13 de abril de 2026

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Estados Unidos prometem fechar Estreito de Ormuz às 11h desta segunda

Os Estados Unidos anunciaram que iniciarão às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira, 13, um bloqueio direcionado a portos iranianos no Estreito de Ormuz, em meio ao colapso das negociações com o Irã. Trump atribuiu o impasse à recusa da república islâmica em abandonar suas ambições nucleares. Em comunicado, o Comando Central dos EUA informou que o bloqueio será aplicado a embarcações que entrem ou saiam de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo instalações no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. Ainda de acordo com o texto, navios com origem ou destino fora do Irã poderão continuar transitando pelo Estreito de Ormuz. Trump confirmou posteriormente que a operação seria mais limitada do que indicava uma postagem inicial, na qual sugeria o bloqueio total do tráfego no estreito. Antes do anúncio militar dos EUA, a Guarda Revolucionária do Irã havia afirmado ter controle total sobre o tráfego na região e ameaçado reagir a qualquer tentativa de intervenção. Em sua publicação, Trump disse no domingo que seu objetivo era limpar o estreito de minas e reabri-lo para toda a navegação, mas que o Irã não deveria ter permissão para lucrar com o controle da hidrovia. “Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz”, disse Trump. “Qualquer iraniano que atirar contra nós ou contra embarcações pacíficas será EXPLODIDO!” A escalada de tensão teve reflexos diretos no mercado de energia. Os preços do petróleo, que haviam caído na semana anterior após o cessar-fogo temporário, voltaram a subir, com os contratos futuros de WTI e Brent ultrapassando os US$ 100 por barril. Autoridades iranianas reagiram com firmeza. O presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país não cederá a pressões, enquanto o comandante da Marinha, Shahram Irani, classificou as ameaças americanas como infundadas. Após o fracasso das negociações, as mais relevantes entre os dois países desde 1979, o chanceler iraniano Abbas Araghchi acusou os EUA de inviabilizar um acordo que, segundo ele, estava próximo. Trump, por sua vez, disse a jornalistas que não vê problema caso as negociações não sejam retomadas. “Não me importo se eles voltarem ou não. Se não voltarem, tudo bem para mim”, afirmou. O colapso das conversas frustrou expectativas internacionais de um acordo capaz de encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro, que já deixou milhares de mortos e provocou instabilidade na economia global. O Paquistão, que atuava como mediador, declarou que continuará tentando facilitar o diálogo e pediu que ambas as partes respeitem o cessar-fogo de duas semanas firmado recentemente. Especialistas alertam que qualquer bloqueio marítimo pode comprometer esse acordo. /AFP Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Produção de etanol no Brasil dispara e ocupa espaço do açúcar, com preço salto no preço do petróleo

A safra de cana-de-açúcar 2026/2027, que começa oficialmente este mês, deve crescer 3,15%, atingindo um total de 677,7 milhões de toneladas. Segundo a consultoria Safras & Mercado, que elaborou a estimativa, esse avanço no campo será acompanhado por uma mudança estratégica nas usinas: a produção de açúcar deve recuar mais de 7%, enquanto a de etanol (cana e milho) deve disparar para cerca de 43 bilhões de litros, ante os atuais 37 bilhões de litros. A consultoria avalia que as usinas aumentarão a produção de etanol por causa da maior demanda prevista para este ano, consequência do aumento do percentual da mistura do produto à gasolina (de 27% para 30%) determinado pelo governo em agosto do ano passado. A expectativa da consultoria é que a mistura suba para 35% no fim do terceiro trimestre deste ano. O governo já iniciou os testes técnicos para ampliar esse percentual. O Brasil, atualmente, é o país que mais adiciona álcool à gasolina no mundo, o que reduz a dependência do combustível importado, explicam os analistas do setor. — O aumento do percentual de etanol à gasolina visou reduzir emissões de poluentes e diminuir a dependência de combustíveis fósseis. A forte possibilidade de a mistura chegar a 35% ainda este ano e o preço mais alto do etanol hidratado em relação ao açúcar levarão as usinas a incrementar a oferta de etanol anidro e hidratado na próxima safra — explica o analista e consultor de açúcar e etanol da Safras & Mercado, Maurício Muruci. Ele lembra que cada ponto percentual a mais na mistura de etanol anidro à gasolina resulta em elevação na demanda de 920 milhões de litros a cada 12 meses. Preço subiu só 1,2% Com a guerra no Oriente Médio, que fez a cotação do barril de petróleo saltar de US$ 70 para picos de até US$ 120 (fechou na sexta-feira a US$ 95,20), o etanol brasileiro é apontado como um “colchão” que ajuda a amortizar a escalada de aumentos. Enquanto nos Estados Unidos o preço da gasolina aumentou cerca de 30%, no Brasil a alta foi de 7,8%, até a última sexta-feira, desde o início do conflito. O mesmo aconteceu com o diesel: os americanos estão pagando quase 40% a mais pelo produto, enquanto no Brasil o aumento foi de 23,2%. Especialistas apontam que a mistura de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel em uma proporção de 15% ajuda a segurar aumentos mais expressivos aqui. — O Brasil está numa situação mais cômoda que outros países para enfrentar o cenário de guerra. A possibilidade de misturar 30% de álcool anidro à gasolina ou abastecer o carro diretamente com etanol hidratado acaba aliviando o preço final dos combustíveis, porque esse biocombustível é mais barato, embora tenha subido de preço também acompanhando a alta da gasolina e do petróleo — explica o consultor José Vicente Caixeta, diretor da cAIxeta Inteligência Logística. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que, nos postos pesquisados em todo o país, o preço médio do etanol estava em R$ 4,62 na última sexta-feira. Trata-se de uma elevação de 1,2% desde o início do conflito no Irã. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço chegou a cair 0,44%, para R$ 4,52 o litro. Mais barato que os combustíveis fósseis, ecologicamente correto, o etanol brasileiro tem servido de exemplo para outros países. Índia, Vietnã, México e Japão estudam aumentar o percentual de etanol à gasolina, replicando o modelo brasileiro. Na semana passada, o governo argentino autorizou a mistura de até 15% de etanol à gasolina numa tentativa de frear aumentos elevados do combustível fóssil. A revista britânica The Economist afirmou, no fim de março, que o Brasil possui uma “arma secreta” contra os choques do petróleo: sua sofisticada indústria de biocombustíveis. Segundo a publicação, poucas nações estavam tão preparadas para uma crise energética quanto o Brasil. Graças a décadas de investimento, disse a revista, o país consolidou a tecnologia flex fuel (veículos cujo motor funciona a gasolina ou etanol), a qual permite que os consumidores migrem para o álcool quando a gasolina encarece. Esse ecossistema ajuda a frear o repasse da alta do petróleo para o consumidor final, ressaltou a Economist. Etanol de milho O programa do álcool, lançado em 1975, evoluiu com sucesso, dizem analistas, e de fato reduziu a dependência do petróleo estrangeiro. Atualmente, a frota de carros flex no Brasil ultrapassa 40 milhões de unidades, representando mais de 80% dos veículos leves que circulam no país. Introduzida em 2003, essa tecnologia tornou o Brasil o maior mercado mundial de veículos flex. Em nenhum outro país milhões de motoristas têm a opção de abastecer o tanque de seu carro com etanol 100% puro (hidratado). Além do etanol de cana-de-açúcar, o Brasil avançou rapidamente em outra frente de produção: o etanol de milho. Tornou-se o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, e essa ascensão meteórica aconteceu em pouco mais de uma década. Com custos de produção até 40% menores que o etanol da cana, o setor deve atingir 10 bilhões de litros já na safra 2025/26. Diferentemente da cana, o milho permite a produção durante todo o ano, sem períodos de entressafra, o que garante estabilidade à oferta. — O fato é que o Brasil não precisa ficar à mercê de uma guerra no Oriente Médio para garantir combustível para sua frota de veículos leves. A produção total de etanol brasileiro, somando milho e cana, já está na casa dos 37 bilhões de litros e caminha para ultrapassar 40 bilhões de litros no próximo ciclo 2026/27. O etanol é a resposta doméstica, renovável e soberana ao que estamos vendo acontecer no Estreito de Ormuz — diz o diretor de Relações Governamentais e Sustentabilidade da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Thiago Skaf. O setor foca tanto no mercado interno quanto na futura demanda global por combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) e navegação, a longo prazo. Skaf lembra que a partir de uma tonelada

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Porto de Santos prioriza desembarque de gasolina para reduzir impacto da guerra

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que vai priorizar o trânsito de navios de combustível, a fim de diminuir o impacto da crise energética causada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. A medida é consequência do parecer da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que indicou risco de desabastecimento no estado de São Paulo. A primeira operação nessas condições foi concluída no último dia 30 de março, quando o navio MH Ibuki recebeu prioridade e desembarcou 17.974 toneladas de gasolina tipo A, o equivalente a 600 caminhões-tanque, no Terminal da Graneis Líquidos da Alamoa (Tegla), em Santos. A embarcação japonesa, que opera sob bandeira panamenha, atua no transporte de combustível da Refinaria de Mataripe (Refmat), através do polo Terminal de Madre de Deus (Temadre). Protocolo As prioridades de atracação ocorrem por norma específica, quando há emergências, como tripulantes acidentados e avarias que exijam reparos imediatos, ou discricionariedade, quando o agente público pode escolher a alternativa mais conveniente ao interesse da sociedade, causa da decisão mais recente. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a mesma lógica foi aplicada recentemente no trânsito de doações para o Rio Grande do Sul, durante o enfrentamento às enchentes de 2024. Hoje, o Ibuki iniciou nova viagem entre Madre de Deus (BA) e Santos, com previsão de chegada no domingo (12/4). Se chegasse hoje (10) teria de aguardar junto a pouco mais de 10 navios que transportam combustíveis e gás e esperam por terminais para descarregarem. Segundo a APS, atualmente todas as vagas destinadas a navios de combustível estão funcionando, e o fluxo do Terminal ocorre normalmente. (Agência Brasil) Autor/Veículo: Eixos

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Justiça nega recurso da União e mantém suspensão do imposto de exportação de petróleo

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou um recurso da União e manteve a liminar que suspendeu a cobrança de imposto de exportação de petróleo para algumas companhias, conforme decisão judicial publicada na noite de quinta-feira (9). O governo “falhou em demonstrar o risco de perigo concreto, grave e atual emergente da manutenção da decisão agravada”, escreveu a desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda, acrescentando que não haveria prejuízo em aguardar o julgamento final de mérito do caso. As petroleiras Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec conseguiram esta semana na Justiça suspender os efeitos do imposto. A taxa, com alíquota de 12%, foi determinada por medida provisória pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte de um pacote de medidas que visa atenuar os impactos de uma disparada de preços internacionais de petróleo e de combustíveis para os consumidores brasileiros devido à guerra no Oriente Médio. (Reuters) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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