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As promessas nos discursos de posse dos novos diretores da ANP

Os novos diretores da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt e Pietro Mendes, tomaram posse nesta sexta-feira (5/9), na FGV, no Rio de Janeiro, e, em comum, destacaram prioridades para o setor: combate a fraudes, reforço do orçamento da agência e avanço da transição energética. A posse ocorreu uma semana depois da nomeação oficial pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após aval no Senado. A seguir a agência eixos elenca os principais destaques nas falas dos novos diretores: Combate a fraudes em combustíveis e compromisso de mais fiscalizações e ações contra adulterações. Acesso ao gás de cozinha (GLP) com o Gás do Povo. Cobrança de reforço no orçamento da ANP para fiscalizar e cumprir atribuições. Menção ao potencial de ampliar a rede de gasodutos e elevar a oferta do gás natural. Licenciamento ambiental e prioridade da oferta de novos blocos para não paralisar o setor. Promessa de agilidade regulatória com redução de prazos e processos mais céleres. Defesa de uma regulação que incentive tecnologias limpas e novos combustíveis para transição energética. Combate a ilícitos na cadeia de combustíveis Watt, que assume a diretoria-geral, foi enfático ao afirmar que a ANP terá tolerância zero com irregularidades. “É preciso uma fiscalização firme contra práticas ilícitas. Temos que atuar em conjunto com órgãos federais e estaduais para enfrentar o crime organizado que age na cadeia de combustíveis”, disse. Mendes reforçou a mesma linha, destacando que a ANP precisa se estruturar em torno de uma “agenda antifraude” e aproximar-se do Congresso. “Esse será um compromisso central, e precisamos trabalhar em rede para coibir práticas que prejudicam o consumidor e o mercado”, afirmou. Comentário vem na esteira da operação da Polícia Federal, Carbono Neutro, que deflagou um esquema que vinculava diretamente a cadeia de combustíveis ao crime organizado. Acesso ao gás de cozinha (GLP) O diretor-geral Artur Watt relacionou a atuação da ANP ao recém-lançado programa Gás do Povo, anunciado por Lula, na quinta-feira (4/9). Segundo ele, a agência terá papel central na regulação que permitirá levar o botijão de gás a preços acessíveis para a população de baixa renda. “Na cerimônia de nomeação, o presidente Lula lembrou que nossa missão deve sempre ter em vista o que é melhor para o povo brasileiro, especialmente o mais humilde. (…) Ontem mesmo lançou o programa do Gás do Povo, que tem o componente de política pública, mas também regulatório, cabendo à ANP viabilizar essa chegada do gás de botijão à população que mais precisa e mais necessita dele”, afirmou Watt. Ele acrescentou que esse compromisso social sintetiza sua visão de atuação à frente da agência: “escutei essas palavras na cerimônia e pensei, agora respondo ao presidente em alto e bom som: sim, presidente, porque se não fosse para isso, eu nem estaria aqui”. Desafios incluirão o equilíbrio entre as novas regras para o GLP e a manutenção de controle de qualidade e segurança, alvo de preocupação entre os atuais agentes do mercado. Orçamento e estrutura da agência A limitação orçamentária foi outro ponto de convergência. Em sua posse como diretor-geral da ANP, Watt lembrou que os cortes comprometeram as atividades essenciais da agência. “Sem orçamento adequado, não há como garantir fiscalização, transparência e regulação de qualidade”, defendeu. Em junho, a ANP chegou a suspender integralmente do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), depois de o governo federal congelar R$ 35 milhões do seu orçamento. Em agosto, os recursos voltaram a ser liberados, o que Mendes avaliou como sinal de que o diálogo com o governo pode destravar novos recursos. “Foi um exemplo de esforço conjunto para recompor condições mínimas de funcionamento. Mas é preciso avançar muito mais”, afirmou. Artur Watt enfatizou o papel da agência num momento de “mudanças profundas”, em que a “transição energética justa e descarbonização são os temas mais relevantes do nosso tempo”. Ele reforçou: “Há a necessidade de reduzir carbono, mas nem por isso vamos deixar de produzir petróleo. No atual cenário, reduzir a oferta representaria sofrimento da população. Precisamos olhar novas fronteiras, sempre com segurança”. Licenciamento, novas ofertas e infraestrutura Pietro Mendes foi mais incisivo ao criticar entraves no licenciamento ambiental, que chamou de “gargalo para investimentos”. Ele também defendeu um calendário estruturado de leilões de petróleo. “Como é que a gente vai abrir mão dessa reserva? De onde vêm esses recursos? Quanto seria o câmbio se não tivesse a entrada de recursos de investimentos no Brasil no setor petrolífero? Como estaria a nossa inflação? Como estaria a nossa taxa de juros?”, argumentou. “E se não tiver novas ofertas, não tem atividade de exploração (…), se não tiver novas ofertas, não tem conteúdo local, se não tem conteúdo local, não tem PDI, que não tem produção. Então, a gente depende de um calendário estruturado de ofertas”, alertou. Pietro Mendes explicou que as manifestações conjuntas, assinadas pelo MME e MMA, têm sofrido resistência devido às Avaliações Ambientais de Área Sedimentar (AAAS), mais demoradas. Mendes ressaltou o efeito cascata dessa trava e a relevância das receitas do petróleo para a União. As receitas com petróleo livraram o governo federal do contingenciamento de R$ 20 bilhões, majoritariamente via leilões de óleo e gás pela PPSA. O diretor ainda citou como “cruciais” o acesso de terceiros às infraestruturas de gás e a revisão tarifária do transporte, considerando todos os lados, incluindo a Petrobras. Na agenda do gás natural da ANP, estão abertas quatro consultas públicas sobre transporte, que incluem: classificação de gasodutos de transporte; Plano Coordenado de Desenvolvimento do Sistema de Transporte de Gás Natural; critérios para cálculo das tarifas de transporte; e propostas tarifárias e de valoração da Base Regulatória de Ativos (BRA). Ambos diretores sublinharam ainda a importância de ampliar o acesso ao gás natural. Artur Watt defendeu “modelos de contratação flexíveis” que aumentem a competição no setor. Mendes apontou que garantir acesso às redes de transporte é “pauta crucial” para reduzir tarifas e ampliar o consumo. O novo diretor-geral ainda afirmou que sua gestão será pautada pela cooperação com os “agentes do

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Opep+ decide ampliar produção de petróleo um ano antes do previsto

Os oito países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) concordaram em ampliar a produção de petróleo em 137 mil barris por dia (bpd), segundo comunicado divulgado após reunião neste domingo, 7. Com o ajuste, o cartel começa a desfazer parte do segundo pacote de cortes voluntários na produção, de 1,65 milhão de bpd no total, um ano antes do previsto. A Opep+ afirmou que pretende retomar parte ou completamente a produção de 1,65 milhão de bpd de maneira gradual, a depender das condições do mercado, mas sem dar um período específico para a implementação. Segundo a Bloomberg, delegados que participaram da reunião disseram que os valores podem ser adicionados em etapas mensais até setembro de 2026. Em nota, a Opep+ reiterou que continuará a monitorar de perto os desdobramentos do mercado de energia para garantir a sua estabilidade e que atuará cautelosamente. “Retemos completa flexibilidade para pausar ou reverter a produção voluntária adicional, incluindo retomar os cortes voluntários de 2,2 milhões de barris por dia implementados em novembro de 2023”, disse. A decisão de aumentar a produção teve como base as “perspectivas estáveis para a economia global e os fundamentos saudáveis do mercado, refletidos pelos estoques baixos de petróleo”. Os oito países também concordaram que a medida facilitará a aceleração da compensação de produção por alguns membros, em conformidade com o acordo de ajustes voluntários e incluindo “qualquer volume excessivo produzido desde janeiro de 2024”.Rússia e Arábia Saudita vão liderar o aumento na produção Em tabela divulgada junto ao comunicado, a Opep+ esclareceu a quantidade mensal de produção adicional acordada por cada país. Rússia e Arábia Saudita lideram a lista, com 42 mil bpd, cada, seguidos pelo Iraque (17 mil bpd). Os oito países-membros – Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Casaquistão, Argélia e Omã – realizarão reuniões mensais para revisar as condições do mercado e a conformidade com o acordo, afirmaram em nota. O próximo encontro será em 5 de outubro. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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É preciso continuar a fechar cerco contra fraudadores no setor de combustíveis, diz Silveira

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse, nesta sexta-feira (5), que é preciso continuar a fechar o cerco contra agentes do mercado de combustíveis que atuam de forma ilegal, capitaneados pelo crime organizado. Ele afirmou também que, com a criação de um novo órgão, o Operador Nacional do Sistema de Combustíveis, haverá maior proteção aos consumidores. O órgão atuaria como uma espécie de “ONS dos combustíveis”, com atribuições semelhantes às do Operador do Sistema Elétrico brasileiro. Clique aqui para continuar a leitura. Autor/Veículo: Valor Econômico

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BMW aposta em carros elétricos com ‘supercérebro’ para enfrentar rivais chineses

A BMW está apostando em carros elétricos controlados por software, alimentados por “supercérebros”, em uma das tentativas mais ambiciosas de montadoras tradicionais para enfrentar rivais chineses e a Tesla. Seu utilitário esportivo iX3, que será lançado nesta sexta-feira (5) antes do Salão de Munique, será o primeiro desenvolvido na tão aguardada plataforma Neue Klasse. Outros 40 novos modelos e atualizações serão lançados nos próximos dois anos, à medida que a BMW muda radicalmente a forma como projeta, fabrica e vende carros. “Com a Neue Klasse, estamos dando grandes passos em todos os campos relevantes da tecnologia”, disse o presidente-executivo Oliver Zipse a investidores em julho. “O novo BMW iX3 será a referência em nossa indústria.” O iX3 será um dos “veículos definidos por software” que estarão em exibição em Munique, à medida que um sistema computadorizado centralizado substitui o hardware como o recurso mais importante. Tradicionais grupos europeus, americanos e japoneses ficaram muito atrás da Tesla, de Elon Musk, e de uma nova geração de fabricantes chineses como Xiaomi e Xpeng no desenvolvimento de software. A BMW revelou o conceito para a plataforma Neue Klasse em 2021 e gastou mais de 10 bilhões de euros no desenvolvimento das tecnologias. O analista da Bernstein Stephen Reitman disse que a nova plataforma tem o potencial de ser um “salto massivo para a BMW”. “Pode-se dizer que a BMW está apostando todas as fichas no sucesso da Neue Klasse”, disse Reitman após uma prévia recente das tecnologias. O lançamento bem-sucedido poderia “mudar muito sobre o futuro da indústria automobilística” e a percepção da capacidade das montadoras ocidentais em competir no campo do software, afirmou. A BMW disse que a tecnologia proporcionará mais de 20 vezes o poder de computação dos veículos atuais e reduzirá drasticamente a complexidade da eletrônica do carro. Além de uma autonomia elétrica mais longa, de até 800 km, e carregamento mais rápido —com motoristas podendo adicionar mais de 350 km de alcance em apenas 10 minutos—, a frota Neue Klasse será alimentada por quatro “supercérebros” que melhoram enormemente a comunicação dentro do veículo, os sistemas de entretenimento, a condução automatizada e outras funções. A montadora alemã, que também é dona das marcas Rolls-Royce e Mini, há muito tempo adota uma postura cautelosa quanto ao ritmo da transição global para carros elétricos, seguindo uma abordagem de fontes energéticas varidas. Mesmo assim, as vendas de carros elétricos —que têm o mesmo design e aparência de seus equivalentes a gasolina e híbridos— cresceram, representando cerca de 18% das entregas globais no primeiro semestre do ano. Isso se compara a 8% da Mercedes-Benz e 11% da Volkswagen. Mesmo com os avanços da Neue Klasse, permanece incerto se a BMW conseguirá reduzir a distância em relação aos rivais chineses. Montadoras tradicionais também enfrentam desvantagem frente a empresas chinesas, que podem produzir carros elétricos a custos muito menores. Ainda assim, executivos disseram que a nova plataforma permitirá à empresa continuar aprimorando não apenas suas capacidades de software, mas também sua tecnologia de baterias. Diferente de rivais como a VW, a BMW não produz suas próprias células, mas realiza pesquisas próprias sobre células e química de baterias, enquanto faz parcerias com empresas como a chinesa CATL para desenvolver novos modelos. Martin Schuster, vice-presidente de células de bateria e módulo de células da BMW, disse ao Financial Times que a empresa conseguiu economizar até 50% nos custos de fabricação de sua nova geração de baterias cilíndricas de íon-lítio. Embora isso ainda possa não reduzir o custo de seus EVs a ponto de torná-los tão lucrativos quanto os veículos a gasolina, Schuster disse que seu mais recente sistema de baterias permitirá adotar formatos de célula diferentes caso se mostrem melhores que os atuais. Autor/Veículo: Folha de São Paulo (Financial Times)

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GM reduz produção em grandes fábricas de veículos elétricos, diz agência

A General Motors está reduzindo a produção em uma de suas principais fábricas de veículos elétricos, tornando-se a mais recente montadora a recuar nesse segmento, à medida que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retira apoio federal aos carros verdes. A GM vai interromper a produção de dois utilitários (SUVs) elétricos da Cadillac em sua fábrica de Spring Hill, no Tennessee, durante o mês de dezembro, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto e, também, de acordo com comunicações internas da empresa vistas pela agência Reuters. A fábrica produz o Cadillac Lyriq — um dos modelos elétricos mais vendidos da GM — e o Vistiq, um SUV elétrico maior. Clique aqui para continuar a leitura. (Reuters) Autor/Veículo: Valor Econômico

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ANP passa a publicar contratação de etanol anidro por distribuidores

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que passou a publicar em seu site o relatório do etanol, que será anual, sendo a primeira edição relativa à “Safra 2025-2026”. O documento mostra a contratação prévia de etanol anidro, por distribuidores de combustíveis líquidos, junto a produtores de etanol, importadores e empresas comercializadoras de etanol. Para o ano-safra 2025-2026, foram homologados pela ANP 504 contratos prévios, firmados entre 141 fornecedores de etanol e 135 distribuidores de combustíveis líquidos. Isso significa a contratação de cerca de 12.200 metros cúbicos (m³) de etanol anidro entre junho de 2025 e maio de 2026, volume que permite a especificação de cerca de 40 mil m3 de gasolina C (91% do volume comercializado em 2024). Considerando os dados de venda de gasolina C em 2024, o setor de distribuição deveria contratar 10.607 mil m³ de etanol anidro. Assim, a meta foi ultrapassada em cerca de 15%. A contratação é etapa prévia à comercialização do etanol anidro, adicionado à gasolina A (pura), atualmente na proporção de 30%, para obtenção da gasolina C, combustível que será fornecido a postos, transportadores-revendedores-retalhistas e, em alguns casos, a consumidores finais. Uma resolução da ANP de 2023 determinou que todos os anos, até o dia 2 de maio, distribuidores contratem os volumes que serão efetivamente adquiridos entre junho do mesmo ano e maio do ano seguinte. Este período, chamado de “ano-safra”, é paralelo ao período de colheita e processamento da cana de açúcar na região Centro-Sul, principal fonte da produção de etanol no Brasil. Segundo a norma, os distribuidores devem contratar volume de etanol anidro compatível com, no mínimo, 90% de suas comercializações de gasolina C no ano anterior. “Caso não atendam a essa meta no prazo, terão regras mais restritivas sobre a comercialização: só poderão adquirir gasolina A de produtores de derivados caso detenham, antes do início de um mês, em estoque, volumes de etanol compatíveis com suas vendas de gasolina C naquele mesmo mês no ano anterior”, explicou a agência em nota. O relatório, além de apresentar esses e outros resultados do ciclo deste ano, examina os resultados frente aos do ano anterior e compara a comercialização efetiva à contratação no ano-safra anterior (2024-2025). (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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Defasagem do diesel dispara no Brasil apesar de alta no mercado interno

Apesar da alta do diesel no mercado interno, o preço médio do combustível nas refinarias da Petrobras continua bem abaixo do praticado no mercado internacional, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). No fechamento de terça-feira, 3, o diesel registrava defasagem de 13% nas unidades da estatal, mantendo as janelas de importação fechadas, e abrindo espaço para uma alta de R$ 0,43/litro. O último reajuste do diesel pela Petrobras, empresa responsável por 80% do mercado de refino brasileiro, foi em maio deste ano, uma queda de R$ 0,16/l. Já a gasolina está com o preço próximo à paridade de importação (PPI), viabilizando importações, custando 1% a mais nas refinarias brasileiras do que no Golfo do México, região usada como parâmetro pelos importadores. O último reajuste do combustível foi em junho deste ano, também uma redução, de R$ 0,17/l. A Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, única refinaria privada relevante do País, manteve o preço estável dos combustíveis na semana passada. A defasagem do diesel na unidade baiana foi de 6% no fechamento do mercado de petróleo de terça-feira, e da gasolina estava em 3%, segundo a Abicom. Autor/Veículo: O Estado de São Paulo

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Biometano ajudará a reduzir ainda mais a pegada de carbono do etanol e açúcar brasileiros

Substituir o diesel pelo biometano na frota de caminhões da indústria sucroalcooleira pode ajudar a reduzir ainda mais a pegada de carbono do açúcar e etanol brasileiros, na visão do diretor de novos negócios da Copersucar, Daniel do Valle. Em entrevista ao estúdio eixos no 12º Fórum do Biogás, o executivo disse a troca é uma “oportunidade já latente” e que o biometano já consegue ser competitivo, hoje, contra o diesel – e com o diferencial da descarbonização. Assista na íntegra acima Ele cita que de 3% a 4% do consumo do diesel no Brasil vem do setor sucroenergético. “Então nós, como somos, obviamente, líderes de usinas, de unidades, temos o potencial de substituir, primeiro, o diesel que transporta a cana do campo para a unidade de processamento. E isso, além de economizar, traz o benefício de gente, também, descarbonizar mais um pouquinho o etanol e o açúcar com pegada de carbono”, comentou. Daniel do Valle conta, ainda, que existe um potencial interessante de substituição do diesel pelo biometano na frota própria de caminhões da Copersucar e que movimenta o açúcar e o etanol para os clientes – além da descarbonização da frota de terceiros. “Pela nossa relação de fornecimento de açúcar no mercado doméstico, temos mais de 400 clientes, dentre os grandes consumidores industriais de açúcar. Então por que não esses clientes receberem o açúcar com pegada de carbono na distribuição usando biometano e também, na frota deles, substituírem por biometano? Então esse é um outro pilar”, afirmou. Autor/Veículo: Eixos

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Opep+ considerará novo aumento da produção de petróleo no domingo, dizem fontes

A Opep+ considerará aumentar ainda mais a produção de petróleo em uma reunião no domingo, disseram duas fontes familiarizadas com as discussões, conforme o grupo de produtores busca recuperar sua participação de mercado. A Opep+ reverteu sua estratégia de cortes na produção a partir de abril e já aumentou as cotas em cerca de 2,5 milhões de barris por dia, aproximadamente 2,4% da demanda mundial, para elevar a participação de mercado e sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir os preços do petróleo. Mas esses aumentos não conseguiram derrubar os preços do petróleo, que são negociados perto de US$70 por barril, apoiados pelas sanções ocidentais contra a Rússia e o Irã, incentivando novos ganhos de produção em rivais como os Estados Unidos. Outro aumento na produção significaria que a Opep+, que bombeia cerca de metade do petróleo do mundo, estaria começando a desfazer uma segunda camada de cortes de cerca de 1,65 milhão de barris por dia, ou 1,6% da demanda mundial, mais de um ano antes do previsto. Oito países da Opep+ devem realizar uma reunião on-line no domingo para decidir sobre a produção de outubro. A Opep+ inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, além da Rússia e outros aliados. Há também uma chance, segundo alguns analistas e uma fonte da Opep+, de que o grupo possa pausar os aumentos para outubro. Uma decisão final ainda não foi tomada, disse a fonte da Opep+. A sede da Opep e as autoridades da Arábia Saudita não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. O petróleo bruto Brent estava sendo negociado perto de US$ 68 nesta quarta-feira, uma queda de mais de 1% no dia, mas acima da mínima de 2025 de US$ 58 alcançada em abril. (Reuters) Autor/Veículo: InfoMoney

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Megaoperação contra lavagem de dinheiro do PCC em postos aponta mais cinco grupos criminosos

A megaoperação da semana passada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) mostra que, além da facção criminosa, o esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis e fintechs contou com a participação de mais cinco grupos criminosos. De acordo com a força-tarefa, são eles: Grupo Mohamad – liderado por Mohamad Hussein Moura e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, atuava na cadeia de produção de combustíveis, incluindo usinas de cana-de-açúcar, distribuidoras, formuladores, empresas químicas, postos, lojas de conveniências e padarias. Seus integrantes, incluindo familiares de Mohamad, são acusados, por exemplo, de fraudar bombas de combustíveis, adicionando metanol a gasolina e ao álcool, montando uma espécie de cartel. Mantinham ligação com traficantes de drogas e armas do PCC. Grupo Ricardo Romano e Potenza – o empresário Ricardo Romano é suspeito de lavar dinheiro para o crime organizado por meio de postos de combustíveis e lojas de conveniência. Segundo a força-tarefa, ele tem envolvimento com o PCC e participava de esquema de sonegação fiscal, usando “laranjas” para ocultar a origem de seus bens. A Potenza Atacadista tem ligação com Romano. É uma empresa de fachada usada para ocultar verdadeiros beneficiários de rede de lojas de conveniência que visava lavar dinheiro para a organização criminosa. Um de seus sócios, Gilvan Ferreira, tem condenação por associação ao tráfico de drogas; Família Cepeda Gonçalves – responsável pela Rede Boxter, foi identificada como tendo atuação no setor de combustíveis e conexões com organizações criminosas. O grupo é formado por Natalício Pereira Gonçaves e seus filhos. A rede deles possui postos de combustíveis; Irmãos Salomão – esse grupo tinha contato com Vinicius Gritzbach e José Carlos Gonçalves, o “Alemão” _ ambos conhecidos por lavarem dinheiro para criminosos e para o PCC. Gritzbach foi morto em 2024; Grupo Manguinhos – refinaria de combustíveis, que atualmente se chama Refit, passou a operar em favor do grupo Mohamad. Se associou a família Mohamad, que estabeleceu filiais de distribuidoras e terminais em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, indiciando uma atuação coordenada. Ainda segundo a investigação, membros do PCC se infiltravam em instituições financeiras e adquiriam postos de combustíveis para lavar dinheiro, como o obtido com o tráfico de drogas. Os envolvidos são acusados de cometer crimes contra a ordem econômica, fraude fiscal e estelionato a partir da adulteração de combustíveis. A Justiça também determinou o cumprimento de mandados de prisões. A operação ocorreu na última quinta-feira (28) em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Segundo a investigação, com esse esquema, o PCC adquiriu mais de R$ 30 bilhões em bens patrimoniais no Brasil, como ações em fintechs (algumas na Avenida Faria Lima, na capital paulista), propriedades em fazendas de cana-de-açúcar e postos de combustíveis. Segundo a Receita Federal, R$ 7,6 bilhões deixaram de ser declarados em São Paulo. A sonegação fiscal também foi verificada em outros estados. Além da Receita, também participam da megaoperação a Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) de São Paulo, entre outros Ministérios Públicos estaduais. Esses órgãos contam com o apoio da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil locais. A força-tarefa juntou três operações: Carbono Oculto, do MP, e Quasar e Tank, da PF, e, juntos, promotores e policiais visam desarticular o envolvimento do PCC no esquema criminoso. Segundo as autoridades, a facção controlava a cadeia produtiva de combustíveis desde a produção, em fazendas de cana, até o momento em que “batizava” gasolina com metanol. Depois aplicava o dinheiro do esquema criminoso em investimentos financeiros. Quem saiu prejudicado nisso foi o consumidor, que pagou por combustível adulterado em seu veículo. Para ter acesso a fazendas, postos e fintechs, o PCC usava “laranjas”, pessoas contratadas para se infiltrar e participar da fraude. Dos 14 mandados de prisões decretados pela Justiça, as autoridades conseguiram prender 6 dos investigados na quinta passada: João Chaves Melchior: ex-policial civil; Ítalo Belon Neto: empresário setor de combustíveis; Rafael Bronzatti Belon: dono de empresa de serviços financeiros; Gerson Lemes; Thiago Augusto de Carvalho Ramos: empresário do setor de combustíveis; Rafael Renard Gineste: empresário, sócio-administrador fintech. Mais oito investigados não foram localizados, e a Polícia Federal pediu a inclusão dos nomes e das fotos deles na Interpol. Eles entraram na difusão vermelha, que é um mecanismo para o compartilhamento de informações de foragidos internacionais. Na prática, a inclusão permite que os suspeitos sejam localizados pelas polícias de 196 países-membros da maior organização policial do mundo. Veja quem são os oito foragidos: Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “João”, “Primo” ou “Jumbo”: é apontado como “epicentro” do esquema pelo MP; Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”: considerado pelos investigadores como “colíder” da organização criminosa; Daniel Dias Lopes: chamado de “pessoa chave” na organização criminosa por ter ligação com distribuidoras de combustíveis de Mohamad; Miriam Favero Lopes: esposa de Daniel e sócia de empresas ligadas ao esquema; Felipe Renan Jacobs: empresário do setor de combustíveis; Renato Renard Gineste: empresário do setor de combustíveis; Rodrigo Renard Gineste: dono de varejista de roupas; Celso Leite Soares: dono de empresa que cultiva cana-de-açúcar no interior de São Paulo. A equipe de reportagem não conseguiu localizar as defesas dos grupos investigados, dos suspeitos presos nem dos procurados para comentarem o assunto. Os investigadores identificaram mais de 300 postos que atuavam nessas fraudes. Já o setor estima um impacto maior, em cerca de 30% dos postos em todo o estado de São Paulo, em torno de 2.500 estabelecimentos. A Receita Federal também identificou ao menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pelo PCC. Segundo o órgão, as operações aconteciam justamente no mercado financeiro de São Paulo, por meio de membros infiltrados na Avenida Faria Lima. Autor/Veículo: G1

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