Author name: Junior Albuquerque

Uncategorized

Petróleo cai com aumento da oferta e expectativa por decisão da Opep+

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira, 26, refletindo os temores de uma oferta excessiva da commodity frente ao aumento de embarques da Venezuela e sob expectativas para a próxima reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). Investidores monitoram ainda o impacto da forte tempestade de inverno nos Estados Unidos sobre a produção de petróleo e tensões geopolíticas. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março fechou em queda de 0,72% (US$ 0,44), a US$ 60,63 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 0,46% (US$ 0,30), a US$ 64,77 o barril. Segundo a Bloomberg, delegados da Opep+ afirmaram que o cartel deve seguir os planos de manter a produção de petróleo estável em março, enquanto o grupo lida com um excedente global e uma onda de riscos geopolíticos. Ainda conforme o veículo, a Chevron aumentou sua frota para transportar petróleo venezuelano aos EUA, enquanto o Casaquistão retomou operações no oleoduto do Cáspio – responsável por 90% da produção do país, um dos maiores fornecedores globais da commodity. Os temores sobre a oferta pressionaram o petróleo e se sobrepuseram a notícias de danos provocados pela tempestade de inverno nos EUA, cuja onda de frio ameaça a produção doméstica de energia. Para o Price Futures Group, o mercado segue em estado de alerta, reagindo a cada nova atualização sobre a tempestade. Também pesando sobre os preços, aumentou no fim de semana a preocupação de investidores com possível novo shutdown nos EUA e eventuais repercussões na economia, após democratas demonstrarem resistência em aprovar o orçamento. Limitando as perdas, a Ucrânia lançou novo ataque contra uma refinaria de petróleo da Rússia, apesar do andamento das negociações para um acordo de paz. A próxima reunião está marcada para domingo, em Abu Dhabi. Ainda no radar geopolítico, um porta-aviões dos EUA chegou ao Oriente Médio e, segundo o Washington Post, amplia as opções do governo Trump para um possível ataque ao Irã. Incertezas sobre a Groenlândia levaram a União Europeia a adiar votação do acordo comercial com os EUA, enquanto Trump ameaçou aplicar novas tarifas de 100% sobre o Canadá por fechar parceria com a China. Na visão do SEB, essas tensões devem dar algum suporte aos preços do petróleo no curto prazo. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

Uncategorized

Petrobras amplia eficiência no refino e expande combustíveis mais limpos

A Petrobras registrou avanços relevantes na eficiência operacional de seu parque de refino, com efeitos diretos sobre a oferta de combustíveis, a redução da dependência de importações e o fortalecimento da transição energética no país. Entre 2023 e 2025, as refinarias da companhia operaram com um Fator de Utilização Total (FUT) médio de 92%, acima dos 88% observados em 2022, evidenciando ganhos consistentes de produtividade e modernização industrial. Esse desempenho sustentou um aumento de 3% na produção média de derivados no período e permitiu ampliar em mais de 20% a capacidade de produção de diesel S-10, combustível com menor teor de enxofre. O acréscimo foi de 138 mil barris por dia, resultado de projetos implantados nas refinarias Reduc, Replan, Revap e Rnest, que elevaram a eficiência dos ativos e ampliaram a flexibilidade operacional do sistema. O diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França, destacou que os resultados são fruto de investimentos contínuos em engenharia, modernização e segurança. “Os projetos implementados nos últimos anos aumentaram de forma consistente a capacidade e a flexibilidade operacional do nosso parque de refino. As ampliações em unidades de nossas refinarias são resultado de ganhos de eficiência, modernização de processos e engenharia aplicada, sempre com foco em segurança e confiabilidade operacional”, afirmou. Os ganhos de eficiência também se refletiram em recordes sucessivos de produção. Entre 2023 e 2025, a produção média de diesel cresceu 3,1%, enquanto a de gasolina avançou 9,3%, alcançando médias históricas de 452 mil barris por dia de diesel S-10 e 419 mil barris por dia de gasolina. Diversas refinarias do sistema atingiram volumes inéditos, impulsionadas por projetos que acrescentaram cerca de 48 mil barris diários à capacidade de processamento de petróleo, com destaque para a Rnest e a RPBC. Para 2026, estão previstas novas ampliações nas refinarias Replan e Revap, que devem adicionar mais 44 mil barris por dia à capacidade instalada. Também avança o projeto do Trem 2 da Rnest, que permitirá elevar o processamento em até 130 mil barris diários, reforçando a autossuficiência do país em derivados e a estabilidade do abastecimento. Outro eixo estratégico é o biorefino. As refinarias da Petrobras já estão adaptadas para a produção do diesel R, com capacidade aproximada de 74 mil metros cúbicos por mês. O diesel R5 já é comercializado e utilizado por empresas de transporte coletivo em Araucária, no Paraná. Testes também foram realizados com o diesel R10, empregado no abastecimento de ônibus e geradores durante a COP30, realizada no Brasil em 2025. No segmento de aviação, as unidades de refino foram adequadas para o coprocessamento do SAF, combustível sustentável de aviação. A partir de 2027, companhias aéreas que operam no Brasil poderão utilizar esse derivado, em conformidade com a Lei do Combustível do Futuro e com a fase mandatória do Corsia, programa da Organização da Aviação Civil Internacional voltado à redução e compensação das emissões de CO₂ em voos internacionais. A companhia conduz ainda o processo licitatório para a implantação da primeira planta dedicada à produção de combustíveis 100% renováveis na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão, com capacidade de 15 mil barris por dia. Até o fim do primeiro trimestre deste ano, a Petrobras passará a operar, de forma inédita, a Refinaria Riograndense como a primeira do país com 100% de carga renovável. Em 2026, também terão início as obras de uma planta dedicada à produção de renováveis nessa mesma unidade, com capacidade equivalente. No mercado de gás natural, a empresa ampliou a oferta ao aumentar em cerca de 21 milhões de metros cúbicos por dia a capacidade de processamento, a partir da entrada em operação das novas infraestruturas da Rota 3 e da Unidade de Tratamento do Complexo Energias Boaventura. A expansão fortalece o atendimento ao mercado industrial e ao parque termelétrico. Na geração renovável, a Petrobras já opera a primeira usina fotovoltaica integrada ao refino, instalada na Regap, com capacidade de 10 megawatts. Até o fim do ano, novas usinas entrarão em operação na Rnest e na Replan, elevando a capacidade total para 42 megawatts e contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Com esse conjunto de resultados, a Petrobras consolida uma estratégia voltada à eficiência de seus ativos, à segurança energética nacional e ao avanço da transição para uma matriz energética mais diversificada, limpa e sustentável. Autor/Veículo: Brasil 247

Uncategorized

Petróleo fecha em alta, com falas de Trump sobre Groenlândia e AIE projetando maior demanda – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (21) após o presidente dos EUA, Donald Trump, negar intenção de usar força para controlar a Groenlândia, mas manter tensão comercial elevada frente a pressão provocada por tarifas. Ainda, a Agência Internacional de Energia (AIE) aumentou sua previsão para o crescimento da demanda global de petróleo. O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 0,43% (US$ 0,26), a US$ 60,62 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 0,49% (US$ 0,32), a US$ 65,24 o barril. Os mercados financeiros se estabilizaram após um discurso relativamente conciliador de Trump em Davos. “Embora seja difícil prever como irá evoluir a disputa, um tanto quixotesca, sobre a soberania e a defesa militar da Groenlândia, as declarações de Trump podem ser interpretadas como um passo rumo à redução de tensões”, avalia a Capital Economics. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que é “positivo” que Trump tenha descartado o uso da força militar na Groenlândia. Por outro lado, ele ponderou que as ambições do americano com relação ao território no Ártico se mantém intactas e que as falas sobre a ausência de uma incursão armada não resolvem a situação. A AIE aumentou sua projeção de demanda com melhora na perspectiva econômica e a preços mais baixos do petróleo bruto, mas alertou que a oferta ainda deve superar o consumo. A organização espera que a demanda cresça 930 mil barris por dia este ano, em comparação com 860 mil barris por dia anteriormente Enquanto isso, os preços do gás natural liquefeito (GNL) dos EUA dispararam, registrando altas significativas pelo terceiro pregão consecutivo. O movimento segue em linha com o gás europeu, que registrou uma alta menor, em meio aos temores de um inverno rigoroso no Hemisfério Norte, segundo as previsões meteorológicas. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: Folha de Pernambuco

Uncategorized

União Europeia, pela primeira vez, produz mais energia limpa do que fóssil

Enquanto Donald Trump ameaça a Groenlândia e vende o petróleo venezuelano como operações de garantia da segurança energética dos EUA, a Europa caminha em sentido contrário. Em 2025, pela primeira vez, a União Europeia gerou mais energia eólica e solar do que a proveniente de fontes fósseis. “European Electricity Review”, relatório abrangente da Ember, think tank especializado no setor, mostra que as fontes limpas mais populares do planeta responderam por 30% da geração no ano passado, contra 29% da obtida a partir de carvão, gás e outros combustíveis fósseis As emissões de dióxido de carbono provocadas pela queima desse combustíveis, mostra a ciência, são determinantes para o aquecimento global e a mudança climática. Dez anos após a assinatura do Acordo de Paris, tais emissões caminham para um patamar recorde. “É um marco histórico, mostra como a UE está se movendo rapidamente em direção a um sistema energético baseado em fontes renováveis”, afirmou Beatrice Petrovich, autora principal do estudo. “E à medida que a dependência dos combustíveis fósseis alimenta a instabilidade global, o prêmio de fazer uma transição para a energia limpa está cada vez mais evidente.” O crescimento da fatia dos renováveis na matriz energética da UE foi marcado em 2025 pela ascensão da energia solar, com um salto de 20,1% —é o quarto ano consecutivo que a fonte supera a marca de 20%. A geração obtida a partir de placas fotovoltaicas bateu recorde, chegando a 13% do total do ano, mais do que o obtido com carvão e hidrelétricas. Hungria, Chipre, Grécia, Espanha e Holanda foram os campeões da geração solar, com mais um quinto das produções nacionais provenientes da fonte renovável. Diferentemente do Brasil, que conta com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, a Europa ainda tem uma dependência grande dos combustíveis fósseis para geração de eletricidade. Em 2025, 48% da geração da UE veio de fontes renováveis. Em 14 dos 27 países-membros da UE a geração eólica e solar já é superior à obtida com combustíveis fósseis, em uma mudança que a Ember já classifica como estrutural. Os números poderiam ser ainda melhores, não fossem as condições climáticas adversas de 2025, o terceiro ano mais quente já registrado pelos serviços de meteorologia. Da mesma forma que beneficiou a captação solar, as altas temperaturas e os períodos de seca verificados na Europa prejudicaram a produção de torres eólicas (-2%) e usinas hidrelétricas (-12%). Essas perdas foram compensadas com uma maior produção de energia derivada do gás natural, que teve um aumento de 8% no ano e custo estimado de € 32 bilhões (RS 194,3 bilhões). É a maior conta de importação do bloco desde 2022, quando a invasão da Ucrânia provocou uma crise no setor e fez o continente iniciar o desembarque do gás russo. No mês passado, a UE anunciou que prescindirá totalmente do produto em 2027. A diversificação da matriz energética provocada por questões geopolíticas desempenhou papel importante no impulso que se observa agora das fontes renováveis. “O gás não só torna a UE mais vulnerável à chantagem energética, como também é mais caro”, diz Petrovich, que aposta na maior utilização de baterias para reduzir os custos com a fonte fóssil, ainda o principal recurso durante as noites. “Já estamos vendo alguns sinais iniciais. À medida que a tendência se acelerar, os preços da energia devem se estabilizar.” Em 2025, a maior parte da conta foi bancada por Itália e Alemanha. No país do primeiro-ministro Friedrich Merz, em estagnação econômica nos últimos três anos, o preço volátil da energia tomou conta do debate eleitoral, junto com assuntos normalmente mais polêmicos, como imigração e segurança nacional. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Expansão na oferta de etanol de milho pode afetar mercado global de açúcar

O avanço da produção de etanol de milho no Brasil cria um excedente de oferta que pressiona os preços do combustível e pode afetar as cotações do açúcar já a partir da próxima safra. A conclusão faz parte de um estudo do Rabobank. “Há uma mudança estrutural no mercado. Com os projetos de etanol de milho já previstos, haverá um aumento na oferta que pode gerar desequilíbrio no mercado, podendo gerar impacto no mercado de açúcar, no momento em que os preços já estão baixos”, diz Andy Duff, analista de açúcar, cana e etanol do Rabobank. A produção brasileira de etanol de milho na safra 2025/26, que se encerra em março, deve crescer 16%, para 9,5 bilhões de litros. A análise da RaboResearch sugere que, até o fim de 2028, a capacidade de produção de etanol de milho e cereais como sorgo e trigo subirá para 16 bilhões de litros. No início da década de 2030, a capacidade poderá ultrapassar 20 bilhões de litros por ano. Com o aumento da produção de etanol, a preocupação é que o desconto do etanol hidratado em relação à gasolina aumente nos postos de gasolina, com impacto nas receitas do etanol de cana-de-açúcar e de milho. Tanta capacidade nova programada para chegar ao mercado cria um alerta para a indústria sucroalcooleira no Brasil e em outros países. A Organização Internacional do Açúcar estima um superávit de 1,525 milhão de toneladas de açúcar na safra 2025/26, revertendo o déficit de 2,915 milhões de toneladas na safra anterior. “O mercado está numa transição de déficit para superávit, com reação nos preços e a oferta do etanol no Brasil é um agravante a mais neste ciclo, dado que o país é o maior exportador de açúcar e as decisões no país têm impacto no mercado global de açúcar”, afirma Duff. O excesso de oferta de etanol poderia pressionar mais os preços, levando as usinas sucroalcooleiras a aumentar a produção de açúcar, havendo então pressão nas duas commodities. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. Demanda Do lado da demanda, o consumo adicional do etanol poderia vir do aumento da mistura obrigatória do etanol na gasolina, de um aumento do consumo do etanol resultante da reforma tributária sobre combustíveis ou do uso crescente de combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo. Mas boa parte dessas soluções são de longo prazo e não resolvem o cenário de desequilíbrio previsto para o curto e médio prazos, observa Duff. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. A RaboResearch projeta um crescimento anual do consumo de combustíveis de veículos leves em geral (ciclo Otto) de 2% em um cenário base. Mas, com o aumento da capacidade de produção do etanol até 2028, esse consumo teria que crescer 4% ao ano para que não haja impacto nos preços do álcool hidratado. Caso contrário, a relação entre o preço do etanol hidratado e o da gasolina tende a baixar da média de 68% nos últimos dez anos para 63% — o que torna o etanol mais interessante em relação à gasolina para o consumidor, mas menos lucrativo para as usinas. Otimizar produção de açúcar O setor canavieiro, que ainda produz cerca de dois terços de todo o etanol produzido no Brasil, não pode deixar de ver com preocupação a expansão do setor de etanol de milho. Nos últimos anos, o setor de etanol de cana tem se concentrado em maximizar a produção de açúcar, já que os preços de mercado vinham sendo atrativos. Portanto, o processamento de cana para etanol diminuiu, criando espaço no mercado para o crescimento do etanol de milho sem precipitar um desequilíbrio entre oferta e demanda. Para 2026, a resposta tradicional da indústria canavieira ao baixo preço associado ao excedente de açúcar no mercado – produzir mais etanol e menos açúcar – pode criar um excesso de etanol no mercado interno. As perspectivas desfavoráveis para o preço do etanol podem, portanto, resultar em uma menor migração dos produtores brasileiros para longe do açúcar, mesmo com os preços mundiais do açúcar bruto lutando para atingir US$ 0,15 por libra-peso. Após 2026, o cenário pode se manter, se o aumento da oferta de etanol não for acompanhado de um aumento no consumo. A pressão do excedente de etanol no mercado brasileiro pode levar o maior exportador mundial de açúcar a pressionar os preços globais do açúcar por meio de uma produção maior. Autor/Veículo: Globo Rural

Uncategorized

FPBio reage à ofensiva do mercado pelo fim da proibição de importação do biodiesel

A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) reagiu à pressão que o mercado de combustíveis vem exercendo pela abertura do mercado de biodiesel com o fim da proibição de importações. Em nota assinada pelo presidente, deputado Alceu Moreira (MDB/RS), a frente argumenta que a concorrência com o biodiesel importado pode desregular o mercado, desestimular investimentos, comprometer a previsibilidade do setor e criar condições desiguais de competitividade para a indústria nacional. O tema foi objeto de uma consulta pública, concluída em 12 de janeiro, que prevê que todo o biodiesel comercializado para cumprir com o mandato de 15% no diesel seja oriundo de unidades produtoras autorizadas pela ANP. A discussão se refere a 20% da demanda, já que 80% do total precisa ter origem de produtores que detém o Selo Biocombustível Social. Segundo a FPBio, a capacidade instalada do setor opera com ociosidade próxima a 50%, “o que evidencia que não há risco de desabastecimento que justifique a abertura do mercado ao produto importado”. No outro polo, entidades empresariais do setor de combustíveis defendem a abertura para o mercado externo. Em nota de posicionamento conjunta, o IBP, Abicom, Brasilcom, Semove, SindTRR e Fecombustíveis defendem que ao menos 20% do volume possa ser atendido por importação, preservando 80% do mercado aos produtores detentores do Selo Biocombustível Social. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas em 2026, caso a mistura de 15% seja mantida durante todo o ano. Na hipótese do aumento da mistura para 16% a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. Entre os principais pontos apontados pela Frente Parlamentar do Biodiesel contra a abertura estão: Já os principais pontos apontados pelo mercado a favor da abertura são: Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Nova regra que aumenta segurança do Pix entra em vigor em fevereiro; entenda

O próximo mês chega com mudanças no Pix. A partir de 2 de fevereiro, todas as instituições financeiras que oferecem o sistema de pagamento instantâneo terão que disponibilizar uma nova funcionalidade no Mecanismo Especial de Devolução (MED), solução criada pelo Banco Central (BC) que permite a devolução de recursos para vítimas de fraudes, golpes ou coerção. Cleórbete Santos, doutor em Computação e professor do Campus de Alphaville do Mackenzie, explica que, antes, a devolução do dinheiro para a vítima nesses casos era feita apenas a partir da conta originalmente usada no golpe. “Se o golpista transferisse o valor rapidamente para uma segunda ou terceira conta, o que é muito comum, o mecanismo não conseguia mais alcançar o dinheiro”, afirma. Com a nova versão, o MED identificará possíveis contas para as quais o dinheiro pode ter sido enviado, compartilhará a informação com todas as instituições financeiras envolvidas nas transações e permitirá a devolução em até 11 dias após a contestação. “O rastreamento ficou mais aprimorado. O BC agora permite que o sistema siga o rastro do dinheiro por várias camadas de transações”, diz Santos. “A título de exemplo: se o golpista enviar R$ 1 mil para a conta A e essa conta enviar R$ 500 para a conta B, o sistema agora consegue bloquear os valores nas duas contas envolvidas no golpe”, afirma. Segundo o professor, isso será possível graças ao grafo de rastreamento, tecnologia central por trás da nova versão do MED. “Ele é uma representação matemática e computacional que mapeia o caminho do dinheiro de forma automática, conectando a conta de origem a todas as contas que receberam o valor posteriormente, em uma profundidade de até 5 camadas – ou 5 contas bancárias envolvidas”, acrescenta. Antes, esse trabalho era feito manualmente e parava na primeira conta. A funcionalidade está disponível para uso facultativo desde 23 de novembro de 2025, mas será obrigatória a partir de 2 de fevereiro. Desde outubro do ano passado, todos os participantes do Pix são obrigados a disponibilizar aos clientes em seus aplicativos uma funcionalidade para que uma transação possa ser facilmente contestada, sem a necessidade de interação humana. Santos afirma que acionar o MED não garante a devolução do dinheiro, já que é preciso ter saldo disponível nas contas por onde o valor passou. “Por isso, a rapidez do usuário em registrar a denúncia logo após o golpe continua sendo o fator mais importante para o sucesso da recuperação”, alerta. Como se proteger de golpes e fraudes?O professor Cleórbete Santos explica que os golpistas usam a urgência e o apelo emocional para conseguir convencer as vítimas a transferirem o dinheiro. “Por isso, ao receber, por exemplo, mensagens de parentes e amigos solicitando transferências urgentes, o usuário deve, antes de transferir, fazer uma ligação por vídeo para confirmar”, comenta. Além disso, a pessoa deve ficar atenta a comportamentos estranhos. Os bancos não costumam ligar para os clientes solicitando dados pessoais ou transferências “teste” e nem pedem códigos de validação via aplicativos de mensagem ou via SMS. Caso isso aconteça, o usuário deve desligar e informar a tentativa de golpe para o banco oficial. As mudanças surgem como uma medida a mais de segurança, mas o cuidado diário é necessário para não cair em golpes e fraudes. Algumas medidas preventivas também podem ser tomadas, veja a seguir. Ajustar o limite de transferências nos aplicativos bancários, tanto para o período diurno quanto noturno;Habilitar dois ou mais fatores de autenticação em todos os aplicativos, incluindo os de trocas de mensagens, para dificultar o acesso indevido por parte de fraudadores;Cadastrar chaves Pix que utilizam CPF e número de celular em alguma instituição bancária, mesmo que não as utilize, para não deixá-las disponíveis para o uso dos golpistas;Antes de fazer a transferência, deve ser feita dupla checagem (double check) quanto ao valor e ao destinatário da transferência (principalmente enviados pela internet). Muitos golpes modificam valores e redirecionam as transações para contas de fraudadores;Conscientizar-se sobre os golpes atuais e disseminar essas informações para amigos e parentes, para evitar prejuízos. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

Uncategorized

Com incentivos, bioGLP pode pegar carona no diesel verde

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou na segunda (19/1) um fact sheet indicando o potencial para a produção de bioGLP no Brasil a partir de rotas já associadas ao diesel verde (HVO) e aos combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). O documento (veja a íntegra, .pdf) também sugere a inclusão de projetos ligados ao bioGLP, ou gás liquefeito renovável (GLR), no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) como forma de acelerar investimentos e viabilizar a expansão dessa cadeia no país. O Reidi reduz a carga tributária sobre aportes de capital de projetos estratégicos, mas sua ampliação depende de enquadramento pelo governo federal e de espaço orçamentário. O GLR é um combustível sintético gasoso de baixo carbono, idêntico ao gás liquefeito de petróleo (GLP) fóssil, na estrutura química, no uso e na performance. Quando produzido a partir de insumos oriundos da biomassa, o combustível passa a ser denominado bioGLP, mantendo total compatibilidade com a infraestrutura e os equipamentos já existentes, mas com alto potencial de redução das emissões de carbono. No texto, a EPE explica que a principal diferença em relação ao GLP fóssil está na origem renovável da cadeia produtiva, o que possibilita ganhos ambientais relevantes. Segundo o documento, essa característica “possibilita a redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes da combustão do seu equivalente fóssil”. Políticas públicasO material também aponta a versatilidade de aplicações, a abundância de biomassa no Brasil e a existência de políticas públicas de descarbonização como fatores favoráveis ao desenvolvimento do mercado.Entre as oportunidades mapeadas, a nota destaca o uso do bioGLP em cocção, ressaltando que se trata de um combustível drop-in, que “não necessita de adaptações nos fogões a GLP”. A EPE avalia no entanto que, apesar do potencial técnico, a expansão do bioGLP depende de ações como a criação de incentivos e chamadas de fomento para o desenvolvimento da cadeia de gases liquefeitos de baixo carbono e, sobretudo, a inclusão de projetos no Reidi. O documento também defende “estabelecer marco regulatório de produção, misturas e comercialização” e investir no “desenvolvimento de novas rotas e/ou melhorias das existentes para redução de custos de produção visando aumentar a competitividade”. Rota HefaO fact sheet destaca que a principal rota tecnológica para a produção de bioGLP é o hidrotratamento de óleos vegetais, ésteres e ácidos graxos, conhecida como rota Hefa, processo associado à produção de diesel verde e de SAF. “A principal rota de produção de BioGLP é o hidrotratamento de óleos vegetais, ésteres e ácidos graxos (Hefa) para produção de diesel verde e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF)”, aponta o documento. Nessa rota, o bioGLP surge como coproduto, ampliando o aproveitamento energético da biomassa. O documento ressalta ainda que o GLR pode ser obtido como coproduto não apenas do diesel verde e do SAF, mas também do biocarvão. Autor/Veículo: Eixos

Uncategorized

Petrobras vai verticalizar operação de abastecimento de navios

Os contratos assinados pela Petrobras e Transpetro nesta terça-feira (20/1) para a aquisição 18 barcaças e 18 empurradores vão viabilizar a verticalização da operação de bunkering — o fornecimento de combustível para embarcações. Com as novas unidades, a subsidiária vai estrear no transporte interior de combustíveis. Ao todo, Petrobras e Transpetro assinaram contratos no valor de R$ 2,8 bilhões, em evento com o presidente Lula, em Rio Grande (RS). Dois estaleiros nacionais saíram vencedores das concorrências, totalizando R$ 620,6 milhões. O Bertolini Construção Naval da Amazônia, de Manaus (AM), será responsável pela construção das 18 barcaças. E o Indústria Naval Catarinense, em Navegantes (SC), construirá os 18 empurradores. As entregas começam, respectivamente, em três meses e dez meses após o início das obras. Serão dez barcaças de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e outros oito, de duas mil toneladas. Com a isso, a Transpetro terá uma frota própria para navegação fluvial, hoje terceirizada. O investimento “consolida a companhia como uma das principais operadoras de transporte de derivados de petróleo e de biocombustíveis no modal fluvial”, diz a Petrobras. A frota vai atuar no abastecimento de navios em polos estratégicos como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). No mesmo evento, em Rio Grande (RS), Petrobras assinou os contratos para construção de cinco gaseiros para transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) e derivados, com o estaleiro de mesmo nome na cidade gaúcha, do grupo Ecovix. Serão investidos R$ 2,2 bilhões para a construção de três gaseiros com capacidade de 7 mil m³ e dois, com 14 mil m³. Com isso, a frota próprio do tipo vai subir de seis para 14, triplicando a capacidade de transporte do gás de cozinha. “As encomendas consideram o aumento da produção de gás natural no país e atendem às necessidades da Petrobras, tanto na costa brasileira quanto na navegação fluvial, como já ocorre na Região Norte e na Lagoa dos Patos (RS)”. Em fevereiro de 2025, a Transpetro contratou o consórcio formado pelos estaleiros Ecovix, de Rio Grande (RS), e Mac Laren, de Niterói (RJ), para a aquisição de quatro navios da classe Handy, com valor de US$ 69,5 milhões por embarcação. Fortalecimento da Transpetro“Sem a política de conteúdo local, os recursos do Fundo da Marinha Mercante e os mecanismos como a de depreciação acelerada, não seria possível estarmos aqui assinando esses contratos”, disse o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci. O evento em Rio Grande contou com a presença de Lula, do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e autoridades locais, como o governador Eduardo Leite (PSD), opositor do governo. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), cumpre agenda oficial na China até domingo (25/1), após passagem pela Arábia Saudita. A retomada da construção de navios no Brasil é uma promessa de campanha do presidente Lula. “Nos espanta muito que, mesmo com todo esse potencial, a Petrobras ficou 10 anos sem encomendar um único navio no Brasil”, disse Magda Chambriard. Ela pontuou que, em investidas recentes da companhia, há encomendas em estaleiros no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e, em breve, na Bahia e no Amazonas. Depois da Foz, PelotasEm seu discurso, Lula afirmou que a Petrobras, cada vez mais, está se tornando uma empresa de energia — e não apenas petroleira. Defensor da exploração e óleo e gás na Bacia da Foz do Amazonas, litoral do Amapá, o presidente manifestou desejo de que a companhia produza na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul. “Estejam certos de uma coisa: eu ainda vou voltar nessa cidade. Eu estou torcendo para que a Petrobras encontre petróleo em Pelotas”, enfatizou. Lula também citou a ampliação de programas sociais no seu terceiro mandato, como a isenção da tarifa de energia para famílias de baixa renda que consomem até 80 KW/h no mês e a distribuição de botijões, uma atualização do programa auxílio gás que ampliou o número de beneficiados e substituiu o pagamento em dinheiro pelo direito de retirada do botijão em revendas credenciadas. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD/RS), afirmou que “há um profundo desequilíbrio federativo que precisa ser corrigido”. Ele citou que a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) oferece 75% de redução de imposto de renda para investimentos nas áreas onde atua. “No Sul, nós não temos isso, é uma distorção histórica que em outros momentos fez com que montadoras saíssem do estado e fossem para outras regiões por conta de incentivos federais que desequilibra esse jogo. Aqui nós não temos Fundo Constitucional, como é dirigido para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Não temos nenhum abatimento de IPI para veículos, como também é conferido nessas regiões”, reclamou. Leite pediu a Lula que providencie ferramentas de incentivo para regiões do estado que têm indicadores socioeconômicos comparáveis a regiões com menor desenvolvimento do país e citou que 10% da receita do estado vai para o pagamento de dívidas com a União, apesar do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Autor/Veículo: Eixos

plugins premium WordPress
Rolar para cima