Author name: Junior Albuquerque

Uncategorized

Carro elétrico emite mais carbono na fabricação, exige quilometragem maior para benefício ambiental

A fabricação de carros elétricos emite até três vezes mais gases do efeito estufa em relação à manufatura de veículos a combustão, fazendo com que automóveis movidos a bateria precisem percorrer distâncias maiores para compensar a diferença e trazer benefícios ao meio ambiente. É o que aponta o estudo “Do berço ao portão: Pegada de carbono da produção de veículos leves fabricados no Brasil”, produzido pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), ao qual a Folha teve acesso com exclusividade. A pesquisa avaliou o ciclo de vida da indústria automobilística e abrangeu desde a extração da matéria-prima até o fim da manufatura nas fábricas. A análise detalhou as emissões para os segmentos hatch, sedã e SUV conforme quatro tecnologias de propulsão: As conclusões apontam que a fabricação de um SUV a combustão gera, em média, 5.366 kg de CO2e (dióxido de carbono equivalente), a medida padrão que considera diferentes gases do efeito estufa. Já a manufatura de um veículo elétrico do mesmo segmento emite mais que o dobro: são 12,5 mil kg de CO2e. No caso de um sedã, a disparidade é ainda maior: são 4.745 kg de CO2e no modelo a combustão, contra 16,2 mil kg de CO2e na versão elétrica. Veja abaixo os valores para cada categoria. O estudo calculou as emissões de fabricação com base nos veículos mais vendidos no país em 2023, segundo lista da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. A pesquisa contou com dados de sete montadoras (General Motors, Honda, Jaguar Land Rover, Nissan, Stellantis, Toyota e Volkswagen), além de empresas que abastecem a indústria, como Bosch, Braskem, Gerdau e Usiminas. Os pesquisadores usaram as especificações para agregar a pegada de carbono em carros representativos do mercado brasileiro. Assim, os números apresentados dizem respeito a automóveis médios que ilustram o cenário atual no país. Juliana Picoli, pesquisadora e gestora de projetos do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, afirma que o estudo pode ajudar a gerenciar as emissões da fabricação de veículos, ao identificar as etapas onde há mais poluição. “Existia uma carência de dados primários sobre as emissões, com muitos estudos de avaliação de ciclos de vida usando ferramentas internacionais”, diz. O trabalho recebeu financiamento da Fundação de Apoio da Universidade Federal de Minas Gerais e faz parte do programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), do governo federal. O inventário das emissões considera os diferentes componentes presentes nos carros, como motor e carroceria. Em todas as categorias de veículos, mais de 90% da poluição gerada na manufatura ocorre na fase de extração e pré-processamento da matéria-prima, puxada por aço, alumínio e plásticos. No caso dos veículos elétricos, a fabricação da bateria responde, sozinha, por cerca de metade da pegada de carbono, diz Picoli. Por outro lado, um automóvel eletrificado emite menos CO2 ao longo da vida útil se for abastecido com energia renovável. Para detalhar essa diferença, a pesquisa calculou o chamado ponto de “break-even”, que representa a quilometragem a partir da qual um veículo elétrico passa a ter emissões acumuladas inferiores a outras alternativas. Conforme o estudo, um SUV elétrico precisa percorrer cerca de 93 mil km para igualar as emissões de seu equivalente flex, enquanto um híbrido plug-in do mesmo segmento só atinge a igualdade com 177 mil km rodados. Já a equivalência em relação a um veículo abastecido apenas com etanol é alcançada por volta dos 400 mil km. “O veículo elétrico, por ter maior massa, materiais mais sofisticados e bateria, acaba demandando uma rodagem maior. Então, esse ‘payback’, de se pagar do ponto de vista ambiental, pode levar alguns anos”, afirma Joaquim Seabra, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp e um dos autores do estudo. A pesquisa também identificou que carros fabricados no Brasil podem ter pegada de carbono até 30% menor em relação a veículos fabricados no exterior, por conta da maior participação de renováveis na matriz elétrica brasileira. Porém, a vantagem varia conforme os modelos de automóveis e pode diminuir ou até se anular com perdas de materiais ao longo da cadeia. “Estamos um passo na frente, mas outros países estão mitigando as emissões rapidamente. Por isso, é importante usar essa janela de oportunidade agora para atrair ainda mais investimentos e explorar, no bom sentido, as condições nacionais de energia renovável”, diz Seabra. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Motta pede ao governo para retirar urgência de projeto sobre o fim da escala 6×1, após Câmara aprova

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que pediu ao governo Lula para recuar do regime de urgência do projeto de lei que foi enviado para tratar do fim da escala de trabalho 6×1. Os deputados aprovaram no fim de maio uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o assunto. Um acordo feito entre Motta e governo estabeleceu que o projeto enviado pelo Palácio do Planalto serviria para regulamentar alguns pontos da PEC. O regime de urgência impede que a Câmara vote outros projetos enquanto o PL do fim da 6×1 não for analisado pelos deputados. Motta se reuniu na manhã desta terça-feira com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. O presidente da Câmara disse que o governo ainda não decidiu se vai retirar o pedido de urgência. – Não deram uma resposta firme se vão tirar ou não. A proposta foi votada na Câmara já. Estão avaliando — declarou ao chegar para participar da reunião de líderes da Casa. O governo não deve retirar, por ora, a urgência do projeto, segundo uma pessoa que acompanha as negociações de perto. A avaliação é que retirar essa urgência pode esfriar a discussão do tema no Senado, risco que o Planalto não quer correr neste momento. Apesar disso, governistas estão em contato com Hugo Motta para evitar ruído com o presidente da Câmara. A proposta prevê dois dias de folga na semana já neste ano e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas num período de 14 meses, depois de a votação ser concluída nas duas Casas. A PEC do fim da escala 6×1 tem sido articulada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma forma de impulsionar a sua popularidade para a campanha de reeleição. Ela agora precisa ser votada no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não definiu qual será o caminho que a PEC seguirá. Assim como Motta, Alcolumbre também se reúne com Guimarães nesta terça para debater a proposta. Autor/Veículo: O Globo

Uncategorized

PEC do fim da escala 6×1 concorre no Senado com proposta de contratação por hora

Com a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias de trabalho seguidos de uma folga) prestes a começar a ser discutida no Senado, após a aprovação no mês passado na Câmara, entidades empresariais divulgaram ontem uma carta pública defendendo a alternativa do senador Rogério Marinho (PL-RN), a PEC 12, do Trabalho Flexível. Em outra PEC, Marinho, coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições presidenciais de outubro, vai além da jornada e propõe uma reformulação do modelo de contratação do trabalho no país, disseram especialistas ouvidos pelo GLOBO. A reformulação está no incentivo à contratação por hora trabalhada. Isso já existe no contrato intermitente, introduzido na Reforma Trabalhista de 2017 — o projeto de lei da reforma foi relatado por Marinho, quando era deputado federal. Nesse modelo, o empregado é contratado sem jornada definida e fica à espera. Quando o empregador tem a necessidade, convoca sob demanda, e o trabalhador tem um prazo para responder se aceita — depois, ganha por hora efetivamente trabalhada. Um mesmo trabalhador pode ter vários contratos do tipo. A PEC do senador Marinho não altera a jornada. O limite máximo, na Constituição, seguiria em oito horas por dia e 44 horas semanais, com um dia de folga por semana. O impulso à contratação por hora vem do principal ponto da PEC: dar prevalência aos acordos individuais, entre empregado e empregador, que vêm junto do contrato de trabalho quando a carteira é assinada. Conforme a proposta, no que se refere à jornada, o contrato individual valeria mais do que os acordos coletivos e convenções, firmados pelos sindicatos. Acordos coletivos Hoje, os acordos coletivos têm servido de barreira aos contratos intermitentes. Conforme a advogada trabalhista Carolina Tupinambá, sócia do escritório Tupinambá Advogados e professora da Uerj e da UniRio, a oposição dos sindicatos vem prevalecendo, embora até haja questionamentos sobre essa oposição na Justiça do Trabalho. Com isso, em 2025, havia 517 mil contratos de trabalho intermitente, de um total de 45 milhões de vínculos, segundo levantamento do Dieese. E, entre os intermitentes, em torno de 60% não tiveram atividade, ou seja, os trabalhadores não aceitaram convocações dos empregadores, disse Adriana Marcolino, diretora técnica do Dieese. Segundo Agostinho Zechin Pereira, sócio da área Trabalhista do escritório Lemos Advocacia, os contratos intermitentes ficaram restritos a alguns nichos. É o caso de hotéis ou restaurantes que mantêm garçons contratados, mas sem trabalhar, para convocá-los apenas em momentos de pico de demanda. No geral, os acordos coletivos prevalecem. Pereira lembrou que os acordos individuais já prevalecem no caso do empregado “hipersuficiente” — o trabalhador que ganha acima de duas vezes o teto dos benefícios do INSS (cerca de R$ 17 mil por mês) e tem ensino superior: — A PEC faz uma releitura, jogando o “hipersuficiente” para todo mundo. Sindicatos sempre se opuseram à prevalência dos acordos individuais. Argumentam que a maioria dos empregados, especialmente os de baixa escolaridade e menor remuneração, costuma ter poucas condições de negociar com o empregador. — Com essa proposta, a jornada continuaria com o teto de 44 horas por semana e com um dia de descanso. A diferença é que as pessoas poderão ser contratadas para trabalhar poucas horas. Se quiser ter dois dias de descanso por semana e trabalhar menos, poderá, mas terá o ganho mensal reduzido — afirmou Adriana, do Dieese. Formalização Os defensores do contrato intermitente citam a possibilidade de maior formalização — afinal, o trabalhador que faz “bicos” pode passar a ter carteira assinada —, mas, como o modelo tem sido pouco usado, isso não ocorreu. A taxa de informalidade, medida pelo IBGE, está nas mínimas históricas, mas pouco abaixo do que era em 2017. Pereira, do Lemos Advocacia, considera difícil prever como o modelo de contratação por hora, que seria impulsionado pela PEC alternativa do senador Marinho, resultará em maior formalização. Rodrigo Chagas Soares, sócio do escritório Granadeiro Advogados, lembrou que, pela CLT, alterações em contratos de trabalho vigentes não podem ser lesivas ao empregado e devem ser de comum acordo. Passar a pagar por hora, garantindo todos os direitos, com pagamento proporcional, mesmo que o salário mensal diminua, não necessariamente seria lesivo — o Tribunal Superior do Trabalho (TST) já reconheceu a legalidade do pagamento do salário mínimo por hora e não por mês, disse Soares. Já Alexandre de Almeida Cardoso, sócio na área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório TozziniFreire, não crê numa substituição do modelo atual pela contratação por hora trabalhada: — A proposta prevê que o valor da hora seja proporcional ao salário mínimo. Não vejo problemas. E dá mais autonomia às negociações individuais, mas com a preservação dos direitos trabalhistas, que estão inclusive previstos na Constituição. As entidades empresariais reafirmaram ao GLOBO a posição da carta aberta de ontem. A CNC, do setor de comércio e serviços, defendeu “as negociações coletivas entre patrões e empregados”, respeitando peculiaridades de cada setor e diferenças regionais. Em vídeo, a CNA, da agropecuária, argumentou que a PEC do senador Marinho permite uma jornada mais “flexível e dinâmica”. Em áudio, Ricardo Alban, presidente da CNI, da indústria, ressaltou as vantagens da flexibilidade e demonstrou receio com elevações de custo de mão de obra. A Firjan criticou “um modelo único e rígido de jornada” para todo o país. Ontem, enquanto a PEC que acaba com a escala 6×1 aguardava o início da tramitação no Senado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que pediu ao governo para retirar o regime de urgência do projeto de lei enviado para tratar do mesmo tema. Acordo feito entre Motta e governo estabeleceu que o projeto enviado pelo Palácio do Planalto serviria para regulamentar pontos da PEC, mas o regime de urgência trava outras votações na Câmara. Autor/Veículo: O Globo

Uncategorized

Senado deve iniciar discussões sobre fim da escala 6×1 nesta semana

A proposta do fim da escala 6×1 – de seis dias de trabalho e um de descanso – deve começar a ser debatida pelos senadores nesta semana. A expectativa é que o tema seja discutido entre líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião prevista para terça-feira (9). O texto aprovado na Câmara dos Deputados chegou ao Senado há mais de dez dias, mas ainda não teve um despacho de Alcolumbre. Segundo ele, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) não irá direto ao plenário e deve passar pela análise em comissão. A intenção é alinhar o trâmite da matéria no encontro com os chefes de bancada nesta semana. Considerada um ativo eleitoral, a PEC foi aprovada na Câmara na última semana de maio. O governo considera a pauta prioritária e defende uma aprovação rápida. Alcolumbre, no entanto, já sinalizou que o Senado não atuará apenas como uma Casa “carimbadora” e deve sugerir ajustes no texto. Ele afirmou que o texto será analisado “sem pressa”. O presidente do Senado vive momento de relação tensionada com o Planalto, desgastada desde a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Em paralelo, um texto alternativo, que determina a remuneração por hora trabalhada, já recebeu despacho de Alcolumbre e foi enviado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A matéria foi articulada pela oposição e apresentada no Senado para contrapor o fim da escala 6×1. Como a CNN mostrou, no entanto, a proposta da redução na jornada de trabalho aprovada na Câmara deve ter prioridade na análise na CCJ. Uma vez enviada para a comissão, caberá ao presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator. A PEC que recebeu o aval dos deputados define uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em duas etapas com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários. A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda. Na prática, a proposta mira garantir o fim da escala 6×1 com a determinação de dois dias de descanso, que também passará a valer 60 dias depois da promulgação do texto. Conforme a matéria, o dia de repouso deve ser “preferencialmente aos domingos”. O texto teve o apoio do governo e foi articulado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Setores produtivos, no entanto, criticam a proposta e avaliam haver risco de impactos econômicos com o aumento de custos de produção e serviços. Autor/Veículo: CNN

Uncategorized

Petrobras voltará a importar diesel no fim de junho

Depois de passar maio sem importar diesel, a Petrobras informou nesta sexta-feira (5|) que irá retomar a importação do combustível no fim de junho. A companhia estava atendendo aos pedidos de diesel de abril e maio apenas com produção própria. “A Petrobras não realizou importações de diesel em maio de 2026. Para junho, está prevista apenas uma carga de importação, com chegada no fim do mês”, informou a Petrobras em nota ao Valor. Desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, o mercado de diesel brasileiro se tornou uma preocupação, uma vez que cerca de 25% a 30% da demanda doméstica é atendida por produto importado. A Petrobras, no geral, atende a cerca de 70% desse mercado, combinando produção própria e importação. Clique aqui para continuar a leitura. Autor/Veículo: Valor Econômico

Uncategorized

Petróleo abre em alta após novos ataques de Israel e Irã no Oriente Médio

O preço do petróleo abriu em forte alta neste domingo (7), após ataque de Israel a instalações do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano, e uma investida do Irã contra o território israelense e países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. O barril Brent, referência mundial, era negociado a US$ 96,33, aumento de 3,48%, às 19h (horário de Brasília). Às 19h30, era vendido a US$ 95,80, crescimento de 2,9%. Às 20h, era comercializado a US$ 95,59, alta de 2,7%. O Exército israelense realizou o ataque neste domingo em uma região de subúrbios ao sul da capital libanesa, área conhecida como Dahiyeh, na primeira investida contra um reduto do grupo extremista em Beirute desde o cessar-fogo intermediado em 16 de abril. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense, algo inédito desde o cessar-fogo. A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou novos ataques se Israel não interromper as operações militares no Líbano. Em uma declaração conjunta com seu ministro da Defesa, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu disse que o ataque a Dahiyeh foi ordenado em resposta a disparos do Hezbollah em direção ao território israelense. O Exército de Israel também emitiu um alerta de evacuação para os moradores da cidade libanesa de Tiro, no sul do país, e suas áreas circundantes neste domingo, antes de possíveis ataques. Neste sábado (6), o Irã afirmou que ataques americanos a instalações de radar e de vigilância costeira no Golfo constituem uma “violação flagrante do cessar-fogo”, em vigor desde 8 de abril, e lançou mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, aliados de Washington na região. O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou os ataques noturnos dos Estados Unidos como “uma agressão militar contra a soberania nacional e a integridade territorial da república islâmica do Irã” e condenou “o comportamento hostil e provocador do regime americano”. Os investidores ainda repercutem anúncio da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), que neste domingo informou um novo aumento em suas metas de produção de petróleo em igual número de meses, embora a guerra dos EUA com o Irã ainda impeça vários membros do grupo de bombear mais. É a quarta vez que a entidade decide elevar a extração. A guerra cortou os fluxos de petróleo através do estreito de Hormuz, criando a maior crise de abastecimento global da história, já que membros importantes da Opep+, incluindo a Arábia Saudita, não conseguem abastecer integralmente os clientes desde o final de fevereiro. A crise para a Opep+ piorou quando os Emirados Árabes Unidos deixaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo após quase 60 anos. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Raízen fecha acordo com credores de recuperação extrajudicial de dívida de R$ 65 bi, diz agência

A Raízen chegou a um acordo de reestruturação extrajudicial com a maioria de seus credores, marcando um passo fundamental nos esforços da produtora brasileira de açúcar e etanol para renegociar sua dívida, segundo pessoas a par do assunto. A empresa iniciou os procedimentos formais para submeter os documentos à Justiça brasileira, disseram as fontes. O acordo reestrutura cerca de R$ 65 bilhões em dívidas e conta com o apoio de credores que detêm aproximadamente 75% das obrigações incluídas no plano, de acordo com as fontes. A reestruturação extrajudicial, a maior já realizada no Brasil, inclui 19 instituições financeiras e 80 detentores relevantes de títulos de dívida. A empresa conseguiu chegar a um acordo com seus credores antes do prazo judicial, superando a resistência anterior de alguns detentores de títulos. O acordo converte 45% da dívida em participação acionária e os 55% restantes em nova dívida. Também prevê que o negócio de processamento de cana-de-açúcar seja separado da unidade de distribuição de combustíveis até o final de 2027. A empresa espera que a aprovação dos credores ultrapasse 80% até segunda-feira (8), disseram as fontes. O diretor financeiro da Raizen, Lorival Luz, também assumirá mais responsabilidades como diretor de reestruturação, enquanto o atual conselho de administração da empresa permanecerá no cargo até o primeiro trimestre do próximo ano. Isso deixa em aberto se o presidente do conselho, Rubens Ometto, continuará no cargo, caso ele faça um aporte de capital de R$ 500 milhões. A empresa, uma joint venture entre Cosan SA e Shell, entrou com pedido de reestruturação extrajudicial em março, consequência de algumas apostas fracassadas em etanol e combustível de aviação, além de juros altos e safras mais fracas do que o esperado. Desde então, a Raizen tem corrido para conquistar o apoio dos credores ao seu plano de reestruturação e evitar ter que pedir recuperação judicial. A empresa enfrentava um prazo legal de 8 de junho para apresentar um acordo. Os títulos da Raizen despencaram nos últimos meses após a empresa iniciar o processo de reestruturação. Em fevereiro, a S&P rebaixou a nota da empresa em sete níveis, no que foi descrito como um dos maiores rebaixamentos já feitos pela agência para uma empresa brasileira. A Fitch Ratings rebaixou em oito níveis. (Bloomberg) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Empresas brasileiras taxadas agora por Trump têm dificuldades de vender para outros países

Uma das apostas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mitigar os efeitos para as empresas brasileiras das ameaças de novo tarifaço por parte dos Estados Unidos é redirecionar os produtos para outros países. Essa estratégia, porém, tem efeitos limitados em alguns setores, como máquinas e equipamentos, têxteis e pescados. Diferentemente de commodities, a demanda por esses itens tem variações relativas a especificações do comprador ou preferências culturais. Além disso, o mercado americano costuma absorver produtos de maior valor agregado. Nesta semana, a conclusão de duas investigações do Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR) na sigla em inglês recomendaram a adoção de tarifas de importação adicionais para produtos comprados do Brasil. A primeira, vinculada a um processo específico contra práticas “desleais” brasileiras que prejudicam o comércio dos EUA, sugere a aplicação de uma taxa de 25%. De acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), essa cobrança deve afetar 21% da pauta exportadora para os EUA. A segunda, relacionada a uma investigação contra 60 países sobre falhas na proibição de importação de produtos fabricados com trabalho forçado, atinge o Brasil com uma tarifa de 12,5%. Ambas têm exceções, como petróleo, aeronaves, carnes, café e algumas frutas, e estão sujeitas à consulta pública. Se confirmadas, devem começar a valer em julho. No mesmo mês, deve terminar o prazo de uma tarifa global de 10% adotada pelo governo de Donald Trump em fevereiro, após a Suprema Corte americana derrubar a taxação aplicada no ano passado com base em uma lei de emergência nacional, que, no caso do Brasil, impunha uma cobrança de 50%. Lula afirmou que quer negociar com o governo de Donald Trump, como vem fazendo desde o ano passado, quando foram anunciadas as primeiras tarifas. Os setores empresariais também vão participar do processo, subsidiando o governo federal e argumentando junto às investigações americanas. Mas o presidente disse que, se os EUA não quiserem comprar os produtos brasileiros, “não vai ficar chorando”. — Nós não vamos ficar chorando. Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele (os EUA) não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar A gente não vai ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro — afirmou na abertura da reunião ministerial nesta semana. O economista João Carmo, da 4Intelligence, reconhece que o tarifaço do ano passado deixou claro que o Brasil tem grande capacidade de redirecionar exportações, mas afirma que, para alguns setores mais dependentes do mercado americano, como de máquinas e equipamentos, agroindústria e têxtil, o impacto das novas taxas deve ser maior. — Eu não duvido da capacidade que o país tem de redirecionar, por isso esperamos que o impacto na balança não seja tão grande. Mas setorialmente é mais difícil, setores que têm menor participação e menor poder vão ter mais dificuldade. Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), acrescenta que a diversificação não é uma alternativa ao mercado americano, mas é complementar. Até porque os EUA são líderes em compras de alto valor agregado do Brasil, de indústrias de média e alta intensidade tecnológica. Segundo a CNI, a cada R$ 1 bilhão exportados para os EUA, são criados 24,3 mil empregos no Brasil. Para destinos asiáticos, a média é de 16 mil empregos. — Pela qualidade de exportações com os EUA, não podemos nos dar o luxo de virar a página e não trabalhar para eliminar essas barreiras que estão prejudicando as exportações, de alguma maneira, já prejudicaram, já temos evidências. A prioridade é eliminar as barreiras enquanto se trabalha em frentes complementares de diversificação de parcerias que sejam capazes de trazer essa complexidade. Um estudo do BNDES evidencia que, na experiência de taxação do ano passado, o redirecionamento das exportações para outros países minimizou os impactos sobre o resultado agregado da balança comercial brasileira, mas não reverteu os prejuízos de todos os setores. Em 2025, as vendas para outros países cresceram 3,5% ante 2024, considerando o valor, mesmo com a queda de 6,6% dos embarques para os EUA. “Tal descompasso evidencia a importância de novos mercados nas relações comerciais entre o Brasil e o resto do mundo”, diz o estudo. Analisando o período de agosto, quando entraram em vigor as tarifas, a dezembro de 2025, houve aumento de 8% das exportações do Brasil para o mundo, em contraste com a redução de 21% de vendas para os americanos. Alguns segmentos, porém, não conseguiram escapar das perdas. O setor de madeira, carvão vegetal e obras de madeira teve queda de 50% nos embarques para os EUA e de 22% para o mundo. Em peixes e crustáceos, o recuo foi de 53% e 18%, respectivamente. No caso de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes, houve baixa de 10% nas exportações para os EUA e de 4% para o mundo. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), Eduardo Lobo, afirma que novas alternativas de mercado foram abertas no ano passado, para rodar o estoque, mas o valor da venda foi abaixo do normalmente praticado. Além disso, foi mantida alguma parcela da exportação para os EUA, só que com a margem cortada. Desta vez, para piorar, os pescados são a única proteína fora da lista de exceções sugerida pelo USTR. — Essa taxação coloca o setor novamente sem competitividade para os EUA, em relação aos competidores da América Central e o Caribe. Diferentemente, de todos os países que foram taxados pelos EUA, a gente tem 37,5%, a maioria dos países vai ter uma taxação de 12,5%. Ainda não temos certeza se a tarifa de 10% (hoje vigente) vence ou se soma. Pode ser 47,5%, muito parecido com os 50% do ano passado. Lobo diz que vai pedir para o governo brasileiro a inclusão novamente no Plano Brasil Soberano, que reúne medidas para mitigar o impacto financeiro de empresas afetadas pelas cobranças tarifárias dos EUA e também pela guerra no Oriente Médio. O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas

Uncategorized

Opep+ anuncia quarto aumento de produção desde o bloqueio do Estreito de Hormuz

A OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) anunciou neste domingo (7) um novo aumento em suas metas de produção de petróleo em igual número de meses, embora a guerra dos EUA com o Irã ainda impeça vários membros do grupo de bombear mais. É a quarta vez que a entidade decide elevar a extração. A guerra cortou os fluxos de petróleo através do estreito de Hormuz, criando a maior crise de abastecimento global da história, já que membros importantes da OPEP+, incluindo a Arábia Saudita, não conseguem abastecer integralmente os clientes desde o final de fevereiro. A crise para a OPEP+ piorou quando os Emirados Árabes Unidos deixaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo após quase 60 anos. Sete membros principais da OPEP+, que reúne a OPEP e produtores aliados, incluindo a Rússia, aumentaram suas cotas de produção de abril a junho em quase 600.000 barris por dia. Na realidade, ladeada por cortes de exportação dos membros do Golfo, a produção do grupo desabou, registrando média de 33,19 milhões de bpd em abril, em comparação com 42,77 milhões em fevereiro, de acordo com dados da OPEP. No domingo, os sete membros decidiram aumentar as metas em 188.000 bpd a partir de julho, informou a OPEP em comunicado. O volume é igual ao aumento de junho, que foi ajustado para baixo em relação aos acréscimos mensais de 206.000 bpd em maio e abril para levar em conta a saída dos Emirados Árabes Unidos. “Um aumento de produção da OPEP+ significa muito pouco enquanto o estreito de Hormuz continuar fechado”, disse Jorge Leon, analista da Rystad e ex-oficial da OPEP. “Quando o estreito de Hormuz reabrir, o mercado pode passar muito rapidamente do medo da escassez para o medo do excedente.” Na sexta-feira, os preços do petróleo LCOc1 caíram para cerca de $93 o barril, à medida que os operadores ganharam confiança de que um novo conflito entre os EUA e o Irã se tornava menos provável. Os preços estavam perto de $72 antes do início da guerra. OPEP+ PERTO DE CONCLUIR REVERSÃO DO CORTE DE PRODUÇÃO DE 2023 Os sete países estão aumentando a produção como parte da reversão gradual de um corte de produção de 1,65 milhão de bpd que o grupo, que na época incluía os Emirados Árabes Unidos, determinou em 2023. A partir de julho, os sete têm cerca de 567.000 bpd do corte original para devolver ao mercado, levando em consideração a saída dos Emirados Árabes Unidos em 1º de maio, segundo cálculos da Reuters. Isso significaria que o restante do corte será revertido até o final de setembro, caso a OPEP+ mantenha os aumentos mensais de cerca de 188.000 bpd em agosto e setembro. Os sete dos 21 membros da OPEP+ que se reuniram no domingo são Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã. Nos últimos anos, apenas esses sete e os Emirados Árabes Unidos, quando eram membros, participavam das decisões de política de produção do grupo. Outras três reuniões da OPEP e da OPEP+, incluindo uma com todos os ministros da OPEP+, também foram agendadas para domingo. Não há previsão de que o encontro de todos os ministros da OPEP+ faça alterações na política de produção global do grupo, disseram fontes da OPEP+ no início do domingo. (Reuters) Autor/Veículo: Folha de São Paulo

Uncategorized

Governo Trump critica Pix, etanol e corrupção e ameaça retaliar com tarifas de 25%

O governo dos Estados Unidos concluiu na segunda-feira (1/6) uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado — e disse que certas práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”. O documento propõe tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros — mas essas medidas ainda não foram definidas e serão discutidas ao longo das próximas semanas. As supostas práticas brasileiras condenadas pelo governo americano são relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. O governo americano ainda está recebendo consultas do público até o dia 1º de julho sobre as medidas. No dia 6 de julho, haverá uma audiência pública. O representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que teve “reuniões construtivas” que “se intensificaram nas últimas semanas” com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump — e que espera dar continuidade a esse diálogo com o governo brasileiro até 15 de julho, antes de adotar qualquer medida de resposta. “No entanto, continuamos enfrentando divergências significativas na resolução das questões identificadas nesta investigação”, disse Greer, em nota. No mesmo dia em que anunciou a medida, Trump fez uma publicação com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das fotos, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump na sua rede social Truth Social. Na última semana, o senador do PL se reuniu com Trump na Casa Branca. Antes da publicação do presidente americano, Flávio afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que é contra a imposição de novas tarifas para compra de produtos importados que os Estados Unidos planejam adotar contra o Brasil. “Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução”, disse Flávio na manhã desta terça-feira (2/6). “Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz Lula.” O presidente Lula, por sua vez, atribuiu a conclusão das investigações americanas à atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA. O petista chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “vendilhões e traidores da pátria” ao reagir à nova ameaça do governo americano. “Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores”, disse Lula em discurso em Catalão, no interior de Goiás. Lula comentou que a reunião que ele teve com Trump no início do mês havia sido um “sucesso”, mas que as negociações foram atrapalhadas. O presidente argumentou ainda que mostrou a Trump que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil e mencionou a celebração da família Bolsonaro no primeiro tarifaço contra o Brasil. Mais tarde nesta terça, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta destinada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em que ele pede que Washington não imponha novas sanções comerciais ao Brasil. No ofício, escrito em inglês, o senador diz que o país vive “um grave processo de deterioração fiscal e econômica” e que a imposição de novas tarifas causaria “sérios danos ao povo brasileiro”. “Por isso, escrevo para reiterar formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil”, escreveu. Na carta, Flávio também afirma que, caso vença as eleições em outubro, está “preparado para colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição”, para a realização de um “amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nossas nações”. Já Eduardo Bolsonaro fez uma publicação nas redes sociais em que negou a influência de sua família na decisão do governo norte-americano em aplicar novas tarifas ao Brasil, o que ele chamou de “fake news irresponsável”. “A narrativa falsa, de que o governo americano aplicou novas tarifas não passa da tentativa de tentar desmerecer esse excelente relacionamento que possuímos com a atual administração”, publicou. “Conversamos bastante com o Presidente Trump, tenho certeza que o presidente não irá punir o povo brasileiro pelos crimes do regime de exceção no Brasil.” Em julho do ano passado, o governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial contra o Brasil com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos. O procedimento, conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), pode resultar em medidas de retaliação, como a imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras. No mês passado, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump discutiram o tema em reunião de mais de três horas na Casa Branca. Após o encontro, Lula disse que os dois presidentes receberiam uma nova proposta para encerrar as desavenças em 30 dias — prazo que se encerraria no próximo domingo (07/06). “Eu falei assim: ‘Vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço [do Ministério] da Indústria e Comércio do Brasil, junto com o teu ministro do Comércio, sentem em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para a gente poder bater o martelo’”, disse Lula a jornalistas logo após o encontro. “Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder.” O que os EUA concluíram sobre o Brasil O documento do USTR tem 107 páginas e traz conclusões da investigação em seis áreas distintas: Uma das consequências dessa investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio é que os EUA podem tomar medidas punitivas, como imposição de tarifas ou restrições de importação. No caso brasileiro,

plugins premium WordPress
Rolar para cima