29 de abril de 2026

Uncategorized

Petrobras amplia retomada na Bacia de Campos

Em um reforço da atuação no pré-sal da Bacia de Campos, a Petrobras anunciou na segunda-feira (27/4) um acordo com Shell, ONGC e Brava para aquisição da parte do campo de Argonauta que tem uma jazida compartilhada do campo de Jubarte. A transação vai encerrar o processo de negociação para equalização das jazidas das áreas.A estatal vai pagar R$ 700 milhões e US$ 150 milhões pelo ativo. Veja o comunicado na íntegra.Segundo a Petrobras, a aquisição “apresenta condições econômico-financeiras atrativas” e “simplifica a gestão do ativo”.É mais um movimento de reforço da empresa na bacia offshore mais antiga do país, região já considerada madura, em produção há cinco décadas. A sinalização já estava no Plano de Negócios 2026-2030, divulgado ao final de 2025, com a indicação da intenção da estatal em fortalecer a atuação na Bacia de Campos e “maximizar valor com foco em ativos rentáveis”.O planejamento atual da Petrobras prevê que a bacia vai receber US$ 19 bilhões em investimentos até 2030, incluindo a perfuração de cinco poços exploratórios. Entre os focos das atividades exploratórias na região estão os blocos de Citrino, Norte de Brava, C-M-477 e Jaspe.Em março, a companhia também exerceu a opção de compra da participação da malaia Petronas no campo Tartaruga Verde e no módulo 3 do campo de Espadarte. Com isso, a estatal interrompeu um acordo fechado com a Brava Energia e vai voltar a deter 100% dessas áreas.Marca uma guinada em relação à atuação da empresa nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando a Petrobras conduziu um plano de desinvestimentos que incluiu áreas mais maduras, inclusive no pré-sal — alvo de críticas do PT, na época na oposição. Foi justamente a venda desses ativos que ampliou o número de petroleiras menores em atuação no Brasil, como a própria Brava, que surgiu da fusão entre a Enauta e a 3R Petroleum.O reforço da aposta em Campos ocorre também num momento de dificuldades da ampliação de novas reservas no país. A companhia tenta abrir uma nova fronteira exploratória na Margem Equatorial, mas levou anos para obter a liberação do Ibama para a primeira perfuração em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas. Além disso, o primeiro poço sofreu um incidente no começo do ano e ainda não foi concluído.Nesse contexto, a EPE já indicou que pelo menos até 2035 a maior parte da produção brasileira vai continuar a vir de recursos já descobertos. Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Brasil leva ofensiva dos biocombustíveis à Alemanha em meio a revisão regulatória

Em um momento decisivo para o futuro dos combustíveis renováveis na Europa, o governo brasileiro e empresas como a Be8 intensificaram, na feira de Hannover, na Alemanha, um esforço coordenado para provar a sustentabilidade e a competitividade dos biocombustíveis produzidos no Brasil. A ofensiva ocorre em paralelo à revisão das regras alemãs para combustíveis, especialmente etanol e biodiesel — chamados de primeira geração —, e em um cenário de escassez de combustíveis fósseis, devido à guerra no Oriente Médio, que levou, inclusive, a alemã Lufthansa a anunciar o cancelamento de vinte mil voos até outubro. Neste ano, o Brasil foi o país parceiro da maior feira industrial do mundo, que contou com a presença do presidente Lula (PT) e do chanceler alemão Friedrich Merz. O protagonismo brasileiro no evento serviu como vitrine para uma agenda que mistura diplomacia, tecnologia e disputa regulatória. Lula critica barreiras europeias A passagem de Lula pela feira teve forte simbolismo. No estande da ApexBrasil, o presidente subiu em um caminhão da Mercedes-Benz abastecido com o BeVant, biodiesel desenvolvido pela Be8 que pode substituir 100% do diesel de petróleo sem adaptações em motores convencionais. O gesto reforçou uma mensagem política de que o Brasil quer derrubar barreiras europeias contra seus biocombustíveis. Em discurso no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, Lula defendeu a adoção de biocombustíveis brasileiros como estratégica para a descarbonização europeia. “O nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse. O presidente também destacou os dois caminhões movidos a biodiesel exibidos nos pavilhões da Be8 e da Volkswagen Brasil. “O nosso biodiesel mostrou potência porque a aceleração é equivalente ao diesel convencional com uma redução de 99% nas emissões do tanque à roda”. Lula aproveitou para criticar diretamente o que classificou como distorções na avaliação europeia sobre o setor. “Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente tanto do ponto de vista ambiental quanto do energético (…) É preciso ainda combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade da nossa agricultura”. Teste em solo alemão O Brasil levou dois exemplos práticos. Um deles foi um caminhão da Volkswagem produzido e desenvolvido por engenheiros brasileiros na fábrica da montadora no Rio de Janeiro. O modelo chamado de B100 Flex pode rodar com diferentes tipos de combustíveis, incluindo diesel convencional, biodiesel puro (B100) e HVO (diesel renovável). O segundo exemplo veio de outra montadora alemã, um caminhão Mercedes-Benz Actros abastecido com BeVant, que foi testado no campo de provas da Daimler Truck, em Wörth, e exibido na feira após rodar em estradas do Alemanha. Os resultados mostraram desempenho equivalente ao diesel convencional e potencial de redução de cerca de 99% das emissões no conceito tanque à roda. A validação foi reforçada por testes conduzidos pela SGS, certificadora alemã que demostraram uma superioridade do biocombustível na comparação com outros vinte combustíveis do mesmo tipo. Biocombustível vira “bandeira” política Em entrevista à agência eixos, durante a feira, o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella afirmou que o produto ganhou papel central na disputa regulatória. “O BeVant teve uma função muito importante defendendo o mercado dos biocombustível e está servindo como uma bandeira para demonstrar aqui na Europa que o nosso biocombustível, além de ser muito sustentável, reduzir as emissões, ele é muito correto no que diz respeito a esse balanço entre produzir alimento e produzir energia”. A estratégia da companhia inclui ampliar presença no continente. “Já estamos aqui na Europa com empresas de negócios, com uma planta inicial na Suíça, e temos uma estratégia, obviamente, de estar próxima da Europa e buscar oportunidades de crescimento aqui”. Para Camilo Adas, diretor de Transição Energética da Be8, o impacto da demonstração foi imediato. “O Brasil, de fato, está sendo visto como a solução do biocombustível nesse contexto. Tem tudo para que o mercado europeu e a própria Alemanha comecem a abrir as portas para esse debate”.Alemanha revisa regulação O avanço brasileiro ocorre em um contexto regulatório complexo na Alemanha. O governo de Friedrich Merz defende uma abordagem tecnologicamente neutra, inclusive com abertura para a continuidade de motores a combustão após 2035. A estratégia de Berlim tem sido apostar em um mix de biocombustíveis avançados, hidrogênio verde e eletrificação, preservando indústria nacional. No fim do ano passado, o gabinete alemão apresentou um projeto de lei que aumenta o uso de matérias-primas agrícolas — como alimentos e rações — na produção de biocombustíveis, O texto foi aprovado na última sexta (24/4) pelo parlamento. A participação atual dos biocombustíveis convencionais poderá saltar de cerca de 4,4% para 5,8% até 2032 — um avanço deliberadamente moderado. O próprio Ministério do Meio Ambiente alemão justificou a calibragem como forma de evitar pressões sobre o uso da terra e a competição com a produção de alimentos. O Bundestag, no entanto, elevou a meta de redução da intensidade de carbono dos combustíveis para 65% até 2040, acima dos 59% inicialmente propostos inicialmente pelo chanceler. A medida foi aprovada com apoio dos partidos governistas CDU/CSU, liderado por Friedrich Merz, e SPD, enquanto oposição — incluindo Verdes e A Esquerda — votou contra, em parte por considerar que o texto ainda abre espaço excessivo para combustíveis baseados em culturas agrícolas. Ao mesmo tempo, o desenho regulatório favorece explicitamente outras rotas tecnológicas. Os combustíveis renováveis de origem não biológica (RFNBOs), como o hidrogênio verde e seus derivados, terão expansão mais acelerada, com participação mínima de 10% até 2040. A legislação estabelece metas intermediárias — como uma obrigação de 1,5% já em 2030 — que, segundo o governo, devem destravar cerca de 2 GW de capacidade de eletrólise no país. Já os biocombustíveis avançados, produzidos a partir de resíduos, terão sua cota praticamente multiplicada por nove ao longo do período, saindo de 1% em 2026 para até 9% em 2040. Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Petróleo fecha em alta com entraves nas negociações entre EUA e Irã

O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 27, após os planos para uma segunda rodada de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã voltarem a fracassar no último fim de semana. O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 2,09% (US$ 1,97), a US$ 96,37 o barril. Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,58% (US$ 2,56), a US$ 101,69 o barril. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos não estão considerando a proposta apresentada pelo Irã por meio do Paquistão durante o fim de semana. Segundo ela, o governo Trump discute um plano iraniano voltado à reabertura do Estreito de Ormuz. Autoridades do Irã afirmaram que o país persa propôs acabar com o bloqueio do estreito em troca da retirada do programa nuclear do país das negociações. Para analistas do ING, o fracasso das negociações eliminaram as esperanças de retomada do fluxo de energia por Ormuz no curto prazo. “A falta de progresso significa que o mercado está se apertando a cada dia, exigindo que os preços do petróleo sejam reajustados para níveis mais altos”, explicam. Apesar do impasse, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta segunda-feira que o governo iraniano ainda avalia a proposta americana. A declaração foi dada antes de um encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo. A continuidade da guerra e o fechamento do Estreito de Ormuz seguem impactando os preços do petróleo. O Goldman Sachs elevou sua previsão para os preços do petróleo. Segundo as projeções do banco, o Brent terá média de US$ 90 por barril no quarto trimestre, ante US$ 80 na estimativa anterior. Para o WTI, a previsão passou de US$ 75 para US$ 83 por barril. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

Uncategorized

Painel internacional na USP quer influenciar fim dos combustíveis fósseis

O abandono dos combustíveis fósseis no espaço de tempo necessário para se evitar tragédias climáticas ainda maiores necessita de um empurrão científico. Pensando nisso, um painel internacional de especialistas, liderado pela USP (Universidade de São Paulo), foi lançado na conferência que ocorre desde sexta-feira (24) em Santa Marta, na Colômbia. O SPGET (sigla em inglês para Painel Científico para a Transição Energética Global) é encabeçado por Gilberto Jannuzzi, pesquisador da Unicamp, Vera Songwe, copresidente do Painel de Especialistas de Alto Nível sobre Financiamento Climático, de Camarões, e Ottmar Edenhofer, diretor e economista-chefe do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático, da Alemanha. A ideia surgiu de Ana Toni, diretora-executiva da COP30 (conferência climática da ONU), durante o evento em Belém, no ano passado. Por esse motivo, a iniciativa terá o Brasil como sede. A COP30 teve, pela primeira vez, um pavilhão de Ciência Planetária, liderado por Carlos Nobre, membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), e por Johan Rockström, diretor do Potsdam Institute for Climate Impact Research. Durante a COP30, Ana Toni pediu para que Nobre e Rockström se dedicassem a montar o que agora se materializou no painel lançado na conferência para o abandono dos combustíveis fósseis. Um grupo internacional de especialistas voltado a questões climáticas e com potencial impacto em políticas públicas pode parecer algo familiar para quem conhece um pouco o assunto. O nome IPCC —citado acima, do qual Nobre faz parte— pode vir a mente. O painel, porém, segue um recorte bem mais restrito. Ele se concentra nas questões relacionadas a combustíveis fósseis e na transição para energia limpa. Segundo Rockström, o painel terá um foco e visão mais imediatos, com atualizações anuais, e buscando auxiliar —a partir de conhecimento técnico científico e econômico, por exemplo— pontual e concretamente atores em caminhos para o processo de abandono dos combustíveis fósseis. Inicialmente, o projeto aparece voltado ao período de 2026 a 2035. O painel é dividido em quatro grupos de trabalho: um focado nos caminhos para a transição propriamente dita em relação aos combustíveis fósseis; outro sobre soluções tecnológicas; outro sobre desenhos de políticas; e o último focado em finanças. A iniciativa ainda não recebeu contato de países ou entidades subnacionais em busca de apoio. Além disso, o painel ainda procura fontes de financiamento, apesar de contar com uma verba para o período inicial de trabalho. Agora lançado, o painel deve participar, nos próximos meses, de diversos eventos preparatórios para a COP31, que ocorrerá em Antália, na Turquia —país que copresidirá a conferência com a Austrália. Para a COP31, em novembro deste ano, o painel diz que terá seus primeiros resultados prontos para apresentação. Irene Vélez-Torres, ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia, afirmou à imprensa que é necessária uma reconexão entre políticas públicas e ciência. “Há muito lobby econômico e político que está, na verdade, desviando a lógica científica e a base da ciência na tomada de decisões, especialmente nas decisões governamentais.” Em uma carta, André Corrêa do Lago, presidente da COP30, diz esperar que o painel sirva de ponte entre a ciência produzida pelo IPCC e análises de energia feitas por agências como a AIE (Agência Internacional de Energia) e a Irena (Agência Internacional de Energia Renovável). Na carta, Corrêa do Lago incentiva governos e instituições a ouvir e se engajar com o painel na busca pela transição energética. “Esperamos que as conclusões do painel também enriqueçam os debates multilaterais e possíveis deliberações, inclusive no âmbito da UNFCCC, e contribuam para o ecossistema científico e de políticas públicas mais amplo que apoia rodadas sucessivas de ambição no contexto do Acordo de Paris”, afirmou Corrêa do Lago. Apesar disso, vale lembrar que o painel não está sob a égide do Acordo de Paris e da UNFCCC (braço da ONU que lida com questões envolvidas em questões climáticas). Da mesma forma, apesar de uma relação muito próxima com a UNFCCC, o IPCC também é uma entidade independente. O potencial de influenciar e destravar o que se passa nas conferências climáticas é o pano de fundo e o propulsor do evento que ocorre em Santa Marta. A necessidade de decisões unânimes e a presença de lobby, especialmente petroleiro —que muitas vezes se concretizam em países bloqueando negociações—, nas negociações têm trazido críticas, há algum tempo, para as COPs. “Coalition of the willing”, algo como coalizão de países dispostos a contribuir, tem sido uma das expressões muito usadas em Santa Marta. A ideia é trazer para perto países que buscam e querem se colocar no processo de abandono dos combustíveis fósseis, mesmo que sejam nações produtoras de petróleo —como é o caso da própria Colômbia. Por esse motivo, mesmo países importantes na poluição relacionada a combustíveis fósseis não foram convidados a participar, como EUA, China e Rússia, para citar alguns. Ao todo, a conferência espera receber representantes de 56 nações. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

ANP moderniza sua governança

A Diretoria da ANP aprovou na última sexta (24/4) a revisão do Regimento Interno e de Instruções Normativas da Agência. O objetivo é modernizar o modelo de governança, priorizando segurança jurídica, previsibilidade e desburocratização, e reafirmando o compromisso com a excelência regulatória e a eficiência administrativa. As mudanças foram introduzidas para que a Agência possa dar respostas mais rápidas e claras tanto para os agentes regulados, quanto para a sociedade em geral. O novo arranjo institucional não apenas simplifica processos, mas fortalece a integridade da ANP, ao alinhar práticas da Agência às melhores práticas adotadas por outras reguladoras federais. A modernização da governança visa a uma ANP mais fluida, coerente e preparada para os desafios atuais do setor de energia. O Regimento Interno atualizado será publicado em breve no site da ANP. Veja, abaixo, as principais mudanças: Unidade de comando e fim da figura do Diretor de Referência: Para eliminar dúvidas sobre a interlocução técnica e priorização de demandas, a ANP revogou a figura do Diretor de Referência (antiga IN nº 20/2024). O mercado passa a contar com uma linha de consulta única (superintendência responsável) e autoridade mais clara (diretor-relator sorteado), eliminando sobreposições e garantindo que o Diretor-Geral exerça a representação da ANP em casos gerais, conforme a Lei das Agências. As reuniões da Diretoria Colegiada passam a contar com uma separação mais clara de ritos: Sessão Regulatória: Continuará sendo o espaço de debate público, com pauta aberta, transmissão ao vivo e gravação, assegurando que o setor acompanhe cada decisão que impacta o mercado. Excetuam-se apenas as matérias classificadas como sigilosas. Sessão Administrativa: Assuntos de gestão interna passarão a ser tratados em rito específico, sem transmissão, garantindo maior agilidade na condução da máquina administrativa da Agência, nos termos do Artigo 8º, §6º, Inciso II da Lei 13.848/2019. Segurança jurídica e ritos procedimentais: Foram aprimoradas as regras para pedidos de vista e de tramitação de matérias administrativas que proponham ajustes no Regimento Interno ou em normas que regulam o funcionamento interno da Agência. Novos prazos e critérios mais claros criam linearidade, reduzem incertezas e evitam atrasos injustificados nas deliberações. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

plugins premium WordPress
Rolar para cima