos nós”, exclamou Chuanfu, que vê o Brasil em posição privilegiada para liderar a “transformação verde”. Segundo o empresário, o País tem energia limpa abundante e consumidores dispostos a abraçar novas tecnologias. “Acreditamos que vamos ajudar o Brasil a acelerar a transição energética”, acrescentou Chuanfu. Em Camaçari, a BYD monta carros elétricos e híbridos, que combinam um motor convencional a combustão interna, que roda tanto com gasolina quanto com etanol, com um propulsor elétrico. O CEO da BYD informou que 30 carros híbridos flex, que chamou de solução brasileira de mobilidade verde, serão fornecidos no mês que vem para a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, a COP30. Após o evento, os carros serão doados a escolas públicas. O empresário destacou ainda que a BYD, já com 170 mil proprietários de seus carros no Brasil, lidera há dois anos o mercado de automóveis elétricos no País. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

Uncategorized

Principal suspeita é que etanol comprado em posto e batizado com metanol foi usado em bebidas

Duas semanas depois do início da crise do metanol, a Polícia Civil de São Paulo ainda não sabe a origem da substância que resultou na morte de cinco pessoas, além de 259 casos suspeitos (sendo 24 confirmados) em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul. Até agora, a Vigilância Sanitária Estadual interditou 12 estabelecimentos e fiscalizou 23, mas as equipes ainda não chegaram à causa da contaminação. Segundo a Polícia Civil, a tese mais provável, neste momento, é de que galões de etanol comprados em postos de combustíveis e batizados com metanol foram usados para fabricar as bebidas adulteradas que provocaram a onda de contaminação pelo solvente. O delegado Luís Augusto Storni, titular do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPCC), responsável pelos casos, explicou ao GLOBO que as investigações são preliminares e a origem do metanol ainda não foi descoberta. Mas, segundo ele, o uso de etanol já contaminado com a substância, comprado em postos de gasolina, é um dos cenários prováveis. — De quem eles [falsificadores de bebidas] compram esse combustível? Eles compram onde for mais fácil e mais rápido para poderem fazer o produto deles. E qual é o lugar mais fácil e mais rápido pra comprar? O posto de gasolina — diz. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, falou dessa hipótese duas vezes nesta semana, mas acrescentou que, por ora, não há evidências de envolvimento do crime organizado nas adulterações. Ao GLOBO, Storni afirma que um possível excedente de metanol no mercado, depois que operações recentes tiveram como alvo empresas de combustível ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), pode ter resultado na mistura excessiva de metanol nos postos, para dar vazão ao produto. A hipótese é apontada desde o início da crise pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação. — Pode (ter acontecido). Num posto de gasolina, por exemplo. Pode. Mas você concorda que o cara que tem a fábrica clandestina, ele comprou como sendo o etanol? Até porque o posto, teoricamente, não pode vender o metanol — diz. Inicialmente, uma das linhas de investigação seria o uso do metanol na higienização de garrafas de bebidas falsificadas, deixando resquícios tóxicos no produto final. Mas, segundo Storni, nas garrafas de bebidas já periciadas foi encontrada uma porcentagem alta de metanol em comparação ao etanol, em torno de 36%, o que torna essa hipótese menos provável. — Pela concentração que nós localizamos agora, não dá pra dizer que é fruto de lavagem de garrafa, nem mesmo das fábricas clandestinas. O percentual é muito maior. Nós havíamos feito essa suposição porque tivemos casos há uns quatro anos, em fábrica de cerveja, mas isso agora vai ficando mais em segundo plano — acrescenta. Ele conta que o trabalho de investigação é complexo porque é necessário fazer o caminho contrário da contaminação: descobrir a substância encontrada nas pessoas contaminadas, onde elas ingeriram a bebida, qual foi a distribuidora que forneceu o produto para o comércio e a fábrica que produziu a bebida para só, enfim, chegar à origem de onde o metanol foi adquirido. — Pela nossa experiência, a gente percebe que essas fábricas clandestinas são muito precárias e usam sempre o álcool, o etanol. Porque ele é um produto que faz com que eles possam falsificar a bebida, deixar mais barata e aumentar o lucro. Tudo leva a crer que eles compraram o etanol e receberam o metanol, sem saber. Pelo menos a nossa teoria preliminar é essa, mas não sabemos ainda, temos que continuar — pondera. Durante coletiva de imprensa em São José do Rio Preto, na quarta-feira (8), Derrite também disse que as pessoas que adulteram bebidas alcoólicas podem ter comprado um galão de etanol já contaminado com a substância, até porque a adulteração de combustíveis com metanol é um crime muito mais comum no estado. — Qualquer pessoa pode chegar lá (no posto de gasolina) com um galão de 20 litros e fazer a aquisição de um etanol. Esse etanol possivelmente estaria contaminado, e isso gerou essa onda de contaminações — disse. As perícias que já foram concluídas permitiram excluir outra hipótese: a presença de metanol gerado naturalmente nas bebidas. O metanol é um subproduto do processo de destilação de bebidas alcoólicas, porque a fração inicial da destilação (“a cabeça”) é rica em metanol. Mas, na indústria, essa parte é descartada. Somente quando ocorre alguma falha nesse processo, esse metanol não é descartado e pode permanecer no produto final. Após realizar a análise de dois lotes de garrafas apreendidas, a Polícia Científica de São Paulo concluiu, porém, que não foi esse o caso das bebidas já analisadas. Ficou constatado que o metanol foi adicionado em algum momento (seja no álcool usado na produção da bebida, seja na bebida já pronta) e não é produto da destilação natural. Desde a semana passada, as Polícias Militar e Civil de São Paulo e a Polícia Federal têm deflagrado uma série de operações contra adulteração de bebidas alcoólicas. Todos os casos relativos a essas contaminações são investigados pelo DPPC, e já foram apreendidas 1.423 garrafas de bebidas destiladas cheias e 824 vazias. Tudo o que foi apreendido foi encaminhado para Polícia Técnico-Científica, que faz a perícia, mas os laudos ainda não ficaram prontos. Crime organizado Na semana passada, a Polícia Federal havia suscitado a possibilidade de facções criminosas como o PCC estarem ligadas aos casos de contaminação de bebidas alcoólicas com metanol. Entretanto, com o avançar das investigações, nesta quarta o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que ainda é “prematuro” apontar que o crime organizado está por trás disso. Segundo ele, nenhuma linha de investigação pode ser descartada. — Nós não descartamos nenhuma hipótese nesse momento. Muito prematuro dizer se há organização criminosa ou não. O que eu disse é que existe uma possibilidade de conexão com a operação anterior pelo fato de o porto de Paranaguá ser a porta de entrada do metanol — disse Rodrigues. Ele referiu-se às operações deflagradas no fim de agosto com o objetivo de

Uncategorized

MPF recomenda suspensão da licença da Petrobras na Foz do Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que não conceda licença de operação à Petrobras, para explorar o bloco localizado na bacia da Foz do Amazonas, até que a empresa demonstre a real capacidade de resposta em caso de vazamento de óleo. De acordo com a procuradoria, é necessário que a Petrobras faça um novo exercício simulado na área, que fica a cerca de 175 km da costa do Amapá, a uma profundidade de mais de 2,8 mil metros. O bloco onde será feita exploração de petróleo está em uma região de grande biodiversidade, que pode ser afetada em caso de acidente. Em agosto, a Petrobras realizou a avaliação pré-operacional, para avaliar dois planos: o de Emergência Individual e o de Proteção à Fauna Oleada. Foram mais de 400 profissionais envolvidos, com embarcações, aeronaves e uma sonda de perfuração. Segundo a procuradoria, o parecer técnico do Ibama mostra que a Petrobras descumpriu diversos pontos do plano de proteção, como operações noturnas e o uso de embarcações não previstas, para cumprir o prazo de 24 horas previsto para o resgate de animais. Mesmo assim, a diretoria do Ibama aprovou a avaliação e recomendou a concessão da licença de operação, se as observações técnicas forem observadas e realizada nova simulação. Para o MPF, essa medida é contraditória e viola as normas do licenciamento. O Ibama disse que vai responder dentro do prazo estabelecido de 72 horas. Nossa produção tentou contato com a Petrobras, mas ainda não obteve resposta. Autor/Veículo: Agência Brasil

Uncategorized

ANP conclui homologação dos 34 blocos do 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC5)

Foi concluída hoje (8/10/2025) a homologação dos 34 blocos arrematados no 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC5), cuja sessão pública foi realizada em 17/6/2025. Na OPC5 registrou-se um recorde em ofertas de bônus de assinatura, alcançando o montante de R$ 989.261.000,96, o maior já obtido em todos os ciclos anteriores da OPC. A homologação foi concluída com a publicação, no Diário Oficial da União, da homologação complementar relativa ao bloco terrestre PRC-T-121, na Bacia do Parecis. Os resultados dos outros 33 blocos já haviam sido homologados em 26/8. O bloco PRC-T-121 foi arrematado pela licitante Dillianz Petróleo e Gás Biocombustíveis S.A. e a sua homologação ocorreu após a conclusão da etapa de qualificação dessa empresa. Os próximos passos, agora, serão a apresentação, pelas nove licitantes vencedoras do 5º Ciclo, de garantias financeiras dos investimentos exploratórios mínimos, entrega de documentos obrigatórios e pagamento dos bônus de assinatura ofertados. Em seguida, será realizada a assinatura dos contratos de concessão, prevista para ocorrer até 28/11/2025. Autor/Veículo: Notícias Agrícolas

Uncategorized

Consumo de Diesel B deve seguir avançando em 2026, superando os 70 milhões de m³, aponta StoneX

A StoneX, empresa global de serviços financeiros, manteve a sua projeção de crescimento da demanda por diesel B – mistura do diesel A com o biodiesel – em 2,7% a.a., totalizando 69,1 milhões de metros cúbicos em 2025, um crescimento de 2,7% em relação ao ano anterior. O volume representa um novo recorde histórico de consumo no país, impulsionado pelo aumento do uso do combustível nos meses finais do ano, quando o plantio da safra de soja intensifica o transporte de insumos agrícolas aos campos. “O comportamento da demanda neste ano mostra como o diesel B segue diretamente ligado à dinâmica do campo. Mesmo com oscilações pontuais, o consumo deve encerrar 2025 com um novo recorde, sustentado por uma safra robusta e pelo leve crescimento da atividade industrial”, avalia o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro. Para 2026, as expectativas em relação à economia brasileira seguem positivas nos principais setores determinantes para o consumo de diesel B, com foco na agropecuária e na indústria. No que tange as safras agrícolas, é esperado que o Brasil conte com novos recordes na safra de soja, assim como um avanço da produção de milho. No mesmo sentido, é esperado que as atividades industriais sigam avançando em algumas regiões do país. O aumento da produção agrícola e industrial deve se refletir, em última instância, em um avanço das vendas de produtos brasileiros ao exterior, ampliando os fluxos de veículos pesados pelas rodovias que transportam os bens produzidos aos terminais de exportação. Ao mesmo tempo, o Banco Central projeta um avanço anual menor da economia brasileira como um todo, ao redor de 1,5%, enquanto as estimativas para 2025 rodam entre 2,0% – 2,2%. Vale destacar, aqui, as incertezas sobre os impactos da política tarifária norte-americana à alguns setores da economia brasileira, além das expectativas de que a desaceleração das atividades econômicas globais possa gerar impactos à pauta exportadora do Brasil. Nesse sentido, a StoneX projeta mais um ano de crescimento das vendas de diesel B em 2026, mas a um ritmo menor no comparativo com 2025, marcando um avanço anual de 1,9% e posicionando-se ao redor dos 70,4 milhões de m³. Diesel A No que tange o diesel A – óleo diesel fóssil –, a evolução da demanda dependerá não só do volume de vendas de diesel B, como também a decisão sobre a mistura de biodiesel que será implementada para 2026. Conforme definido na aprovação da Lei do Combustível do Futuro, a mistura do biocombustível deve crescer 1% ao ano até 2030, atingindo 20% ao final do ciclo. No entanto, ao longo de 2025, foi observado um atraso na implementação do B15, motivado por discussões acerca da inflação do óleo de soja no mercado doméstico e os possíveis impactos do aumento da mistura sobre os preços do produto. “A StoneX projeta dois cenários: no primeiro, o B15 (15% de mistura de biodiesel) é mantido ao longo de todo ano, com consumo de 59,9 milhões de m³ de diesel A e crescimento de 1,2% sobre 2025. No segundo, o B16 (16% de mistura de biodiesel) entra em vigor em março, reduzindo a mistura do fóssil para 84%, com a demanda devendo atingir 59,3 milhões de m³, com alta de apenas 0,2%. Vale destacar, no entanto, que outros cenários sobre a entrada do B16 também são possíveis, a depender das decisões a serem tomadas pelo CNPE.”, destacou Cordeiro. (StoneX) Autor/Veículo: Notícias Agrícolas

plugins premium WordPress
Rolar para cima