Author name: Junior Albuquerque

Uncategorized

Petrobras descobre 1,7 barril para cada um produzido e expande reservas em 6%

A Petrobras ampliou em 6% suas reservas de petróleo e gás em 2025, atingindo a marca de 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente. O aumento, de 1,7 bilhão de barris em relação ao ano anterior, mais do que compensou a produção de um bilhão de barris no ano. Isso significa que, para cada barril produzido, a Petrobras descobriu novos 1,7 barril de petróleo e gás. A adição de novas reservas ocorreu principalmente em campos gigantes já em produção no pré-sal, como Tupi, Itapu e Mero. Mas também há reflexos do avanço de projetos na bacia de Sergipe-Alagoas, que foram descobertos nos anos 2010 mas até hoje não iniciaram operações. Em nota, a estatal afirmou que a adição significativa de novas reservas é reflexo do foco na geração de valor para a sociedade e acionistas, e da busca por “garantir a segurança energética necessária para o desenvolvimento sustentável do país e para uma transição energética justa”. A companhia defendeu, porém, que “é essencial seguir investindo na maximização do fator de recuperação dos ativos já descobertos, na exploração de novas fronteiras e diversificação do portfólio exploratório no Brasil e no exterior para repor as reservas de petróleo e gás”. A estatal e área energética do governo venceram em 2025 uma disputa com técnicos do Ibama (Instituto do Meio Mabiente e Recursos Naturais Renováveis) pela autorização do primeiro poço exploratório em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas. Como argumento principal, alegaram que a produção do pré-sal tende a entrar em declínio a partir da próxima década, o que poderia levar o Brasil novamente à condição de importador de petróleo. Hoje, o país exporta mais de metade da sua produção. O argumento é questionado por organizações ambientalistas, que na manhã desta quarta-feira (28) entregaram documento ao governo propondo cronograma para o fim dos leilões de petróleo no país e a criação de zonas de exclusão para a atividade. “Temos visto a Petrobras descobrir novas reservas todos os anos. Então, o pré-sal não está em declínio, ele vai crescer”, disse em entrevista Nicole Oliveira, diretora do Instituto Arayara. Para as organizações, a Petrobras deveria deixar de perseguir a maximização da produção e passe a operar sob o princípio da produção mínima necessária, utilizando campos já existentes para atender à demanda doméstica. Na nota divulgada nesta quarta, a Petrobras diz que, ao fim de 2025, a relação entre reservas provadas e produção estava em 12,5 anos. Isto é, mantendo o ritmo de produção atual e sem nenhuma nova descoberta, o país tem petróleo até 2038. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou em dezembro a elaboração de diretrizes para um mapa do caminho para o fim do consumo de combustíveis fósseis no país. O trablaho deve ser concluído até o início de fevereiro. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Entraves comprometem competividade do etanol frente a gasolina; saiba mais – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

Estudo do Esalq-Log revela que a cadeia logística do etanol combustível no Brasil tem evoluído com a diversificação de modais e aumento da eficiência operacional. No entanto, entraves tributários e estruturais ainda comprometem a competitividade do biocombustível frente à gasolina. A pesquisa faz parte da Série Logística do Agronegócio – Oportunidades e Desafios (Volume 9) e analisou detalhadamente as etapas de transporte e armazenagem do etanol no país. O levantamento mostra que, embora o transporte rodoviário continue predominando, sua participação caiu de 82% em 2019 para 71% em 2024. Clique aqui para acesar o estudo na íntegra. Em contrapartida, houve aumento no uso de dutovias (de 8% para 14%) e ferrovias (de 6% para 10%), refletindo avanços na intermodalidade e na busca por eficiência logística e energética.Desafios da integração logística entre regiões produtoras e consumidoras Ao Portal do Agronegócio, Thiago Guilherme Pêra, pesquisador da Esalq e membro do Conselho Científico Agro Sustentável, destaca que a logística do etanol é uma das mais complexas do agronegócio brasileiro. “O etanol conecta polos produtores concentrados no Centro-Sul e Centro-Oeste a mercados consumidores distantes. Por isso, a intermodalidade é essencial para ganhos de eficiência”, afirma Pêra. O estudo destaca que, apesar dos ganhos operacionais e ambientais da matriz logística mais diversificada, o sistema ainda depende de altos investimentos em infraestrutura e de melhor coordenação entre usinas, comercializadoras e distribuidoras.Tributação sobre transporte e armazenagem eleva custos Um dos principais entraves apontados pelo relatório é o impacto do regime monofásico do PIS e Cofins sobre os serviços de frete e armazenagem. Embora o modelo simplifique a arrecadação tributária, ele gera acúmulo de créditos fiscais para as comercializadoras de etanol, que não conseguem compensar ou ressarcir esses valores. O problema afeta principalmente as despesas logísticas, criando uma distorção no custo operacional do setor. Impacto da Tributação e Créditos Fiscais De acordo com simulações do estudo, a não recuperação desses créditos pode aumentar o preço do etanol em até R$ 0,10 por litro, dependendo do trajeto e do modal utilizado. “O impacto não está apenas no valor, mas no efeito sistêmico: os modais mais sustentáveis acabam sendo penalizados por uma estrutura tributária que desestimula a intermodalidade”, explica Pêra. Essa distorção contraria, segundo o pesquisador, as metas de descarbonização e mobilidade de baixo carbono defendidas por políticas públicas federais.Competitividade do etanol depende de ajustes fiscais Apesar do avanço logístico e do aumento da eficiência operacional, o Esalq-Log conclui que o setor ainda necessita de reformas tributárias específicas para se manter competitivo no mercado nacional e internacional. Os ajustes no tratamento fiscal são considerados essenciais para garantir previsibilidade, reduzir custos e fortalecer o papel estratégico do etanol na transição energética brasileira, especialmente diante do avanço de combustíveis fósseis e das novas demandas por sustentabilidade. Autor/Veículo: Jornal Cana

Uncategorized

Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27) corte de 7,8% no preço do gás natural vendido às distribuidoras de gás encanado do país. Os novos preços passam a valer no dia 1º de fevereiro, e o repasse ao consumidor final depende dos contratos de concessão de cada estado. O gás natural é importante insumo industrial e é usado também por residências e comércios em estados que têm rede de distribuição do combustível. O uso no transporte, setor em que é conhecido como GNV (gás natural veicular), também é relevante. Os contratos de venda de gás da Petrobras para distribuidras preveem reajustes trimestrais de acordo com a variação dos preços internacionais do petróleo. No início de 2026, alguns contratos passaram a ser indexados pelo preço do gás natural no principal ponto de venda do produto nos Estados Unidos. O novo indexador foi proposto pela estatal ainda em 2021, com o objetivo de oferecer um contrato com maior previsibilidade do que aqueles que variam de acordo com os preços do petróleo. Na época, o preço do gás no Brasil disparava com a recuperação do petróleo após o período mais duro da pandemia. Pouco antes da divulgação dos novos contratos, a Petrobras havia anunciado aumento médio de 39% no preço de venda às distribuidoras para o trimestre entre maio e julho, movimento que teve grande peso também da desvalorização cambial. O percentual foi considerado “inadmissível” pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). “Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil?”, questionou ele na ocasião. Em nota, a Petrobras ressaltou que “o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens”. Em alguns estados, como São Paulo, o repasse é feito na data de aniverário do contrato. No Rio de Janeiro, por outro lado, é imediato. Responsável pela distribuição no estado, a Naturgy informou que as tarifas cairão até 12,5% (valor par apostos de GNV na região metropolitanda da capital). Clientes residenciais terão corte médio de 4,4%, Para o comércio o corte varia entre 4,6% e 5,2% e para a indústria, de 10,2% a 11,6%. “A redução vai beneficiar cerca de um milhão de clientes nos mercados residencial, comercial, industrial e GNV. Hoje, o Rio de Janeiro é líder em GNV no país, com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados”, disse a companhia. A Petrobras afirmou que, desde dezembro de 2022, a redução acumulada no preço do gás natural às distribuidoras é de 38% —incluindo o efeito da redução de fevereiro. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Mover: o que muda no preço e na tecnologia do seu carro até 2030

O governo federal acaba de regulamentar aspectos essenciais da atual política automotiva, o Mover (Mobilidade Verde e Inovação). Até 2030, os carros vendidos no Brasil terão de apresentar melhora de 8% a 12% na eficiência energética — aspecto que leva em conta o consumo de combustível e as emissões de dióxido de carbono. O cálculo consolidado é da Bright Consulting, já que o modelo desenvolvido pelo governo é complexo justamente para englobar as diferentes tecnologias de combustão oferecidas no país. A política automotiva leva em conta veículos a combustão, carros flex, movidos puramente a etanol e, ainda, modelos com diferentes níveis de eletrificação. Por um lado, o Mover exige evolução tecnológica, o que pode gerar mais custos para as montadoras e um preço mais alto para o consumidor. Por outro, o governo oferece descontos de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) conforme as empresas alcançam as metas de eficiência. Isso pode resultar em manutenção ou, quem sabe, redução dos preços. A seguir, o Jornal do Carro decifra os principais pontos do Mover e revela como o programa pode mudar o veículo que você dirige: 1- Impacto no preço do carro Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, avalia que ainda é cedo para prever se os carros vão ficar mais caros. No entanto, modelos que atenderem plenamente ao programa devem receber mais incentivos tributários, com redução de IPI, tornando-se mais competitivos. “Carros mais eficientes e tecnologicamente alinhados tendem a ficar relativamente mais competitivos, enquanto modelos menos eficientes podem encarecer ou perder espaço”, observa. Além disso, o acirramento da competição, com a chegada de novas marcas, reduz a margem para aumentos: pela primeira vez em cinco anos, o tíquete médio dos veículos novos subiu menos que a inflação. 2- Eficiência energética acumulada chega a 45% Desde 2012, com o Inovar-Auto, a indústria brasileira segue metas de eficiência. Com o Mover, a melhoria acumulada deve chegar a 45% em 18 anos (2012-2030). Para quem dirige, isso se traduz em automóveis que andam mais gastando menos energia. Além da economia no bolso, o resultado é uma redução consistente na emissão de poluentes. 3- Brasil pioneiro: do “Poço à Roda” O Brasil é pioneiro ao criar um programa que engloba diversas tecnologias de propulsão sob o cálculo “do poço à roda”. A conta considera tanto o consumo e as emissões do carro quanto a pegada de carbono da geração da energia (seja etanol, gasolina ou eletricidade). Isso evita distorções, como considerar “limpo” um carro elétrico carregado por energia gerada em usinas de carvão. 4- Salto em segurança e tecnologias ADAS Além da eficiência, o Mover impõe a adoção de sistemas mais modernos de segurança. Segundo Marcus Vinícius Aguiar, presidente da AEA – Associação de Engenharia Automotiva, o consumidor encontrará veículos com tecnologias de assistência ao motorista (ADAS) de série em mais categorias. Itens como frenagem automática e alerta de colisão deixam de ser luxo para virar requisito de projeto, elevando o padrão de proteção nas ruas brasileiras. 5- O que o consumidor pode esperar? Para os especialistas, o Mover é positivo. As fabricantes precisarão investir em eletrificação e motores mais eficientes para alcançar as metas. Até 2030, o brasileiro encontrará nas lojas uma oferta mais sofisticada, com integração entre sistemas elétricos e eletrônicos e melhor controle de energia. Autor/Veículo: Jornal do Carro

Uncategorized

Royalties: valores referentes à produção de novembro foram distribuídos hoje a estados e municípios

Foram concluídas hoje (27/01) todas as etapas da operacionalização da distribuição de royalties pela ANP, relativos à produção de novembro de 2025, para os contratos de partilha de produção. O valor de partilha repassado diretamente aos estados foi de R$ 522.505.886,62, enquanto os municípios receberam R$ 677.102.192,99. Em termos de número de beneficiários, os repasses foram feitos a 546 municípios e três estados. Com isso, nesta data, encerram-se os repasses totais diretamente aos entes beneficiários referentes aos contratos tanto de partilha de produção quanto de concessão e cessão onerosa (ocorridos no dia 22/01), relativos à produção de novembro de 2025. O montante total de royalties da produção de novembro de 2025 dos regimes de concessão, cessão onerosa e partilha destinados aos municípios, estados e União foi de R$ 4,38 bilhões. Os valores detalhados de royalties por beneficiário, incluindo os dados históricos, estão disponíveis na página Royalties. Os dados relativos ao mês corrente estão sendo consolidados e serão publicados em breve na mesma página. A atribuição da ANP na distribuição de royalties A ANP é responsável por calcular, apurar e distribuir os royalties aos entes beneficiários (União, Estados e Municípios). Os royalties são distribuídos aos beneficiários segundo diversos critérios estabelecidos na Lei nº 7.990/1989 e Decreto nº 1/1991 (distribuição da parcela de 5% dos royalties), e Lei nº 9.478/1997 e Decreto nº 2.705/1998 (distribuição da parcela acima de 5% dos royalties). A Agência preza pela ampla transparência quanto aos recursos distribuídos aos entes beneficiários, bem como pela execução criteriosa das etapas operacionais intrínsecas à complexa atividade de distribuição de royalties, em âmbito nacional, à União, estados e municípios, conforme competências estabelecidas na legislação vigente. Não há data estabelecida para o pagamento dos valores referentes aos royalties, de acordo com a legislação aplicável. Apesar disso, a ANP está empenhada em fazer com que as receitas decorrentes dos royalties cheguem aos beneficiários no menor tempo possível. Os valores e datas dos depósitos, bem como respectivos beneficiários, podem ser consultados no sítio eletrônico do Banco do Brasil. Para Royalties, no campo Fundo, selecione “ANP – ROYALTIES DA ANP”. Autor/Veículo: Assessoria de Imprensa da ANP

Uncategorized

Preço do etanol segue firme, enquanto cotação do açúcar cai

As cotações do etanol continuam firmes no Estado de São Paulo, apesar da baixa liquidez nos negócios, aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A proximidade do recesso de Carnaval também tem dado suporte aos preços e pode gerar negócios adicionais neste período. De 19 a 23 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 3,0871 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 0,52% sobre a semana anterior. Para o anidro, o indicador subiu 1,33%, a R$ 3,5377 por litro. De modo geral, segundo o Cepea, a demanda teve leve retração na semana passada, enquanto a oferta seguiu limitada. Vendedores continuam negociando quantidades menores, na expectativa de preços mais altos nas próximas semanas. Quanto à demanda, chegou a “esfriar” um pouco nos últimos dias, já que boa parte dos compradores segue focada na retirada de produto adquirido anteriormente a cotações inferiores às praticadas atualmente. Açúcar Já os preços do açúcar cristal branco seguem em queda no mercado paulista. De 19 a 23 de janeiro, o indicador Cepea/Esalq teve média de R$ 104,38 a saca de 50 quilos, recuo de 1,56% em relação ao período anterior. Segundo agentes consultados pelo Cepea, apesar da demanda relativamente estável ao longo da semana, as baixas foram influenciadas principalmente pelo fato de as negociações no mercado de balcão terem envolvido maior volume de açúcar de menor qualidade. Ofertantes têm limitado a oferta do produto de maior qualidade, à espera de recuperação nos preços. Autor/Veículo: Globo Rural

Uncategorized

Justiça isenta a Refit de pagamentos previstos no plano de recuperação judicial, como dívida ativa

O grupo Refit conseguiu nesta terça-feira, na segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), a suspensão temporária por 120 dias das obrigações previstas no plano de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos, principal operação da empresa. A principal delas é o pagamento parcelado da dívida tributária com o Estado do Rio. No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral do Estado do Rio (PGE) já havia informado no processo de recuperação judicial que a Refit vinha atrasando pagamentos da dívida, renegociada e parcelada em 2023. Com a decisão desta terça-feira, a empresa tem respaldo judicial para deixar de pagar. A PGE informou que vai recorrer da decisão liminar. A Refinaria de Manguinhos está em recuperação judicial desde 2015. Em novembro passado, o grupo voltou aos holofotes com uma operação da Receita Federal em parceria com os Ministérios Públicos de cinco estados, sob suspeitas de montar um esquema que teria sonegado R$ 26 bilhões em impostos, especialmente o ICMS. Empresa alega ‘asfixia financeira’ Pouco antes de deflagração da operação em novembro, em setembro, a ANP, agência reguladora do setor, suspendeu o funcionamento da Refinaria de Manguinhos. A suspensão, somada a medidas de novembro — como o bloqueio de R$ 10,2 bilhões contra todos os integrantes do grupo, incluindo imóveis e veículos —, paralisou os negócios da Refit. Ao TJRJ, no processo da recuperação judicial, o grupo alegou que estava em “asfixia financeira”, como mostrou o colunista do GLOBO Lauro Jardim. O pedido foi por uma suspensão de 180 dias nas obrigações do plano de recuperação. Nesta terça-feira, o desembargador Guaraci de Campos Vianna aceitou o pedido numa decisão liminar, mas reduziu o período para 120 dias, ou “enquanto perdurarem as medidas de integral constrição patrimonial”, conforme parte do processo ao qual O GLOBO teve acesso. A decisão deixa claro que a suspensão inclui “a adoção de medidas tendentes ao cancelamento do parcelamento tributário ou ao prosseguimento da execução fiscal por inadimplemento”. A Refit tinha pressa para conseguir a suspensão. Na próxima sexta-feira, dia 30, venceria um prazo no acordo de renegociação da dívida tributária com o Estado do Rio. Se continuasse inadimplente, o grupo poderia ter toda a dívida executada de uma vez. Dívida ativa sobe, e PGE vai recorrer Conforme dados da dívida ativa, divulgados pela PGE, a Refinaria de Manguinhos fechou 2025 devendo R$ 13,3 bilhões ao Estado do Rio — o valor sobe quando se somam as dívidas de distribuidoras de combustíveis tidas como ligadas ao conglomerado. No balanço mensal de novembro, o valor estava em R$ 13,1 bilhões, ou seja, houve um aumento de R$ 200 milhões na passagem para dezembro. Segundo a PGE, o grupo Refit não paga a dívida renegociada desde outubro. Em dezembro, o procurador-geral do Estado, Renan Saad, disse ao GLOBO que, após uma petição da PGE no processo de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos, a Refit pediu a emissão de guias para retomar os pagamentos da dívida renegociada. Nesta terça-feira, a PGE informou que vai recorrer da liminar no processo, embora ainda não tenha sido notificada da nova decisão. A PGE informou que já havia entrado com uma petição, na segunda-feira, contra o pedido do grupo Refit, que acabou sendo acatado pelo desembargador Vianna. “Na petição, a PGE-RJ pede que a 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital intime a Refit, no prazo de 15 dias, para que recolha as parcelas faltantes do parcelamento acordado pela pela Lei 9.733/2022, que garante às empresas em recuperação judicial o pagamento de 3,5% sobre o faturamento mensal”, disse a PGE, em nota ao GLOBO. A PGE ressaltou ainda que “caso não sejam retomados os pagamentos, o acordo de parcelamento de dívidas poderá ser cancelado, uma vez que o inadimplemento não pode ultrapassar 90 dias”. Segundo o órgão, “a empresa não efetua pagamentos desde outubro de 2025, mesmo tendo registrado faturamento nos últimos três meses do ano passado”. “A PGE-RJ ressalta também que no dia 12 de dezembro, a Refit fez contato para solicitar a emissão de novas guias de pagamento referentes aos meses de outubro e novembro, o que foi feito. Ou seja, no mesmo dia em que requereu a suspensão de todas as suas obrigações, a empresa demonstrou interesse em regularizar o parcelamento”, diz a nota da PGE. Autor/Veículo: O Globo

Uncategorized

Focus: mercado reduz a 4% projeção para a inflação em 2026

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 4,02% para 4,00%. A taxa está 0,50 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,05%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,02% para 3,99%. A projeção para o IPCA de 2027 ficou estável em 3,80%, pela 12ª semana consecutiva. Considerando apenas as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida também seguiu em 3,80%. O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,5% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no segundo trimestre de 2027. A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho. Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu a 4,46%, abaixo do teto. No último Relatório de Política Monetária (RPM), o BC reafirmou seu compromisso com a convergência da inflação ao centro da meta, de 3%. “O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, diz o texto. Autor/Veículo: O Estado de S.Paulo

Uncategorized

Maersk testa uso do etanol como combustível limpo para navios no Porto de Suape

A APM Terminals está em fase de testes do uso do etanol para o abastecimento de navios no Porto de Suape. O projeto foi apresentado nesta segunda-feira (26), em palestra no Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) para representantes de usinas do Nordeste. A expectativa é de que o etanol seja viabilizado como alternativa de transição energética para o setor marítimo, com potencial para transformar o estado em um hub para o setor. Projetada como uma aposta da empresa para ser uma alternativa ao uso do metanol, que deve enfrentar desafios como falta de infraestrutura padronizada no mundo para a produção do combustível, o etanol está sendo testado como combustível para frota marítima, que pode abastecer o mercado global. De acordo com o Diretor de Negócios Públicos da APM Terminals, Felipe Campos, a empresa prevê um cenário conservador em que o etanol ganhe 10% do consumo mundial de combustível marítimo, isso representaria o consumo de cerca de 50 milhões de toneladas de etanol. “Isso é mais do que o Brasil produz hoje, cerca de 37 milhões de toneladas”, aponta. Diante desse cenário, a perspectiva é de que a empresa aproveite a produção que já existe e pode ser ampliada, principalmente no Nordeste do país. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, a perspectiva do consumo do etanol, gerado pelo milho vem crescendo, mas não no ritmo de produção nacional. “É um mercado novo para se usar o etanol diretamente na mistura com o óleo bunker. Pernambuco chegou a produzir 700 milhões de litros de etanol em algumas safras. É um um consumo que pode ser em parte absorvido, também para o abastecimento desses navios com etanol”, explica Renato. Segundo ele, caso os testes sejam aprovados, o uso do etanol para embarcações pode transformar o Porto de Suape em um hub para abastecer navios de todo o mundo, o que pode movimentar a economia do estado. “Há uma ampla possibilidade de uso desse etanol após os testes e após o funcionamento desses hubs de abastecimento que estão previstos no plano da Maersk. São portos concentradores de abastecimento de navios. Tanto pode ser o próprio produto que é produzido no Nordeste ou até por cabotagem que pode vir de outras regiões do do Brasil e concentrar-se em Pernambuco”, explica. Nos últimos dois anos, a empresa dinamarquesa investiu R$1,6 bilhão para a construção do terminal de contêineres, no Porto de Suape. A previsão é de que o local seja utilizado como 1º terminal zero de emissão da América Latina. Fase de testes Para comprovar a viabilidade do uso do etanol, uma primeira fase de testes foi realizada com um Blend E10 (10% de etanol e 90% de metanol). Agora, a APM Terminals testa o E50 (50% etanol e 50% metanol) já com expectativa positiva de viabilidade. A previsão é de que o próximo teste, do E100, seja realizado com 100% de etanol brasileiro. Os testes, realizados na sede da empresa, na Dinamarca, foram realizados com embarcações flex, projetadas para serem abastecidas com metanol. Diante do crescimento do uso do etanol gerado por meio do milho produzido no Centro Sul brasileiro, a expectativa da empresa é utilizar o potencial de produção do mercado sucroenergético do Nordeste brasileiro para gerar o etanol da cana-de-açúcar. Autor/Veículo: Diário de Pernambuco

Uncategorized

Refinaria no RS tem primeira autorização para produzir gás de cozinha sustentável

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a operação da primeira biorrefinaria do Brasil, abrindo caminho para a produção e a comercialização contínua de gás de cozinha de origem renovável. Segundo a agência, testes indicam que o uso do combustível, conhecido como Bio-GL (de gás liquefeito), pode reduzir entre 65% e 70% as emissões de dióxido de carbono em comparação aos combustíveis fósseis. A autorização foi concedida à Refinaria de Petróleo Riograndense, localizada em Rio Grande (RS), sociedade entre a Petrobras e o grupo Ultra. É a primeira autorização concedida pela ANP em caráter permanente para unidade de refino com 100% de matéria-prima renovável. A unidade já vem fazendo testes de produção de combustíveis sustentáveis, como parte da estratégia da Petrobras para reduzir emissões dos produtos que vende. A presidente da estatal, Magda Chambriard, anunciou na semana passada R$ 6 bilhões em investimentos nessa unidade. Segundo a ANP, a documentação técnica apresentada pela empresa comprova que o Bio-GL atende integralmente às especificações físico-químicas exigidas para o gás de cozinha, o que permite seu uso de forma direta e elimina necessidade de adaptações em equipamentos ou infraestrutura. Testes laboratoriais conduzidos pela Ultragaz em fogões e aquecedores domésticos indicaram que o Bio-GL é tecnicamente equivalente ao GLP convencional, com resultados semelhantes de potência, consumo, eficiência energética e emissões de monóxido de carbono, todos dentro dos limites regulatórios. Assim, a ANP decidiu equiparar o Bop-GL ao gás de cozinha para fins regulatórios, estendendo ao produto renovável todas as regras atualmente aplicáveis à comercialização do gás de cozinha e permitindo sua circulação por toda a cadeia de abastecimento. Para a agência, a autorização consolida um marco regulatório para combustíveis renováveis no país, com impactos potenciais sobre a redução de emissões, a diversificação da matriz energética e a segurança do abastecimento. “A iniciativa de produção nacional de Bio-GL vai ao encontro do desenvolvimento de combustíveis de origem renovável no país, de forma alinhada às políticas públicas, com ganhos ambientais, de segurança energética e de abastecimento”, afirmou a agência. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

plugins premium WordPress
Rolar para cima