6 de maio de 2026

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Petróleo cai 4% com manutenção de cessar-fogo entre Irã e EUA, apesar de ataques

As sinalizações de que o governo do norte-americano Donald Trump pretende manter o cessar-fogo com o Irã contribuiu para reduzir os receios com o conflito no Oriente Médio e pressionar os preços do petróleo nesta terça-feira, 5. A commodity, contudo, continua acima dos US$ 100 o barril. O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 3,90% (US$ 4,15), a US$ 102 27 o barril. Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 3,99% (US$ 4,57), a US$ 109,87 o barril. Apesar dos ataques da segunda-feira, 4, no Estreito de Ormuz e aos Emirados Árabes Unidos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não sinalizou uma violação do cessar-fogo pelo Irã. “Eles sabem o que não fazer”, disse o republicano no Salão Oval a repórteres nesta terça, negando que Teerã tenha disparado contra navios que estavam sob a proteção dos EUA. Já o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, afirmou que Islamabad está confiante de que irá alcançar um progresso significativo nas negociações entre os americanos e iranianos. Uma nova rodadas de conversas ainda não foi marcada. A recente escalada nas hostilidades, porém, ameaça desfazer o cessar-fogo, mantendo o prêmio de risco em vigor, diz a Tradu, alertando que um choque prolongado de energia pode aumentar os riscos de destruição da demanda. A Pantheon Economics acredita que os preços do petróleo atingiram o pico e espera que eles permaneçam próximos a US$ 111 o barril este mês, até declinarem gradualmente para cerca de US$ 85 no final do ano. Em meio à guerra, o Iraque está oferecendo descontos substanciais aos seus compradores de petróleo bruto para carregamento neste mês, mas os navios-tanque terão que atravessar Ormuz para coletar os barris, segundo informações da Bloomberg. A Noruega está reabrindo três campos de gás natural que foram fechados no século passado, à medida que a demanda da Europa por alternativas ao fornecimento russo e do Oriente Médio aumentam. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

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ANP publica Relatório de Gestão 2025

A ANP publicou, hoje (05/05), o seu Relatório de Gestão 2025. O documento, além de atender ao compromisso da Agência com a transparência de seus atos, retrata a importância do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis para o desenvolvimento do Brasil, no último ano. Destaques de 2025: · Regulação do gás natural: a ANP trabalhou por maior abertura do mercado, que registrou aumento de 526% em novos contratos firmes de transporte. · Proteção do consumidor: mais de 16 mil ações de fiscalização em todo o território nacional, garantindo um índice de conformidade de 96,6% nos combustíveis oferecidos à população. . Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I): a atuação da ANP viabilizou, com a regulação da obrigação de investimentos prevista nos contratos de exploração e produção (E&P), investimentos de mais de R$ 8 bilhões em 774 projetos. Em torno de um terço desses investimentos foi direcionado a projetos de hidrogênio de baixa emissão de carbono, biocombustíveis avançados e tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS). Em atendimento às melhores práticas de governança e às diretrizes do Tribunal de Contas (TCU*), o relatório completo, o rol de responsáveis da ANP e as respectivas demonstrações contábeis, bem como os pareceres da Auditoria Interna e da Corregedoria, estão disponíveis na página Transparência e prestação de contas. Acesse aqui o Relatório de Gestão 2025 na íntegra. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

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Fim de escala 6×1 pode piorar escassez de mão de obra, diz presidente de associação de supermercados

O fim da escala 6×1, sem mudanças no modelo de contratação, pode piorar a escassez de mão de obra e pressionar a operação das empresas, afirma o presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Erlon Ortega. Ele diz que o setor supermercadista já opera com dificuldade para preencher vagas. Hoje, afirma o executivo, o segmento emprega cerca de 700 mil pessoas no Estado de São Paulo, mas tem aproximadamente 35 mil vagas abertas, principalmente em funções operacionais, como reposição, caixa e açougue. Para Ortega, esse descompasso já reflete uma mudança estrutural no mercado de trabalho, que tende a se intensificar com a redução da jornada sem mecanismos de adaptação. “As empresas não estão conseguindo nem completar o quadro atual. Se houver redução da jornada, a necessidade de contratação aumenta, mas a pergunta é: contratar quem?”, afirmou em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast. Na avaliação do executivo, o debate tem se limitado à redução da carga horária, de 44 para 40 horas, sem considerar a organização do trabalho. Segundo ele, a rigidez do modelo atual tem perdido aderência diante de um perfil mais diverso de trabalhadores. “Essa discussão de 6×1, 5×2, às vezes está ultrapassada. A gente está olhando para o número de horas, mas não está discutindo o formato”, disse. Ortega cita a composição da força de trabalho como exemplo. Cerca de 25% dos funcionários têm até 25 anos, grupo que tende a buscar jornadas mais flexíveis, muitas vezes conciliadas com estudo ou outras atividades. Ao mesmo tempo, cresce a participação de profissionais mais velhos retornando ao mercado: trabalhadores com 50 anos ou mais já representam mais de 10% do total no Estado, segundo dados da APAS. Para o executivo, essa mudança ajuda a explicar parte da dificuldade de contratação e reforça a necessidade de modelos mais flexíveis. “Tem gente que não quer mais uma jornada rígida. Se o modelo não permite isso, essa pessoa vai buscar alternativas fora”, afirmou. Nesse contexto, Ortega defende formatos mais flexíveis, como o modelo por hora, conhecido no setor como “horista”, além de uma adaptação mais ampla da jornada à realidade dos trabalhadores. “Muita gente está na informalidade justamente pela flexibilidade. Se a gente consegue oferecer isso dentro de um modelo formal, com proteção, existe espaço para trazer esse trabalhador de volta”, disse. Parte do setor já testa ajustes na jornada. Segundo Ortega, mais de 300 lojas no Estado vêm adotando modelos de 5×2, mantendo as 44 horas semanais, com jornadas diárias mais longas. A experiência tem permitido ampliar os dias de descanso sem perda de produtividade, ainda que com ajustes operacionais. Apesar disso, a redução da carga horária, sem mudanças estruturais, tende a elevar custos em um setor intensivo em mão de obra. “Tem coisa que é matemática. Se você reduz a jornada sem ajustar o modelo, você aumenta a necessidade de contratação e eleva o custo”, afirmou. O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nas últimas semanas, com pressão de centrais sindicais e parlamentares, mas segue sem avanço e sem previsão de votação no Congresso. As mobilizações do Dia do Trabalhador tiveram baixa adesão em São Paulo, indicando alcance ainda limitado da pauta. O tema está em discussão no Congresso, com propostas que vão da redução da jornada à criação de novos formatos de contratação. Entre elas, a PEC 40/2025 é acompanhada pelo setor como alternativa para viabilizar mudanças sem impacto relevante sobre a operação. Para Ortega, a forma como o debate vem sendo conduzido ainda não contempla os principais desafios do setor. “Precisamos discutir como o trabalho vai funcionar, não só quantas horas ele vai ter”, afirmou. O cientista político, autor de Brasil no Espelho, livro que traz um raio-X profundo do brasileiro a partir de 10 mil entrevistas, lançado no fim do ano passado, Felipe Nunes, Quaest, afirma que o mercado de trabalho tem enfrentado uma série de mudanças estruturais. Segundo ele, quando o governo propõe regulação, jornada de trabalho e carteira assinada como conquistas, está falando para um eleitor que cada vez mais existe em menor proporção — e deixando de falar com uma multidão. /Colaborou Cristiane Barbieri Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

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Posto BR não tem direito exclusivo sobre as cores da bandeira, diz Justiça

A Justiça paulista rejeitou uma ação movida pela Vibra Energia (antiga Petrobras Distribuidora S/A) que acusa um posto de gasolina de usar elementos visuais característicos dos Postos BR para confundir os consumidores. Na ação, a Vibra afirmou que o Auto Posto Alto da Serra, localizado no bairro do Tucuruvi, em São Paulo, possui testeiras, sinalizadores de produtos e bombas de combustíveis com o mesmo padrão visual dos Postos BR, com predominância das cores verde e amarelo. “O posto utiliza a combinação de cores adotada pela BR/Vibra, bem como toda a comunicação visual padronizada pelos postos Petrobras”, afirmou a empresa no processo. Segundo a Vibra, a prática configura uma lesão ao consumidor, danos à sua imagem e concorrência desleal. “O consumidor é levado a acreditar que está adquirindo produtos com a qualidade garantida pela Vibra, quando, na realidade, os produtos podem ser de origem desconhecida, o que expõe os consumidores ao risco de adquirir combustíveis de qualidade inferior, com potencial para causar danos aos veículos”, declarou à Justiça. O Alto da Serra é um posto “bandeira branca”, ou seja, que não tem parceria com alguma distribuidora, o que lhe garante autonomia na busca de revendedores de combustíveis. Na defesa apresentada no processo, o Alto da Serra disse que não cometeu qualquer conduta ilícita e que uma cor isolada não pode ser propriedade exclusiva da Vibra, “sobretudo quando não há qualquer logotipo, sigla, emblema, padrão gráfico ou identidade visual que remete à marca BR/Vibra”. O Tribunal de Justiça concordou com a argumentação do posto. O desembargador Rui Cascaldi, relator do processo, afirmou que as cores verde e amarelo não são de uso exclusivo da Vibra, tratando-se de “símbolo da bandeira nacional”. Segundo o magistrado, a simples utilização das cores não provoca confusão visual com o padrão dos Postos BR. “Não há prática de ato ilícito”, afirmou em decisão do dia 23 de abril que confirmou a sentença de primeira instância. Em nota enviada à Folha, a Vibra afirmou que vai recorrer. Veja a íntegra: “A Vibra recorrerá da decisão por entender que o caso não trata da utilização isolada de cores, mas de violação de conjunto-imagem e de propriedade industrial. A companhia esclarece que adota, de forma permanente, todas as medidas cabíveis para resguardar a marca da qual detém o direito de uso e proteger os consumidores contra práticas que possam induzi-los a erro ou configurar concorrência desleal. Embora respeite a decisão judicial, a Vibra discorda do entendimento adotado, por considerá-lo lesivo aos consumidores e aos seus direitos marcários.” Procurado pela reportagem, o escritório de advocacia que representa o Auto Posto Alto da Serra não se manifestou. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Copom vê impacto da guerra no Oriente Médio sobre inflação e piora nas expectativas

O Copom (Comitê de Política Monetária) vê impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e piora nas expectativas no longo prazo, mostra ata divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (5). Apesar do cenário mais desafiador, o comitê avaliou que os eventos recentes não impediriam a continuação do ciclo de queda de juros, julgando a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica como a mais adequada. Na última quarta-feira (29), o Copom reduziu a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano e reforçou a necessidade de cautela diante da incerteza provocada pela guerra. “As últimas divulgações de inflação, tanto ao consumidor quanto ao produtor, mostraram sinais claros de efeitos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, situando-se em valores significativamente acima dos inicialmente esperados”, afirmou. O colegiado do Banco Central optou por um ajuste conservador depois de ver as projeções para inflação mais distantes da meta de 3% e não sinalizou abertamente o rumo de seus próximos movimentos, evitando se comprometer antecipadamente com os ajustes futuros. “O comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises”, disse o Copom. Segundo o comitê, desde o encontro de março, ficou “evidente” uma piora adicional nas expectativas de inflação, em particular para 2028. Isso pode significar, na visão de analistas, que o colegiado do BC terá menos espaço para flexibilizar os juros e que o ciclo de queda da Selic será mais curto. O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). No acumulado de 12 meses até março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,14%. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que sinaliza uma tendência para a inflação oficial do país, mostrou em abril pressão sobre preços de combustíveis e alimentos. No cenário de referência do Copom, a estimativa de inflação para este ano saltou de 3,9% para 4,6% (acima do teto da meta). Para 2027 –prazo na mira do BC devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia–, o comitê projetou o IPCA em 3,5%. O boletim Focus divulgado na véspera da reunião registrou elevação da expectativa para o IPCA de 2026 a 4,86%. Para 2027, a estimativa de inflação atingiu 4%. Houve ainda alta da projeção para 2028, a 3,61%. O Copom reforçou seu compromisso com a convergência da inflação à meta e voltou a dizer que a intensidade e a duração do ciclo de queda de juros serão determinadas ao longo do tempo, à medida que tenha novas informações disponíveis. “O comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse. De acordo com a ata, os membros do colegiado debateram alterações mais amplas no balanço de riscos para inflação. No encontro da semana passada, o comitê acrescentou o tema do petróleo na lista. Consideraram, por um lado, que a demora para o fim da guerra no Oriente Médio aumenta a probabilidade de impactos mais duradouros para as cadeias de produção e distribuição. Por outro lado, discutiram que a duração do conflito até o momento pode ter sido suficiente para materializar alguns riscos, citando a piora adicional das expectativas de inflação como exemplo. “Nesse contexto, o comitê reafirma seu compromisso no combate dos efeitos de segunda ordem do choque de oferta do petróleo e seus derivados, e serenidade para reunir mais informações ao longo do tempo, em cenário de incerteza elevada”, afirmou. Para o Copom, a manutenção de juros altos por período prolongado surtiu efeitos sobre a desaceleração da atividade econômica, “criando condições para que ajustes no ritmo e extensão dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis”. O colegiado do BC comentou que a moderação de crescimento da atividade econômica segue a trajetória esperada e é compatível com a política de juros em curso. Entre os efeitos sobre a demanda agregada, mencionou a desaceleração do saldo de crédito. Quanto ao mercado de trabalho, disse seguir acompanhando “detidamente” o tema. Em relação às contas públicas, manteve o tom usado anteriormente, enfatizando que as ações devem ser críveis e previsíveis e defendendo que as políticas fiscal e de juros estejam alinhadas. Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter, ressalta que comunicar cautela cortando juros não é tarefa fácil, mas vê continuidade de queda ao ritmo de 0,25 ponto percentual. “O risco fiscal ainda é maior que o risco da alta do petróleo, e uma pausa pode ser necessária se a atividade não desacelerar”, afirmou. Para Caio Megale, economista-chefe da XP, o Copom parece particularmente preocupado com os efeitos do choque do petróleo sobre as expectativas de inflação para 2028, o que pode abrir uma discussão sobre um prazo mais elástico para levar o IPCA à meta. “Essa inclinação a estender o horizonte [tempo] ajudaria a explicar, a nosso ver, a decisão de continuar reduzindo a taxa de juros mesmo com a projeção de inflação do Copom para 2027 —o horizonte relevante forma — afastando-se da meta”, afirmou em nota. Na leitura dele, a ata traz poucos sinais sobre os próximos passos do Copom, mas sugere que a estratégia ainda contempla cortes adicionais de juros à frente. Ele, contudo, vê uma pequena possibilidade de pausa ou aceleração na próxima reunião. “A probabilidade de uma calibração mais gradual ou de menor magnitude aumentou, uma vez que avaliamos que o cenário de inflação pode se deteriorar adicionalmente”, disse. O colegiado do BC voltará a se reunir nos

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