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ANP debate caracterização de gasodutos de transporte em audiência pública – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

A ANP realizou ontem (13/8) audiência pública sobre minuta de resolução que estabelecerá os critérios para caracterização de gasodutos de transporte. A medida contribuirá para a harmonização regulatória em relação ao tema e trará mais segurança jurídica às atividades de transporte de gás natural. Na abertura da audiência, o Diretor-Geral em exercício, Bruno Caselli, saudou os participantes e destacou a importância da participação social nesse processo. O diretor lembrou a prerrogativa legal para que a ANP promova a regulação do setor. “Sabemos que há uma divisão constitucional sobre o que é responsabilidade da União e dos estados. Então é essencial alinhar as regulações federais e estaduais, evitando conflitos de competência, assegurando que as regras sejam compreendidas e aplicadas de maneira uniforme em todo o país. Nosso propósito é construir de forma colaborativa uma definição técnica e regulatória de gasodutos de transporte que fortaleça o ambiente de negócios, assegure previsibilidade aos agentes e, acima de tudo, atenda ao interesse público e à previsão legal”, esclareceu. A ação da ANP visa regulamentar o disposto no inciso VI do caput do art. 7º da Lei nº 14.134 (Lei do Gás), de 2021, regulamentada pelo Decreto nº 10.712, de 2021. A Lei do Gás estabeleceu que compete à ANP definir os critérios para caracterização de gasodutos de transporte, com base nas características técnicas de diâmetro, pressão e extensão. A minuta de resolução em debate prevê que os agentes da indústria do gás natural deverão considerar os critérios quando propuserem modificação ou ampliação nas infraestruturas de transporte de gás natural existentes, bem como quando realizarem estudo/planejamento ou proposição de construção de novos gasodutos no Brasil. Ao longo do processo de construção da minuta de resolução, a ANP promoveu um workshop com os agentes interessados, no qual foram recebidas diversas contribuições e propostas de critérios para caracterização desse tipo de gasoduto, bem como fomentou o debate técnico em torno do tema que faz parte da Agenda regulatória da ANP. A Agência realizou ainda uma Análise de Impacto Regulatório (AIR), que identificou a necessidade de definir, por meio de processo regulatório, a elaboração de instrumento normativo definindo os critérios técnicos para caracterização de gasodutos de transporte. O objetivo é cumprir a atribuição legal, eliminando uma lacuna regulatória que prejudica a aplicação do dispositivo da lei, e, assim, assegurar maior previsibilidade ao mercado. A minuta passou por consulta pública de 55 dias, durante a qual foram recebidas mais de 500 contribuições. Devido ao grande número de inscritos, para garantir a participação de todos, a audiência desta quarta-feira foi prorrogada em uma hora e será realizada uma segunda audiência pública, em data a ser publicada no Diário Oficial da União em breve. As sugestões recebidas na consulta e nas audiências serão avaliadas pela área técnica, para alteração ou não da minuta original proposta. O texto consolidado passará por análise jurídica da Procuradoria Federal junto à ANP e por aprovação da Diretoria Colegiada da Agência, antes de sua publicação. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Anfavea: 100% de etanol na frota flex lideraria descarbonização global

O futuro da mobilidade de baixo carbono esteve no centro das discussões do painel “Bioenergias e o futuro da mobilidade sustentável”, realizado na quarta-feira (13) na FenaBio, durante a 31ª edição da Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho (SP). Na ocasião, Henry Joseph Junior, diretor técnico da Anfavea, apresentou um estudo sobre os caminhos para a descarbonização do setor de transporte no Brasil até 2040. De acordo com Henry, o desafio é grande. Mesmo com eletrificação gradual e aumento no uso de biodiesel e etanol, o cenário de transição mais provável ainda projeta crescimento de cerca de 6% nas emissões de CO2, impulsionado pelo salto da frota de 45 para 71 milhões de veículos. “O trabalho mostra claramente que não é só com tecnologia veicular que se consegue reduzir as emissões. Nós precisamos do uso do biocombustível e é com ele que conseguimos os resultados mais expressivos”, destacou. O executivo lembrou que 85% da frota brasileira já é flex, o que representa uma oportunidade imediata. “Se aumentar o uso de etanol nessa frota, não precisamos nem colocar um carro elétrico a mais nas ruas. Se ela passasse a usar 100% de etanol a partir de agora, provavelmente teríamos a maior descarbonização do setor de transporte do mundo”, afirmou. Henry também alertou para os limites de uma eletrificação baseada apenas em baterias, citando impactos ambientais e de infraestrutura. Ele defendeu que a indústria e a cadeia de biocombustíveis trabalhem juntas. “O aumento da participação de biocombustíveis na matriz energética brasileira será necessário e muito bem-vindo”, concluiu o executivo. A Fenasucro & Agrocana/Fenabio segue até sexta-feira, dia 15, com mais de 100 horas de conteúdo e debates sobre transição energética, mobilidade de baixo carbono e energias renováveis. Autor/Veículo: Brasil Energia

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Fenasucro 2025: lideranças do setor sucroenergético defendem ainda mais etanol na gasolina – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

Lideranças do setor sucroenergético vão aproveitar a Fenasucro, uma das maiores feira de bioenergia do mundo que acontece esta semana em Sertãozinho (SP), para reforçar ao governo federal um pedido de aumento da proporção de etanol anidro na mistura da gasolina. Segundo o presidente da feira, Paulo Montabone, essa demanda já foi apresentada ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Desde o início de agosto, a gasolina comercializada nos postos do Brasil passou de 27% para 30% de etanol depois de estudos realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), sob a autorização do Ministério de Minas e Energia. Com a nova mistura, o objetivo é elevar o Brasil até a autossuficiência em petróleo e não depender da oscilação do mercado internacional. A elevação teve respaldo na “Lei do Combustível do Futuro”, promulgada no fim de 2024 e que permite que essa proporção chegue a 35%. A mesma legislação também viabilizou que 15% do diesel contenha biodiesel. “Já está em estudo, já está em conversa. O Instituto Mauá já está fazendo essas pesquisas pra gente entender até de quanto pode ser essa mistura”, afirma Montabone. Fenasucro 2025 Considerado um dos maiores eventos do mundo no setor de bioenergia, a Fenasucro espera visitantes de 60 países em Sertãozinho até sexta-feira (15) para conferirem as últimas tecnologias no aproveitamento de fontes sustentáveis de energia, principalmente as resultantes da biomassa, como a da cana-de-açúcar. Para 2025, a projeção de negócios é de R$ 13 bilhões, diante da necessidade de investimentos das usinas para fazer frente à demanda por etanol e também por subprodutos como o biometano. Além de Alckmin, o evento também contaria com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas ele será substituído pelo secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai. Autor/Veículo: G1

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Chinesa GWM inaugura no Brasil fábrica para produzir o primeiro híbrido plug-in nacional

Nesta sexta-feira, 15, a chinesa GWM (Great Wall Motors) passa a ser a 17ª marca automotiva com fábrica no Brasil e a primeira a produzir carros híbridos plug-in, que funcionam com combustível e eletricidade e podem ser carregados na tomada. O início das operações ocorre quatro anos após o grupo ter adquirido as instalações onde a Mercedes-Benz produziu automóveis entre 2016 e 2020, na cidade de Iracemápolis (SP). Durante o evento de inauguração, o grupo vai anunciar nomes de mais de uma dezena de fornecedores locais de componentes, uma mostra de que pretende iniciar a nacionalização dos veículos em breve. Nos últimos meses, a montadora se reuniu com mais de cem fabricantes de autopeças. Além de abastecer o mercado interno, o grupo tem pressa em atingir 35% de nacionalização dos seus veículos, índice mínimo para poder exportar para países com os quais o Brasil tem acordo comercial (Argentina e México). “O Brasil é o head quarter da GWM na América Latina e tem o papel de intensificar nossa presença na região”, diz Ricardo Bastos, diretor de Assuntos Institucionais da GWM. A prioridade será o conjunto de baterias para carros a combustão e híbridos, como o SUV Haval H6 — primeiro a entrar na linha de montagem nas versões híbrida e híbrida plug-in. Na sequência virão a picape Poer e o SUV Haval H9, ambos a diesel. Modelos elétricos ainda vão demorar a ser produzidos no País. Versões híbridas flex, que podem usar etanol ou gasolina, estão previstas para 2026. “A Bosch do Brasil já está desenvolvendo o motor híbrido flex para nossos veículos”, ressalta Bastos. Segundo ele, engenheiros da China participam do projeto, em parte para aprenderem como o sistema funciona. “Nossa engenharia não domina ainda o flex, e é muito positivo que a gente, a partir do Brasil, esteja agregando tecnologia e conhecimento lá na China e a lidar com biocombustíveis, nesse caso com o etanol.” InvestimentosConfirmaram presença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice, Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O governador Tarcísio de Freitas foi convidado, mas não vai comparecer ao evento. A inauguração sela o que vem sendo chamado de “nova invasão chinesa” ao País, desta vez com mais investimentos e veículos de alta tecnologia. Só a GWM está investindo R$ 10 bilhões, sendo R$ 4 bilhões até o próximo ano. No fim de junho, outra chinesa, a BYD, mostrou a autoridades e imprensa suas instalações na antiga fábrica da Ford, em Camaçari (BA), onde já faz testes de montagem do elétrico Dolphin Mini e do híbrido Song Pro. A data da inauguração ainda não está definida, pois a empresa aguarda licenças, como a ambiental e a do Corpo de Bombeiros. A GWM começou a produzir há um mês carros que devem chegar às revendas perto do fim do ano, quando os estoques do Haval H6 importado da China estiverem no final. Inicialmente, o grupo divulgou que abriria a fábrica em maio de 2024, mas Bastos explica que houve mudança de estratégia em relação ao primeiro veículo a ser fabricado e não havia tempo hábil para preparar a linha produtiva. EmpregosO Brasil é o quarto país a abrigar uma fábrica GWM completa (com todas as operações fabris), depois de China, Rússia e Tailândia. No primeiro ano, contudo, o grupo praticamente fará a montagem dos automóveis, trazendo componentes da China, a maior parte pelo sistema “peça a peça”, que consiste em importar componentes individuais. Além de garantir imposto médio menor, a estratégia pode levar autopeças a antecipar a produção local de itens para os modelos da marca. Com a recente decisão do governo de zerar, por seis meses, o imposto de importação de kits apenas para montagem local de veículos, a GWM avalia também a possibilidade de adotar essa estratégia em que o carro chega totalmente desmontado ao País (SKD) ou parcialmente desmontado (CKD) para se beneficiar da medida. A fábrica de Iracemápolis inicia operações com capacidade de 30 mil veículos ao ano, número próximo às vendas da marca previstas para este ano, de 34 mil unidades, a maioria delas do Haval H6. Bastos afirma que é possível chegar a 50 mil rapidamente. A fábrica já tem 500 trabalhadores e deverá chegar a 800 ou mil até o fim do ano. Nessa fase, o grupo já começará a se preparar para ter um segundo turno em 2026. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Governo Lula tenta blindar plano contra tarifaço no Congresso para evitar custo maior

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta blindar o plano de contingência contra o tarifaço dos Estados Unidos de mudanças que ampliem o custo fiscal das medidas durante a tramitação da MP (medida provisória) no Congresso Nacional. Integrantes do Poder Executivo temem que o Legislativo ceda à pressão de lobbies e estenda os benefícios a um leque maior de empresas, alcançando inclusive aquelas menos afetadas. Setores da economia já dizem que o pacote é insuficiente, e o próprio ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou que novas medidas podem ser anunciadas, caso haja necessidade. Mas o impacto nas contas é um fator central para a equipe econômica. A tentativa de evitar uma flexibilização excessiva passa, inclusive, pela escolha do relator da MP. O nome ainda não foi definido, mas, segundo um técnico do governo, o objetivo é emplacar um parlamentar “que entenda que não dá para abrir mais espaço fiscal”. A MP que criou o chamado Plano Brasil Soberano prevê um aporte de R$ 4,5 bilhões em fundos garantidores, despesa que busca facilitar o acesso de companhias menores a uma linha de crédito de R$ 30 bilhões. O texto ainda prevê até R$ 5 bilhões em renúncias fiscais para devolver créditos tributários a exportadores de produtos manufaturados por meio do Reintegra, com validade até dezembro de 2026. O custo total das medidas é de R$ 9,5 bilhões, que ficarão fora da meta fiscal neste ano e no próximo. Em entrevista ao C-Level, videocast semanal da Folha, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, reconheceu que o governo ainda pode avaliar novos aportes nos fundos, fora das regras fiscais, mas ressaltou que o diagnóstico no momento é de que o pacote já anunciado é suficiente para atender às companhias. A tentativa de blindagem começou antes mesmo da divulgação do plano. Na véspera do envio da MP ao Congresso, Lula esteve com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reuniões separadas. O petista tem o hábito de explicar as linhas gerais dos projetos mais importantes para a cúpula do Legislativo antes de apresentá-los oficialmente. Além de participarem das conversas prévias sobre as medidas, Motta e Alcolumbre também compareceram à cerimônia de anúncio do plano na quarta-feira (13) —uma tentativa de Lula de demonstrar união dos Poderes contra o tarifaço. Segundo um técnico da área econômica, as medidas foram alinhadas com os presidentes das duas Casas, o que o Executivo interpreta como um sinal de baixo risco de grandes alterações. Ainda assim, caso haja algo que extrapole o espaço fiscal do governo, a equipe econômica não hesitará em pedir o veto de Lula. Além do custo fiscal das medidas, há uma preocupação do governo com a previsibilidade do programa para as empresas afetadas pelo tarifaço. Medidas provisórias têm força de lei a partir do momento em que são publicadas pelo Executivo por até 120 dias. Só continuam valendo depois desse período se forem aprovadas pelo Congresso, que pode fazer alterações no texto. Uma mudança brusca da proposta poderia gerar incerteza e prejudicar o planejamento de companhias elegíveis aos benefícios. Governistas do Congresso veem nas ações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), uma espécie de arma política para proteger a medida provisória. Eduardo está nos Estados Unidos, onde tenta jogar a opinião pública e o governo americano contra a gestão Lula e as autoridades que julgam Jair Bolsonaro. Ele credita a si, por exemplo, o fato de Donald Trump ter citado Bolsonaro na carta em que comunicou a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e de o governo dos EUA ter imposto sanções a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A associação do tarifaço à família Bolsonaro desgastou líderes de direita e deu munição ao grupo político de Lula, que ganhou espaço em debates nas redes sociais. Além disso, o governo ampliou sua interlocução com o empresariado interessado nas medidas de ajuda. A avaliação de aliados do presidente da República ouvidos pela reportagem é de que seria politicamente custoso para o PL, principal partido de oposição, dificultar o avanço da medida provisória enquanto Eduardo trabalha por mais sanções americanas. ENTENDA O PLANO DO BRASIL CONTRA O TARIFAÇO DOS EUAEixo 1 – Fortalecimento do setor produtivo Linha de crédito de R$ 30 bilhõesSegundo o governo, os valores serão emprestados a taxas acessíveis, com prioridade para os mais afetados e as empresas de menor porte. O acesso à linha de crédito está condicionado à manutenção de emprego. Fundos garantidoresPequenas e médias empresas poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito. Haverá aportes de R$ 1,5 bilhão no FGCE (Fundo Garantidor do Comércio Exterior), R$ 2 bilhões no FGI (Fundo Garantidor para Investimentos) e R$ 1 bilhão no FGO (Fundo de Garantia de Operações). Modernização do sistema de exportaçãoInstrumentos que protegem o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos. Bancos e seguradoras poderão usar essa garantia em mais tipos de operações. Haverá ainda mecanismos de compartilhamento de risco entre governo e setor privado. Diferimento de tributos federaisEmpresas afetadas poderão adiar o pagamento de tributos federais nos próximos dois meses. ReintegraGrandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de ressarcimento, e as micro e pequenas, com até 6%. As novas condições do Reintegra valerão até dezembro de 2026 e terão impacto de até R$ 5 bilhões. Regime de drawbackProrroga, por um ano, o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime, que desonera a compra de insumos para exportação. A medida vale para as empresas que contrataram exportações para os Estados Unidos que seriam realizadas até o final deste ano. Compras governamentaisUnião, estados e municípios poderão, por 180 dias, fazer compras para seus programas de alimentação (merenda escolar ou hospitais, por exemplo). A medida vale apenas para produtos afetados pelas sobretaxas unilaterais. EIXO 2 – Proteção de trabalhadores brasileiros Contrapartida de manutenção de empregosO acesso às linhas de crédito estará condicionado à manutenção de empregos. Instauração da Câmara Nacional de Acompanhamento do

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AIE eleva previsões para oferta global do petróleo, indicando superávit maior

Os mercados globais de petróleo deverão apresentar superávit maior do que se calculava anteriormente este ano, com a oferta crescendo em ritmo mais de três vezes superior ao da demanda, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, 13, a AIE prevê que a oferta mundial de petróleo expandirá 2,5 milhões de barris por dia (bpd) em 2025 e 1,9 milhão de bpd no próximo ano. As previsões anteriores eram de altas de 2,1 milhões de bpd neste ano e de 1,3 milhão de bpd em 2026. A revisão veio após a Opep+ decidir por um novo forte acréscimo de sua produção, embora países fora da aliança tenham sido os principais responsáveis pelo aumento da oferta. Em relação à oferta de petróleo fora da Opep+, a AIE reduziu sua projeção de avanço neste ano em 100 mil bpd, para 1,3 milhão de bpd, mas elevou a de 2026 em 60 mil bpd, para 1 milhão de bpd. Ainda no relatório, a AIE reduziu suas previsões para o aumento da demanda global por petróleo em 2025, de 704 mil bpd para 685 mil bpd, e para o ano que vem, de 722 mil bpd para 699 mil bpd. As projeções continuam substancialmente abaixo das da Opep. Fonte: Dow Jones Newswires. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

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ANP esclarece sobre proposta de regulação de gasodutos em audiência na Câmara dos Deputados

A Diretora interina da ANP Patricia Baran participou, ontem (12/08), de audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados que debateu a proposta de regulamentação da Agência relativa à classificação dos gasodutos de transporte e distribuição. Em sua apresentação, a Diretora ressaltou a transparência e o amplo processo de participação social dados pela ANP na regulação do tema. Ela mencionou o processo de consulta pública, já encerrada, e audiência pública, que ocorre hoje (13/8), relativo à proposta de resolução que regulamentará as diretrizes, os procedimentos e os limites das características técnicas de diâmetro, pressão e extensão a serem considerados para classificação de gasodutos de transporte. Segundo Patricia Baran, a consulta pública “recebeu mais de 500 contribuições”. “Temos mais de 30 expositores inscritos na audiência, o que poderá nos levar a abrir uma segunda etapa, para que todos possam se manifestar”, afirmou. A Diretora da ANP acrescentou que, devido a essa necessidade de realizar a audiência em duas etapas, o cronograma de elaboração da nova resolução poderá ser ajustado para conclusão em novembro de 2025. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Lula diz que Brasil está disposto a negociar etanol com os EUA

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o Brasil está disposto a negociar o etanol com os Estados Unidos. A declaração é feita em meio ao tarifaço do presidente Donald Trump. “Não nos recusamos a negociar a questão do etanol. Estamos dispostos a negociar a questão do etanol sem nenhum problema”, declarou o presidente dura entrevista à rádio BandNews FM. Como mostrou a CNN, o agronegócio já enxergava o combustível sob ameaça das tarifas impostas pelo governo americano. O etanol foi citado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos entre as “práticas comerciais injustas” devido à tarifa de importação brasileira de 18% — o que reduziria a competitividade para os produtores americanos, segundo a Casa Branca. As tarifas sobre produtos brasileiros entraram em vigor no dia 6 de agosto. A relatora do projeto de lei da reciprocidade na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Tereza Cristina (PP-MS), havia afirmado em abril deste ano que o setor do etanol é o que mais preocupa dentro do “tarifaço”. Em um relatório publicado em março deste ano, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) citou o combustível e ambos os países como os maiores “produtores e consumidores de etanol do mundo”. Tarifaço O presidente da República também comentou as tarifas impostas aos produtos brasileiros vendidos aos EUA. A medida foi oficializada inicialmente no final de julho. “EUA alegaram de forma mentirosa que os EUA tem um déficit com o Brasil. E nós provamos, eles também provam, que se você colocar serviços, bens e comercio nos tivemos um déficit em 15 anos de 400 bilhões de dólares”, declarou Lula. “Então não é o Trump que deveria estar taxando o Brasil, é nós que deveríamos estar taxando eles.” O petista diz que o governo brasileiro não pretende fazer uma “bravata” em reação, mas que a medida de reciprocidade aos Estados Unidos ainda está sendo pensada com as consequências medidas. Na esteira das declarações, o chefe do Executivo também anunciou que irá assinar na quarta-feira (13) uma MP (medida provisória) para criar uma linha de crédito de inicialmente R$ 30 bilhões para as empresas que venham a ser afetadas pela taxação. Autor/Veículo: CNN Brasil

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São Martinho investirá R$ 1,1 bilhão para dobrar usina de etanol de milho

A aposta da São Martinho no etanol de milho demonstrou dar tanto resultado que a companhia decidiu agora dobrar a aposta. Em reunião do conselho de administração nesta segunda-feira (11), a companhia deu aval para um novo investimento de R$ 1,1 bilhão na ampliação da planta localizada em Quirinópolis (GO), anexa à sua usina de cana Boa Vista. O projeto prevê ampliar a capacidade de processamento de milho em 635 mil toneladas anuais, mais do que duplicando a capacidade atual, de 500 mil toneladas. Apenas a nova fase da fábrica permitirá que a companhia produza 270 milhões de litros de etanol ao ano, o que elevará a capacidade total de etanol de milho da companhia para 485 milhões de litros. Há tempos que a São Martinho vem “namorando” com o projeto de ampliação de sua usina de etanol de milho, mas o negócio precisou se provar viável. No primeiro trimestre desta safra, o negócio de milho contribuiu, sozinho, com 30% de todo o lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia. Segundo Fábio Venturelli, CEO da companhia, foi fundamental para destravar o projeto a possibilidade de usar a energia cogerada do bagaço da cana da Usina Boa Vista. “Nós já temos a biomassa, diferentemente dos concorrentes que fazem planta autônoma, que têm que pensar em comprar e plantar eucalipto”, disse. A companhia calcula que economiza R$ 120 milhões ao ano ao deixar de comprar cavaco de madeira no mercado, pelos preços atuais, para utilizar a energia que já gera em sua caldeira na planta de cogeração, afirmou o diretor financeiro Felipe Vicchiato. A decisão sai em meio a uma melhora do cenário de mercado do etanol, com o aumento da mistura do anidro à gasolina para 30% (E30), perspectivas de demanda para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), além das boas projeções para a produção de milho, e com a oferta de instrumentos de crédito com fomento. “Pelo contorno do projeto, saímos na frente em pegada de carbono, pela biomassa da cana. Qualquer que seja o mercado, a gente está preparado para atender as normas de certificação”, ressaltou Venturelli. Financiamento Mas o fator determinante para destravar o investimento foi a obtenção das linhas de crédito de fomento. A companhia acertou R$ 728 milhões em financiamentos, sendo R$ 500 milhões via BNDES Fundo Clima, R$ 125 milhões via BNDES Finem e R$ 100 milhões via Finep. No conjunto, essas linhas têm um prazo de 12 anos, com dois de carência, e custo médio de 8,5% ao ano. Apesar do montante, o investimento será dividido em três safras. Neste ciclo 2025/26, a companhia vai desembolsar 40% do valor orçado. A maior parte do investimento (55%) será feito na próxima safra (2026/27), e o restante será investido em 2027/28. A previsão é de que no segundo semestre de 2027 a unidade comece a operar. Boa parte dos investimentos será para a integração com a usina de cana em Quirinópolis. Segundo Vicchiato, a possibilidade de ter, ao fim do projeto, uma usina com capacidade de moagem de mais de 1 milhão de toneladas de milho só é possível porque a Usina Boa Vista também é grande, com capacidade de moagem de 5,2 milhões de toneladas de cana por safra. Ainda segundo o diretor financeiro, a taxa interna de retorno (TIR) do projeto é esperada é de mais de 25%, considerando projeções “conservadoras” para preços de petróleo, etanol e milho. Novos mercados O novo projeto também permitirá a produção adicional de 170 mil toneladas de DDGS e 13 mil toneladas de óleo de milho anuais, além de prever melhorias na caldeira da unidade de cogeração a partir do bagaço da cana, o que permitirá maior geração de vapor. O investimento potencializa a atuação da São Martinho em “novos mercados”. “Para nós é muito importante ter diversidade de origem de Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização]. Quando trabalhamos com base agrícola e produzindo energia, quanto mais diverso for o portfólio, mais resiliente [a empresa] fica diante dos ciclos de cada commodity”, disse. Além dos negócios de cana e milho, a São Martinho concluiu recentemente a construção da planta de biometano, que agora está em fase de testes. Balanço do 1º trimestre No primeiro trimestre da safra atual, somente a receita do negócio de milho (que inclui vendas de etanol, DDGS, óleo de milho e Créditos de Descarbonização, os CBios, do etanol de milho) teve um salto de 94%, a R$ 265,8 milhões. Essa receita representou 14% da receita líquida total da São Martinho no trimestre, que alcançou R$ 1,8 bilhão, um aumento de 6,8%. A operação de milho ainda contribuiu com Ebitda de R$ 95,5 milhões, ou 12% do Ebitda ajustado do período, de R$ 805 milhões. Um ano atrás, o negócio de milho registrou um Ebitda marginal, de apenas R$ 6 milhões. A companhia teve no primeiro trimestre um bom desempenho nas vendas de etanol, aproveitando preços mais altos para comercializar volumes maiores. Porém, o lucro líquido caiu 40,2%, afetado principalmente pela depreciação de seus ativos biológicos, dada a queda do preço do açúcar. No primeiro trimestre deste ciclo, o lucro líquido ficou em R$ 62,8 milhões. Já o lucro caixa cresceu 3,3 vezes, para R$ 157 milhões no trimestre, impulsionado pelo ambiente favorável no mercado de etanol, que compensou os preços em baixa do açúcar. Autor/Veículo: Globo Rural

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Produtores querem levar biodiesel para ônibus e geradores da COP30

Produtores de biodiesel querem aproveitar a COP30 para divulgar o biocombustível como solução de baixo carbono no abastecimento de veículos e geração de energia elétrica. Na última sexta (8/8), a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) e três associações do setor — Aprobio, Abiove e Ubrabio — entregaram um documento ao Enviado Especial para a Agricultura, Roberto Rodrigues, oferecendo o combustível renovável. As propostas incluem viabilizar o uso de 100% de biodiesel (B100) em geradores estacionários durante a cúpula climática marcada para novembro, em Belém (PA). Além de propor a mistura 25% (B25) para abastecer a frota de transporte coletivo durante a organização, realização e desmonte do evento. “A participação na COP30 é uma oportunidade concreta de demonstrar ao mundo o potencial brasileiro em produção de biodiesel, reiterando seu compromisso de fomentar a integração de setores comprometidos com um futuro de baixo carbono”, diz a FPBio, em nota. Autor/Veículo: Eixos

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