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Qual o impacto da Lei do Combustível do Futuro nos veículos pesados? Entenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na última terça-feira (8) a chamada Lei do Combustível do Futuro. A regulamentação traz uma série de iniciativas para promover a mobilidade de baixo carbono, por meio dos biocombutíveis. Para o setor de transportes, a norma vai criar programas nacionais de diesel verde e biometano. Além de viabilizar o desenvolvimento de programas já existentes e aumentar a mistura de biodiesel no óleo diesel. A nova Lei destrava investimentos que somam R$ 260 bilhões. Assim, deverá criar oportunidades como a geração de empregos e mais pesquisas. “Estamos tornando realidade uma verdadeira revolução agroenergética, que vai colocar o Brasil na dianteira da ‘economia verde’. Estamos aliando a força da agricultura brasileira com a nossa capacidade de produção de biocombustíveis”, exaltou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Biodiesel é o combustível do Brasil O texto estabelece que será acrescentado um ponto percentual de mistura de biodiesel ao diesel de origem fóssil anualmente, a partir de 2025. A intenção é atingir 20% em março de 2030. Desde março deste ano, o percentual saiu de 12% para 14%. Por causa disso, movimentos começam a aparecer no mercado com a nova lei. Por exemplo, o Grupo Potencial, um dos maiores fabricantes de biodiesel do mundo, anunciou investimento de R$ 600 milhões para acelerar o projeto de expansão. Com isso, a intenção é chegar à produção de 1 bilhão e 620 milhões de litros de biodiesel por ano no Brasil. O projeto para a ampliação deve ser concluído em 2026. E, em seguida, a intenção é iniciar a produção do biocombustível. Além disso, o Grupo Potencial, bem como o maior produtor de soja do País, a Amaggi, rodam com uma frota de caminhões movidos 100% com biodiesel. Entre os modelos estão caminhões de Volvo e Scania já preparados para rodar com o combustível. Biodiesel e diesel verde Conforme já contamos no Estradão, o biodiesel traz desafios, sobretudo relacionados à armazenagem. Por exemplo, o biodiesel é mais suscetível à oxidação, o que pode levar à formação de compostos indesejados que degradam o combustível com o tempo. E isso pode ocorrer durante o armazenamento prolongado e será um desafio para os fabricantes. A Anfavea, que representa as montadoras de veículos no País, comemora a Lei do Combustível do Futuro, mas lembra que, no caso da mistura do biodiesel ao diesel ultrapassar os 15%, serão necessários testes e ensaios da mistura, sobretudo em veículos mais antigos. Volvo e Scania, por sua vez, avançaram no desenvolvimento de veículos mais resistentes a qualquer tipo de desgaste. Todavia, fabricantes como a Mercedes-Benz defendem o diesel verde, que nascerá a partir da nova lei. Isso ocorre porque o diesel verde apresenta vantagens frente ao biodiesel. É um hidrocarboneto puro, sendo mais estável. Além disso, sua composição química o torna totalmente compatível com os atuais motores a diesel. Portanto, sem a necessidade de modificações nos sistemas atuais. Biometano Do mesmo modo, a Lei do Combustível do Futuro vai ajudar a fomentar o desenvolvimento do biometano. Ou seja, gás obtido a partir do processamento do biogás. Por sua vez, o biogás é originário da decomposição da matéria orgânica por ação de bactéria. Sendo o composto principalmente de metano e dióxido de carbono (CO2). Nesse sentido, foi apresentado no início deste mês um estudo que detectou um grande potencial para a cadeia do biometano no estado de São Paulo. Além da geração de 20 mil oportunidades de trabalho direto e indireto, a pesquisa realizada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pelo Governo de São Paulo, ainda destaca que a capacidade instalada ou em instalação atualmente no estado é de 0,4 milhão de m³ por dia. Com o desenvolvimento da cadeia de biometano, a oferta potencial é estimada em 6,4 milhões de m³ por dia – ou seja, 16 vezes da capacitada atual. Mas assim como em São Paulo, já há outras iniciativas para o desenvolvimento do biometano. A cidade do Rio de Janeiro é um exemplo. Na região há empresas desenvolvendo o biocombustível. E os fabricantes de caminhões Scania e Iveco já oferecem caminhões e ônibus a gás/biometano. A Scania, que começou a vender o caminhão a gás em 2019, deve encerrar este ano somando 1,5 mil modelos emplacados desde o início das vendas. A Iveco começou a produção e vendas do S-Way neste ano. E conta com 28 unidades vendidas. Todavia, o ônibus a gásfoi apresentado em agosto durante a Latbus. O modelo, direcionado ao transporte urbano, está em fase de homologação. E deve ter vendas iniciadas em 2025. Com informações de: O Estado de S.Paulo.

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O que é mais econômico: gasolina ou álcool?

A disputa entre gasolina e etanol no tanque de veículos está longe de ser apenas uma questão de preferência. Com a instabilidade dos preços dos combustíveis e a variabilidade de desempenho dos carros, muitos motoristas enfrentam a dúvida: o que é mais econômico, abastecer com gasolina ou com álcool? Conforme afirma o Jornal do Carro, para muitos motoristas de carro flex, uma regra prática amplamente conhecida ajuda a calcular o que é mais vantajoso: se o preço do etanol for inferior a 70% do preço da gasolina, ele é a escolha mais econômica. Caso contrário, a gasolina passa a ser mais competitiva em termos de custo-benefício. Essa fórmula é derivada da proporção média de consumo entre os dois combustíveis. Se, por exemplo, a gasolina custa R$ 6,00 e o etanol R$ 4,00, basta dividir o valor do álcool pelo da gasolina. Nesse caso, R$ 4,00 dividido por R$ 6,00 resulta em 0,66, ou seja, 66%. Como está abaixo de 70%, o etanol seria a melhor escolha naquele cenário. Clayton Barcelos Zabeu, doutor e professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia, explicou ao portal: “Isso acontece porque o etanol tem 70% da energia disponível na gasolina para realizar a combustão”. O especialista reforça que, em média, o etanol exige de 30% a 40% mais combustível para rodar a mesma distância que a gasolina. Além do preço e consumo, há outros fatores que influenciam essa escolha. Quem busca mais potência e um menor impacto ambiental, com menor emissão de poluentes, pode optar pelo etanol. Já quem valoriza maior autonomia e não quer reabastecer com tanta frequência, a gasolina é a melhor alternativa. Outro ponto importante é a composição da gasolina no Brasil, que contém 27% de etanol anidro, o que afeta o desempenho do combustível em comparação com tempos anteriores, quando essa porcentagem era menor, informa o portal Jornal do Carro. O desempenho do carro também pode variar conforme o combustível utilizado. Muitos veículos flex são projetados para otimizar o consumo de acordo com o combustível escolhido. Contudo, em regiões mais frias, o etanol pode apresentar dificuldades de ignição, o que leva alguns motoristas a preferirem a gasolina nessas condições. Já em áreas mais quentes, o etanol tende a ter uma performance mais estável. Para quem quer calcular com precisão qual combustível é mais vantajoso, a recomendação é simples: faça testes. Abasteça o carro com gasolina, zere o hodômetro e verifique o consumo médio. Depois, repita o processo utilizando etanol. Só assim será possível descobrir qual dos combustíveis rende mais, de acordo com o estilo de condução de cada motorista. Outro ponto que entra na balança para alguns motoristas é o impacto ambiental. O etanol, por ser um combustível renovável derivado da cana-de-açúcar, tem uma pegada de carbono menor que a gasolina, que é um combustível fóssil. Quem está preocupado com emissões de gases de efeito estufa pode considerar o etanol uma opção mais sustentável, mesmo que o custo não seja tão vantajoso. Lei do Combustível do FuturoNa última terça-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Lei do Combustível do Futuro, que promete revolucionar o setor energético brasileiro. A legislação, resultado de intensos debates e aprovada por unanimidade no Congresso, visa impulsionar a transição para uma matriz de transportes mais sustentável, com foco na redução de emissões de carbono e no fortalecimento da economia verde. Conforme afirma o portal do Governo, o anúncio foi marcado pela presença de líderes do setor empresarial, que firmaram compromissos de investimentos de R$ 21 bilhões em novos projetos voltados à produção de biocombustíveis. Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia, o total de investimentos deverá atingir R$ 260 bilhões nos próximos anos, colocando o Brasil na vanguarda da transição energética global. A nova legislação estabelece uma série de programas e medidas para promover o uso de combustíveis renováveis. Entre as iniciativas, está o desenvolvimento de programas nacionais para a produção de diesel verde e combustível sustentável para aviação, além do incentivo ao uso de biometano. Também foi estabelecido um aumento gradual na mistura de etanol à gasolina, que poderá chegar a 35%, e de biodiesel ao diesel, com previsão de atingir 20% até 2030. O marco regulatório para captura e estocagem de carbono também foi incluído na lei, com a meta de evitar a emissão de 705 milhões de toneladas de dióxido de carbono até 2037, reforçando o compromisso do Brasil com o combate às mudanças climáticas. Entre os programas instituídos pela nova lei, o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) se destaca, ao exigir, a partir de 2027, que operadores aéreos reduzam as emissões de gases do efeito estufa em voos domésticos, começando com uma redução de 1% e chegando a 10% em 2037. Outro programa importante é o Programa Nacional de Diesel Verde (PNDV), que definirá metas anuais para a adição de diesel verde ao diesel fóssil. Além disso, o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano visa estimular o uso do biometano na matriz energética, com metas que começam em 2026. Sendo assim, a escolha entre gasolina e etanol não é tão simples quanto parece. A economia depende de uma série de fatores, como o preço dos combustíveis, o rendimento do veículo, as condições climáticas e até mesmo a consciência ambiental do motorista. Portanto, antes de abastecer, é sempre bom fazer as contas e avaliar o que faz mais sentido para o seu bolso e suas necessidades. Com informações de: e-investidor.

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Petróleo sobe 4% com tempestade nos EUA e temores sobre Israel e Irã

Os preços do petróleo subiram cerca de 4% nesta quinta-feira (10) devido ao aumento no uso de combustível nos Estados Unidos antes do furacão Milton passar pela Flórida, riscos na oferta do Oriente Médio e sinais de que a demanda por energia pode crescer nos EUA e na China. Os futuros do petróleo Brent subiram US$ 2,82, ou 3,7%, para fechar a US$ 79,40 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu US$ 2,61, ou 3,6%, a US$ 75,85. Nos EUA, o maior produtor e consumidor de petróleo do mundo, o furacão Milton atingiu a Flórida, onde cerca de um quarto dos postos de combustível ficaram sem gasolina e a tempestade deixou mais de 3,4 milhões de residências e empresas sem energia. “Fechamentos de vários terminais de produtos, atrasos nas entregas de caminhões-tanque e interrupção no movimento de oleodutos provavelmente afetarão o fornecimento até a próxima semana, devido às amplas quedas de energia”, disseram analistas da empresa de consultoria energética Ritterbusch and Associates em nota. “Essa vasta incerteza na infraestrutura de petróleo da Flórida geralmente tem apoiado os valores da gasolina”, disse Ritterbusch. Os futuros de gasolina dos EUA estavam liderando o complexo energético, fechando com alta de cerca de 4,1% nesta quinta. Os contratos de referência do petróleo dispararam no início deste mês depois que o Irã lançou mais de 180 mísseis contra Israel em 1º de outubro, aumentando a perspectiva de retaliação contra as instalações de petróleo iranianas. Com Israel ainda sem responder, os contratos do petróleo diminuíram mais uma vez e permaneceram relativamente estáveis durante a semana. Mas os investidores permaneceram cautelosos, já que o Ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, prometeu que qualquer ataque contra o Irã seria “letal, preciso e surpreendente”. Em uma medida que pode impulsionar a demanda por petróleo no segundo maior consumidor de petróleo do mundo, a China publicou um projeto de lei com o objetivo de promover o desenvolvimento do setor privado, a mais recente medida do país para aumentar a confiança dos investidores em meio à desaceleração econômica. Nos EUA, os mercados ficaram mais confiantes de que o Federal Reserve cortaria as taxas de juros em novembro, depois que dados mostraram um aumento nos pedidos semanais de auxílio-desemprego e um aumento anual na inflação. (Reuters) Com informações de: Folha de São Paulo.

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Petróleo cai com alta de estoques nos EUA; guerra e furacão limitam perdas

Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira após dados dos Estados Unidos mostrarem aumento nos estoques, mas as perdas foram limitadas pelo risco de interrupções na oferta iraniana em meio a conflitos no Oriente Médio e pelo furacão Milton nos EUA. Os futuros do petróleo Brent fecharam a 76,58 dólares o barril, com queda de 0,60 dólar, ou 0,8%. Os futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caíram 0,33 dólar ou 0,5%, a 73,24 dólares o barril. Os estoques de petróleo aumentaram em 5,8 milhões de barris, para 422,7 milhões de barris na semana passada, informou a Administração de Informação de Energia (AIE), em comparação com as expectativas dos analistas em uma pesquisa da Reuters para um aumento de 2 milhões de barris. Os EUA está se preparando para uma segunda grande tempestade, o furacão Milton, que gerou tornados e chuvas torrenciais horas antes de seu esperado desembarque na Flórida nesta quarta-feira. A tempestade já aumentou a demanda por gasolina no Estado, com cerca de um quarto dos postos de combustível esgotando os suprimentos, o que ajudou a sustentar os preços do petróleo. Os mercados também permaneceram nervosos sobre um possível ataque israelense à infraestrutura de petróleo iraniana, mesmo depois que os preços do petróleo caíram mais de 4% na terça-feira devido a um possível acordo de cessar-fogo entre Hezbollah e Israel. O presidente dos EUA Joe Biden falou com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu sobre os planos de Israel em relação ao produtor de petróleo Irã em uma ligação nesta quarta-feira. Nem a Casa Branca nem o gabinete de Netanyahu forneceram detalhes da discussão. (Reuters) Com informações de: InfoMoney.

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Inflação acelera e fica em 0,44%, puxada por conta de luz e alimentos

Após a trégua vista em agosto, os preços da economia voltaram a subir em setembro. Impulsionado pelo encarecimento da energia elétrica e dos alimentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saiu de uma queda de 0,02% em agosto para uma alta de 0,44% em setembro, divulgou nesta quarta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, puxado principalmente pelo aumento da conta de luz — a energia passou de -2,77% em agosto para 5,36% em setembro, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,463 na conta de luz a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos —, foi o mais elevado para o mês desde 2021, mas ficou em linha com as estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava uma alta entre 0,38% e 0,52%, com mediana de 0,45%. A taxa acumulada pelo IPCA em 12 meses acelerou de 4,24% em agosto para 4,42% em setembro, aproximando-se assim do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em 2024, que é de 3% com tolerância de até 4,50%. A inflação de setembro confirmou a pressão já esperada de itens como alimentos e energia elétrica, apontou o economista-chefe da gestora de recursos Porto Asset, Felipe Sichel. Segundo ele, houve melhora qualitativa em algumas aberturas, como na inflação de serviços, mas por fatores pontuais. “Ou seja, não é uma leitura tão positiva como à primeira vista os componentes sugerem”, ponderou Sichel. Para o analista Matheus Ferreira, da Tendências Consultoria Integrada, a pressão no IPCA de setembro foi focada em itens voláteis, em meio a uma composição benigna. Porém, os riscos altistas para a inflação no segundo semestre deste ano têm se materializado, com destaque para a falta de chuvas pressionando o preço de alimentos e energia elétrica e, mais recentemente, as tensões no Oriente Médio elevando a cotação internacional de petróleo. “Diante dessa pressão nos itens mais voláteis, existe, sim, chance de estouro do teto da meta de inflação”, previu o analista da Tendências, que deve revisar nas próximas semanas a projeção de um IPCA de 4,2% ao fim de 2024. Clima pressiona preços Os aumentos de preços que resultaram nas principais pressões sobre a inflação do País em setembro foram consequência de distúrbios climáticos, avaliou André Almeida, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE. Almeida aponta os aumentos de 5,36% na energia elétrica, um impacto de 0,21 ponto porcentual no IPCA, e de 0,50% em alimentação e bebidas, uma contribuição de 0,11 ponto porcentual. “Nos principais impactos positivos no mês de setembro, tanto por parte da energia elétrica quanto no caso das carnes e frutas, os fatores climáticos contribuíram para a alta de preços”, afirmou Almeida. A alimentação no domicílio ficou 0,56% mais cara em setembro. Houve aumentos no mamão (10,34%), laranja-pêra (10,02%), café moído (4,02%) e contrafilé (3,79%). “A oferta dessas frutas está sendo menor porque essas lavouras estão sendo afetadas pelas secas. As frutas aumentam com a redução de oferta”, justificou Denise Cordovil, analista da Gerência Nacional de Índices de Preços do IBGE. As frutas ficaram 2,79% mais caras em setembro. O subgrupo carnes registrou aumento de 2,97%, a maior alta desde dezembro de 2020. “Em 2024, os preços da carne bovina registraram queda na maior parte do primeiro semestre, principalmente devido à maior oferta do produto. A estiagem reduziu a qualidade da pastagem, então a gente vê um aumento de preços de bovinos em setembro. Isso afeta também o preço do leite longa vida”, explicou Cordovil. Segundo Cordovil, o clima mais seco, a estiagem e também as queimadas contribuem para uma redução da oferta dos produtos alimentícios. “É efeito do clima mais seco, menor incidência de chuvas que afeta a produtividade das lavouras, e a ocorrência de queimadas é um fato que também contribui para reduzir a oferta dos produtos”, concordou a pesquisadora. André Almeida, do IBGE, acrescenta que o período atual já é de entressafra para as carnes, agravada neste ano tanto pelo clima mais adverso quanto por um abate maior de animais no primeiro semestre. Quanto à energia elétrica, a alta na conta de luz em setembro foi puxada pela mudança da bandeira tarifária verde para bandeira vermelha patamar 1. Em outubro, foi acionada a bandeira vermelha patamar 2, o que voltará a pressionar o gasto das famílias com energia, reconheceu Almeida. Ele pondera que a bandeira tarifária é apenas um dos componentes que incidem sobre o cálculo dos gastos com a conta de luz. “No que diz respeito ao componente bandeira tarifária, de fato, em outubro a gente vai ter mudança para a bandeira vermelha patamar 2. Então a gente vai passar de cobrança (extra na conta de luz) de R$ 4,46 para R$ 7,87 a cada 100 kwh consumidos. Na passagem de agosto para setembro a gente passou de R$ 0 para R$ 4,46″, lembrou Almeida. “Em termos da pressão da bandeira tarifária pode ser que sim, vai haver pressão adicional.” Quanto aos gastos com transportes, houve uma elevação de 0,14% em setembro. As passagens aéreas subiram 4,64%, mas a gasolina caiu 0,12%. Entre os demais grupos de despesas investigados no IPCA, as famílias também gastaram menos em setembro com artigos de residência (-0,19%), despesas pessoais (-0,31%) e comunicação (-0,05%). Com informações de: O Estado de São Paulo.

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Entra em vigor a “Lei do Combustível do Futuro”

Entrou em vigor a “Lei do Combustível do Futuro”, que cria os programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano. Publicada nesta quarta-feira (9), a Lei 14.993/24 também aumenta a mistura de etanol e de biodiesel à gasolina e ao diesel, respectivamente. O objetivo da lei é substituir os combustíveis fósseis no transporte terrestre, marítimo e aéreo por combustíveis sustentáveis. De acordo com o governo, é o maior programa de descarbonização da matriz de transportes e mobilidade do planeta. Além das iniciativas de fomento à descarbonização e mobilidade sustentável, a Lei 14.993/24 promove a integração de diversas políticas públicas relacionadas ao setor de transportes, como a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), o Programa de Mobilidade Verde (Mover) e o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos (Proconve). Percentual de etanol O Combustível do Futuro estabelece ainda novos percentuais mínimos e máximos para a mistura do etanol à gasolina e do biodiesel ao diesel, vendidos aos consumidores em postos do país. A margem de mistura de etanol à gasolina C (vendida nos postos) passa de 22% a 27%, podendo chegar a 35%. Atualmente, o mínimo é 18%. Quanto ao biodiesel misturado ao diesel de origem fóssil, que está no percentual de 14% desde março deste ano, a partir de 2025 será acrescentado um ponto percentual de mistura anualmente até chegar aos 20% em março de 2030. Caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) avaliar a viabilidade das metas de aumento da mistura. Projeto da Câmara A lei tem origem em projeto do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) (PL 528/20) e apensados, incluindo um do governo (PL 4516/23). O relator da matéria na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), fundiu os textos em um parecer único, aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado. Jardim participou da cerimônia de sanção da lei, nesta terça, em Brasília, junto com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL). “A Câmara nunca se furtou de discutir, votar e entregar projetos estruturantes nas áreas essenciais para o crescimento do nosso País”, destacou Lira. Arnaldo Jardim também destacou a importância da lei. “Hoje nós temos uma grande dependência de diesel. O Brasil importa 25% do diesel que consome, vamos ter uma conversão disso”, disse o relator. Vetos Lula vetou três pontos da lei, entre eles o que conferia à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a regulação das atividades relacionadas à captura e à estocagem geológica de dióxido de carbono. O governo alegou que a medida já está prevista na legislação. Com informações de: Agência Câmara de Notícias.

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Petróleo salta 3% com Oriente Médio e brent supera US$ 80 pela 1ª vez desde agosto

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta pelo quinto dia consecutivo nesta segunda-feira, 7, saltando mais de 3% e levando o Brent a superar a marca de US$ 80 o barril pela primeira vez desde agosto deste ano. A commodity segue sob pressão em meio à intensificação dos conflitos no Oriente Médio. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para novembro fechou em alta de 3,71% (US$ 2,76), a US$ 77,14 o barril, enquanto o Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 3,68% (US$ 2,88), a US$ 80,93 o barril. “O risco geopolítico ainda está sendo bombeado para o mercado em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, que ameaça a segurança do fornecimento de petróleo na região”, disse a consultoria Ritterbusch em uma nota. “A quantidade de medo relacionado às atividades militares em andamento é extremamente difícil de medir, já que vários cenários podem se desenrolar, desde um cessar-fogo até um ataque israelense à infraestrutura de petróleo iraniana”, comenta a empresa – acrescentando que a situação na região provavelmente ofuscará outras considerações nesta semana. Segundo Phil Flynn, executivo sênior de contas e analista de mercado do Price Futures Group e colaborador da Fox Business, os mercados começam a se preparar para a possibilidade de aumento para US$ 100 por barril, diante dos últimos acontecimentos e se houver um corte substancial das exportações de petróleo iraniano. Adicionando pressão ao petróleo, o exército ucraniano disse que atingiu hoje um grande terminal petrolífero na Crimeia, enquanto a Rosneft suspendeu o processamento devido às baixas margens sobre combustíveis refinados. Na cena corporativa, a Chevron fechou a venda de suas participações em areias betuminosas e ativos de xisto para a Canadian Natural Resources por US$ 6,5 bilhões e a BP abandonou sua meta de reduzir a produção de petróleo e gás em 25% até 2030. A Shell divulgou que estima aumento na produção de gás natural liquefeito (GNL) e sólidas vendas no terceiro trimestre. *Com informações da Dow Jones Newswires e Associated Press (Estadão Conteúdo) Com informações de: InfoMoney.

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Petrobras registra produção recorde de gasolina no 3º tri de 436 mil barris por dia

A Petrobras (PETR4) produziu um volume recorde de gasolina no terceiro trimestre de 436 mil barris por dia, uma alta de 2,83% ante o mesmo período do ano passado, informou a empresa em comunicado nesta segunda-feira. Os dados completos de produção e vendas, com informações sobre diesel e outros combustíveis, deverão ser divulgados posteriormente. A companhia disse que o recorde da produção de gasolina foi possível com uma taxa mais alta de utilização das refinarias e investimentos no parque de refino. Em setembro, o fator de utilização (FUT) das refinarias da Petrobras chegou a 96,8%, o maior resultado mensal do ano, de acordo com a companhia. Segundo a estatal, com essa leitura, o FUT acumulado do terceiro trimestre chegou a 95,2%, mas um valor ainda abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando somou 96% e se configurou no maior resultado trimestral desde 2014. Para o diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França da Silva, os resultados alcançados são fruto dos investimentos em projetos de modernização das unidades e da otimização de processos com a aplicação de tecnologias inovadoras. “Com os dados do trimestre, estamos demonstrando o compromisso da Petrobras com a eficiência e a rentabilidade de suas operações. As marcas foram alcançadas devido ao trabalho integrado de toda companhia”, afirmou ele. A empresa informou também que no terceiro trimestre também foi registrado recorde de processamento de óleos do pré-sal nas unidades de destilação, com 73% da carga total processada. (Reuters) Com informações de: InfoMoney.

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Reajuste dos combustíveis vai de ‘provável’ a ‘possível’ com vaivém do petróleo

A mudança da política de preços da Petrobras, em maio do ano passado, está ajudando a manter a alta volatilidade internacional dos preços do petróleo longe do mercado brasileiro, avaliou o analista da Ativa Investimentos Ilan Arbetman. Para ele, um evenSegundo o especialista, a expectativa de queda dos preços da gasolina e do diesel na última semana, por conta da queda do petróleo, impactaram positivamente as ações de distribuidoras como Vibra e Ultrapar na semana passada. Na quinta-feira, 3, com o repique nos preços da commodity, aumentou o pessimismo do setor de distribuição em relação à possibilidade de queda dos preços de combustíveis no País, de acordo com a Ativa.al reajuste de combustíveis passou de “provável” para “possível” da semana passada para esta, devido à mudança de rumo da commodity. “A Petrobras evita repassar a volatilidade para os clientes, ou seja, da semana passada para essa, a possibilidade passou de provável para possível. Possível porque o novo preço não respeita automaticamente o preço de paridade de importação, flutua nesse range (faixa)”, avaliou Arbetman para o Estadão/Broadcast. Sem nenhum movimento pela estatal, inclusive com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reafirmando que não planeja trazer a volatilidade internacional para o mercado brasileiro, Arbetman avaliou que o governo deve esperar para conceder um reajuste para os combustíveis da empresa. “Não é possível descartar (um reajuste), dada a nova regra da Petrobras, já que você pode pôr ali um preço que não guarde relação com o preço de paridade (de importação). Possivelmente, o governo vai esperar termos um nível de volatilidade mais baixa, e, em se mantendo preços no Brasil mais altos, não dá para a gente descartar que vai ser feito alguma alteração”, explicou. Após tocar os US$ 70 o barril por alguns dias, o petróleo tipo Brent subiu para mais de US$ 77 esta semana, com o acirramento da guerra no Oriente Médio, que envolve grandes produtores como Irã e Iraque. Juntos, os dois países fornecem 7 milhões de barris por dia ao mundo, informou Arbetman. Os preços da gasolina e do diesel, que estavam mais caros no mercado brasileiro até a última quarta-feira, 2, passaram na quinta a registrar defasagem negativa em relação aos preços internacionais, segundo a Associação Brasileira de Importação de Combustíveis (Abicom). A gasolina está em média 5% mais barata no Brasil do que no exterior, e o diesel, 4%, considerando os preços praticados nas refinarias da Petrobras e da Acelen, que controla a Refinaria de Mataripe, na Bahia. A defasagem em Mataripe, que diz praticar o preço de paridade de importação (PPI), abandonado pela Petrobras em maio de 2023, é de 7% para o diesel e de 6% para a gasolina. Nas refinarias da estatal, a defasagem é de 4% e 5%, respectivamente. Com informações de: O Estado de S.Paulo.

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Petrobras faz planos para reviver campo do pré-sal que fez Brasil gigante do petróleo

A Petrobras (PETR3; PETR4) avalia estar próxima de um acordo com o órgão regulador do setor que lhe permitirá avançar com os planos de revitalização de um enorme campo de águas profundas que poderia revigorar a produção de petróleo do país. A estatal espera resolver uma longa disputa tributária com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) até o final de 2024, disse a diretora executiva de exploração e produção da empresa, Sylvia dos Anjos, em uma entrevista. Um acordo com a ANP permitirá que a Petrobras prossiga com um plano para perfurar novos poços e realizar novas pesquisas sísmicas no campo de Tupi, na bacia de Santos, disse ela, que definiu o campo como a “vaca leiteira” da Petrobras. A empresa também considera adicionar outro navio-plataforma do tipo FPSO ao campo, de acordo com o gerente executivo para águas ultra-profundas da empresa, Cesar Cunha de Souza. Essas plataformas podem custar até US$ 4 bilhões e levam anos para serem construídas. “Esperamos resolver esse passivo ainda este ano”, disse Anjos. O campo de Tupi teve extrema relevância para a Petrobras e para o Brasil. Ele tornou o país um dos dez maiores produtores de petróleo do mundo na década de 2010 e gerou centenas de bilhões de dólares em tributos. O campo motivou outras grandes petrolíferas a gastar bilhões explorando a chamada região do pré-sal em um esforço que continua até hoje. Em 2023, o campo de Tupi sozinho ultrapassou a produção de petróleo de países como Colômbia, Venezuela, Reino Unido e Argentina. A Petrobras busca deter o declínio natural em Tupi. Países produtores de petróleo em todo o mundo enfrentam desafios semelhantes que podem causar traumas econômicos. A produção de petróleo do México entrou em queda livre depois que o gigantesco campo offshore de Cantarell atingiu seu pico nos anos 2000, removendo uma importante fonte de receita do governo. “Vamos fazer um processo para tirar muito mais de Tupi”, disse Anjos. “É um campo gigante.” Planejamento A data de início da operação da nova unidade de produção em Tupi deve ser ajustada no próximo plano estratégico, de acordo com Souza. A Petrobras planeja iniciar uma campanha de instalação de poços complementares para melhorar as taxas de extração de um campo que já passou por mais de uma década de produção, acrescentou. A Petrobras precisa resolver a disputa com a ANP antes de poder estender o contrato de operação em Tupi por mais 27 anos, ou seja, até 2064, uma etapa necessária para justificar todos os investimentos no novo plano de desenvolvimento que a companhia está elaborando para o campo. No Brasil, as compensações financeiras pela produção de petróleo e gás são mais altas para campos maiores, e a Petrobras alega que Tupi é composto, na verdade, de dois depósitos separados – Tupi e Cernambi – enquanto a ANP argumenta que se trata de um único campo. A Petrobras iniciou um processo de arbitragem, e ambas as partes estão dispostas a negociar um acordo. A Petrobras e seus parceiros em Tupi têm um total de R$ 14 bilhões em depósitos judiciais por supostas participações especiais não pagas, como resultado da disputa com o órgão regulador, de acordo com dados da ANP. O consórcio contestou o valor e vinha tentando reduzi-lo. Anjos disse que a Petrobras concordou em suspender a arbitragem, mas espera que a Shell e a Galp Energia SGPS, que têm participações de 25% e 10%, respectivamente, aprovem a medida. Ambas as empresas não comentaram. Tupi foi o primeiro campo de petróleo do Brasil a entrar em produção na chamada área offshore do pré-sal — nome dado em razão das espessas camadas de sal sobre o petróleo bruto. A Petrobras descobriu um grupo de campos gigantes em águas ultra-profundas que atualmente representam cerca de 80% da produção de petróleo do Brasil. Somente Tupi produziu uma média de 764.000 barris de petróleo por dia nos primeiros oito meses de 2024, ainda superando Búzios, campo que é a grande aposta da Petrobras para expandir sua produção. A produção diária de petróleo bruto em Tupi voltou ao nível do ano passado em agosto, atingindo 830.000 barris por dia, após o fim de uma manutenção planejada em uma plataforma. (Bloomberg) Com informações de: InfoMoney.

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