O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, recebe, na manhã desta quarta-feira, representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto. O encontro ocorre após articulação do governo para evitar uma greve que chegou a ser cogitada nos últimos dias, diante da insatisfação com o pagamento do piso mínimo do frete e da alta recente do diesel.
A pressão sobre os caminhoneiros aumentou nas últimas semanas, impulsionada pelo encarecimento do combustível em meio ao cenário internacional adverso. Desde o agravamento do conflito no Oriente Médio, os preços do diesel subiram no país, elevando os custos do transporte de cargas.
Para tentar reduzir as tensões, o governo passou a adotar medidas voltadas ao cumprimento da tabela do frete. Na última semana, foram anunciadas ações para intensificar a fiscalização e endurecer as punições contra empresas que descumprirem os valores mínimos estabelecidos.
Entre as sanções previstas estão multas mais elevadas e até a suspensão do direito de operar no transporte de cargas em casos de reincidência. Uma medida provisória publicada pelo governo também prevê penalidades progressivas, que podem chegar à proibição da atividade.
O governo também avalia ampliar as conversas para outros segmentos ligados à cadeia de combustíveis, na tentativa de construir soluções mais amplas para o setor de transporte.
Além disso, novas medidas seguem em análise. Entre elas, estão possíveis mudanças nas regras de descanso obrigatório dos caminhoneiros, apontadas por representantes da categoria como um fator que impacta a produtividade.
Autor/Veículo: O Globo

