Author name: Junior Albuquerque

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Conselho da Petrobras aprova adesão ao subsídio do governo aos combustíveis

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, em reunião nesta quarta-feira, a adesão da companhia à subvenção Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião realizada hoje, aprovou a adesão da companhia à subvenção econômica aos produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo anunciada na semana passada pelo governo Lula. Em comunicado, a estatal disse que “diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. Esta nova adesão se soma aos Programas de Subvenção relacionados à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário no território nacional já instituídos pelo Governo Federal”. Na semana passada, durante teleconferência de resultados, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a empresa e o governo estavam trabalhando em uma iniciativa conjunta para amenizar os efeitos do aumento do preço da gasolina no Brasil. Ela afirmou que a Petrobras iria reajustar a gasolina “já, já”, indicando que condiciona a medida ao subsídio do governo para amenizar impacto ao consumidor final. No dia seguinte, o governo anunciou um programa de subvenção parcial da gaso Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, a Petrobras não reajustou a gasolina, apesar do impacto da alta internacional do petróleo no setor de combustíveis. “Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz o comunicado. ” A adesão preserva a flexibilidade da companhia na implementação da sua estratégia comercial. A Petrobras segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente”. lina, com redução de tributos de até R$ 0,89 por litro. No caso do Diesel, que já era objeto de outras medidas, a subvenção é de R$ 0,35 por litro. Autor/Veículo: O Globo

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Petróleo cai quase 6% após retomada parcial de fluxo em Ormuz, de olho em negociações

O petróleo fechou em forte queda nesta quarta-feira (20), em meio a retomada parcial da circulação de navios no Estreito de Ormuz e expectativas por um acordo que pode encerrar a guerra no Oriente Médio. Apesar da baixa, os preços permaneceram próximos de US$ 100. Também no radar, os estoques de barris dos Estados Unidos caíram mais que o previsto. Já nesta quarta, Trump mencionou “estágios finais” de negociação com o Irã, de acordo com a imprensa dos EUA, nesta tarde. O petróleo WTI para julho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 5,7% (US$ 5,89), a US$ 98 26 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 5,62% (US$ 6,26) a US$ 105,02 o barril. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta que está nos “estágios finais” de negociação com o Irã, em comentários a repórteres feitos a caminho de evento na Associação da Guarda Costeira. Segundo o grupo de imprensa da Casa Branca, Trump também reiterou ameaças a Teerã, caso um acordo não seja alcançado. “Veremos o que acontece. Ou conseguimos um acordo, ou faremos coisas um pouco desagradáveis, espero que não chegue a isso”, disse. Registrando baixa desde o início da sessão, a commodity acelerou as perdas após relatos de que superpetroleiros com cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto a bordo cruzaram o Estreito de Ormuz. Outras embarcações comerciais, liberadas pela Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), também atravessaram a via. Para o Ritterbusch & Associates, os preços do petróleo vão continuar a oscilar, mas a perspectiva ainda é “bullish”, diante de uma “uma grande diferença entre os EUA e o Irã em relação à questão nuclear”. Contudo, o BOK Financial afirma que, em meio a movimentação dos preços, o “mercado está antecipando algum tipo de acordo” entre os dois países. A imprensa global relatou nesta quarta que o Paquistão espera concluir a última versão do acordo ainda nos próximos dias, apesar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter renovado ameaças contra os iranianos. A queda acontece, ainda, apesar da queda de 7,863 milhões de barris nos estoques dos EUA na semana encerrada em 15 de maio, segundo dados do Departamento de Energia (DoE) do país. Analistas previam uma queda de 3 milhões. No radar, a ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) apontou que a maioria dos dirigentes vê altas nos juros como necessárias, diante de uma inflação persistente. Na avaliação do FxPro, “juros mais altos podem levar as economias mais próximas à recessão e reduzir a demanda por commodities energéticas”, impedindo que os preços do petróleo subam significativamente. (com CNBC e Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

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Biocombustíveis ganham protagonismo e marcam nova geração de máquinas agrícolas

Uma tendência que havia sido antecipada na coletiva de lançamento da Agrishow 2026 ganhou materialidade nos estandes da feira e deu pistas sobre uma mudança em curso no desenvolvimento de máquinas agrícolas no Brasil: a aposta nos biocombustíveis como alternativa viável e cada vez mais central para o funcionamento de motores no campo. São tecnologias que buscam conciliar eficiência operacional, redução de custos e menor impacto ambiental. Segundo a organização da Agrishow, o desenvolvimento desses equipamentos ficou mais acelerado por causa das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que provocam oscilações nos preços dos combustíveis fósseis – o Brasil importa cerca de 30% de seu consumo de diesel, tradicionalmente usado nas máquinas agrícolas. Para João Carlos Marchesan, presidente da feira, o País tem condições de reduzir essa dependência apostando em sua sólida cadeia produtiva de etanol e biodiesel. Etanol Um dos destaques foi a apresentação do primeiro motor para tratores movido a etanol da AGCO Power, grupo do qual fazem parte empresas como a Massey Ferguson, a Valtra e a Fendt. O projeto, desenvolvido integralmente no Brasil, está sendo preparado para chegar ao mercado em 2028. A tecnologia foi concebida ao longo de três anos e passou por mais de 10 mil horas de testes, incluindo aplicações em culturas como cana-de-açúcar e grãos. De acordo com Fernando Silva, coordenador comercial da AGCO, o motor atende a uma faixa de potência entre 200 e 300 cavalos e mantém desempenho equivalente ao do diesel, sem perda de torque ou capacidade de tração. Além da performance, o apelo ambiental está na ordem do dia. Segundo a fabricante, o uso do etanol, que poderá ser proveniente de qualquer tipo de matéria-prima – como cana, trigo, milho, entre outros – pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa. Outro fator relevante é o impacto econômico. Com as oscilações nos preços do diesel, o etanol surge como opção competitiva, especialmente para produtores com capacidade para fabricá-lo no próprio sítio ou fazenda, o que reduz custos e aumenta a previsibilidade operacional. A John Deere também desenvolve uma tecnologia a etanol. Trata-se de um conceito de motor que foi revelado, inicialmente, em 2023, durante a Agritechnica, na Alemanha, e depois passou a ser adaptado às condições brasileiras no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Indaiatuba (SP), voltado à agricultura tropical. Apresentado pela primeira vez no Brasil durante a Agrishow de 2024, o projeto vem avançando. Na edição de 2025 da feira, já aparecia integrado a um trator da linha 8R. Agora em 2026, a companhia deu mais um passo ao exibir o trator equipado com o protótipo do motor acoplado a uma plantadeira, simulando operações reais no campo e reforçando a aplicação prática da solução em diferentes atividades agrícolas. Dois protótipos operam em áreas de testes no Brasil há cerca de três anos, principalmente nos segmentos de cana-de-açúcar e grãos, setores em que o etanol possui ampla disponibilidade e infraestrutura consolidada. Segundo a empresa, a proposta busca unir sustentabilidade e desempenho, mantendo rendimento semelhante ao diesel por meio de ajustes específicos de software no motor. Transição Além dos motores totalmente movidos a biocombustíveis, a feira apontou caminhos intermediários para a transição energética. Um dos exemplos é uma tecnologia apresentada pela Bosch que permite o uso combinado de diesel e etanol em motores originalmente projetados para combustíveis fósseis. Matheus Pintor, chefe de vendas da divisão de inovação e novos negócios do grupo, afirma que, com um kit acoplado ao motor, até 60% de diesel pode ser substituído por etanol sem perda de desempenho, na razão de 1 litro de diesel para 1,6 ou 1,7 de etanol. Seis usinas parceiras estão rodando até o final desta safra com o modelo, que deve chegar ao mercado após passar por esses campos de prova. Biometano A Valtra apresentou um trator equipado com motor movido a biometano, combustível renovável obtido a partir do biogás, que, por sua vez, é gerado na decomposição de matéria orgânica. Esse processo ocorre quando resíduos como esterco, restos de culturas agrícolas, lixo ou subprodutos da indústria se decompõem por digestão anaeróbica, ou seja, sem a presença de oxigênio. É o primeiro trator a biometano da empresa voltado ao mercado agrícola. A proposta, segundo o diretor de Vendas, Cláudio Esteves, é gerar um ciclo de reaproveitamento. As usinas sucroenergéticas de cana-de-açúcar poderão utilizar a própria biomassa de cana-de-açúcar e de milho para fornecer energia aos veículos que operam em suas lavouras. A previsão é de que, na Agrishow de 2027, a máquina já esteja disponível para comercialização. Diesel verde A adoção de combustíveis renováveis compatíveis com motores convencionais, como o HVO100, conhecido como diesel verde, também esteve em evidência na Agrishow. A Fendt apresentou um motor preparado para operar com esse tipo de combustível, sem necessidade de modificações estruturais relevantes. Rodrigo Bezerra, engenheiro de conformidade de emissões da AGCO, explica que essa compatibilidade permite que produtores reduzam emissões de carbono de forma imediata, utilizando combustíveis alternativos em equipamentos já disponíveis no mercado. Ao mesmo tempo, contribui para ampliar o leque de opções energéticas no campo, especialmente em regiões onde o acesso ao etanol ou biometano pode ser mais limitado. Ainda segundo Guerra, o motor, cujo desenvolvimento começou em 2012, poderá ser adaptado para operar com qualquer tipo de combustível, como etanol, biometano e hidrogênio verde. Por causa dessa e outras funcionalidades, como 25% menos componentes, o que ajuda a reduzir a vibração e o deixa mais estreito, permitindo maior raio de giro, foi eleito o trator de 2026 pela revista britânica Powertrain International, especializada em engenharia de sistemas de propulsão. Contexto O avanço dos biocombustíveis nas máquinas agrícolas não ocorre por acaso. É impulsionado por uma combinação de fatores econômicos e ambientais. Se, de um lado, o aumento do custo do diesel pressiona as margens do produtor rural e estimula a busca por alternativas mais baratas e previsíveis, de outro cresce a demanda por práticas mais sustentáveis, tanto por exigências de mercado quanto por compromissos climáticos assumidos pelo setor. Nesse contexto, tecnologias que conciliam produtividade

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Fim da escala 6×1 pode ampliar escassez de mão de obra em regiões mais produtivas do país, diz estud

A discussão sobre a redução da jornada semanal de trabalho, de 44 para 40 horas, pega o Brasil em um momento de pleno emprego, o que pode pressionar as contratações nas regiões mais produtivas do país: Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Nessas localidades o estoque de desocupados não consegue suprir a necessidade de reposição extensiva de mão de obra que a proposta vai gerar, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, no contexto atual de taxas de desemprego na mínima histórica. Os efeitos da mudança são apontados pelo professor do Ibmec e CEO da Quantivis Analytics, José Ronaldo de Souza, que fez uma radiografia regional das consequências da medida. Segundo ele, o principal efeito não é o corte de horas em si, mas a heterogeneidade regional do mercado formal de trabalho. O estudo mostra que o corte na jornada vai resultar na necessidade de contratação de 5,1 milhões de trabalhadores de postos equivalentes a 40 horas contra um estoque de 6,3 milhões de desocupados, ou seja, uma proporção alta do estoque. No entanto, quando se analisa o mapa do trabalho por divisões geográficas, 35,6% dos estratos, sobretudo nas regiões Sul e Centro-Oeste, teriam demanda superior ao estoque. — A reposição extensiva é mecanicamente inviável apenas com a mão de obra desempregada local — afirmou Souza. O estudo considerou um universo de 28,9 milhões de trabalhadores formais com jornada semanal acima de 40 horas no principal vínculo. Considerando que esses trabalhadores equivalem a 28,3% dos ocupados e 45,5% dos formais, a jornada média desse grupo é de 47,1 horas por semana. Também tem como premissa que a produtividade horária do trabalho se mantém constante, de modo que cada hora perdida precisa ser reposta. — O ideal seria tentar primeiro medidas que induzam uma melhora de produtividade e, em um segundo momento, quando houver folga no mercado de trabalho e menor taxa de juros, flexibilizar a jornada de forma paulatina — disse Souza. Para analisar os efeitos em todo o país, o levantamento traça um mapa com 146 áreas para mostrar onde estão os trabalhadores com carga acima de 40 horas semanais e, portanto, as áreas que serão mais pressionadas. Entre elas, o eixo Sinop/Sorriso/Rondonópolis (MT) e os estratos norte e leste do estado, considerados economias agroindustriais. Outra área fica no estado de Santa Catarina, como Vale do Itajaí e localidades do cinturão suíno do Rio Grande do Sul e da produção de calçados. Região Metropolitana de BH Também se destacam o entorno metropolitano de Belo Horizonte, o triângulo mineiro e o sul de Minas Gerais, onde a base industrial, a mineração, o agro e os serviços são avançados. O levantamento aponta também que a redução da jornada sem corte de salário vai gerar aumento médio do custo por hora formal de trabalho de 17,75%, podendo chegar a 22% nos segmentos de alojamento, alimentação, transporte, armazenagem e correio. Corte de jornada pode atrair mão de obra, diz pesquisadora Por outro lado, a economista Carla Beni Menezes de Aguiar, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), vê a redução da jornada semanal como uma forma de as empresas atraírem trabalhadores que estão fora do mercado no formato atual e poderiam ficar atraídas por vagas com duas folgas semanais garantidas, por exemplo. Ela aponta empresas de setores intensivos em mão de obras, como o comércio e os serviços, que evidenciaram isso ao adotar voluntariamente a escala 5×2, elevando a atração de talentos e reduzindo a rotatividade nas posições. — Eu diria que essa aprovação está atrasada porque temos vários exemplos, até redes de varejo, de supermercados com mais de 8 mil funcionários, que usam a escala 5×2, e eles estão com ganho de produtividade. As empresas que já fizeram estão contratando com maior produtividade e, mais importante, com menor rotatividade no emprego. Autor/Veículo: O Globo

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Petróleo fecha em queda com otimismo sobre possível acordo de paz entre EUA e Irã

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira, 19, em meio ao otimismo dos investidores com um possível acordo de paz entre os EUA e o Irã, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter adiado ataques ao país persa previstos para esta terça. O petróleo WTI para junho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 0,22% (US$ 0,23), a US$ 104 15 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 0,73% (US$ 0,82) a US$ 111,28 o barril. No pregão eletrônico após o fechamento, contudo, o WTI virou para o positivo e o Brent arrefeceu queda em meio a notícias do Wall Street Journal de os EUA apreenderam um petroleiro ligado ao Irã no Oceano Índico e de que mediadores estão vendo pouco progresso nas negociações. Apesar de ter voltado atrás nos ataques à Teerã, Trump enfatizou nesta tarde que uma nova ação miliar pode ocorrer até o início da próxima semana, se um acordo não fechado com o país persa. Segundo ele, os aliados do Golfo pediram mais tempo para abrir espaço para as negociações com o Irã. Do lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores Kazem Gharibabadi afirmou que os EUA estão chamando a recente “ameaça” ao país de “oportunidade de paz”. Apesar da baixa na sessão, a falta de progresso nas negociações de paz está mantendo os preços do petróleo elevados. Há uma sensação de frustração pelo fato de não haver uma ruptura no impasse e nenhum caminho claro para um acordo para acabar com a guerra, diz Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB. Enquanto isso, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está discutindo a possibilidade de ajudar navios a passarem pelo bloqueado Estreito de Ormuz, caso a via navegável não seja reaberta até o início de julho, segundo a Bloomberg. A Forex.com relembra que os preços da commodity recuaram muito pouco em relação aos seus recentes picos, sendo improvável que qualquer movimento significativo seja visto contra as tendências predominantes até que as negociações permitam a reabertura de Ormuz. No radar dos altos preços dos combustíveis, a administração Trump está trabalhando com o Congresso para suspender os impostos federais sobre gasolina e diesel, de acordo com a Bloomberg. (Estadão Conteúdo) Autor/Veículo: InfoMoney

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Alta do petróleo eleva arrecadação federal em R$ 8,5 bi ao mês e supera gastos com subvenções

Alta do petróleo eleva arrecadação federal em R$ 8,5 bi ao mês e supera gastos com subvenções O governo federal terá um aumento na arrecadação administrada de R$ 8,5 bilhões ao mês devido à alta internacional do preço do petróleo pela guerra do Oriente Médio, indicou o Boletim MacroFiscal do Ministério da Fazenda, divulgado na segunda-feira (18/5). Veja o documento na íntegra em .pdf. As projeções indicam que o aumento esperado da arrecadação mais do que compensa as medidas adotadas para suavizar o impacto da alta sobre os consumidores, que custam R$ 6,2 bilhões mensais. Em evento para anúncio de investimentos da Petrobras na segunda (18/5), o presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil “talvez seja o país que esteja com o combustível mais barato”, em meio à guerra. Autor/Veículo: Eixos

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Atraso na subvenção do diesel pode reduzir importações, dizem empresas do setor

Importadoras privadas de combustíveis se queixam do atraso nos pagamentos do governo pela subvenção sobre as vendas de diesel. Segundo associação do setor, empresas dizem que as incertezas podem comprometer importações futuras. O prazo para o pagamento do primeiro período da subvenção, referente a vendas do combustível em março, venceu no fim de abril sem qualquer parcela paga, segundo a Folha antecipou. Na semana que vem, vence o prazo para pagamento sobre as vendas de abril. “Não saiu nada ainda e nem há previsão de quando vai sair”, afirma Sérgio Araújo, presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), que reúne dez empresas do setor. “Esse dinheiro faz falta no caixa”. Na primeira fase da subvenção, o governo se comprometeu a pagar R$ 0,32 por litro a empresas que vendessem o diesel abaixo de um preço-teto estabelecido pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Nas fases seguintes, são R$ 1,52 por litro. Araújo diz que as empresas já venderam o produto abaixo do preço de custo e precisam recuperar a perda. Em um navio de 50 milhões de litros, por exemplo, são R$ 75 milhões que deixam de entrar no caixa dos importadores. “Não é todo mundo que tem isso disponível no caixa”, afirma o presidente da Abicom. “Já tem associado dizendo que vai ter que parar de importar.” As importações privadas ganharam relevância no abastecimento brasileiro, passando de cerca de 10% para cerca de 20% do volume total de diesel A (sem adição de biodiesel) vendido às distribuidoras de combustíveis no país. Os programas de subvenção foram anunciados pelo governo Lula em meio à escalada dos preços de petróleo devido à guerra no Irã. De acordo com dados da ANP, as maiores empresas desse segmento dobraram os volumes comprados no exterior para compensar a saída da Petrobras das importações —a estatal preferiu focar em produzir diesel em suas refinarias. “No fim do dia, quem está garantindo as importações são as empresas privadas”, disse Araújo. “A falta de pagamento da subvenção pode reduzir importações e prejudicar o abastecimento nacional.” Procurada, a assessoria de imprensa da ANP não havia comentado o assunto até a publicação desse texto. No início do mês, a agência disse que precisava concluir convênio com a Receita Federal para ter acesso a informações fiscais das empresas habilitadas a receber a subvenção. Na semana passada, o Ministério da Fazenda disse que os dados já haviam sido liberados. Incertezas em torno da subvenção ao diesel ainda deixam de fora do programa algumas grandes empresas de combustíveis do país, como as distribuidoras Ipiranga e Raízen, segunda e terceira maiores do segmento. O governo vem recuando em medidas contra as empresas para tentar melhorar a atratividade, mas ainda não obteve sucesso. Na semana passada, por exemplo, reviu decreto que determinava a divulgação mensal de margens de lucro das distribuidoras. Não há novas adesões ao programa de subvenção desde meados de abril. Até o momento 17 empresas se habilitaram para receber o ressarcimento sobre as vendas de diesel. Outras duas se habilitaram no programa do gás de cozinha. Autor/Veículo: Folha de São Paulo

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Câmara adia relatório da PEC 6×1 por divergência sobre período de transição

A divulgação do parecer sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 6×1, prevista para esta quarta-feira (20), foi adiada para segunda (25) por divergências entre o governo Lula (PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator do projeto, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), em torno de alguns pontos do texto, como o período de transição. A PEC reduzirá a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, mas o governo defende a diminuição imediata ou uma transição mais rápida, enquanto os deputados do centrão querem um período de transição mais longo, de pelo menos quatro anos. A reunião para definir essa regra ocorreu na noite desta terça (19) entre Motta, Prates e os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, além do líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e deputados do PT. No entanto, não houve acordo e os parlamentares decidiram adiar a apresentação do relatório para debater mais. “O essencial está decidido, os detalhes são absolutamente menores”, afirmou o líder do governo, Paulo Pimenta. De acordo com o relator, a mudança não afeta o calendário. “Arrancamos o compromisso do presidente Hugo Motta de que, assim que votarmos na comissão, ele votará em seguida no plenário”, disse Prates. O objetivo é concluir a aprovação da PEC na Câmara ainda em maio. Prates afirmou que já está definido que haverá uma redução gradual da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, sem redução de salários e com dois dias de folga por semana, um preferencialmente aos domingos. Com isso, ficará proibida a escala de 6 dias de trabalho com apenas um de descanso (a 6×1). Também está decidido que a escala de categorias específicas será regulamentada posteriormente em lei ou por convenções e acordos coletivos, como para jornadas de 12 horas de trabalho para 36 de descanso, caso dos profissionais da saúde e segurança pública. Haverá também um limite de horas mensais, para ajustes da escala. Dessa forma, o trabalhador poderá fazer ajustes. Os demais pontos, como formas de mitigar o impacto para os custos das empresas e o tratamento dos micro e pequenos empresários, ainda serão debatidos ao longo da semana. Motta resistia à redução da jornada de trabalho ano passado, mas decidiu encampar a proposta este ano e liderar a aprovação de uma PEC após o governo Lula indicar que mandaria um projeto de lei sobre o assunto. O texto está em debate desde fevereiro, sob críticas de empresários que argumentam que haverá aumento de custos e consequente repasse nos preços para a população. A oposição também atacou a proposta e indicou que votará contra a redução da jornada. O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou nesta terça que a discussão sobre o fim da escala 6×1 é legítima, porém “inoportuna e eleitoreira”, e defendeu a remuneração por horas trabalhadas com manutenção de direitos trabalhistas. “A remuneração por hora trabalhada traz liberdade, aumento da renda e proteção. Quem quer trabalhar mais ganha mais. Quem precisa de menos horas tem essa liberdade”, disse em nota. Ele reuniu as bancadas do partido na Câmara e no Senado para falar sobre o assunto. Para que a PEC seja aprovada, é necessário que 308 dos 513 deputados votem favoravelmente, em dois turnos no plenário. Depois, o texto ainda precisa passar pelo Senado Federal. O governo Lula tenta que o tema seja aprovado antes da eleição de outubro para melhorar a popularidade do presidente. Autor/Veículo: Folha de S.Paulo

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Nota de Repúdio

Repostando Sindicombustíveis: Nós, revendedores de combustíveis, recebemos com profunda indignação a propaganda institucional veiculada pelo governo federal em horário nobre, tentando transferir para os postos e distribuidoras a responsabilidade pelo aumento dos combustíveis no Brasil. Essa narrativa é injusta, simplista e desrespeitosa com um setor que trabalha diariamente, gera empregos, arrecada bilhões em impostos e mantém o país funcionando. Vivemos um cenário internacional de enorme instabilidade, com conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã, tensão no Estreito de Hormuz, por onde passa parte significativa do petróleo mundial, alta do barril, valorização do dólar, aumento dos fretes marítimos e pressão global sobre toda a cadeia energética. Mesmo assim, o governo prefere buscar um culpado fácil para a população, apontando para o último elo da cadeia: o posto revendedor. A revenda não produz petróleo. A revenda não refina combustível. A revenda não define política internacional, câmbio ou preço do barril. O posto compra combustível já com custos definidos por refinarias, importadores, distribuidoras, logística, impostos e mistura obrigatória de biocombustíveis. Somos, inclusive, um dos setores que mais arrecadam impostos no Brasil. O combustível é uma das maiores fontes de arrecadação de ICMS para estados e municípios, além de PIS/Cofins, contribuições previdenciárias e diversos encargos federais. O dinheiro que financia essas campanhas também sai do esforço do setor produtivo, inclusive dos postos de combustíveis. E o posto vai muito além do combustível. Em milhares de municípios brasileiros, principalmente no interior, o posto de combustível é ponto de apoio da população, oferecendo iluminação, segurança, vigilância, banheiro, loja de conveniência, caixa eletrônico 24 horas, geração de empregos e funcionamento permanente, muitas vezes sendo uma referência econômica e social da região. Ao invés de promover propaganda para criar vilões, o governo deveria enfrentar os problemas estruturais do setor energético brasileiro. O Brasil possui alternativas reais, limpas e eficientes para reduzir o impacto dos combustíveis no bolso da população, mas falta coragem para implementar medidas concretas. No caso do GNV, é preciso criar uma política de previsibilidade e competitividade, indexando o gás natural veicular a um percentual do preço da gasolina, algo em torno de 50%, garantindo estabilidade ao consumidor e competitividade para milhares de motoristas de aplicativo, taxistas e trabalhadores que dependem do combustível para sobreviver. Já o etanol precisa ser tratado como prioridade nacional. O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e uma frota majoritariamente flex. O etanol substitui diretamente a gasolina na maior parte dos veículos brasileiros e poderia aliviar imediatamente o custo do abastecimento. Para isso, o governo deveria promover ampla desoneração do etanol: redução de ICMS, PIS/Cofins e demais encargos, incentivando um combustível brasileiro, renovável, sustentável e gerador de empregos no campo e na indústria nacional. Mas, ao invés de incentivar alternativas energéticas inteligentes e nacionais, prefere-se fazer propaganda e apontar culpados. Defender a revenda é defender a livre iniciativa, o mercado livre, a concorrência saudável, os empregos e a segurança energética do Brasil. Nós não temos medo de fiscalização. Fiscalização séria, técnica e equilibrada sempre foi bem-vinda pelo setor. Se a fiscalização fosse feita de forma uniforme, transparente e republicana, do poço ao posto, abrangendo toda a cadeia, produção, importação, refino, distribuição, transporte e revenda, não haveria qualquer problema. O que não podemos aceitar é a espetacularização e a perseguição institucional contra a revenda. Ver PROCONs mobilizados nacionalmente apenas para pressionar postos, acompanhados de Polícia Rodoviária Federal atuando dentro das cidades, criando ambiente de intimidação e criminalização de empresários e trabalhadores, é um verdadeiro escárnio. A grande maioria dos revendedores brasileiros é formada por empresários sérios, trabalhadores e republicanos. Como em qualquer segmento da sociedade, existem exceções, mas não se pode condenar todo um setor por casos isolados. O Brasil precisa de equilíbrio, responsabilidade e verdade, não de propaganda política financiada com dinheiro do contribuinte para criar inimigos perante a opinião pública. A revenda brasileira merece respeito. Sindicombustíveis/PE Autor/Veículo: Sidicombustíveis – PE

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Fim da escala 6×1: emendas buscam manter 44 horas de jornada para atividades essenciais

Duas emendas apresentadas para a proposta que reduz a jornada de trabalho (PEC 221/19) buscam manter a carga de 44 horas para atividades essenciais e estabelecer um prazo de 10 anos para que a redução para 40 horas entre em vigor. Nesta sexta-feira (15), a discussão sobre a mudança aconteceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, como parte da agenda do programa Câmara pelo Brasil. O prazo para a apresentação de sugestões à Proposta de Emenda à Constituição 221/19, em análise na Câmara, já terminou. As atividades essenciais que manteriam o limite de 44 horas seriam aquelas que possam comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas. O deputado Sérgio Turra (PP-RS), que apresentou uma das duas sugestões, também estabeleceu uma redução de contribuições sociais das empresas, inclusive para o FGTS, como forma de compensação pelos custos da redução da jornada. A proposta original em análise por uma comissão especial da Câmara também prevê um prazo de dez anos para a vigência da redução da jornada, mas a ideia era reduzir a jornada máxima de 44 horas para 36 horas semanais. O entendimento da comissão com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é diferente. Haveria uma redução para 40 horas semanais com dois dias de descanso e sem perdas salariais. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu se haverá transição ou quando as mudanças entrarão em vigor. A proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP), PEC 8/25, que também está sendo analisada, fala em 360 dias para uma redução para 36 horas semanais. Debate O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Sul, Leonardo Dorneles, esteve na audiência pública em Porto Alegre e disse que o setor calcula um aumento de 7 a 8% no preço das refeições por conta principalmente da garantia de dois dias de folga na semana. Ele disse que a mudança não pode entrar em vigor imediatamente como vêm defendendo os representantes dos trabalhadores. “Tem que haver uma transição. Noventa dias não vai resolver. Seria uma discussão muito açodada. E a gente precisa ter transição maior. Não sei responder qual o tempo ideal, precisamos de estudos que falem dos custos”, ponderou. Para o deputado Leo Prates, a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores deve melhorar a produtividade das empresas. “É a reforma na qualidade de vida das pessoas, é a reforma no futuro do país. Porque muitos falam em família, mas como você tem família sem presença?” A deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) também disse que ninguém quer prejudicar o setor patronal, mas apenas assegurar que as pessoas tenham tempo para viver. O relatório sobre a redução da jornada deve ser apresentado na próxima quarta-feira (20) na comissão especial e as votações na comissão e no Plenário da Câmara devem ser realizadas na semana seguinte. Autor/Veículo: Agência Câmara de Notícias

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