Cenário geopolítico dificulta decisões de agentes sobre diesel

O cenário geopolítico traz incertezas para o setor de petróleo que dificultam a tomada de decisão por parte de agentes que atuam no mercado de diesel, avaliam executivos do segmento. Decisões que exigiam mais tempo de análise agora são tomadas em questão de minutos diante da volatilidade nos preços do petróleo e do derivado no mercado externo, segundo os especialistas.

A avaliação é que não há risco aparente de desabastecimento no segundo semestre, mas o quadro tende a ser mais apertado. Até o fechamento desta edição, a diferença entre o diesel vendido pela Petrobras no mercado doméstico frente ao exterior, estimada pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), era de 51%, ou R$ 1,86 por litro.

Até postagens do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma rede social podem causar variação expressiva nos preços do petróleo e do diesel. “Temos que esperar o que é inesperado. Não há limitação do que vai acontecer”, disse Rafael Valim Pereira, diretor de trading de combustíveis claros da Atem Distribuidora.

Pereira avalia que os postos de combustíveis aprenderam a acompanhar o mercado de forma diferente. A guerra, disse, trouxe uma velocidade de repasse de custos que não se via antes. “A qualquer oscilação, costumávamos segurar um pouco antes de repassar. Com o início da guerra, o posto repassa mais rápido ou não compra na esperança de que pode comprar mais barato em dias”, disse.

Milena Mansur, gerente sênior de trading da Ipiranga, disse que a preocupação da empresa é com o segundo semestre. Isso porque, até então, o que se observa é que há poucas compras de diesel oriundo do Golfo do México americano e muito produto russo chegando ao país desde o início do ano, por causa do período sazonal de baixa demanda doméstica da Rússia.Para ler esta notícia, clique aqui.

Autor/Veículo: Valor Econômico

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