Author name: Junior Albuquerque

Uncategorized

Fim da escala 6×1: entenda os próximos passos de projeto de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, nesta terça-feira, um projeto de lei que prevê o fim da escala 6×1. A proposta que reduz a jornada para 40 horas semanais e sem cortes de salários foi encaminhada com pedido de urgência constitucional, o que, em tese, acelera a tramitação. O projeto é uma alternativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que está sobe análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados sob a relatoria do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA). Ontem à noite, após o envio do projeto alternativo do Planalto, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o cronograma de tramitação da PEC do fim da escala 6×1 “segue inalterado”. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa deve votar hoje um parecer do relator da PEC, Paulo Azi (União Brasil-BA), amanhã. Qual a diferença entre projeto e PEC?O formato escolhido pelo governo difere da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), protocolada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que é da base do governo Lula, com o mesmo objetivo de acabar com a escala com um dia só de folga, mas que propunha uma redução ainda mais significativa da jornada máxima, para 36 horas. O governo optou por enviar um projeto de lei, que pode ser aprovado por maioria simples (metade mais um dos presentes se houver quórum) e dá direito ao presidente vetar trechos aprovados pelo Congresso ao sancionar a nova lei. No entanto, os vetos podem ser derrubados pelo Congresso em sessão conjunta de deputados e senadores, por maioria absoluta (metade mais um do total de cadeiras no Parlamento). Quais são os próximos passos do governo?Os detalhes do projeto apresentado pelo governo ao Legislativo ainda não foram divulgados. Na prática, depois que a proposta estiver disponível para os parlamentares na íntegra, o ritmo da tramitação dependerá diretamente da vontade política do Congresso, mais particularmente de seus líderes, os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Ontem, quando almoçou com Lula e participou de eventos no Planalto, Motta afirmou que, assim como é um “direito do presidente mandar um projeto”, também é um direito da “Casa analisar no momento em que acha que deve analisar”. No almoço, Lula afirmou na oportunidade que enviaria em breve o projeto do governo, e reiterou que o assunto é de importância pessoal para ele por se tratar da defesa de trabalhadores. Pelo rito formal, a Câmara dos Deputados tem até 45 dias para analisar o texto. Se esse prazo não for cumprido, a pauta fica travada para outras votações. Ainda assim, o comando da Casa pode simplesmente não levar o projeto ao plenário, o que paralisa parte das votações, mas não garante que a proposta avance. O mesmo se repete no Senado se a matéria for aprovada pelos deputados e enviada aos senadores. Como funciona a tramitação? O primeiro passo é a chegada formal do texto à Câmara, onde ele passa a tramitar e pode receber sugestões de mudança dos deputados.Nesse momento, é escolhido um relator, responsável por analisar a proposta e apresentar um parecer — que pode recomendar a aprovação, rejeição ou alterações no conteúdo.É nessa fase que o projeto começa a mudar de forma. Embora o governo proponha uma regra geral, o fim da escala 6×1, deputados podem incluir exceções, criar regras ou adaptar o texto para setores específicos da economia. Ou seja, o texto final dificilmente será idêntico ao original.Depois disso, o projeto vai ao plenário da Câmara. Como se trata de um projeto de lei, a aprovação depende de maioria simples, ou seja, mais votos favoráveis do que contrários entre os parlamentares presentes.Se passar, segue para o Senado, que também tem prazo de 45 dias para análise e pode aprovar, rejeitar ou modificar a proposta.Em caso de modificação no Senado, é preciso nova aprovação na Câmara.O texto aprovado é enviado ao presidente da República, que o sanciona com ou sem vetos.O Congresso, em sessão conjunta de deputados e senadores, pode derrubar vetos do presidente.O que caracteriza um projeto de lei?Um ponto central dessa tramitação é o tipo de proposta escolhida pelo governo. Trata-se de um projeto de lei, e não de uma proposta de emenda à Constituição.Isso significa que o texto altera leis já existentes, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sem precisar mudar a Constituição — o que torna o processo mais simples do ponto de vista legislativo. Segundo a publicação no Diário Oficial da União, o projeto encaminhado pelo governo prevê alterações em diferentes normas trabalhistas para tratar da redução da jornada e do descanso semanal remunerado. Entenda a PEC já em tramitaçãoApesar disso, o projeto não está sozinho. O Congresso já discute uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema, que segue tramitando paralelamente.Diferentemente do projeto de lei, a PEC exige mais apoio político — pelo menos 308 votos na Câmara, em dois turnos — o que torna sua aprovação mais difícil.O mesmo é preciso no Senado: três quintos dos senadores.Na prática, isso cria dois caminhos possíveis para a mudança na jornada de trabalho. Nos próximos dias, a definição do relator e o início das negociações devem dar o tom da tramitação. É nesse momento que governo, Congresso, empresários e trabalhadores passam a disputar o conteúdo final da proposta e onde, de fato, se decide o que vai mudar na rotina de milhões de brasileiros. Enquanto entidades sindicais defendem a proposta, representantes do empresariado apontam os custos financeiros da medida, que podem prejudicar negócios e o mercado de trabalho, na visão deles. Autor/Veículo: O Globo

Uncategorized

Raízen (RAIZ4): Credores querem 90% da empresa em troca de dívida; entenda

Os credores e detentores de títulos da Raízen (RAIZ4) fizeram uma proposta de converter 45% da dívida da companhia em troca de 90% de participação na empresa, de acordo com informações da Bloomberg News. O acordo se caracterizaria como um “debt-to-equity swap”, quando ocorre a troca de uma dívida por participação acionária. No caso da proposta, a Raízen receberia um alívio financeiro, mas os credores seriam os principais controladores da empresa, com os acionistas atuais perdendo espaço. Em março, a Raízen entrou em um processo de reestruturação extrajudicial após acumulou uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões. A empresa tem sido prejudicada pelas altas taxas de juros, investimentos que ainda não foram pagos e obstáculos operacionais em suas divisões de açúcar e etanol. Agora, a companhia tenta renegociar dívidas diretamente com os credores, sem entrar na Justiça, como em uma recuperação judicial. O objetivo é evitar um cenário mais grave, como insolvência. Segundo o site, a participação oferecida pela empresa aos credores foi de 70%. Bancos como o Itaú Unibanco e o Bradesco estão ameaçando cortar crédito para outras empresas da Cosan, uma das controladoras da Raízen se não for encontrada uma solução. Os credores também buscam maior poder de decisão na gestão da Raízen. A alta participação negociada demonstra uma insegurança do mercado em relação à companhia. O prazo final para o acordo é o dia 6 de junho. Autor/Veículo: Money Times

Uncategorized

Polícia Federal arquiva notícia-crime da Refit contra diretores da ANP e afasta tese de perseguição

A Polícia Federal (PF) decidiu pelo arquivamento da notícia-crime apresentada pela Refinaria de Petróleo de Manguinhos (Refit) contra os diretores da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Pietro Mendes e Symone Araújo. A empresa, que se encontra em recuperação judicial, acusava os reguladores de abuso de autoridade, má-fé e prevaricação devido a uma fiscalização que resultou na interdição total da unidade. A investigação preliminar da PF, no entanto, concluiu que não houve qualquer ilegalidade ou desvio de finalidade nos atos praticados pelos diretores. Segundo o parecer jurídico, a fiscalização seguiu os ritos legais e foi motivada por inconformidades operacionais relevantes e riscos de segurança na refinaria. A decisão da PF também se baseou em manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU), que atestaram a regularidade administrativa da operação.A Polícia Federal (PF) decidiu pelo arquivamento da notícia-crime apresentada pela Refinaria de Petróleo de Manguinhos (Refit) contra os diretores da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Pietro Mendes e Symone Araújo. A Refit sustentava que a interdição teria sido articulada de forma sigilosa para favorecer a Petrobras, alegando um suposto conflito de interesses pelo fato de Pietro Mendes ter presidido o Conselho de Administração da estatal. Na leitura do mercado, o objetivo do empresário Ricardo Magro é visto como uma estratégia para intimidar os reguladores e tentar impedir que os diretores Pietro Mendes e Symone Araujo participem de decisões futuras envolvendo a refinaria. Contudo, a PF descartou essa tese, afirmando que a operação ocorreu dentro dos limites do poder de polícia regulatória e que as fiscalizações do setor dependem apenas de superintendências técnicas, dispensando comunicação prévia à diretoria colegiada. O parecer da PF reforça essa percepção ao destacar que a denúncia feita pela empresa foi um “fato superveniente criado pela parte”, incapaz de gerar vício ou impedimento na atuação dos agentes públicos. Com a constatação da ausência de materialidade do crime, o caso foi encerrado sem a instauração de inquérito policial. A empresa, que se encontra em recuperação judicial, acusava os reguladores de abuso de autoridade, má-fé e prevaricação devido a uma fiscalização que resultou na interdição total da unidade. A investigação preliminar da PF, no entanto, concluiu que não houve qualquer ilegalidade ou desvio de finalidade nos atos praticados pelos diretores. Segundo o parecer jurídico, a fiscalização seguiu os ritos legais e foi motivada por inconformidades operacionais relevantes e riscos de segurança na refinaria. A decisão da PF também se baseou em manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU), que atestaram a regularidade administrativa da operação. Autor/Veículo: G1

Uncategorized

Comissão aprova uso de recursos de royalties do petróleo para qualificação profissional

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou projeto que destina recursos da exploração de petróleo e gás para a qualificação profissional. A proposta muda a Lei 12.858/13, que já beneficia a saúde e a educação. O texto aprovado é a versão do relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE), para o Projeto de Lei 4530/24, do deputado Max Lemos (PDT-RJ). O relator fez ajustes na redação, mantendo os objetivos da iniciativa original. Confira a íntegra do texto aprovado “A Organização Internacional do Trabalho (OIT), atenta aos impactos das transformações tecnológicas pelas quais o mundo do trabalho passa, destacou que o Brasil deve desenvolver iniciativas de capacitação e treinamento de trabalhadores”, afirmou André Figueiredo no parecer. Principais pontos Conforme o substitutivo, a legislação passará a prever a aplicação de recursos dos royalties obtidos pelo governo com a exploração do pré-sal também para a qualificação profissional, mantidos os repasses para a saúde e a educação. O texto também determina prioridade para programas de formação técnica e tecnológica, ações de capacitação de trabalhadores em situação de vulnerabilidade e parcerias com instituições públicas e privadas de ensino. “A mudança é fundamental para assegurar o preparo da mão de obra diante das transformações tecnológicas e das necessidades do mercado de trabalho”, disse Max Lemos. Próximos passos O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Autor/Veículo: Agência Câmara de Notícias

Uncategorized

Estados Unidos prometem fechar Estreito de Ormuz às 11h desta segunda

Os Estados Unidos anunciaram que iniciarão às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira, 13, um bloqueio direcionado a portos iranianos no Estreito de Ormuz, em meio ao colapso das negociações com o Irã. Trump atribuiu o impasse à recusa da república islâmica em abandonar suas ambições nucleares. Em comunicado, o Comando Central dos EUA informou que o bloqueio será aplicado a embarcações que entrem ou saiam de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo instalações no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. Ainda de acordo com o texto, navios com origem ou destino fora do Irã poderão continuar transitando pelo Estreito de Ormuz. Trump confirmou posteriormente que a operação seria mais limitada do que indicava uma postagem inicial, na qual sugeria o bloqueio total do tráfego no estreito. Antes do anúncio militar dos EUA, a Guarda Revolucionária do Irã havia afirmado ter controle total sobre o tráfego na região e ameaçado reagir a qualquer tentativa de intervenção. Em sua publicação, Trump disse no domingo que seu objetivo era limpar o estreito de minas e reabri-lo para toda a navegação, mas que o Irã não deveria ter permissão para lucrar com o controle da hidrovia. “Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz”, disse Trump. “Qualquer iraniano que atirar contra nós ou contra embarcações pacíficas será EXPLODIDO!” A escalada de tensão teve reflexos diretos no mercado de energia. Os preços do petróleo, que haviam caído na semana anterior após o cessar-fogo temporário, voltaram a subir, com os contratos futuros de WTI e Brent ultrapassando os US$ 100 por barril. Autoridades iranianas reagiram com firmeza. O presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país não cederá a pressões, enquanto o comandante da Marinha, Shahram Irani, classificou as ameaças americanas como infundadas. Após o fracasso das negociações, as mais relevantes entre os dois países desde 1979, o chanceler iraniano Abbas Araghchi acusou os EUA de inviabilizar um acordo que, segundo ele, estava próximo. Trump, por sua vez, disse a jornalistas que não vê problema caso as negociações não sejam retomadas. “Não me importo se eles voltarem ou não. Se não voltarem, tudo bem para mim”, afirmou. O colapso das conversas frustrou expectativas internacionais de um acordo capaz de encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro, que já deixou milhares de mortos e provocou instabilidade na economia global. O Paquistão, que atuava como mediador, declarou que continuará tentando facilitar o diálogo e pediu que ambas as partes respeitem o cessar-fogo de duas semanas firmado recentemente. Especialistas alertam que qualquer bloqueio marítimo pode comprometer esse acordo. /AFP Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

Uncategorized

Produção de etanol no Brasil dispara e ocupa espaço do açúcar, com preço salto no preço do petróleo

A safra de cana-de-açúcar 2026/2027, que começa oficialmente este mês, deve crescer 3,15%, atingindo um total de 677,7 milhões de toneladas. Segundo a consultoria Safras & Mercado, que elaborou a estimativa, esse avanço no campo será acompanhado por uma mudança estratégica nas usinas: a produção de açúcar deve recuar mais de 7%, enquanto a de etanol (cana e milho) deve disparar para cerca de 43 bilhões de litros, ante os atuais 37 bilhões de litros. A consultoria avalia que as usinas aumentarão a produção de etanol por causa da maior demanda prevista para este ano, consequência do aumento do percentual da mistura do produto à gasolina (de 27% para 30%) determinado pelo governo em agosto do ano passado. A expectativa da consultoria é que a mistura suba para 35% no fim do terceiro trimestre deste ano. O governo já iniciou os testes técnicos para ampliar esse percentual. O Brasil, atualmente, é o país que mais adiciona álcool à gasolina no mundo, o que reduz a dependência do combustível importado, explicam os analistas do setor. — O aumento do percentual de etanol à gasolina visou reduzir emissões de poluentes e diminuir a dependência de combustíveis fósseis. A forte possibilidade de a mistura chegar a 35% ainda este ano e o preço mais alto do etanol hidratado em relação ao açúcar levarão as usinas a incrementar a oferta de etanol anidro e hidratado na próxima safra — explica o analista e consultor de açúcar e etanol da Safras & Mercado, Maurício Muruci. Ele lembra que cada ponto percentual a mais na mistura de etanol anidro à gasolina resulta em elevação na demanda de 920 milhões de litros a cada 12 meses. Preço subiu só 1,2% Com a guerra no Oriente Médio, que fez a cotação do barril de petróleo saltar de US$ 70 para picos de até US$ 120 (fechou na sexta-feira a US$ 95,20), o etanol brasileiro é apontado como um “colchão” que ajuda a amortizar a escalada de aumentos. Enquanto nos Estados Unidos o preço da gasolina aumentou cerca de 30%, no Brasil a alta foi de 7,8%, até a última sexta-feira, desde o início do conflito. O mesmo aconteceu com o diesel: os americanos estão pagando quase 40% a mais pelo produto, enquanto no Brasil o aumento foi de 23,2%. Especialistas apontam que a mistura de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel em uma proporção de 15% ajuda a segurar aumentos mais expressivos aqui. — O Brasil está numa situação mais cômoda que outros países para enfrentar o cenário de guerra. A possibilidade de misturar 30% de álcool anidro à gasolina ou abastecer o carro diretamente com etanol hidratado acaba aliviando o preço final dos combustíveis, porque esse biocombustível é mais barato, embora tenha subido de preço também acompanhando a alta da gasolina e do petróleo — explica o consultor José Vicente Caixeta, diretor da cAIxeta Inteligência Logística. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que, nos postos pesquisados em todo o país, o preço médio do etanol estava em R$ 4,62 na última sexta-feira. Trata-se de uma elevação de 1,2% desde o início do conflito no Irã. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço chegou a cair 0,44%, para R$ 4,52 o litro. Mais barato que os combustíveis fósseis, ecologicamente correto, o etanol brasileiro tem servido de exemplo para outros países. Índia, Vietnã, México e Japão estudam aumentar o percentual de etanol à gasolina, replicando o modelo brasileiro. Na semana passada, o governo argentino autorizou a mistura de até 15% de etanol à gasolina numa tentativa de frear aumentos elevados do combustível fóssil. A revista britânica The Economist afirmou, no fim de março, que o Brasil possui uma “arma secreta” contra os choques do petróleo: sua sofisticada indústria de biocombustíveis. Segundo a publicação, poucas nações estavam tão preparadas para uma crise energética quanto o Brasil. Graças a décadas de investimento, disse a revista, o país consolidou a tecnologia flex fuel (veículos cujo motor funciona a gasolina ou etanol), a qual permite que os consumidores migrem para o álcool quando a gasolina encarece. Esse ecossistema ajuda a frear o repasse da alta do petróleo para o consumidor final, ressaltou a Economist. Etanol de milho O programa do álcool, lançado em 1975, evoluiu com sucesso, dizem analistas, e de fato reduziu a dependência do petróleo estrangeiro. Atualmente, a frota de carros flex no Brasil ultrapassa 40 milhões de unidades, representando mais de 80% dos veículos leves que circulam no país. Introduzida em 2003, essa tecnologia tornou o Brasil o maior mercado mundial de veículos flex. Em nenhum outro país milhões de motoristas têm a opção de abastecer o tanque de seu carro com etanol 100% puro (hidratado). Além do etanol de cana-de-açúcar, o Brasil avançou rapidamente em outra frente de produção: o etanol de milho. Tornou-se o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, e essa ascensão meteórica aconteceu em pouco mais de uma década. Com custos de produção até 40% menores que o etanol da cana, o setor deve atingir 10 bilhões de litros já na safra 2025/26. Diferentemente da cana, o milho permite a produção durante todo o ano, sem períodos de entressafra, o que garante estabilidade à oferta. — O fato é que o Brasil não precisa ficar à mercê de uma guerra no Oriente Médio para garantir combustível para sua frota de veículos leves. A produção total de etanol brasileiro, somando milho e cana, já está na casa dos 37 bilhões de litros e caminha para ultrapassar 40 bilhões de litros no próximo ciclo 2026/27. O etanol é a resposta doméstica, renovável e soberana ao que estamos vendo acontecer no Estreito de Ormuz — diz o diretor de Relações Governamentais e Sustentabilidade da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Thiago Skaf. O setor foca tanto no mercado interno quanto na futura demanda global por combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) e navegação, a longo prazo. Skaf lembra que a partir de uma tonelada

Uncategorized

Porto de Santos prioriza desembarque de gasolina para reduzir impacto da guerra

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que vai priorizar o trânsito de navios de combustível, a fim de diminuir o impacto da crise energética causada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. A medida é consequência do parecer da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que indicou risco de desabastecimento no estado de São Paulo. A primeira operação nessas condições foi concluída no último dia 30 de março, quando o navio MH Ibuki recebeu prioridade e desembarcou 17.974 toneladas de gasolina tipo A, o equivalente a 600 caminhões-tanque, no Terminal da Graneis Líquidos da Alamoa (Tegla), em Santos. A embarcação japonesa, que opera sob bandeira panamenha, atua no transporte de combustível da Refinaria de Mataripe (Refmat), através do polo Terminal de Madre de Deus (Temadre). Protocolo As prioridades de atracação ocorrem por norma específica, quando há emergências, como tripulantes acidentados e avarias que exijam reparos imediatos, ou discricionariedade, quando o agente público pode escolher a alternativa mais conveniente ao interesse da sociedade, causa da decisão mais recente. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a mesma lógica foi aplicada recentemente no trânsito de doações para o Rio Grande do Sul, durante o enfrentamento às enchentes de 2024. Hoje, o Ibuki iniciou nova viagem entre Madre de Deus (BA) e Santos, com previsão de chegada no domingo (12/4). Se chegasse hoje (10) teria de aguardar junto a pouco mais de 10 navios que transportam combustíveis e gás e esperam por terminais para descarregarem. Segundo a APS, atualmente todas as vagas destinadas a navios de combustível estão funcionando, e o fluxo do Terminal ocorre normalmente. (Agência Brasil) Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Justiça nega recurso da União e mantém suspensão do imposto de exportação de petróleo

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou um recurso da União e manteve a liminar que suspendeu a cobrança de imposto de exportação de petróleo para algumas companhias, conforme decisão judicial publicada na noite de quinta-feira (9). O governo “falhou em demonstrar o risco de perigo concreto, grave e atual emergente da manutenção da decisão agravada”, escreveu a desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda, acrescentando que não haveria prejuízo em aguardar o julgamento final de mérito do caso. As petroleiras Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec conseguiram esta semana na Justiça suspender os efeitos do imposto. A taxa, com alíquota de 12%, foi determinada por medida provisória pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte de um pacote de medidas que visa atenuar os impactos de uma disparada de preços internacionais de petróleo e de combustíveis para os consumidores brasileiros devido à guerra no Oriente Médio. (Reuters) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Produção de veículos no Brasil dispara em março, diz associação

A indústria brasileira de veículos produziu 264,1 mil unidades em março, salto de 27,6% ante fevereiro e de 35,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionada em parte por forte crescimento nas vendas, segundo dados divulgados pela Anfavea, associação de montadoras, nesta quarta-feira (8). O resultado ficou acima do esperado para o período, afirmou a entidade, citando ainda “boa reação” das exportações. Segundo a Anfavea, o volume produzido no mês passado foi o mais alto desde outubro de 2019. O volume de veículos despachados a compradores no exterior cresceu 21,1% ante fevereiro, ficando praticamente estável na comparação anual, a 40,4 mil unidades, segundo os dados da entidade. No acumulado do trimestre, a produção cresceu 6%, para 634,7 mil veículos, enquanto a exportação reduziu a queda acumulada para 18,5%, a 99,7 mil unidades. “Março foi um mês excepcional, sem feriados, com bom ritmo de produção e vendas. Ficamos entusiasmados, mas devemos aguardar se esse desempenho se repetirá nos próximos meses, para verificar se não foi um momento isolado de aquecimento pós-férias”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, que mantém cautela em função de instabilidade geopolítica global. Os licenciamentos de março somaram 269,5 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, salto de 45,5% na comparação mensal e crescimento de 37,8% na relação anual. No acumulado de janeiro ao final de março os emplacamentos cresceram 13,3% sobre um ano antes, para 625,2 mil unidades. Com isso, o setor encerrou o mês passado com 434,2 mil veículos em estoque, aumento de 10% sobre fevereiro. Do total em estoque, segundo a Anfavea, 257,7 mil são importados, o suficiente para 169 dias de vendas. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

Uncategorized

Conexão Rodovias promove encontro dos principais postos de rodovias do país

Hoje (09) acontece o Conexão Rodovias, um dos principais encontros do setor de combustíveis e transporte rodoviário do país. O evento será realizado no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 e reunirá empresários, gestores, especialistas e representantes de entidades nacionais para discutir o presente e o futuro dos postos de rodovias no Brasil. Com o tema “Posto forte, estrada viva. Brasil em movimento.”, o Conexão Rodovias nasce com o propósito de fortalecer a integração do setor e ampliar o debate sobre os desafios específicos enfrentados pelos postos localizados em rodovias — que operam com dinâmicas diferentes dos postos dos centros urbanos, exigindo maior estrutura, segurança, logística eficiente e atendimento contínuo a um público em trânsito. O encontro possui representação dentro da Fecombustíveis, consolidando-se como um movimento estratégico de articulação nacional. A proposta é reunir lideranças para discutir soluções práticas, trocar experiências e impulsionar o desenvolvimento do segmento, considerado essencial para a logística e o crescimento econômico do país. A programação contempla painéis e apresentações com especialistas de referência, abordando temas como infraestrutura, eficiência operacional, mercado de combustíveis, biodiesel e inovação no setor. Um dos destaques internacionais é a participação de Max McBrayer, CEO da NATSO (Associação Americana de Postos de Rodovia), que traz ao Brasil uma visão global do segmento. Para Eugenio Foganholo, consultor e curador estratégico do evento, o Conexão Rodovias representa um avanço importante na organização e no fortalecimento do setor: “Os postos de rodovia deixaram de ser apenas pontos de abastecimento. Hoje, eles são hubs de serviços, conveniência e logística. Mas ainda carregam desafios estruturais que precisam ser discutidos em profundidade. O Conexão Rodovias nasce para colocar essas pautas no centro da agenda, conectando o Brasil ao que há de mais avançado no mundo e construindo soluções reais para quem vive a estrada todos os dias.” Além do conteúdo técnico, o evento abre espaço para networking estratégico, promovendo conexões entre empresas, instituições e lideranças, com potencial de geração de novos negócios e parcerias. A expectativa é reunir um público qualificado de todo o Brasil, consolidando o Conexão Rodovias como um ambiente de construção coletiva, alinhamento de estratégias e fortalecimento de um setor essencial para o país. ServiçoData: 9 de abril de 2026Local: Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 – Brasília/DF Autor/Veículo: Assessoria de Comunicação da Fecobustíveis e Conexão Rodovias

plugins premium WordPress
Rolar para cima