Novas regras de vale-alimentação e vale-refeição entram em vigor; entenda mudanças

Novas regras para o vale-refeição e para o vale-alimentação começaram a valer na última terça-feira, 10, em mudanças feitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) como forma de diminuir as taxas cobradas para os estabelecimentos que aceitam os cartões e reduzir o prazo de repasses das operadoras para os comerciantes.

O governo espera que as alterações no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) ajudem a gerar economia e a diminuir preços para estabelecimentos e usuários.

Veja a seguir as principais mudanças:

Taxas menores: as taxas de desconto do comerciante, cobradas pelas operadoras, (chamada de MDR, que consiste no porcentual aplicado sobre cada venda realizada) passarão a ter um teto. Não havia limite para essa taxa, que chegava a 15%, mas agora o máximo será de 3,6%. Outra tarifa, a de intercâmbio, fica limitada a 2%. A ideia é que, com esse teto, o lucro dos estabelecimentos seja menos impactado. Somado a uma maior concorrência, as mudanças podem levar a preços menores ao consumidor na ponta;
Prazos menores: As operadoras dos cartões terão até 15 dias para repassar os valores. A média anterior era de 30 dias, podendo chegar a 60;
Interoperabilidade: em até 360 dias, os sistemas terão que ser adaptados de forma que qualquer cartão seja aceito em qualquer maquininha. Por isso, o cartão não será mais limitado apenas a determinadas máquinas.

O valor pago para os trabalhadores seguirá o mesmo, sem mudança para mais ou para menos, e os vales continuarão disponíveis apenas para a compra de alimentos, não para outras funções.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o aumento da concorrência e diminuição das taxas devem impactar “positivamente” o setor, pois irão reduzir o custo dos estabelecimentos. “O valor do benefício se mantém. O que vai melhorar é a rentabilidade do restaurante, e aí pode diminuir o preço na ponta”, declarou.

A Secretaria de Reformas Econômicas (SRE) do Ministério da Fazenda estimou que as mudanças nas regras têm o potencial de gerar uma economia de R$ 7,9 bilhões ao ano, o equivalente a R$ 225 por trabalhador.

Nas contas da SRE, o teto de 3,6% para a MDR deve gerar a maior parte da economia anual, de R$ 2,9 bilhões. A aplicação das normas ao auxílio-alimentação deve criar uma economia adicional de R$ 2,7 bilhões, segundo a pasta. Outros R$ 1,6 bilhão devem ser economizados por meio da interoperabilidade, e R$ 700 milhões com a redução no prazo do repasse financeiro para 15 dias.

Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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