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AIE eleva previsões para oferta global do petróleo, indicando superávit maior

Os mercados globais de petróleo deverão apresentar superávit maior do que se calculava anteriormente este ano, com a oferta crescendo em ritmo mais de três vezes superior ao da demanda, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, 13, a AIE prevê que a oferta mundial de petróleo expandirá 2,5 milhões de barris por dia (bpd) em 2025 e 1,9 milhão de bpd no próximo ano. As previsões anteriores eram de altas de 2,1 milhões de bpd neste ano e de 1,3 milhão de bpd em 2026. A revisão veio após a Opep+ decidir por um novo forte acréscimo de sua produção, embora países fora da aliança tenham sido os principais responsáveis pelo aumento da oferta. Em relação à oferta de petróleo fora da Opep+, a AIE reduziu sua projeção de avanço neste ano em 100 mil bpd, para 1,3 milhão de bpd, mas elevou a de 2026 em 60 mil bpd, para 1 milhão de bpd. Ainda no relatório, a AIE reduziu suas previsões para o aumento da demanda global por petróleo em 2025, de 704 mil bpd para 685 mil bpd, e para o ano que vem, de 722 mil bpd para 699 mil bpd. As projeções continuam substancialmente abaixo das da Opep. Fonte: Dow Jones Newswires. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

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ANP esclarece sobre proposta de regulação de gasodutos em audiência na Câmara dos Deputados

A Diretora interina da ANP Patricia Baran participou, ontem (12/08), de audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados que debateu a proposta de regulamentação da Agência relativa à classificação dos gasodutos de transporte e distribuição. Em sua apresentação, a Diretora ressaltou a transparência e o amplo processo de participação social dados pela ANP na regulação do tema. Ela mencionou o processo de consulta pública, já encerrada, e audiência pública, que ocorre hoje (13/8), relativo à proposta de resolução que regulamentará as diretrizes, os procedimentos e os limites das características técnicas de diâmetro, pressão e extensão a serem considerados para classificação de gasodutos de transporte. Segundo Patricia Baran, a consulta pública “recebeu mais de 500 contribuições”. “Temos mais de 30 expositores inscritos na audiência, o que poderá nos levar a abrir uma segunda etapa, para que todos possam se manifestar”, afirmou. A Diretora da ANP acrescentou que, devido a essa necessidade de realizar a audiência em duas etapas, o cronograma de elaboração da nova resolução poderá ser ajustado para conclusão em novembro de 2025. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Lula diz que Brasil está disposto a negociar etanol com os EUA

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o Brasil está disposto a negociar o etanol com os Estados Unidos. A declaração é feita em meio ao tarifaço do presidente Donald Trump. “Não nos recusamos a negociar a questão do etanol. Estamos dispostos a negociar a questão do etanol sem nenhum problema”, declarou o presidente dura entrevista à rádio BandNews FM. Como mostrou a CNN, o agronegócio já enxergava o combustível sob ameaça das tarifas impostas pelo governo americano. O etanol foi citado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos entre as “práticas comerciais injustas” devido à tarifa de importação brasileira de 18% — o que reduziria a competitividade para os produtores americanos, segundo a Casa Branca. As tarifas sobre produtos brasileiros entraram em vigor no dia 6 de agosto. A relatora do projeto de lei da reciprocidade na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Tereza Cristina (PP-MS), havia afirmado em abril deste ano que o setor do etanol é o que mais preocupa dentro do “tarifaço”. Em um relatório publicado em março deste ano, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) citou o combustível e ambos os países como os maiores “produtores e consumidores de etanol do mundo”. Tarifaço O presidente da República também comentou as tarifas impostas aos produtos brasileiros vendidos aos EUA. A medida foi oficializada inicialmente no final de julho. “EUA alegaram de forma mentirosa que os EUA tem um déficit com o Brasil. E nós provamos, eles também provam, que se você colocar serviços, bens e comercio nos tivemos um déficit em 15 anos de 400 bilhões de dólares”, declarou Lula. “Então não é o Trump que deveria estar taxando o Brasil, é nós que deveríamos estar taxando eles.” O petista diz que o governo brasileiro não pretende fazer uma “bravata” em reação, mas que a medida de reciprocidade aos Estados Unidos ainda está sendo pensada com as consequências medidas. Na esteira das declarações, o chefe do Executivo também anunciou que irá assinar na quarta-feira (13) uma MP (medida provisória) para criar uma linha de crédito de inicialmente R$ 30 bilhões para as empresas que venham a ser afetadas pela taxação. Autor/Veículo: CNN Brasil

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São Martinho investirá R$ 1,1 bilhão para dobrar usina de etanol de milho

A aposta da São Martinho no etanol de milho demonstrou dar tanto resultado que a companhia decidiu agora dobrar a aposta. Em reunião do conselho de administração nesta segunda-feira (11), a companhia deu aval para um novo investimento de R$ 1,1 bilhão na ampliação da planta localizada em Quirinópolis (GO), anexa à sua usina de cana Boa Vista. O projeto prevê ampliar a capacidade de processamento de milho em 635 mil toneladas anuais, mais do que duplicando a capacidade atual, de 500 mil toneladas. Apenas a nova fase da fábrica permitirá que a companhia produza 270 milhões de litros de etanol ao ano, o que elevará a capacidade total de etanol de milho da companhia para 485 milhões de litros. Há tempos que a São Martinho vem “namorando” com o projeto de ampliação de sua usina de etanol de milho, mas o negócio precisou se provar viável. No primeiro trimestre desta safra, o negócio de milho contribuiu, sozinho, com 30% de todo o lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia. Segundo Fábio Venturelli, CEO da companhia, foi fundamental para destravar o projeto a possibilidade de usar a energia cogerada do bagaço da cana da Usina Boa Vista. “Nós já temos a biomassa, diferentemente dos concorrentes que fazem planta autônoma, que têm que pensar em comprar e plantar eucalipto”, disse. A companhia calcula que economiza R$ 120 milhões ao ano ao deixar de comprar cavaco de madeira no mercado, pelos preços atuais, para utilizar a energia que já gera em sua caldeira na planta de cogeração, afirmou o diretor financeiro Felipe Vicchiato. A decisão sai em meio a uma melhora do cenário de mercado do etanol, com o aumento da mistura do anidro à gasolina para 30% (E30), perspectivas de demanda para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), além das boas projeções para a produção de milho, e com a oferta de instrumentos de crédito com fomento. “Pelo contorno do projeto, saímos na frente em pegada de carbono, pela biomassa da cana. Qualquer que seja o mercado, a gente está preparado para atender as normas de certificação”, ressaltou Venturelli. Financiamento Mas o fator determinante para destravar o investimento foi a obtenção das linhas de crédito de fomento. A companhia acertou R$ 728 milhões em financiamentos, sendo R$ 500 milhões via BNDES Fundo Clima, R$ 125 milhões via BNDES Finem e R$ 100 milhões via Finep. No conjunto, essas linhas têm um prazo de 12 anos, com dois de carência, e custo médio de 8,5% ao ano. Apesar do montante, o investimento será dividido em três safras. Neste ciclo 2025/26, a companhia vai desembolsar 40% do valor orçado. A maior parte do investimento (55%) será feito na próxima safra (2026/27), e o restante será investido em 2027/28. A previsão é de que no segundo semestre de 2027 a unidade comece a operar. Boa parte dos investimentos será para a integração com a usina de cana em Quirinópolis. Segundo Vicchiato, a possibilidade de ter, ao fim do projeto, uma usina com capacidade de moagem de mais de 1 milhão de toneladas de milho só é possível porque a Usina Boa Vista também é grande, com capacidade de moagem de 5,2 milhões de toneladas de cana por safra. Ainda segundo o diretor financeiro, a taxa interna de retorno (TIR) do projeto é esperada é de mais de 25%, considerando projeções “conservadoras” para preços de petróleo, etanol e milho. Novos mercados O novo projeto também permitirá a produção adicional de 170 mil toneladas de DDGS e 13 mil toneladas de óleo de milho anuais, além de prever melhorias na caldeira da unidade de cogeração a partir do bagaço da cana, o que permitirá maior geração de vapor. O investimento potencializa a atuação da São Martinho em “novos mercados”. “Para nós é muito importante ter diversidade de origem de Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização]. Quando trabalhamos com base agrícola e produzindo energia, quanto mais diverso for o portfólio, mais resiliente [a empresa] fica diante dos ciclos de cada commodity”, disse. Além dos negócios de cana e milho, a São Martinho concluiu recentemente a construção da planta de biometano, que agora está em fase de testes. Balanço do 1º trimestre No primeiro trimestre da safra atual, somente a receita do negócio de milho (que inclui vendas de etanol, DDGS, óleo de milho e Créditos de Descarbonização, os CBios, do etanol de milho) teve um salto de 94%, a R$ 265,8 milhões. Essa receita representou 14% da receita líquida total da São Martinho no trimestre, que alcançou R$ 1,8 bilhão, um aumento de 6,8%. A operação de milho ainda contribuiu com Ebitda de R$ 95,5 milhões, ou 12% do Ebitda ajustado do período, de R$ 805 milhões. Um ano atrás, o negócio de milho registrou um Ebitda marginal, de apenas R$ 6 milhões. A companhia teve no primeiro trimestre um bom desempenho nas vendas de etanol, aproveitando preços mais altos para comercializar volumes maiores. Porém, o lucro líquido caiu 40,2%, afetado principalmente pela depreciação de seus ativos biológicos, dada a queda do preço do açúcar. No primeiro trimestre deste ciclo, o lucro líquido ficou em R$ 62,8 milhões. Já o lucro caixa cresceu 3,3 vezes, para R$ 157 milhões no trimestre, impulsionado pelo ambiente favorável no mercado de etanol, que compensou os preços em baixa do açúcar. Autor/Veículo: Globo Rural

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Produtores querem levar biodiesel para ônibus e geradores da COP30

Produtores de biodiesel querem aproveitar a COP30 para divulgar o biocombustível como solução de baixo carbono no abastecimento de veículos e geração de energia elétrica. Na última sexta (8/8), a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) e três associações do setor — Aprobio, Abiove e Ubrabio — entregaram um documento ao Enviado Especial para a Agricultura, Roberto Rodrigues, oferecendo o combustível renovável. As propostas incluem viabilizar o uso de 100% de biodiesel (B100) em geradores estacionários durante a cúpula climática marcada para novembro, em Belém (PA). Além de propor a mistura 25% (B25) para abastecer a frota de transporte coletivo durante a organização, realização e desmonte do evento. “A participação na COP30 é uma oportunidade concreta de demonstrar ao mundo o potencial brasileiro em produção de biodiesel, reiterando seu compromisso de fomentar a integração de setores comprometidos com um futuro de baixo carbono”, diz a FPBio, em nota. Autor/Veículo: Eixos

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Vibra avança em market share e projeta crescimento

A Vibra encerrou o segundo trimestre com um cenário positivo no Market share, avançando 0,3 p.p versus o primeiro trimestre de 2025, puxado pela entrada de 43 novos postos em sua rede, totalizando um acréscimo de 92 unidades este ano. A notícia refletiu o dinamismo e a resiliência da operação frente aos desafios do período que foi complexo para o setor de combustíveis. Especialmente a volatilidade nos preços internacionais, reflexo direto de tensões geopolíticas e dos ajustes praticados internamente. “O ganho de 0,3 p.p. em market share no trimestre confirma nossa estratégia de fortalecer a revenda e os parceiros na ponta, com foco e sinergia”, afirma Ernesto Pousada, CEO da Vibra. Entre os meses de abril a junho de 2025, a companhia alcançou um EBITDA ajustado de R$ 1,5 bilhão e uma margem EBITDA ajustada de R$ 143/m³. Ao desconsiderar o impacto da perda de estoque, a margem da Companhia apresentou crescimento sequencial, refletindo o sucesso da estratégia de priorizar a rentabilidade mesmo em um cenário adverso. Essa performance de margens foi complementada por um crescimento estratégico na participação de mercado. A Vibra encerrou o 2T25 com um market share consolidado de 23,7% em junho, o que representa um crescimento de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, reforçando a trajetória de recuperação e a eficácia de sua atuação comercial. Esse avanço na participação de mercado foi sustentado pela disciplina na gestão de margens, com destaques para o market share de 30,6% na Rede Embandeirada e 6,5% na Bandeira Branca no 2T25. A gestão disciplinada permitiu que a empresa encerrasse o trimestre com um fluxo de caixa operacional de R$ 0,8 bilhão. Por outro lado, motivado por efeitos financeiros pontuais, como a perda de estoques e maior liberação de capital de giro, a Companhia alcançou o seu maior patamar de alavancagem do ano, 1,8x ao considerar LCs e 2,9x sem considerar tal efeito. Apesar das pressões externas, a Vibra avançou em assuntos estratégicos para sua transformação e que fazem parte das avenidas de crescimento da companhia. Os lubrificantes atingiram o maior volume trimestral desde 2020, com crescimento de 6% contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o segmento de renováveis registrou EBITDA @stake de R$ 274 milhões, um aumento de 21% ante o mesmo período de 2024. Avanços regulatórios, como a estratégia regionalizada para a monofasia do etanol — que resultou em ganho de 0,7 p.p. de market share desde o início da Monofasia — e os progressos no RenovaBio, reforçaram o posicionamento da Companhia em um mercado em transformação. Cenário favorável no segundo semestre Para o segundo semestre de 2025, as perspectivas são positivas. A expectativa é de aumento na demanda por diesel, impulsionada pela sazonalidade e pela força do agronegócio, além da continuidade da captura de sinergias com a Comerc. A Companhia segue confiante no seu modelo de gestão, garantindo ritmo e intensidade na execução dos nossos projetos transformacionais que reforçarão o seu compromisso com o crescimento de volume e rentabilidade, buscando excelência operacional e disciplina. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da Vibra Energia

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Petróleo fecha estável antes de negociações entre EUA e Rússia

O petróleo fechou praticamente estável nesta segunda-feira, depois de cair mais de 4% na semana passada, com os investidores atentos às negociações desta semana entre os Estados Unidos e a Rússia sobre a guerra na Ucrânia. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de 0,06%, a US$66,63 por barril. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiram 0,13%, a US$63,96. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que se reuniria com o presidente russo, Vladimir Putin, em 15 de agosto, no Alasca, para negociar o fim da guerra na Ucrânia. As negociações seguem o aumento da pressão dos EUA sobre a Rússia, aumentando a perspectiva de penalidades mais rígidas sobre Moscou se um acordo de paz não for alcançado. Trump disse nesta segunda-feira que tanto a Ucrânia quanto a Rússia teriam que ceder terras uma à outra para acabar com a guerra e que suas conversas com Putin teriam como objetivo medir a temperatura em um possível acordo. “A recente liquidação do petróleo foi interrompida enquanto os mercados aguardam a reunião de alto risco de sexta-feira”, disse o analista Alex Hodes, da StoneX, em uma nota nesta segunda-feira. Trump estabeleceu um prazo até a última sexta-feira para que a Rússia, que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, concorde com a paz ou seus compradores de petróleo enfrentarão sanções secundárias. Ao mesmo tempo, Washington está pressionando a Índia a reduzir as compras de petróleo russo. (Reuters) Autor/Veículo: InfoMoney

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Possível sanção de Trump a diesel russo não afeta oferta no Brasil, mas elevará preço

Eventuais sanções dos Estados Unidos e da Europa a compradores de petróleo russo não devem afetar o abastecimento de combustíveis no Brasil, segundo especialistas, mas jogarão pressão sobre o preço do produto. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem prometendo anunciar em breve maiores tarifas de importação sobre países que compram a produção da Rússia, mas ainda não detalhou os valores. Nesta semana, o republicano determinou a aplicação de uma taxa adicional de 25% sobre as importações da Índia em retaliação pela compra de petróleo da Rússia. O Brasil é grande cliente de diesel russo, que representa cerca de 60% das importações de combustíveis pelo país. Também importa gasolina e nafta petroquímica, mas em volumes menos relevantes. A avaliação de autoridades e empresas do setor é que o diesel russo pode ser substituído pela oferta de outros países, caso Trump, de fato, aumente as tarifas. Responsável por garantir o abastecimento de combustíveis no país, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) diz que as importações brasileiras de diesel representam menos de 10% do comércio internacional do produto. “Isto, somado à informação sobre o peso dos principais países de origem do produto, leva a crer que há espaço razoável para um remanejamento de fluxos internacionais de produto capaz de mitigar riscos de abastecimento”, afirmou, em nota à Folha. Mesma visão tem a Petrobras: “A importação do Brasil não é significativa em termos globais. Mesmo que haja alguma restrição ao diesel russo, distribuidoras poderão buscar outras frentes de mercado”, disse nesta sexta-feira (8) o diretor de Comercialização, Logística e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser. Ele cita entre alternativas as refinarias americanas, de onde a própria estatal compra parte do diesel que importa, e fornecedores no Oriente Médio. “A gente entende que esses importadores vão buscar outra origem.” “Até 2022, a principal fonte de diesel importado eram os Estados Unidos. A Rússia nem é um importador natural”, acrescenta a analista de combustíveis da consultoria Argus, Gabrielle Moreira. “Os Estados Unidos são a principal alternativa, em 15 dias dá para trazer diesel para um porto brasileiro.” O principal impacto esperado pelo mercado, portanto, está no preço das importações, já que o diesel russo tem hoje grande desconto em relação à produção de outros países. Gabrielle diz que o diesel russo custa entre US$ 0,04 ou US$ 0,05 por galão a menos do que o americano. Se a importação for feita de refinarias já sancionadas da União Europeia, o desconto é ainda maior. Importadores privados, porém, avaliam que a importação de diesel sem desconto nesse momento é inviabilizada pela elevada defasagem nos preços praticados pelas refinarias da Petrobras. Na abertura do mercado desta sexta, a Petrobras vendia diesel em suas refinarias com desconto de R$ 0,21 em relação à paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis). A defasagem chegou a bater R$ 0,53 por litro no fim de julho. Nesse cenário, dizem executivos de médias distribuidoras, apenas a estatal e grandes empresas conseguem importar, já que conseguem diluir preço mais alto do produto importado com o preço do produto comprado da Petrobras, obtendo um valor final mais competitivo. Uma das principais importadoras de diesel russo para o Brasil, a Nimofast avalia que os preços sofrerão ainda com uma “guerra” pela oferta americana. “No médio prazo, o preço vai subir. E vai subir muito”, diz um dos sócios da empresa, Ramon Reis. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Do poço ao posto: Petrobras planeja voltar a vender gás de botijão e combustível

Do poço ao posto. É com essa máxima que a Petrobras quer retomar sua atuação original, depois de ter vendido uma série de ativos nos últimos anos, que resultaram na saída da empresa de áreas como venda de combustíveis e de gás de botijão ao consumidor final. Na noite de quinta-feira, a estatal anunciou que seu Conselho de Administração aprovou o retorno ao setor de distribuição. Segundo fontes, a investida atende a um pedido de Lula, que, por diversas vezes, já reclamou que reduções de preços anunciadas pela estatal na refinaria não chegam nas bombas e está de olho na popularidade para 2026. Além de já vender diesel a grandes consumidores, como indústrias e empresas de transporte, e gás natural no mercado livre, a Petrobras planeja o retorno ao setor de distribuição de gás de botijão (GLP) já no início do próximo ano, por meio de aquisição ou parceria com alguma empresa do setor, segundo fonte ouvida pelo GLOBO. Hoje, a estatal vende GLP apenas para as distribuidoras. A Petrobras já esteve presente no segmento com a Liquigás, empresa vendida para a Copagaz em 2021, no governo de Jair Bolsonaro. ‘Portas abertas’O novo posicionamento da Petrobras para o segmento de distribuição também mira a venda de combustíveis líquidos em postos. Ao vender a BR Distribuidora (hoje Vibra), durante o governo Bolsonaro, a Petrobras assinou contrato de não competição até 2029. Ou seja, até lá a estatal não pode vender gasolina e diesel em postos ao consumidor final. Segundo essa fonte, o aval do Conselho permite que a empresa comece, agora, a preparar seu retorno ao setor. Não estaria descartada uma rodada de negociações com a Vibra. Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou querer “portas abertas” para a distribuição, em teleconferência com analistas para tratar dos resultados do segundo trimestre. — O que não podemos ter é limitação para fazer esses esforços e avanços. Tudo o que for necessário, seja no B2B (venda de empresa para empresa), para o grande consumidor, seja uma venda para o consumidor final em postos de combustíveis, seja na direção do gás. Nós queremos portas abertas para optar pela empresa para a melhor agregação de valor possível e a forma mais eficiente de colocar esse nosso produto no mercado. Quando entendemos que a Petrobras, ao longo do tempo, se posicionou pela obrigação de sair de alguns mercados, a gente diz assim: “Por que vamos ter obrigação de sair e por que não podemos deixar essa porta aberta para que seja usada da melhor maneira possível?” — Em conversa com analistas e imprensa, Fernando Melgarejo, diretor financeiro e de Relações com Investidores, afirmou que “o compromisso de não competição (com a Vibra) será cumprido”. No comunicado divulgado pela estatal, o posicionamento para a atuação em distribuição prevê a entrada em “negócios rentáveis e de parcerias nas atividades de distribuição, observadas as disposições contratuais vigentes”. Além disso, a companhia destacou três direcionamentos: “atuar na distribuição de GLP”, “integrar com demais negócios no Brasil e no mundo” e “oferecer soluções de baixo carbono a clientes”. — Somos uma empresa que nasceu integrada, uma empresa do poço ao posto. Quando olhamos o aumento de produção de gás, temos um produto que vai ter uma produção crescente e, se isso for bom e lucrativo e tiver atratividade, por que não exercer essa sinergia? Mas não há projeto de aquisição de GLP na carteira da Petrobras, apenas a garantia de que as portas estejam abertas para uma eventual possibilidade, caso o projeto seja bom e rentável — disse Magda. Caminho difícilSegundo ela, com a produção aumentando, o desafio é colocar os produtos no mercado. Ela destacou a mesma estratégia para o diesel. Hoje, a estatal só pode vender diesel a grandes consumidores: — A produção é crescente e deságua na ampliação do refino. Temos a pretensão de aumentar o diesel S10 até 2029 em mais 200 mil barris por dia. E isso gera uma pressão por ampliação de mercado. Estamos indo direto na porta dos grandes consumidores, como o do agronegócio, e buscando colocar GLP industrial e GLP residencial, com a ampliação do mercado de gás natural. Entenda: Qual é o peso da Rússia na importação de diesel pelo Brasil? A importação pode virar novo alvo de Trump? Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, avalia que o retorno da Petrobras à distribuição poderia pressionar os preços para baixo, no geral. No entendimento do analista, o cenário é exatamente o mesmo no mercado de gás. — Parece ser um pouco de pressão do presidente, do governo — diz Sousa. — No limite, olhando para o futuro (e para eleições 2026), pode ser isso. A Petrobras sempre investe pouco abaixo do prometido. Agora, estão querendo mudar, investir um pouco mais, mas investir pior. Reforçaram o desejo de voltar a ser uma empresa integrada. Para Felipe Feres, sócio na área de Infraestrutura e Energia do Mattos Filho Advogados, diz que voltar ao posto não será tarefa fácil: — Se o acordo é vinculante, dificilmente a Petrobras poderia questionar. E o setor de distribuição é baseado em infraestrutura. Como vai voltar a distribuir sem essa infra? Teria de fazer parceria ou comprar uma grande distribuidora. Margem na revendaLevantamento feito por Eric Gil Dantas, economista do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), antecipado pela Folha de S.Paulo, aponta que a margem na revenda de combustíveis nos postos subiu muito acima da inflação nos últimos anos. Desde 2021 e até junho deste ano, a alta na margem da gasolina alcançou 97%, enquanto no diesel foi de 89%. Para o GLP, o aumento foi de 58%. Nesse mesmo período, a inflação geral medida pelo IBGE ficou em 31,5%. No recorte de 2025, o aumento no caso da gasolina é de 13% e o do diesel, 32%, enquanto o GLP ficou estável. Já a inflação subiu 2,99%. James Thorp Neto, presidente da Fecombustíveis, evitou fazer comentário sobre a Petrobras, mas destacou que quanto mais concorrência, melhor. Ele refutou, porém, o levantamento de preços: — A margem bruta,

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Sabe quantos carros elétricos e híbridos já foram vendidos no Brasil?

Dados divulgados pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indicaram que, em julho de 2025, o Brasil superou a marca de 500 mil carros eletrificados em circulação. Nesse bolo estão veículos totalmente elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos convencionais (HEV) e híbridos com motores flexíveis (HEV Flex). A associação aponta, ainda, que o mês passado foi o melhor da série histórica na comercialização de carros movidos 100% por energia elétrica, com 7.010 emplacamentos. No total, as vendas de veículos eletrificados (excluindo os híbridos leve, mild hybrid, que a ABVE não leva em conta) foi de 19.016 no Brasil, em julho. Não é tanto, comparado com o número total de carros comercializados no País (230 mil unidades) no mesmo período. São menos de 9% do geral, mas é expressivo. Afinal, quando teve início a série histórica, a entidade havia registrado apenas 117 emplacamentos no ano todo. Cabe recordar que em todo o ano de 2024, o volume de emplacamentos de veículos eletrificados no Brasil atingiu 177.358 unidades. Na ocasião, o número resultou em crescimento de 89% na comparação com 2023 – quando foram vendidas 93.927 unidades. Ademais, no primeiro semestre de 2025, os veículos eletrificados já somaram 111.095 emplacamentos. A alta foi de 41,9% na comparação ao mesmo período de 2024. Daqui para frente, no entanto, esse número tende a aumentar, afinal, as fábricas da BYD e da GWM (que promete começar a produção pré-série a partir do dia 15), por exemplo, devem alavancar ainda mais as vendas de modelos elétricos e híbridos. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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