Author name: Junior Albuquerque

Destaques, Notícias

Petróleo cai 2% após fontes dizerem que Opep+ vai avaliar aumento de produção

Os preços do petróleo caíram 2% nesta quarta-feira, com fontes dizendo que a Opep+ consideraria acelerar seus aumentos de produção de petróleo em junho. Mas as perdas foram contidas após uma reportagem de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pode cortar tarifas sobre importações chinesas. O Brent fechou em baixa de US$1,32, ou 1,96%, a US$66,12 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate dos EUA terminou em queda de US$1,40, ou 2,2%, a US$62,27. O petróleo de referência global Brent atingiu a máxima da sessão em US$68,65, o maior valor desde 4 de abril, antes das notícias da Opep+. Vários membros da Opep+ sugerirão que o grupo acelere os aumentos na produção de petróleo pelo segundo mês consecutivo em junho, disseram à Reuters três fontes familiarizadas com as negociações. Houve tensões recentes entre os membros da Opep+ sobre o cumprimento das cotas de produção. “Não me surpreenderia que a Opep queira aumentar a produção. Isso poderia levantar preocupações sobre a coesão do cartel. Talvez eles estejam cansados de conter aumentos de produção”, disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group. Ambas as referências do petróleo reduziram algumas perdas no início do pregão da tarde depois que o Ministério da Energia do Cazaquistão emitiu uma declaração dizendo que o país, que não é membro da Opep, mas um aliado no grupo Opep+, é um participante responsável na comunidade energética internacional e está interessado na previsibilidade e no equilíbrio entre demanda e oferta. O Cazaquistão irritou outros membros da Opep+ ao produzir mais do que sua cota atribuída. Notícias sobre tarifas também ajudaram a conter algumas perdas no preço do petróleo. O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, estudaria a redução de tarifas sobre produtos chineses importados, aguardando negociações com Pequim, disse uma fonte familiarizada com o assunto na quarta-feira, acrescentando que nenhuma ação seria tomada unilateralmente. As tarifas sobre a China provavelmente cairão para entre 50% e 65%, de acordo com uma reportagem do Wall Street Journal, citando um funcionário da Casa Branca. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse acreditar que tarifas excessivamente altas entre os EUA e a China terão que cair antes que as negociações comerciais possam prosseguir. (Reuters) Autor/Veículo: Notícias Agrícolas

Uncategorized

Etanol supera soja em potencial de produção de SAF no Brasil

Como maior produtor mundial de cana-de-açúcar, o Brasil encontra na rota do etanol uma vantagem competitiva na produção de combustíveis sustentáveis para a aviação (SAF, em inglês), mostra um relatório lançado na última semana pelo Ministério da Fazenda e o Instituto AYA. O levantamento aponta que o SAF de etanol (cuja rota de produção é conhecida como ATJ) tem potencial teórico para gerar até 6,5 bilhões de litros por ano na próxima década, representando 23% do potencial de produção estimado do país. Já o etanol de milho vem logo atrás, com 5,5 bilhões de litros, ou 20% da capacidade projetada. Juntos, superam as estimativas para aproveitamento dos óleos de palma e soja pela rota HEFA – a única com produção em escala atualmente –, cujo potencial é calculado em 20% e 17%, respectivamente. O óleo de macaúba, palmeira nativa que vem sendo estudada como alternativa pela Acelen, poderia responder por 11% da produção, enquanto resíduos de madeira e outros representam os 10% restantes. O estudo (.pdf) elaborado em parceria com a Systemiq o UK PACT e cerca de 200 organizações da sociedade civil e setor produtivo elencou o SAF como a atividade econômica com maior aptidão para incrementar o PIB brasileiro no cenário de transição energética. A iniciativa quantificou a oportunidade para o crescimento do PIB entre US$ 230 e 430 bilhões até 2030 por meio de sete setores-chave da economia: transição energética, indústria e mobilidade, bioeconomia e biotecnologia, agropecuária e sistemas alimentares sustentáveis, nova infraestrutura verde e adaptação, economia circular e finanças sustentáveis. Na transição (US$ 40 a 75 bilhões), o SAF poderia contribuir com US$ 17 a 36 bilhões até 2030. O valor, no entanto, é ligeiramente menor do que o estimado em um estudo de 2023, que previa uma contribuição de US$ 22-44 bilhões. A revisão incluiu biobunker nas contas (US$ 3-6 bilhões em potencial) e atualizações nos valores dos setores de indústria e mobilidade, onde cresceu a participação da eletrificação. Instruções de voo A metodologia para a priorização das cadeias de valor na análise foi fundamentada em sete critérios: competitividade global, complexidade econômica, potencial de geração de PIB, demanda internacional, potencial de descarbonização, estágio de desenvolvimento tecnológico e econômico e condições habilitadoras. O SAF se sai bem em quase todos os requisitos. Os gargalos estariam na complexidade da cadeia de valor e condições habilitadoras, isto é, regulações, incentivos fiscais e outros mecanismos de incentivo. Embora parta do princípio que pacotes econômicos aprovados nos últimos anos, como a Lei de Redução da Inflação nos EUA (IRA, em inglês) e o Green Deal europeu, além de políticas de carbono como os CBAMs e o Artigo 6.4 devem influenciar estruturação de cadeias de valor locais, regionais e globais – o relatório indica três fatores que serão decisivos para o biorrefino decolar no Brasil. O primeiro deles diz respeito ao debate alimento versus energia. O documento aponta que é preciso alinhar diplomacia climática e regulação internacional para que os biocombustíveis de origem agrícola sejam aceitos em diferentes mercados. “O debate de food vs. fuel vs. forests precisa avançar globalmente, com a compreensão dos órgãos reguladores europeus das particularidades de países como o Brasil, que tem a área equivalente à França só de áreas degradadas onde a produção poderia acontecer sem competir com alimentos e florestas”, explica. Medidas fiscais e regulação doméstica são os outros dois fatores. O trabalho traz o exemplo dos EUA, que fornece crédito de US$ 1,25 para cada galão de querosene com SAF que atenda ao critério de redução mínima de 50% nas emissões de gases de efeito estufa do ciclo de vida. E cita o mandato da União Europeia para participação mínima de SAF na composição de combustível de aviação de 2% em 2025, 6% em 2030, chegando a 70% em 2050. “O PL do Combustível do Futuro impõe 4% em 2030 e 12% em 2035. Vale notar que essa regulação brasileira, embora bem-vinda, ainda representa apenas uma pequena parcela (4-5%) do volume potencial da produção nacional (de 2030 a 2035)”, observa. Autor/Veículo: Eixos

Destaques, Notícias

Carros cada vez mais velhos e ainda com poucos elétricos: como está a frota brasileira de veículos

Após quatro anos seguidos de crescimento abaixo de um dígito, a frota brasileira de veículos aumentou 2% no ano passado em relação a 2023, o melhor desempenho desde o período pré-pandemia. Circulam pelo País atualmente 48 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Descontado o porcentual que deixou de rodar por perda total em acidentes ou desmanches, as cidades brasileiras receberam mais 5,1 milhões de veículos em uma década. Entre os automóveis, que representam 82% desse total, destaca-se a alta da participação dos modelos híbridos e elétricos, de menos de 0,1% em 2019, quando apareceram pela primeira vez nas estatísticas, para quase 1% em 2024. Embora seja uma fatia ainda pequena, a evolução desses modelos tem sido constante. Em uma década, os eletrificados em circulação pelo País passaram de 2,9 mil para 388,2 mil, um crescimento médio anual de 71,3%. Em razão dessa demanda, sobretudo por modelos elétricos que ainda não são produzidos no País, houve significativa aceleração nas importações, especialmente da China, maior fabricante mundial de veículos eletrificados. Da frota brasileira, 7 milhões de veículos são importados, o equivalente a 14,7% do total. É a maior participação desde 2018, segundo relatório anual feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), antecipado pelo Estadão. Sustentável e econômico Na conta está o , que o diretor de produtos Bruno Calais Christians, de 34 anos, passou a usar no início de março, em sua primeira experiência com um carro elétrico. Nesse pouco tempo, ele relata as vantagens do novo veículo. “É confortável, gostoso de dirigir, silencioso e sustentável”, diz Christians. Ele também calcula uma economia de cerca de R$ 1 mil por mês com uso de energia em relação ao consumo de gasolina do outro carro da família, uma picape Toro. Christians instalou uma tomada específica na garagem da casa, na zona Oeste da capital paulista, onde carrega a bateria à noite. Como o carro tem 400 km de autonomia e é usado principalmente para ir ao trabalho e em viagens não muito longas com a família aos finais de semana, o carregamento ocorre em média uma vez a cada dez dias. “E ainda tem a vantagem de não precisar parar várias vezes no posto para abastecer.” Mais velha Atribuído à expansão da atividade econômica, à queda do desemprego e ao aumento da renda da população, o crescimento da frota não significa, contudo, uma renovação dos veículos que circulam pelo País nem uma melhora importante, por enquanto, no processo de descarbonização com a chegada mais forte dos eletrificados. A frota atual tem idade média de 10 anos e 11 meses, a maior desde 1992. Separada, a de automóveis é ainda mais velha, com idade média recorde de 11 anos e 2 meses. “A introdução de novos veículos ainda não é suficiente para promover uma renovação e, por isso, a frota continua envelhecendo”, diz George Rugitsky, diretor de Economia e Mercado do Sindipeças. Automóveis com até cinco anos de uso, chamados de seminovos, tiveram sua participação reduzida de 37,6% em 2015 para 20,6% no ano passado. Em contraponto, a de modelos com 11 a 15 anos passaram de 15,2% para 31%. Nos últimos três anos, é nessa faixa que está a maioria dos carros de passeio que rodam pelo Brasil. O estudo sobre a frota circulante tem como foco justamente a avaliação potencial de mercado para fabricantes de peças de reposição para os modelos mais antigos. Segundo o Sindipeças, a participação maior na frota de veículos com idade superior a dez anos pode ser explicada pelos preços mais altos dos automóveis, em parte justificados pela introdução de novas tecnologias e mais itens de segurança. A classe média com poder de compra migrou para os utilitários esportivos (SUVs), que responderam por 48% das vendas de carros novos em 2024. Já o consumidor de baixa renda, antes comprador de carro popular em várias prestações, buscou as motocicletas como alternativa. A frota dos veículos de duas rodas, que registrou quedas consecutivas por seis anos a partir de 2016, iniciou movimento de alta em 2022, quando cresceu 1,3%. Manteve a trajetória no ano seguinte, com alta de 1,7%, e em 2024 teve um salto de 5,7%, chegando a 14 milhões de unidades. A idade média é de 8 anos. Antes do ciclo de queda, em 2015, era de 6 anos e 5 meses. Além da questão econômica e das condições não muito propícias para o financiamento − que dificultam para muitas pessoas a troca por um carro mais novo −, o Brasil não tem estruturado um programa de reciclagem dos veículos velhos, ressalta Carolina Godoy, sócia e líder do setor automotivo da PWC Brasil. “Não adianta, por exemplo, trocar um veículo de 15 anos por um mais novo se ele não for para a reciclagem, pois não se estimula a renovação da frota.” Segundo Carolina, só os Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul estão começando a discutir legislações para reciclagem de veículos. Para ela, se o País não tiver uma evolução nesse tema, os próximos relatórios do Sindipeças devem continuar mostrando um envelhecimento da frota. “Será mais fácil observar uma mudança no mix entre veículos a combustão e elétricos, que devem aumentar sua participação, do que a renovação da frota.” Pessoas x carros A relação entre o número de habitantes por veículo, que vem apresentando decréscimo há uma década, fechou 2024 em 4,4 pessoas por carro, número que envolve toda a população. Se for levada em conta somente as pessoas economicamente ativas, a relação cai para 2,3. O comparativo é sempre decrescente porque a taxa de crescimento da frota é maior do que a da população, explica Rugitsky. “Desde que o crescimento populacional começou a estagnar e a população está envelhecendo, a tendência é que essa curva continue decrescendo.” Em relação a outros países, que só fazem o comparativo pela população total, o Brasil está bem próximo da China, que tem 4,3 habitantes por veículo, atrás de países como Argentina (2,6) e França (1,4) e bem à frente

Destaques, Notícias

Diesel mais barato, gasolina mais cara: o que dizem os dados da Abicom

Após recente redução no preço do diesel pela Petrobras, o mercado brasileiro de combustíveis apresenta um cenário misto, com o diesel operando abaixo das cotações internacionais, enquanto a gasolina se mantém mais cara. As informações são do relatório divulgado nesta terça-feira (22/4) pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), em parceria com a StoneX. Segundo o levantamento, com dados coletados até esta segunda (21/4), o preço médio do diesel no Brasil estava 1% abaixo dos preços praticados no mercado externo e a gasolina, 2% acima nos polos de importação no país. Em polos de importação como Paulínia (SP) e Araucária (PR), a gasolina registra paridade com o preço internacional, enquanto no polo de Itacoatiara (AM) o valor do combustível está 5% mais caro nas refinarias da Petrobras. No polo de Aratu (BA), que baliza os preços da Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe na Bahia, a gasolina está 2% mais cara e o diesel opera em paridade com o mercado internacional. A gasolina está há 287 dias sem reajuste nas refinarias da Petrobras, enquanto Mataripe muda seus preços semanalmente. O petróleo vem se recuperando nos últimos dias e, nesta terça-feira (22/4), até o fechamento desta matéria, operava em alta de 2,94%, cotado a US$ 67,54 o barril. A valorização do petróleo é atribuída a estoques baixos nos Estados Unidos e a uma demanda maior do que o esperado. A Abicom ressalta ainda que o mercado de petróleo tem demonstrado grande volatilidade desde a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, devido às incertezas geradas por possíveis tarifas comerciais. Com informações de: Correio Braziliense

Destaques, Notícias

75% das empresas apoiam mudar para energia verde até 2035, indica pesquisa

Cerca de 750 líderes empresariais de médias e grandes empresas planejam realocar suas operações dentro de cinco anos para melhorar o acesso a fontes renováveis, revelou uma pesquisa realizada em 15 países, e quase todos eles apoiaram uma mudança de longo prazo para abandonar os combustíveis fósseis. As descobertas foram baseadas em entrevistas com cerca de 100 executivos de alto escalão de cada um dos países desde que Donald Trump foi eleito de volta à Casa Branca, o que desencadeou preocupações sobre empresas recuando de seus compromissos com uma transição verde. Os países incluíram os EUA, Reino Unido, Alemanha, Brasil e Índia. Liz Minné, diretora e chefe de sustentabilidade global da empresa de revestimentos Interface, afirmou que a pesquisa mostrou que “as empresas globais entendem a urgência de mudar dos combustíveis fósseis para as energias renováveis.” Embora a participação na pesquisa tenha sido anônima, Iberdrola, Natura e Schneider Electric estavam entre as que apoiaram as descobertas. “Uma rápida mudança dos combustíveis fósseis para energia renovável e eletrificação faz forte sentido comercial e garante segurança energética e resiliência”, comentou o diretor global de mudanças climáticas e alianças da Iberdrola, Gonzalo Sáenz de Miera. Mais de 75% das empresas pesquisadas apoiaram uma mudança para um sistema de eletricidade baseado em renováveis até 2035 ou antes, de acordo com a pesquisa, que foi realizada entre dezembro e fevereiro. Um número semelhante disse que as energias renováveis estão ligadas a uma maior segurança energética, enquanto a maioria queria contornar o fornecimento de gás na transição do carvão, para passar diretamente para renováveis e sistemas de armazenamento de eletricidade. Cerca de 52% dos entrevistados disseram que mudariam suas operações e 49% alterariam as cadeias de suprimentos para facilitar o acesso a sistemas de energia baseados em renováveis dentro de cinco anos, se seu mercado doméstico não tivesse energia verde. Este número saltou para 89% dos executivos seniores para um plano de dez anos. “Se implementadas, tais medidas poderiam ter enormes ramificações para a competitividade internacional dos países e receitas domésticas”, indicou a pesquisa. Além disso, segundo o levantamento, nove em cada dez disseram que o acesso à eletricidade baseada em renováveis era uma “prioridade máxima” ao avaliar possíveis destinos para novos investimentos. Mais de 80% disseram que a questão também influenciava onde optariam por localizar suas operações comerciais e quais países recorreriam para a aquisição de bens e serviços. Até 93% dos entrevistados disseram que estavam considerando investir em suas próprias instalações renováveis no local. Os resultados mostraram que, apesar da incerteza política e econômica, os executivos “apoiam fortemente uma rápida transição para energia renovável”, comentou Nick Mabey, diretor executivo da E3G, uma think-tank verde que encomendou a pesquisa junto com os grupos focados no clima Beyond Fossil Fuels e We Mean Business Coalition. A pesquisa apontou que, embora a política dos EUA enfatize a expansão de combustíveis fósseis, 97% dos executivos americanos entrevistados queriam ver o governo expandir a eletricidade renovável na rede. Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump lançou um amplo ataque às políticas climáticas nos EUA, enquanto suas tarifas ameaçadas despertaram temores de uma guerra comercial global que poderia elevar o custo da transição energética. Na semana passada, sua administração emitiu uma ordem para interromper a construção de um grande projeto de energia eólica offshore em Nova York. Também há preocupações com retrocessos verdes na Europa, à medida que o continente se apressa para pagar pelo rearmamento após as ameaças de Trump de deixar a Otan. Mas 78% dos líderes empresariais da Alemanha na pesquisa disseram que uma transição acelerada para renováveis reduziria a exposição do país a importações voláteis de energia. No Reino Unido, 55% dos executivos disseram que as renováveis ajudariam a impulsionar o crescimento econômico, mas destacaram preocupações sobre os altos custos iniciais da mudança para energia renovável como um obstáculo à transição. Na Índia, 84% dos executivos apoiaram uma mudança dos combustíveis fósseis para geração de eletricidade baseada em renováveis na próxima década, apesar da forte dependência do país em energia a carvão. No geral, pelo menos 75% dos entrevistados vincularam as energias renováveis ao crescimento econômico e como cruciais para a criação de empregos. (Financial Times) Com informações de: Folha de São Paulo

Notícias

Sindicato dos petroleiros cobra maior fiscalização nas plataformas de petróleo

O recente incêndio na plataforma PCH1 na Bacia de Campos, destaca os riscos enfrentados por trabalhadores em estruturas offshore. Em menos de um mês, dois incidentes graves ocorreram, incluindo uma explosão que deixou 10 hospitalizados. O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense exige mais fiscalização e manutenção. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP) interditou a plataforma P-53 devido a danos críticos. A Petrobras está em tratativas para resolver as questões. O Sindipetro NF levará os casos às entidades responsáveis pela segurança na indústria do petróleo. Com informações de: R7

Uncategorized

Magda diz querer evitar trazer guerra comercial para preços: ‘Confusão que não é nossa’

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira, 16, que a empresa não avalia apenas a cotação do dólar e do Brent para decidir sobre um eventual reajuste no preço dos combustíveis, mas também analisa o produto e o impacto do market share. Magda repetiu que não quer trazer para o mercado interno “uma confusão que não é nossa”, referindo-se à guerra comercial entre Estados Unidos e China que está impactando o preço do petróleo no mercado internacional. Na terça, ao Estadão/Broadcast, Magda disse que já estava na hora de olhar novamente o comportamento dos preços, já que o último ajuste do diesel foi no dia 1º de abril. “Os preços dos combustíveis fazem parte do dia a dia, olhamos de 15 em 15 dias. Nem os conselheiros privados, nem os governamentais reclamam disso”, afirmou Magda após evento na Coppe/UFRJ, onde assinou termo de cooperação para construção do Loop de Garantia de Escoamento. Margem Equatorial A presidente da Petrobras disse que se considera “otimista” em relação à concessão de licença ambiental pelo Ibama para explorar a Margem Equatorial brasileira. Sem querer indicar um prazo para o documento, que é aguardado há anos, a executiva se limitou a dizer que a estatal “entregou tudo o que o Ibama desenhou”. “Precisamos que o Ibama faça a fiscalização e agende o teste pré-operacional”, disse. Ao ser questionada se estaria olhando os quatro setores na bacia da Foz do Amazonas que serão leiloados pelo governo em 17 de junho, uma das cinco bacias da Margem Equatorial brasileira, Magda se limitou a dizer “que está olhando todas as áreas ofertadas”, e que não poderia falar especificamente sobre um delas. Com informações de: O Estado de S.Paulo

Destaques, Notícias

Ministro aponta ambiente favorável para queda no preço de combustíveis

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta quarta-feira (16/4) ter “extrema convicção” de que haverá “boas notícias” na questão dos preços dos combustíveis no país. “Todos sabem que o meu maior foco é sempre apontar para o caminho do menor preço na bomba para o consumidor brasileiro. Eu tenho extrema convicção de que nós teremos boas notícias na questão dos combustíveis nos próximos dias, por questões objetivas: queda do [barril do petróleo] Brent, estabilidade do dólar. Então, nós temos um ambiente muito favorável à redução do preço”, disse ele a jornalistas. Ele disse que sua defesa é a mesma da política liderada pelo presidente Lula no setor energético. Na semana passada, os preços internacionais do petróleo caíram para os menores valores registrados nos últimos 4 anos, em meio à escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Na última quarta-feira (9/4), a diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, disse que esse movimento “assusta”, mas a empresa tem resiliência. Segundo ela, os projetos permitem passar pela cotação de até US$ 28 o barril. “Temos uma resiliência econômica e ambiental”, disse a diretora da Petrobras durante participação em painel no Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, Oil & Gas 2025, realizado no Centro Cultural da FGV, no Rio de Janeiro. O evento é realizado pela Dominium Group. “O [preço do petróleo tipo] Brent caindo assusta, mas todos os nossos projetos são resilientes e suportam um barril a US$ 28 para aguentar esses altos e baixos. A crise não é exceção, é uma regra”, disse Sylvia. Com informações de: Metrópoles

Uncategorized

‘Se continuar a expandir combustíveis fósseis, o Brasil perderá seu lugar no mundo’, diz Unterstell

O Brasil sediará o principal evento anual de debate sobre o meio ambiente e a crise climática em 2025, ao receber a COP-30 em Belém. Para a presidente do Instituto Talanoa e especialista em políticas públicas e mudança do clima Natalie Unterstell, a novidade da experiência fica por conta das conversas ocorrerem no País dela, já que esteve presente em outras edições anteriormente — a primeira foi na COP-15, em Copenhague, na Dinamarca, em 2009. Na avaliação de Unterstell, contrária à tese de que combustíveis fósseis podem financiar a transição energética, o Brasil corre o risco de “perder o seu lugar no mundo”, caso avance uma política de expansão de petróleo, por exemplo. Em entrevista ao Estadão, além da organização da COP, Unterstell fala sobre questões ambientais como a resiliência das cidades, a importância de adaptação e mitigação dos impactos e a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Confira os principais trechos. A gente tem uma certa coreografia das COPs, que podemos comparar com as dos anos anteriores. Por exemplo, o anúncio da presidência já foi feito. Então, a gente está mais ou menos na coreografia habitual. É óbvio que a gente gostaria de ter muitos mais detalhes prontos né? A ansiedade é muito grande. Um ponto de atenção é esse da logística, que está causando preocupações, principalmente porque há aí uma onda de preços abusivos sendo praticadas no mercado. O Brasil também é um país que tem a questão da exploração de combustíveis fósseis, é algo muito importante para nossa economia. Então, a gente não pode se considerar muito diferente dos países anteriores, assim não mencionaria apenas os últimos dois, colocaria também o Reino Unido, que hospedou em 2021. O Brasil tem de chegar com sinais políticos claros de quando começa essa transição e quando é que a gente quer completá-la, porque o mandato acordado por todo mundo em Dubai é a saída dos combustíveis fósseis, então é disso que a gente tem que tratar. Agora é uma questão de cronograma, e o Brasil tem essa grande oportunidade de dar esse sinal. É verdade que estamos muito à frente dos outros nas renováveis, só que nessa altura não temos que correr olhando para trás, a gente tem de correr olhando para frente. Para onde que é essa frente? É completar a transição, saída total. O Brasil tem de olhar para a chegada. Se hoje a nossa matriz elétrica é entre 80 e 90% renovável, a gente tem de mirar no 100%. Aqui tem duas preocupações. Uma delas é: a nossa matriz é muito dependente das hidrelétricas, e o que está acontecendo com as hidrelétricas? As do Norte do País não estão conseguindo produzir aquilo que normalmente produziam, basta ver Belo Monte, porque o regime de chuvas está alterado por causa da mudança do clima. Então, se a gente não adaptar o nosso sistema, vai continuar “fossilizando” a matriz, colocando mais térmica, a carvão ou a gás. Tem uma pressão aí nesse sentido, e aí em vez da gente ir dos 80% para os 100%, a gente pode inclusive andar para trás. Em segundo lugar, lembrar que nós já vivemos num mundo mais quente, de clima mais instável, logo, se a gente não se adapta corretamente, podemos inclusive deixar de ser o país que se orgulha da sua matriz de energia para ser um país que lamenta. Sem dúvida, o planeta já aqueceu, já está posto que a gente vai ter de mudar. Não o futuro, temos de mudar o presente, e acho que isso é óbvio, mas é tão óbvio que algumas figuras, na sociedade, na população, talvez não queiram enxergar. A gente não pode normalizar essas questões de forma alguma. Por que a gente precisa de uma COP? Porque a gente tem um problema global, e ninguém consegue resolver sozinho, não adianta o Brasil ter boa vontade e os Estados Unidos não quererem fazer nada. A gente precisa de cooperação, e aí a COP é, literalmente, uma reunião em que o mundo todo se une para falar sobre o ponto em que estamos dessa crise, o que a gente pode fazer, o que a gente quer fazer para tentar resolvê-la. Cada país, cada sociedade vai dar a resposta que puder dentro do seu território. Não tem um debate sobre a cidade, o rural, a floresta, é muito difuso. Por outro lado, tem a questão de que Belém e Amazônia são o pano de fundo dessa COP. Sem dúvida, se fosse uma COP na Antártida, seria um outro pano de fundo. Já escutamos o próprio presidente da COP falar que o Brasil não escolheu São Paulo, nem Rio de Janeiro, que são as cidades mais ricas, para fazer essa COP, embora ricas com muitos problemas. Escolheu Belém com tudo que vem no pacote, com a falta de infraestrutura, e também com a beleza. Hoje tem um principal fator que atrapalha a transição e não é o financiamento, é o subsídio aos combustíveis fósseis. Então, mesmo que se coloque bastante dinheiro na economia de baixo carbono, que já está acontecendo, o fato da gente manter US$ 7 trilhões de subsídio para combustíveis fósseis segundo o FMI, para manter uma máquina girando que é imbatível. Então, a primeira fonte que coisa está sendo discutida é justamente a reforma dos subsídios, que é algo que o G-20 já se comprometeu a fazer, o próprio Brasil já aderiu lá atrás. Senão, fica essa coisa de que precisamos investir no petróleo para poder usar o recurso para fazer a economia da transição. Não faz sentido algum, quando na verdade estamos dando recurso para o petróleo se sustentar. Essa tese de que a gente tem que fazer exploração de combustíveis fósseis para poder fazer a nossa transição talvez sirva para outro país; para o caso do Brasil, não. Primeiro, tem que se usar todas as fontes possíveis, públicas e privadas, multilaterais, as nacionais, a gente tem que usar o nosso orçamento de forma estratégica também. Se a gente adotar o princípio de “quem polui

Destaques, Notícias

Substituição do diesel, um combustível caro, no transporte de cargas ainda requer desafios

O preço do diesel é uma das maiores preocupações do setor de cargas rodoviárias. O combustível, que representa cerca de 35% dos custos, é difícil de ser substituído, levando as transportadoras a repassar os aumentos ao valor do frete. Em fevereiro, a Petrobras elevou nas refinarias o litro do diesel em R$ 0,22, para R$ 3,72 em média – dois meses depois, em abril, reduziu o litro em R$ 0,17. “O diesel, junto com a mão de obra, é um dos dois maiores custos da atividade de transporte. Qualquer aumento tem impacto, especialmente porque a margem de lucro do setor é baixa”, ressalta Lauro Valdivia, assessor técnico da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística). Para ler esta notícia, clique aqui. Com informações de: Valor Econômico

plugins premium WordPress
Rolar para cima