28 de maio de 2026

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Petróleo fecha em queda com otimismo para acordo EUA-Irã; WTI fica abaixo dos US$ 90

O petróleo fechou em queda nesta quarta-feira, 27, com informações de que há uma versão preliminar do acordo entre os EUA e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, apesar de negativa da Casa Branca. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 5,55% (US$ 5,21), a US$ 88,68 o barril, depois de bater menor nível desde 21 de abril, a US$ 87,77. Já o Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 4,57% (US$ 4,42), a US$ 92,25 o barril, após atingir mínima desde 17 de abril, a US$ 91,75. Segundo a mídia iraniana, Teerã teria em mãos um rascunho de um arcabouço inicial para um memorando de entendimento com os EUA para restabelecer o tráfego marítimo comercial pelo Estreito de Ormuz em níveis pré-guerra dentro de um mês. Do lado americano, contudo, a Casa Branca negou a autenticidade do documento. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer nesta tarde que o estreito estará “aberto a todos” e que nenhum país controlará a importante rota marítima, já que o local contempla “águas internacionais”. Os futuros do petróleo estão sendo negociados em seu nível mais baixo em um mês, relembra a empresa de inteligência energética ICIS, enquanto o mercado espera que as atuais negociações levem a um acordo para encerrar o conflito. Os preços do Brent permanecem abaixo de US$ 100 por barril – um bom barômetro de como as conversas entre Teerã e Washington são percebidas em termos de progresso, diz o diretor de investimentos da AJ Bell, Russ Mould. “A esperança é que esta seja finalmente a semana em que um verdadeiro avanço seja alcançado, mas, se as negociações falharem, poderemos ver a paciência do mercado se esgotar”, acrescenta. No radar, a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Dallas, Lorie Logan, afirmou nesta quarta que, se o transporte marítimo por Ormuz não retornar em breve aos níveis pré-conflito, o consumo mundial de petróleo e gás natural poderá precisar cair de forma mais significativa. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

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Lula diz que Petrobras deve anunciar ‘em pouco tempo’ se há petróleo na Margem Equatorial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que a Petrobras deve anunciar “em pouco tempo” se há petróleo na Margem Equatorial, área localizada na costa do Amapá, uma das principais apostas para exploração de óleo e gás no país e alvo de disputa entre governo, ambientalistas e setor de energia. — Eu penso que falta pouco tempo a Petrobras anunciar se tem ou não o petróleo que a gente imagina que tem — afirmou o presidente durante entrevista ao Jornal da Amazônia 1ª Edição, da Rede Amazônica. Segundo Lula, os estudos necessários para a exploração já foram concluídos e o governo aguarda agora o avanço das análises da estatal sobre o potencial econômico da área. No evento em Manaus, o presidente falou também que a Petrobras pode discutir uma parceria com a estatal mexicana Petróleos Mexicanos (Pemex) para prospecção de petróleo em águas profundas no Golfo do México. Ao comentar a possibilidade, ele brincou com uma eventual reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Margem Equatorial abrange uma faixa marítima de mais de 2,2 mil quilômetros entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, incluindo as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. A região é vista pelo governo e pela indústria petrolífera como uma aposta estratégica para ampliar a produção nacional de petróleo nas próximas décadas. O principal foco das discussões está na Bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá, onde a Petrobras recebeu licença ambiental para perfurar um poço exploratório no bloco FZA-M-059, localizado a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e 175 quilômetros da costa. A perfuração busca identificar a existência de petróleo e gás em escala comercial. O tema ganhou peso após a descoberta de grandes reservas de petróleo na Guiana, país vizinho ao Brasil. Desde 2015, a exploração na região transformou a economia guianense e despertou o interesse de multinacionais do setor, como ExxonMobil e Chevron, além da própria Petrobras. Na entrevista, Lula voltou a defender a exploração da área, mas afirmou que ela precisará ocorrer com responsabilidade ambiental. — Nós temos, obviamente, que ter muita responsabilidade de extrair petróleo lá, mas nós temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras — disse. O presidente também afirmou que, caso sejam confirmadas reservas relevantes de petróleo ou gás, a exploração poderá impulsionar o desenvolvimento econômico da região Norte. — Vai ser muito bom para desenvolver a região Norte, vai ser muito bom para desenvolver a região do Amapá, mas não só o Amapá, os estados no Norte vão ter que ser beneficiados com essa riqueza se a gente encontrar aquilo que a gente está pensando — declarou. Lula também defendeu o avanço de pesquisas e exploração de outros recursos naturais na Amazônia, como minerais críticos, terras raras e potássio. Segundo ele, o governo quer ampliar o aproveitamento econômico da região sem deixar de lado a proteção ambiental. — Nós não vamos perder tempo porque nós estamos preocupados, inclusive, em fazer a descoberta da quantidade de minerais críticos e de terras raras que nós temos aqui no Brasil — afirmou. O presidente relacionou a corrida global por minerais estratégicos ao avanço da inteligência artificial e disse que o Brasil precisa disputar espaço nesse mercado. — O que se fala no mundo é o seguinte: é inteligência artificial e terras raras — disse Lula. Ele também citou o potencial de exploração de potássio no país e afirmou que a atividade precisará ocorrer com cautela ambiental. — O Brasil precisa, nós temos, e temos que saber como explorar sem causar danos ao meio ambiente — declarou. A exploração na Margem Equatorial enfrenta resistência de ambientalistas, que alertam para os riscos de impactos sobre ecossistemas considerados sensíveis, como os manguezais da Costa Norte e o sistema de recifes amazônicos. A Petrobras prevê investimentos de cerca de US$ 3 bilhões na Margem Equatorial entre 2025 e 2029, incluindo a perfuração de novos poços exploratórios na região. Autor/Veículo: O Globo

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Câmara aprova PEC que acaba com escala 6×1 e reduz jornada semanal para 40 horas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em dois turnos, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com escala 6×1, quando seis dias de trabalho são seguidos de um dia de descanso. A proposta, que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas, teve 472 votos favoráveis e 22 contrários no primeiro turno. Na segunda votação, 461 parlamentares foram favoráveis e 19 votaram contra. A proposta precisava de ao menos 308 votos favoráveis. O texto aprovado no plenário é o parecer do deputado federal Leo Prates (Republicanos-PB), que foi analisado horas antes na comissão especial criada para debater a mudança. A PEC aprovada na Câmara torna obrigatória a concessão de duas folgas semanais aos trabalhadores, uma delas preferencialmente aos domingos. Seis propostas de alteração no texto principal foram apresentadas. Uma manobra da base governista inviabilizou os destaques do PL, como são chamadas as tentativas de alteração em plenário, que tentavam acabar com a transição, excluíam o poder público do faseamento na redução da jornada e acabava com o prazo de 12 meses para que os direitos previstos na PEC cheguem a funcionários de empresas com contratos públicos. O líder do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), apresentou uma emenda com o mesmo teor do relatório original. Como os destaques se referiam ao relatório da comissão especial, as propostas do PL foram consideradas prejudicadas. “O PL tem poucas condições morais para falar sobre o fim da escala 6×1. Foram 62 deputados e deputadas da bancada do partido que assinaram uma emenda propondo transição de dez anos para reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de permitir jornada de até 52 horas de trabalho. Mais uma vez o PL está fazendo demagogia”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). O texto aprovado prevê que o direito a um dia mais de descanso passa a valer 60 dias depois da promulgação da emenda, quando também terá início a primeira de duas etapas na redução da jornada semanal, de 44 horas, como é hoje, para 42 horas. A segunda e última fase, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois. O texto ainda precisa ser aprovado com ao menos 49 votos entre 81 senadores, em dois turnos, pelo Senado antes de ser promulgado. O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, classificou o dia como histórico e disse que as horas trabalhadas não podem ser a única medida de produtividade. Defendeu também que trabalhadores mais descansados produzem mais. “A redução de jornada não é a vilã de produtividade. Precisamos reconhecer uma realidade: o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho no mundo. Ao mesmo tempo, convive há décadas com a estagnação da produtividade.” O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, que acompanhava a votação disse que o presidente Lula ligou logo após o resultado e mandou “parabenizar toda a Câmara”. Porém, ele não conseguiu falar com Motta porque o parlamentar estava discursando na hora, e ficou de fazer a ligação em outro momento. A mudança prevista na PEC deve afetar mais da metade dos trabalhadores formais no Brasil. Segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), banco de dados do governo federal, 35 milhões de pessoas com registro em carteira trabalham mais de 40 horas semanais, número que equivale a 58,38% do total de empregados. A redução na jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial. Nos 60 dias depois da promulgação, empresas e categorias deverão negociar novos acordos e convenções coletivas para adequar suas atividades à nova jornada semanal máxima de 42 horas. Quando a emenda constitucional entrar em vigor, acordos que tratem de jornadas maiores serão consideradas sem efeito. Caberá a esses acordos (quando a negociação vale para uma empresa) ou convenções (quando afeta toda a categoria) a definição dos regimes de escala e de compensação de jornada, e também os casos de categorias com necessidades especiais como saúde, segurança, setor aéreo e plataformas de petróleo. A PEC aprovada nesta quarta na Câmara também cria uma regra especial que deverá afetar até 434 mil trabalhadores celetistas, que perderão o direito a um limite de horas trabalhadas e controle da jornada. A exceção afetará profissional com salários acima de 2,5 vezes o teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que neste ano equivale a R$ 21.188,88. O número potencial de trabalhadores que perderão o direito considera dados da Rais de dezembro de 2025 levantados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Esse contingente pode ser menor do que 434 mil porque entre eles estão cargos de gestão e direção que, em alguns casos, já estão dispensados do limite de horas semanais. O fim do controle de jornada teve o apoio do governo Lula. Os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da SRI, José Guimarães, deram aval à proposta após o relator subir a faixa salarial de R$ 16,8 mil para R$ 21,8 mil e excluir servidores públicos e celetistas de estatais e órgãos públicos. Outra exceção à regra geral prevista na PEC será aplicada aos funcionários de empresas com contratos com governos municipais, estaduais e federal. O texto estabelece que as novas regras só serão aplicadas quando houver o aditamento contratual, e em no máximo 12 meses após a publicação da emenda constitucional. A exceção valerá para contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas e de parcerias público-privadas. A proposta de emenda à Constituição definiu que uma lei tratará da flexibilização das contratações por MEIs (microempreendedores individuais) e da atualização do teto de faturamento para esse enquadramento, atualmente em R$ 81 mil. A remissão a uma nova legislação integrou o acordo do presidente Lula com Hugo Motta pela votação da PEC com um transição curta. VEJA O QUE MUDA COM O FIM DA ESCALA 6X1 Jornada de trabalho Descanso semanal Escala de trabalho e folgas Hora extra Trabalho aos domingos Banco de horas

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Credores têm reuniões intensas com Raízen para fechar plano até dia 3

As reuniões entre representantes de credores e a Raízen, empresa controlada pela Cosan e pela Shell, tomam ritmo acelerado e intenso a partir de hoje, 27, na busca por um plano bem desenhado de recuperação extrajudicial até quarta-feira, 3, apurou a Coluna. O prazo leva em conta o tempo necessário para que o plano possa ser depois analisado pelos credores, dentro de seus comitês de crédito, e esteja escrito e aprovado para ser homologado pela Justiça no dia 9, como deseja a companhia. As discussões partem da proposta apresentada pela Shell e, com exceção dos detentores de títulos de dívida externa (bondholders), bancos e os credores locais estão alinhados. Os detentores de debêntures e de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) entraram recentemente nas negociações, após bondholders saírem da mesa há mais de uma semana. O grupo, entretanto, já voltou às tratativas que vão até a próxima semana. Já não se conta mais com os R$ 500 milhões que seriam aportados por Rubens Ometto, sócio fundador da Cosan. Dessa forma, permanece a previsão de injeção imediata pela Shell de R$ 3,5 bilhões na Raízen. Bancos abriram mão de disputaPermanece também a proposta de conversão de 45% da dívida de R$ 65 bilhões em ações. Essa conversão foi contestada inicialmente pelos credores bancários, mas eles resolveram abrir mão dessa disputa. Também, segundo o que foi apresentado pela Shell, a dívida remanescente ou não convertida seria paga com juro entre 7% e 7,5% ao ano. “Não morremos de amor por isso”, disse um dos credores bancários em condição de anonimato. No entanto, acrescentou outra fonte, “a realidade se impôs” e já é claro que uma recuperação judicial traria distribuição de valor muito grande e colocaria em risco o potencial de recuperação dos créditos. Embora a maior parte das dívidas da Raízen seja concursal, ou seja, sem garantias e passível de ser tratada no plano de recuperação extrajudicial, uma parcela tem garantia e pode ser cobrada fora do processo. Grande parte dessas garantias são Cédulas do Produtor Rural (CPR) e por adiantamentos de contratos de câmbio (ACC). A Raízen ficou blindada de cobranças, no entanto, ao protocolar o pedido de recuperação extrajudicial em março. Ainda assim, é importante fechar com urgência um acordo, já que há contratos de ACCs e de derivativos atrasados e que precisam ser honrados. “Essa é a maior urgência financeira da Raízen”, disse uma fonte. De volta à mesaOs bondholders resistiram às condições apresentadas pela companhia, com intenção de manter uma fatia menor de conversão e garantir a perspectiva de recuperação maior de seus créditos. Eles chegaram a discutir um empréstimo de cerca de US$ 2,5 bilhões para a empresa, a fim de elevar a injeção imediata de capital na Raízen. Mas a ideia não foi adiante. “Os detentores de títulos de dívida buscavam condições comerciais inviáveis para a situação atual da companhia e que poderiam trazer risco ao passivo no longo prazo”, disseram duas fontes. Depois de pressionarem por condições melhores do que as apresentadas pela Shell, esses credores voltaram nesta semana às conversas, que ainda carecem de acertos nos detalhes. Mesmo durante o período mais duro das negociações, uma coisa era certa: uma Recuperação Judicial seria o pior caminho para todos. Assim, o prazo do dia 9 de junho sempre esteve na conta dos credores e funcionou até o momento em favor da Shell que, ao final do processo, deve seguir sozinha como controladora da Raízen, com uma dívida menor para consolidar em seu balanço. A Shell reiterou que “apoia a decisão da equipe de gestão da Raízen de entrar com um pedido de recuperação extrajudicial em comum acordo com os credores, visando uma solução negociada e que funcione para todas as partes” e “que continuará trabalhando em estreita colaboração com a equipe de liderança da Raízen e credores no intuito de assegurar o futuro de longo prazo do negócio”. Procuradas, Cosan e Raízen não comentaram. Comunicado ao mercadoNa noite desta quarta-feira, porém, a Raízen informou, por meio de comunicado ao mercado, que passou a disponibilizar, em seu site de relações com investidores, materiais apresentados a credores financeiros no contexto de sua reestruturação financeira e do plano de recuperação extrajudicial. Segundo a companhia, os documentos haviam sido compartilhados com grupos de credores quirografários com os quais negocia os principais termos do plano e agora são divulgados para “garantir transparência e igualdade de acesso” às informações. Nos documentos, a Raízen detalha o desenho preliminar da operação de reestruturação, ainda sujeita a negociação e sem contratos definitivos assinados. O material informa que a empresa contabilizava uma dívida total de R$ 75,3 bilhões em março de 2026 e confirma que R$ 65,4 bilhões estão sujeitos ao processo de recuperação extrajudicial. Os bonds em dólar representam a maior parcela do endividamento, somando R$ 27,2 bilhões, seguidos por financiamentos de pré-pagamento de exportação, com R$ 11,9 bilhões. O documento confirma a proposta de conversão de 45% da dívida reestruturada em ações, ao preço de R$ 0,25 por papel. Cita também a troca de 55% do passivo por novos instrumentos de dívida de longo prazo. A operação inclui ainda um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e potencial injeção adicional de R$ 500 milhões por veículo ligado à Aguassanta Investimentos, family office de Rubens Ometto, dono da Cosan. Segundo apurou a Coluna do Broadcast, contudo, os credores já não contam mais com esse aporte. Ainda conforme a empresa, os credores poderão optar por receber os novos instrumentos na mesma moeda de seus créditos atuais, incluindo real, dólar e potencialmente euro. Os novos papéis teriam vencimentos entre 2032 e 2035, remuneração atrelada ao CDI ou juros em dólar e euro, além de garantias sobre ativos específicos da companhia. O plano contempla também alternativas mais agressivas de desconto para credores que optarem por recebimentos em condições diferenciadas. Reorganização societáriaA Raízen propõe ainda uma reorganização societária, com separação entre os negócios de energia e distribuição de combustíveis, além de um programa de venda de ativos. A empresa já anunciou a venda de seis usinas

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MME tenta barrar reforma do GLP na ANP

O Ministério de Minas e Energia (MME) tenta interferir junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para impedir a reforma no mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP), o “gás de cozinha”. Em ofício enviado a todos os diretores da agência na segunda-feira (25/5), o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, pediu que a agência abandone dois pontos da reforma: a recarga fracionada e o fim da exclusividade no enchimento pela marca do vasilhame. São os dois pontos de atrito com o mercado de distribuição, que teme a entrada de concorrentes com a redução de barreiras. O fim da exclusividade significaria que um distribuidor autorizado pela ANP poderia encher quaisquer botijões em circulação no mercado. O problema: a ANP pautou para sexta (29) a abertura da consulta pública sobre as propostas, que nem sequer são conhecidas. A oposição da pasta tem como base um relatório aprovado ano passado pela diretoria da agência, com um escopo inicial da reforma. À época, o MME não se manifestou. No ofício, o secretário busca minimizar que o pedido à agência seja uma interferência, mas incorpora o discurso do setor de que a reforma levaria a um aumento da atuação do crime organizado no varejo de GLP. “Parece ser razoável e prudente, à luz do contexto instaurado com o advento do Auxílio Gás do Povo como política pública estruturante e das novas prioridades da Política Energética Nacional para o mercado nacional de GLP, que tais temas não constem no escopo imediato da agenda regulatória em curso”, diz o ofício. Veja na íntegra em .pdf Este ano, o CNPE aprovou uma resolução com diretrizes para a regulação do programa social, sem adentrar em uma proposta de desenho do mercado, cravando se a exclusividade do enchimento deve ser mantida ou pode ser revisada.A tentativa de travar a ANP veio de forma implícita, dizendo que a agência deveria priorizar o Gás do Povo em sua agenda regulatória, conforme as diretrizes da resolução 3/2026 do CNPE. As discussões na agência sobre as reformas no mercado de GLP começaram em 2024, a partir de um relatório de análise de impacto regulatório, colocado em consulta prévia e aprovado por unanimidade na agência. A ANP indica que as flexibilizações podem ampliar a competição no mercado e propõe novas exigências de segurança e controle para evitar impactos negativos. Entenda as propostas.Para relembrar a discussão:GLP entra no radar do MME. Na imagem: Envase de botijões de gás em planta de produção e envase a granel de GLP, em Fortaleza (Foto: Divulgação Grupo Edson Queiroz) Gás para Todos Vale-gás tem apoio do mercado, mas reacende racha por controle do botijãoCom a previsão de atender 46 milhões de pessoas, o Gás do Povo é um dos principais programas sociais do governo do presidente Lula (PT), que concorre à reeleição este ano. O tema ficou mais sensível ainda à luz da alta global nos preços dos combustíveis. Autor/Veículo: Eixos

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