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ANP passa a publicar contratação de etanol anidro por distribuidores

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que passou a publicar em seu site o relatório do etanol, que será anual, sendo a primeira edição relativa à “Safra 2025-2026”. O documento mostra a contratação prévia de etanol anidro, por distribuidores de combustíveis líquidos, junto a produtores de etanol, importadores e empresas comercializadoras de etanol. Para o ano-safra 2025-2026, foram homologados pela ANP 504 contratos prévios, firmados entre 141 fornecedores de etanol e 135 distribuidores de combustíveis líquidos. Isso significa a contratação de cerca de 12.200 metros cúbicos (m³) de etanol anidro entre junho de 2025 e maio de 2026, volume que permite a especificação de cerca de 40 mil m3 de gasolina C (91% do volume comercializado em 2024). Considerando os dados de venda de gasolina C em 2024, o setor de distribuição deveria contratar 10.607 mil m³ de etanol anidro. Assim, a meta foi ultrapassada em cerca de 15%. A contratação é etapa prévia à comercialização do etanol anidro, adicionado à gasolina A (pura), atualmente na proporção de 30%, para obtenção da gasolina C, combustível que será fornecido a postos, transportadores-revendedores-retalhistas e, em alguns casos, a consumidores finais. Uma resolução da ANP de 2023 determinou que todos os anos, até o dia 2 de maio, distribuidores contratem os volumes que serão efetivamente adquiridos entre junho do mesmo ano e maio do ano seguinte. Este período, chamado de “ano-safra”, é paralelo ao período de colheita e processamento da cana de açúcar na região Centro-Sul, principal fonte da produção de etanol no Brasil. Segundo a norma, os distribuidores devem contratar volume de etanol anidro compatível com, no mínimo, 90% de suas comercializações de gasolina C no ano anterior. “Caso não atendam a essa meta no prazo, terão regras mais restritivas sobre a comercialização: só poderão adquirir gasolina A de produtores de derivados caso detenham, antes do início de um mês, em estoque, volumes de etanol compatíveis com suas vendas de gasolina C naquele mesmo mês no ano anterior”, explicou a agência em nota. O relatório, além de apresentar esses e outros resultados do ciclo deste ano, examina os resultados frente aos do ano anterior e compara a comercialização efetiva à contratação no ano-safra anterior (2024-2025). (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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Defasagem do diesel dispara no Brasil apesar de alta no mercado interno

Apesar da alta do diesel no mercado interno, o preço médio do combustível nas refinarias da Petrobras continua bem abaixo do praticado no mercado internacional, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). No fechamento de terça-feira, 3, o diesel registrava defasagem de 13% nas unidades da estatal, mantendo as janelas de importação fechadas, e abrindo espaço para uma alta de R$ 0,43/litro. O último reajuste do diesel pela Petrobras, empresa responsável por 80% do mercado de refino brasileiro, foi em maio deste ano, uma queda de R$ 0,16/l. Já a gasolina está com o preço próximo à paridade de importação (PPI), viabilizando importações, custando 1% a mais nas refinarias brasileiras do que no Golfo do México, região usada como parâmetro pelos importadores. O último reajuste do combustível foi em junho deste ano, também uma redução, de R$ 0,17/l. A Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, única refinaria privada relevante do País, manteve o preço estável dos combustíveis na semana passada. A defasagem do diesel na unidade baiana foi de 6% no fechamento do mercado de petróleo de terça-feira, e da gasolina estava em 3%, segundo a Abicom. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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Biometano ajudará a reduzir ainda mais a pegada de carbono do etanol e açúcar brasileiros

Substituir o diesel pelo biometano na frota de caminhões da indústria sucroalcooleira pode ajudar a reduzir ainda mais a pegada de carbono do açúcar e etanol brasileiros, na visão do diretor de novos negócios da Copersucar, Daniel do Valle. Em entrevista ao estúdio eixos no 12º Fórum do Biogás, o executivo disse a troca é uma “oportunidade já latente” e que o biometano já consegue ser competitivo, hoje, contra o diesel – e com o diferencial da descarbonização. Assista na íntegra acima Ele cita que de 3% a 4% do consumo do diesel no Brasil vem do setor sucroenergético. “Então nós, como somos, obviamente, líderes de usinas, de unidades, temos o potencial de substituir, primeiro, o diesel que transporta a cana do campo para a unidade de processamento. E isso, além de economizar, traz o benefício de gente, também, descarbonizar mais um pouquinho o etanol e o açúcar com pegada de carbono”, comentou. Daniel do Valle conta, ainda, que existe um potencial interessante de substituição do diesel pelo biometano na frota própria de caminhões da Copersucar e que movimenta o açúcar e o etanol para os clientes – além da descarbonização da frota de terceiros. “Pela nossa relação de fornecimento de açúcar no mercado doméstico, temos mais de 400 clientes, dentre os grandes consumidores industriais de açúcar. Então por que não esses clientes receberem o açúcar com pegada de carbono na distribuição usando biometano e também, na frota deles, substituírem por biometano? Então esse é um outro pilar”, afirmou. Autor/Veículo: Eixos

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Opep+ considerará novo aumento da produção de petróleo no domingo, dizem fontes

A Opep+ considerará aumentar ainda mais a produção de petróleo em uma reunião no domingo, disseram duas fontes familiarizadas com as discussões, conforme o grupo de produtores busca recuperar sua participação de mercado. A Opep+ reverteu sua estratégia de cortes na produção a partir de abril e já aumentou as cotas em cerca de 2,5 milhões de barris por dia, aproximadamente 2,4% da demanda mundial, para elevar a participação de mercado e sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir os preços do petróleo. Mas esses aumentos não conseguiram derrubar os preços do petróleo, que são negociados perto de US$70 por barril, apoiados pelas sanções ocidentais contra a Rússia e o Irã, incentivando novos ganhos de produção em rivais como os Estados Unidos. Outro aumento na produção significaria que a Opep+, que bombeia cerca de metade do petróleo do mundo, estaria começando a desfazer uma segunda camada de cortes de cerca de 1,65 milhão de barris por dia, ou 1,6% da demanda mundial, mais de um ano antes do previsto. Oito países da Opep+ devem realizar uma reunião on-line no domingo para decidir sobre a produção de outubro. A Opep+ inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, além da Rússia e outros aliados. Há também uma chance, segundo alguns analistas e uma fonte da Opep+, de que o grupo possa pausar os aumentos para outubro. Uma decisão final ainda não foi tomada, disse a fonte da Opep+. A sede da Opep e as autoridades da Arábia Saudita não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. O petróleo bruto Brent estava sendo negociado perto de US$ 68 nesta quarta-feira, uma queda de mais de 1% no dia, mas acima da mínima de 2025 de US$ 58 alcançada em abril. (Reuters) Autor/Veículo: InfoMoney

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Megaoperação contra lavagem de dinheiro do PCC em postos aponta mais cinco grupos criminosos

A megaoperação da semana passada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) mostra que, além da facção criminosa, o esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis e fintechs contou com a participação de mais cinco grupos criminosos. De acordo com a força-tarefa, são eles: Grupo Mohamad – liderado por Mohamad Hussein Moura e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, atuava na cadeia de produção de combustíveis, incluindo usinas de cana-de-açúcar, distribuidoras, formuladores, empresas químicas, postos, lojas de conveniências e padarias. Seus integrantes, incluindo familiares de Mohamad, são acusados, por exemplo, de fraudar bombas de combustíveis, adicionando metanol a gasolina e ao álcool, montando uma espécie de cartel. Mantinham ligação com traficantes de drogas e armas do PCC. Grupo Ricardo Romano e Potenza – o empresário Ricardo Romano é suspeito de lavar dinheiro para o crime organizado por meio de postos de combustíveis e lojas de conveniência. Segundo a força-tarefa, ele tem envolvimento com o PCC e participava de esquema de sonegação fiscal, usando “laranjas” para ocultar a origem de seus bens. A Potenza Atacadista tem ligação com Romano. É uma empresa de fachada usada para ocultar verdadeiros beneficiários de rede de lojas de conveniência que visava lavar dinheiro para a organização criminosa. Um de seus sócios, Gilvan Ferreira, tem condenação por associação ao tráfico de drogas; Família Cepeda Gonçalves – responsável pela Rede Boxter, foi identificada como tendo atuação no setor de combustíveis e conexões com organizações criminosas. O grupo é formado por Natalício Pereira Gonçaves e seus filhos. A rede deles possui postos de combustíveis; Irmãos Salomão – esse grupo tinha contato com Vinicius Gritzbach e José Carlos Gonçalves, o “Alemão” _ ambos conhecidos por lavarem dinheiro para criminosos e para o PCC. Gritzbach foi morto em 2024; Grupo Manguinhos – refinaria de combustíveis, que atualmente se chama Refit, passou a operar em favor do grupo Mohamad. Se associou a família Mohamad, que estabeleceu filiais de distribuidoras e terminais em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, indiciando uma atuação coordenada. Ainda segundo a investigação, membros do PCC se infiltravam em instituições financeiras e adquiriam postos de combustíveis para lavar dinheiro, como o obtido com o tráfico de drogas. Os envolvidos são acusados de cometer crimes contra a ordem econômica, fraude fiscal e estelionato a partir da adulteração de combustíveis. A Justiça também determinou o cumprimento de mandados de prisões. A operação ocorreu na última quinta-feira (28) em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Segundo a investigação, com esse esquema, o PCC adquiriu mais de R$ 30 bilhões em bens patrimoniais no Brasil, como ações em fintechs (algumas na Avenida Faria Lima, na capital paulista), propriedades em fazendas de cana-de-açúcar e postos de combustíveis. Segundo a Receita Federal, R$ 7,6 bilhões deixaram de ser declarados em São Paulo. A sonegação fiscal também foi verificada em outros estados. Além da Receita, também participam da megaoperação a Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) de São Paulo, entre outros Ministérios Públicos estaduais. Esses órgãos contam com o apoio da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil locais. A força-tarefa juntou três operações: Carbono Oculto, do MP, e Quasar e Tank, da PF, e, juntos, promotores e policiais visam desarticular o envolvimento do PCC no esquema criminoso. Segundo as autoridades, a facção controlava a cadeia produtiva de combustíveis desde a produção, em fazendas de cana, até o momento em que “batizava” gasolina com metanol. Depois aplicava o dinheiro do esquema criminoso em investimentos financeiros. Quem saiu prejudicado nisso foi o consumidor, que pagou por combustível adulterado em seu veículo. Para ter acesso a fazendas, postos e fintechs, o PCC usava “laranjas”, pessoas contratadas para se infiltrar e participar da fraude. Dos 14 mandados de prisões decretados pela Justiça, as autoridades conseguiram prender 6 dos investigados na quinta passada: João Chaves Melchior: ex-policial civil; Ítalo Belon Neto: empresário setor de combustíveis; Rafael Bronzatti Belon: dono de empresa de serviços financeiros; Gerson Lemes; Thiago Augusto de Carvalho Ramos: empresário do setor de combustíveis; Rafael Renard Gineste: empresário, sócio-administrador fintech. Mais oito investigados não foram localizados, e a Polícia Federal pediu a inclusão dos nomes e das fotos deles na Interpol. Eles entraram na difusão vermelha, que é um mecanismo para o compartilhamento de informações de foragidos internacionais. Na prática, a inclusão permite que os suspeitos sejam localizados pelas polícias de 196 países-membros da maior organização policial do mundo. Veja quem são os oito foragidos: Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “João”, “Primo” ou “Jumbo”: é apontado como “epicentro” do esquema pelo MP; Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”: considerado pelos investigadores como “colíder” da organização criminosa; Daniel Dias Lopes: chamado de “pessoa chave” na organização criminosa por ter ligação com distribuidoras de combustíveis de Mohamad; Miriam Favero Lopes: esposa de Daniel e sócia de empresas ligadas ao esquema; Felipe Renan Jacobs: empresário do setor de combustíveis; Renato Renard Gineste: empresário do setor de combustíveis; Rodrigo Renard Gineste: dono de varejista de roupas; Celso Leite Soares: dono de empresa que cultiva cana-de-açúcar no interior de São Paulo. A equipe de reportagem não conseguiu localizar as defesas dos grupos investigados, dos suspeitos presos nem dos procurados para comentarem o assunto. Os investigadores identificaram mais de 300 postos que atuavam nessas fraudes. Já o setor estima um impacto maior, em cerca de 30% dos postos em todo o estado de São Paulo, em torno de 2.500 estabelecimentos. A Receita Federal também identificou ao menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pelo PCC. Segundo o órgão, as operações aconteciam justamente no mercado financeiro de São Paulo, por meio de membros infiltrados na Avenida Faria Lima. Autor/Veículo: G1

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Entrada da Petrobras no biometano não deve concentrar oferta, diz ABiogás

A entrada da Petrobras no negócio de produção de biometano é favorável para o crescimento do setor e não traz grandes riscos de concentração na oferta do biocombustível, na visão da presidente-executiva da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás), Renata Isfer. Em entrevista ao estúdio eixos no 12º Fórum do Biogás, ela cita que a produção do biometano não faz parte do core business da estatal e que o setor conta com outros grandes investidores privados. “Aí eu não vejo um risco tão grande [de domínio do mercado pela Petrobras]”, disse. A diversidade de agentes, segundo Isfer, será positiva para o desenvolvimento do mercado voluntário de biometano no Brasil. “Eu acho que a grande preocupação que a gente tem que ter, nessa etapa, é na hora de mensurar o percentual que vai ter no mandato, para não virar algo em que a produção do biometano seja só para o mandato. Não é isso que a gente quer. A gente quer um mercado voluntário forte”. “E esse mercado voluntário tem que ter oferta para eles, tem que ter variedade. Então, o que não pode acontecer é a Petrobras virar a única off-taker. Mas eu não acredito que é isso que vai acontecer, não”, ressalvou. Autor/Veículo: Eixos

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ANP reativa telefone destinado a contatos da sociedade

A ANP reativou ontem (1/9) seu telefone de contato para a sociedade enviar denúncias, críticas e sugestões, com ligação gratuita: 0800 970 0267. Além do telefone, o público também pode enviar manifestações à Agência por meio do Fala.BR, plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União (CGU). Mais informações: https://www.gov.br/anp/pt-br/canais_atendimento/fale-conosco. O telefone ficou suspenso temporariamente como parte das medidas adotadas pela ANP em função dos cortes orçamentários sofridos pela Agência. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Congresso vai votar medidas esta semana para combate a fraudes de combustíveis, diz Arnaldo Jardim

O Congresso deve votar nesta semana propostas para reforçar o combate a fraudes no mercado de combustíveis, prometeu o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP). O objetivo é endurecer as punições contra adulterações e enfrentar a atuação do crime organizado no setor. “Nós votaremos essa semana medidas, tanto no Congresso, no Senado, como na Câmara, para endurecer o combate contra a adulteração”, afirmou. De acordo com o parlamentar, a iniciativa busca dar mais segurança ao setor e consolidar a imagem do Brasil como referência internacional em biocombustíveis e energias limpas. “Contra a fraude, contra a presença do crime organizado no setor de biocombustíveis e no setor de distribuição de combustíveis, é assim, com seriedade, com consistência, que nós queremos que biocombustíveis, biometano, sejam cartões de visita que o Brasil apresentará ao mundo na COP30”, destacou. Jardim é um dos autores do projeto de lei das Notas Fiscais (PL 109/25), que autoriza a ANP a acessar dados da Receita Federal para combater sonegação. Ele participou nesta terça (2/9) do 12º Fórum do Biogás e do Biometano, promovido pela ABiogás em São Paulo, e ressaltou o avanço regulatório em torno do programa Combustível do Futuro. Ele citou iniciativas como o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 30% (E30) , a expansão do biodiesel com a retomada da mistura de 15% (B15), a regulamentação do diesel verde (HVO) além do regramento para a captura e estocagem de carbono (CCS). Segundo o deputado, a consolidação do biometano tem potencial para transformar a matriz energética nacional. Ele mencionou parcerias com aterros sanitários, gestão de resíduos e o agronegócio — em especial o setor sucroenergético —, que já permitem estimar uma oferta de 2 milhões de m3 do biogás. Como presidente da Comissão de Transição Energética da Câmara, Jardim defendeu que o país avance em novos segmentos, como no bunker marítimo. Ele afirmou que o Brasil deve assumir papel de liderança internacional na transição para uma economia de baixo carbono. “Mostrando que o Brasil não é algoz ambiental. E tem tudo e será vanguarda da nova economia, da economia verde, da economia de baixo carbono”, disse.Reação no Congresso A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal e do Ministério Público, deflagrou na quinta-feira (28/8) a maior operação já registrada contra fraudes no mercado de combustíveis. A ofensiva reabriu pressão política sobre o Congresso para votar um conjunto de projetos contra fraudes no setor, travados até então. Entre eles, estão propostas para ampliar multas da ANP, tipificar o furto em dutos, autorizar acesso da agência a dados da Receita e endurecer regras contra devedores contumazes. Entidades do setor e parlamentares defendem levar o tema ao plenário, em meio à promessa de que a Câmara irá priorizar votações relacionadas ao combate ao crime organizado.Pacote legislativo O chamado pacote de medidas contra crimes no setor de combustíveis inclui propostas em tramitação no Senado e na Câmara, mas que seguem paralisadas. Entre elas estão: Autor/Veículo: Eixos

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Senado aprova projeto do devedor contumaz após megaoperação contra PCC

O Senado aprovou, nesta terça-feira (2), o projeto de lei do devedor contumaz, que visa punir empresas que não pagam tributos reiteradamente e sem justificativa, utilizando a inadimplência como estratégia competitiva. A proposta, aprovada por 71 a 0, teve sua tramitação impulsionada após a megaoperação que mirou o esquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) envolvendo postos de gasolina e fintechs, que movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. O texto, que agora volta para a Câmara dos Deputados, define o que é o devedor contumaz, estabelece penalidades a empresas que se enquadram nesse perfil e cria incentivos para pessoas jurídicas que cumprirem com obrigações tributárias. São consideradas contumazes as empresas com uma dívida mínima de R$ 15 milhões e correspondente a mais de 100% de seu patrimônio conhecido, com inadimplência reiterada e injustificada. Entre as punições está a suspensão imediata do CNPJ das empresas, além de paralisação de suas atividades financeiras. A votação do PL foi acelerada depois da megaoperação Carbono Oculto, que expôs o esquema bilionário envolvendo PCC (Primeiro Comando da Capital), empresas no setor de combustíveis e fintechs da Faria Lima. A investigação mostrou as ligações entre a facção e a cadeia produtiva no setor de combustíveis e no mercado financeiro. A organização criminosa usou de postos de gasolina para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo as autoridades, o PCC também adulterava gasolina que vendia. Após as operações, as frentes parlamentares da agricultura, do empreendedorismo e do biodiesel e do etanol passaram a apoiar o projeto, porque ele também estabelece medidas voltadas para o setor de combustíveis Entre elas, está a previsão de que a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) estabeleça um capital social mínimo para empresas no setor de combustíveis, que vai de R$ 1 milhão —para as que trabalham com revenda— até R$ 200 milhões para as que atuam na produção. O texto também determina a redução de multas e juros para empresas com bom histórico de pagamento de tributos. Pessoas jurídicas que se enquadrarem nesse caso, mas entrarem em inadimplência, terão direito a redução de até 70% no pagamento de multas e juros moratórios, prazo de até 60 meses para quitar débitos relativos às contribuições sociais e de até 120 meses para quitar demais tributos. O Ministério da Fazenda já havia enviado um projeto para punir CNPJs criados para sonegar impostos em 2024. No entanto, a proposta não avançou na Câmara. Na última sexta-feira (29), a ministra Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, publicou na rede social X o apoio ao projeto. Na postagem, ela afirmou que a operação colocou o PL do devedor contumaz na ordem do dia e que foi pedido à liderança para solicitar a urgência na votação. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Sanções dos EUA ligadas a diesel e fertilizantes podem impactar preços

Diante da possibilidade de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil por causa da compra de diesel e fertilizantes russos, fontes da diplomacia brasileira afirmam que o governo brasileiro deveria se precaver o quanto antes. Especialistas alertam para a possibilidade de impacto nos preços, já que 61% das importações de diesel e 20% das de fertilizantes vêm da Rússia. Um diplomata disse à CNN que o governo brasileiro deveria “repensar a compra de diesel e fertilizantes baratos da Rússia, antes que seja tarde”. Ele avalia que o Brasil está contribuindo para financiar o esforço de guerra da Rússia e se colocando em uma situação vulnerável, considerando que o país é o segundo maior produtor mundial de alimentos. Segundo o analista Lourival Sant’Anna da CNN, fontes do governo americano afirmaram que Donald Trump pode adotar novas retaliações contra o Brasil no contexto do início do julgamento de Jair Bolsonaro. Entre elas, estariam previstas medidas contra a importação de diesel da Rússia, dentro de uma semana ou uma semana e meia, a exemplo do que ocorreu com a Índia. De janeiro a julho deste ano, o diesel russo representou 61% das importações e 17,7% do consumo no Brasil, segundo dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). Dos 11,9 milhões de metros cúbicos importados no período, 7,3 milhões vieram da Rússia. O presidente da Abicom, Sergio Araújo, afirma que a expectativa é de que a importação de diesel tenha alcançado 1,43 milhão de metros cúbicos em agosto, sendo 35% provenientes da Rússia, 40% dos EUA, 16% da Índia e 5% da Arábia Saudita. Se houver realmente a necessidade de interromper a importação da Rússia, Araújo acredita que os importadores devem buscar mais volume nos EUA, majoritariamente, e em países árabes. A diferença de preços entre os mercados americano e russo já foi de US$ 0,18, mas hoje é de apenas US$ 0,02, portanto se houver de fato uma troca de fornecedores deve haver aumento de preços, mas não de forma significativa, avalia Araújo. Mas o presidente da Abicom ressalta que uma eventual saída da Rússia do mercado internacional, poderia impactar os preços globalmente. “Como a Rússia é um agente importante, sua saída do mercado poderia gerar um aumento generalizado dos preços”. De qualquer forma, como a Petrobras é responsável por 84% do diesel refinado no Brasil, e a estatal continua praticando preços cerca de R$ 0,30 abaixo da paridade de importação, mesmo com a migração para outros fornecedores o impacto pode ser limitado, projeta Sergio Araújo O cenário para os fertilizantes parece ser mais desafiador. A Rússia representou mais de 20% das importações do insumo nos últimos cinco anos, de acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Esse percentual quase supera os do segundo e terceiro maiores fornecedores juntos: a China, com 12%, e o Canadá, com 10%. Jose Carlos Polidoro, assessor do Ministério da Agricultura, afirma que se o Brasil precisar buscar fornecedores alternativos à Rússia, os outros quatro maiores produtores mundiais, Irã, Omã, Nigéria e Canadá “terão prazer em abastecer” o mercado brasileiro. Ele afirma que quase todo o fertilizante necessário para a safra 2025/2026 já foi adquirido e está no Brasil ou a caminho, por isso não há riscos de desabastecimento ou elevação de preços para a próxima safra. Mas a exemplo do que aconteceu na safra 2022/2023, quando houve uma verdadeira crise no setor com riscos de abastecimento e aumento de preços, seria necessário incentivar o uso dos fertilizantes organominerais, que são genuinamente produtos nacionais, defende Polidoro. Polidoro é um dos formuladores do Plano Nacional de Fertilizantes, elaborado em 2021, com medidas para reduzir a dependência do mercado internacional. Mais de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados. Apesar do esforço, as diretrizes do plano não saíram do papel. As ameaças vindas do exterior criam agora uma nova oportunidade de o Brasil se tornar mais blindado às intempéries internacionais. Autor/Veículo: CNN (Blog Priscila Yazbek)

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