12 de maio de 2026

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Faltam caminhoneiros em quase 90% das transportadoras no Brasil

“Eu mesma tenho uns 20 caminhões parados no pátio porque não tenho motorista.” A declaração de Gislaine Zorzin, diretora administrativa da Zorzin Logística e diretora institucional da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), resume uma crise que já afeta diretamente o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Pesquisa da NTC&Logística divulgada em março mostra que 88% das transportadoras enfrentam dificuldades para contratar caminhoneiros e motoristas agregados, enquanto a escassez de mão de obra começa a comprometer operações, ampliar a ociosidade das frotas e pressionar a logística nacional. Segundo o levantamento, entre as empresas que relatam veículos parados, a média é de oito caminhões sem operação por falta de profissionais. O problema já é apontado como uma das principais limitações para o crescimento do transporte rodoviário de cargas no País. Menos motoristas nas estradas Dados da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), divulgados pela Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas (ANATC), indicam que o número de motoristas habilitados para veículos pesados caiu de cerca de 3,5 milhões em 2014 para 1,3 milhão dez anos depois, uma redução de aproximadamente 62%. A idade média dos profissionais ativos já chega a 46 anos, enquanto o interesse dos jovens pela profissão diminui ano após ano. Diretora administrativa e de novos negócios da Zorzin Logística e diretora institucional da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), Gislaine afirma que a situação é ainda mais delicada no transporte de cargas químicas, que exige mão de obra especializada e treinamentos específicos. “A gente tem um perfil de motorista mais especializado, mas que muitas vezes se sente até invadido porque tudo o que ele faz precisa comunicar para a empresa por questões de segurança”, afirma. Tecnologia, vigilância e rotina pesada Segundo ela, o avanço da tecnologia embarcada nos caminhões trouxe ganhos operacionais e de segurança, mas também aumentou a resistência de parte dos profissionais. Empresas utilizam câmeras, rastreamento em tempo real e sistemas internos de controle para reduzir riscos de acidentes e roubos de carga. “Não é todo mundo que aceita dirigir com uma câmera filmando o tempo inteiro”, diz. Além do monitoramento, a rotina pesada e as longas jornadas também afastam novos profissionais. “É realmente um percentual muito baixo de pessoas que vêm para a profissão porque gostam. Os jovens não querem mais isso porque é uma profissão pesada”, afirma Gislaine. Para as transportadoras, os carros de aplicativo se tornaram concorrentes diretos na disputa por mão de obra. A possibilidade de trabalhar em horários flexíveis e sem o mesmo nível de controle operacional atrai profissionais que antes poderiam migrar para o transporte de cargas. “A gente perde muita mão de obra para os carros de aplicativo”, afirma a executiva. Ela afirma que a exigência de habilitação profissional também pesa contra o transporte rodoviário. Enquanto motoristas de carros por aplicativo podem começar rapidamente a trabalhar com CNH categoria B, caminhoneiros precisam obter habilitação específica e cumprir exigências adicionais, como exames toxicológicos e cursos especializados. Exigências aumentam segurança, mas elevam barreiras Apesar dos desafios, Gislaine avalia que parte das exigências trouxe ganhos para a segurança viária. “Depois que o toxicológico começou a ser exigido, você vê a diminuição nos números de acidentes”, diz. O exame toxicológico passou a ser obrigatório para motoristas profissionais em 2016. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçam o impacto da medida. Segundo levantamento do órgão, entre 2015 — antes da obrigatoriedade — e 2017, após a implementação da política, os acidentes com caminhões nas rodovias federais caíram 34%, enquanto os envolvendo ônibus recuaram 45%. Ainda de acordo com a PRF, desde a entrada em vigor da exigência do exame toxicológico, a Lei Seca identificou 29.605 motoristas profissionais dirigindo sob efeito de álcool. Já o toxicológico apontou 188.873 resultados positivos para substâncias psicoativas, principalmente cocaína. Pressão nos custos e dificuldade de reposição A crise de mão de obra ocorre em um momento de pressão crescente sobre os custos do transporte rodoviário. Segundo levantamento da NTC&Logística, os motoristas representam 19,5% da estrutura de custos do setor, atrás apenas do combustível e dos veículos. Nos últimos 24 meses, o custo com mão de obra acumulou alta de 13,42%. Mesmo assim, empresas afirmam que há dificuldade para elevar salários de forma significativa, já que os reajustes nem sempre conseguem ser repassados ao valor do frete. “O dinheiro que ele vai pegar na mão não vai fugir muito daquilo que o mercado paga, porque senão você não consegue cobrar do cliente um valor [competitivo]”, afirma Gislaine. Hoje, cerca de dois terços das cargas movimentadas no Brasil dependem das rodovias, segundo dados citados pela própria ANATC. Caminhões sem motorista Diante da dificuldade crescente para repor mão de obra, Gislaine avalia que parte da solução pode vir do avanço dos veículos autônomos no transporte de cargas. Segundo ela, a tendência é que, no futuro, a função tradicional do caminhoneiro passe por uma transformação profunda. “Talvez a gente não tenha mais motorista, mas operador”, afirma. Segundo a executiva, esses profissionais poderão controlar caminhões remotamente, por computador, sem necessariamente estarem dentro do veículo. Tecnologias desse tipo já são realidade em operações de mineração no Brasil. A Vale, por exemplo, opera caminhões autônomos em minas como Brucutu, em Minas Gerais, desde 2018, além de expandir a tecnologia em Carajás e Serra Sul, no Pará. Os veículos utilizam sistemas guiados por GPS, radares e algoritmos para circulação sem motorista dentro da cabine. Segundo a mineradora, a tecnologia ajuda a reduzir riscos de acidentes, melhorar o consumo de combustível e aumentar a produtividade. A Vale anunciou em 2025 um acordo para ampliar sua frota de caminhões autônomos no Sistema Norte, com meta de chegar a 90 veículos em operação até 2028. Atualmente, a empresa opera entre 130 e 140 caminhões fora de estrada na região, entre modelos autônomos e convencionais. A comparação com a mineração, porém, exige cautela. Os caminhões autônomos da Vale operam em ambientes fechados, com rotas predefinidas e infraestrutura dedicada, condições radicalmente diferentes das rodovias brasileiras. Outro ponto é que a legislação ainda

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Petrobras paga R$ 9,03 bilhões em dividendos no 1º trimestre

A Petrobras anunciou que vai distribuir R$ 9,03 bilhões em dividendos ordinários aos acionistas, referentes aos resultados financeiros do primeiro trimestre deste ano, que caiu 7,2% para R$ 32,6 bilhões. O governo federal vai abocanhar 28,67% desse total. O anúncio foi feito pouco antes de a estatal divulgar seu balanço do primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a Petrobras teve um lucro líquido de R$ 32,6 bi. A previsão era de um pagamento aos acionistas em torno de US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 11,8 bilhões, com base na cotação atual), após a prévia operacional da estatal indicar produção recorde de 3,225 milhões de barris de petróleo equivalente. No primeiro trimestre do ano passado, o pagamento feito pela estatal somou R$ 13,45 bilhões. Em fevereiro deste ano, a estatal havia anunciou uma remuneração geral de R$ 75,8 bilhões aos acionistas relativa ao exercício do ano passado. De acordo com a estatal, o pagamento equivale a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação. Os dividendos serão pagos em duas parcelas: a primeira em 20 de agosto e a segunda em 21 de setembro deste ano. Segundo a estatal, a distribuição proposta está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas (Política) vigente, que prevê que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no plano estratégico em vigor, observadas as demais condições da Política, a Petrobras deverá distribuir aos seus acionistas 45% do fluxo de caixa livre. Autor/Veículo: O Globo

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Cessar-fogo com Irã está respirando por aparelhos, alerta Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (11) que o cessar-fogo de um mês entre os EUA e o Irã está “respirando por aparelhos”. Embora Trump tenha dito que o cessar-fogo permanece em vigor, ele também alertou que a pausa nos combates está “incrivelmente frágil”. “Eu diria que o cessar-fogo está respirando por aparelhos”, disse o presidente a repórteres no Salão Oval da Casa Branca. Tanto o Irã quanto os EUA trocaram ataques no Estreito de Ormuz desde que o cessar-fogo entrou em vigor. Proposta “estúpida” do Irã Ainda durante a coletiva de imprensa, Trump classificou a resposta do Irã a uma proposta de paz dos EUA como uma “estúpida”. No domingo (10), o presidente afirmou que ela era inaceitável. A rápida rejeição de Trump à resposta iraniana alimentou as preocupações de que o conflito, que já dura dez semanas, se prolongue e continue a paralisação da navegação no Estreito de Ormuz. Autor/Veículo: CNN

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Lucro da Petrobras cai 7% no primeiro trimestre, para R$ 32,6 bilhões

Em um balanço ainda sem grandes efeitos da escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra no Irã, a Petrobras anunciou nesta segunda-feira (11) que fechou o primeiro trimestre com lucro de R$ 32,6 bilhões, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Pelo desempenho, a empresa anunciou a distribuição de R$ 9,3 bilhões em dividendos a seus acionistas. O valor será pago em duas parcelas, em agosto e setembro. A empresa disse que, desconsiderando efeitos extraordinários, como a valorização do real frente ao dólar, o lucro teria sido de R$ 23,8 bilhões, em linha com o desempenho dos três primeiros meses de 2025, também sem considerar efeitos extraordinários. “Entregamos resultados financeiros consistentes no primeiro trimestre de 2026”, disse o diretor Financeiro da companhia, Fernando Melgarejo. “Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor.” Nos primeiros três meses de 2026, a Petrobras registrou recorde de produção de petróleo e gás, com 3,2 milhões de barris por dia, alta de 16% com relação ao mesmo período do ano anterior. Deste total, 2,5 milhões de barris referem-se apenas a petróleo. A estatal afirmou, porém, que o recorde não teve impacto na receita, já que há defasagem entre o embarque do petróleo e o faturamento, que ocorre quando a carga chega aos portos de destino. A empresa fechou o trimestre com receita de R$ 123,7 bilhões, também em linha com o ano anterior. Também por esse motivo, as vendas do trimestre não foram beneficiadas pela escalada do petróleo após o início do conflito no Oriente Médio, no fim de fevereiro. Os preços de venda no mercado asiático, maior cliente, são feitos com base nas cotações do mês anterior à chegada da carga. “Portanto, a elevação nos preços de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio estará refletida nas exportações do segundo trimestre de 2026”, afirmou a companhia. No primeiro trimestre, diz a empresa, a cotação média do petróleo Brent ficou em US$ 80,6 por barril, apenas 6,5% mais caro do que nos primeiros três meses de 2025. Após a guerra, porém, o valor passou de US$ 100 —nesta segunda, estava em torno dos US$ 104 por barril. A empresa também anunciou crescimento de 6,4% nas vendas de combustíveis, como parte de uma estratégia de priorizar a produção interna a importações. Foram 1,8 milhão de barris de combustíveis produzidos por dia, contra 1,7 milhão no primeiro trimestre de 2025. A alta foi quase toda na produção de diesel e QAV (querosene de aviação), produtos que o conflito mais impactou. A produção de diesel S-10 nas refinarias da estatal, por exemplo, atingiu no trimestre o recorde de 512 mil barris por dia. O fator de utilização das refinarias da estatal chegou a 95%, contra 90% do mesmo período do ano anterior. Em março, já após o início da guerra, o indicador ultrapassou os 97%, maior patamar desde 2014, informou a empresa. Com maior produção local, as importações de diesel pela empresa caíram 26%. O produto foi o mais afetado após o início do conflito no Oriente Médio, com os preços internacionais subindo mais de 90% em seis semanas. Para tentar minimizar os repasses ao consumidor brasileiro, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou impostos federais e lançou dois programas de subsídio ao combustível, um deles com apoio dos estados. A Petrobras foi a primeira empresa a aderir. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Credores e acionistas da Raízen se aproximam de consenso sobre conversão de dívidas

As negociações entre credores e acionistas da Raízen para evitar uma recuperação judicial avançaram, com conversas focadas na estrutura de governança da empresa, juntamente com outras questões importantes, disseram três pessoas familiarizadas com o assunto à agência de notícias Reuters. As negociações para manter a reestruturação da companhia fora dos tribunais começaram oficialmente em abril e devem ser concluídas até meados de junho. Os credores e acionistas da empresa —uma das maiores distribuidoras de combustíveis no Brasil— estão chegando a um acordo para converter de 45% a 50% da dívida da empresa em ações, uma medida que diluirá significativamente as participações da joint venture entre Shell e Cosan, e potencialmente reformulará a composição do conselho da empresa, disseram duas das pessoas. Em março, a Raízen anunciou que havia chegado a um acordo extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, com um prazo de 90 dias para garantir apoio suficiente para a aprovação final, após o qual os novos termos de pagamento se aplicariam a 100% dos créditos cobertos. A Raízen e a Shell não quiseram comentar as negociações de conversão da dívida. A Shell reiterou sua proposta de injetar R$ 3,5 bilhões para socorrer a Raízen, acrescentando que continuará a trabalhar em estreita colaboração com a liderança e os credores da fabricante de açúcar para garantir o futuro de longo prazo do negócio. É provável que os credores não consigam pressionar a Shell a contribuir com mais do que os R$ 3,5 bilhões já postos na mesa, disse uma das pessoas, citando o impacto do imposto de exportação de 12% sobre o petróleo que o governo brasileiro implementou para aliviar os impactos do conflito no Oriente Médio. Duas das fontes, que pediram para não ter seus nomes revelados porque as negociações são privadas, disseram que acreditam que um acordo será alcançado antes do prazo final, mas reconheceram que algumas questões ainda não foram resolvidas. Uma questão pendente diz respeito ao futuro do atual presidente do conselho de administração da Raízen, Rubens Ometto, que está injetando R$ 500 milhões para apoiar a reestruturação, muito menos do que a Shell. A Cosan, que acaba de levantar capital novo por meio de um IPO (oferta pública inicial) de R$ 3,2 bilhões da subsidiária de gás Compass, está lidando com seus próprios problemas de dívida e não usará os recursos do IPO para resgatar a Raízen, disse uma das fontes. Cosan e Ometto não quiseram comentar. A Raízen também está em negociações para vender uma refinaria e centenas de postos de gasolina na Argentina para o Mercuria Energy Group, negociante de energia e commodities fundado na Suíça, em um negócio que pode render entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, disse uma das fontes. A transação provavelmente será anunciada somente quando as discussões da reestruturação financeira forem finalizadas, reduzindo o risco do comprador, afirmou a pessoa. Os credores e acionistas também estão discutindo se os recursos da transação na Argentina serão usados para reduzir a dívida ou para reforçar a posição de caixa da Raízen, disse uma segunda pessoa. A Mercuria não respondeu aos pedidos de comentários. Uma das fontes acrescentou que vários fatores ajudaram a levar as negociações adiante, incluindo o interesse internacional na distribuição de combustíveis no Brasil, a repressão policial ao crime organizado nos postos de combustíveis e o fato de que as dificuldades da Raízen decorriam de problemas relacionados ao clima, agravados pelas altas taxas de juros. (Reuters) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Trump cogita suspensão temporária de imposto sobre gasolina diante da alta dos combustíveis

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio a uma suspensão temporária do imposto federal sobre a gasolina para conter a alta dos preços nos postos, em meio ao avanço do petróleo provocado pela continuidade da guerra com o Irã. Caso a proposta avance, os EUA vão se juntar ao grupo de países que se mobilizam com medidas para amenizar choques de preços. Em entrevista por telefone à CBS News, Trump afirmou que gostaria de suspender “por um período de tempo” o imposto federal de 18,4 centavos de dólar por galão sobre a gasolina, embora ainda não esteja claro quanto desse corte chegaria efetivamente ao consumidor. O preço médio da gasolina comum disparou no país desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em fevereiro, chegando a US$ 4,52 por galão no domingo. O conflito afetou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes da guerra. Após a notícia, o senador republicano Josh Hawley, do Missouri, disse nesta segunda-feira que apresentará um projeto para suspender o imposto sobre combustíveis. Mesmo que a proposta avance, ainda não está claro se o corte temporário teria impacto relevante nos preços. Segundo um estudo da Associação Americana de Construtores de Estradas e Transporte, entidade favorável ao imposto, apenas 18% das mudanças em tributos estaduais sobre combustíveis entre 2013 e 2021 foram, em média, repassadas aos consumidores. A suspensão do imposto também poderia ter consequências significativas para o Fundo Fiduciário Rodoviário (Highway Trust Fund), fundo que financia obras e reparos em rodovias, estradas e pontes interestaduais, caso o Congresso americano não encontre uma forma de compensar a perda de arrecadação. Mais de 80% dos recursos do fundo vêm do imposto sobre gasolina e de uma taxa de 24,4 centavos por galão sobre o diesel, segundo o Tax Policy Center. O senador democrata Mark Kelly, do Arizona, e o deputado Brendan Boyle, da Pensilvânia, também defendem uma suspensão temporária do imposto. Kelly apresentou em março um projeto para suspender a cobrança até 1º de outubro. Boyle propôs interromper o tributo sempre que o preço médio da gasolina superar US$ 4 por galão e compensar o fundo rodoviário redirecionando US$ 30 bilhões em subsídios federais destinados a empresas de petróleo e gás. Tentativas recentes de suspender o imposto sobre combustíveis tiveram pouco apoio no Congresso. Em 2022, o então presidente Joe Biden propôs uma suspensão de três meses para amenizar a disparada do petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Na época, cinco estados, incluindo Nova York e Connecticut, suspenderam seus tributos sobre combustíveis. Lideranças dos dois partidos no Congresso, porém, rejeitaram rapidamente a proposta de Biden, questionando o quanto ela realmente reduziria os preços para os consumidores. O senador Mitch McConnell, então principal republicano no Senado, classificou a ideia como uma “proposta absurda”. (Bloomberg) Autor/Veículo: O Globo

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Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

O Brasil ampliou fortemente as compras de diesel da Rússia desde o início da guerra no Oriente Médio, após a suspensão das importações vindas da região. Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que Rússia e Estados Unidos passaram a liderar o fornecimento do combustível ao país nos últimos meses. Em março e em abril, o Brasil importou US$ 1,76 bilhão em diesel. Desse total, US$ 1,43 bilhão tiveram origem na Rússia, equivalente a 81,25% das compras externas do produto. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 112,92 milhões, ou 6,42% do total. Apenas em abril, a dependência do diesel russo aumentou ainda mais. O país comprou US$ 924 milhões do combustível da Rússia, o que correspondeu a 89,84% das importações no mês. Os Estados Unidos responderam por 10,98% das compras, enquanto o Reino Unido teve participação residual. Principais números Antes do conflito, o Brasil ainda mantinha parte das importações vindas do Oriente Médio. Em março, o país recebeu carregamentos enviados antes do agravamento da guerra, incluindo compras dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita. Os números mostram uma rápida escalada das compras russas. Em fevereiro, o Brasil importou US$ 433,22 milhões em diesel da Rússia. O valor subiu para US$ 505,86 milhões em março e se aproximou de US$ 1 bilhão em abril.Medidas Para conter os impactos da alta do diesel sobre consumidores e transportadores, o governo federal anunciou uma série de medidas de compensação. Em março, uma medida provisória liberou R$ 10 bilhões em subsídios para importação e comercialização do combustível. Paralelamente, decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel. Segundo o governo, a desoneração tributária deve reduzir o preço em R$ 0,32 por litro nas refinarias. O subsídio adicional a produtores e importadores pode gerar nova queda de R$ 0,32 por litro. A equipe econômica afirma que a perda de arrecadação foi compensada pelo aumento das receitas com royalties do petróleo, impulsionadas pela valorização internacional do barril. Corte do ICMS Em abril, o governo federal lançou um programa para incentivar os estados a reduzirem o ICMS sobre o diesel importado. O custo da medida é dividido entre União e governos estaduais. A redução estimada é de R$ 1,20 por litro nas bombas, com custo total de R$ 4 bilhões em dois meses. Apenas Rondônia não aderiu ao acordo. O governo também anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com impacto estimado de R$ 3 bilhões por mês. Empresas beneficiadas precisarão comprovar o repasse da redução ao consumidor final. (Agência Brasil) Autor/Veículo: Brasil247

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Petróleo fecha em alta com escalada das tensões entre EUA e Irã

O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (11/5), à medida que os traders avaliam os entraves nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o cessar-fogo com o Irã está por um fio, após rejeitar a contraproposta de Teerã para encerrar a guerra. Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para julho subiu 2,88% (US$ 2,92), a US$ 104,21 o barril. Já o petróleo WTI para junho fechou em alta de 2,78% (US$ 2,65), a US$ 98,07 o barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex). Trump afirmou mais cedo que o cessar-fogo está em um estado “incrivelmente frágil” e classificou de “lixo” a contraproposta do Irã para encerrar o conflito. Segundo o presidente, na carta enviada por Teerã por meio do Paquistão, o país não se comprometeu a abrir mão de armas nucleares. Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, minimizou a crítica e disse que a proposta é “razoável”. Diante do aumento de tensões, Trump está avaliando a retomada de ações militares contra o Irã, segundo o Axios. Já a agência iraniana Tasnim informou que submarinos da classe Ghadir estão de prontidão no Estreito de Ormuz. Para analistas do ING, os preços do petróleo continuam muito sensíveis ao ruído em torno do Irã, destacando a importância das interrupções contínuas de oferta no Golfo Pérsico. “Embora o otimismo por um acordo iminente esteja diminuindo, ainda há uma tênue esperança de que as conversas entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping possam gerar resultados positivos sobre o Irã”, afirmam. O presidente americano se encontrará com o líder chinês na próxima quinta-feira (14/5). Com a disparada do petróleo pressionando os custos de energia, Trump disse nesta segunda que pretende suspender, “por um período de tempo”, o imposto federal de US$ 0,18 por galão sobre a gasolina. O choque de oferta da commodity também tem impulsionado, nos últimos meses, as remessas de carvão, segundo o Financial Times. O produto passou a liderar, em volume, as cargas transportadas por embarcações de porte médio e as taxas de frete ficaram, em média, até 50% mais altas em maio do que em fevereiro, de acordo com a agência Argus. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Eixos

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Preço do petróleo chega a subir 4,6% e se aproximar de US$ 106 após Trump rejeitar proposta do Irã

As incertezas em torno do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã pesaram na abertura das negociações de petróleo desta semana. O barril Brent, referência mundial, chegou a ter alta de 4,62%, sendo vendido a US$ 105,97, à 1h45 (horário de Brasília) desta segunda-feira (11). A partir das 4h, o preço caiu para a casa dos US$ 104 e permanecia neste patamar às 9h, com o contrato de julho sendo negociado a US$ 104,29, valorização de 2,96% em relação ao preço de sexta-feira (8). Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, estava em US$ 98,40, alta de 3,11%, para entrega em junho. A alta do petróleo ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitar uma contraproposta feita pelo Irã ao acordo de paz proposto pelos norte-americanos e classificar o posicionamento como “totalmente inaceitável”. “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu o presidente em seu perfil no Truth Social neste domingo (10). Segundo a mídia iraniana, a resposta ao acordo norte-americano focou acabar com a guerra em todas as frentes, especialmente no Líbano, e estabeleceu pontos para segurança da navegação no estreito, por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo. Os EUA pedem o encerramento dos combates antes do início das negociações sobre o acordo, incluindo temas controversos, como o programa nuclear do Irã. Os iranianos, por outro lado, pedem também a suspensão do bloqueio naval dos EUA, garantias de que não haverá mais ataques ao país e o fim de sanções econômicas —incluindo a proibição feita pelos norte-americanos de venda do petróleo iraniano. Segundo a mídia internacional, o Irã estaria disposto a diluir parte de seu urânio enriquecido, transferindo o restante para outro país. Não há, neste momento, uma indicação de quando o estreito de Hormuz será reaberto oficialmente. Neste domingo, dois navios foram autorizados a passar pelo canal, que segue bloqueado. De acordo com a Reuters, o navio transportador Al Kharaitiyat, operado pela QatarEnergy, passou em segurança e seguiu para o Porto Qasim, no Paquistão. Foi o primeiro navio do Qatar transportando gás natural liquefeito a cruzar o estreito desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro. A carga deve ajudar o Paquistão a resolver problemas com apagões causados nos últimos pela interrupção das importações de gás. O país é um dos mediadores do conflito no Oriente Médio. O segundo navio que passou pelo canal estava com a bandeira do Panamá e tem como destino o Brasil. Segundo a agência Tasnim, o navio já havia tentado atravessar Hormuz em 4 de maio, e passou pelo canal usando uma rota desenhada pelas forças armadas do Irã. Enquanto isso, países como os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado dois drones iranianos e o Qatar condenou um ataque com drone na costa do país, que atingiu um navio cargueiro saído de Abu Dhabi. O Kuait também relatou a interceptação de drones que entraram em seu espaço aéreo. Neste domingo, o presidente-executivo da Saudi Aramco afirmou que o mundo perdeu cerca de 1 bilhão de barris de petróleo nos últimos dois meses e que os mercados de energia levarão algum tempo para se estabilizar, mesmo com a retomada dos fluxos. “Nosso objetivo é simples: manter o fluxo de energia, mesmo quando o sistema estiver sob tensão”, disse Amin Nasser à Reuters em um comunicado, depois que a Aramco divulgou um salto de 25% no lucro líquido do primeiro trimestre. “Reabrir rotas não é o mesmo que normalizar um mercado que foi privado de cerca de um bilhão de barris de petróleo”, disse Nasser, acrescentando que anos de subinvestimento agravaram a pressão sobre os já baixos estoques globais. A Aramco usou seu oleoduto Leste-Oeste para contornar Hormuz e transportar petróleo bruto para o mar Vermelho, um ativo que Nasser descreveu como uma “linha vital” para mitigar a crise de abastecimento global. BOLSAS SOBEM NA CHINA E CAEM NA EUROPAA reação dos investidores às novas incertezas na guerra do Irã dividiram o mercado. Os principais índices da Europa registravam alta nesta manhã, enquanto as da China fecharam em seu maior patamar em 11 anos, mas influenciada pela busca por ações de empresa de tecnologia devido ao otimismo com as empresas locais de inteligência artificial. O índice SSEC, em Xangai, saltou 1,08%, aos 4.225 pontos, e atingiu o seu maior nível desde 30 de junho de 2015, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,64%, indo à máxima em mais de quatro anos. As ações de tecnologia impulsionaram os ganhos dos mercados. O Índice e Semicondutores do CSI300 subiu 6,3%, atingindo novo recorde de alta. O Índice de IA do CSI300 teve alta de 3,2% e o do setor de tecnologia da informação avançou 4,4%, também atingindo recordes históricos. Acompanharam o movimento as Bolsas de Taiwan (0,45%), Seul (4,32%) e Hong Kong (0,05%), mas o índice Nikkei, de Tóquio, fechou em queda de 0,47%. Na Europa, a tendência era de queda. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, caía 0,66% às 9h05 (horário de Brasília), em tendência seguida em Frankfurt (-0,37%), Paris (-1,17%) e Madri (-0,56%). Já as Bolsas de Londres e Milão subiam 0,01% e 0,13%, respectivamente. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Frota caminha para transformação, e elétricos e híbridos devem saltar de 1,4% para 24% em 4 anos

A frota de veículos em circulação pelo Brasil, hoje a mais velha em três décadas, caminha para uma mudança gradual em seu perfil. Carros elétricos e híbridos, que eram apenas 0,1% em 2016, agora chegam a 1,4%. Estima-se que, nos próximos quatro anos, esse número chegue a 24% da frota brasileira, segundo a Bright Consulting. Além das marcas chinesas que chegam ao Brasil com foco em eletrificados, quase todas as montadoras tradicionais estão lançando produtos no segmento, a maior parte de híbridos flex. No ano passado foram vendidos 285,4 mil automóveis híbridos e elétricos, alta de 60,8% em relação a 2024. Segundo o diretor de Economia e Mercados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), George Rugitsky, o País deve passar por uma transformação semelhante à dos carros flex, que começaram a chegar em 2003 e hoje dominam 77% da frota. “Vamos ver o mesmo fenômeno com os híbridos flex, que terão uma fatia importante do mercado”, diz ele. Essa transformação ocorre em meio a um cenário de envelhecimento da frota no País, atualmente com idade média de 11 anos. Modelos com mais de 16 anos representam 26% dos 48,8 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em uso. Os mais novos, com até cinco anos, somam 23%. Esse fenômeno traz impactos. Veículos com mais de 20 anos, que são 5,6% do total em circulação (2,73 milhões), poluem até 40 vezes mais que um novo. Também são mais propensos a acidentes com mortes, por não terem itens de segurança hoje obrigatórios, e a provocar congestionamentos quando quebram em vias públicas. Os dados fazem parte do “Relatório da frota circulante em 2025”, realizado anualmente pelo Sindipeças. EnvelhecimentoApesar da chegada de eletrificados e de carros com mais conteúdo tecnológico, a renovação da frota ainda não avança porque depende do aumento da venda de veículos zero e da retirada dos muito velhos de circulação. Com o mercado estagnado em cerca de 2 milhões de veículos ao ano desde 2015 e a preservação dos antigos, a atualização demora a ocorrer. Uma frota com idade média de 11 anos não era registrada desde 1994. Em 2012 e 2013, quando as vendas ficaram próximas de 4 milhões de veículos, essa média caiu para 8,5 anos. Hoje, mais da metade dos veículos (55,4%) têm entre 11 e 20 anos, ante 33,6% há dez anos. Aqueles com 6 a 10 anos são 21,3% (ver quadro). Somados aos de até cinco anos, eram 66,4% da frota e hoje são 44,6%, ou seja, houve uma inversão. A maior parte da frota (63,4%) está concentrada em cinco Estados, com São Paulo à frente (28%). O estudo do Sindipeças considera uma taxa anual média de 1,5% de obsolescência (veículos que param de circular por perda total ou desmanches). Seu objetivo é apoiar as empresas do setor na definição da produção de peças para reparo e manutenção da frota. Já os números contabilizados pelo Detran são diferentes. Segundo o órgão, São Paulo, por exemplo, tem frota ativa de 20,4 milhões de veículos, dos quais 15% têm até cinco anos e 30%, mais de 20 anos. Por categorias, o relatório do Sindipeças mostra que a frota mais envelhecida é a de caminhões, com média de 12 anos e 3 meses. Em seguida estão os automóveis (11 anos e 5 meses), ônibus (11 anos e 3 meses) e comerciais leves (8 anos e 11 meses). Inspeção e renovaçãoPara Rugitsky, uma economia mais forte e juros mais baixos poderiam estimular a compra de carros novos. Já a inspeção veicular ou a renovação da frota ajudariam a retirar os veículos que não tenham as mínimas condições de circulação. Ambos os programas são defendidos pelo setor automotivo há mais de duas décadas. De acordo com Cássio Pagliarini, diretor e sócio da Bright Consulting, vários estudos indicam que um veículo de 20 anos polui 40 vezes mais que um atual, pois os novos precisam atender normas mais rígidas de emissões. Ele defende a inspeção veicular, que é realizada “em qualquer país decente”. “O discurso de que vamos prejudicar os autônomos (no caso dos caminhões) com menos capacidade financeira é uma realidade, porém estamos protegendo uma parcela pequena da sociedade e prejudicando todo o resto”, reforça Rugitsky. Ele ressalta os malefícios da poluição na saúde, o consumo maior de combustível e os acidentes, que aumentam o custo da saúde para o governo. De acordo com a pesquisa, o Brasil mantém a mesma média registrada em 2024 de 4,4 habitantes por veículo, similar à China (4,3). No México, a relação é de 2,4; na Argentina, de 2,6; na Colômbia, de 3,4; e no Chile, de 3,1. Levando em conta apenas a população economicamente ativa, há um veículo no País para cada 2,2 pessoas, relação que teve poucas variações nos últimos dez anos. Motos elétricas em altaEnquanto a frota de automóveis cresceu apenas 1,2% em relação a 2024, para 39,5 milhões de unidades, a de motocicletas aumentou 4,1%, somando 14,9 milhões. Ela também é mais jovem, com idade média de 7 anos e 8 meses, similar à de 2018. A procura é crescente para serviços de delivery e e-commerce, explica Rugitsky. O crédito caro também leva parte dos consumidores a optar pela moto no lugar do automóvel. A demanda maior por motocicletas também está acelerando a oferta de modelos elétricos, que são mais econômicos, menos poluentes e menos barulhentos. Em 2025, foram comercializadas 8,5 mil unidades, volume 17% maior que no ano anterior, porém ainda insignificante em relação ao mercado total, que foi de quase 2,2 milhões de unidades. O Grupo DBS vai inaugurar em junho uma nova fábrica para mais do que dobrar sua capacidade produtiva de motos elétricas na Zona Franca de Manaus. O grupo já tem uma planta na região e é especializado em atender marcas que terceirizam a produção de motos, bicicletas e patinetes elétricos. Neste ano, a DBS vai produzir 15 mil motos elétricas para a Vammo, startup de tecnologia voltada à locação, por assinatura, desse tipo de veículo para operações

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